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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

ONU e suas missões

Durante reunião entre os Estados-membros da Assembleia Geral da ONU, o secretário-geral da Organização, António Guterres, apresentou no dia 16 de janeiro as doze áreas que merecerão atenção do organismo ao longo de 2018.

O primeiro item da lista é a promoção de uma globalização igualitária, que garanta a repartição justa dos benefícios trazidos pela expansão das trocas comerciais, financeiras e culturais no mundo contemporâneo. Entre as prioridades, estão a resolução de crises no Oriente Médio e na Europa; fortalecer as missões de paz e na luta contra o terrorismo; combater as mudanças climáticas; a promoção da migração segura e ordenada; e o fim das disparidades de gênero.

“O respeito pelos migrantes e o respeito pela diversidade, étnica e religiosa, é um pilar fundamental das Nações Unidas e será um pilar fundamental” afirmou o chefe da ONU, que é o símbolo dos ideais das Nações Unidas e porta-voz dos interesses dos povos do mundo, principalmente dos mais pobres e vulneráveis. O português é o nono secretário-geral das Nações Unidas e assumiu as funções em 1º de janeiro de 2017.

Para aprofundar os trabalhos, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Afrodescendentes está solicitando que todas as partes interessadas enviem submissões relativas à elaboração da Declaração sobre a Promoção e Pleno Respeito dos Direitos Humanos de Afrodescendentes. Essas contribuições podem ser enviadas até o dia 15 de fevereiro e devem abordar direitos e garantidas específicas que a Declaração deverá promover, bem como direitos já previstos por outros mecanismos legais internacionais, regionais ou nacionais existentes. A elaboração da Declaração foi estipulada pela resolução (A/HRC/35/30) do Conselho de Direitos Humanos da ONU, adotada em junho de 2017. 

Já o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está solicitando contribuições de povos e pessoas indígenas ao estudo que está sendo realizado pelo Mecanismo de Especialistas da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas, com foco no tema “Consentimento livre, prévio e esclarecido”; e as contribuições podem ser enviadas em inglês, francês ou espanhol até o dia 28 de fevereiro.

Mais informações: https://nacoesunidas.org/


Fonte: Coluna Axé – 476ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/01/18) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Agosto popular

Para enaltecer as manifestações culturais e sua diversidade no Estado de Alagoas, além da importância dos mestres populares na perpetuação do saber, a Articulação da Cultura Popular e Afroalagoana promove mais uma edição do projeto Agosto Popular.

A programação foi iniciada no sábado(19) sob a coordenação do grupo Cepa Quilombo no bairro do Jacintinho, com o debate sobre “A cultura popular e afro-brasileira como instrumento de inclusão social” e a apresentação de coco de roda, rap, capoeira e a banda Afro Zumbi. No domingo, foi a vez da Casa 31 no Santo Eduardo com o debate “Arte como ato político” seguido de várias apresentações e exposição. Nessa sexta-feira(25), no Quintal Cultural localizado no bairro do Bom Parto, terá a partir das 16h o debate sobre “Cultura e Direitos Humanos no combate à violência contra a mulher e juventude”; e as apresentações do grupo Afro Dendê, o grupo de capoeira Engenho Velho, o coletivo de hip hop ‘Noís q faiz’ e os grupos de dança ‘Oz Deuzes do Guetho’ e ‘Escoteiros da Cidadania’.

No dia 26, o Coletivo AfroCaeté coordena a atividade no bairro histórico do Jaraguá às 15h, com o debate “Folclore, Cultura Popular e Negritude” e apresentações do grupo de dança Àfojubá, a literatura de cordel do Mestre Jorge Calheiros e o batuque do coletivo. 

E no domingo, 27 de agosto, a programação acontecerá na Praça Santa Teresa no bairro da Ponta Grossa a partir das 16h com as apresentações artísticas: Grupo Erê, Grupo Ginga Brasil, Afoxé Ofáomin, Fanfarra da Escola Edson Bernardes, Coletivo AfroCaeté, Bumba Meu Boi, Rogério Dyaz e a Trincheira, Afro Afoxé, Bateria da Escola de samba Girassol, Afoxé Okê Arô e Roda de RAP (Sakura e convidados).

Todas as ações também fazem alusão ao Dia do Folclore, celebrado em todo o país no dia 22 de agosto, que foi instituído por meio do Decreto de Lei nº 56.747, de 17 de agosto de 1965, aprovado pelo Congresso Nacional. Prestigie!



Fonte: 455ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de julho de 2017

Retorno do Tambor Falante

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – instituição vinculada aos Agentes de Pastoral Negro do Brasil (APNs) – desenvolve desde a sua fundação em dezembro de 2005, atividades de formação e que promovam a reflexão sobre racismo, várias formas de preconceito e intolerância; pertencimento étnico; além da vulnerabilidade social em Alagoas.

Nesse segundo semestre, a instituição retomará o projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" que foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, desenvolvido pela Prefeitura de Maceió, por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

A próxima etapa acontecerá no sábado (08/07), a partir das 15h, no auditório do Estádio Rei Pelé localizado no bairro Trapiche da Barra em Maceió, com o tema: “Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais”. O encontro contará com as intervenções dos facilitadores Zezito Araújo (Mestre em História do Brasil e Professor de História da Secretaria de Educação de Alagoas) e Edenilsa Lima (Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Coordenadora do Comitê Institucional de Políticas para as Comunidades Tradicionais de Alagoas).

Segundo o Decreto Nº 6.040, de 7 e Fevereiro de 2007  que criou a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, define os povos tradicionais como: “são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

São exemplos de povos ou comunidades tradicionais: Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros, Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de Fundo de Pasto, Catadoras de mangaba, Faxinalenses, Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros, Caiçaras, Povos de terreiro, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos, Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros, Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia, dentre outros.

No Estado de Alagoas, foi instituído no ano de 2016 um comitê para tratar de políticas de desenvolvimento para povos tradicionais, os quilombolas, ciganos e índios; além de ficar responsável por articular e integrar as políticas públicas intersetoriais, elaborar e desenvolver projetos para o fortalecimento de suas culturas, além de implementar e monitorar o Plano Estadual de Desenvolvimento dos Povos Tradicionais e de Matriz Africana. O Tambor Falante é aberto ao público, sendo destinado aos ativistas dos segmentos afros, lideranças de movimentos sociais, além de pesquisadores e estudantes; e no encerramento terá a apresentação artística da banda Afro Afoxé.

Essa é a oportunidade de aprofundar e compartilhar conhecimentos sobre as ações desenvolvidas em Alagoas. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 448ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conferências de igualdade racial

O Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) iniciou os trabalhos de articulação e mobilização para a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (IV Conapir), que discutirá o tema “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”.

A etapa nacional está prevista para ocorrer no terceiro trimestre de 2018 em Brasília. Porém, é preciso intensificar os debates, organizar as propostas e cobrar a efetivação das políticas públicas.

Os prazos para as Conferências Livres, Intermunicipais e Estaduais foram redefinidos e as organizações que lutam pelo desenvolvimento das questões étnicorraciais, nos mais diversos setores, devem ficar atentas. As Conferências Livres devem ser promovidas até o dia 30 de junho; trata-se de uma iniciativa da sociedade civil ou fomentada pelo Conselho, direcionadas a públicos específicos ou comunidade de povos tradicionais. É importante destacar que os organizadores precisam fazer uma lista de presença, o registro fotográfico e elaborar um Relatório com as propostas aprovadas.

Já as Conferências Intermunicipais serão realizadas nove edições, ou seja, uma em cada região seguindo a divisão mais recente feita pela Secretaria de Planejamento do Estado, nas seguintes datas: 29 de julho, 05 de agosto, 19 de agosto, 26 de agosto, 02 de setembro, 09 de setembro, 16 de setembro, 23 de setembro e 30 de setembro.

E a Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (IV Coepir) será no mês da Consciência Negra, nos dias 24 e 25 de novembro, cujo local ainda será confirmado. Para que todas essas decisões sejam executadas, o Conepir realizará na sua primeira Reunião Ordinária da nova gestão (Biênio 2017/2019) no dia 04 de julho, nos dois horários, a partir das 9h no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenfor/Cepa) em Maceió. 

Mais informações: (82) 99999-1301 / 99809-1015.



Fonte: Coluna Axé – 447ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/06 a 03/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Consciência Indígena

De 17 e 20 de abril, a cidade alagoana de Arapiraca sediará a primeira edição da Semana da Consciência Indígena de Alagoas, que ocorrerá na Casa da Cultura, situada na Praça Luiz Pereira Lima no bairro do Centro. Trata-se de uma parceria entre a Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude (SMCLJ) e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal).

A programação iniciará às 19h com performance de dança Toré e poética, também, contará com mostras de artes plásticas e de artefatos indígenas, exposição fotográfica; exibição dos documentários “Visadas do Pajé Miguel Celestino” e “José do Chalé”; e a explanação de alguns representantes de comunidades indígenas locais. As oficinas sobre “O Índio no Livro Didático” e “Fontes para a História Indígena” a partir das 14hs.

Já as mesas-redondas, abordarão os temas: “Povos do Sertão: Resistência”, “O Que É Ser Índio na Atualidade: Reflexões sobre Identidade Étnica” e “Rompendo o Preconceito: a Contribuição do Trabalho Indígena à Economia Local”.

O evento é gratuito e faz alusão ao Dia do Índio que é comemorado no dia 19 de abril, e busca ampliar a reflexão sobre a valorização sociocultural dos povos indígenas em nosso país. O Estado de Alagoas possui 12 etnias e 22 aldeias indígenas.


Fonte: Coluna Axé – 438ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/04/17) / COJIRAL-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com  (Com informações da Ascom)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Valorização dos indígenas

O Dia do Índio é comemorado no dia 19 de abril, foi criado pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto-lei 5540 de 1943. O principal objetivo é a reflexão sobre os valores culturais dos povos indígenas e a importância do respeito e preservação das tradições.

Em Alagoas existem as nações indígenas: Tingui-Botó (Feira Grande), Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio), Geripancó (Pariconha), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios), Wassu Cocal (Joaquim Gomes), Xucuru Kariri (Palmeira dos Índios), Karapotó (São Sebastião), Karuazú (Pariconha), Kalancó (Água Branca), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios) e Dzubucuá (Porto Real do Colégio). Para celebrar a data¸ a Secretaria de Estado da Cultura realizará ações especiais.

Nos dias 17 e 18, das 09h às 11h, o Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte) acontecerá a oficina de artesanato indígena – com vagas limitadas – ministrada pelo cacique do grupo Dzubucuá, Evenildo Ferreira, da tribo Kariri Xocó. Os interessados devem se inscrever na Superintendência de Identidade e Diversidade Cultura, na sede da Secult, ou pelo telefone 3315-7894. 

No dia 18, a partir das 14h, também será lançada a exposição fotográfica “Jerinpankô” no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), no bairro do Centro em Maceió. O grupo indígena Dzubucua, da cidade de Porto Real do Colégio, irá dançar o Toré, mostrando sua cultura e tradições.

Outra boa notícia, é que foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (10) o edital do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a contratação de professores temporários para as escolas indígenas da rede pública estadual. Ao todo, são 241 vagas disponibilizadas entre as 17 unidades escolares pertencentes às comunidades indígenas de Alagoas. São oferecidas vagas nas disciplinas de Português, Inglês, História, Arte, Química, além de professor auxiliar de sala de aula e dos anos iniciais. As inscrições são online entre os dias 11 e 19 de abril; enquanto a entrega de títulos, documentos pessoais, carta de anuência e comprovante de experiência ocorre entre 2 e 5 de maio. Saiba mais no site da Secretaria de Estado da Educação (Seduc): www.educacao.al.gov.br.


Fonte: Coluna Axé – 437ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de março de 2017

Conepir/AL - representações

Nessa segunda-feira(13), na Casa dos Conselhos em Maceió ocorreu a escolha das instituições da sociedade civil inscritas, que apresentaram a documentação exigida e ficaram aptas paras a eleição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), conforme publicação no Diário Oficial nos dias 31/01 (pag. 34) e 02/02 (páginas 23 e 24).

Para garantir a lisura do processo eleitoral, a urna foi devidamente lacrada; ocorreu a exigência de ofício com os dados do representante-votante e assinatura da lista de presença, com o acompanhamento de integrantes do Gabiente Civil, e a fiscalização do Ministério Público Estadual, sendo representado pelo sociólogo e Assessor de Feitos Jurídicos, Leandro Rosa.

O Conepir é um órgão colegiado paritário, com 13 representantes da sociedade civil e 13 de órgãos governamentais, de caráter deliberativo, que integra a estrutura básica da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos. Os membros titulares e respectivos suplentes têm a missão de propor, em âmbito estadual, políticas públicas para a promoção da igualdade racial, combate do racismo e fortalecimento dos segmentos étnicos-raciais.

As representações da sociedade civil, eleitas para o período 2017-2019, são: Capoeira: Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (FECEAL); Indígenas: Associação Indígena da Aldeia Wassu Cocal (Joaquim Gomes/AL) e Comitê Inter-Tribal de Mulheres (Palmeira dos Índios/AL); Quilombolas: Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga-Zumba e Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco (Arapiraca/AL); Ciganos: Comunidade Cigana Vila Matias (Penedo/AL); Comunidades Religiosas de Matriz Africana: Entidade Religiosa Ilê Nifé Omi Omo Posú Betá e a Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro Brasileiras de Alagoas (Fretab).

Dentre as entidades que trabalham a promoção da igualdade racial e Direitos Humanos, foram eleitas: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro de Cultura e Estudos Énicos Anajô (APNs/AL), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA/Sindjornal), Grupo União Espírita Santa Barbara (GUESB) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (SINTEAL).


Fonte: Coluna Axé – 433ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Indígenas graduados

O dia 25 de setembro foi histórico em Alagoas! A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) promoveu na cidade de Palmeira dos Índios, a colação de grau de 69 professores(as) indígenas nos cursos superiores de Ciências Biológicas, Pedagogia, Letras e História. 

Os graduados são oriundos das etnias Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios), Tingui-Botó (Feira Grande), Karapotó Plak-ô (São Sebastião), Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio), Koiupanká (Inhapi), Jiripancó (Pariconha) e Wassu-Cocal (Joaquim Gomes). 

Desde 2010, foram implantadas as aulas do Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind/Secadi), uma realização da Uneal, por meio do convênio com o Ministério da Educação, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi). 

A cerimônia reuniu autoridades políticas, a exemplo de Luciano Barbosa (vice-governador e secretário de Estado da Educação) e Iraci Nobre da Silva (Coordenadora Geral do Prolind/Uneal); além de docentes, gestores da Uneal, familiares e amigos dos formandos. 

O reitor da Uneal, Jairo Campos, explicou que essa foi a primeira ação do gênero. “Sei que não se pode mudar a História, os rumos já tomados. Mas, nunca é tarde para reorientar os passos a serem dados e escrever outra História. Não queremos, nem tampouco é nosso objetivo, entrar na celeuma das ações afirmativas e das ideologias que circulam na academia sobre isso. Quero, tão somente, lembrar a todos da dívida histórica que temos com os nossos povos indígenas, em Alagoas, com as doze etnias que aqui vivem”, destacou. Os pronunciamentos estão disponíveis no site: http://www.uneal.edu.br/

No encerramento, todos se uniram para celebrar a grande conquista com o tradicional toré, uma dança e um dos símbolos da cultura indígena, que busca enaltecer atos, fatos e feitos relativos à vida e aos costumes dos povos indígenas. 

Parabéns aos guerreiros e guerreiras indígenas, desejamos mais sucesso e agradecemos pelo exemplo!



Fonte: Coluna Axé - 361ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/09 a 05/10/15) / Cojira- AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 15 de março de 2014

1ª Reunião do Conepir - AL

Na manhã dessa sexta-feira(14.03), no mini auditório da Secretaria Estadual de Cultura (Secult) em Maceió, ocorreu a primeira reunião do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL). 

Foi ressaltada a importância da criação do conselho e a união entre os segmentos; debate sobre as principais demandas e eleição da diretoria. Para a presidência do Conepir ficou Valdice Gomes (Cojira-AL/Sindjornal); o Vice Presidente, Clébio Araújo (Uneal); e como secretário, Geraldo De Majella Majella (Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos).

As reuniões acontecerão sempre na segunda terça-feira de cada mês. A próxima será no dia 08 de abril - às 9h, no mesmo local - para aprovar o regimento interno e definir as equipes de trabalho.

Confira o registro fotográfico:












terça-feira, 13 de agosto de 2013

Conepir – momento histórico

Na última sexta-feira (09.08), no Palácio República dos Palmares – sede administrativa do Governo de Alagoas – ocorreu uma assembleia convocada pela Secretaria Estadual da Mulher Cidadania e Direitos Humanos. 

O encontro foi coordenado por Geraldo de Majela Fidélis – Superintendente Estadual de Direitos Humanos – e serviu para eleger as entidades da sociedade civil que farão parte do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir) no Estado de Alagoas. Atualmente, existem conselhos nessa área nos estados de Pernambuco, Pará, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina. 

Estiveram presentes nesse momento histórico: a Secretária de Estado Kátia Born; Dionísio Bezerra de Araújo, Secretário Municipal de Igualdade Racial no município de Santa Luzia do Norte – órgão público que existe há três meses; Ana Maria da Silva, Superintendente Estadual de Políticas para a Juventude; Berenita Santos, Gerente AfroQuilombola; Pedro Montenegro, Consultor Jurídico; Leandro Rosa, Assessor de Feitos Judiciais da 61ª Promotoria de Justiça da Capital do Ministério Público Estadual; e Helcias Pereira, ativista e integrante do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR/Seppir). 

Ao todo serão 26 membros titulares no Conepir, com seus respectivos suplentes, sendo 13 membros do Poder Público e 13 da sociedade civil. As entidades que levaram a documentação solicitada e foram escolhidas são: Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs); Centro de Formação e Inclusão Social Inaê/Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB); Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)/Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal); Coordenação de Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia/Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal); Secretaria de Combate ao Racismo/Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL); Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado de Alagoas – GANGA ZUMBA; Comunidade Wassu Cocal (Joaquim Gomes); Omi Omo Posu Betá; Núcleo de Cultura Afro Brasileira (Casa de Iemanjá); comunidade cigana LECHIE (Maceió) e a Comunidade Tradicional de Ciganos do município de Carneiros na suplência; Federação Alagoana de Capoeira (Falc) na condição de titular e Grupo Muzenza de Capoeira como suplente. 

Representantes da população negra, entidades sindicais e sócio-culturais que atuam na promoção da igualdade racial; além de capoeiristas, comunidades remanescentes de quilombolas, ciganos, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais de matriz africana – estarão lado a lado, discutindo, propondo e defendendo a implantação de políticas públicas. Agora, o poder público precisa definir urgentes seus representantes, para ter a posse, e finalmente tirar do papel essa conquista ímpar na luta por dignidade, respeito e igualdade. Axé!


Fonte:Coluna Axé - 262ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/08/2013)
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 10 de agosto de 2013

Momento histórico!

Nessa sexta-feira (09.08), no Palácio República dos Palmares – Sede Administrativa do Governo de Alagoas – ocorreu uma assembleia convocada pela Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, para definir a composição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir) no Estado de Alagoas. Ao todo serão 26 membros titulares com seus respectivos suplentes, sendo 13 membros do Poder Público e 13 da sociedade civil. Da sociedade civil, foram eleitos, após entrega da documentação exigida:


* Cinco (5) representantes da população negra, entidades sindicais e sócio-culturais que atuem na promoção da igualdade racial:
  • Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs)
  • Centro de Formação e Inclusão Social Inaê/Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb)
  • Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)/Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal)
  • Coordenação de Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia/Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal)
  • Secretaria de Combate ao Racismo/Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL)


* Dois (2) comunidades quilombolas  
  • Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado de Alagoas – GANGA ZUMBA. Possui na sua composição quilombolas de vários municípios: Arapiraca, Traipu, Santa Luzia do Norte, Cacimbinhas, Batalha, Carneiros, União dos Palmares, Olho D’água das Flores, Senador Rui Palmeira.


* Dois (2) povos indígenas
  • Comunidade Wassu Cocal (Joaquim Gomes)


* Dois (2) povos e comunidades tradicionais de matriz africana
  • Omi Omo Posu Betá
  • Núcleo de Cultura Afro Brasileira (Casa de Iemanjá)


* Um (1) representante de comunidade cigana
  • LECHIE (Maceió) - Titular
  • Comunidade Tradicional de Ciganos do Município de Carneiros - Suplente


*Um (1) representante da capoeira
  • Federação Alagoana de Capoeira (Falc) – Titular
  •  Grupo Muzenza de Capoeira – Suplente

terça-feira, 12 de junho de 2012

Rio +20 e questão étnicorracial

De 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, acontecerá a maior conferência sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável do mundo, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Denominada Rio+20, é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e tem como objetivo garantir a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

Os temas principais são: A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. A Rio+20 será composta por três momentos: de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência; entre 16  e 19 de junho, os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável; e de 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

Em relação às questões étnicorraciais, a Fundação Cultural Palmares realizará o seminário “Quilombos, Terreiros e Juventude: justiça ambiental e práticas culturais africanas e afrodescendentes” com o objetivo de promover a integração cultural, econômica e política do negro no contexto social, além de dar visibilidade às suas práticas culturais.

Já a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) aprofundará o debate sobre “Racismo e Sustentabilidade - os desafios implícitos nas relações entre nãoinclusão, ambientalismo e desenvolvimento socioeconômico”, levando-se em consideração uma das diretrizes do Plano de Ação da Conferência de Durban (como ficou conhecida a III Conferência Mundial contra o Racismo, a Xenofobia, a Discriminação Racial e Intolerância Racial), que é a necessidade de melhorar o acesso à informação pública sobre saúde e questões ambientais e que tecnologias e práticas bem-sucedidas na melhoria da saúde humana e do meio ambiente sejam partilhadas.

Com certeza, as discussões serão intensas e os ativistas negros estarão presentes para disseminar o combate do racismo ambiental: injustiças sócio-ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua 'raça', origem ou cor. Enfim, que tenhamos muitos avanços, axé!

Rádio

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal) e integrante da Cojira-AL, Valdice Gomes, participará da Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR/Seppir) fazendo parte da equipe de mulheres comunicadoras responsáveis pela Rádio Planeta Lilás. Trata-se do um programa feminista a ser transmitido pela Rádio Cúpula dos Povos, que fará a cobertura online diretamente do Aterro do Flamengo, entre os dias 15 e 23 de junho. A Rádio Cúpula dos Povos está sendo construída coletivamente, com a ajuda de radialistas, jornalistas e comunicadores de diferentes lugares e movimentos sociais, emissoras comunitárias, livres e educativas, com o objetivo de traduzir a participação de todos os movimentos e das mais diversas línguas e sotaques. Acompanhe também o site: www.cupuladospovos.org.br


Fonte: Coluna Axé - nº204 - Jornal Tribuna Independente (12.06.12) / Com informações de sites nacionais

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dia do índio e da índia


Foto: Ednilson Aguiar


No dia 19 de abril, é celebrado no Brasil o dia dos guerreiros e guerreiras indígenas. Porém, o ideal seria que o reconhecimento aos descendentes dos primeiros povos em nosso país fosse cotidianamente. 

Historicamente, nossos irmãos e irmãs são humilhados(as) desde o "Descobrimento do Brasil"; suas terras foram e ainda são usurpadas por fazendeiros, usineiros e políticos; são vítimas das inúmeras doenças que foram levadas pelos brancos; muitas mulheres foram violentadas; os homens utilizados como massa de manobra para destruir o Quilombo dos Palmares e outras organizações de luta, onde em troca teriam a "liberdade garantida" em seu pedaço de chão para viverem normalmente; as crianças indígenas ainda encontra-se marginalizadas pela ausência de escolas que contemple seus costumes; dentre outras problemáticas.

No filme Xingu que estar em cartaz nos cinemas brasileiros, apresenta um breve resumo do que foi o extermínio e a exploração das tribos indígenas, além de contar a história dos Irmãos Villas-Bôas que se alistaram na Expedição Roncador-Xingu, uma missão desbravadora pelo Brasil Central. Uma das primeiras frases ditas pelo narrador na produção cinematográfica é: "No Brasil, os governantes dizem que existem terras improdutivas ... na verdade, elas tem donos!", pois é, as terras sempre tiveram donos e eram dos indígenas. Mas, quem detém a terra, é o mesmo que ter poder ... logo, não poderia ficar com a tutela dos índios que eram vistos como preguiçosos, submissos e rudimentares.

O debate sobre a questão indígena tem que ser constante nas escolas, faculdades, associações, sindicatos e parlamentos. Afinal, os indígenas não existem apenas no dia 19 de abril. Eles têm que ter os seus direitos e a cultura respeitados todos os dias!


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Para quem ainda não assistiu ao filme Xingu, recomendo!!! Saiba mais no site: www.xinguofilme.com.br


terça-feira, 19 de abril de 2011

Luta indígena

Por: Helciane Angélica



O Dia do Índio é celebrado em 19 de abril. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Na verdade relembra o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano realizado no México em 1940. Várias lideranças indígenas do continente haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos, durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América.


Neste dia e durante toda semana, vários atividades são realizadas para dar visibilidade à cultura indígena e suas diversidades; os museus fazem exposições e alguns municípios organizam festas comemorativas. Nas escolas, os alunos são orientados para pesquisarem sobre os indígenas, inclusive, é comum saírem com os rostos pintados reverenciando os primeiros habitantes do Brasil.


A data também deve ser um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. De acordo com o site da Secretaria Estadual de Cultura, em Alagoas existem as nações indígenas: Tingui-Botó (Feira Grande), Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio), Geripancó (Pariconha), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios), Wassu Cocal (Joaquim Gomes), Xucuru Kariri (Palmeira dos Índios), Karapotó (São Sebastião), Karuazú (Pariconha), Kalancó (Água Branca), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios) e Dzubucuá (Porto Real do Colégio).


Na última quarta-feira (13.04), foi iniciado em Maceió o Abril Indígena no Museu Théo Brandão, com lançamento de filme sobre temática indígena, apresentação cultural dos Xucuru-Kariri, abertura da exposição “Visadas do pajé Miguel Celestino” composta por peças etnográficas, que tem curadoria assinada por Celso Brandão, José Carlos e Siloé Amorim, e ficará aberta ao público até o dia 28 de maio.


Durante várias décadas os indígenas brasileiros foram perseguidos, humilhados, explorados e mortos! E até hoje lutam por respeito, pela demarcação definitiva de seus territórios, o reconhecimento da educação escolar e saúde indígena, além de reivindicar as condições dignas de sobrevivência.



Fonte: Coluna Axé - nº 146 - Jornal Tribuna Independente (19.04.11)