quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Cineminha em casa, amizade e felicidade


O melhor da vida é ter pessoas especiais ao nosso lado, para desabafar, aconselhar e falar besteira.
Para assistir um filmezinho em casa, deitar no chão sem se preocupar com os problemas.
Para inventar moda, como por exemplo, comer pipoca com brigadeiro ... tudo junto e misturado.
Para ser feliz e aprender a aprender.
Para ser simplesmente como é, sem se preocupar com o amanhã!


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Hoje à tarde fui para a casa da minha amiga-irmã Cibelle Araújo, pessoa incrível e uma jornalista competente.
Tínhamos que registrar a nossa façanha gastronômica ... kkkkkkkkk.
Fotinhas tiradas com o celular.




terça-feira, 22 de dezembro de 2009

APN's

Por: Helciane Angélica


A Associação Cultural Agentes de Pastoral Negros (APN’s) surgiu em 1983, durante um processo de mudança no contexto sócio-político e econômico no Brasil, onde também existia a redemocratização do poder nos mais diversos setores da sociedade, principalmente, dentro da Igreja Católica.

Os negros e negras atuantes nas igrejas queriam ter mais espaços, serem realmente vistos e ouvidos, e ampliar a discussão sobre teologia e negritude. “Embora o negro fosse à missa, ao espaço evangélico, sempre teve contato com alguma benzedeira ou um pai de santo. Enfim, tinha contato, mas não podia ter uma abertura para se manifestar ou falar de suas raízes”, destacou o APN Nuno Coelho.

A entidade teve início dentro da Igreja Católica e compunha o corpo organizacional, mas depois percebeu que precisava ampliar seus horizontes e agregar pessoas de diversas crenças religiosas, tornando-se um espaço para discussão política e transformação social.

De acordo com Helcias Pereira, que já foi coordenador nacional de formação e contribuiu para a implantação de mocambos (grupos de base) dos APN’s em Alagoas no ano de 1988, a instituição superou muitas barreiras para hoje se tornar uma referência nacional – “Quando a gente levava o atabaque para a Igreja, nós éramos chamados de macumbeiros e quando íamos para as atividades do movimento negro nós éramos chamados de papa-ostras, foi um conflito muito grande até o povo entender a nossa missão”, disse o ativista alagoano.

O lema da instituição nacional é “Fé, luta, organização e conscientização” e atualmente encontra-se presente em 14 estados e o Distrito Federal, distribuídos em todas as regiões do país.

De 21 a 24 de abril de 2010, acontecerá em Goiânia (GO) o 1º Congresso Nacional da instituição com o tema “APN’s, olhando história e projetando o futuro”. O evento já é visto como um momento de extrema importância, pois tem a missão de discutir a linha política para os próximos 10 anos de atuação, priorizar a organização, oxigenação de lideranças e trabalhar o pertencimento (potencializar a identidade étnica e o compromisso com os ideais do grupo).

A Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) deseja sucesso no fortalecimento das ações – “A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!”.


Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (22.12.09)

sábado, 19 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Essa é pra rir... kkk




Não resisti, resolvi colocar o vídeo ... A inocência infantil é incrível. kkkkkkkk

Sindjornal informa novo reajuste do piso salarial

Companheir@s,

Informamos que o dissídio coletivo dos jornalistas de Alagoas foi julgado pelo TRT da 19ª Região no último dia 9 e o acórdão foi publicado na segunda-feira 14. Pela decisão do Tribunal, o piso profissional, os salários e demais verbas serão corrigidos em 5,9% - equivalente a inflação acumulada entre maio de 2008 e abril de 2009. O órgão negou o aumento real de 5% que pleiteávamos. Quanto ao restante da Convenção Coletiva 2009/2010, permanece valendo as mesmas cláusulas da Convenção anterior - o texto está disponibilizado no site www.sindjornal@uol.com.br.

Com o reajuste de 5,9% estabelecido pelo TRT, o piso profissional do jornalista em Alagoas passa dos atuais R$ 1.945,47 para R$ 2.060,25. A vigência do reajuste é a partir de dezembro e deve ser inserido também no 13º Salário.
O Sindicato também aplicou um reajuste de 6% na cobrança de serviços eventuais (free), confira a tabela no site da entidade.

A Diretoria


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Esse reajuste mostra o árduo trabalho do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, que mesmo diante dos obstáculos e descrédito de muitos profissionais, mantém e solidifica a sua missão que é defender os direitos da categoria.

Porém, o piso salarial é o sonho de consumo para muitos profissionais em Alagoas. Por aí, estão aos montes, pessoas talentosas e esforçadas atuando como free lance para sobreviver.

E depois do transtorno-psicótico do Ministro Gilmar Mendes ao afirmar que não é necessário diploma para exercer a ocupação, ficamos marginalizados e vulneráveis aos interesses das empresas.

Mas a luta deve continuar, só assim teremos dias melhores!!!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Encontro de Formação do Anajô



Dia: 20.12.09 (domingo) - Encontro de Formação do Anajô

Horário: 9h às 16h
Local: Sindjornal - Maceió/AL

Tema: APN's - trajetória e avanços
* Breve histórico e ações desenvolvidas
* Discussão sobre o Estatuto
* Congresso Nacional em abril de 2010, Goiânia (GO)
* Conjuntura sobre os mocambos / estados integrantes
* Atuação/Análise do movimento negro nacional e relacionamento com outros grupos

Convidado: Nuno Coelho -
Presidente do Conselho de Gestão da Coordenadoria dos Assuntos da População Negra de São Paulo (CONE) e Coordenador Estadual dos APNs/SP

Realização: Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô
Contatos: (82) 8831-3231 / 8862-3942 / 8893-9495 / 9999-1301

www.anajoonline.spaces.live.com



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OBSERVAÇÃO: O encontro é destinado para todos os membros associados do Anajô e convidados, será um momento de informação e descontração que terá no encerramento uma deliciosa feijoada. Para participar, solicitamos a contribuição de R$ 10 (dez reais), o evento também dará o direito a ter certificado.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

8 de dezembro

Por: Helciane Angélica


É o feriado sagrado de Nossa Senhora da Conceição, que no sincretismo religioso, também serve para cultuar Iemanjá – a matriarca da religiosidade afro brasileira, divindade das águas salgadas e o orixá que traz harmonia para a família.

Integrantes das mais diversas casas de axé de Alagoas celebraram a data com muita música, dança e oferendas nas praias. Neste ano, ocorreu ainda uma maior visibilidade dos diversos grupos de percussão, que se apresentam em praça pública e mostraram seu talento para a população alagoana e turistas dos mais diversos locais do país.

Estiveram presentes no ato político-cultural: a Orquestra de Tambores de Alagoas, o afoxé Odô Iyá (Casa de Iemanjá), o afoxé Oju Omin Omorewá, o maracatu Nação A Corte de Airá (Palácio de Airá), o maracatu Abassá de Angola (Abassa de Oiá Balé), o Coletivo Afro-Caeté, o Ilê Axé de Oxum Pandá, o Quilombo Jacintinho, o Quintal Cultural (Bom Parto), o Núcleo de Cultura da Zona Sul e outros grupos.

As homenagens à Iemanjá também continuaram no sábado (12.12) com a abertura da exposição coletiva “Encanto das Águas” com dez ensaios fotográficos no Museu da Imagem e do Som (Misa), coordenado pela Casa de Iemanjá e por Sandreana Melo do Laboratório de Antropologia Visual em Alagoas (Aval).

O evento reuniu adeptos das religiões de matrizes africanas, pesquisadores, estudantes de várias áreas e integrantes de outros segmentos afros que participaram do debate sobre “A diversidade religiosa e os Direitos Humanos” e também prestigiaram o lançamento do documentário etnográfico Eruyá, de Juliana Barreto e Thiago Bianchetti.

Viva a rainha do mar! “
É água no mar, é maré cheia ô. Mareia ô, mareia”. Axé!


Fonte: Coluna Axé - jornal Tribuna Independente (15.12.09)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Mãos dadas


São as pequenas coisas que nos ensinam muito.

Num belo dia de verão, duas crianças brincavam na praia.

Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada, com torres, passarelas e passagens internas.

Quando estavam perto do fim do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

O esperado era que as crianças caíssem no choro, depois de tanto esforço e cuidado.

Mas, em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas, e começaram a construir outro castelo.

Essa cena nos dá uma importante lição: tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para construir, tudo é feito de "areia".

O que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, a onda virá e irá desfazer o que levamos tanto tempo para construir.

Quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar será capaz de sorrir.

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Mensagem da semana, desconheço a autoria.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Marquei presença

Na fotinha tirada pela jornalista Olívia Cerqueira, estão da esquerda para a direita: Airton, Manu, eu, Dalila, Wellisson e metade do Samy. :)


Tenho dois anos de formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Pela primeira vez fui conferir a festa de confraternização do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), que aconteceu hoje (12.12) no Clube da Adepol no bairro de Jacarecica e reuniu @s jornalistas sindicalizad@s e convidad@s.

Digamos que foi uma visita relâmpago, não foi desta vez que fiquei do início ao fim. Tive pós-graduação o dia todo, então aproveitei o horário de almoço, consegui uma carona e fui com um grupo de amigos até o local.

Pude reencontrar profissionais fantásticos, ouvir boa música e comer uns tira-gostos. Tenho certeza que deve ter sido massa. Deixa para a próxima.

Mesmo assim, fiquei feliz!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

CONVITE: Festa de confraternização - Sindjornal



O Sindicato dos Jornalistas convida seus associados para a festa de confraternização da categoria, a ser realizada no próximo sábado, dia 12/12, a partir das 11 horas, no clube da Adepol (Jacarecica). Haverá música ao vivo, cerveja gelada, almoço e sorteio de brindes.

Para ter acesso ao clube é necessário a apresentação da carteira de jornalista. Será cobrado ainda um quilo de alimento não perecível por pessoa, para doação a instituições filantrópicas.

A DIRETORIA

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

É para se emocionar!!!





Não consigo visualizar esse vídeo sem chorar!
É incrível! Vou tentar seguir todas as dicas.
kkkkkkk :)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Paisagem sertaneja

Ao fundo o rio São Francisco que continua lindo ... fotinha tirada em Olho D'água do Casado (AL)


Por: Helciane Angélica


Estive nesta segunda e terça-feira (07 e 08.12) no sertão alagoano, a princípio a viagem seria a trabalho, mas na verdade foi uma grande descoberta.

Precisamente, essa é a segunda vez que vou até lá para conhecer os assentamentos e acampamentos que são acompanhados pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas (CPT-AL) e é sempre uma surpresa boa.

Fico impressionada com a beleza do lugar, pela capacidade de renovação ... cada dia, é um novo recomeço da vida. É sem dúvidas, um local digno de guerreiros e guerreiras. Enfim é mágico, com cores intensas e nuances espetaculares.

Eis algumas fotos tiradas por mim:


Igreja de Água Branca

A simplicidade

O duelo e a força

Para não dizer que não falei das flores

A proteção

A fé e a coragem

A sutileza

O apego

A segurança

Os espinhos

O descanso

Doce lar

O brilho

A trajetória

O calor da terra mãe

O encanto

A mensagem: erros gramaticais e acertos da vida

A tranquilidade

Arretado mesmo ... quero ser sócia!

Uma cerveja gelada, um tira-gosto e esse local

Ô vida mais ou menos ... quero mais!


domingo, 6 de dezembro de 2009

Quando me amei


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…
Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia e meu sofrimento emocional não passam de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é…
Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de…
Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas.
Hoje sei que o nome disso é…
Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável…
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse pra baixo.
No início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama…
Amor -próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos. Abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é…
Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…
Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!


Fonte: Site do Programa Mais Você - TV Globo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Romaria da terra, das águas e da paz


Por: Helciane Angélica


No último domingo (29) estive na assessoria de comunicação da 22ª Romaria da Terra e das Águas promovida pela Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT-AL). Finalmente participei dessa atividade que é famosa no Estado e que durante vários anos foi realizada na Serra da Barriga em União dos Palmares. Pela primeira vez aconteceu na capital, Maceió, e também integrou a comemoração dos 25 anos da instituição em Alagoas.

O dia foi intenso, começou com uma missa celebrada pelo arcebispo Dom Antônio Muniz. Geralmente, acho esse tipo de cerimônia cansativa e repetitiva, mas essa até que foi tranquila e nem vi o tempo passar. Talvez porque não parava de tirar foto e também porque abordou o tema do evento “Do êxodo rural à periferia da capital” – a reflexão crítica foi bem proveitosa e conseguiu prender a atenção do público que tomou toda a praça do bairro Salvador Lyra.

Depois aconteceram as apresentações artísticas e a caminhada propriamente dita até o assentamento “Vida para Cristo” localizado no bairro do Benedito Bentes. Teve um dos menores percursos (7Km) nesses 22 anos e contou com a participação de 3000 pessoas das mais diversas idades, ocupações e crenças religiosas que seguiram felizes em marcha, cantando, rezando e agradecendo suas conquistas.

Enfim, considero a experiência incrível! Mesmo não sendo adepta de nenhuma religião, afirmo que este é um momento digno de se ver e viver. Prestigiei um verdadeiro ato de fé, resistência e paz.



Compartilho aqui uma das músicas mais cantadas em romarias, e particularmente, é a que eu mais gosto.


POVO DE DEUS


O povo de Deus no deserto andava, mas a sua frente alguém caminhava.

O povo de Deus era rico de nada, só tinha esperança e o pó da estrada.

Também sou teu povo senhor e estou nesta estrada, somente a tua graça me basta e mais nada.


O povo de Deus também vacilava, às vezes custava a crê no amor.

O povo de Deus chorando rezava, pedia perdão e recomeçava.

Também sou teu povo senhor e estou nesta estrada somente a tua graça me basta e mais nada.


O povo de Deus também teve fome e tu lhe mandaste o pão lá do céu.

O povo de Deus cantando deu graças, provou teu amor, teu amor que não passa.

Também sou teu povo senhor e estou nesta estrada, tu és alimento na longa caminhada.


O povo de Deus ao longe avistou a terra querida que o amor preparou.

O povo de Deus corria, cantava e nos seus louvores, seu poder proclamava.

Também sou teu povo senhor e estou nesta estrada. Cada dia mais perto da terra esperada.


O povo de Deus caminha confiante e vai construindo a fraternidade. Querendo ser foco de amor e união, sinal de esperança, justiça e verdade.

Nós somos teu povo senhor, sentimos sua mão, tua força e presença em nossa missão.


O povo de Deus com muita esperança celebra as vitórias, assume os fracassos.

Sabendo que a vida ressurge da morte, vai recomeçando e dá novos passos.

Nós somos teu povo senhor, tu é nosso amigo. Contigo enfrentamos o risco, o perigo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ainda o 20

Por: Helciane Angélica



O mês de novembro que celebra a consciência negra chegou ao fim, e assim, retoma-se as dificuldades cotidianas em busca de uma sociedade justa e que respeite as diferenças étnicas. Agora, os grupos político-culturais voltam a realidade, tentando desenvolver seus projetos, em busca de apoio tanto na esfera pública como privada e ainda na luta pela visibilidade na grande mídia.

É impressionante como a temática só recebe o devido interesse nas datas significativas, como o 21 de março (Dia Internacional pela Eliminação do Racismo), 13 de maio (Dia da Abolição da Escravatura) e o 20 de novembro. O presidente Lula já afirmou que no próximo ano, o Dia da Consciência Negra e também a data que imortaliza o líder Zumbi, será feriado em todo o território nacional. Eis um grande avanço, mas muita gente esquece que esse tipo de consciência deve ser em todos os dias. Esquece também a ampliação dos casos de intolerância religiosa; os casos de racismo, que normalmente são arquivados; o genocídio dos jovens negros; e que muitas pessoas são ridicularizas e humilhadas por causa da cor da pele nos mais diversos ambientes, principalmente, no local do trabalho.

Aproveito o momento para comentar nesse espaço, um caso revoltante que tomei conhecimento, peço que tentem visualizar a cena. Eram dois homens negros descendendo uma ladeira de Maceió, o famoso “Ladeirão do óleo” entre os bairros do Jacintinho e Cruz das Almas, e que possui várias grotas nas adjacências. Os dois carregavam um portão de ferro, uma viatura da polícia militar fazia a sua ronda normalmente e parou os jovens. Primeiro perguntou-se de quem era o portão, já que suspeitava-se que seria roubado e consequentemente vendido para a compra de drogas. Eles alegaram que era de um parente, onde estava reformando a casa e trocou o portão; desconfiados com a resposta, os policiais solicitaram a nota fiscal e com a ausência do documento disseram que os jovens teriam que subir até o local para comprovar. Além disso, reforçaram: “Vocês vão ter que provar realmente que esse portão não é roubado, e se ele for, pode ter certeza que vocês vão apanhar tanto até ficarem brancos”.

Fiquei sabendo desse acontecimento informalmente, por uma pessoa que também descia a pé e ouviu o preconceito velado – detalhe importante, aconteceu há menos de um mês. Bom, a polícia deve garantir a ordem e dar o mesmo tratamento para qualquer cidadão suspeito, independente do local que mora e a cor da pele, no entanto, o que ocorreu nesse caso foi o total abuso de poder e racismo institucional.

Encerro esse editorial com um dos famosos e mais revoltantes ditados populares: “Negro parado é suspeito, negro correndo é ladrão”. Até quando, negro será associado a bandido? Fica aqui a reflexão, cadê a nossa consciência negra? Enfim, vamos continuar a reivindicação por igualdade e respeito, sempre! Axé!



Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (01.12.09)