Ilustração: https://thinkworklab.com/
Uma segunda-feira, primeiro dia útil, aquele dia primordial para a entrega dos relatórios mensais. Era um dia comum, acordei cedo antes mesmo do sol aparecer e bati o ponto certinho às 5 horas da matina, nem um minuto a mais e nem a menos.
Trabalhei normal e segui a escala da melhor forma possível. Foi só encerrar o expediente e aquela ligação surpreendente e indesejada aconteceu; aquela que revira o estômago... poxa, o que eu fiz de errado?!
Recebi a informação ingrata de que estava demitida. Um aviso prévio idenizado devido a conteção de despesas e porque a empresa tinha perdido clientes. Ouvi que não tinha nada haver comigo, era muito esforçada, mas a empresa precisava tirar alguém.
Enfim, um verdadeiro "presente de grego" no mês do aniversário e enquanto ainda fazia planos para as tão desejadas férias que estavam se aproximando. Daí, veio o descanso forçado e sem volta prevista... um xau e boa sorte.
Pela primeira vez não fui eu quem pediu para sair, que tinha outra proposta em vista, ou precisava me desligar para cuidar da saúde... Pior, pegou a mim e alguns colegas de surpresa. Recebi mensagens de pessoas preocupadas e sem acreditar no desligamento; ouvir elogios do quanto eu era dedicada e tinha potencial aqueceu um pouco o coração.
Injusto ou não, é mais um ciclo que foi encerrado após 2 anos e 3 meses no desafio de trabalhar em home office... Uma oportunidade importante na minha trajetória profissional, que apareceu num momento delicado e que me ajudou a reerguer. Sou grata pelo que aprendi.
Agora é superar o susto, engoir o choro, levantar a cabeça e seguir em frente. Realmente, vai tirar do eixo, virar de ponta a cabeça, e chacoalhar a mente. Terei que reorganizar a vida, controlar gastos e planejar as estratégias: fazer cursos; estudar para concurso; enviar currículos... agir!
É preciso reprogramar a mente e a rotina; rever atitudes; enfrentar os desafios e se preparar para encarar os novos horizontes.
