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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Carnaval sem racismo

O Ministério dos Direitos Humanos através da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR lançou a Campanha "Neste Carnaval Diga não ao Racismo". 

O objetivo principal é a valorização da cultura negra, sensibilizando o público em geral quanto à importância do respeito à identidade negra com enfoque no racismo sofrido por mulheres e homens negros no carnaval.

Passageiros, foliões e turistas dos principais aeroportos e rodoviárias do país receberão material informativo de enfrentamento ao uso negativo e caricato da imagem do negro como blackface e “nega maluca”, onde as pessoas pintam o rosto com tinta preta e usam peruca black power imitando pejorativamente a textura natural do cabelo crespo como forma de “homenagem”.

Lançada em nível nacional, serão espalhados 50 mil folders em formato de leques entre as esteiras de bagagem e balcões de informações dos aeroportos de Recife (PE), Congonhas (SP), Curitiba (PR), Rondônia (RO), Confins e Belo Horizonte (MG). Trata-se de uma parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), e os aeroportos exibirão em seu sistema de telas informativas a identidade visual da Campanha.

O Secretário Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo alerta que nenhuma forma de preconceito ou de discriminação deve servir como justificativa de “piada”, “adereços” ou “acessórios” e destaca o caráter de violação de direitos dessa prática racista, já que racismo é crime previsto na Lei 7.716.  “O propósito da Campanha é ser usada como plataforma para combater esta modalidade de racismo enraizado na sociedade. Qualquer tipo de ação utilizada para ridicularizar o negro não deve ser praticada no Carnaval. O Blackface e a ‘nega maluca’ não são ferramentas de folia, mas sim de opressão e escárnio. Vamos juntos compartilhar nas redes sociais durante o carnaval a hashtag da campanha #CarnavalSemRacismo”, exaltou.

As cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Manaus, Belém, Palmas, Acre também serão contempladas pelas ações da Campanha. Para realizar denúncias: Disque 100 ou baixe aplicativo Proteja Brasil A iniciativa é extremamente louvável e deveria ocorrer durante todo o ano; além de contemplar todo o território nacional. Sonhamos com o dia que não precisaremos lançar campanhas para exigir respeito!



Fonte: Coluna Axé - 478ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 19/02/18) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
(Com informações da Ascom)       


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

#amonadar

Encontrei o meu esporte: Maratona Aquática.

É nadando que me sinto livre, forte, supero os medos e sinto-me realizada em cada etapa concluída.

Tanto faz a colocação, se estou em último ou em primeiro na categoria, o importante é superar o desafio e chegar. Aqui, eu me sinto viva!

Vamos lá... rumo aos 5km.

(Fotos tiradas por Thiago Parmalat)













quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cojira-AL: 10 anos

No próximo dia 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) completa dez anos de fundação e atuação no Estado de Alagoas. É vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e foi o primeiro núcleo do Nordeste a trabalhar as questões étnicorraciais no movimento sindical da categoria.

Também existem cojiras nos estados da Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e o Núcleo de Comunicadores Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul – juntos, formam a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnicorracial (Conajira) que é um órgão consultor da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).

Porém, Alagoas destaca-se na interlocução entre o movimento social negro e a mídia alagoana, facilitando o repasse das informações e na indicação de entrevistados e entrevistadas sobre as questões étnicorraciais; contribui para a reflexão sobre a realidade da população afrodescendente durante todo ano; divulga as ações político-culturais e eventos dos segmentos afros; além de promover debates e participar de palestras sobre o papel da mídia no combate do racismo, o discurso de ódio, à intolerância e outras formas de intolerância.

Dentre as ferramentas de trabalho, estão: o blog www.cojira-al.blogspot.com.br e a Coluna Axé publicada semanalmente no jornal Tribuna Independente desde 2008. Também exerce um papel importante no controle social e defesa das políticas públicas, com atuação marcante por duas gestões, no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL).

É motivo para se orgulhar e festejar, mas, ainda há muito o que fazer! Os desafios continuam... que venham mais dez anos. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 468ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 27/11/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Vamos subir a Serra

A programação do mês da consciência negra começou com força em Alagoas, repleta de atividades que promovem a reflexão sobre o episódio histórico da luta por liberdade e dignidade no Quilombo dos Palmares; além da valorização da cultura e história afro-brasileira, o combate ao racismo. De 15 a 19 de novembro de 2017, a orla da Pajuçara em Maceió, será palco de um encontro educativo, cultural, político-econômico-social e histórico, com o projeto/evento Vamos Subir a Serra!

Trata-se de uma realização do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), em parceria com a Núcleo Zero e gestão de Simone Benchimol; e conta com o patrocínio do Sebrae, da Braskem e da Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA), além da parceria da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural e do governo federal, através da Fundação Cultural Palmares.

A finalidade é fomentar e evidenciar as potencialidades do povo negro através de eventos simultâneos com a temática étnico-racial, tais como: feira de produtos afros-quilombolas, ciclo de palestras com nomes de referência local e nacional, tendo como foco o empreendedorismo afro, pertencimento étnico, turismo étnico, empoderamento da mulher negra e a Serra da Barriga como marco fundante.

As oficinas possuem inscrições gratuitas (uma hora antes) com 40 vagas: a primeira acontecerá nessa quarta-feira(15) das 8h às 10hs com o tema: Empoderando, embelezando, glorificando as mulheres com o uso de turbantes – “Seu turbante, sua coroa”, ministrada por Lucélia Tayná; em seguida, das 10h30 às 12h30, será a vez da Oficina Bate cachos – corte a seco ao vivo e tudo sobre cuidados em casa, com Tamires Melo; no dia 16 de novembro, quinta-feira, das 8h às 12h30. Neste dia, a primeira abordará o tema Marketing pessoal – “Você é o seu melhor produto”, com o jornalista e psicólogo Carlos Gonçalves e a participação de Yalla Barros, profissional de estética negra. Das 10h30 às 12h30, será a vez da oficina Empreendedorismo e Produção Cultural, tendo como oficineiro Jonathan Santos Silva, administrador de empresas e coordenador do Cenafro.

Também terá cine-fórum, performances artísticas culturais; o Fala Preta #tireavendadoracismo no dia 15 a partir das 14hs, seguido do desfile Afro-in com a apresentação da cantora Mel Nascimento; e uma viagem pela história do Quilombo dos Palmares, em visitação no dia 18 à Serra da Barriga, em União dos Palmares. Todos os participantes terão direito a certificado online.

A entrada é gratuita, das 8h às 22h, prestigie! Mais informações: (82) 99999-1301 / 98878-7484 / anajo.vamossubiraserra@gmail.com. Acompanhe a página: https://www.facebook.com/vamosSubiraSerra/


Formação
No evento Vamos Subir a Serra! terá uma edição especial do projeto Tambor Falante na quinta-feira(16) às 16h com o tema Pertencimento Étnico, com a participação de Lepê Correia (foto): Psicólogo, Educador e Pesquisador de culturas e tradições afros e brasileiras; Mestre em Literatura e Interculturalidade; Doutorando em Literatura e Interculturalidade. Também foram convidados como palestrantes nacionais: Érico Brás (ator, cantor e humorista) que falará sobre “Mídia e Racismo” no dia 16 às 19h; e Kênia Maria (atriz, escritora e roteirista, nomeada Defensora dos Direitos das Mulheres Negras pela ONU Mulheres) que abordará no dia 17 às 16h, o tema “Empoderamento da mulher negra”. (Crédito da foto: Divulgação)


Fonte: Coluna Axé – 467ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/11/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Empreendedorismo

De 18 a 20 de outubro, no Centro de Convenções de Maceió localizado no bairro histórico do Jaraguá, terá a 8ª Feira do Empreendedor de Alagoas. 

Esse é um dos maiores eventos de empreendedorismo do Sistema Sebrae, que busca promover os produtos e serviços, dos patrocinadores, parceiros e expositores de várias franquias, ajudando a promover e a ampliar a carteira de clientes de todas as partes interessadas. 

A programação é composta por oficinas, palestras, mesa redonda, workshop, exposição, sessão de negócios; orientações sobre o Acesso a Crédito com o Banco do Brasil e Banco do Nordeste; Rodada de negócios multissetoriais; Momento do Empresário; Talk Show Troco Likes – Redes Sociais para Alavancar seu Negócio; além de apresentações musicais. 

Dentre as palestras destaques estão: “Os Impactos da Reforma Trabalhista para as Micro e Pequenas Empresas” com o palestrante Nélio de Souza (AB & DF ADVOCACIA)”, amanhã (18) às 16h30 na sala 3; e no dia 19, o tema “Cenário Econômico do Brasil: Impactos para as Empresas do Nordeste” às 19h30, no Espaço Criatividade em Ação, com o palestrante Luiz Barreto (Ex Presidente do Sebrae). Também serão discutidos: Vantagens da Formalização para o Micro Empreendedor Individual (MEI), Líder Coach, Educação Financeira, Marketing Digital para Pequenos Negócios, Posicionamento da marca nas Redes Sociais, Economia Sustentável, Registro de Marcas e Patentes, dentre outros. 

É um grande momento para aprofundar conhecimentos, despertar ideias, fortalecer os negócios e ampliar a geração de renda. Todas as atividades são gratuita, mas é importante fazer a inscrição antecipada no site: http://feiradoempreendedor.al.sebrae.com.br/. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 463ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 16/10/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mestrado sobre quilombolas

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) recebeu a visita do Prof. Dr. Edmundo Accioly, orientador do acadêmico Jonathan Silva, que buscou o apoio institucional para a tese de Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

O diretor-presidente do Órgão de Terras, Jaime Silva, e a Assessora Técnica dos Núcleos Quilombolas e Indígenas, Leone Silva, ouviram atentamente a proposta, e destacaram que todas as ações voltadas à autoestima e desenvolvimento socioeconômico são bem vindas. Também foram convocados para dar suporte nas informações: Edenilsa Lima Chagas, Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Francis Hurst, supervisor de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas (Sedetur).

O objetivo é mapear as oportunidades de negócios através de produtos e serviços porventura existentes em comunidades remanescentes de quilombo do Estado de Alagoas; e também serão ministradas palestras sobre empreendedorismo afro para as lideranças quilombolas e juventude. 

De acordo com Jonathan Silva: “O grande diferencial deste trabalho é poder trazer a questão da inovação para dentro dos quilombos. Quando trabalhamos na perspectiva de indicações geográficas estamos trabalhando com conceitos de desenvolvimento sustentável, tecnologias sociais, além da propriedade intelectual. Eu vejo que as comunidades têm muito a ganhar, pois estaremos reconhecendo os produtos com notoriedade e tradição. Para o Iteral, permitirá que as ações sejam articuladas e mais planejadas. Se outros órgãos do Governo puderem estar presentes, darão maior proporção, e será algo muito rico para o Estado de Alagoas”, exaltou.

Dentre as propostas para a produção final, encontram-se: criação de um catálogo, publicação do documento técnico para novas pesquisas, identificação das comunidades aptas a participarem das feiras agrárias e a criação de um selo de reconhecimento quilombola. Atualmente, existem 69 comunidades certificadas no Estado de Alagoas e espalhadas em 36 municípios.

Esperamos que o conteúdo científico contribua para a mudança de realidades, de forma positiva, e traga mais valorização para esse povo tão sofrido. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 462ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/10/17) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Feira das Margaridas

Pela primeira vez em Maceió, terá a Feira das Margaridas do Crédito Fundiário nos dias 30 e 31 de agosto e 1º de setembro, na Praça da Faculdade, das 6h às 22h. 

A atividade é uma realização do Governo de Alagoas por meio do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) com o apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Alagoas (Fetag) e do Instituto de Capacitação, Extensão, Formação e ATER (ICEFA). 

Participarão agricultores familiares das unidades produtivas do crédito fundiário e assentados da reforma agrária (convidados), que comercializarão produtos como: frutas, tubérculos, hortaliças, verduras, legumes, artesanato, animais; além de doces caseiros, pimenta e ovos de capoeira. O público poderá conferir a casa de farinha, restaurante camponês, espaço para exposição e palestras. 

As feirantes e o público em geral poderão conferir a palestra “Quebrando o silêncio” no dia 30 às 15h30, ministrada por Hylza Torres, Promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher do Ministério Público Estadual (MPE/AL). 

Na programação cultural, terá o Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” no dia 30 a partir das 18h; na quarta-feira(31) às 19h, o bingo seguido da apresentação de Lula Sabiá e Banda; e na sexta-feira (01.09), o show de Guga do Acordeon e Banda; e no encerramento Xameguinho e Banda. 

A ação integra o "Agosto Lilás" – campanha estadual de conscientização sobre a violência contra a mulher – e ainda é uma referência à Margarida Alves, sindicalista rural assassinada no dia 12 de agosto de 1983 em Alagoa Grande (PB), considerada um símbolo na luta pelos direitos dos trabalhadores rurais no Brasil e inspiração para a Marcha das Margaridas criada em 2000. 

Esse é mais um momento para o fortalecimento da agricultura familiar, e ainda, enaltece a mulher enquanto protagonista no processo produtivo do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF). Entrada franca! Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 456ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/08 a 04/09/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato:cojira.al@gmail.com

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Thallita canta Gonzaga

O Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” é uma iniciativa do Projeto Thalita, que reúne no palco música, teatro e muita emoção. 

Com duração de aproximadamente 1h, o espetáculo possui aproximadamente 60 artistas, crianças do projeto e convidados, que despertam uma viagem à cultura nordestina e ainda homenageia o Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Serão interpretadas nove canções: Vida de Viajante, Luar do Sertão, Xote das Meninas, Xote Ecológico, Que nem jiló, ABC do Sertão, Asa Branca, Rei Bantu e Ave Maria Sertaneja.

A primeira apresentação será nessa quinta-feira, 17 de agosto, no Teatro Deodoro em Maceió, a partir das 19hs e o ingresso é apenas 1kg de alimento não perecível. O ciclo de apresentações continuará no dia 22 de setembro no Sesc Centro; 06 de outubro, no Teatro Linda Mascarenhas; e 28 de outubro no Sesc Poço.

O projeto Thalita pertence à “Associação Esperança e Vida” é uma organização não governamental com finalidade jurídica o desenvolvimento de ações socioeducativas e culturais. Fundada no dia 9 de março de 1996 possui atualmente 150 famílias assistidas com várias ações, dentre elas: oficinas de canto, flauta doce, teatro, reforço educacional, informática, cursos profissionalizantes, formação e apoio psicológico à família e comunidade; além da realização de palestras a exemplo dos direitos da crianças e combate da exploração infantil, atividades de recreação, visita a museus e ao parque municipal ecológico.

A instituição está localizada na Av. Djalma Fragoso de Alencar, 15, Petropolis, Maceió. Contato: (82) 3328-9333 / projetothallita@ibest.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 454ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de julho de 2017

Retorno do Tambor Falante

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – instituição vinculada aos Agentes de Pastoral Negro do Brasil (APNs) – desenvolve desde a sua fundação em dezembro de 2005, atividades de formação e que promovam a reflexão sobre racismo, várias formas de preconceito e intolerância; pertencimento étnico; além da vulnerabilidade social em Alagoas.

Nesse segundo semestre, a instituição retomará o projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" que foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, desenvolvido pela Prefeitura de Maceió, por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

A próxima etapa acontecerá no sábado (08/07), a partir das 15h, no auditório do Estádio Rei Pelé localizado no bairro Trapiche da Barra em Maceió, com o tema: “Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais”. O encontro contará com as intervenções dos facilitadores Zezito Araújo (Mestre em História do Brasil e Professor de História da Secretaria de Educação de Alagoas) e Edenilsa Lima (Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Coordenadora do Comitê Institucional de Políticas para as Comunidades Tradicionais de Alagoas).

Segundo o Decreto Nº 6.040, de 7 e Fevereiro de 2007  que criou a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, define os povos tradicionais como: “são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

São exemplos de povos ou comunidades tradicionais: Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros, Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de Fundo de Pasto, Catadoras de mangaba, Faxinalenses, Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros, Caiçaras, Povos de terreiro, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos, Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros, Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia, dentre outros.

No Estado de Alagoas, foi instituído no ano de 2016 um comitê para tratar de políticas de desenvolvimento para povos tradicionais, os quilombolas, ciganos e índios; além de ficar responsável por articular e integrar as políticas públicas intersetoriais, elaborar e desenvolver projetos para o fortalecimento de suas culturas, além de implementar e monitorar o Plano Estadual de Desenvolvimento dos Povos Tradicionais e de Matriz Africana. O Tambor Falante é aberto ao público, sendo destinado aos ativistas dos segmentos afros, lideranças de movimentos sociais, além de pesquisadores e estudantes; e no encerramento terá a apresentação artística da banda Afro Afoxé.

Essa é a oportunidade de aprofundar e compartilhar conhecimentos sobre as ações desenvolvidas em Alagoas. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 448ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Festejos juninos em Alagoas

No ano do bicentenário do Estado de Alagoas, a programação do São João foi intitulada Arraiá da Solidariedade, e contará com pontos de coletas de mantimentos e agasalhos para as famílias que sofreram com a chuva. Em Maceió, a festa será realizada nos entornos do Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), nas praças Dezoito de Copacabana e Dois Leões, no bairro histórico do Jaraguá.

O Governo de Alagoas garantirá a instalação de dois palcos, um para apresentação dos grupos de cocos de rodas e outro para atrações alagoanas: 17 bandas e 36 trios autênticos de forró.

Confira a programação completa a partir das 20h no palco central: 23/06 – Betinho Marcolino, Claudio Rios e Eliezer Seton; 24/06 – Naldo do Baião, Joelson dos Oito Baixos e Tião Marcolino; 25/06 – Edgar dos Oito Baixos, Trio Gogó da Ema (Ivanildo do Forró) e Messias Lima. 26/06 – Zé de Princesa, Anderson Fidélis, Irineu e Banda; 27/06 – Zé do Brejo, Mila do Acordeon, Zé Mocó e Banda; 28/06 – Gil Neves, Sandoval e Banda Fogo no Forró, Lula Sabiá e Banda; 29/06 – Tutinha do Acordeon, Chau do Pife e Banda, Xameguinho e Banda.

Também terá a exposição ‘O Forró dos 200 Anos’ no Misa, que homenageia os grandes nomes do forró de Alagoas; e em frente ao museu será instalada uma casa de farinha, que estará em pleno funcionamento para os/as visitantes se deliciar com comidas típicas.

Outra importante iniciativa será o I Festival de Coco de Roda de Alagoas de 24 a 29 de junho, na Praça Dezoito de Copacabana. Trata-se de uma parceria entre o Governo do Estado e a Liga dos Cocos Alagoanos (Licoal) que proporcionará a competição de 20 grupos de coco de roda e apresentação de convidados, somando mais de mil dançarinos, são eles: Ganga Zumba (Cruz Das Almas), Xique Xique (Jacintinho), Mandacaru (Clima Bom), Paixão Nordestina (São Jorge), Los Coquitos (Chã Da Jaqueira), Raízes Nordestinas (Pescaria), Flôr da Mata (Boca da Mata), Pisa na Fulô (Farol), Leões de Fogo (Jacintinho), Reviver (Bebedouro), Águia de Fogo (Reginaldo), Raro Xodó (São Jorge), Rosa Vermelha (Boca da Mata), Catolé (Benedito Bentes), Sensashow (Jacintinho), Estrela de Alagoas (Bebedouro), Pau de Arara (Tabuleiro), Reis do Cangaço (Jacintinho), Coco de Roda Balança Mas Não Cai (Arapiraca), Coco de Roda Arcoiris (Benedito Bentes), Coco de Roda Xodó Mirin (Jacintinho) e Coco de Roda Pisa Miudinho (Melhor Idade). A grande final ocorrerá no dia 29 a partir das 19h.


Fonte: Coluna Axé – 446ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de junho de 2017

Cotas no serviço público federal

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu no dia 8 de junho, o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 41 e reconheceu a validade da Lei 12.990/2014, que reserva 20% das vagas oferecidas em concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal direta e indireta, no âmbito dos Três Poderes.

Desde 2014 a legislação vinha sendo questionada em vários tribunais do país, e agora, a decisão foi unânime para torna-la válida. O julgamento foi iniciado em maio, quando o relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela constitucionalidade da norma. Ele considerou, entre outros fundamentos, que a lei é motivada por um dever de reparação histórica decorrente da escravidão e de um racismo estrutural existente na sociedade brasileira. Acompanharam o relator, naquela sessão, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Fux.

Já o ministro Dias Toffoli destacou que seu voto restringe os efeitos da decisão para os casos de provimento por concurso público, em todos os órgãos dos Três Poderes da União, não se estendendo para os Estados, Distrito Federal e municípios, uma vez que a lei se destina a concursos públicos na administração direta e indireta da União, e deve ser respeitada a autonomia dos entes federados. Porém, caso queiram fazer o mesmo, não é considerado ilegítimo.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, afirmou que a decisão do STF reforça ações que combatem a desigualdade: “A posição do Judiciário não vinha sendo uniforme, o que tem gerado situações de insegurança jurídica em concursos públicos federais (...) Hoje foi dado mais um passo em direção à igualdade de oportunidades num país que ainda sofre com a desigualdade”, mencionou.

Enquanto isso, as polêmicas e críticas continuam em relação a essa conquista histórica!


Fonte: Coluna Axé – 445ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

Cultura e direitos humanos

Até o dia 9 de junho a partir das 14h, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA) localizado na Rua Sá e Albuquerque, no bairro histórico do Jaraguá em Maceió, acontecerá a 11º Mostra Cinema e Direitos Humanos.

O evento voltado à promoção da educação e da cultura em Direitos Humanos é uma realização do Governo Federal, Ministério dos Direitos Humanos, em parceira com o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh); conta com a produção nacional ICEM e produção local Marola Produções.

Serão exibidos 29 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, tendo como tema central as questões de Gênero, contando com a exibição de 7 títulos que abordam temas relacionados às mulheres, orientação sexual e diversidade de gênero, empoderamento feminino, violência contra a mulher, estereótipos de gênero, LGBTfobia, conquistas sociais, políticas e econômicas. A novidade para esta edição é a Mostrinha, com oito curtas metragens direcionados ao público infanto-juvenil.

A programação é dividida em três momentos: Mostra Panorama apresenta filmes selecionados a partir da convocatória pública aberta pela equipe da curadoria; Mostra Temática sobre questões de gênero; e a Mostra Homenagem que visa homenagear cineastas cuja filmografia explora a temática Direitos Humanos, trazendo-a para o foco de debates, e nesta edição, a homenageada é a cineasta Laís Bodansky.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos acontecerá nas 26 capitais e no Distrito Federal. A expectativa é receber um público de 30 mil pessoas em todo o país e ainda promover um espaço de reflexão, inspiração e promoção do respeito à dignidade da pessoa humana por meio da linguagem cinematográfica.

Para mais informações e programação detalhada, acesse a página: https://www.facebook.com/11mostracinemadireitoshumanosmczal. Entrada gratuita!


(Com informações da Ascom)


Fonte: Coluna Axé – 444ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Patrimônio histórico, cultural e social

A Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares, zona da mata alagoana, foi a sede administrativa do Quilombo dos Palmares – “república negra” que possuiu uma organização sócio-política-militar, com mais de 10 mocambos (esconderijos) estratégicos distribuídos na zona da mata, entre os estados de Alagoas e Pernambuco, ocupou uma área de aproximadamente 200km² e resistiu por aproximadamente 100 anos, chegou a ter uma população superior a 20.000 habitantes formada por escravos fugidos, indígenas e brancos empobrecidos.

Atualmente, a Serra da Barriga é considerada um templo sagrado, símbolo da liberdade e da resistência negra, além de ser o palco de grandes homenagens à luta por igualdade racial e contra o racismo. Desde novembro de 1986 foi inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e ainda, foi reconhecida como Monumento Nacional no ano 1988, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

E agora, pode se tornar Patrimônio Cultural do Mercosul, já que, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estar sendo produzido um dossiê, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fundação Cultural Palmares, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), instituições públicas e sociedade civil. 

O documento será entregue em março para avaliação da Comissão de Patrimônio Cultural do bloco econômico, e a candidatura será inserida na proposta “La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR”, concorrendo com outros juntamente com Colômbia, Equador e Venezuela, que também apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

Outra notícia positiva, mencionada no início desse mês, foi a pavimentação do acesso à Serra da Barriga que foi confirmada pela Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano e a expectativa é que a obra seja finalmente concluída e inaugurada no dia 20 de novembro, durante as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra e Zumbi dos Palmares.

Já passou da hora desse local ter o devido reconhecimento do Poder Público e sociedade. Trata-se de um marco para o Estado de Alagoas e também fortalecerá o turismo étnico na região dos quilombos, além de ser mais um mecanismo na América Latina para a valorização do pertencimento étnico.


Fonte: Coluna Axé – 431ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Os vários quebras

O Quebra de Xangô, infelizmente, deixou marcas intensas e continuam latejando até os dias atuais com diferentes formas de perseguição e opressão. Em 1912 existia uma milícia conhecida por Liga dos Republicanos Combatentes – agremiação política que fazia oposição ao governador da época, Euclides Malta – realizava as invasões, espancamentos e prisões dos adeptos das religiões de matrizes africanas.

Para manter viva a crença, precisava silenciar os tambores, disfarçar ou fugir para outros Estados. Porém, de acordo com o historiador e babalorixá Célio Rodrigues (Pai Célio) o culto ao orixá foi proibido em todo o Brasil no ano de 1957, durante o governo do Presidente Getúlio Vargas, e cada governador adotou a sua metodologia para cumprir a determinação. 

Em Alagoas, era necessário que cada terreiro solicitasse um alvará de funcionamento e comunicar à Polícia (DOPS); os toques aos orixás só podiam ser realizados aos domingos das 16h às 19h, e caso o horário fosse burlado, podia ocorrer a invasão a qualquer momento, os instrumentos eram recolhidos e a casa suspensa; nas vistorias, o juizado de menores também acompanhava a polícia para impedir a participação das crianças, e caso fosse comprovada a iniciação à religião, ou estivesse dançando ou cantando, o terreiro também era multado.

O tempo passou e apesar dos inúmeros mecanismos para combater essas formas de violência, a hostilidade permanece forte! A advogada do Movimento da Articulação de Matriz Africana de Alagoas, Kandysse Melo, destacou que é preciso denunciar os crimes de intolerância e ódio, e reivindicar o comprometimento do Judiciário e o Poder Público para o cumprimento da lei. Ela denunciou que no ano de 2016 ocorreram vários atentados aos terreiros, inclusive, uma ekede foi atingida por arma de fogo durante uma festividade na casa de axé; um ogan foi demitido de uma escola particular por cultuar os orixás; além dos insultos por usar suas guias, turbantes e roupas brancas às sextas-feiras (dia em homenagem ao orixá).

A nossa religião representa fé e axé, e se não fosse assim a gente hoje não estaria ocupando os espaços do Governo e as secretaria para falar da nossa religião e usar nossas vestes. Nós temos que lutar para a nossa religião esteja no mesmo nível de igualdade com as outras religiões. Vamos nos unir para alcançar dias melhores”, exaltou Mãe Mirian, a sacerdotisa da religião de matriz africana de Alagoas mais respeitada da atualidade.

Atualmente, as casas de axé seguem três vertentes de atuação: religiosa, cultural e social. Também estão investindo na formação, valorização do pertencimento étnico e participando dos espaços de controle social para a reivindicação de políticas públicas. O terreiro merece respeito e a luta contra a intolerância religiosa continua! Os tambores ainda ecoam e a esperança para a perpetuação do axé continua viva, bem viva! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 429ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xangô Rezado Alto 2017

O dia 02 de fevereiro, é uma data marcante no Estado de Alagoas e exalta a luta por respeito e o combate à intolerância religiosa. São 105 anos do episódio nefasto conhecido por “Quebra de Xangô”, quando no ano de 1912, casas de culto afrorreligiosos de Maceió foram invadidas e destruídas; e os adeptos das religiões de matrizes africanas foram perseguidos e até mesmo mortos.

Em contraponto a esse momento violento e que muitos preferem esquecer, foi criado o projeto Xangô Rezado Alto, que visa alertar a sociedade e celebrar o trabalho sociocultural de vários segmentos afros que mantém vivas as heranças afro-brasileiras e o pertencimento étnico.

Nessa quinta-feira, a concentração será às 14h, na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas) no Centro de Maceió. Estarão reunidos integrantes de casas de axé de vários municípios, ativistas professores, pesquisadores e estudantes.

Dentre grupos afroculturais que se apresentarão em tablados instalados no Centro de Maceió e participarão do cortejo estão: Banda Afro Mandela, Afoxé Odô Iyá, Coletivo Afro Caeté, Maracatod@s, Maracatu Baque Alagoano, Rogério Dias, Grupo Themba, Banda Afro Afoxé, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Povo de Exu, Afoxé Ofá Omin, Yá Capoeira, Grupo Afojubá, Orquestra de Tambores, Aiê Orum e Banda Afro Zumbi.

O Xangô Rezado Alto é uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), em parceria com a Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais de Terreiro; onde conta com o apoio da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL). Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 428ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/01 a 06/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prévias carnavalescas

A capital alagoana, Maceió, é conhecida por suas belezas naturais, diversidade cultural e a expressiva quantidade de eventos que antecedem a maior festa popular brasileira. 

As prévias carnavalescas foram iniciadas no último domingo com o Carnaval Edécio Lopes na orla da Ponta Verde. Trata-se de uma iniciativa da Liga Carnavalesca de Maceió e o Governo de Alagoas, uma homenagem às comemorações do bicentenário da emancipação política do Estado.

Ao todo serão 12 dias de festa e desfiles por toda Maceió. Os blocos receberam apoio do Governo do Estado e já têm dias e horários estabelecidos.

Confira a programação: 28 de janeiro – Baile Vermelho e Preto (Jaraguá Tênis Clube); 29 de janeiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo| Banda Vulcão (Ponta Verde); 04 de fevereiro – Panelada da Rolinha (Ponta Verde); 10 de fevereiro – Baile de máscaras/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 11 de fevereiro – Baile Verde e Branco (Iate Clube Pajussara); 12 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo / Banda Vulcão (Ponta Verde); 12 de fevereiro – Baile infantil/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 17 de fevereiro – Jaraguá Folia (Jaraguá) com a presença de vários blocos temáticos, inclusive, o retorno do bloco “Filhos da Pauta” formado por profissionais da Comunicação Social; 17 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Museu Théo Brandão); 18 de fevereiro – Carnaval Nota 10 (Pajuçara/Ponta Verde) com orquestras de frevo, Samba de Nêgo, Sururu da lama, Pecinhas de Maceió, Turma da Rolinha, dentre outros blocos; 19 de fevereiro – Matinê de Carnaval (Iate Clube Pajussara); 19 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo|Banda Vulcão (Ponta Verde); 25 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Pajuçara/Ponta Verde); 26 de fevereiro – Bloco Nêga Fulô (Pajuçara/Ponta Verde); e 28 de fevereiro – Blocos Afros (Pajuçara/Ponta Verde).

É programação para todos os gostos, idades e recursos financeiros. Prestigie!


Edital
Encerram no dia 6 de fevereiro as inscrições para o “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017”. Ao todo serão investidos R$ 200 mil em premiações para projetos de agremiações carnavalescas, que buscam reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais. Os prêmios serão distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). Confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 427ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Casamento candomblecista

Na última sexta-feira (16), Alagoas foi palco de um marco histórico para as religiões de matriz africana. Pela primeira vez foi celebrado no Estado um casamento religioso candomblecista com efeito civil, realizado por Mãe Mirian, no Ile Ifé Omi Omo Possu Betá.

Apesar da constituição brasileira permitir esse tipo de celebração desde 1988, a regularização dos terreiros contava com grandes obstáculos para quem pretendia se casar na religião. Nesta luta pela defesa dos direitos, a advogada Kandysse Melo, que também é Ialorixá, atuou no desdobramento do processo de regularização, permitindo a consolidação da lei.

Para que não restassem dúvidas, a cerimônia contou com a presença de um juiz de paz de direito da comarca de Maceió, Carlos Cavalcante de Albuquerque Filho, que afirmou estar ali cumprindo com a Constituição, onde “todos e todas têm direitos iguais, seja qual for a religião, tem a mesma dignidade e valor” e ressaltou que “o momento mais importante e valoroso deste casamento” não foi o realizado por ele e sim “o feito pela sacerdotisa Mãe Mirian que está legitimada para oficializar a cerimônia.”

Emocionada por estar tendo o direito legal de realizar o casamento, Mãe Mirian agradeceu pela conquista e reforçou a necessidade de que “haja mais paz e harmonia na sociedade. E que as pessoas devem procurar estudar para entender que Deus é um só e os orixás representam a natureza.” As bênçãos aos noivos Simone Rosendo da Silva, de 33 anos, e Idevaldo Fabrício Coelho, de 57 anos, que são filhos da Casa, ocorreram com riqueza de detalhes. Desde a decoração, passando pelas vestes, inclusive dos convidados e convidadas, que estavam todos de branco, aos cânticos entoados pelos toques dos atabaques em saudação aos orixás.

Acompanhado por religiosos, simpatizantes e defensores dos direitos humanos, pela igualdade racial e contra a intolerância religiosa o casamento representou uma grande vitória para a cultura afro-brasileira e a quebra de barreiras e preconceitos na sociedade.


Fonte: Coluna Axé – 422ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Colaboração: Luila de Paula / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Caravana de Bambas

O samba é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.

Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa; incentivar parcerias e a projeção de novos talentos; além de buscar a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.

A articulação foi iniciada no grupo de WhatsApp Samba Brasil e os idealizadores são: Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Indiara Freitas (RN). Os encontros de integração acontecerão nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

O Estado de Alagoas foi escolhido para fazer a estreia no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial. 

 Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

A próxima etapa está prevista para acontecer em São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março de 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email caravana@caravanadebambas.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 421ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2016

Alagoas recebe Caravana de Bambas


 
                    Projeto itinerante promoverá o intercâmbio cultural e a valorização do samba autoral

Texto: Helciane Angélica (Jornalista/Cojira-AL)
Fotos: Divulgação


“Quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé. Eu nasci com o samba, no samba me criei. E do danado do samba eu nunca me separei”. Esse é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.
    
Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa, além de incentivar parcerias e a projeção de novos talentos. Também busca a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.
    
O Estado de Alagoas foi escolhido para estrear o projeto, que ocorrerá no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no tradicional Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial.
    
Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

Projeto
    
O projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” foi idealizado pelos artistas Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Andiara Freitas (RN). A proposta é promover encontros de integração e percorrer vários estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Igbonan Rocha e a banda Samba de Nego serão uma das atrações
A articulação desse projeto surgiu com as conversas no grupo de WhatsApp Samba Brasil. No início a proposta era fazer um festival, mas, com a caravana todos ganham. Quem ouve falar, se empolga e quer participar. Então, queremos agregar o máximo de pessoas possíveis e criar uma grande rede do samba para motivar outras pessoas a compor e fortalecer ainda mais o samba”, destacou Igbonan Rocha, cantor baiano erradicado em Alagoas há 30 anos.

A segunda etapa está prevista para acontecer no Estado de São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março em 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email: caravana@caravanadebambas.com.br.



SERVIÇO
Caravana de Bambas
Dia: 16/12/2016 (sexta-feira)
Hora: 18h00
Local: Restaurante MARÉ – Av. Alípio Barbosa da Silva, 421, Pontal da Barra. Maceió/AL
Ingresso individual: R$10
Reserva de mesas e mais informações: (82) 99982-8377