terça-feira, 19 de setembro de 2017
Alagoas: 200 anos
Constantemente lembrado pelas paisagens paradisíacas do litoral ao sertão; riqueza gastronômica; cidades tombadas e territórios reconhecidos como patrimônios mundiais a exemplo da Serra da Barriga onde se articulou o maior quilombo de resistência e luta por liberdade tendo como grande líder negro Zumbi dos Palmares.
Infelizmente, também, é muitas vezes hostilizado na grande mídia diante dos casos de corrupção e atuação dos representantes políticos; o analfabetismo; o caos nos serviços públicos e os índices alarmantes de violência, especialmente, contra a juventude. Porém, o grande potencial deste Estado encontra-se no seu próprio povo, que é trabalhador, alegre e acolhedor.
E não podemos esquecer da diversidade cultural, sendo detentor do maior número de manifestações folclóricas com vários folguedos e danças; além dos ícones nacionais na música, literatura, artes, esportes e nas áreas do conhecimento, como: Graciliano Ramos, Aurélio Buarque de Holanda, Lêdo Ivo, Théo Brandão, Djavan, Hermeto Pascoal, Nise da Silveira, Kaká Diegues, Linda Mascarenhas, Marta Vieira da Silva, entre outros.
Desejamos uma nova Alagoas, com mais oportunidades, economia forte e justiça social. Para isso, é necessário conhecer mais a nossa terra, valorizar as raízes e continuar lutando por políticas públicas! Axé!
Fonte: Coluna Axé – 459ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Diálogos inúteis
Por: Helciane Angélica
É impressionante como as pessoas terminam ativando o modo antissocial diante das suas adversidades emocionais e profissionais. E eu, me incluo nesse fragmento da população que se recolhe, se poupa, fica offline.
Fugimos dos programas familiares, das reuniões intermináveis, das boemias e até dos inocentes bate-papos com amigos(as) verdadeiros(as). Tudo isso para não demonstrar as fraquezas e não ter que dar explicações desnecessárias sobre as consequências dos seus próprios atos; ou simplesmente porque estamos sem assunto, não tem nada de novo, nada de interessante para falar.
Os/as especialistas de plantão diriam que essas características servem de alerta para um possível quadro depressivo e que requer cuidados. Blá, blá, blá.
A sensação é de vergonha, frustração e impotência pelos dramas vivenciados; a gente sempre acha que os nossos problemas são maiores, que tudo de ruim vem em comboio. Porém, cada um(a) tem o seu tempo de reação e formas de superação, e a única coisa que resta é: respeitar o momento e ajudar da melhor forma.
E infelizmente, por mais que você tente se esquivar, os encontros inesperados com aquele(a) colega dos tempos de escola/faculdade, do antigo trabalho, de um evento qualquer, da casa da peste... que você não ver há anos, aparece, e tenta puxar conversa sobre a sua vida só para matar a curiosidade...
I
- Olá menina! Como está?
- Oi! Tudo bem.
- Por onde andas?
- Na luta de sempre!
II
- Oi Helci! Nossa, como tá magra!
- kkk Ainda falta perder mais um pouquinho
- Agora, você é atleta, só vejo suas postagens nas redes sociais.
- Que nada, é o meu lazer.
- E aí, tá fazendo mais o que da vida?
- Só estudando e nadando mesmo.
III
- E aí, mulher. Tá trabalhando?
- Não, tô parada.
- Tá deixando currículo?
- Sim, deixei. Participei de algumas seleções, mas não fui chamada.
- Mas, tem muitas vagas na tua área?
- Não. Pelo contrário, não estão contratando.
- É, tá difícil mesmo!
- Humrum.
Pois é, é a crise econômica no Brasil, o desgaste mental, a desvalorização dos ideais e a superficialidade nas relações interpessoais. Enquanto isso, a gente segue em frente buscando dias melhores...
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Heroína de futuro
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| Família reunida, presente divino! (10.05.2015) |
Por: Helciane Angélica
sexta-feira, 13 de março de 2015
Jogo de interesses
Outro dia, estava no ônibus e uma conhecida entrou... toda feliz tentou interagir:
- Oi Helciane! Quanto tempo?
- Olá! Tudo bem?
- Tudo bom. E aí, ainda está trabalhando com a...?
- Não, eu pedi para sair.
- E foi, não sabia.
- É, já faz um tempinho.
- Hum.
... acabou o assunto ...
segunda-feira, 9 de março de 2015
Continue a nadar, continue a nadar!
terça-feira, 18 de junho de 2013
Gritamos por respeito!
Fonte: Coluna Axé - 254ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/06/2013)
Editora: Helciane Angélica - COJIRA/AL
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Um natal verdadeiro
Foto: Facebook
Quero um Natal de luz!
Para exaltar o amor, a paz e a família.
Mas, é preciso estender o espírito natalino durante todos os dias do ano.
Cansei de ver gente falsa.
Mentirosa e egoísta.
Que te menospreza.
Critica pelas costas.
E na sua frente te enche de elogios.
Quero abraços apertados.
Sorriso sincero.
Palavras de estímulo.
Companheirismo.
Mais humanidade e respeito entre tod@s!
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Eu sou do axé!
Após várias mobilizações em defesa da liberdade de culto e contra as ações preconceituosas que defendiam a “organização do espaço público” por meio da Prefeitura de Maceió, o Dia de Iemanjá transformou-se em uma grande celebração! Integrantes de várias casas de axé realizaram seus xirês, oferendas, dançaram e entoaram cânticos africanos durante todo o dia, cada um ao seu jeito, e no tempo que achavam necessário.
Também teve roda aberta de capoeira e a Festa das Águas, na Praça Multieventos em frente à praia da Pajuçara, com apresentações dos grupos afro-culturais: Arê Yorùbá, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Ofaomin, Grupo Inaê, Afoxé Odô Iyá, Afoxé Oju Omin Omorewá, Maracatu Coletivo AfroCaeté e a banda afro Mandela – que após o seu apogeu na década de 90, passou por período de inatividade, renasceu nesse ano e tem mostrado novamente todo o seu potencial, além de congregar diferentes gerações.
Era visível o amor e a alegria de estar participando desse momento ímpar, cada um com sua beleza, organização e vestimentas. E o melhor, foi ver ativistas do movimento negro alagoano se confraternizando, e ainda, um grupo de jovens europeus que chegaram de forma tímida e logo se renderam aos batuques e o gingado da dança-afro, demonstrando que a diversidade pode sim viver em harmonia.
Outro ponto de destaque foi o lançamento oficial da campanha estadual “Eu sou do Axé!”, que visa contribuir para a autoestima e incentivar a auto-declaração religiosa nos mais diversos serviços públicos e segmentos sociais, trata-se de uma forma prática para avaliar a quantidade de adeptos e organização. O evento contou com o apoio da Secretaria da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos, que garantiu a infraestrutura necessária para o funcionamento do palco da liberdade.
Um viva às manifestações de fé, o respeito entre as religiões e a tradição cultural... e que 2013 seja ainda melhor. Axé!
Iemanjá
As cerimônias religiosas organizadas por diversas casas de axé na orla de Maceió aconteceram na maior tranquilidade, sobre os olhares de curiosos e simpatizantes. Também seria extremamente importante que fosse utilizado apenas objetos naturais para não poluir o meio ambiente, e, acredito que essa é uma discussão que deveria ser aprofundada nas redes de terreiros. Porém, foi bonito demais ver a diversidade, crianças e adultos, pessoas das mais diversas classes sociais reunidas para exaltar a água, o ar, o vento, a terra ... enfim, todos os orixás e a grande matriarca Iemanjá, a rainha do mar e a grande protagonista no dia 8 de dezembro.
Fonte: Coluna Axé - nº229 - Jornal Tribuna Independente (11.12.12)
Crédito da foto: Helciane Angélica
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Filmaço
Cerca de 570 mil pessoas já prestigiaram o filme “Gonzaga – De pai para filho” dirigido por Breno Silveira. Estreou nacionalmente no dia 26 de outubro, e, é mais uma bela homenagem no ano onde celebra-se o centenário do Rei do Baião.
domingo, 23 de setembro de 2012
Como uma onda
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Dia do índio e da índia
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| Foto: Ednilson Aguiar |
O debate sobre a questão indígena tem que ser constante nas escolas, faculdades, associações, sindicatos e parlamentos. Afinal, os indígenas não existem apenas no dia 19 de abril. Eles têm que ter os seus direitos e a cultura respeitados todos os dias!
domingo, 12 de junho de 2011
Dia dos namorad@s
Acredite, tem muita gente que encontra-se nessa situação por aí e permanece por vários anos. Vive pior que cão e gato, brigando pelos cantos, mas na frente do povo se comporta como casal de contos de fadas.
Enfim, amar não é fácil, mas quando está em sintonia vale muito a pena! É uma descoberta de você mesmo, a cada dia!
Compartilho aqui, um pequeno texto escrito no dia 01/12/2003 que está guardado no meu velho caderno de confidências e tentativas de poesias e crônicas. A foto é uma ilustração que peguei no Google Imagens. ;)
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Já escolhi meu Deputado Estadual!

Meu voto é do IZAC da CUT, precisamos mudar a Assembleia Legislativa de Alagoas! Trabalhador vota em trabalhador! Confira outras informações no site do candidato: www.izacdacut.com.br
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Os meios de comunicação e os segmentos afro-culturais
"Nossa capacidade de comunicação não é medida pela forma como dizemos as coisas, mas pela maneira como somos entendidos." (Andrew S. Grove)
Artigo escrito por: Helciane Angélica Santos Pereira (*)
A Liberdade de expressão é um dos direitos humanos exaltados e garantidos pela Constituição Brasileira, porém, quando pensamos nos grandes meios de comunicação (TV, rádio, jornal e agências de notícias online) o que observamos é a “liberdade de empresa”. Os jogos de interesse e a supremacia dos donos prevalecem, afinal, por trás de todas as decisões estão políticos e/ou pessoas influentes com muitos recursos financeiros, por isso tamanha é a dificuldade de ter conteúdos que realmente contribuam para a transformação social e respeitem à diversidade racial, crenças e de gênero.
Em Alagoas, desde o dia 24 de novembro de 2007, com a implantação da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), a categoria e a população começaram a ver às questões étnicorraciais com outros olhos. O grupo foi o primeiro da região Nordeste e o quinto nacionalmente, e aos poucos tornou-se uma referência entre os demais coletivos existentes: o Núcleo de Comunicadores Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul e as Cojiras dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia e Paraíba.
No início tinham apenas cinco pessoas, atualmente são dez integrantes, mas as portas estão sempre abertas para mais jornalistas e acadêmicos interessados em debater a história da Imprensa Negra e os efeitos do racismo midiático. Juntos, buscamos a interlocução entre os meios de comunicação e os segmentos afros, além de garantir a ampliação no número de pautas sobre a conjuntura da população afro-descendente e contribuições artísticas. Porém, os nossos principais desafios, sem dúvidas, são a sensibilização dos profissionais sobre a temática; a avaliação crítica sobre a existência do racismo e assédio moral nas redações; além da conscientização para a não-utilização dos termos racistas nos veículos de comunicação.
É necessário avançarmos mais, o movimento social negro deve se impor, investir sempre na sua organização e na divulgação das ações político-culturais. Chega de ficar escondido nas periferias e nas reuniões, devemos investir na comunicação seja com um simples panfleto ou na utilização das inúmeras mídias sociais (blog, orkut, twitter, myspace), enfim, investir nos meios alternativos. As atividades são inúmeras e vários grupos realizam ao mesmo tempo, mas, na maioria das vezes elas passam despercebidas entre os ativistas, imagine na Imprensa?! Precisa-se romper as barreiras dos grandes meios de comunicação, mostrar nosso potencial durante o ano todo, afinal, não existimos apenas nas datas temáticas do dia 13 de maio e 20 de novembro.
Precisamos também nos capacitar e lutar para conquistarmos os espaços de poder nos mais diversos setores da sociedade. Os coletivos que discutem às questões étnicorraciais no movimento sindical são aliados importantes, mas sabemos da necessidade de cooperar ainda mais para dar a visibilidade que o povo afro-brasileiro merece! Os negros e negras contribuíram para a formação deste País, agora, almejam novos avanços e devem se unir para termos políticas públicas eficientes, oportunidades iguais de trabalho, liberdade de culto, justiça e respeito! Axé!
(*) Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) no ano de 2007; Editora da Coluna Axé desde 13 de maio de 2008, veículo semanal publicado toda terça-feira no jornal Tribuna Independente; Integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL); e Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade associada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APN’s).
Fonte: jornal alternativo Odô Iyá, edição de maio de 2010 – uma produção da Casa de Iemanjá localizada em Maceió-AL, onde também possui o primeiro Ponto de Cultura no Brasil que foi instalado dentro de um terreiro.
Saiba mais: www.casadeiemanja.hpg.com.br.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Brasilllllllll
É amanhã, às 15h30, o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo 2010, será contra a Coréia do Norte na cidade Johanesburgo na África do Sul. Tá bonito de ver, as ruas enfeitadas nas cores verde e amarela; bandeirinhas nos carros e casas; as pessoas de várias origens, raças, religião e opção sexual se confraternizando e torcendo pelo país em uma partida futebolística.
É impressionante como esse evento esportivo para o mundo e principalmente o Brasil, pena que isso só acontece de quatro em quatro anos. Também espero que nas eleições, a população tenha o mesmo orgulho e a vontade de “ganhar”, só que desta vez, torcer por um futuro melhor, com menos injustiças e preconceitos!
segunda-feira, 29 de março de 2010
Pérola racista - Faustão
Logicamente o Seu Jorge, o campeão do ano passado. Talvez o porquê esteja no imaginário popular, pois a cor preta estar associada ao feio ou ao que não presta. Porém, o Faustão tentou justificar o título dizendo que as filhas do cantor e compositor já estão cansadas de dar muitos conselhos para ele.
A maioria das pessoas podem defender dizendo que isso não é racismo, foi apenas uma brincadeira. Mas, o preconceito é assim mesmo ... sutil, malvado, penetrante, irresponsável, dúbio, ilimitado, etc e tal.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Esse é o cara!!!
Joaquim tornou-se doutor e mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde cumpriu programa de doutoramento de 1988 a 1992; é professor licenciado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ensinou as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo.
Também escreveu vários livros na área do direito constitucional, a exemplo de “Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade”, onde defende as ações afirmativas como forma de combate ao racismo e à discriminação.
Tive a oportunidade de tirar essa foto no final de junho de 2009, em Brasília, quando escapei da programação da Conferência Nacional pela Igualdade Racial (Conapir).
Na verdade, foi uma audiência especial entre o Ministro na sede STF e mais cinco integrantes da delegação alagoana: a jornalista Valdice Gomes (Sindjornal / Cojira-AL), Elis Lopes (Gerente Afro-Quilombola do Governo de Alagoas), Arísia Barros (Ong Maria Mariá) e as vereadoras de Maceió, Fátima Santiago e Tereza Nelma.
O encontro teve como pontos de pautas: a moção de apoio sobre a postura e encaminhamentos executados pelo ministro, que foi acatada na Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial; a entrega da Comenda Pontes de Miranda, aprovada por unanimidade na Câmara Municipal de Vereadores de Maceió; além da solicitação de uma visita e agenda positiva em Alagoas com os segmentos afros.
Bom, trata-se de uma pessoa de pulso forte e um exemplo para a população afrobrasileira. Orgulho, alegria e satisfação nem representam bem o que eu sentir.
Enfim, sem sombra de dúvida esse é o cara ... e esse dia foi extremamente especial!!!












