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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Alagoas: 200 anos

O Estado de Alagoas celebrou no último sábado, 16 de setembro, 200 anos de Emancipação Política, histórias e conquistas.

Constantemente lembrado pelas paisagens paradisíacas do litoral ao sertão; riqueza gastronômica; cidades tombadas e territórios reconhecidos como patrimônios mundiais a exemplo da Serra da Barriga onde se articulou o maior quilombo de resistência e luta por liberdade tendo como grande líder negro Zumbi dos Palmares.

Infelizmente, também, é muitas vezes hostilizado na grande mídia diante dos casos de corrupção e atuação dos representantes políticos; o analfabetismo; o caos nos serviços públicos e os índices alarmantes de violência, especialmente, contra a juventude. Porém, o grande potencial deste Estado encontra-se no seu próprio povo, que é trabalhador, alegre e acolhedor.

E não podemos esquecer da diversidade cultural, sendo detentor do maior número de manifestações folclóricas com vários folguedos e danças; além dos ícones nacionais na música, literatura, artes, esportes e nas áreas do conhecimento, como: Graciliano Ramos, Aurélio Buarque de Holanda, Lêdo Ivo, Théo Brandão, Djavan, Hermeto Pascoal, Nise da Silveira, Kaká Diegues, Linda Mascarenhas, Marta Vieira da Silva, entre outros.

Desejamos uma nova Alagoas, com mais oportunidades, economia forte e justiça social. Para isso, é necessário conhecer mais a nossa terra, valorizar as raízes e continuar lutando por políticas públicas! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 459ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Diálogos inúteis




Por: Helciane Angélica


É impressionante como as pessoas terminam ativando o modo antissocial diante das suas adversidades emocionais e profissionais. E eu, me incluo nesse fragmento da população que se recolhe, se poupa, fica offline.


Fugimos dos programas familiares, das reuniões intermináveis, das boemias e até dos inocentes bate-papos com amigos(as) verdadeiros(as). Tudo isso para não demonstrar as fraquezas e não ter que dar explicações desnecessárias sobre as consequências dos seus próprios atos; ou simplesmente porque estamos sem assunto, não tem nada de novo, nada de interessante para falar.


Os/as especialistas de plantão diriam que essas características servem de alerta para um possível quadro depressivo e que requer cuidados. Blá, blá, blá.


A sensação é de vergonha, frustração e impotência pelos dramas vivenciados; a gente sempre acha que os nossos problemas são maiores, que tudo de ruim vem em comboio. Porém, cada um(a) tem o seu tempo de reação e formas de superação, e a única coisa que resta é: respeitar o momento e ajudar da melhor forma.


E infelizmente, por mais que você tente se esquivar, os encontros inesperados com aquele(a) colega dos tempos de escola/faculdade, do antigo trabalho, de um evento qualquer, da casa da peste... que você não ver há anos, aparece, e tenta puxar conversa sobre a sua vida só para matar a curiosidade...

I
- Olá menina! Como está?
- Oi! Tudo bem.
- Por onde andas?
- Na luta de sempre!

II
- Oi Helci! Nossa, como tá magra!
- kkk Ainda falta perder mais um pouquinho
- Agora, você é atleta, só vejo suas postagens nas redes sociais.
- Que nada, é o meu lazer.
- E aí, tá fazendo mais o que da vida?
- Só estudando e nadando mesmo.


III
- E aí, mulher. Tá trabalhando?
- Não, tô parada.
- Tá deixando currículo?
- Sim, deixei. Participei de algumas seleções, mas não fui chamada.
- Mas, tem muitas vagas na tua área?
- Não. Pelo contrário, não estão contratando.
- É, tá difícil mesmo!
- Humrum.


Pois é, é a crise econômica no Brasil, o desgaste mental, a desvalorização dos ideais e a superficialidade nas relações interpessoais. Enquanto isso, a gente segue em frente buscando dias melhores...


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Heroína de futuro


Família reunida, presente divino! (10.05.2015)


Por: Helciane Angélica


"Ser mãe é padecer no paraíso" - quem nunca ouviu essa expressão popular? Mesmo sendo antiga, sua veracidade aumenta!

Ser mãe é ser Mulher Maravilha em tempo integral, ter várias funções ao mesmo tempo e ainda ser criticada. Não falo isso por experiência própria, mas por conviver com a minha super-pãe (mãe + pai + chefe de família + dona de casa = TUDO QUEM RESOLVE É ELA). Uma nova modalidade de mãe está despontando na atualidade.

Não é nenhuma novidade dizer que as mulheres estão buscando sua independência e adiando a maternidade. Porém, o índice de mulheres que carregam nas costas a responsabilidade de manter a casa e educar os filhos cresce significativamente, tarefa sempre empregada pela classe masculina como obrigação da mulher.

As tarefinhas só multiplicam! Solteiras, casadas ou divorciadas, não importa o estado civil, as mães da atualidade realizam 2,3,4... jornadas de trabalho. Verdadeiras multi-uso, elas (as mães) desempenham funções costumeiras e desenvolvem novas aptidões, ou seja, têm que ser amiga, babá, psicóloga, professora, enfermeira... tudo ao mesmo tempo.

Entretanto, nem tudo são flores e qualidades. Essas mesmas mulheres têm que superar e solucionar os conflitos familiares, seja a princesa da mamãe (às vezes, a filha amiga, e outras, a concorrente) ou ainda o campeão da casa (às vezes, o filho exemplar, e outras, o grande provocador de chateações).

E os filhos? Sejam independentes ou mimados, tentam se acostumar com a heroína que possuem dentro de casa, pois mesmo sendo super-dedicada pode passar muitas horas fora do lar, e quando retorna para lá, quer um simples carinho - muitas vezes não dado.

Ser mãe é, realmente, padecer no paraíso. De hoje em diante, tentarei ser uma filha melhor e quem sabe no futuro ser a SUPER-PÃE que hoje admiro!


Texto escrito em 23 de setembro de 2005.
Projeto de Comunicação Alternativa - Fanzine Universo Feminino.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Jogo de interesses




Outro dia, estava no ônibus e uma conhecida entrou... toda feliz tentou interagir:

- Oi Helciane! Quanto tempo?
- Olá! Tudo bem?
- Tudo bom. E aí, ainda está trabalhando com a...?
- Não, eu pedi para sair.
- E foi, não sabia.
- É, já faz um tempinho.
- Hum.
... acabou o assunto ...



Com esse episódio tão corriqueiro, às vezes fico relembrando e avaliando a minha vida de assessora parlamentar. 

Era um cargo de confiança, sem qualquer vínculo trabalhista, onde exigia-se adaptação em várias funções: secretariar, recepcionar, coordenar, aconselhar e saber ouvir. E ainda, fazer as atividades que realmente motivaram a contratação, no meu caso, assessoria de imprensa.

A pessoa tinha que trabalhar pensando na superação, agradar sempre, não admitia erros! Afinal, existiam fiscalizadores por todo lado e sempre alguém disposto a puxar o seu tapete. Logo, aprendi que a diplomacia era uma ferramenta essencial para se permanecer viva nesse meio político-partidário. 

Uma "escravidão concebida". Os desafios e teste de paciência eram constantes. Não existia hora certa, feriado ou fim de semana. E se alimentar com calma, uma regalia para poucos dias. Tinha que receber as reclamações, calada, apesar da rebeldia em sempre querer mostrar o meu ponto de vista. E o que mais me impressionava era a atenção das pessoas - das mais diversas classes sociais e formações - porque precisam de algo ou tinham apenas o dom da bajulação. Cansei! 

Algum dia, poderei passar por algum problema financeiro, e me lembre do salário certinho entrando na conta corrente todo mês. No entanto, pode até parecer hipocrisia, solicitei a exoneração porque prefiro receber bem menos e ter qualidade de vida. Não há tempo para arrependimentos, quero saúde e mente sã.

Agora, só ficam as experiências e as indagações: a pessoa só tem valor... Quando tem poder?; Quando tem dinheiro?; Quando é bem relacionada?; Quando pode conseguir benefícios?; Quando trabalha com alguém influente? 

Aprendi muito! Foi uma fase importante na vida, de intenso crescimento profissional, conflitos pessoais e a confirmação dos meus ideais.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Continue a nadar, continue a nadar!

Sempre gostei de nadar e nadei a vida toda.
 
Foram várias as idas e vindas nas piscinas. Comparecia alguns meses e parava; retornava nas férias; chegava o inverno, batia a preguiça e encerrava mais um ciclo. Era uma aluna indisciplinada.
 
Mas, há seis meses, voltei! Sai do sedentarismo. Tornou-se o cantinho da meditação, a melhor forma para conseguir emagrecer e renovar as energias.
 
A natação foi escolhida como esporte ideal, uma recomendação do clínico geral, psicóloga e endocrinologista. Uma verdadeira junta médica para comprovar que esse era o instrumento mais eficaz no controle da ansiedade e crises asmáticas.
 
E no último domingo (08.03), em pleno Dia Internacional da Mulher, participei pela primeira vez de uma competição de natação. Aceitei o desafio de entrar na equipe de revezamento 3x700m,  no Festival de Natação no Mar organizado pela Federação Aquática do Estado de Alagoas (Faeal).
 
Eu sabia que não seria fácil,  no entanto, não imaginava o quanto podia ser intenso e gratificante. Pensei em desistir algumas vezes. Um bombeiro apareceu em um caiaque, no meio da prova, e perguntou se estava tudo bem e respondi quase morrendo:  "Tá ... só quero chegar no final".
 
Parei algumas vezes. Fiz nado craw, nado peito, nado cachorrinho, boiei... qualquer coisa que mexesse as pernas e braços. Fui no meu ritmo, incentivava a mim mesma, queria chegar. Eu não ia pagar o mico de ser resgatada e a equipe ser desclassificada.

Faltou ar, senti o cheiro do combustível das embarcações no mar e veio a lembrança que não tomei a bombinha da asma. Esqueci até que estava gripada e a vontade de fazer xixi passou. O desespero em voltar à praia era maior, precisava cumprir a minha própria meta que era terminar o percurso.
 
A experiência foi incrível, parecia que não tinha fim, mas deu certo! Obrigada Academia Nadart Fênix por me ajudar a quebrar obstáculos e agradeço imensamente o incentivo dos professores Henrique e Aparecido, dos amigos e familiares. Eu nadei ao lado dos melhores, o atleta Higo e o querido professor Iuri; ficamos em primeiro na categoria e ainda levei medalha para casa. 
 
Enfim, o mais importante foi a superação dos meus próprios medos. Estou resgatando a autoestima e a qualidade de vida! Agora é continuar a treinar, vamos em frente!!! 


 
  



 
 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Gritamos por respeito!

O Brasil tem vivido uma onda de manifestações nas principais capitais, que foram articuladas através das redes sociais na internet. Alguns, dizem que o povo acordou; outros falam que é vandalismo; e para muitos, foi a forma encontrada para demonstrar o descontentamento popular com o aumento do custo de vida e o uso indevido de recursos públicos. 

Em tempos de preparação para grandes eventos esportivos (Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016), a sociedade reivindica mais investimento em saúde, educação, moradia, segurança pública e mais trabalho. As vaias direcionadas à Presidenta do Brasil, Dilma Roussef, na abertura da Copa das Confederações no último sábado (14.06) em Brasília, continua ecoando e também serviu como protesto internacional.

Nas ruas, o povo continua lutando contra os centavos a mais nas passagens de ônibus e o sucateamento dos veículos, e também, pela liberdade de expressão. Porém, infelizmente, as faixas, bandeiras, apitos, palavras de ordem, narizes de palhaço foram combatidos com balas de borracha, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, cacetadas e prisões. Também teve muita gente que ficou ferida gravemente, inclusive, profissionais de comunicação que estavam fazendo a cobertura midiática. 

Basta de opressão militar e arbitrariedade do poder público, não podemos voltar aos tempos da ditadura. Queremos vida digna... homens, mulheres, estudantes, trabalhadores nas mais diversas áreas, negros e brancos. 

Vamos juntos, não podemos perder a capacidade de se indignar, e, devemos contribuir para a transformação social. Axé!



Fonte: Coluna Axé - 254ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/06/2013) 
Editora: Helciane Angélica - COJIRA/AL

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Um natal verdadeiro

Texto: Helciane Angélica
Foto: Facebook


Quero um Natal de luz!
Para exaltar o amor, a paz e a família.
Mas, é preciso estender o espírito natalino durante todos os dias do ano.
Cansei de ver gente falsa.
Mentirosa e egoísta.
Que te menospreza.
Critica pelas costas.
E na sua frente te enche de elogios.
Quero abraços apertados.
Sorriso sincero.
Palavras de estímulo.
Companheirismo.
Mais humanidade e respeito entre tod@s!


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Eu sou do axé!



O sábado (08.12), foi especial para as comunidades tradicionais de matrizes africanas e todos aqueles que lutam contra a intolerância religiosa, racismo e outros preconceitos correlatos.

Após várias mobilizações em defesa da liberdade de culto e contra as ações preconceituosas que defendiam a “organização do espaço público” por meio da Prefeitura de Maceió, o Dia de Iemanjá transformou-se em uma grande celebração! Integrantes de várias casas de axé realizaram seus xirês, oferendas, dançaram e entoaram cânticos africanos durante todo o dia, cada um ao seu jeito, e no tempo que achavam necessário.

Também teve roda aberta de capoeira e a Festa das Águas, na Praça Multieventos em frente à praia da Pajuçara, com apresentações dos grupos afro-culturais: Arê Yorùbá, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Ofaomin, Grupo Inaê, Afoxé Odô Iyá, Afoxé Oju Omin Omorewá, Maracatu Coletivo AfroCaeté e a banda afro Mandela – que após o seu apogeu na década de 90, passou por período de inatividade, renasceu nesse ano e tem mostrado novamente todo o seu potencial, além de congregar diferentes gerações.

Era visível o amor e a alegria de estar participando desse momento ímpar, cada um com sua beleza, organização e vestimentas. E o melhor, foi ver ativistas do movimento negro alagoano se confraternizando, e ainda, um grupo de jovens europeus que chegaram de forma tímida e logo se renderam aos batuques e o gingado da dança-afro, demonstrando que a diversidade pode sim viver em harmonia.

Outro ponto de destaque foi o lançamento oficial da campanha estadual “Eu sou do Axé!”, que visa contribuir para a autoestima e incentivar a auto-declaração religiosa nos mais diversos serviços públicos e segmentos sociais, trata-se de uma forma prática para avaliar a quantidade de adeptos e organização. O evento contou com o apoio da Secretaria da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos, que garantiu a infraestrutura necessária para o funcionamento do palco da liberdade.

Um viva às manifestações de fé, o respeito entre as religiões e a tradição cultural... e que 2013 seja ainda melhor. Axé!



Iemanjá

As cerimônias religiosas organizadas por diversas casas de axé na orla de Maceió aconteceram na maior tranquilidade, sobre os olhares de curiosos e simpatizantes. Também seria extremamente importante que fosse utilizado apenas objetos naturais para não poluir o meio ambiente, e, acredito que essa é uma discussão que deveria ser aprofundada nas redes de terreiros. Porém, foi bonito demais ver a diversidade, crianças e adultos, pessoas das mais diversas classes sociais reunidas para exaltar a água, o ar, o vento, a terra ... enfim, todos os orixás e a grande matriarca Iemanjá, a rainha do mar e a grande protagonista no dia 8 de dezembro. 



Fonte: Coluna Axé - nº229 - Jornal Tribuna Independente (11.12.12)
Crédito da foto: Helciane Angélica

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Filmaço




Por: Helciane Angélica


Cerca de 570 mil pessoas já prestigiaram o filme “Gonzaga – De pai para filho” dirigido por Breno Silveira. Estreou nacionalmente no dia 26 de outubro, e, é mais uma bela homenagem no ano onde celebra-se o centenário do Rei do Baião.

É um misto de documentário, comédia e drama, que apresenta a dura realidade do povo sertanejo, o combate de preconceitos e a luta para realizar sonhos. Relata-se a trajetória de vida e de reconhecimento artístico do pernambucano negro Luiz Gonzaga, além da relação conflituosa com seu filho Gonzaguinha. 

Tem muitos críticos de cinema por aí, afirmando que esperava um pouco mais da produção cinematográfica. O fato é que é uma ótima programação para curtir em família. Nos revela um constante encontro e desencontro com as raízes e a busca por felicidade. 

Dar vontade ver e rever, pior, é quase impossível não mexer os pés ou batucar baixinho, quando ouve-se os clássicos do forró.

Enfim, todo nordestino(a) e admiradores da cultura popular deveriam assistir. 

Pura emoção! 

domingo, 23 de setembro de 2012

Como uma onda


A vida é igual ao mar, tem que ter cuidado com a próxima onda e continuar nadando



Texto e foto: Helciane Angélica



Por mais que a pessoa faça tudo certinho e se esforce.

Tem sempre alguém para dizer que aquilo não é suficiente e não estar bom. 

Então ... como não podemos agradar a todos em tudo.

Temos que ir fazendo e recriando um novo jeito de ser e, principalmente, em ser feliz!

Às vezes a gente acha que aquela ocasião é a melhor coisa do mundo, que o emprego é o ideal, que a pessoa que estamos é a mais incrível ... e que sem isso, não sobreviveria. 

Mas aí, levamos aquela rasteira da vida e vem algo melhor, enfim, sempre pode vir algo melhor.

É só continuar em frente e acreditar.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dia do índio e da índia


Foto: Ednilson Aguiar


No dia 19 de abril, é celebrado no Brasil o dia dos guerreiros e guerreiras indígenas. Porém, o ideal seria que o reconhecimento aos descendentes dos primeiros povos em nosso país fosse cotidianamente. 

Historicamente, nossos irmãos e irmãs são humilhados(as) desde o "Descobrimento do Brasil"; suas terras foram e ainda são usurpadas por fazendeiros, usineiros e políticos; são vítimas das inúmeras doenças que foram levadas pelos brancos; muitas mulheres foram violentadas; os homens utilizados como massa de manobra para destruir o Quilombo dos Palmares e outras organizações de luta, onde em troca teriam a "liberdade garantida" em seu pedaço de chão para viverem normalmente; as crianças indígenas ainda encontra-se marginalizadas pela ausência de escolas que contemple seus costumes; dentre outras problemáticas.

No filme Xingu que estar em cartaz nos cinemas brasileiros, apresenta um breve resumo do que foi o extermínio e a exploração das tribos indígenas, além de contar a história dos Irmãos Villas-Bôas que se alistaram na Expedição Roncador-Xingu, uma missão desbravadora pelo Brasil Central. Uma das primeiras frases ditas pelo narrador na produção cinematográfica é: "No Brasil, os governantes dizem que existem terras improdutivas ... na verdade, elas tem donos!", pois é, as terras sempre tiveram donos e eram dos indígenas. Mas, quem detém a terra, é o mesmo que ter poder ... logo, não poderia ficar com a tutela dos índios que eram vistos como preguiçosos, submissos e rudimentares.

O debate sobre a questão indígena tem que ser constante nas escolas, faculdades, associações, sindicatos e parlamentos. Afinal, os indígenas não existem apenas no dia 19 de abril. Eles têm que ter os seus direitos e a cultura respeitados todos os dias!


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Para quem ainda não assistiu ao filme Xingu, recomendo!!! Saiba mais no site: www.xinguofilme.com.br


domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorad@s

Hoje, 12 de junho, é mais um Dia dos Namorad@s ... confesso, a data me deprime.

Mas, as vezes fico pensando: do que adianta ter alguém ao lado e não ser feliz?

Acredite, tem muita gente que encontra-se nessa situação por aí e permanece por vários anos. Vive pior que cão e gato, brigando pelos cantos, mas na frente do povo se comporta como casal de contos de fadas.

É preciso aprender a ter amor próprio, antes mesmo, de tentar se envolver com alguém. Caso contrário ... o egoísmo, ciúmes e a possessividade vão corroer tudo por dentro, até você se sentir só mesmo a dois.

Enfim, amar não é fácil, mas quando está em sintonia vale muito a pena! É uma descoberta de você mesmo, a cada dia!

Compartilho aqui, um pequeno texto escrito no dia 01/12/2003 que está guardado no meu velho  caderno de confidências e tentativas de poesias e crônicas. A foto é uma ilustração que peguei no Google Imagens. ;)

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O verdadeiro sentido do amor

Por: Helciane Angélica


Amar...
É poder conviver com sinceridade,
Respeitando as limitações do outro, 
Sem cobranças, 
Com carinho e afeto.

Amar...
É nunca deixar de ser o que é,
É querer adequar-se a alguém sem modificações extremas,
É poder confiar,
É sentir-se protegido, quando é no caos que está vivendo,
É querer compartilhar cada momento com alguém, mesmo que seja um segundo do dia.

Amar...
É poder expressar tudo que sente sem ter medo de sofrer futuramente!
É apenas viver cada momento.
É poder sonhar a dois.
É uma chance para a felicidade!!!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Já escolhi meu Deputado Estadual!


Meu voto é do IZAC da CUT, precisamos mudar a Assembleia Legislativa de Alagoas! Trabalhador vota em trabalhador! Confira outras informações no site do candidato: www.izacdacut.com.br

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Os meios de comunicação e os segmentos afro-culturais

"Nossa capacidade de comunicação não é medida pela forma como dizemos as coisas, mas pela maneira como somos entendidos." (Andrew S. Grove)

Artigo escrito por: Helciane Angélica Santos Pereira (*)

A Liberdade de expressão é um dos direitos humanos exaltados e garantidos pela Constituição Brasileira, porém, quando pensamos nos grandes meios de comunicação (TV, rádio, jornal e agências de notícias online) o que observamos é a “liberdade de empresa”. Os jogos de interesse e a supremacia dos donos prevalecem, afinal, por trás de todas as decisões estão políticos e/ou pessoas influentes com muitos recursos financeiros, por isso tamanha é a dificuldade de ter conteúdos que realmente contribuam para a transformação social e respeitem à diversidade racial, crenças e de gênero.

Em Alagoas, desde o dia 24 de novembro de 2007, com a implantação da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), a categoria e a população começaram a ver às questões étnicorraciais com outros olhos. O grupo foi o primeiro da região Nordeste e o quinto nacionalmente, e aos poucos tornou-se uma referência entre os demais coletivos existentes: o Núcleo de Comunicadores Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul e as Cojiras dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia e Paraíba.

No início tinham apenas cinco pessoas, atualmente são dez integrantes, mas as portas estão sempre abertas para mais jornalistas e acadêmicos interessados em debater a história da Imprensa Negra e os efeitos do racismo midiático. Juntos, buscamos a interlocução entre os meios de comunicação e os segmentos afros, além de garantir a ampliação no número de pautas sobre a conjuntura da população afro-descendente e contribuições artísticas. Porém, os nossos principais desafios, sem dúvidas, são a sensibilização dos profissionais sobre a temática; a avaliação crítica sobre a existência do racismo e assédio moral nas redações; além da conscientização para a não-utilização dos termos racistas nos veículos de comunicação.

É necessário avançarmos mais, o movimento social negro deve se impor, investir sempre na sua organização e na divulgação das ações político-culturais. Chega de ficar escondido nas periferias e nas reuniões, devemos investir na comunicação seja com um simples panfleto ou na utilização das inúmeras mídias sociais (blog, orkut, twitter, myspace), enfim, investir nos meios alternativos. As atividades são inúmeras e vários grupos realizam ao mesmo tempo, mas, na maioria das vezes elas passam despercebidas entre os ativistas, imagine na Imprensa?! Precisa-se romper as barreiras dos grandes meios de comunicação, mostrar nosso potencial durante o ano todo, afinal, não existimos apenas nas datas temáticas do dia 13 de maio e 20 de novembro.

Precisamos também nos capacitar e lutar para conquistarmos os espaços de poder nos mais diversos setores da sociedade. Os coletivos que discutem às questões étnicorraciais no movimento sindical são aliados importantes, mas sabemos da necessidade de cooperar ainda mais para dar a visibilidade que o povo afro-brasileiro merece! Os negros e negras contribuíram para a formação deste País, agora, almejam novos avanços e devem se unir para termos políticas públicas eficientes, oportunidades iguais de trabalho, liberdade de culto, justiça e respeito! Axé!

(*) Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) no ano de 2007; Editora da Coluna Axé desde 13 de maio de 2008, veículo semanal publicado toda terça-feira no jornal Tribuna Independente; Integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL); e Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade associada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APN’s).

Fonte: jornal alternativo Odô Iyá, edição de maio de 2010 – uma produção da Casa de Iemanjá localizada em Maceió-AL, onde também possui o primeiro Ponto de Cultura no Brasil que foi instalado dentro de um terreiro.

Saiba mais: www.casadeiemanja.hpg.com.br.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Brasilllllllll

Crédito da foto: AP


É amanhã, às 15h30, o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2010, será contra a Coréia do Norte na cidade Johanesburgo na África do Sul. Tá bonito de ver, as ruas enfeitadas nas cores verde e amarela; bandeirinhas nos carros e casas; as pessoas de várias origens, raças, religião e opção sexual se confraternizando e torcendo pelo país em uma partida futebolística.

É impressionante como esse evento esportivo para o mundo e principalmente o Brasil, pena que isso só acontece de quatro em quatro anos. Também espero que nas eleições, a população tenha o mesmo orgulho e a vontade de “ganhar”, só que desta vez, torcer por um futuro melhor, com menos injustiças e preconceitos!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pérola racista - Faustão

O programa Domingão do Faustão realizou ontem (28.03) a tradicional premiação “Melhores do Ano” com 15 categorias. Infelizmente a boca maldita do apresentador sempre solta uma piadinha de mau gosto, desta vez, ao anunciar os concorrentes na categoria melhor cantor (Pe. Fábio de Melo, Daniel e Seu Jorge) disse a seguinte pérola: “O padre, o coroinha e o capeta”. Advinha quem era o capeta?!

Logicamente o Seu Jorge, o campeão do ano passado. Talvez o porquê esteja no imaginário popular, pois a cor preta estar associada ao feio ou ao que não presta. Porém, o Faustão tentou justificar o título dizendo que as filhas do cantor e compositor já estão cansadas de dar muitos conselhos para ele.

A maioria das pessoas podem defender dizendo que isso não é racismo, foi apenas uma brincadeira. Mas, o preconceito é assim mesmo ... sutil, malvado, penetrante, irresponsável, dúbio, ilimitado, etc e tal.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Esse é o cara!!!


O mineiro Joaquim Barbosa, 54 (faz aniversário no dia 07 de outubro), é o primeiro negro a integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) desde a existência da Corte. O ministro foi nomeado em 2003, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As suas atuações que se destacaram foram: o julgamento de ações relacionadas à fidelidade partidária e o inquérito do mensalão, um dos maiores escândalos de corrupção do País; além claro, do polêmico bate-boca com o Ministro Gilmar Mendes, que lhe rendeu vários fãs.

Joaquim tornou-se doutor e mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde cumpriu programa de doutoramento de 1988 a 1992; é professor licenciado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ensinou as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo.

Também escreveu vários livros na área do direito constitucional, a exemplo de “Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade”, onde defende as ações afirmativas como forma de combate ao racismo e à discriminação.


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Tive a oportunidade de tirar essa foto no final de junho de 2009, em Brasília, quando escapei da programação da Conferência Nacional pela Igualdade Racial (Conapir).

Na verdade, foi uma audiência especial entre o Ministro na sede STF e mais cinco integrantes da delegação alagoana: a jornalista Valdice Gomes (Sindjornal / Cojira-AL), Elis Lopes (Gerente Afro-Quilombola do Governo de Alagoas), Arísia Barros (Ong Maria Mariá) e as vereadoras de Maceió, Fátima Santiago e Tereza Nelma.

O encontro teve como pontos de pautas: a moção de apoio sobre a postura e encaminhamentos executados pelo ministro, que foi acatada na Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial; a entrega da Comenda Pontes de Miranda, aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Vereadores de Maceió; além da solicitação de uma visita e agenda positiva em Alagoas com os segmentos afros.

Bom, trata-se de uma pessoa de pulso forte e um exemplo para a população afrobrasileira. Orgulho, alegria e satisfação nem representam bem o que eu sentir.
Enfim, s
em sombra de dúvida esse é o cara ... e esse dia foi extremamente especial!!!