Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Tambor Falante no evento SBPC



O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô participará da SBPC Afro e Indígena, que é uma das atividades da 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Pesquisa (SBPC). O evento acontece no período de 19 e 28 de julho, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), reunindo pesquisadores(as), ativistas sociais e lideranças de movimentos sociais negro e indígena nacionais e internacionais em torno das questões étnico-raciais.

O Anajô possui 12 anos de trajetória no Movimento Social Negro e foi uma das instituições convidadas para a SBPC. A contribuição será com uma edição especial do projeto Tambor Falante, cujo tema escolhido para o debate reflexivo foi Feminismos Negros. As três grandes facilitadoras serão as professoras e feministas: Cida Batista (Ufal), Regina Lopes (ISER) e Marluce Remigio (Sinteal).

A temática também faz alusão ao “Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela” celebrado em 25 de julho, uma referência às identidades das mulheres negras, seus laços e suas lutas no dia a dia, onde são levadas a desconstruir a invisibilidade imposta pela sociedade.

Será na próxima segunda-feira, 23 de julho de 2018, das 13h30 às 15h30, na Tenda Afro do Instituto de Educação Física e Esporte (IEFE) do Campus A.C. Simões da Ufal localizado no bairro do Tabuleiro do Martins em Maceió. Aberto ao público!

Inscrições: https://doity.com.br/sbpc-afro-e-indgena 

Contatos: (82) 99616-1053 / 98894-5962 / onganajo@hotmail.com

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Empreendedorismo

De 18 a 20 de outubro, no Centro de Convenções de Maceió localizado no bairro histórico do Jaraguá, terá a 8ª Feira do Empreendedor de Alagoas. 

Esse é um dos maiores eventos de empreendedorismo do Sistema Sebrae, que busca promover os produtos e serviços, dos patrocinadores, parceiros e expositores de várias franquias, ajudando a promover e a ampliar a carteira de clientes de todas as partes interessadas. 

A programação é composta por oficinas, palestras, mesa redonda, workshop, exposição, sessão de negócios; orientações sobre o Acesso a Crédito com o Banco do Brasil e Banco do Nordeste; Rodada de negócios multissetoriais; Momento do Empresário; Talk Show Troco Likes – Redes Sociais para Alavancar seu Negócio; além de apresentações musicais. 

Dentre as palestras destaques estão: “Os Impactos da Reforma Trabalhista para as Micro e Pequenas Empresas” com o palestrante Nélio de Souza (AB & DF ADVOCACIA)”, amanhã (18) às 16h30 na sala 3; e no dia 19, o tema “Cenário Econômico do Brasil: Impactos para as Empresas do Nordeste” às 19h30, no Espaço Criatividade em Ação, com o palestrante Luiz Barreto (Ex Presidente do Sebrae). Também serão discutidos: Vantagens da Formalização para o Micro Empreendedor Individual (MEI), Líder Coach, Educação Financeira, Marketing Digital para Pequenos Negócios, Posicionamento da marca nas Redes Sociais, Economia Sustentável, Registro de Marcas e Patentes, dentre outros. 

É um grande momento para aprofundar conhecimentos, despertar ideias, fortalecer os negócios e ampliar a geração de renda. Todas as atividades são gratuita, mas é importante fazer a inscrição antecipada no site: http://feiradoempreendedor.al.sebrae.com.br/. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 463ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 16/10/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de julho de 2017

Retorno do Tambor Falante

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – instituição vinculada aos Agentes de Pastoral Negro do Brasil (APNs) – desenvolve desde a sua fundação em dezembro de 2005, atividades de formação e que promovam a reflexão sobre racismo, várias formas de preconceito e intolerância; pertencimento étnico; além da vulnerabilidade social em Alagoas.

Nesse segundo semestre, a instituição retomará o projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" que foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, desenvolvido pela Prefeitura de Maceió, por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

A próxima etapa acontecerá no sábado (08/07), a partir das 15h, no auditório do Estádio Rei Pelé localizado no bairro Trapiche da Barra em Maceió, com o tema: “Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais”. O encontro contará com as intervenções dos facilitadores Zezito Araújo (Mestre em História do Brasil e Professor de História da Secretaria de Educação de Alagoas) e Edenilsa Lima (Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Coordenadora do Comitê Institucional de Políticas para as Comunidades Tradicionais de Alagoas).

Segundo o Decreto Nº 6.040, de 7 e Fevereiro de 2007  que criou a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, define os povos tradicionais como: “são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

São exemplos de povos ou comunidades tradicionais: Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros, Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de Fundo de Pasto, Catadoras de mangaba, Faxinalenses, Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros, Caiçaras, Povos de terreiro, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos, Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros, Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia, dentre outros.

No Estado de Alagoas, foi instituído no ano de 2016 um comitê para tratar de políticas de desenvolvimento para povos tradicionais, os quilombolas, ciganos e índios; além de ficar responsável por articular e integrar as políticas públicas intersetoriais, elaborar e desenvolver projetos para o fortalecimento de suas culturas, além de implementar e monitorar o Plano Estadual de Desenvolvimento dos Povos Tradicionais e de Matriz Africana. O Tambor Falante é aberto ao público, sendo destinado aos ativistas dos segmentos afros, lideranças de movimentos sociais, além de pesquisadores e estudantes; e no encerramento terá a apresentação artística da banda Afro Afoxé.

Essa é a oportunidade de aprofundar e compartilhar conhecimentos sobre as ações desenvolvidas em Alagoas. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 448ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 18 de outubro de 2016

PEC 241

A Proposta de Emenda à Constituição 241/2016, de autoria do Poder Executivo, passou em primeira votação na Câmara dos Deputados e tem como finalidade: “Altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal”. Tem como justificativa equilibrar as contas públicas, a ideia é fixar por até 20 anos, podendo ser revisado depois dos primeiros dez anos.

Com a aprovação (segunda votação na Câmara e mais duas no Senado), passaria a vigorar as seguintes alterações: “Art. 101.  Fica instituído, para todos os Poderes da União e os órgãos federais com autonomia administrativa e financeira integrantes dos Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, o Novo Regime Fiscal, que vigorará por vinte exercícios financeiros, nos termos dos art. 102 a art. 105 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.” e  “Art. 102.  Será fixado, para cada exercício, limite individualizado para a despesa primária total do Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, inclusive o Tribunal de Contas da União, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União”.

As vedações atingem aos servidores públicos: à concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores públicos, exceto os derivados de sentença judicial ou de determinação legal; criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; alteração de estrutura de carreira; admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos; e a realização de concurso público.

Na prática, o congelamento das despesas, afetará diretamente a população mais vulnerabilizada, pois atingirá os investimentos nos serviços essenciais como educação e saúde pública; além de interferir no valor do salário mínimo, que seria reajustado apenas de acordo com a inflação.

Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, o Centro Acadêmico Guedes de Miranda realiza hoje (18.10) o debate “Decifrando a PEC 241: Análise Jurídica, Social e Econômica”, das 14h às 17h, no mini auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Maceió. A inscrição é gratuita e os facilitadores serão: Basile Christopoulos (Professor, Advogado e Assessora Jurídico da Ufal), Lucas Sorgato (Economista e Sócio-Diretor na empresa Projete Consultoria) e José Menezes G. (Cientista Político e Coordenador do Núcleo Alagoano pela Auditoria da Dívida e Componente do Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais da Ufal).

Os movimentos sociais denominaram a PEC “De Fim do Mundo”, e no domingo (23) a partir das 15h, se concentrarão em frente ao Posto 7 no bairro da Jatiúca em Maceió, para a mobilização contra a destruição da educação, da saúde e de muitos serviços públicos no Brasil, que comprometerá o futuro na nação.


Fonte: Coluna Axé – 413ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Centro de valorização cultural

A população alagoana e os diversos segmentos da cultura terão mais um amplo espaço de integração e valorização das manifestações socioculturais. Em breve, algumas instalações do Espaço Cultural da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) – localizado no bairro do centro em Maceió – estarão disponíveis para atender a atividades às sextas, sábados e domingos.

De acordo com as informações divulgadas no site da instituição de ensino, a proposta é abrir uma agenda permanente para projetos da própria Universidade, como também, para a execução de projetos externos. O anúncio foi realizado no dia 30 de setembro, durante reunião ordinária do Fórum Integrado de Arte e Cultura da Ufal.

Para o diretor do Espaço Cultural e coordenador de Assuntos Culturais, Ivanildo Piccoli, estão sendo preparados espaços multiusos. “Teremos a Sala Preta, que está sendo reformada e atenderá às demandas dos cursos de Artes e, nos fins de semana, vai estar disponível para performances, espetáculos e outras ações internas e externas; Também vamos contar com a Sala da Camerata e uma de multimeios para teleconferência, exibição de filmes e demais atividades relacionadas. Esperamos que até o final deste ano, consigamos entregar esses ambientes”, disse. Já a diretora do Museu Théo Brandão, Nadir Nóbrega, colocou as instalações do prédio (auditório e do pátio externo) à disposição para agendas de eventos e apresentações dos cursos de Artes.

Entre os temas da pauta definida, Piccoli reforçou a necessidade dos equipamentos culturais montarem uma agenda unificada para dar mais visibilidade às ações realizadas e para que a comunidade universitária e a sociedade em geral tomem conhecimento do que está sendo produzido. Também foi defendido a discussão e o planejamento das ações para 2017, incluindo os 200 anos de emancipação política de Alagoas e a proposta de criação de cursos livres de artes no Espaço Cultural.

Sem dúvidas, esse é um grande avanço, um novo espaço de entretenimento e extensão acadêmica! A iniciativa contribuirá para o intercâmbio de experiências, integração dos grupos locais e o fortalecimento da cultura alagoana. 


(Com informações da Ascom/Ufal)
Fonte: Coluna Axé – 411ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/10/16) / COLUNA AXÉ / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Educação Quilombola

A Secretaria de Estado de Educação em Alagoas encontra-se com o projeto Saberes e Fazeres Articulando a Educação Escolar Quilombola do Programa Alagoas Ambundu.

O Programa Alagoas Ambundu busca revalorizar e conhecer a História e a Cultura alagoana a partir dos grupos étnicos originários do continente africano que formaram a sociedade alagoana. Os ambundus é um grupo étnico Bantu, predominante na região da capital de Angola, Luanda, chegaram no Brasil na primeira metade do século 16; e um dos mais importante feitos para a História alagoana foi a organização do Quilombo dos Palmares sob a liderança de Aqualtune em 1597.

Tem como objetivos: implantar e implementar no Sistema de Ensino de Alagoas a Lei 10.639/2003 (Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana), de acordo as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Escolar Quilombola e as Diretrizes Curriculares Nacionais, conforme determina o Art. 26-A da Lei de Diretrizes Básicas da Educação Brasileira (LDB); implantar nas escolas práticas pedagógicas voltadas para a diversidade; além de estruturar e acompanhar primeiramente a educação quilombola nas Escolas E.M.E.I.F. Antônio Agostinho dos Anjos e a Escola Estadual Caboclo na Comunidade Remanescente de Quilombo do Município de São José da Tapera.

Espera-se que o projeto ofereça melhorias significativas para o ensino na comunidade quilombola, contribuindo para a autoestima e pertencimento étnico dos estudantes; preparando professores/as para lecionar nas escolas a temática afro-brasileira e ao mesmo tempo, contribuir na formação continuada que proponha um conteúdo diferenciado e que enalteça as raízes/culturas locais; além de engajar as lideranças quilombolas e familiares no espaço escolar.

Atualmente, o Estado de Alagoas possui 69 comunidades remanescentes de quilombo registradas e certificadas, que devem ter o acompanhamento do Governo Estadual, Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).


Fonte: Coluna Axé – 410ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/09 a 03/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Primavera dos Museus

De 19 a 25 de setembro, acontecerá a 10ª Primavera dos Museus com o tema Museus, Memórias e Economia da Cultura. A temporada cultural é uma promoção do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em parceria com 753 museus de todo o país. Serão realizadas mais de 2.000 atividades especiais, e em Alagoas a programação ocorrerá nos municípios de Maceió, Coruripe, Pilar e São Miguel dos Campos. 

O Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA) conta com a exposição “Pintura com luz” de Nelson Luiz Vilar Calazans até o domingo (18) das 8h às 17h; e de 19 a 25, das 8h às 17h, visita monitorada na exposição temporária “Raízes e Águas” de Giovanna Araújo.

No Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas, é possível visitar das 9h às 17h, a exposição “Plantecidades” que traz as origens dos nomes de dez municípios alagoanos inspirados em plantas. E nos dias 19 e 20, a partir das 10h, terão respectivamente as oficinas “Meu Primeiro Herbário” e “Botânica”; e no dia 21, das 10h às 12h, a mesa redonda “Flora alagoana: O que sabemos?”. Já a Pinacoteca Universitária comemorará os seus 35 anos de criação com mesa redonda e visitação ao recém inaugurado salão do acervo, com 55 obras de 33 artistas alagoanos e de outras regiões. 

O Museu Palácio Floriano Peixoto (MUPA) encontra-se com palestras sobre a importância dos museus para a sociedade até o dia 23 de setembro das 9h às 16h. A Fundação Pierre Chalita apresenta até o dia 30 de setembro, das 8h às 18h, a exposição de telas sobre a história do Brasil dentro de um contexto rural. No Memorial Pontes de Miranda da Justiça do Trabalho em Alagoas terá a palestra ministrada pela Drª. Greciene Lopes (consultora UNESCO para o Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN) no dia 21 das 14h às 15h.

E no dia 23 de setembro às 13h, no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, terá a mesa redonda com o tema geral do evento nacional e será coordenada pela Profª Msc Hildênia Oliveira (Museóloga/Ufal). Os conferencistas serão: Profº Drº Fernando Aguiar (Departamento de História/Faculdade Maurício de Nassau – SE); Irineu Silva Fortes Junior (Secretário de Estado da Cultura de Sergipe e Especialista em Gestão Cultural); Profª Drª Janaina Mello (Departamento de História/UFS); Profº Moisés Oliveira (Mestrando em Ciências Sociais/Ufal); e Prof. Dr. Siloé Soares amorim (ICS/Ufal). No encerramento, terá a performance artística com a professora de dança Ana Carla Moraes.

No interior de Alagoas: o Memorial Coruripense terá visita monitorada de alunos da rede pública, palestra, shows musicais, apresentação teatral e exposições. Na Casa da Cultura e Museu Prof. Arthur Ramos, a Exposição Fotográfica “Memórias de Minha Terra e do Artesanato Sustentável na Economia da Cultura”; exposição e comercialização do Artesanato Pilarense; e Sarau - Musical e Poético. Já o Museu Histórico e Cultural Fernando Lopes conta com a exposição “Me Reinventei Através do Artesanato” de Betânia Castela; ações educativas com alunos da rede pública e portadores de necessidades especiais; exibição de filmes; recital de poesias da Academia Miguelense de Letras e Artes (AMILA) e Café Literário.

Todos esses espaços são essenciais para a promoção do intercâmbio cultural, de saberes e experiências. Saiba mais: http://www.museus.gov.br/ Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 408ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 28 de junho de 2016

Retrocesso nas políticas públicas

O Vice-Presidente da República, Michel Temer (PMDB), assumiu o exercício do cargo de Presidente da República no dia 13 de maio de 2016. Em pouco tempo de mandado, considerado ilegítimo por grande parte da população brasileira, vem fazendo história com um governo retrógrado e machista, e na primeira semana recebeu inúmeras enxurradas de críticas pela falta de negros e mulheres entre os novos ministros.

Dos 32 ministérios existentes no Governo Dilma, foram extintos 24; e ao menos sete ministros do novo governo tiveram seus nomes citados nas investigações da Operação Lava Jato, citados na planilha da Odebrecht ou são alvos de várias denúncias de corrupção e má administração pública.

Com o pretexto de reduzir os gastos públicos, estão sendo excluídos órgãos e secretarias extremamente importantes para o desenvolvimento social. No dia 1º de junho, foram exonerados 31 assessores técnicos do Ministério da Educação, sendo 23 ligados à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) e oito, à Secretaria Executiva da pasta. Essas exonerações também afetam diretamente as atividades do Fórum Nacional de Educação (FNE).

Para ter uma ideia da importância da Secadi: o órgão em articulação com os sistemas de ensino implementa políticas educacionais nas áreas de alfabetização e educação de jovens e adultos, educação ambiental, educação em direitos humanos, educação especial, do campo, escolar indígena, quilombola e educação para as relações étnico-raciais. “O objetivo da Secadi é contribuir para o desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino, voltado à valorização das diferenças e da diversidade, à promoção da educação inclusiva, dos direitos humanos e da sustentabilidade socioambiental, visando à efetivação de políticas públicas transversais e intersetoriais”.

E no último dia 22 de junho, o presidente interino publicou um decreto que transfere dotações orçamentárias constantes do Orçamento Fiscal da União (Lei nº 13.255, de 14 de janeiro de 2016), do extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos para a Presidência da República, no valor de R$ 12.927.981,00 (doze milhões, novecentos e vinte e sete mil, novecentos e oitenta e um reais).

O Governo suspendeu novas contratações do Minha Casa Minha Vida e novas vagas para Pronatec e Fies; revê criação de áreas indígenas e desapropriações de terras; e prepara reforma trabalhista. Enfim, uma verdadeira pá de cal em cima das políticas afirmativas e direitos historicamente conquistados!


Fonte: Coluna Axé – 397ª edição – Jornal Tribuna Independente (28/06 a 04/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 21 de junho de 2016

Realidade Brasileira

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) encontra-se com inscrições até o dia 25 de julho, para o Curso de Realidade Brasileira (CRB). Com o objetivo de estudar a realidade sócio histórica do país e utiliza como guia os principais pensadores brasileiros e suas obras, a exemplo, de Dirceu Lindoso, Luís Sávio de Almeida, Florestan Fernandes, Celso Furtado, Caio Prado Jr, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, dentre outros.

O curso é realizado em todo o país, já contemplou mais de 60 turmas, no Estado de Alagoas iniciou em 2012, e essa será a terceira turma. É destinado aos militantes de movimentos sociais, pastorais sociais, sindicalistas, integrantes do movimento estudantil, organizações políticas e profissionais vinculados aos trabalhadores de educação popular e saúde.

O curso nasceu da percepção da necessidade de se retomar a formação de militantes de forma mais sistemática, voltar a pensar o Brasil e o Projeto Popular, a viabilidade do Brasil-Nação, suas potencialidades, a formação histórica, social, cultural e econômica do seu povo”, enfatizou a professora Maria Edna Bezerra.

O CRB será organizado em sete (7) módulos presenciais, um final de semana por mês em horário integral de 8 às 19h na sexta e de 8h às 16h no sábado. A metodologia compreenderá núcleos de organização para proporcionar maior participação, divisão de tarefas, rodas de conversa, trabalhos em pequenos grupos, leitura de textos, debates e exposições dialogadas; e no encerramento, a produção de um trabalho final com a síntese dos conteúdos apreendidos.

Os(as) interessados(as) em participar devem comparecer das 9h às 16h30, no Núcleo de Saúde Pública (NUSP/UFAL) localizado no prédio do antigo CSAU, Campus A.C. Simões em Maceió; ou pelo email: medna.pc@gmail.com. Em relação à documentação, é necessário: levar carta de intenção do candidato; declaração de anuência/apresentação da organização da qual participa, devidamente assinada; e avaliação da documentação do candidato. O resultado dos alunos(as) selecionados(as) será no dia 31 de julho e a matrícula no dia 5 de agosto.

Com certeza, é uma ótima oportunidade para o crescimento científico, partilha de conhecimentos e experiências, além de contribuir para o fortalecimento da transformação social!


Com informações da Ascom/Ufal.

Fonte: Coluna Axé – 396ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/06/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de junho de 2016

Congresso da Unegro

A União de Negros pela Igualdade (Unegro) – instituição nacional do Movimento Negro, com 28 anos de atuação no país – foi fundada em Salvador (BA) no dia 14 de julho de 1988, durante o processo de redemocratização do país e busca combater o racismo e toda forma de discriminação e opressão social.

Nos dias 10 a 12 de junho, na Universidade Federal do Maranhão em São Luís, realizará o 5º Congresso Nacional com o tema central: “Negras e Negros no poder e em defesa da vida”. A Conferência Magna discutirá “Racismo no Mundo Perspectivas e Desafios”, sendo proferida por Olívia Santana – Secretária Estadual de Políticas Para Mulheres – SPM/BA e Secretária Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, e Luciana Santos – Presidente Nacional do PCdoB. 

Na programação também terá a mesa “Negras e Negros no Poder e em defesa da Vida”; Caminhada Contra o Golpe e Entrega do Prêmio Clóvis Moura Pela Igualdade Racial no Brasil; e Plenária Final para a aprovação do Plano de Luta e resoluções, além da eleição e posse da nova Diretoria.

Outro importante momento da programação para a formação sociopolítica e integração com representantes de vários segmentos sociais, será a realização de 14 painéis de Debate sobre questões relevantes da atualidade, são eles: Pesquisas e produção intelectual negra; Participação Política, Gestão Pública e Luta Parlamentar pela Igualdade Racial; A luta e organização das Mulheres Negras; Juventude Negra direito a vida e ao desenvolvimento; Comunidades Tradicionais e a defesa do Estado laico; Comunidades Quilombolas / Terra regularização das terras/territórios e etnodesenvolvimento sustentável; A Luta LGBT – Mobilização e participação no enfrentamento às desigualdades de gênero e orientação sexual com recorte de raça e classe; Defesa do SUS e a política integral saúde da população negra; Educação; Racismo no local de trabalho; Cultura Negra – Fomento a diversidade; Decênio dos Afrodescendentes – Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento; Comunicação: Cidadania e democratização da comunicação; e Desenvolvimento Econômico do Brasil: Impacto do Racismo que Afetam a Produtividade, a Produção e a Distribuição de Renda.

O evento reunirá lideranças da Unegro atuantes em 24 Estados da Federação, convidados(as) e integrantes de outras instituições do movimento social negro. As inscrições ainda estão abertas. Saiba mais: http://www.unegro.org.br/site/ e na página do Facebook @unegrobr, ou ainda, pelo email contato@unegro.org.br.


Fonte: Coluna Axé  – 394ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/06/16) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Escola livre?



O Estado de Alagoas ganhou novamente a visibilidade na mídia nacional, com a tramitação de mais um projeto polêmico na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). 

De autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB), o Programa "Escola Livre” no âmbito do sistema estadual de ensino defende: neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; pluralismo de ideias no âmbito acadêmico; liberdade de crença; direito dos pais a que seus filhos menores recebam a educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica; e educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença.

Porém, as “boas ações” que estão no papel, prevê na prática a punição aos professores que emitirem seus posicionamentos em sala de aula a respeito de temas como política, questões étnicas, questões de gênero, diversidade sexual, etc. Diz a ementa: “O(a) professor(a) não poderá: abusar da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária; não favorecer nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas; não fará propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas; e ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas”.

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Casa legislativa, porém, o governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) vetou alegando que a medida é inconstitucional e a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no 25 de janeiro de 2016. Ontem (26 de abril), os/as deputados/as estaduais retomaram com a pauta no plenário, para debater sobre o veto do Chefe do Executivo.

Durante todo o dia, em frente à ALE no bairro do Centro em Maceió, ocorreu o ato intitulado “Todos contra a censura: Não à lei da mordaça”, onde acadêmicos, trabalhadores da educação e representantes dos movimentos sociais reivindicaram a manutenção dos vetos e pressionaram os parlamentares contra o retrocesso na educação. A ação é contrária ao cerceamento das liberdades democráticas, da autonomia do professor em sala de aula e do espaço escolar como ambiente democrático e essencial para se alcançar uma sociedade mais justa e igualitária. Segundo as lideranças, o Programa “Escola Livre” está sendo encabeçado pelo Movimento Brasil Livre, setores ultraconservadores da Igreja Católica e Evangélica, Movimento Pró-Família e Movimento Alagoas contra a Doutrinação Escolar.

A Mesa Diretora instalou telões do lado de fora do prédio, para os/as manifestantes acompanharem a votação. No entanto, a população precisa reivindicar a solução de outras problemáticas recorrentes, que interferem a efetivação da educação com qualidade, salário digno para professores(as), merenda diária e nutritiva aos estudantes, infraestrutura adequada... São inúmeras as questões para se preocupar, afinal, o índice de evasão escolar continua gritante e o Estado é líder em analfabetismo.

Os estudantes precisam ter contato e saber respeitar os universos distintos da sociedade, ampliar a sua formação e compreensão de mundo.

Fonte: Coluna Axé - 388ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/04 a 02/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Literatura afro

A leitura é essencial para o aprofundamento de conhecimentos, conhecer lugares, desvendar culturas, viajar nas ideias e crescer em todos os sentidos. Todo conteúdo é importante e pode ser executado em qualquer lugar, e principalmente em dias frios como diria o Mestre Djavan.

Em relação à literatura sobre as questões étnico raciais, as publicações nas mais diversas áreas e pesquisas acadêmicas encontram-se em fase de expansão e tem conquistado espaço na rede mundial de computadores. Professores, estudantes e pesquisadores interessados na história e cultura africanas já podem acessar a biblioteca digital da Universidade de Aveiro (Portugal), que possui mais de 2500 obras digitalizadas de Angola, Cabo Verde, Goa, Guiné, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor. 

O projeto "Memória de África e do Oriente" foi idealizado em setembro de 1996, refere-se à história dos países de Língua Portuguesa, durante a administração colonial; sendo executado pela Universidade de Aveiro e pelo Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento (CESA). São livremente disponibilizados no site http://memoria-africa.ua.pt/: livros da escola primária do tempo colonial, relatórios, fotografias e documentos oficiais.

No Brasil, a Adital Jovem (Notícias da América Latina e Caribe) realizou um levantamento das principais obras dos autores e autoras considerados(as) como referências na literatura afrobrasileira. Destacam-se: Domingos Caldas Barbosa (1738-1800), Manuel Inácio da Silva Alvarenga (1749-1814), Antônio Gonçalves Dias (1823-1864), Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), José do Patrocínio (1853-1905), João da Cruz e Souza (1861-1898), Afonso Henriques de Lima Barreto (1891-1922), Lino Guedes (1906-1951), Solano Trindade (1908-1974), Maria Firmina dos Reis (1825-1917) e Carolina Maria de Jesus (1914-1977).

Já no site da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) - http://www.abpn.org.br/novo/ - é possível encontrar a revista eletrônica institucional, artigos acadêmicos e publicações relevantes sobre questões étnicas da atualidade, a exemplo, da Coleção "Negras e Negros: Pesquisas e Debates" sobre: Mídia e Racismo; Saúde da População Negra; Questões urbanas e racismo. Outro mecanismo importante é a Editora Selo Negro, especializada nas questões afros e possui publicações sobre temas em diversas áreas. Também existe o Dicionário Escola Afro-Brasileiro escrito por Nei Lopes em 2006, que é recomendado para quem quer ler sobre escravidão, racismo e personalidades negras de destaque.

Na área infanto juvenil é possível encontrar vários livros e contos africanos, inclusive com download gratuito, que estimulam a criatividade, reflexão e pertencimento étnico. Agora, não existe mais desculpas para fortalecer o saber e a implementação da Lei 10.639/2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira".

Sigamos em frente, informação é tudo! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 379ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/02/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 14 de novembro de 2015

PARCERIA: Anajô e Coopvila no mês da consciência negra

A atividade é destinada aos catadores(as) de materiais recicláveis, jovens e moradores da comunidade Vila Emater II - que se constituiu há mais de 30 anos, ao lado do antigo lixão de Maceió (desativado em 2010).



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Palmares in loco para pernambucanos

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô é uma ong vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs). Em dezembro, completará dez anos e desde 2007 realiza o projeto Palmares in loco.

O projeto consiste na realização de passeios étnicos na Serra da Barriga em União dos Palmares, onde acontecem as explanações sobre: o Quilombo dos Palmares, guerreiros quilombolas e os espaços temáticos do Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

No dia 31 de outubro de 2015, cerca de 70 pessoas articuladas pelo Instituto Histórico e Geográfico de Igarassu (IHGI), visitaram pela primeira vez o palco da resistência negra e conheceram o trabalho do Anajô, que foi representado por Helciane Angélica e Mestre Claudio.

O Anajô participa do movimento social negro, é comprometido com o desenvolvimento de ações sócio-político-culturais e de formação sobre as questões étnicorraciais e de combate ao racismo e outras formas de preconceitos correlatos. Também tem representação nos conselhos: Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir) e Conselho LGBT.






















quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O PME e os desafios da Educação

Por: Valdice Gomes - Jornalista


O Plano Municipal de Educação (PME) foi, mais uma vez, tema de discussão em uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Maceió, na última sexta-feira, dia 04 de setembro, marcada por intenso debate, com muitos protestos e palavras de ordem. É que apesar da amplitude do Plano e das inúmeras propostas, metas e estratégias em busca de uma educação inclusiva para o combate ao analfabetismo e à desigualdade, a maioria dos presentes estava mesmo interessada na polêmica criada pelos representantes das igrejas católica e evangélica, em torno do termo “identidade de gênero” previsto na versão inicial do plano.
 
A secretária Ana Dayse, ao defender o PME, reafirmou que o mesmo foi construído por uma ampla comissão formada por mais de 50 pessoas, e que trata do acesso das minorias à educação e do respeito às diversidades. Grandes desafios para os gestores municipais.
 
Para o representante do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, o debate sobre a importância do Plano vem sendo ofuscado quase na sua totalidade pelo destaque atribuído, de forma leviana, à questão de gênero, diversidade e temas transversais. Segundo ele, em nenhum momento o Plano faz apologia ao sexo. Mas, os religiosos continuaram exigindo a retirada das expressões “estudos de gênero” e “promoção da igualdade nas relações de gênero”.
 
O deputado federal Givaldo Carimbão, que se declara da bancada religiosa na Câmara Federal, também esteve na audiência, para apoiar a retirada das expressões e pedir o voto dos vereadores. Entre os que fizeram a defesa do Plano na forma que foi construída pelos técnicos, incluindo a discussão de gênero, falaram o vice reitor da Uneal, membro efetivo do Conselho Estadual de Educação e vice-presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), Clébio Araújo; o pró-reitor de graduação da UFAL, Amauri Barros e a vereadora Heloísa Helena.
 
A audiência pública foi solicitada pela secretária Ana Dayse, e encerrou um total de 18 audiências públicas com o objetivo de socializar o documento que vai nortear a educação básica no município de Maceió. Como disse o jornalista Ricardo Mota em seu comentário na TV Pajuçara, o que o plano propõe discutir é a tolerância e o respeito às mulheres, aos homossexuais, aos negros, aos índios, às pessoas com deficiência, o que sempre ou quase nunca exercemos no cotidiano, e sem hipocrisia.
 
Esperamos que os vereadores de Maceió reflitam sobre a realidade da educação no Município, os índices de exclusão e violência que atingem crianças e jovens de nossa Capital, e não contribuam para o retrocesso na educação.
 

Fonte: Coluna Axé - 358ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/09/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de junho de 2015

Caiite 2015

O Congresso Acadêmico Integrado de Inovação e Tecnologia (CAIITE) é considerado o maior evento dessa área no Estado de Alagoas. A quinta edição iniciou ontem (15) e segue até o dia 20 de junho, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, localizado no bairro histórico do Jaraguá em Maceió. 

Trata-se de um evento inovador e totalmente gratuito, que congrega cinco instituições de ensino superior (UFAL, IFAL, UNEAL, CESMAC e FITS) que aceitaram o desafio de unir seus esforços em um único empreendimento visando incentivar o desenvolvimento da educação científica, tecnológica e cultural do Estado de Alagoas. 

Nesse ano, o tema central é “Desafios para Alagoas”, dividido em seis eixos: Educação e Tecnologias; Desenvolvimento e Mobilidade Urbana; Segurança e Direitos Humanos; Atenção Integral à Saúde; Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade; e Cultura e Comunicação. 

Na programação do Caiite consta: fóruns de discussão, mesas redondas, oficinas, mini cursos, exposição de banners com informações de pesquisas, apresentação de trabalhos acadêmicos e apresentações artísticas. 

Também terão eventos paralelos, como: o 3º Seminário Gênero, Saúde e Direitos Humanos durante os dias 16 a 18; O Núcleo Temático Mulher e Cidadania realizará na quinta-feira(18), das 19h às 21h, na sala Relógio, o debate sobre Gênero, Diversidade cultural e étnico-racial nos diversos âmbitos sócio-educativos. 

Confira a programação completa no site: http://caiite.org/. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 347ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/06/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 31 de março de 2015

Negros e universidades

Mais da metade da população brasileira se autodeclarou negra (preta ou parda) no último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. E de acordo com a Análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que, apesar de ter aumentado de 27% para 51% a frequência de estudantes entre 18 e 24 anos no ensino superior, essa expansão educacional apresenta disparidades, principalmente diante do critério racial. O percentual de negros no ensino superior passou de 10,2% em 2001 para 35,8% em 2011. 

O último levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de 2012, aponta que 35% dos matriculados em cursos de graduação no País são pretos ou pardos, enquanto 62% são brancos – mesmo índice de 2011. O Norte e o Nordeste são as regiões com maior percentual de universitários negros: 63% entre os nortistas e 57% entre os nordestinos. Na região Sul, apenas 10% é preto ou pardo, contra 89% de brancos. Já no Sudeste, 27% dos que frequentam o ensino superior são negros, e no Centro-Oeste, 40%. 

Já a Rede Angola apresentou um infográfico Retrato dos Negros no Brasil, onde afirma que o acesso da população negra ao ensino superior aumentou 232% na comparação entre 2000 e 2010. Outro aspecto apontado pelo site angolano é que para cada R$100 reais ganhos por um branco, um homem negro, com a mesma formação e na mesma função, recebe R$57,40. No caso de uma mulher negra, o salário cai para R$38,5.

Todos esses dados, que ressaltam a adesão de negros e negras no mundo acadêmico refletem diretamente nas políticas afirmativas implementadas pelo governo federal, através das reivindicações históricas do movimento negro no país. 

Uma das importantes conquistas, foi a Lei de Cotas (Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012) instituída pelo governo federal, que refere-se ao ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Apesar de polêmica, determina que 50% (cinquenta por cento) das vagas sejam reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita; estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas; principalmente pessoas autodeclaradas pretas, pardas e indígenas. 

Que venham mais conquistas, novas pesquisas acadêmicas e profissionais comprometidos(as) com o desenvolvimento sociocultural e econômico do nosso povo!


Fonte: Coluna Axé – 336ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/03 a 06/04/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Novembro Afro

O mês da consciência negra chegou, e com ele, proliferam-se em várias partes do país, as ações sociopolíticas, apresentações culturais e eventos de formação em alusão ao 20 de novembro: Dia Nacional da Consciência Negra e Dia de Zumbi dos Palmares (heroi nacional e líder da resistência negra). 

Atualmente, estima-se que 1047 cidades brasileiras já decretaram feriado nessa data, e no Estado de Alagoas a determinação deve ser cumprida conforme a Lei Estadual Nº 5.724, de 01.08.1995. Durante todo o mês, várias atividades serão realizadas em instituições de ensino, nas casas de axé, praças públicas e nas sedes de organizações que combatem o racismo e outras formas de opressão. 

A Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) está apoiando uma ampla programação no período de 15 a 20 de novembro em Alagoas, que divide-se entre a cidade de Maceió, a comunidade remanescente de Quilombo Muquém e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares/Serra da Barriga em União dos Palmares. 

Terá o seminário de Fomento à Cultura Afro-brasileira e Saúde da População Negra; Feira do Livro; Edição especial do Escambo Cultural; oficina de percussão com Nana Vasconcelos; oficinas de hip hop; a Cavalgada da Liberdade; a exposição “Centenários Negros e Personalidades Negras de Alagoas”; homenagem aos capoeiristas de Alagoas; entrega de certificações de comunidades quilombolas; o Cortejo Issegum Caojubá; o Tributo ao centenário de Abdias Nascimento com o grupo de samba Fundo de Quintal, além de apresentações de grupos culturais e artistas locais. 

Esse é um importante período para celebrar a herança afrocultural e fortalecer a luta por justiça social e igualdade racial. Mas, a negritude e o pertencimento étnico tem que ser todo dia!


Fonte: Coluna Axé – 317ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/11/2014) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de junho de 2014

Debate no COS/UFAL

Estarei lá! Para relembrar os bons momentos no Curso de Comunicação Social na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), além de trocar conhecimentos e vivências.


domingo, 27 de outubro de 2013

Rumo a Sergipe com o coral Criança Alegria

Nesse domingo, vou pegar a estrada rumo a capital sergipana pela primeira vez. Estarei acompanhando o Coral Criança Alegria, que será o convidado especial do 1º Festival de Corais Infantis de Aracaju (Fescorinse) no dia 28 de outubro, no Teatro Atheneu.

O coral foi criado em agosto de 2012 na cidade de Maceió. Trata-se de uma iniciativa do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu(Ceasb) em parceria com a Escola Municipal Audival Amélio, que tem contribuído para o desenvolvimento sócio-cultural e de cidadania. É formado por crianças que moram na comunidade da Vila Emater ao lado do antigo lixão, e conta com a regência do maestro Carlos Magno.

Para garantir a participação no evento, o grupo recebeu o apoio da Secretaria Municipal de Educação(Semed), doações de admiradores e vereadores de Maceió.

Confira abaixo um trecho de uma apresentação: