terça-feira, 26 de agosto de 2014

Agosto Popular

Para fechar o mês das tradições populares em grande estilo, terá a quarta edição do Agosto Popular. O evento acontecerá nesse sábado (30.08), a partir das 15h30, na Praça Santa Tereza localizada no bairro de Ponta Grossa em Maceió. 

Nesse ano, além de celebrar a cultura popular e sua diversidade, enaltecer a importância dos mestres e a contribuição social em suas comunidades, também chamará a atenção da sociedade para uma triste realidade: o extermínio de jovens negros em Alagoas. 

Foram convidados para apresentar seus trabalhos: o grupo de capoeira inclusiva Ginga Terapia; a fanfarra da Escola Júlio Alto; o maculelê do Grupo Legião Brasileira; Civilização Negra (samba reggae); Baianá Flor de Lis; bumba meu boi Águia e Cão de Raça; Afoxé Ofá Omin; Mestre Jorge Calheiros, Dona Guilhermina, Zeza do Coco, Xexéu, Linete Matia, Sandro Santana e Fagner Dubown (coco alagoano); Negra Pyll, Frick Zn, Davi 2P e Magojow (Rap); Rogério Dias e Banda; Família Todos Um (rap); Afoxé Povo de Exu; o maracatu percussivo do Coletivo AfroCaeté, com a participação especial de Isabel Caetano e Nany Moreno (Afoxé Oju Omin Omorewá). 

Essa é uma iniciativa da Articulação da Cultura Popular e Afro-Alagoana, do Coletivo AfroCaeté, do CEPA Quilombo, do Quintal Cultural, da Escola de Samba Girassol, da Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul. Tem o apoio da Fundação Cultural Palmares (Alagoas) e da Keka Rabelo Assessoria de Comunicação. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 309ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/08 a 01/09/2014)/ COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Em marcha contra o genocídio

Reaja ou será morta ou morto! Essa é a campanha da II Marcha (Inter)Nacional contra o Genocídio do Povo Negro que acontecerá no dia 22 de agosto. 

A atividade tem como tema “A luta transnacional contra o racismo, a diáspora negra contra o genocídio”, e envolverá os estados de Alagoas, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Maranhão, Paraíba e o Distrito Federal; além de países como a África do Sul, Senegal, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França, Colômbia, Espanha e outros.

Em Alagoas, a mobilização foi articulada pelo Instituto Raízes de África, e a concentração está prevista para às 15h dessa sexta-feira, no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada (CEPA) localizado no bairro do Farol em Maceió. 

Estão sendo convocados estudantes, educadores, representantes comunitárias, pastorais sociais, lideranças de movimentos sociais, religiosos de matrizes africanas, capoeiristas, entidades negras e grupos afroculturais para caminharem juntos, denunciando a conjuntura de brutalidade e extermínio da juventude negra, e ainda, ampliar o debate sobre o racismo institucional e toda forma de opressão. 

Esse é o momento de solidarizar com a dor de tantas famílias, violentadas cotidianamente diante do abuso de poder e a falta de oportunidades. Também, de clamar por justiça social, em memória a tantas Cláudias e Amarildos, que são invisibilizados pelos veículos de comunicação e a sociedade. É hora de reagir! (Mais informações: 8827-3656 / raizesdeafrica@gmail.com).


Fonte: Coluna Axé – 308ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/08/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Espetáculo Afro

O Afoxé Oju Omin Omorewá – “Olhos d’água dos filhos da beleza” – completa nesse mês onze anos de atuação em Alagoas, e a comemoração será em grande estilo, com a apresentação do Espetáculo “Chão Batido – Terra de Negros e Mestiços” nessa quarta-feira (13.08) às 19h, no Teatro Deodoro em Maceió. O grupo encantará o público com seus batuques, danças, cânticos e a beleza do seu figurino. 

No palco será apresentada a história do povo brasileiro, da mitologia e cotidiano das religiões africanas; a mestiçagem do povo brasileiro, prestando uma homenagem aos ancestrais das religiões brasileiras, como caboclos, índios, pretos velhos; além de realçar a beleza e o respeito aos orixás. 

Dividido em três partes, também tem a riqueza literária de Castro Alves, através da interpretação de um trecho de “Navio Negreiro”, e ainda, a representação da Santeria Cubana, danças de tribos africanas e indígenas, toque do Ilê com jongo e o samba de roda. 

Para abrilhantar ainda mais a noite, terá as participações especiais do cantor Igbonan Rocha, Ana Fabíola (Grupo Voz Nagô – PE), Siry Brasil (coreógrafo do Grupo Muzenza) e Dayana Ribeiro (Deusa do Ébano do Ilê Ayê).

A apresentação integra a 15ª edição do projeto “Teatro É o Maior Barato 2014” organizado pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL). 

Os ingressos custam R$5 (meia) e R$10 (inteira), estão sendo vendidos por integrantes do grupo cultural e na bilheteria do teatro. Mais informações: 8821-5091 / 8826-2750. 


Fonte: Coluna Axé – 307ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/08/2014) / Cojira/AL – Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Capoeira em festa

O mês de agosto chegou e encontra-se com uma ampla programação para exaltar a capoeira – Patrimônio Cultural do Brasil – que mescla herança afrocultural, promoção à saúde e cidadania. No domingo (03.08) foi celebrado em Maceió, o Dia Municipal da Capoeira e do Capoeirista (lei 5.887/2009) de autoria da Vereadora Tereza Nelma, que foi implantada como forma de reconhecimento ao trabalho sociocultural desenvolvido pelos capoeiristas. 

Nos dias 08 e 09 de agosto, terá o 3º Encontro Liberdade Capoeira em Maceió com o tema “O saber ancestral – Ouvindo o mestre”, com palestras, vivências, oficinas, rodas de capoeira, batizado e troca de graduação.  O Grupo Muzenza realizará o VII Muzenzumbi nos dias 08 a 10, na Escola Estadual Miriam Marroquim e no seu Centro de Treinamento (ambos localizados no bairro do Jacintinho), com a execução do Papoeira sobre “Novas Perspectivas para Capoeira” e aulas práticas. 

A mulherada também terá um evento direcionado, com o 6º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (Enafec) promovido pelo Grupo Legião Brasileira de Capoeira, nos dias 16 e 17 no Sesc-Poço. Já o Grupo Tradição fará o 1º Tradição Camará, nos dias 23 e 24, com rodas e oficinas (confecção de berimbau; confecção de caxixi; maculelê; musicalidade, toques e cantos). E Grupo Lua de São Jorge fará o Dendê Cultural em parceria com a ONG Graciliano É uma graça, no período de 20 a 31, inclusive, com o lançamento do CD “São Bento” produzido por Mestre Ulisses e Professor Denis Angola. 

Outra ação que merece destaque, será a sessão especial no dia 18 de agosto, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, com o objetivo de discutir e implementar políticas públicas para o reconhecimento profissional e a valorização da capoeira como elemento de arte, cultura e promoção da saúde. A atividade contará com a participação da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (Feceal) e da Federação Alagoana de Capoeira (Falc), além de representantes da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac).

Enquanto isso, a luta pela valorização continua todos os dias, contribuindo para o pertencimento étnico e resgatando vidas. Axé! 


Fonte: Coluna Axé – 306ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/08/2014) / Cojira/AL – Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mulheres negras em destaque

Na última sexta-feira(25.07), foi celebrado o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana. Também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra instituído através da Lei nº 12.987/2014. 

E para marcar a data foram realizados vários eventos pelo país, buscando ampliar a discussão sobre a desigualdade de gênero e etnia que acometem as mulheres negras, principalmente no mercado de trabalho, além de combater o racismo e do machismo. Também teve a realização do lançamento nacional da Marcha das Mulheres Negras 2015 – contra o racismo e pelo Bem Viver, que está sendo organizada pela sociedade civil e discutida em várias cidades brasileiras. 

Em Alagoas, teve um seminário no auditório do Banco do Brasil, com a presença da palestrante Regina Nogueira (RS), ativista e médica em saúde mental. Já o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial-Conepir/AL realiza hoje (29.07) o seminário “Mulheres Negras: Realidade e Desafios”, a partir das 8h30, no auditório da Escola de Magistratura de Alagoas (Esmal) no bairro do Farol em Maceió.

Foram convidadas como palestrantes a professora Cida Batista de Oliveira, coordenadora do Núcleo Temático Mulher e Cidadania da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e integrante do Conselho Estadual  dos Direitos da Mulher  (Cedim); e Regina Trindade, socióloga e pesquisadora; Valdecir Pedreira do Nascimento, integrante do Odara - Instituto da Mulher Negra (Bahia) e do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial; Isabel Clavelin, jornalista da Assessoria de Comunicação da ONU Mulheres. 

E os temas a serem discutidos são: violência contra a mulher negra em Alagoas; racismo institucional; Mulheres negras e comunicação com foco na Década dos Afrodescendentes e Pequim +20; e a Marcha das Mulheres Negras 2015. A inscrição é gratuita e o evento é destinado para todos os públicos: donas de casas, estudantes, profissionais das diversas áreas, líderes comunitárias, representantes dos segmentos afros e de movimentos sociais. Participe! 


Fonte: Coluna Axé – 305ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/07 a 04/08/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 22 de julho de 2014

Enecom 2014

Pela terceira vez,o Estado de Alagoas sedia o Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social.

A 35º edição teve início no sábado (19.07) e segue até o dia 26 de julho de 2014, no Campus da Universidade Federal de Alagioas (Ufal) em Maceió, com o tema central: “Educação às avessas – Da formação que temos a comunicação que queremos”.

Trata-se de uma realização do Coletivo Alagoas da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) em parceria com o Diretório Acadêmico Freitas Neto (DAFN). 

A programação é formada por painéis; palestras; oficinas; vivências - visitas para conhecer comunidades e projetos sociais; grupos de discussão; apresentação de trabalhos acadêmicos; Cinecom (produção cinematográfica) e atrações culturais. 

E nessa sexta-feira (25.07) terá o Ato pela Democratização da Comunicação, com concentração prevista para às 14h, na Praça Centenário, no bairro do Farol em Maceió. Esse será o momento de diálogo com a sociedade sobre o modelo de comunicação imposto em nosso país, de reflexão sobre o monopólio da mídia, cujas concessões públicas dos veículos estão nas mãos dos políticos “donos da mídia” por vários anos e que ditam o conteúdo que a população deve ter, além de serem instrumentos estratégicos para propagar seus interesses políticos e comerciais. 

Os participantes do encontro oriundos de várias partes do Brasil, além de profissionais de comunicação e lideranças de movimentos sociais levantarão a bandeira “Comunicação é um direito, não um privilégio!”. Saiba mais no site: www.enecos.com.br/enecom2014

Festival
Um dos destaques do 35º Enecom, sem dúvidas, é o Festival Mundaú de Cultura Alagoana que foi amplamente divulgado na imprensa alagoana e conta com o apoio da Prefeitura de Maceió. Teve início no sábado e segue até a noite de 26 de julho, a partir das 22h, com uma programação repleta de qualidade e diversidade de ritmos, e ainda, valorização das manifestações folclóricas. E nessa quarta-feira (23.07) terá a noite Quebra de Xangô, em respeito aqueles que lutaram contra a intolerância religiosa e como reflexão ao massacre do fato histórico de 1912. A cultura afro estará representada com o projeto Inaê, o maracatu do Coletivo Afrocaeté e a jovem cantora Janaína Martins, que tem se destacado no cenário local com sua voz marcante. Prestigie!  (Foto: Larissa Fontes)



Fonte: Coluna Axé – 304ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/07/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato cojira.al@gmail.com

terça-feira, 15 de julho de 2014

Mulher Negra

O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha é celebrado no dia 25 de julho e foi criado no ano de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, na cidade de Santo Domingo, República Dominicana. 

Trata-se de um marco internacional na luta e resistência da mulher negra, onde busca refletir sobre a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, além de fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. 

Pensando nisso, o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir) realizará no dia 29 de julho, o Seminário “Mulheres Negras: Realidade e Desafios” das 8h30 às 14 horas, no auditório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento e da Assistência Social (Seades) localizado no bairro do Poço em Maceió. 

Foram convidadas como palestrantes: Valdecir Pedreira do Nascimento, integrante do Odara - Instituto da Mulher Negra (Bahia) e do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial; e a professora Cida Batista de Oliveira, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e integrante do Conselho Estadual  dos Direitos da Mulher  (Cedim). O encontro também dará visibilidade a articulação da Marcha das Mulheres Negras 2015, que está sendo organizada pela sociedade civil e discutida em várias cidades brasileiras. 

Essa é uma grande oportunidade para refletir sobre a realidade que a mulher negra vive no Brasil e discutir sobre os avanços das políticas públicas.


Coluna Axé – 303ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/07/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) / 
Fonte: Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 8 de julho de 2014

Copa e racismo

No próximo domingo (13.07) terá a grande final da Copa do Mundo de futebol, que tem sido considerada pela imprensa estrangeira como a “copa das copas”. A todo tempo, é vendida a imagem de harmonia entre as torcidas, dentro dos estádios, nos bares, nos transportes públicos, além da divulgação dos exemplos de solidariedade de cidadãos honestos que devolvem ingressos e objetos perdidos. 

No entanto, o desrespeito é visível e pouco criticado, quando palavrões e insultos são entoados para a presidente do país que sedia a competição, ou quando, esses mesmos anfitriões vaiam o hino do país adversário. Bom, alguns diriam que isso é liberdade de expressão e é extremamente normal. E quando o assunto é preconceito, são várias as formas de expressão e que não recebem qualquer tipo de punição, apesar da ampla campanha #copasemracismo. 

As postagens racistas, de xenofobia e até mesmo de incentivo à pedofilia, tem sido encaradas como práticas comuns, não só direcionadas às equipes e jogadores, e sim, atingindo diretamente suas famílias e culturas. As pessoas estão passando do limite, se fortalecem em frente às telas dos equipamentos eletrônicos, para disseminar o ódio.

Enquanto isso, a Fifa tenta ao longo dos anos investir em ações que promovam o combate do racismo e outras formas de intolerância, inclusive, incentivou que os jogadores e torcedores fizessem algumas selfies nas redes sociais postando a frase #DigaNãoAoRacismo. 

A partir dos jogos pelas quartas de final na Copa do Mundo, os capitães das seleções leram no idioma oficial do país a mensagem: "Rejeitamos qualquer tipo de discriminação de raça, orientação sexual, origem ou religião. Através do poder do futebol, podemos ajudar e livrar o nosso esporte e a nossa sociedade do racismo. Assumimos o compromisso de perseguir esse objetivo e contamos com você para nos ajudar nesta luta". E após a execução dos hinos, todos os jogadores titulares e o trio de arbitragem posam para os cinegrafistas e fotógrafos segurando uma faixa com a frase: "Say no to racism" (Diga não ao racismo). 

Toda iniciativa que busque promover a paz e o respeito são bem vindas, porém, as mudanças de atitudes precisam ser mais evidentes e constantes. Caso contrário, seguiremos para o mundo da barbárie. 



Fonte: Coluna Axé - 302ª edição - Jornal Tribuna Independente (08 a 14/07/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de junho de 2014

Debate no COS/UFAL

Estarei lá! Para relembrar os bons momentos no Curso de Comunicação Social na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), além de trocar conhecimentos e vivências.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Petrolina/Juazeiro

E lá vamos nós ... em busca de novas aventuras, paisagens e sonhos. 

Eu e minha amiga-irmã Edi fizemos concurso público para o Instituto Federal do Sertão Pernambuco, em nossas áreas de formação. 

Agora, é só conferir o gabarito ... mas, independente de qualquer resultado, foi muito bom conhecer essas cidades organizadas e aconchegantes. 

Nosso nordeste é lindo e salve o Rio São Francisco!!!









  







 








terça-feira, 17 de junho de 2014

Festejos juninos

O melhor período do ano para o povo nordestino é o mês de junho, onde a efervescência da nossa cultura encontra-se em todo lugar: na música, nas danças, quitutes e alegria. 

A Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), organizou uma grande festa com o tema “São João em Maceió é festa, futebol e forró”, com uma programação bem diversificada, que valoriza principalmente os artistas locais e encolve cerca de 50 trios de forró. 

Amanhã (18.06) terá o Trem do Forró para Fernão Velho saindo da estação de trem. Também estão previstas apresentações nos mercados públicos, no Caminhão do Forró e 52 arraiais espalhados por 32 bairros de Maceió. Também terá a 7ª edição do Festival de Coco de Roda Alagoano, promovida pela Liga dos Grupos de Coco de Roda Alagoano, que reunirá 14 grupos de coco de roda no período de 19 a 24 de junho. 

E para quem busca programações alternativas, a sugestão é curtir o Forrock nos dias 20 a 22 de junho, no Posto 7 na praia de Jatiúca, destaque especial para a Banda de reggae Vibrações que se apresenta no domingo. E nesse fim de semana, no Arraial Central no Estacionamento do Jaraguá, as atrações de fora são: a cantora e sanfoneira Lucy Alves, da Paraíba, e Cezzinha. 

Confira a programação completa no site: http://maceio.al.gov.br/saojoao/



Fonte: Coluna Axé – 301ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/06/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 14 de junho de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

Vai Ter Copa

A “copa das copas” inicia nessa semana, com a presença de 32 equipes divididas em oito grupos.

A expectativa é grande quanto às partidas do esporte mais adorado do Brasil, e principalmente, em relação às manifestações nos arredores dos estádios. Porém, paralelamente ao clima de tensão, é possível ver bandeirinhas do nosso país tremulando nos veículos e nas sacadas de prédios, além de ruas inteiras decoradas nas cores verde, amarela e azul. Também é grande o rebuliço da imprensa nas cidades-sede e cidades vizinhas em busca de fatos pitorescos.

E amanhã (11.06), chegará ao Aeroporto Zumbi dos Palmares a seleção de Gana, que escolheu a capital alagoana como sede de treinamento durante o mundial. O Comitê Gestor do Projeto Alagoas Centro de Treinamento de Seleções (Comcopa) programou uma recepção especial, que foi debatida com vários representantes de órgãos municipais. A comitiva ganesa contará com 90 pessoas e serão recepcionados com placas de boas vindas e uma banda de pífano; e no hotel, terá um trio de forró e a presença de estudantes universitários africanos que vivem em Alagoas.

No dia 13, às 10h no Estádio Rei Pelé, terá um treino aberto e a Fifa garantirá 10 mil ingressos, que serão distribuídos principalmente em escolas públicas e privadas. Já a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014 acontecerá nessa quinta-feira (12.06) no Itaquerão, em São Paulo. Em seguida, às 17h, Brasil e Croácia entram em campo para o primeiro jogo do Mundial.

Esperamos que essa Copa não seja um festival de racismo e truculência, e que os protestos transcendam as ruas e cheguem às urnas.


Fonte: Coluna Axé - Edição 300 – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/06/14) – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira/AL)
Editora: Helciane Angélica – Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 7 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Diálogos sobre mídia e racismo

Com representantes de todo Brasil, foi realizado nos dias 29 e 30 de maio, no Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília, o Seminário “Diálogos: Democracia e comunicação sem racismo, por um Brasil afirmativo”, promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

O encontro discutiu o quadro atual da comunicação social no Brasil, no que diz respeito à diversidade e ao combate ao racismo, bem como medidas que contribuam para que o País alcance uma comunicação mais plural e democrática, por meio do fortalecimento das mídias negras.

Participaram da mesa de abertura, a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial(Seppir); Valdice Gomes, representando a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), órgão consultor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); Rosane Borges, do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR); e Hilton Cobra, presidente da Fundação Cultural Palmares.

A ministra Luíza Bairros considerou o evento um momento importante para se colocar no debate que a comunicação talvez seja, dentre as variáveis que precisam ser trabalhadas no combate ao racismo, a mais difícil de ser acessada. “A comunicação hegemônica tem um peso tão grande nesse momento, que acaba se tornando o setor ou área que teria o papel mais fundamental para poder fazer com que essas mudanças na sociedade pudessem ser vistas, para que a população negra pudesse aparecer como uma marca fundamental das mudanças que o Brasil tem sofrido nos últimos anos”.

Outro ponto de destaque nas discussões foi sobre o histórico da imprensa negra no Brasil, a partir da palestra de Ana Flávia Magalhães – pesquisadora, doutoranda da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – onde ressaltou que a comunicação negra vai além do jornalismo, da imprensa escrita e inclui uma rede ampla de profissionais que produzem conteúdos de interesse da população afro-brasileira. “Houve tentativas de silenciamento, mas desde o século 19, em termos de imprensa, os negros nunca se calaram e pautaram de forma diversa e incisiva a questão do racismo”, disse. 

Os periódicos negros, a exemplo de “O Mulato” (RJ), “Homem de Cor” (RJ), “O Homem” (PE) e “A Pátria” (SP), foram exemplos de esforço coletivo para a produção de conhecimento no combate do racismo e no fortalecimento das comunidades negras. Essa memória precisa ser resgatada e ter maior investimento público para a permanência dos meios de comunicação atuais da imprensa negra e que contribuem para o respeito da diversidade étnicorracial, cultural, de gênero e credo. Axé!


Coluna Axé – 299ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/06/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com