Mostrando postagens com marcador Cojira-AL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cojira-AL. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Coluna Axé - desafios & reconhecimentos

A Coluna Axé é um espaço para a veiculação das questões étnicorraciais, políticas públicas e valorização do pertencimento étnico no jornalismo alagoano. Trata-se da principal ferramenta de trabalho da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) e é uma parceria entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e a Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos - JORGRAF.

Por uma década estive na função de editora, fui indicada pelos demais membros da comissão e quando tudo começou era apenas uma jornalista recém formada. Passei a ser conhecida como "jornalista-ativista"; algumas vezes sendo rotulada como aquela baixinha que escreve sobre os pretos/pretas, mas também tive o prazer de ser agraciada com comendas e placas em reconhecimento ao trabalho.

Durante todo o ano, independente, das datas celebrativas e do mês da consciência negra (novembro) são divulgadas as ações dos movimentos sociais, eventos, cursos, editais, denúncias dos casos de racismo e intolerância religiosa; além de debater o papel da imprensa na abordagem dessas temáticas. 

São assuntos nas mais diversas áreas (cultura, educação, saúde, esporte, economia, etc) buscando sempre informar, entreter, promover a reflexão crítica sobre a realidade da população afrodescendente e contribuir para a autoestima. Dar voz e vez àqueles que não tinham lugar na mídia!

Bom, eu pedi para sair... pois acredito que a minha missão foi concluída. Foi um período de crescimento profissional e com muitos aprendizados. O trabalho continua todas às terças-feiras no Jornal Tribuna Independente, e permaneço na torcida por mais tempo de trajetória e contribuições.

Agora, no comando encontra-se a competente jornalista Valdice Gomes, que também integra os movimentos sindical e negro, defendendo as causas trabalhistas, direitos das mulheres, saúde da população negra, e ainda, no combate de preconceitos.

E no mês que o veículo impresso celebra onze anos de atuação na imprensa do Estado de Alagoas, foi divulgada no dia 10 de julho de 2018 uma reportagem especial sobre a história da Coluna Axé. Confira!




quarta-feira, 21 de março de 2018

Marielle Presente!

A população negra e oprimida está de luto. Na última quarta-feira, a violenta morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) tocou extremamente mulheres e homens que acreditam que os Direitos Humanos são para todos.

O Brasil perdeu a jovem ativista negra, que lutava contra o feminicídio, o extermínio da população negra e atuante nas causas das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Marielle Franco era uma mulher com lutas expressivas contra toda violência e injustiça direcionadas à população menos favorecida na sociedade, ressaltando que os direitos são para todos os cidadãos.

Em um momento emblemático, onde a discussão em torno da alarmante violência que assola o país e em especial o Rio de Janeiro - que acaba de passar por intervenção militar - a vereadora voltava do evento “Jovens Negras Movendo Estruturas”, uma roda de conversa na Casa das Pretas, no bairro da Lapa (região Central), quando foi interceptada pelos criminosos, sendo executada a tiros. O motorista, Anderson Gomes, também foi atingido pelos disparos, se tornando mais uma vítima fatal da ação. De forma brusca a voz de Marielle foi cessada. Mas, deixou uma herança histórica e seus sucessores espalhados por todo o país, como pôde ser visto nas inúmeras manifestações. 

As cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Belém, Juiz de Fora, Porto Alegre, Florianópolis, Natal, Curitiba e Maceió, entre outras, realizaram diversos atos e eventos de protesto e manifestação contra o assassinato de Marielle Franco. Além disso, inúmeras entidades da sociedade civil emitiram nota oficial de repúdio ao brutal assassinato da vereadora e em solidariedade à sua família. Entre elas, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro em conjunto com a Comissão Nacional de Mulheres Jornalistas e a Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira).

A Câmara Municipal do Rio decretou luto oficial de três dias. Nesta Casa, Marielle presidia a Comissão da Mulher e no mês passado foi nomeada relatora da comissão que acompanhará a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Líder significativa e símbolo do ativismo em Direitos Humanos, Marielle teve atuação decisiva enquanto parlamentar eleita com mais de 46 mil votos em sua primeira eleição. Nascida e criada no Complexo da Maré (Zona Periférica) formou-se em Sociologia e mestra em Administração Pública, e pautou sua atuação na tríade da discussão de raça, gênero e cidade, contra toda forma de opressão. 

Mesmo abalada, a resistência pelo direito à dignidade da vida seguirá com seu legado. Marielle Presente! 



Fonte: Coluna Axé - 483ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/03/18) – cojira.al@gmail.com.
(Responsáveis, interinamente, as jornalistas Valdice Gomes e Luíla de Paula).

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cojira-AL: 10 anos

No próximo dia 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) completa dez anos de fundação e atuação no Estado de Alagoas. É vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e foi o primeiro núcleo do Nordeste a trabalhar as questões étnicorraciais no movimento sindical da categoria.

Também existem cojiras nos estados da Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e o Núcleo de Comunicadores Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul – juntos, formam a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Étnicorracial (Conajira) que é um órgão consultor da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj).

Porém, Alagoas destaca-se na interlocução entre o movimento social negro e a mídia alagoana, facilitando o repasse das informações e na indicação de entrevistados e entrevistadas sobre as questões étnicorraciais; contribui para a reflexão sobre a realidade da população afrodescendente durante todo ano; divulga as ações político-culturais e eventos dos segmentos afros; além de promover debates e participar de palestras sobre o papel da mídia no combate do racismo, o discurso de ódio, à intolerância e outras formas de intolerância.

Dentre as ferramentas de trabalho, estão: o blog www.cojira-al.blogspot.com.br e a Coluna Axé publicada semanalmente no jornal Tribuna Independente desde 2008. Também exerce um papel importante no controle social e defesa das políticas públicas, com atuação marcante por duas gestões, no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL).

É motivo para se orgulhar e festejar, mas, ainda há muito o que fazer! Os desafios continuam... que venham mais dez anos. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 468ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 27/11/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de março de 2017

Conepir/AL - representações

Nessa segunda-feira(13), na Casa dos Conselhos em Maceió ocorreu a escolha das instituições da sociedade civil inscritas, que apresentaram a documentação exigida e ficaram aptas paras a eleição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), conforme publicação no Diário Oficial nos dias 31/01 (pag. 34) e 02/02 (páginas 23 e 24).

Para garantir a lisura do processo eleitoral, a urna foi devidamente lacrada; ocorreu a exigência de ofício com os dados do representante-votante e assinatura da lista de presença, com o acompanhamento de integrantes do Gabiente Civil, e a fiscalização do Ministério Público Estadual, sendo representado pelo sociólogo e Assessor de Feitos Jurídicos, Leandro Rosa.

O Conepir é um órgão colegiado paritário, com 13 representantes da sociedade civil e 13 de órgãos governamentais, de caráter deliberativo, que integra a estrutura básica da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos. Os membros titulares e respectivos suplentes têm a missão de propor, em âmbito estadual, políticas públicas para a promoção da igualdade racial, combate do racismo e fortalecimento dos segmentos étnicos-raciais.

As representações da sociedade civil, eleitas para o período 2017-2019, são: Capoeira: Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (FECEAL); Indígenas: Associação Indígena da Aldeia Wassu Cocal (Joaquim Gomes/AL) e Comitê Inter-Tribal de Mulheres (Palmeira dos Índios/AL); Quilombolas: Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga-Zumba e Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco (Arapiraca/AL); Ciganos: Comunidade Cigana Vila Matias (Penedo/AL); Comunidades Religiosas de Matriz Africana: Entidade Religiosa Ilê Nifé Omi Omo Posú Betá e a Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro Brasileiras de Alagoas (Fretab).

Dentre as entidades que trabalham a promoção da igualdade racial e Direitos Humanos, foram eleitas: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro de Cultura e Estudos Énicos Anajô (APNs/AL), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA/Sindjornal), Grupo União Espírita Santa Barbara (GUESB) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (SINTEAL).


Fonte: Coluna Axé – 433ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cojira/AL - nove anos

Na última quinta-feira, 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (COJIRA-AL), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, completou nove anos de atuação e a exaltação das questões étnicorraciais em diversos setores; produção de notícias, encartes afros especiais, blog temático e a indicação de fontes para veículos de comunicação. 

Ao longo desses anos, a Coluna Axé – espaço gentilmente cedido pelo Jornal Tribuna Independente – vem cumprindo um papel importante em defesa dos direitos da população negra da terra de Zumbi dos Palmares, como um projeto de comunicação que busca contribuir para dar visibilidade às ações de promoção da igualdade racial em Alagoas e no Brasil, seja de iniciativa das entidades do movimento social negro ou de órgãos governamentais. 

A experiência tem mostrado a importância da democratização dos meios de comunicação, com foco nas mídias negras, para as políticas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial. Neste sentido, é preciso que os governos federal, estaduais e municipais, bem como a iniciativa privada, invistam em projetos de comunicação voltados para a temática racial. 

É necessário que os veículos de comunicação em Alagoas abram espaço para a divulgação e discussão das questões raciais durante todo o ano, e não apenas nas datas simbólicas como 13 de maio e 20 de novembro, afinal, a luta por justiça e igualdade deve ser de toda a sociedade e não apenas dos segmentos populacionais atingidos pelo racismo e a desigualdade. Vale destacar, que nas resoluções das três conferências nacionais de promoção da igualdade racial (CONAPIR) realizadas pelo governo federal estão contidas propostas na área de comunicação. 

Além disso, o Estatuto da Igualdade Racial, marco legal sancionado em 2010, também trata do tema, o que respalda ações e investimentos na área. Iniciativa louvável, nesse sentido, aconteceu em junho deste ano, em São Paulo (capital), onde a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) abriu inscrições para o edital do “Prêmio Almerinda Farias Gama”, que teve como objetivo contemplar dez iniciativas ou atividades de comunicação que se destaquem na defesa dos direitos da população negra. Aliás, pra quem não conhece, Almerinda Farias Gama foi advogada, jornalista, política, feminista e sindicalista nascida em Maceió, em maio de 1899, que aos oito anos mudou-se para o Pará, considerada uma das primeiras mulheres afro-brasileiras a participar da política no Brasil. Uma bela e justa homenagem!


Fonte: Coluna Axé - 419ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/11 a 05/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Retrospectiva afro 2015

Mais um ano se encerra e com ele renova-se a esperança de dias melhores, com respeito e justiça social.

O ano de 2015, foi um ano extremamente pesado em relação aos casos de racismo e intolerância religiosa, que multiplicaram-se pelo país e nas redes sociais, fortalecendo a imagem da impunidade. Os índices de violência e mortes de jovens e mulheres negras cresceram assustadoramente. 

Outro aspecto negativo, foi a unificação das secretarias de Políticas paras as Mulheres (SPM), da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), de Direitos Humanos e de Juventude – com o pretexto de reduzir as despesas administrativas – cujas demandas foram incorporadas ao novo ministério: Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Dentre os avanços em Alagoas, podemos destacar a atuação comprometida do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL); a inauguração da Casa dos Conselhos; a criação do Comitê Técnico Alagoano de Saúde da População Negra no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau); a rearticulação das bandas afros alagoanas (Mandela, Zumbi e Afro Afoxé) com ensaios abertos e o evento de integração denominado “Juntos e Misturados”; o I Encontro de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais de Terreiro de Alagoas; a ampliação de oficinas de percussão e dança afro; a realização de editais de promoção à cultura por parte da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac/Prefeitura de Maceió); e a reinvindicação por maior diálogo entre os grupos afroculturais alagoanos com a Fundação Cultural Palmares/Minc.

No âmbito social, o Tribunal de Justiça de Alagoas por meio do Programa Justiça Itinerante, realizou o primeiro casamento coletivo gay no Estado e oficializou a união homoafetiva de 20 casais. Outro momento histórico, destacamos a Marcha das Mulheres Negras em Brasília que reuniu cerca de 50 mil mulheres de várias partes do país e formações diversas, que exaltaram suas vozes contra o Racismo, a Violência e pelo em Viver; e a entrega do Prêmio Direitos Humanos 2015, para a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Esperamos que 2016 seja mais produtivo e as políticas afirmativas sejam desenvolvidas no Estado de Alagoas. A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL/Sindjornal) agradece os sete anos de parceria com o jornal Tribuna Independente, e deseja muito axé (força e paz) para todos os amigos e leitores fiéis.


Fonte: Coluna Axé – 373ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/01/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Fé, tradição e cultura



Nessa terça-feira, 08 de dezembro, é o Dia de Nossa Senhora da Imaculada da Conceição em todo o Brasil e no sincretismo religioso Dia de Iemanjá em Alagoas. 

Com a aprovação da Lei Estadual nº 7.384, de 12 de julho de 2012, foi instituído no calendário oficial o Dia de Resistência da Religiosidade Afro Brasileira – Dia de Iemanjá. Porém, apesar do pedido de perdão governamental ao Quebra de Xangô de 1912 – episódio nefasto de violência e intolerância, com vários terreiros invadidos e depredados, onde muitos religiosos(as) tiveram que fugir e esconder sua fé; o preconceito e o desejo de abafar os tambores continuam eminentes.

Na semana passada, foi preciso a intervenção do Ministério Público Estadual e projeção na mídia alagoana, para dar visibilidade ao impasse quanto a utilização de uma praça que envolvia dois eventos: a Festa das Águas (religiosos de matrizes africanas) e o Show Maceió de Joelhos (grupo evangélico). Foi preciso, a realização de um ato público no Fórum Estadual para mostrar à sociedade que não era apenas uma briga por espaço, e sim, a reivindicação pelo direto constitucional à liberdade de culto e o respeito às manifestações afroculturais que ocorrem há décadas.

A ação contou com o apoio do Padre Manoel Henrique, e ainda, da Aliança de Batistas do Brasil representada pela Igreja Batista do Pinheiro e sua Pastoral da Negritude, que emitiu nota pública sobre episódio no MPE: “(...) Não concordamos é que a oração se transforme em desculpa para a prática da intolerância, querendo por este pretexto ocupar o espaço tradicional de outras religiões. Desta forma manifestamo-nos a favor de uma postura de paz, justiça, amor, graça e entendimento, que produza o testemunho de evangelho de Jesus de Nazaré que preza pela harmonia em detrimento do espírito de beligerância”.

Após várias audiências, o impasse foi solucionado, e durante toda essa terça-feira(08.12), caravanas de religiosos de matrizes africanas de casas de axé de várias nações, prestarão suas homenagens com oferendas à Iemanjá, cânticos e danças. Na Praça Multieventos localizada na Praia de Pajuçara em Maceió, a programação cultural iniciará às 10h, com uma grande roda de capoeira do Grupo Muzenza, organizada pelo Contra Mestre Carlinhos Muzenza e o Mestre Girafa.

A partir das 14h, em frente ao Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB) – Rua São Pedro, nº10, Village Campestre 2 – terá a concentração para a carreata em alusão ao combate da intolerância religiosa, que percorrerá as principais ruas da capital alagoana e o destino final será na Praça Multieventos.

Durante todo o dia, representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL) e do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL) estarão com uma tenda montada na praça, para repassar orientações e recolher denúncias referentes ao crime de racismo e intolerância religiosa. E ainda, terá a coleta de assinaturas para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) transforme a Festa de Iemanjá em patrimônio imaterial em Alagoas.

O dia 08 de dezembro não é uma data qualquer, é mais um dia reflexão e valorização do pertencimento étnico. E a luta por respeito continua!


Festa das Águas
Hoje, a partir das 13h, na Praça Multieventos em Maceió, terá a oitava edição do evento Festa das Águas. Terá a apresentação da banda Afro Zumbi, Civilização Negra (Escola de Samba Girassol), Orquestra de Tambores de Alagoas, Afoxé Odô Iyá (Casa de Iemanjá), Coletivo AfroCaeté, Afro Afoxé, Rogério Dyas e a Trincheira, Segura o Coco, Afoxé Ofaomin (Ilê Axé Ofaomin), Afoxé Oju Omin Omorewá, Maracatu Raízes da Tradição (Abassá de Angola de Oyá Igbalé), Grupo Maracatodos, Ara Funfun Omanjerê (Inaê/Grupo União Espírita Santa Bárbara), Afoxé Povo de Exu (Ilê Axé Legionirê Nito Xoroquê) e Roda de Samba coordenado pelos religiosos de matriz africana. Esse é um momento de celebração, integração e fortalecimento da cultura afroalagoana. Prestigie!


Iemanjá
Odoyá! Iemanjá é a divindade nas religiões Candomblé e Umbanda, popularmente conhecida, é tida como a mãe de quase todos os orixás: ancestrais divinizados africanos que correspondem a pontos de força da natureza e os seus arquétipos. Iemanjá é o orixá das águas doces e salgadas, regente absoluta dos lares, além de ser a protetora dos pescadores e jangadeiros. No Brasil, recebe diferentes nomes: Dandalunda, Inaê, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc. E no sincretismo religioso, corresponde à Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria. Independente de qual seja a sua crença, respeite!


Fonte: Coluna Axé – 370ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/12/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

Crédito da foto: Ilustração


terça-feira, 12 de maio de 2015

Coluna Axé - 8 anos

O dia 13 de maio, é lembrado nos livros de História do Brasil como o dia a Abolição da Escravatura. Porém, para o Movimento Social Negro, trata-se do Dia Nacional de Combate ao Racismo. 

Um momento que não deve ser associado à festa, e sim, de reflexão e saudação aos nossos ancestrais, que lutaram bravamente por igualdade e justiça social. Em todo o Brasil, organizações sociopolíticas e culturais voltadas para as questões étnicorraciais realizam palestras, debates, atos públicos e manifestações para discutir a realidade da população negra. 

Para a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), a data também serve para celebrar a criação da COLUNA AXÉ. Desde o dia 13 de maio de 2008, é publicada semanalmente no Jornal Tribuna Independente/Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf) com editorial, notas informativas, curtas e fotos. 

Busca promover a consciência étnica nos mais diversos setores, como: educação, cultura, religião, saúde, política, esporte, entretenimento, mercado de trabalho, estética, etc. O veículo representa um grande avanço na mídia alagoana, assim como, proporciona a divulgação das atividades dos segmentos afros, políticas públicas nas questões étnicorraciais, além de denunciar casos de racismo e intolerância religiosa. 

Também contribui diretamente para a autoestima da população afroalagoana e visa desconstruir os estereótipos destinados às pessoas de pele negra, assim como, sensibilizar os profissionais da comunicação sobre a não-utilização de termos racistas na mídia, a exemplo de: “lista negra”, “línguas negras”, “fase negra”, “magia negra”, “mercado negro”, “a coisa tá preta”, “buraco negro” (sem conotação científica), “samba do crioulo doido”, dentre outros. O trabalho da mídia étnica é árduo, tem contribuído para a democratização da comunicação e a valorização das heranças africanas. 

A saga por igualdade racial continua, em busca de respeito e dignidade para todos, independente, de classe social, cor, crença e gênero. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 342ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/05/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de março de 2015

Quilombo Mumbaça


No dia 21 de março – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial – o Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial em Alagoas (Conepir-AL) realizou uma reunião extraordinária no município de Traipu. 

O objetivo foi aprofundar a discussão sobre as denúncias de desrespeito, perseguição e violação de direitos às famílias da comunidade remanescente de quilombo Mumbaça. Estiveram presentes várias famílias de Mumbaça e lideranças das comunidades quilombolas vizinhas Uruçu e Lagoa dos Tabuleiros. E atenderam ao pedido do Conepir, para também expor suas opiniões sobre o caso: a Prefeita do município, Conceição Tavares; o padre Eduardo; o vereador Carlos Moura, representando a Câmara Municipal. 

Dentre os conselheiros e conselheiras que acompanharam a ação, estiveram: representantes da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga Zumba, Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal), Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Grupo União Espírita Santa Barbara (Guesb) e Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), além de Ana Omena – Superintendente de Direitos Humanos da Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos. 

A atividade contribuiu para ampliar o diálogo e iniciar a discussão sobre a implantação de um Plano Municipal de Igualdade Racial. Em relação à proibição da tradição secular da comunidade, que realiza um cortejo levando seus mortos por dentro da igreja antes do sepultamento, o padre alegou que conversará com o Bispo Dom Valério Breda. Será averiguada a constitucionalidade do decreto que transformou a comunidade Mumbaça em um distrito municipal, sob a alegação de que traria maior desenvolvimento na localidade e posteriormente poderia ser transformado em outro município, e na verdade, só contribuiu para desconstruir o pertencimento étnico. 

Também foi discutida outra grave acusação, onde os moradores que se autodeclararem como quilombolas, podem ser prejudicados quando precisam de vagas nas escolas e nos postos de saúde do município. O caso é grave, requer diálogo e fiscalização. 

O Conepir fez o seu papel e também comunicou a Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR) e outras instâncias, e se permanecer as opressões, a intervenção federal será necessária. Avante na luta! 

Conepir 
O Conepir/AL foi constituído através da Lei nº 7.448, de 20/2/2013, alterada pelo Decreto Nº 26.909, de 3/7/2013. A reunião realizada em Traipu, foi a primeira que ocorreu fora de Maceió, mas a proposta é intensificar esse contato com os segmentos e a população alagoana.

 De acordo com Valdice Gomes, presidenta do Conepir/AL, a atividade foi bem positiva e estimulou o diálogo entre as partes envolvidas. “Deixamos bem claro, que a atividade não se tratava de um tribunal, e sim, um espaço destinado à promoção da igualdade racial. Fomos com conhecimento de causa, para discutir e promover o respeito pelas tradições da comunidade quilombola”. 

Dentre os convidados estiveram: o advogado Alberto Jorge Ferreira, Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da OAB/AL; o babalorixá Paulo Silva, presidente da Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro-Brasileiras em Alagoas (Fretab); e Helcias Pereira – ex-conselheiro nacional do CNPIR e diretor nacional de formação dos APNs. 


Fonte: Coluna Axé - 335ª edição - Jornal Tribuna Independente (24 a 30/03/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com / Crédito da foto: Divulgação 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jornalismo e igualdade racial

No dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares –a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) encaminhou para todos os sindicatos filiados a carta da igualdade racial com o objetivo de reafirmar o compromisso relacionado à promoção da igualdade étnicorracial e de gênero.

Foram mencionados os princípios e propostas defendidas no I Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (I ENJIRA) – referendadas no 36º Congresso Nacional dos Jornalistas no mês de maio – e que precisam ser amplamente discutidas em todas as unidades sindicais para ampliar os avanços na luta pela visibilidade das questões étnicorraciais, a democracia e o combate do racismo. 

O documento assinado pelo presidente da instituição nacional, Celso Augusto Schröder, ressalta que: “Acordos internacionais, dos quais o Brasil é signatário, são absolutamente cristalinos no que diz respeito ao compromisso do Estado brasileiro, bem como de organismos e categorias profissionais, em superar o drama racial que ainda experimentamos como forma de alcançar, efetivamente, o desenvolvimento pleno capaz de consolidar a democracia”.

As representações dos(as) negros(as) e grupos historicamente discriminados no jornalismo e a destinação de verbas públicas para as mídias negras foram alguns dos temas que ordenaram as reflexões tecidas no I ENJIRA. Também ocorreu a reflexão sobre a existência de uma ditadura estética eurocêntrica na imprensa, a reduzida presença de jornalistas negros(as) nas redações e a necessidade de inclusão da temática étnicorracial no currículo das faculdades de jornalismo. 

Atualmente, em um universo de 31 sindicatos, são apenas oito grupos de jornalistas pela igualdade racial existentes e é preciso ampliar ainda mais! Axé!




Coluna Axé – 320ª edição – Jornal Tribuna Independente (25/11 a 01/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 8 de abril de 2014

Jornalistas e igualdade racial

O dia 02 de abril de 2014 tornou-se um marco histórico para a categoria profissional de jornalistas, pela primeira vez, ocorreu o Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (1º Enjira) em Maceió. O evento integrou a programação do 36º Congresso Nacional de Jornalistas, que foi promovido pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindjornal, além de contar com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR).

Estiveram reunidos jornalistas e acadêmicos(as) e convidados(as) afrodescendentes e aqueles identificados(as) com a luta pela igualdade racial de todo o país, para discutir o tema “Os jornalistas e a Construção da Igualdade Racial na Mídia”. Teve como resultado a aprovação de 12 propostas prioritárias que foram divididas nos eixos de formação profissional, atuação sindical e democratização da comunicação. São elas:

1. Orientar os sindicatos dos jornalistas do Brasil que negociem em seus acordos coletivos para que seja garantida a cota de 20% de negros e negras nas contratações das empresas de comunicação;
2. Que a Fenaj e os sindicatos garantam que o Enjira seja realizado periodicamente a cada dois anos;
3. Realizar ampla pesquisa nacional etnicorracial para identificar os(as) jornalistas negros(as) que estão dentro e fora do mercado de trabalho;
4. Fazer uma moção de apoio ao projeto de lei que define o percentual de 20% de cotas raciais nos concursos públicos, incluindo os cargos em comissão;
5. Que os sindicatos atuem para o cumprimento da convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que trata da discriminação nos locais de trabalho;
6. Que a Fenaj recomende aos sindicatos a solicitação de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) ao Ministério Público do Trabalho, com objetivo de responsabilizar empresas de comunicação quanto à discriminação etnicorracial em sua cobertura editorial, em especial nas editorias de polícia;
7. Que a Fenaj recomende aos sindicatos que garantam pelo menos uma vaga para delegado(a) representando a Cojira de cada estado nos congressos de jornalistas;
8. Propor parcerias com instituições internacionais, universidades, governos, entre outros, para novamente ofertar o curso de gênero, raça e etnia para jornalistas;
9. Atuar para a inclusão da temática etnicorracial no currículo acadêmico das faculdades de jornalismo;
10. Ampliar a produção científica das Cojiras e do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros;
11. Reivindicar que a Secretaria de Comunicação (Secom), da Presidência da República, destine parte de suas verbas para o financiamento da mídia negra;
12. Que a Fenaj faça uma pesquisa crítica e nacional cerca da cobertura etnicorracial realizada pelos meios de comunicação no Brasil.

E a luta continua... por respeito e justiça social em todos os setores. Axé!


Participantes do 1º Enjira fortalecem a discussão sobre igualdade racial e mídia (Foto: Yvette Moura)


Congresso 1
Após 36 anos, o Estado de Alagoas realizou o 36º Congresso Nacional de Jornalistas com o tema central: “O Jornalismo, o Jornalista e a Democracia”. A temática étnicorracial e o combate do racismo nos meios de comunicação foram discussões sempre presentes, inclusive, teve a palestra “O Jornalismo e as políticas afirmativas para a consolidação do estatuto democrático” ministrada por Edson Cardoso – assessor especial da Ministra Luiza Bairros (Seppir) – que ressaltou a hierarquização do humano, a estigmatizarão e a prática da democracia meia-boca no Brasil. “A diversidade contribui para a excelência, mas, o racismo estrutura a nossa sociedade. Ao pensar em democracia, não podemos conviver com uma ideologia onde afirma que por causa da aparência, um é melhor que o outro. (...) A pluralidade de vozes deveria ser o sustentáculo da democracia”, ressaltou. 



Congresso 2
Também teve a leitura da Carta da Igualdade de Maceió, a aprovação de uma tese para que a Fenaj e todos os sindicatos ampliem a campanha de inclusão e atualização da autodeclaração étnicorracial nas fichas cadastrais de jornalistas; além de uma moção de repúdio à apresentadora Ana Maria Braga (Programa Mais Você/Rede Globo), que no dia 03 de abril, ao divulgar uma receita popularmente conhecida como “Nêga Maluca”, usou tom jocoso e irônico para afirmar que existiria uma nova nomenclatura: “mulher afrodescendente com distúrbio mental”. Piada sem graça!




Congresso 3
Outro ponto importante foi a apresentação do Afoxé Odo Iya durante o café com cultura, além do show do cantor Igbonan Rocha e o grupo samba de nego na festa de encerramento do congresso nacional de jornalistas. Também ocorreu a realização de um passeio étnicorracial na Serra da Barriga em União dos Palmares para jornalistas comprometidos com a igualdade racial. A atividade também conhecida por “Palmares in loco” reuniu profissionais de sete estados (CE, GO, MG, SP, RJ, RS e o Distrito Federal), é um projeto do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô que conta com as explanações de Helcias Pereira – coordenador nacional dos APNs e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).


Fonte: Coluna Axé - 292ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/04/2014) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Momento histórico ... fotos do 1º Enjira

Nessa quarta-feira(02.04), o 1º Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Enjira) abriu a programação do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas, no Centro de Convenções de Maceió. 

Com foco na construção da igualdade racial na mídia e o papel dos jornalistas nesse processo, o encontro trouxe a tona a visibilidade da cultura e das questões étnicorraciais, racismo institucional e a troca de experiência sobre a abertura de espaços para o jornalismo especializado nas questões de gênero, como o Portal Áfricas e os cadernos afro-especiais do jornal A Tarde(BA). 

Estiveram presentes representantes das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Bahia, além do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Rio Grande do Sul. E jornalistas representando os sindicatos de jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.

Confira algumas imagens:
















terça-feira, 1 de abril de 2014

1º Enjira



O 1º Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (1° Enjira) acontecerá nessa quarta-feira(02.04), das 9h às 17h, no auditório do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso (Centro de Convenções de Maceió) no bairro histórico de Jaraguá em Maceió. 

Com o tema “Os jornalistas e a Construção da Igualdade Racial na Mídia”, o evento integra a programação do 36º Congresso Nacional de Jornalistas e é promovido pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), além de contar com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), do governo federal. 

De acordo com Valdice Gomes – presidenta do Sindjornal e coordenadora da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira) da FENAJ – o Enjira tem como objetivo fomentar o debate sobre etnia e raça, seus desafios na mídia brasileira, além de traçar encaminhamentos para a implementação de ações afirmativas voltadas à igualdade racial nos veículos de comunicação social e nas assessorias de imprensa das esferas pública e privada. 

Para subsidiar o debate, foram convidados profissionais referenciados na mídia étnica nacional, a exemplo de Cleidiana Ramos, repórter especial do jornal A Tarde (BA), especializada em questões de identidade e religiosidade afro-brasileira; o jornalista Washington Andrade, diretor geral do Portal Áfricas; e Rosane Borges, doutora em Ciências da Comunicação, coordenadora do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra; e à tarde, terão os grupos de trabalhos(GTs) e a discussão de propostas. 

Essa é uma antiga aspiração dos coletivos de jornalistas que lutam contra o racismo e em defesa de ações afirmativas na mídia, existentes nos sindicatos da categoria de vários estados, a exemplo do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul e das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Bahia. Sem dúvidas, um momento histórico! Axé!


Congresso
Após 36 anos, o Estado de Alagoas receberá jornalistas profissionais de todo o país, acadêmicos e acadêmicas de jornalismo, para debater o tema central: “O Jornalismo, o Jornalista e a Democracia” no 36º Congresso Nacional de Jornalistas. No período de 2 a 6 de abril, terão painéis, oficinas, rodas de conversas; a entrega da Comenda Fenaj para o ilustre alagoano, Prof. Dr. José Marques de Melo; o tributo às vítimas da Ditadura Militar nessa sexta-feira(04.03), às 21h, no Memorial Teotônio Vilela na praia da Pajuçara; além da programação cultural com a Noite Alagoana e o Filho da Pauta In Door (festa de encerramento) com a apresentação do cantor Igbonan Rocha e o grupo Samba de Nêgo. Mais informações e inscrição, no site: http://36congressojornalistas.com. Contato: (82) 3326-9168.


Fonte: Coluna Axé – 291ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/04/2014) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 25 de março de 2014

Congresso Nacional de Jornalistas



A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) promovem nos dias 2 a 6 de abril, o 36º Congresso Nacional de Jornalistas no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso (Centro de Convenções de Maceió) localizado no bairro histórico de Jaraguá em Maceió.

Após 36 anos, o Estado de Alagoas receberá jornalistas profissionais de todo o país, acadêmicos e acadêmicas de jornalismo, para debater o tema central: “O Jornalismo, o Jornalista e a Democracia”.

A programação é composta por conteúdos científicos que serão proferidos por renomados profissionais, a exemplo da conferência de abertura sobre “Jornalismo para humanizar a comunicação” ministrada por Dominique Wolton (francês, Doutor em Sociologia, Diretor de Pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica).

Também terão painéis; oficinas; rodas de conversas; entrega da Comenda Fenaj ao alagoano e Prof. Dr. José Marques de Melo; o tributo às vítimas da Ditadura Militar; e programação cultural com a Noite Alagoana e o Filho da Pauta In Door.

Outra atividade que merece destaque é o 1º Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Enjira), que acontecerá no dia 02 de abril (quarta-feira) das 9h às 17h, com o tema “Os jornalistas e a construção da igualdade racial na mídia”. Essa é uma grande conquista da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), que pretende fortalecer as Cojiras (AL, BA, SP, RJ, PB e DF) e o Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Rio Grande do Sul, além de ampliar as discussões em todos os sindicatos da categoria.

Saiba mais e faça sua inscrição, no site: http://36congressojornalistas.com. Contato: (82) 3326-9168.


Fonte: Coluna Axé - 290ª edição – Jornal Tribuna Independente (25 a 31/03/2014) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
 

sábado, 1 de março de 2014

Enfim, a posse do CONEPIR/AL

Finalmente, nessa sexta-feira(28.02) no Palácio do Governo de Alagoas, ocorreu a posse dos integrantes do Conselho Estadual de Igualdade Racial de Alagoas (Conepir). 

É o povo indígena, cigano, comunidades tradicionais e grupos de segmentos afros lutando juntos por dignidade, igualdade, respeito e mais políticas públicas. 

Depois de muita cobrança pelas redes sociais e audiência no Ministério Público Estadual, agora, é o momento de trocar experiências, fiscalizar e contribuir para a transformação social. Axé!

Confira o registro fotográfico:





















terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Mais axé



Mais um ano chegou ao fim, com ele, também são fortalecidos os pensamentos e atitudes em busca de dias melhores. 

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) reafirma o seu compromisso com um jornalismo voltado para o respeito à diversidade e contribuindo na divulgação de informações que enalteçam as questões étnicorraciais. 

Também, queremos agradecer a colaboração de todos os parceiros e lideranças do movimento social negro, que nossa união seja fortalecida e tenhamos mais realizações. Que o espírito natalino ocorra todos os dias, independente da cor de pele, religião e condição financeira. 

Queremos um mundo melhor, com justiça social, mais motivos para sorrir e um 2014 cheio de axé (força e paz) para tod@s!



Fonte: Coluna Axé - 279ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/12/2013)
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Roda de conversa no Cesmac


Terça-feira passada (26.11), a COJIRA-AL/Sindjornal teve um encontro especial com alunos do 4º período de Jornalismo do Centro Universitário Cesmac, na aula de computação gráfica ministrada pelo professor Beto Macário. Estiveram presentes as jornalistas: Helciane Angélica, Luila de Paula e Valdice Gomes. 

Foi discutida a importância do coletivo sindical dessa categoria que foi o primeiro no Nordeste; integração com outras Cojiras e o Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Rio Grande do Sul e o movimento negro; ações desenvolvidas na luta contra o racismo midiático e sensibilização dos profissionais.

As informações contribuirão nos trabalhos das equipes para propor melhorias no layout do blog www.cojira-al.blogspot.com.