sábado, 3 de abril de 2010
Colaboração na Revista Magazine
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Mini-entrevista
1. Na sua opinião, qual a importância do movimento sindical na sociedade brasileira?
Desde as primeiras civilizações, visualiza-se a importância de está organizado, em grupos e juntos, para buscar transformações. Para mim, o movimento sindical é extremamente importante, porque independente da área, valoriza e dar a devida atenção aos trabalhadores, principalmente, para aqueles que não têm conhecimento dos seus direitos e deveres. É importante também a parceria com as demais categorias através do seu sindicato representativo.
2. Há quanto tempo você atua no Sintep?
Eu estou há 11 anos no sindicato, não entrei em busca de estabilidade e nem por causa de dinheiro. Entrei com o único interesse de lutar e defender os direitos dos trabalhadores e a melhoria das condições de trabalho. Já participei de quatro gestões, atuando na Secretaria de Saúde do Trabalhador, na Secretaria de Formação Política, fui Vice-Presidente, Presidente na última gestão e atualmente estou tentando a reeleição.
3. Para você, o que o Sintep representa?
É um órgão representativo, que busca os direitos dos trabalhadores e o seu reconhecimento. Considero um sindicato forte e respeitado, porque participa da CONTEE (Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino) e também é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
4. Nacionalmente, como o Sintep-AL é visto pelas demais instituições, a exemplo, da FETEE-NE e CONTEE?
Somos um sindicato pequeno, mas com grande potencial, além de ser combativo. Durante esses 11 anos fez muito mais que muitos sindicatos com infra-estrutura melhor e que existe a mais de 40 anos na defesa dos trabalhadores em escolas. O SINTEP é respeitado tanto a nível local como nacional.
5. Na sua opinião, quais as conquistas marcantes da categoria?
A manutenção dos direitos em convenções coletivas, como a garantia de 40% de desconto de associados e dependentes nas mensalidades do Ensino Básico; o desconto de 50% nas mensalidades para funcionários que trabalham em instituições de nível superior e 25% para aqueles que estudam na área da saúde; o ato em frente ao CESMAC contra as demissões em massa em 2005; a defesa dos funcionários na área de segurança escolar que estavam sendo utilizados como segurança de patrimônio, sem qualquer proteção e exposto à sua própria insegurança; o ato na Câmara Municipal contra as demissões sem direito trabalhista dos funcionários, que atuavam no Colégio Crispiniano Portal, a administração era do vereador na época, o Sr. Dau Tenório; a conquista da sede própria; dentre outros.
6. Você foi a primeira mulher no comando do Sintep. Existe preconceito com mulheres em cargos de liderança nos sindicatos?
Sim, por mais que se queira dizer que não, os homens não toleram ter uma mulher na administração geral. Isso ainda ocorre em vários setores, principalmente, em relação a uma dirigente sindical onde a maioria dos homens, de forma discreta, mostra que ainda vivemos numa sociedade totalmente machista e preconceituosa.
7. Quais foram as principais dificuldades enfrentadas na gestão “Lutar e Vencer” (2007-2010)?
Basicamente a disputa de poder de alguns diretores que causaram transtornos internos e contribuíram para fortalecer o patronato. Dentre as perdas que posso destacar estão: a retirada de 20% do desconto nas mensalidades para os associados no Ensino Superior, o percentual de 4% de reposição salarial de 2009, quando o ideal era pelo INPC (Índice Nacional de Preços do Consumidor) era de 6.25%; o intervalo interjornadas e intrajornadas, onde os trabalhadores têm dois turnos de trabalhos e um pequeno período de descanso (ex: trabalha pela manhã e à noite no mesmo local); e também a aprovação do banco de horas dos trabalhadores nas instituições de nível superior.
8. Agora, você busca a reeleição com a chapa “O Sintep é dos trabalhadores”, quais são as suas prioridades?
Ainda temos muito que conquistar e mostrar o meu trabalho. Quero organizar a infra-estrutura da nossa sede, para permitir um melhor conforto tanto para os funcionários como os associados e visitantes. Implantar um plano de saúde para nossos associados, pois tem muitas instituições que não disponibiliza. Buscar a equiparação salarial fazer valer um plano de cargos de carreira e salário. E principalmente, ampliar nossa base e o campo de atuação; conquistando novos associados e continuar na defesa dos trabalhadores em educação; além de desenvolver atividades de formação e de lazer com a categoria.
terça-feira, 30 de março de 2010
Escritório da FCP
Estiveram presentes ativistas, capoeiristas, quilombolas, várias autoridades e a população palmarina. Na mesa de honra, estiveram presentes: o Presidente da FCP, Zulu Araújo; o Secretário Estadual de Cultura, Osvaldo Viégas; o Prefeito Areski Freitas; o Vereador Benedito José dos Santos; a ialorixá Neide Martins (Mãe Neide Oyá D’Oxum); e o ativista e cientista social Carlos Martins.
De acordo com Zulu Araújo, a escolha do professor de educação física, Mestre Claudio, para ser o primeiro representante do escritório se deu na forma mais democrática possível e concorreu com o historiador Zezito Araújo, que também fez muitas ações a favor da temática negra no Estado. “A decisão se deu também como uma forma de homenagear e reconhecer a importância que a capoeira tem para o nosso país. No ano passado na Bahia foi feito o registro de patrimônio cultural da União e o nosso próximo passo é transformá-la como patrimônio cultural da humanidade, pois estar presente em 152 países”.
A solenidade serviu ainda para anunciar que neste ano, serão utilizados 200 mil reais para a reforma do Parque Memorial, que terá a ampliação do restaurante, construção da área destinada para os ambulantes e a restauração dos espaços contemplativos. O prefeito Kil também declarou que existe 1 milhão de reais empenhados, que irão resolver de uma vez por todas o calçamento da estrada que dar acesso à Serra. “Consegui boa parte do dinheiro com o Deputado Federal Francisco Tenório. Hoje a demora é apenas burocrática, com a licitação para a escolha da empresa que fará o serviço. Felizmente, o problema não é mais a falta de recursos”, declarou o gestor municipal.
A programação seguiu com a apresentação da orquestra de berimbaus composta por mestres de capoeira, uma roda de confraternização, o grupo de dança Aró Fun Fun Omanjerê e no encerramento teve a degustação da comida afro-brasileira. Esse foi um momento histórico, fruto de uma reivindicação do movimento social negro que existia há 30 anos; o escritório funcionará na Travessa Santa Maria Madalena, nº236, Centro da cidade. A Cojira-AL deseja axé e acredita que o povo afro-alagoano terá mais conquistas com este novo avanço!
Fonte: Coluna Axé - jornal Tribuna Independente (30.03.10)
segunda-feira, 29 de março de 2010
Pérola racista - Faustão
Logicamente o Seu Jorge, o campeão do ano passado. Talvez o porquê esteja no imaginário popular, pois a cor preta estar associada ao feio ou ao que não presta. Porém, o Faustão tentou justificar o título dizendo que as filhas do cantor e compositor já estão cansadas de dar muitos conselhos para ele.
A maioria das pessoas podem defender dizendo que isso não é racismo, foi apenas uma brincadeira. Mas, o preconceito é assim mesmo ... sutil, malvado, penetrante, irresponsável, dúbio, ilimitado, etc e tal.
sábado, 27 de março de 2010
Trilha sonora - fim de semana (27 e 28.03)
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Mais respeito e conquistas
Trata-se de mais uma data que busca refletir sobre os efeitos danosos do racismo na sociedade e que encontra-se presente em todas às classes sociais e segmentos. No dia 21 de março, também tem mais dois fatos importantes, em 1988 a Serra da Barriga através do Decreto nº 95.855 foi reconhecida como Monumento Nacional, após ter sido tombada pelo IPHAN em janeiro de 1986. E dez anos depois, o movimento negro conseguiu junto ao Governo Federal consagrar o último comandante-em-chefe da República Quilombola Palmarina, Zumbi dos Palmares, como herói nacional devido a sua luta, organização e resistência no maior e mais importante “mukambu”.
No último domingo no Vergel do Lago, ocorreu um ato de valorização da cultura popular e afro-alagoana para reverenciar o dia 21 de março, os 12 anos de Zumbi como herói, além de chamar a atenção da sociedade sobre as injustiças que homens, mulheres e crianças negras sofrem diariamente devido à cor da pele.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE), pouco mais de 50% da população brasileira é afro-descendente (pardos e negros), no entanto, ainda lutam por oportunidades iguais no mercado de trabalho, nas universidades, nos cargos de poder, nos meios de comunicação, por tratamento adequado de saúde e moradia. Temos preconceito contra o gordo, o baixinho, o homossexual, o nordestino, o deficiente físico... são várias as formas de opressão, mas ainda querem negar que existe discriminação racial no Brasil. Bom, já tivemos várias conquistas, mas o racismo não dar descanso e a luta continuará! Axé!
Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (23.03.10)
segunda-feira, 22 de março de 2010
Cenas do Cotidiano - Ilha de Itamaracá
Olha as fotos do paraíso, as que eu não estou, foi as que tirei. :P
domingo, 21 de março de 2010
Cenas do cotidiano - Seminário em Pernambuco
Depois contarei outros detalhes da viagem ... segue algumas fotos dos bastidores. Veja outras informações no blog da Cojira/AL.
Cerca de 70 participantes oriundas do Nordeste e convidadas de outros estados.
Lanches - nunca comi tanto em seminários, voltei com mais quilinhos.
sábado, 20 de março de 2010
Trilha sonora - fim de semana (20 e 21.03)
terça-feira, 16 de março de 2010
Igualdade racial e de gênero
De 18 a 21 de março, o Observatório Negro e a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) realizarão o Seminário Mulheres Negras Nordestinas no combate à discriminação racial na mídia. A atividade acontecerá no Hotel Orange na Ilha de Itamaracá em Pernambuco e recebe o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Mulher (Unifem).
Cerca de 30 mulheres foram selecionadas para o evento, sendo oito representantes dos estados nordestinos e as demais participantes são do estado anfitrião. De Alagoas, estará presente a jornalista Helciane Angélica Santos Pereira, que é integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) e Diretora do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, que faz parte dos Agentes Pastoral Negros do Brasil (APN’s).
O seminário faz parte de uma das três etapas que compõem o projeto Mulheres Negras pelo Direito Humano à comunicação. Busca a integração entre lideranças negras oriundas de vários segmentos afros, com o objetivo de fortalecer uma ação articulada para combater todas as formas de preconceito e a vulgarização da mulher nos meios de comunicação.
Na programação, constam palestras, mesas-redondas, roda de diálogos e apresentações artísticas a exemplo do afoxé Oyá Alaxé de Recife e a Lia de Itamaracá, artista respeitada e considerada a mais famosa cirandeira do Brasil. Dentre os temas a serem discutidos estão: Mulher Negra e Comunicação; Democratização racial da Comunicação; Racismo na mídia e violência simbólica contra as mulheres negras; Direito humano à comunicação (rádio comunitária, TV, internet, direito de antena, produção da informação e destinatários).
Também serão apresentadas as experiências do Observatório Negro com as diversas mídias e a atuação da justiça brasileira, que irá discutir as ações da entidade no Ministério Público e fazer uma análise das respostas do Estado para os diversos casos. A entidade foi implantada no dia 04 de setembro de 2004, busca fortalecer a população negra enquanto sujeito político de direitos e na construção de uma sociedade radicalmente democrática, atuando no combate do racismo e o sexismo em parceria com outros segmentos da sociedade civil organizada.
A iniciativa faz parte da celebração do centenário do Dia Internacional da Mulher, é importantíssima e deveria ser difundida em todas as regiões do país. Acompanhe a cobertura do evento no blog da Cojira-AL, no twitter (@cojiraal e @obs_negro) e na próxima edição da coluna axé.
Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (16.03.10)

