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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Coluna Axé - desafios & reconhecimentos

A Coluna Axé é um espaço para a veiculação das questões étnicorraciais, políticas públicas e valorização do pertencimento étnico no jornalismo alagoano. Trata-se da principal ferramenta de trabalho da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) e é uma parceria entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e a Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos - JORGRAF.

Por uma década estive na função de editora, fui indicada pelos demais membros da comissão e quando tudo começou era apenas uma jornalista recém formada. Passei a ser conhecida como "jornalista-ativista"; algumas vezes sendo rotulada como aquela baixinha que escreve sobre os pretos/pretas, mas também tive o prazer de ser agraciada com comendas e placas em reconhecimento ao trabalho.

Durante todo o ano, independente, das datas celebrativas e do mês da consciência negra (novembro) são divulgadas as ações dos movimentos sociais, eventos, cursos, editais, denúncias dos casos de racismo e intolerância religiosa; além de debater o papel da imprensa na abordagem dessas temáticas. 

São assuntos nas mais diversas áreas (cultura, educação, saúde, esporte, economia, etc) buscando sempre informar, entreter, promover a reflexão crítica sobre a realidade da população afrodescendente e contribuir para a autoestima. Dar voz e vez àqueles que não tinham lugar na mídia!

Bom, eu pedi para sair... pois acredito que a minha missão foi concluída. Foi um período de crescimento profissional e com muitos aprendizados. O trabalho continua todas às terças-feiras no Jornal Tribuna Independente, e permaneço na torcida por mais tempo de trajetória e contribuições.

Agora, no comando encontra-se a competente jornalista Valdice Gomes, que também integra os movimentos sindical e negro, defendendo as causas trabalhistas, direitos das mulheres, saúde da população negra, e ainda, no combate de preconceitos.

E no mês que o veículo impresso celebra onze anos de atuação na imprensa do Estado de Alagoas, foi divulgada no dia 10 de julho de 2018 uma reportagem especial sobre a história da Coluna Axé. Confira!




quarta-feira, 4 de abril de 2018

#DeixaElaTrabalhar

Uma campanha encabeçada por repórteres esportivas chama atenção sobre a questão do assédio e machismo nos estádios e fora deles. Sob a marca #DeixaElaTrabalhar, um grupo de cerca de 50 jornalistas mulheres de todo o país lançou na sexta-feira, dia 20 de março, a campanha e um vídeo com alguns dos relatos sofridos. Comentários violentos e ameaças de estupro de torcedores nos estádios e nas redes sociais estão entre as agressões.

Em uma cobertura ao vivo de uma partida de futebol, a repórter Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, foi beijada, à força, por um torcedor. O episódio ocorreu no Rio de Janeiro, no dia 14 de março, durante a partida entre o Vasco e Universidad do Chile, pela Libertadores. Constrangida, a repórter disse que a atitude “não foi legal”, mas continuou a transmissão. Três dias antes, em Porto Alegre, um torcedor do Inter insultou e agrediu, fisicamente, a repórter Renata Medeiros, da Rádio Gaúcha, que cobria a partida entre Grêmio e Inter. Esses são apenas dois dos casos mais recentes de assédio e desrespeito que jornalistas mulheres, principalmente – mas não somente – da área esportiva vem sofrendo no ambiente de trabalho.

Bibiana Bolson, jornalista da ESPN W e uma das participantes da campanha, explica que o objetivo é chamar a atenção para as agressões que as profissionais sofrem não somente nos estádios. Segundo Bibiana, a campanha, embora tenha surgido de episódios vividos por jornalistas esportivas não se limita somente a esta editoria.

A ideia é dar voz para mulheres de todas as esferas. “É uma maneira de incentivar as mulheres a relatarem os abusos que sofrem, a buscarem seus espaços”, diz. O vídeo, além de ser um pedido para que as jornalistas possam trabalhar em paz, lembra também que o silêncio diante de casos de assédio é parte de um mesmo problema. Não é a primeira vez que jornalistas mulheres se unem para denunciar os abusos e assédios sofridos na profissão.

Em junho de 2016, depois que uma repórter do portal iG foi assediada no meio de uma entrevista coletiva pelo ex-cantor Biel, um grupo de jornalistas mulheres criou a campanha #JornalistasContraOAssédio. Na época, Biel, que caiu no ostracismo após o episódio, chamou a repórter de 21 anos de “gostosinha” e disse que a “quebraria no meio” se eles tivessem relações sexuais. A jornalista chegou a registrar queixa na Delegacia da Mulher e o iG prometeu que daria todo o apoio à profissional. Mas ela foi dispensada menos de um mês após o caso vir à tona. Na época, a campanha também reuniu relatos de abusos e assédios sofridos por profissionais no exercício da profissão.

Hoje, a campanha se transformou em um coletivo que denuncia, sistematicamente, as diversas formas de assédio.


Coluna Axé – 485ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/04/18) – Contato: cojira.al@gmail.com
(Responsáveis, interinamente, as jornalistas Valdice Gomes e Luila de Paula)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ONU e suas missões

Durante reunião entre os Estados-membros da Assembleia Geral da ONU, o secretário-geral da Organização, António Guterres, apresentou no dia 16 de janeiro as doze áreas que merecerão atenção do organismo ao longo de 2018.

O primeiro item da lista é a promoção de uma globalização igualitária, que garanta a repartição justa dos benefícios trazidos pela expansão das trocas comerciais, financeiras e culturais no mundo contemporâneo. Entre as prioridades, estão a resolução de crises no Oriente Médio e na Europa; fortalecer as missões de paz e na luta contra o terrorismo; combater as mudanças climáticas; a promoção da migração segura e ordenada; e o fim das disparidades de gênero.

“O respeito pelos migrantes e o respeito pela diversidade, étnica e religiosa, é um pilar fundamental das Nações Unidas e será um pilar fundamental” afirmou o chefe da ONU, que é o símbolo dos ideais das Nações Unidas e porta-voz dos interesses dos povos do mundo, principalmente dos mais pobres e vulneráveis. O português é o nono secretário-geral das Nações Unidas e assumiu as funções em 1º de janeiro de 2017.

Para aprofundar os trabalhos, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Afrodescendentes está solicitando que todas as partes interessadas enviem submissões relativas à elaboração da Declaração sobre a Promoção e Pleno Respeito dos Direitos Humanos de Afrodescendentes. Essas contribuições podem ser enviadas até o dia 15 de fevereiro e devem abordar direitos e garantidas específicas que a Declaração deverá promover, bem como direitos já previstos por outros mecanismos legais internacionais, regionais ou nacionais existentes. A elaboração da Declaração foi estipulada pela resolução (A/HRC/35/30) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, adotada em junho de 2017. 

Já o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está solicitando contribuições de povos e pessoas indígenas ao estudo que está sendo realizado pelo Mecanismo de Especialistas da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas, com foco no tema “Consentimento livre, prévio e esclarecido”; e as contribuições podem ser enviadas em inglês, francês ou espanhol até o dia 28 de fevereiro.

Mais informações: https://nacoesunidas.org/


Fonte: Coluna Axé – 476ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/01/18) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cojira-AL: 10 anos

No próximo dia 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) completa dez anos de fundação e atuação no Estado de Alagoas. É vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e foi o primeiro núcleo do Nordeste a trabalhar as questões étnicorraciais no movimento sindical da categoria.

Também existem cojiras nos estados da Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e o Núcleo de Comunicadores Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul – juntos, formam a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnicorracial (Conajira) que é um órgão consultor da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).

Porém, Alagoas destaca-se na interlocução entre o movimento social negro e a mídia alagoana, facilitando o repasse das informações e na indicação de entrevistados e entrevistadas sobre as questões étnicorraciais; contribui para a reflexão sobre a realidade da população afrodescendente durante todo ano; divulga as ações político-culturais e eventos dos segmentos afros; além de promover debates e participar de palestras sobre o papel da mídia no combate do racismo, o discurso de ódio, à intolerância e outras formas de intolerância.

Dentre as ferramentas de trabalho, estão: o blog www.cojira-al.blogspot.com.br e a Coluna Axé publicada semanalmente no jornal Tribuna Independente desde 2008. Também exerce um papel importante no controle social e defesa das políticas públicas, com atuação marcante por duas gestões, no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL).

É motivo para se orgulhar e festejar, mas, ainda há muito o que fazer! Os desafios continuam... que venham mais dez anos. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 468ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 27/11/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 25 de abril de 2017

Padrinho?!

A atual Ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, durante um evento no Palácio do Planalto no último dia 12 de abril, intitulou o presidente Michel Temer como “Padrinho das Mulheres Negras Brasileiras”. 

O pronunciamento foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou via WhatsApp. A afirmação causou revolta nas mídias digitais, blogs e a publicação de notas oficiais de repúdio emitidas por diversas organizações dos movimentos sociais – Negro e de Mulheres – inclusive, do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem). 

A crítica é sobre o desrespeito quanto ao protagonismo das mulheres negras e a titulação da política do apadrinhamento que remete-se aos tempos coronelistas. “Fale pela Senhora. Tenha ele como o SEU PADRINHO, não use a luta das mulheres negras em benefício próprio, para se legitimar perante um governo que não nos respeita e nem de longe reconhece a nossa luta ancestral”, desabafam as lideranças.

A Coordenação Nacional de Gênero do Coletivo de Entidades Negras (CEN) afirma: “Nós, mulheres negras, não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos possa nos representar”. 

Já o Núcleo Impulsor da Marcha de Mulheres Negras de São Paulo disparou: “Os ataques que Michel Temer tem feito desde que assumiu a presidência nos atingem diretamente. Luislinda deveria ter lembrado disso ao colocar em nossas bocas e em nossos nomes posição que não reivindicamos. Houve corte de 61% do orçamento federal para o combate à violência contra mulher e nós mulheres negras morremos mais por causa de feminicídio e a ação deste governo golpista é nos relegar ainda mais à morte. O desmonte da educação e saúde através do congelamento de investimentos por 20 anos é mais uma demonstração do quanto Temer não se importa com as nossas vidas e dos nossos. Temos o fechamento de programas como a Farmácia Popular e o aumento do valor da inscrição para o PROUNI. São as mulheres negras que mais recorrem aos serviços públicos e que terão sua saúde e educação negligenciadas por 20 anos”.

O Coletivo de Mulheres da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) exigiu uma retratação pública imediata e informou que a Ministra não as representava. “Um governo ilegítimo que destrói todas as políticas destinadas às mulheres e que, de forma deliberada acaba com o Ministério das Mulheres Igualdade Racial e Direitos Humanos e todas as políticas, desmantela todos os espaços governamentais de elaboração e execução de políticas para as mulheres e para os trabalhadores/as rurais de todo o Brasil. Lamentamos que a única mulher negra em um cargo ministerial seja considerada ‘afilhada’ de um governo golpista, assim reproduzindo o velho estereótipo do(a) negro(a) da Casa Grande que precisa ser apadrinhada para ser respeitada ou ‘não ser esquecida’”.

Enfim, chega de ironia e retrocesso!



Fonte: Coluna Axé – 439ª edição – Jornal Tribuna Independente (25/04 a 01/05/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Casamento candomblecista

Na última sexta-feira (16), Alagoas foi palco de um marco histórico para as religiões de matriz africana. Pela primeira vez foi celebrado no Estado um casamento religioso candomblecista com efeito civil, realizado por Mãe Mirian, no Ile Ifé Omi Omo Possu Betá.

Apesar da constituição brasileira permitir esse tipo de celebração desde 1988, a regularização dos terreiros contava com grandes obstáculos para quem pretendia se casar na religião. Nesta luta pela defesa dos direitos, a advogada Kandysse Melo, que também é Ialorixá, atuou no desdobramento do processo de regularização, permitindo a consolidação da lei.

Para que não restassem dúvidas, a cerimônia contou com a presença de um juiz de paz de direito da comarca de Maceió, Carlos Cavalcante de Albuquerque Filho, que afirmou estar ali cumprindo com a Constituição, onde “todos e todas têm direitos iguais, seja qual for a religião, tem a mesma dignidade e valor” e ressaltou que “o momento mais importante e valoroso deste casamento” não foi o realizado por ele e sim “o feito pela sacerdotisa Mãe Mirian que está legitimada para oficializar a cerimônia.”

Emocionada por estar tendo o direito legal de realizar o casamento, Mãe Mirian agradeceu pela conquista e reforçou a necessidade de que “haja mais paz e harmonia na sociedade. E que as pessoas devem procurar estudar para entender que Deus é um só e os orixás representam a natureza.” As bênçãos aos noivos Simone Rosendo da Silva, de 33 anos, e Idevaldo Fabrício Coelho, de 57 anos, que são filhos da Casa, ocorreram com riqueza de detalhes. Desde a decoração, passando pelas vestes, inclusive dos convidados e convidadas, que estavam todos de branco, aos cânticos entoados pelos toques dos atabaques em saudação aos orixás.

Acompanhado por religiosos, simpatizantes e defensores dos direitos humanos, pela igualdade racial e contra a intolerância religiosa o casamento representou uma grande vitória para a cultura afro-brasileira e a quebra de barreiras e preconceitos na sociedade.


Fonte: Coluna Axé – 422ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Colaboração: Luila de Paula / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cojira/AL - nove anos

Na última quinta-feira, 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (COJIRA-AL), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, completou nove anos de atuação e a exaltação das questões étnicorraciais em diversos setores; produção de notícias, encartes afros especiais, blog temático e a indicação de fontes para veículos de comunicação. 

Ao longo desses anos, a Coluna Axé – espaço gentilmente cedido pelo Jornal Tribuna Independente – vem cumprindo um papel importante em defesa dos direitos da população negra da terra de Zumbi dos Palmares, como um projeto de comunicação que busca contribuir para dar visibilidade às ações de promoção da igualdade racial em Alagoas e no Brasil, seja de iniciativa das entidades do movimento social negro ou de órgãos governamentais. 

A experiência tem mostrado a importância da democratização dos meios de comunicação, com foco nas mídias negras, para as políticas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial. Neste sentido, é preciso que os governos federal, estaduais e municipais, bem como a iniciativa privada, invistam em projetos de comunicação voltados para a temática racial. 

É necessário que os veículos de comunicação em Alagoas abram espaço para a divulgação e discussão das questões raciais durante todo o ano, e não apenas nas datas simbólicas como 13 de maio e 20 de novembro, afinal, a luta por justiça e igualdade deve ser de toda a sociedade e não apenas dos segmentos populacionais atingidos pelo racismo e a desigualdade. Vale destacar, que nas resoluções das três conferências nacionais de promoção da igualdade racial (CONAPIR) realizadas pelo governo federal estão contidas propostas na área de comunicação. 

Além disso, o Estatuto da Igualdade Racial, marco legal sancionado em 2010, também trata do tema, o que respalda ações e investimentos na área. Iniciativa louvável, nesse sentido, aconteceu em junho deste ano, em São Paulo (capital), onde a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) abriu inscrições para o edital do “Prêmio Almerinda Farias Gama”, que teve como objetivo contemplar dez iniciativas ou atividades de comunicação que se destaquem na defesa dos direitos da população negra. Aliás, pra quem não conhece, Almerinda Farias Gama foi advogada, jornalista, política, feminista e sindicalista nascida em Maceió, em maio de 1899, que aos oito anos mudou-se para o Pará, considerada uma das primeiras mulheres afro-brasileiras a participar da política no Brasil. Uma bela e justa homenagem!


Fonte: Coluna Axé - 419ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/11 a 05/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Eleições 2016

As eleições municipais começaram oficialmente no Brasil e estão em evidência nos meios de comunicação, nas mesas de bares, praças e escolas.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão iniciou no dia 26 de agosto e segue até o dia 29 de setembro. A novidade é que ocorreu a redução no período de transmissão (de 45 para 30 dias) e no tempo de veiculação que passou de trinta para dez minutos: no rádio, um bloco será apresentado das 7h às 7h10 e o outro de 12h às 12h10; e na TV, das 13h às 13h10 e de 20h30 às 20h40.  Os/as candidatos/as a vereador(a) não terão espaço diariamente, mas em dias alternados, definidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL).

De acordo com as informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em relação ao pleito municipal de 2012, o eleitorado no Estado de Alagoas saltou de 1.861.419 para 2.146.520 eleitores. Em 2016, o eleitorado alagoano é composto por mais mulheres (1.142.487) que homens (1.004.033); e ainda, ocorreu o aumento no número de jovens entre 16 e 18 anos aptos a votar. E no próximo 2 de outubro, aproximadamente 25 mil pessoas atuarão como mesários nas quase 6.300 sessões eleitorais. 

No site http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2016 é possível acompanhar todas as informações sobre as candidaturas e estatísticas eleitorais em todo território nacional. Foram registrados 7.183 candidatos(as) em Alagoas, desses, 70,43% afirmaram que são negros (pardos e pretos); 31% do sexo feminino e 69% masculino. 

A diversidade parece que será o diferencial, seja na autodeclaração sobre a etnia, seja na divulgação das questões de gênero e crenças religiosas. Cada um entoará suas concepções de mundo e preceitos políticos, destacando as propostas e promessas, e utilizando as mais diversas armas para conquistar o seu voto. 

Resta agora, os cidadãos e cidadãs avaliarem atentamente quais são as candidaturas ficha-limpa; quem realmente possui compromisso social e ações que contribuam para o desenvolvimento dos municípios. O país precisa de mudança; combater todos os níveis de corrupção; defender uma postura comprometida com a ética e a verdade! 

Em relação aos crimes eleitorais (propaganda irregular e compra de votos), a população pode denunciar através do aparelho celular no aplicativo Pardal – sistema de denúncias via smartphones android e web, ou ainda, no site do TRE/AL (www.tre/al.jus.br), que contam com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Estadual. 

Vote consciente!


Fonte: Coluna Axé – 406ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/08 a 05/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 11 de julho de 2016