Mostrando postagens com marcador Entretenimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entretenimento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Carnaval dos protestos

Pelo menos três escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro levaram para o Sambódromo um Carnaval de críticas e protestos, externando a insatisfação do povo com os políticos e a corrupção.

A Beija-Flor, campeã do Carnaval, fez um paralelo entre o romance "Frankenstein” e as mazelas sociais brasileiras. Corrupção, desigualdade, violência e intolerâncias de gênero, racial, religiosa e até esportiva formaram o cenário de "Brasil monstruoso". Um carro encenou a violência cotidiana do Rio de Janeiro, mostrando crianças morrendo na escola, mães enterrando seus filhos policiais e ocorrências de assaltos.

A Paraíso do Tuiuti, que ficou com o segundo lugar, com belas alegorias e um samba enredo primoroso fez abordagem crítica sobre a situação da população negra e pobre neste País. Não faltaram Michel Temer, o vampiro neoliberalista, paneleiros com camisetas do Brasil e patos da Fiesp sendo controlados pela mídia, além de críticas às reformas trabalhista e da Previdência.

A escola passou pela Sapucaí deixando a pergunta "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?" A Tuiuti recontou a história da escravidão no Brasil, nos 130 anos da Lei Áurea, e fez uma crítica ao racismo e às dificuldades dos trabalhadores brasileiros hoje. Em seu segundo ano seguido no Grupo Especial e após um acidente grave no ano passado, a escola dedicou parte do desfile para uma crítica social mais atualizada. As três últimas alas retrataram perrengues dos brasileiros em busca de bons empregos. No último carro, a Tuiuti apresentou um "novo navio negreiro" buscando fazer uma comparação entre os "novos trabalhadores explorados pela classe dominante" e os escravos do passado.

A Estação Primeira de Mangueira, que ficou em 5º lugar, também não ficou atrás em termos de protesto. Aproveitou o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco” para ironizar a decisão de Prefeitura do Rio de cortar os recursos destinados às escolas de samba. Sem metáforas, o prefeito do Rio foi citado nominalmente e representado como um boneco de Judas para ser malhado.

Foi mesmo emocionante! Mas o Carnaval passou. É preciso que essa ousadia cidadã ganhe força na consciência dos brasileiros e ecoe nas ruas, antes que outros direitos sucumbam.



Fonte: Coluna Axé / 479ª edição / Jornal Tribuna Independente (20 a 26/02/18) / Editora: Helciane Angélica/ Contato: cojira.al@gmail.com

(Responsáveis, interinamente, as jornalistas Valdice Gomes e Luíla de Paula)

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Tambores e prévia carnavalesca


As prévias carnavalescas da capital alagoana 2018, conhecida por Jaraguá Folia, serão no dia 02 de fevereiro – cuja data remete-se ao episódio histórico e violento ocorrido em 1912 denominado “Quebra de Xangô” e que nos últimos anos tornou-se um momento para alertar a sociedade sobre o combate da intolerância religiosa e o respeito à diversidade de cultos.

Desde 2010, o Coletivo Afrocaeté e seus parceiros se uniram com o intuito de homenagear Tia Marcelina, símbolo de resistência na luta contra todo e qualquer ato de intolerância religiosa.

Lideranças do movimento social negro, religiosos de matrizes africanas e integrantes de vários grupos afroculturais sairão no cortejo cuja concentração será às 19h dessa sexta-feira, na sede do Coletivo Afrocaeté – Rua Barão de Jaraguá, 381, Jaraguá – onde caminharão pelas ruas do bairro histórico, com as cores de Xangô, ao som dos tambores em sinal de respeito aos ancestrais, para fortalecer a luta e a fé do povo alagoano.

Nessa mesma noite, a partir das 20h terá o Polo dos Maracatus na Praça Marcílio Dias, com a participação dos grupos Maracatu Baque Alagoano e Coletivo Maracatod@s que farão a animação do público antes da saída dos cortejos.


Fonte: Coluna Axé – 477ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/01 a 05/02/18) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Afoxé e literatura

Contemplado pelo Prêmio Eris Maximiano promovido pela Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac) de Maceió, será oficialmente lançado o livro Oju Omim Omorewá – O Afoxé Dança Para Iansã, pela Editora Viva. Trata-se do resultado das pesquisas realizadas por Daniela Beny durante o curso de Especialização em Antropologia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Por dois anos (2014/2015), a autora acompanhou os ensaios e apresentações do afoxé e observou as coreografias do grupo e a relação com o orixá do Candomblé Iansã; e conta com descrição a dança de Iansã dentro do contexto religioso e artístico. Também destaca a história do afoxé e aborda os quatro espetáculos, que a autora também trabalhou em alguns como iluminadora de palco: “Oju Omim”, “Agô: Iyabás pedem passagem”, “Chão batido: terra de negros e mestiços” e “Aquarela das cores”.

A publicação também é acompanhada de um CD de mídia com o arquivo do livro e as fotografias dos espetáculos com o recurso de audiodescrição em PDF, no intuito de acessibilizar o material para cegos ou pessoas com baixa visão.

“O livro representa a possibilidade de conhecer melhor o Candomblé sob a perspectiva da dança e entendendo como a dança do ritual é ressignificada para o contexto artístico, sendo posta em cena com o devido respeito em relação ao campo do litúrgico. Creio que a principal contribuição está no fato de termos registrado por escrito um pouco da história de um dos primeiros afoxés de Maceió, contando sobre seus espetáculos. O principal desafio superado foi o fato de transformar a monografia em livro, e graças ao prêmio além da publicação foi possível viabilizar a distribuição de parte dos exemplares da bibliotecas públicas, terreiros e pontos de cultura”, destacou a autora.

O pré-lançamento ocorrerá no Terreiro de Umbanda Aldeia dos Orixás, no dia 17 de janeiro às 15h, defronte à Praça Guedes de Miranda, no bairro da Ponta Grossa, e terá um pocket show do Afoxé Oju Omim Omorewá; já o lançamento, no dia 18 às 19h na Quilombada Portal de Autores Alagoanos, no Shopping Pátio, pocket show do cantor Igbonan Rocha. No dia do lançamento, a publicação terá preço promocional de R$20, e depois por R$30 na Quilombada. Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 475ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/01/18) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

#amonadar

Encontrei o meu esporte: Maratona Aquática.

É nadando que me sinto livre, forte, supero os medos e sinto-me realizada em cada etapa concluída.

Tanto faz a colocação, se estou em último ou em primeiro na categoria, o importante é superar o desafio e chegar. Aqui, eu me sinto viva!

Vamos lá... rumo aos 5km.

(Fotos tiradas por Thiago Parmalat)













terça-feira, 14 de novembro de 2017

Vamos subir a Serra

A programação do mês da consciência negra começou com força em Alagoas, repleta de atividades que promovem a reflexão sobre o episódio histórico da luta por liberdade e dignidade no Quilombo dos Palmares; além da valorização da cultura e história afro-brasileira, o combate ao racismo. De 15 a 19 de novembro de 2017, a orla da Pajuçara em Maceió, será palco de um encontro educativo, cultural, político-econômico-social e histórico, com o projeto/evento Vamos Subir a Serra!

Trata-se de uma realização do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), em parceria com a Núcleo Zero e gestão de Simone Benchimol; e conta com o patrocínio do Sebrae, da Braskem e da Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA), além da parceria da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural e do governo federal, através da Fundação Cultural Palmares.

A finalidade é fomentar e evidenciar as potencialidades do povo negro através de eventos simultâneos com a temática étnico-racial, tais como: feira de produtos afros-quilombolas, ciclo de palestras com nomes de referência local e nacional, tendo como foco o empreendedorismo afro, pertencimento étnico, turismo étnico, empoderamento da mulher negra e a Serra da Barriga como marco fundante.

As oficinas possuem inscrições gratuitas (uma hora antes) com 40 vagas: a primeira acontecerá nessa quarta-feira(15) das 8h às 10hs com o tema: Empoderando, embelezando, glorificando as mulheres com o uso de turbantes – “Seu turbante, sua coroa”, ministrada por Lucélia Tayná; em seguida, das 10h30 às 12h30, será a vez da Oficina Bate cachos – corte a seco ao vivo e tudo sobre cuidados em casa, com Tamires Melo; no dia 16 de novembro, quinta-feira, das 8h às 12h30. Neste dia, a primeira abordará o tema Marketing pessoal – “Você é o seu melhor produto”, com o jornalista e psicólogo Carlos Gonçalves e a participação de Yalla Barros, profissional de estética negra. Das 10h30 às 12h30, será a vez da oficina Empreendedorismo e Produção Cultural, tendo como oficineiro Jonathan Santos Silva, administrador de empresas e coordenador do Cenafro.

Também terá cine-fórum, performances artísticas culturais; o Fala Preta #tireavendadoracismo no dia 15 a partir das 14hs, seguido do desfile Afro-in com a apresentação da cantora Mel Nascimento; e uma viagem pela história do Quilombo dos Palmares, em visitação no dia 18 à Serra da Barriga, em União dos Palmares. Todos os participantes terão direito a certificado online.

A entrada é gratuita, das 8h às 22h, prestigie! Mais informações: (82) 99999-1301 / 98878-7484 / anajo.vamossubiraserra@gmail.com. Acompanhe a página: https://www.facebook.com/vamosSubiraSerra/


Formação
No evento Vamos Subir a Serra! terá uma edição especial do projeto Tambor Falante na quinta-feira(16) às 16h com o tema Pertencimento Étnico, com a participação de Lepê Correia (foto): Psicólogo, Educador e Pesquisador de culturas e tradições afros e brasileiras; Mestre em Literatura e Interculturalidade; Doutorando em Literatura e Interculturalidade. Também foram convidados como palestrantes nacionais: Érico Brás (ator, cantor e humorista) que falará sobre “Mídia e Racismo” no dia 16 às 19h; e Kênia Maria (atriz, escritora e roteirista, nomeada Defensora dos Direitos das Mulheres Negras pela ONU Mulheres) que abordará no dia 17 às 16h, o tema “Empoderamento da mulher negra”. (Crédito da foto: Divulgação)


Fonte: Coluna Axé – 467ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/11/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Espetáculo Saravá

O Grupo Trajes, Comédia e Cia encontra-se com o espetáculo de dança Saravá, que homenageia as tradições da religiosidade afro-brasileira. O circuito de apresentações começou no início deste mês, percorrendo vários espaços a exemplo do Ponto de Cultura Ponto de Luz em Arapiraca e o campus do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) no município de Palmeira dos Índios. 

Os dançarinos representam a arte encontrada a partir dos movimentos do orixá Oxumaré, a montagem é baseada na religião matriz africana e apresenta também elementos da cultura indígena, fazendo uma fusão de simbologias a partir da dramaturgia corporal. É encenado pelos intérpretes criadores Denis Angola (que também faz a direção artística), Alexandrëa Constantino e Jailton Oliveira, e ainda, conta com a participação do músico Izaias Chico. 

O Saravá foi contemplado no Edital das Artes Eris Maximiano, promovido pela Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac); a estreia e circulação são a terceira e última etapa do projeto, que surgiu da necessidade de falar da temática afro, apresentando uma dança mais contemporânea. 

O produtor Denis Angola revela que a montagem do espetáculo foi finalizada após um longo período de pesquisa, oficinas de dança e ensaios: “É uma composição feita a partir de estudos de campo, experimentos de movimentação, cor e musicalidade”, declarou. 

Nesta quarta-feira(25.10), a partir das 19h30, será a vez de apresentar as belezas e riquezas da cultura negra no palco do Teatro Deodoro durante a programação do projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato. O ingresso custa R$20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada), e pode ser comprado na bilheteria do teatro, que abre às 14h, e pelo internet sem cobrança de taxa extra pelo link http://www.compreingressos.com/…/8760-sarava-trajes-comedia…. 

Lembrando que a classificação etária é de 14 anos. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 464ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/10/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Empreendedorismo

De 18 a 20 de outubro, no Centro de Convenções de Maceió localizado no bairro histórico do Jaraguá, terá a 8ª Feira do Empreendedor de Alagoas. 

Esse é um dos maiores eventos de empreendedorismo do Sistema Sebrae, que busca promover os produtos e serviços, dos patrocinadores, parceiros e expositores de várias franquias, ajudando a promover e a ampliar a carteira de clientes de todas as partes interessadas. 

A programação é composta por oficinas, palestras, mesa redonda, workshop, exposição, sessão de negócios; orientações sobre o Acesso a Crédito com o Banco do Brasil e Banco do Nordeste; Rodada de negócios multissetoriais; Momento do Empresário; Talk Show Troco Likes – Redes Sociais para Alavancar seu Negócio; além de apresentações musicais. 

Dentre as palestras destaques estão: “Os Impactos da Reforma Trabalhista para as Micro e Pequenas Empresas” com o palestrante Nélio de Souza (AB & DF ADVOCACIA)”, amanhã (18) às 16h30 na sala 3; e no dia 19, o tema “Cenário Econômico do Brasil: Impactos para as Empresas do Nordeste” às 19h30, no Espaço Criatividade em Ação, com o palestrante Luiz Barreto (Ex Presidente do Sebrae). Também serão discutidos: Vantagens da Formalização para o Micro Empreendedor Individual (MEI), Líder Coach, Educação Financeira, Marketing Digital para Pequenos Negócios, Posicionamento da marca nas Redes Sociais, Economia Sustentável, Registro de Marcas e Patentes, dentre outros. 

É um grande momento para aprofundar conhecimentos, despertar ideias, fortalecer os negócios e ampliar a geração de renda. Todas as atividades são gratuita, mas é importante fazer a inscrição antecipada no site: http://feiradoempreendedor.al.sebrae.com.br/. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 463ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 16/10/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Bienal do livro - 2017

Começou o maior evento literário no Estado de Alagoas, a Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que encontra-se na oitava edição. O evento segue até o dia 8 de outubro, com livros e programações para todas as idades: oficinas, contação de histórias, lançamentos de livro, apresentações culturais, roda de conversas, sessão de autógrafos com escritores, palestras, encontro de cordelistas, mostra audiovisual, exposições em estandes variados e até espaço para a troca de livros.

Em relação às atividades com foco nas questões étnicorraciais, destacam-se o Fórum Mestre Zumba, Cine Axé e apresentação de dança de rua. Nessa quarta-feira(4) na Sala Tamarindo das 10h30 às 12h, terá o Espetáculo teatral A saga de Zumbi dos Palmares - Grupo Teatro Cyro Accioly; e às 19h no auditório A, terá a Roda de conversa: Fala Preta! Promovido pelo Instituto Feminista Jarede Viana, que contará com as palestrantes: Ana Pereira, Regina Lopes e Vilma Reis.

Na quinta(5), a partir das 10h no auditório A, acontecerá a 1ª (Des)conferência Zumbi e Maninha Xukuru-Kariri: os rumos das relações étnico-raciais; às 19h na Sala Ipioca, o Fórum Reinventando Alagoas: Mostra Sururu de Cinema Alagoano (O Juremeiro de Xangô; Exu - Além do Bem e do Mal; Jangada de Pau; Ponto das Ervas; Barro do Muquém; Mwnay); na Sala Umbu, das 19h às 22h, terá a palestra “Invisibilidade Negra” com Éric Pascoal. No dia 7 de outubro, das 10h às 12h, na sala Siriguela, as oficinas de Dança: Break (Nego Love), Hip Hop Dance (Fagner Rosendo), House dance (Djamerson – Dja), Street Dance (Bruno e Ataíde - Taíde).

No Brasil, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é a única universidade que planeja, promove e realiza uma Bienal do Livro – evento cultural, literário e social – que é coordenada pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) e foi incorporada ao calendário nacional deste segmento.

Nesse ano, a Bienal do livro tem como tema o Bicentenário da Emancipação Política de Alagoas (1817-2017), e o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, promoverá o lançamento do livro “Bicentenário em prosa”, com textos de escritores alagoanos e a apresentação do Governador Renan Filho – no estante da Secult, às 16h, no dia 6 de outubro.

Para mais informações, acesse o site oficial: http://bienaldolivroal.com.br/. Entrada gratuita!


Fonte: Coluna Axé – 461ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/10/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Cabelos enrolados...

Meu cabelo enrolado, todos querem imitar, eles estão baratinados, também querem enrolar... A canção foi escrita por Macau na década de 1970, consagrada na voz da cantora Sandra de Sá é considerada um símbolo do orgulho negro e uma das mais conhecidas na música popular brasileira.

Já foi o tempo que os cabelos cacheados, crespos e ondulados eram considerados feios, sujos, bagunçados e outros inúmeros estereótipos negativos. Os conceitos se inverteram, virou tendência, e ampliou-se o interesse por esse tipo de beleza natural.

Atualmente, a busca por informações sobre os cabelos cacheados no Google ultrapassou a pesquisa por cabelos lisos. De acordo com o levantamento realizado pelo Google BrandLab, indica que a procura por dicas relacionadas aos cachos cresceu 232%; outro número animador são as buscas sobre transição capilar - procedimento em que a mulher retira a química dos cabelos com um grande corte para assumir seus cachos - subiu 55%, em dois anos.

Esse tipo de cabelo é volumoso, bastante frágil e assimétrico, porém, os/as especialistas de plantão afirmam que existem pelo menos dez versões para a estrutura dos fios: Tipo 2 - Cabelo ondulado: não é realmente cacheado, mas ondulações variam de leves a intensas e os fios nascem em "S"; 2A: é o cabelo levemente ondulado, fácil de mexer, inclusive de alisar ou enrolar; 2B: Nesse tipo de cabelo, as ondas se formam em todo o cabelo como se fossem uma letra S, é um poucos mais difícil de modelar; 2C: As ondas são bem definidas e apresentam mais volume; Tipo 3 – Cabelo Cacheado: cachos bem definidos; 3A: os cachos são grandes e abertos; 3B: Cachos menores e mais bem definidos, os fios são mais ásperos ao toque; 3C: O fio é mais grosso, praticamente crespo, e os cachos são bem apertados (têm a circunferência aproximada de um lápis), ressecados e armam com facilidade; Tipo 4 – Cabelo Crespo: os fios são mais rijos e ásperos e crescem paralelamente à raiz; 4A: O diâmetro desse cacho é próximo à uma agulha de crochê e retém melhor a umidade; 4B: tem características parecidas com o 4A, mas a mecha esticada é angulosa e fica em forma de "Z", e ainda, pode encolher em até 75% do tamanho natural; 4C: os fios parecem crescer para cima e ele também pode encolher em até 75% do tamanho natural. 

Para atender toda essa diversidade, as indústrias de cosméticos estão investindo em linhas específicas de shampoo, condicionador, cremes e óleos de hidratação, cremes de pentear para modelar os cachos, ampliar ou controlar o volume, reduz o frizz, proporcionar o efeito molhado, etc e tal. 

Nas redes sociais, são cada vez mais frequentes os grupos de amizade para pessoas que possuam esse tipo de cabelo ou simplesmente querem compartilhar receitas caseiras de tratamento, tutoriais de penteados, dicas no combate do ressecamento e informações sobre os maiores erros nos cuidados como pentear os cabelos quando estão secos danifica a estrutura dos fios e o fato de mantê-los presos o dia todo favorece a quebra.

O que pode parecer modismo ou futilidade, na verdade, transformou-se em sinônimo de pertencimento étnico, autoestima e empoderamento feminino.


Fonte: Coluna Axé – 458ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Feira das Margaridas

Pela primeira vez em Maceió, terá a Feira das Margaridas do Crédito Fundiário nos dias 30 e 31 de agosto e 1º de setembro, na Praça da Faculdade, das 6h às 22h. 

A atividade é uma realização do Governo de Alagoas por meio do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) com o apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag) e do Instituto de Capacitação, Extensão, Formação e ATER (ICEFA). 

Participarão agricultores familiares das unidades produtivas do crédito fundiário e assentados da reforma agrária (convidados), que comercializarão produtos como: frutas, tubérculos, hortaliças, verduras, legumes, artesanato, animais; além de doces caseiros, pimenta e ovos de capoeira. O público poderá conferir a casa de farinha, restaurante camponês, espaço para exposição e palestras. 

As feirantes e o público em geral poderão conferir a palestra “Quebrando o silêncio” no dia 30 às 15h30, ministrada por Hylza Torres, Promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher do Ministério Público Estadual (MPE/AL). 

Na programação cultural, terá o Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” no dia 30 a partir das 18h; na quarta-feira(31) às 19h, o bingo seguido da apresentação de Lula Sabiá e Banda; e na sexta-feira (01.09), o show de Guga do Acordeon e Banda; e no encerramento Xameguinho e Banda. 

A ação integra o "Agosto Lilás" – campanha estadual de conscientização sobre a violência contra a mulher – e ainda é uma referência à Margarida Alves, sindicalista rural assassinada no dia 12 de agosto de 1983 em Alagoa Grande (PB), considerada um símbolo na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais no Brasil e inspiração para a Marcha das Margaridas criada em 2000. 

Esse é mais um momento para o fortalecimento da agricultura familiar, e ainda, enaltece a mulher enquanto protagonista no processo produtivo do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF). Entrada franca! Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 456ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/08 a 04/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato:cojira.al@gmail.com

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Thallita canta Gonzaga

O Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” é uma iniciativa do Projeto Thalita, que reúne no palco música, teatro e muita emoção. 

Com duração de aproximadamente 1h, o espetáculo possui aproximadamente 60 artistas, crianças do projeto e convidados, que despertam uma viagem à cultura nordestina e ainda homenageia o Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Serão interpretadas nove canções: Vida de Viajante, Luar do Sertão, Xote das Meninas, Xote Ecológico, Que nem jiló, ABC do Sertão, Asa Branca, Rei Bantu e Ave Maria Sertaneja.

A primeira apresentação será nessa quinta-feira, 17 de agosto, no Teatro Deodoro em Maceió, a partir das 19hs e o ingresso é apenas 1kg de alimento não perecível. O ciclo de apresentações continuará no dia 22 de setembro no Sesc Centro; 06 de outubro, no Teatro Linda Mascarenhas; e 28 de outubro no Sesc Poço.

O projeto Thalita pertence à “Associação Esperança e Vida” é uma organização não governamental com finalidade jurídica o desenvolvimento de ações socioeducativas e culturais. Fundada no dia 9 de março de 1996 possui atualmente 150 famílias assistidas com várias ações, dentre elas: oficinas de canto, flauta doce, teatro, reforço educacional, informática, cursos profissionalizantes, formação e apoio psicológico à família e comunidade; além da realização de palestras a exemplo dos direitos da crianças e combate da exploração infantil, atividades de recreação, visita a museus e ao parque municipal ecológico.

A instituição está localizada na Av. Djalma Fragoso de Alencar, 15, Petropolis, Maceió. Contato: (82) 3328-9333 / projetothallita@ibest.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 454ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Festejos juninos em Alagoas

No ano do bicentenário do Estado de Alagoas, a programação do São João foi intitulada Arraiá da Solidariedade, e contará com pontos de coletas de mantimentos e agasalhos para as famílias que sofreram com a chuva. Em Maceió, a festa será realizada nos entornos do Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), nas praças Dezoito de Copacabana e Dois Leões, no bairro histórico do Jaraguá.

O Governo de Alagoas garantirá a instalação de dois palcos, um para apresentação dos grupos de cocos de rodas e outro para atrações alagoanas: 17 bandas e 36 trios autênticos de forró.

Confira a programação completa a partir das 20h no palco central: 23/06 – Betinho Marcolino, Claudio Rios e Eliezer Seton; 24/06 – Naldo do Baião, Joelson dos Oito Baixos e Tião Marcolino; 25/06 – Edgar dos Oito Baixos, Trio Gogó da Ema (Ivanildo do Forró) e Messias Lima. 26/06 – Zé de Princesa, Anderson Fidélis, Irineu e Banda; 27/06 – Zé do Brejo, Mila do Acordeon, Zé Mocó e Banda; 28/06 – Gil Neves, Sandoval e Banda Fogo no Forró, Lula Sabiá e Banda; 29/06 – Tutinha do Acordeon, Chau do Pife e Banda, Xameguinho e Banda.

Também terá a exposição ‘O Forró dos 200 Anos’ no Misa, que homenageia os grandes nomes do forró de Alagoas; e em frente ao museu será instalada uma casa de farinha, que estará em pleno funcionamento para os/as visitantes se deliciar com comidas típicas.

Outra importante iniciativa será o I Festival de Coco de Roda de Alagoas de 24 a 29 de junho, na Praça Dezoito de Copacabana. Trata-se de uma parceria entre o Governo do Estado e a Liga dos Cocos Alagoanos (Licoal) que proporcionará a competição de 20 grupos de coco de roda e apresentação de convidados, somando mais de mil dançarinos, são eles: Ganga Zumba (Cruz Das Almas), Xique Xique (Jacintinho), Mandacaru (Clima Bom), Paixão Nordestina (São Jorge), Los Coquitos (Chã Da Jaqueira), Raízes Nordestinas (Pescaria), Flôr da Mata (Boca da Mata), Pisa na Fulô (Farol), Leões de Fogo (Jacintinho), Reviver (Bebedouro), Águia de Fogo (Reginaldo), Raro Xodó (São Jorge), Rosa Vermelha (Boca da Mata), Catolé (Benedito Bentes), Sensashow (Jacintinho), Estrela de Alagoas (Bebedouro), Pau de Arara (Tabuleiro), Reis do Cangaço (Jacintinho), Coco de Roda Balança Mas Não Cai (Arapiraca), Coco de Roda Arcoiris (Benedito Bentes), Coco de Roda Xodó Mirin (Jacintinho) e Coco de Roda Pisa Miudinho (Melhor Idade). A grande final ocorrerá no dia 29 a partir das 19h.


Fonte: Coluna Axé – 446ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de junho de 2017

Cotas no serviço público federal

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu no dia 8 de junho, o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 41 e reconheceu a validade da Lei 12.990/2014, que reserva 20% das vagas oferecidas em concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal direta e indireta, no âmbito dos Três Poderes.

Desde 2014 a legislação vinha sendo questionada em vários tribunais do país, e agora, a decisão foi unânime para torna-la válida. O julgamento foi iniciado em maio, quando o relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela constitucionalidade da norma. Ele considerou, entre outros fundamentos, que a lei é motivada por um dever de reparação histórica decorrente da escravidão e de um racismo estrutural existente na sociedade brasileira. Acompanharam o relator, naquela sessão, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Fux.

Já o ministro Dias Toffoli destacou que seu voto restringe os efeitos da decisão para os casos de provimento por concurso público, em todos os órgãos dos Três Poderes da União, não se estendendo para os Estados, Distrito Federal e municípios, uma vez que a lei se destina a concursos públicos na administração direta e indireta da União, e deve ser respeitada a autonomia dos entes federados. Porém, caso queiram fazer o mesmo, não é considerado ilegítimo.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, afirmou que a decisão do STF reforça ações que combatem a desigualdade: “A posição do Judiciário não vinha sendo uniforme, o que tem gerado situações de insegurança jurídica em concursos públicos federais (...) Hoje foi dado mais um passo em direção à igualdade de oportunidades num país que ainda sofre com a desigualdade”, mencionou.

Enquanto isso, as polêmicas e críticas continuam em relação a essa conquista histórica!


Fonte: Coluna Axé – 445ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

Cultura e direitos humanos

Até o dia 9 de junho a partir das 14h, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA) localizado na Rua Sá e Albuquerque, no bairro histórico do Jaraguá em Maceió, acontecerá a 11º Mostra Cinema e Direitos Humanos.

O evento voltado à promoção da educação e da cultura em Direitos Humanos é uma realização do Governo Federal, Ministério dos Direitos Humanos, em parceira com o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh); conta com a produção nacional ICEM e produção local Marola Produções.

Serão exibidos 29 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, tendo como tema central as questões de Gênero, contando com a exibição de 7 títulos que abordam temas relacionados às mulheres, orientação sexual e diversidade de gênero, empoderamento feminino, violência contra a mulher, estereótipos de gênero, LGBTfobia, conquistas sociais, políticas e econômicas. A novidade para esta edição é a Mostrinha, com oito curtas metragens direcionados ao público infanto-juvenil.

A programação é dividida em três momentos: Mostra Panorama apresenta filmes selecionados a partir da convocatória pública aberta pela equipe da curadoria; Mostra Temática sobre questões de gênero; e a Mostra Homenagem que visa homenagear cineastas cuja filmografia explora a temática Direitos Humanos, trazendo-a para o foco de debates, e nesta edição, a homenageada é a cineasta Laís Bodansky.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos acontecerá nas 26 capitais e no Distrito Federal. A expectativa é receber um público de 30 mil pessoas em todo o país e ainda promover um espaço de reflexão, inspiração e promoção do respeito à dignidade da pessoa humana por meio da linguagem cinematográfica.

Para mais informações e programação detalhada, acesse a página: https://www.facebook.com/11mostracinemadireitoshumanosmczal. Entrada gratuita!


(Com informações da Ascom)


Fonte: Coluna Axé – 444ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Topo da Montanha

O casal de atores e ativistas negros, Taís Araújo e Lázaro Ramos, estão em turnê pelo Nordeste brasileiro com o espetáculo "O Topo da Montanha".

Após uma temporada de quase um ano na capital do estado de São Paulo, a montagem passou por diversas cidades, sempre com sessões lotadas. Agora chegou a vez de Maceió, nos dias 19 e 20 de maio (sexta e sábado) às 21hs e 21 de maio às 20h, no centenário Teatro Deodoro localizado no bairro do Centro da capital alagoana.

O Topo da Montanha faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve Been to the Mountaintop). Em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário, um dia antes de seu assassinato, cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306 – e na sequência de suas derradeiras palavras públicas –, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.

A montagem teatral que estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway em 2011 e começou sua trajetória de sucesso em São Paulo, no dia 9 de outubro de 2015, protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert. A comédia dramática tem duração de 1h30min, com classificação etária de 12 anos.

Os ingressos custam R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia) e podem ser adquiridas no Viva Alagoas (Maceió Shopping), Loja Mrs. Cat (Maceió Shopping), na bilheteria do teatro, e ainda, pelo site www.lojadeingresso.com. Mais informações: (82) 3032-5210 ou 996012828.

 

O espetáculo “Topo da Montanha” já foi visto por mais de 70 mil espectadores no Brasil. (Crédito da foto: Juliana Hilal)




Fonte: Coluna Axé – 440ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/05/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de abril de 2017

Teatro do Oprimido

O Teatro do Oprimido (TO) foi criado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Possui uma metodologia lúdica, atraente e de fácil aplicação para atores e não-atores, visa a democratização dos meios de produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade.

Praticada em mais de 70 países é um instrumento fundamental para o desenvolvimento de programas socioculturais, fomenta o diálogo plural e democrático, sobre situações de conflito, desigualdade e injustiça verdadeiramente vivenciadas pelos participantes, em busca de superá-las coletivamente.

Em 2008, o TO chegou ao Estado de Alagoas com a realização de várias oficinas para a formação de agentes multiplicadores e a implantação de um núcleo estadual com representantes de pontos de cultura, grupos culturais e movimentos sociais (sem terra, LGBT, estudantil, feminista e sindical). Agora, será a vez de aprofundar os debates e capacitar outras pessoas!

Nos dias 12, 19, 26 de abril e 3 de maio acontecerá o minicurso de Introdução ao Teatro do Oprimido para alunos e docentes da Ufal, além de professores da rede pública municipal e estadual. A ação é uma iniciativa do projeto de extensão Teatro do Oprimido na Saúde Mental em Maceió, coordenado por Deise Juliana Francisco, aprovado pelo edital do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext 2016) da Universidade Federal de Alagoas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas on-line, ao todo são 40 vagas.

Os encontros terão a duração de quatro horas e acontecerão das 8h às 12h, na sala 4 do Centro de Educação, no Campus A.C. Simões na Cidade Universitária em Maceió. As atividades serão ministradas pelos estudantes Udson Pinheiro, multiplicador de Teatro do Oprimido, formado pelo Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro; Diego Januário, do curso de Dança da Ufal; Williane da Silva Santos, de Pedagogia; e por Claudete do Amaral Lins, terapeuta ocupacional e mestranda em Educação.

Mais informações: (82) 99635-6946 / 99954-6419.


Fonte: Coluna Axé – 436ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 21 de março de 2017

Águas de Oxalá

No dia 21 de março, celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. 

E em Maceió, a data será celebrada em grande estilo com os lançamentos do documentário “Águas de Oxalá Caminhos de Transformação” e a exposição fotográfica “Didára Omi Oxalá – A Beleza das Águas de Oxalá”. O evento é uma realização do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té (Casa de Iemanjá Templo dos Orixás) e acontece hoje(21), no Centro Cultural Arte Pajuçara a partir das 20 horas.

A produção do documentário surgiu com o desejo de reverenciar a tradição e registrar as ações imateriais das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana em Alagoas, em destaque a celebração “As Águas de Oxalá” também conhecida como Lavagem do Bonfim, onde utiliza a água como elemento transformador para a renovação das energias, sendo realizada sempre no segundo domingo de janeiro com uma caminhada contra a intolerância religiosa. A ação consolidada há 17 anos, conta com a participação efetiva das casas de axé da capital e do interior, com caravanas de diversos municípios do Estado, além da participação de ativistas do Movimento Negro, pesquisadores e integrantes de grupos afroculturais.

O roteiro segue três eixos: as ações tradicionais dos saberes e fazeres; as ações políticas e de articulação; e as ações sociais – apresentando os envolvidos como agentes ativos, que atuam de forma protagonista nas construção de uma sociedade igualitária. O DVD é o resultado do edital nacional prêmio Culturas Afro Brasileira realizado pela Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura em 2014, e a distribuição será gratuita.

Keyler Simões, jornalista e produtor cultural divide a direção com o gestor cultural Amaurício de Jesus e Célio Rodrigues, historiador e Babalorixá. A realização é do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té (Casa de Iemanjá Templo dos Orixás), com apoio cultural da Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais, Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural – FMAC, Centro Cultural Arte Pajuçara e Assessoria de Comunicação de Keka Rabelo. O evento é gratuito e de classificação livre.
    

Exposição
A Exposição “Didára Omi Oxalá” A Beleza das Águas de Oxalá é o resultado da parceria constituída entre as comunidades tradicionais e fotógrafos da cidade de Maceió. Em destaque a temática étnicorracial, momentos únicos vivenciados durante o cortejo cultural da Lavagem do Bonfim. Ao todo, são 27 imagens capturadas pelos fotógrafos: Jorge Vieira, Alberto Lima, Alexandre Carvalho, Arthur Celso, Cláudia Leite, Luna Gavazza, Thiago Sobral, Wagner Mendes e Cristiano Kriko. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 434ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Crédito da foto: Amaurício de Jesus

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Patrimônio histórico, cultural e social

A Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares, zona da mata alagoana, foi a sede administrativa do Quilombo dos Palmares – “república negra” que possuiu uma organização sócio-política-militar, com mais de 10 mocambos (esconderijos) estratégicos distribuídos na zona da mata, entre os estados de Alagoas e Pernambuco, ocupou uma área de aproximadamente 200km² e resistiu por aproximadamente 100 anos, chegou a ter uma população superior a 20.000 habitantes formada por escravos fugidos, indígenas e brancos empobrecidos.

Atualmente, a Serra da Barriga é considerada um templo sagrado, símbolo da liberdade e da resistência negra, além de ser o palco de grandes homenagens à luta por igualdade racial e contra o racismo. Desde novembro de 1986 foi inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e ainda, foi reconhecida como Monumento Nacional no ano 1988, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

E agora, pode se tornar Patrimônio Cultural do Mercosul, já que, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estar sendo produzido um dossiê, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fundação Cultural Palmares, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), instituições públicas e sociedade civil. 

O documento será entregue em março para avaliação da Comissão de Patrimônio Cultural do bloco econômico, e a candidatura será inserida na proposta “La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR”, concorrendo com outros juntamente com Colômbia, Equador e Venezuela, que também apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

Outra notícia positiva, mencionada no início desse mês, foi a pavimentação do acesso à Serra da Barriga que foi confirmada pela Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano e a expectativa é que a obra seja finalmente concluída e inaugurada no dia 20 de novembro, durante as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra e Zumbi dos Palmares.

Já passou da hora desse local ter o devido reconhecimento do Poder Público e sociedade. Trata-se de um marco para o Estado de Alagoas e também fortalecerá o turismo étnico na região dos quilombos, além de ser mais um mecanismo na América Latina para a valorização do pertencimento étnico.


Fonte: Coluna Axé – 431ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prévias carnavalescas

A capital alagoana, Maceió, é conhecida por suas belezas naturais, diversidade cultural e a expressiva quantidade de eventos que antecedem a maior festa popular brasileira. 

As prévias carnavalescas foram iniciadas no último domingo com o Carnaval Edécio Lopes na orla da Ponta Verde. Trata-se de uma iniciativa da Liga Carnavalesca de Maceió e o Governo de Alagoas, uma homenagem às comemorações do bicentenário da emancipação política do Estado.

Ao todo serão 12 dias de festa e desfiles por toda Maceió. Os blocos receberam apoio do Governo do Estado e já têm dias e horários estabelecidos.

Confira a programação: 28 de janeiro – Baile Vermelho e Preto (Jaraguá Tênis Clube); 29 de janeiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo| Banda Vulcão (Ponta Verde); 04 de fevereiro – Panelada da Rolinha (Ponta Verde); 10 de fevereiro – Baile de máscaras/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 11 de fevereiro – Baile Verde e Branco (Iate Clube Pajussara); 12 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo / Banda Vulcão (Ponta Verde); 12 de fevereiro – Baile infantil/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 17 de fevereiro – Jaraguá Folia (Jaraguá) com a presença de vários blocos temáticos, inclusive, o retorno do bloco “Filhos da Pauta” formado por profissionais da Comunicação Social; 17 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Museu Théo Brandão); 18 de fevereiro – Carnaval Nota 10 (Pajuçara/Ponta Verde) com orquestras de frevo, Samba de Nêgo, Sururu da lama, Pecinhas de Maceió, Turma da Rolinha, dentre outros blocos; 19 de fevereiro – Matinê de Carnaval (Iate Clube Pajussara); 19 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo|Banda Vulcão (Ponta Verde); 25 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Pajuçara/Ponta Verde); 26 de fevereiro – Bloco Nêga Fulô (Pajuçara/Ponta Verde); e 28 de fevereiro – Blocos Afros (Pajuçara/Ponta Verde).

É programação para todos os gostos, idades e recursos financeiros. Prestigie!


Edital
Encerram no dia 6 de fevereiro as inscrições para o “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017”. Ao todo serão investidos R$ 200 mil em premiações para projetos de agremiações carnavalescas, que buscam reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais. Os prêmios serão distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). Confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 427ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com