terça-feira, 5 de abril de 2016

Juventude e protagonismo

O encerramento do Seminário de avaliação dos 13 anos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), realizado no período de 29 a 31 de março, em Brasília, com a presença de várias lideranças do Movimento Negro Nacional, além de integrantes do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), e de ex-ministros da Seppir, foi marcado com o lançamento de ações que beneficiam a juventude brasileira, especialmente, aos jovens negros e negras.

O primeiro ato foi a assinatura de um contrato pela ministra Nilma Lino Gomes, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, para operacionalização do “Identidade Jovem” ou “ID Jovem” como está sendo chamado. Trata-se de um documento que vai garantir gratuidade no transporte público interestadual e de meia-entrada nos eventos artístico-culturais e esportivos a cerca de 18 milhões de jovens brasileiros.

Na ocasião, também foi lançado o Edital do Prêmio Antonieta de Barros, no valor de R$ 1 milhão, voltado para projetos de comunicação de jovens negros e negras. Segundo a ministra Nilma Lino, o ID Jovem vai atender aos jovens negros, brancos, indígenas, do campo, quilombolas, homens, mulheres, população LGBT, das águas e das marés, urbanos, estudantes ou não. Nilma Lino ressaltou ainda, que a juventude é a protagonista das conquistas.

Com relação ao edital, a ministra destacou que o prêmio faz referência a um grande nome do ativismo negro brasileiro. Antonieta de Barros foi uma mulher negra, parlamentar, na época em que poucas mulheres conseguiam ser deputadas e, sobretudo, no sul do país. “A escolha contém toda uma simbologia”, declarou Nilma. O Edital do “Prêmio Antonieta de Barros – Jovens Comunicadores Negros e Negras” vai contemplar 50 ações de comunicação realizadas por jovens negros e negras.

O objetivo é estimular o protagonismo juvenil, promover a imagem positiva de jovens negros e negras, divulgar ações de comunicação já realizadas ou em realização que estimulem a igualdade racial, além de mobilizar, articular e fortalecer o movimento jovem negro envolvido com a igualdade racial e o combate ao racismo. As duas iniciativas do governo federal foram muito bem recebidas pelas lideranças do movimento negro e de juventude presentes na solenidade, especialmente, pelo secretário nacional de juventude, Jefferson Lima e por Daniel Souza, presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).

Essa é mais uma oportunidade para estimular o trabalho das instituições afros e grupos da juventude negra que prezam pelo desenvolvimento sociocultural e combate da criminalização. Precisamos de uma juventude viva, ativa e transformadora! Axé!

Fonte: Coluna Axé – 385ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de março de 2016

A violência perpetua...

No dia 22 de março, foi apresentado no Rio de Janeiro o Atlas da Violência 2016, uma iniciativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados foram analisados e explicados por Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto, onde concluíram que, além de uma tragédia social, os dados são uma tragédia econômica, em razão dos impactos causados no setor público, nas empresas e nas famílias.

De acordo com o site oficial do IPEA, o estudo analisou o perfil das vítimas de violência no Brasil com informações específicas por região, UFs, microrregiões, gênero e idade; além da evolução dos homicídios em decorrência de armas de fogo, por violência policial. 

O Brasil apresenta uma das 12 maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes, em comparação com uma lista de 154 países; sendo o Nordeste e Sul, as regiões que enfrentam maior crescimento na taxa de homicídios. Em 2014, foi atingido o recorde com 59.627 mortes e a quantidade de homicídios registrados no Brasil, que coloca o país no topo do ranking em números absolutos de mortes dessa natureza. Outro aspecto abordado na Nota Técnica foi a violência contra a mulher: entre 2004 e 2014, a taxa de homicídios desse tipo registrou aumento de 11,6% e em 2014, o número absoluto chegou a quase 5 mil mortes. 

Ao analisar a população afrodescendente, o estudo mostra que aos 21 anos de idade, quando há o pico das chances de uma pessoa sofrer homicídio no Brasil, pretos e pardos possuem 147% a mais de chances de serem vitimados por homicídios, em relação a indivíduos brancos, orientais e indígenas (não negros). Entre 2004 e 2014, a taxa de homicídio de afrodescendentes subiu 18,2%, enquanto a de não-negros caiu 14,6%. E o Estado de Alagoas teve a maior taxa de homicídios de homens jovens em 2014 (270,3); para cada não negro que sofreu homicídio em Alagoas, em média 10,6 negros eram assassinados.

No entanto, esses dados não causam surpresa... não basta ter o registro das estatísticas, é preciso maior engajamento para elucidar os crimes e maior investimento de políticas públicas que possam prevenir a adesão de crianças e adolescentes na criminalidade. Infelizmente, estamos caminhando para uma geração destruída e um futuro perdido! (Com informações do portal: http://www.ipea.gov.br)


Fonte: Coluna Axé – 384ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/03 a 04/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 22 de março de 2016

IBP – 46 anos de história!

A Igreja Batista do Pinheiro (IBP) completou ontem(21.03), 46 anos de fundação e organização em Maceió. Tem como missão "Formar discípulos de Jesus Cristo, exercitar a comunhão e a justiça social”; e a visão institucional “Ser uma igreja missionária, distribuída em pequenos grupos, trabalhando de acordo com os seus dons, ajudando-os mutuamente e a comunidade em que está inserida, através da ação social”.

Para celebrar a data, terá uma ampla programação até o dia 27 de março com: cultos, meditações sobre a Páscoa e a Paixão de Cristo; no sábado às 8h30, terá o Café Teológico com David Mesquiati – Pastor pentecostal (Assembleia de Deus), Doutor em Teologia (PUC-RJ) e Presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL Brasil).

A IBP ao longo da sua trajetória tornou-se uma referência no Estado de Alagoas devido ao diálogo interreligioso com outras instituições de fé, discussão sobre gênero e etnia na Bíblia, interlocução com os movimentos sociais e a luta contra as diversas formas de desigualdades.

Porém, o momento também é de reflexão e combate aos preconceitos, após um importante ato revolucionário ocorrido no dia 28 de fevereiro. Após uma década de debates internos, os membros associados às IBP participaram de uma Assembleia para encaminhar sobre a participação dos membros homossexuais nas ações da igreja, e ocorreu a aprovação da realização do batismo dessas pessoas. A partir daí, a igreja recebeu uma enxurrada de ataques preconceituosos e homofóbicos nas redes sociais, inclusive com tom de ameaças, que foram direcionados aos pastores Wellington Santos e Odja Barros e suas filhas.

O caso teve repercussão nacional e várias instituições encaminharam notas e moções de solidariedade à IBP, destacam-se: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Partido Comunista Brasileiro (PCB/AL) e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs); além da Koinonia Presença Ecumênica e Serviço do Rio de Janeiro, grupo Vozes Maria de Pernambuco e a Aliança de Batistas do Brasil.

Desejamos vida longa e muita força a essa comunidade de fé, que prega na prática o respeito e o amor ao próximo. Graça e paz!


Coluna Axé – 383ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 20 de março de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (19 e 20.03.16)



Alguém disse que a paz está longe demais.
Anda pelas montanhas, no campo ou nas ilhas.
Onde não há folhinha, prá marcar os dias.
E o tempo parece ter estacionado num tempo tão puro.
É provável que lá realmente haja paz.
 Mas é a paz do silêncio, da brisa e da calma...
Mas eu falo da paz que refresca a alma.
E que mesmo lá dentro da selva de pedra me traz tanta calma!
Essa paz eu encontro.
Se fecho os meus olhos e oro assim.
E Jesus vem chegando.

E eu vou mergulhando numa paz sem fim.

terça-feira, 15 de março de 2016

Retrocesso?!

No próximo mês (24 a 29 de abril), a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos realizará no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, as etapas das Conferências Conjuntas de Direitos Humanos, seguindo os princípios da transversalidade, interdependência e indivisibilidade dos direitos humanos. Esse será o momento de rever as políticas públicas e mapear as propostas da sociedade civil. E um fato que terá repercussão nos debates, é o raio X da situação da população afro brasileira apresentado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Conselho de Direitos Humanos.

A relatora sobre Direito de Minorias da ONU, Rita Izak, participou de uma missão no Brasil em setembro do ano passado e suas análises apontam a perpetuação da democracia racial que contribuem para o fortalecimento do racismo. "Esse mito contribuiu para o falso argumento de que a marginalização dos afro brasileiros se dá por conta de classe social e da riqueza, e não por fatores raciais e discriminação institucional", constatou a relatora. 

A ONU afirma que apesar dos 20 anos de iniciativas para reduzir a disparidade vivida pelos negros na sociedade brasileira observa-se que houve "um fracasso em lidar com a discriminação enraizada, exclusão e pobreza enfrentadas por essas comunidades" e denuncia a "criminalização" da população negra no Brasil."

O documento destaca que "lamentavelmente, a pobreza no Brasil continua tendo uma cor." Das 16,2 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza no País, 70,8% deles são afro-brasileiros. Os salários médios dos negros no Brasil são 2,4 vezes mais baixos que o dos brancos e 80% dos analfabetos brasileiros são negros. Estima-se que 75% da população carcerária no Brasil seja de afro brasileiros. No Judiciário, apenas 15,7% dos juízes são negros e não existe nenhum atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF). Em relação aos níveis estarrecedores da violência, dos 56 mil homicídios no Brasil por ano, 30 mil envolveram pessoas de 15 a 29 anos, onde 77% eram garotos negros; e em 2013, 66% a mais de mulheres afro-brasileiras foram mortas, na comparação às mulheres brancas.

Infelizmente, os dados não surpreendem mais os pretos e pardos, que corresponde a 50,7% da população brasileira, de acordo com o Censo do IBGE de 2010. Porém, é preciso que as ações afirmativas sejam uma Política de Estado efetiva em todo território nacional para que tenhamos mudanças eficazes, afinal, estamos na Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024) com o tema “Povos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento.” O objetivo é reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade. Acesse o site http://decada-afro-onu.org para mais informações.


Fonte: Coluna Axé – 382ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 8 de março de 2016

Mulher e luta

No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Porém, o Movimento Nacional de Mulheres realiza durante todo o mês, em diversos locais, uma ampla programação sociopolítica: palestras, ciclo de debates, exibição de filmes e manifestações. 

Em Alagoas, a representação da Marcha Mundial das Mulheres convoca toda sociedade para participar hoje de um ato público “Mulheres em luta contra a violência, pela igualdade, liberdade e autonomia”, cuja concentração será às 8h na Praça Centenário em Maceió. No local, terá café da manhã para as mulheres, atividades culturais e caminhada até o Palácio do Governo República dos Palmares.

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por meio da Gerência de Qualidade de Vida no Trabalho (GQVT), da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (Progep), também realiza hoje no auditório Nabuco Lopes (prédio da Reitoria em Maceió) o seminário com o tema central “Mulheres, Universidade e Diversidade: Violência Contra as Mulheres em Alagoas”. Serão discutidos os temas: “Mulheres e Cultura: Violência em Foco” sobre mulheres quilombolas, negras, a interculturalidade e a violência da mulher indígena; e “A Diversidade Nossa de Cada Dia” sobre mulher e saúde, maternidade em situação prisional, mulheres transexuais e deficientes. Amanhã (9), das 9h e às 14h, terá roda de conversa sobre Violência Obstétrica no Hospital Universitário (HU - 6º andar). E no dia 10, performance especial sobre Violência contra a Mulher no Restaurante Universitário (RU) no Campus A.C. Simões. 

Também no dia 09 de março, às 8h30, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), terá o seminário sobre “Empoderamento feminino através da cultura como geração de renda”, que é uma organização do Governo de Alagoas por meio da Secretaria de Estado de Cultura. 

Já o Sesc Alagoas promoverá várias ações em parceria com a Secretaria Estadual da Mulher e Direitos Humanos e as Secretárias Municipais de Saúde dos municípios de Maceió e Arapiraca. Serão ofertados testes de glicemia, aferição de peso, altura e pressão, serviços de beleza nas Unidades Sesc; orientações coletivas no Shopping Pátio Maceió; palestra sobre Saúde da Mulher com Idosas do TSI; Sessão Pipoca - Exibição de vídeos sobre temas relacionados à Mulher e atividades educativas para as funcionárias do Sesc; e no dia 28, seminário sobre Saúde, violência e protagonismo da mulher. 

Atividades alusivas à data não faltam, porém, não se trata de festa e sim momento de reflexão sobre as conquistas e desigualdades enfrentadas pelas mulheres independente de classe social, raça, crença e local onde mora. Não queremos só flores e bombons... e sim, respeito todo dia!


Mulher e publicidade
Em recente pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), intitulada “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras”, foi verificada que 64,8% das brasileiras entrevistadas admitem que já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais, ao acompanhar posts, dicas e comentários. Para 58,5% das entrevistadas, as propagandas não refletem suas atitudes e quem elas são; e as principais justificativas são: que elas são muito diferentes fisicamente das mulheres reais (59,6%); que elas se sentem incomodadas pela propaganda que as apresenta como objetos sexuais (32,1%); e que as mulheres são sempre mostradas como sendo felizes em famílias perfeitas, e isto não reflete a vida real (29,5%). E como gostariam de ser retratadas: mulheres guerreiras (49,2%); reais e sem o padrão de beleza inatingível dos filmes e da TV (46,6%); dinâmicas (33,0%); e independentes (32,7%). A amostra abrange 810 mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.


Coluna Axé – 381ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 1 de março de 2016

Quizumba

O Coletivo Quizumba fundado em 2008, é um grupo teatral oriundo do Estado de São Paulo, que encontra-se em turnê com o espetáculo Quizumba. Estreado em maio de 2011 no Quilombo Cafundó, em Salto de Pirapora (SP), passou por diversas cidades do interior de São Paulo e Goiana (GO); e ainda, participou do Festival Internacional de Teatro “A cena tá preta” no Teatro Vila Velha em Salvador (BA).

Em 2014, o grupo foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz e recebe o apoio do Ministério da Cultura. A segunda temporada iniciou em fevereiro, passou pelas cidades pernambucanas do Recife e Palmares, e agora, chega ao Estado de Alagoas. Com direção de Camila Andrade e dramaturgia de Tadeu Renato, conta com a produção Nordeste da Decanter Articulações Culturais, em parceria com as produtoras Diana Ramos, Iara Campos e Daniela Beny.

A história é inspirada no andamento de uma roda de capoeira, o espetáculo é um misto de jogo, canto, dança e teatro. No centro da roda dois meninos que estão (re)descobrindo o mundo. Mestre Benedito é quem rege esta brincadeira, utilizando-se de elementos plásticos e musicais. Dando cor e vida aos personagens, o mestre viaja no tempo narrando a história do menino Francisco, o Zumbi dos Palmares, para ensinar seu discípulo Pastinha como equilibrar covardia e valentia e enfrentar os desafios da vida.

O projeto Quizumba na Raiz contemplará os municípios alagoanos de União dos Palmares e Maceió, com a circulação do espetáculo, a realização de oficinas de compartilhamento do processo de criação e rodas de conversas com a equipe de criação. Nessa sexta-feira (04) às 16h, terá a apresentação na comunidade remanescente de quilombo Muquém - Zona Rural de União dos Palmares; no dia seguinte, das 9h30 às 11h30, terá a oficina no mesmo local. No dia 06 de março, às 16h, espetáculo no Centro Cultural Patacuri - Terreiro Aldeia dos Orixás (situado em frente à Praça Guedes de Miranda, Ponta Grossa). E no dia 07 de março, no Espaço Cultural da UFAL (Praça Sinimbu, Centro) terá a oficina das 9h30 às 11h30 e o espetáculo às 18h.

As atividades são gratuitas! Para participar da oficina é preciso se inscrever pelo email quizumbadialogospublicos@gmail.com; e para assistir ao espetáculo, deve-se chegar uma hora antes e retirar o ingresso no local. Acompanhe o grupo na rede social facebook.com/ColetivoQuizumba e pelo blog coletivoquizumba.blogspot.com.

Essa é uma ótima oportunidade de entretenimento, que valoriza o pertencimento étnico racial e promove a partilha de conhecimentos artísticos. Esperamos que outros espetáculos afros sejam produzidos e recebam o apoio necessário para divulgarem a cultura e história afrobrasileira! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 380ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/03/16) / COJIRAL-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Literatura afro

A leitura é essencial para o aprofundamento de conhecimentos, conhecer lugares, desvendar culturas, viajar nas ideias e crescer em todos os sentidos. Todo conteúdo é importante e pode ser executado em qualquer lugar, e principalmente em dias frios como diria o Mestre Djavan.

Em relação à literatura sobre as questões étnico raciais, as publicações nas mais diversas áreas e pesquisas acadêmicas encontram-se em fase de expansão e tem conquistado espaço na rede mundial de computadores. Professores, estudantes e pesquisadores interessados na história e cultura africanas já podem acessar a biblioteca digital da Universidade de Aveiro (Portugal), que possui mais de 2500 obras digitalizadas de Angola, Cabo Verde, Goa, Guiné, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor. 

O projeto "Memória de África e do Oriente" foi idealizado em setembro de 1996, refere-se à história dos países de Língua Portuguesa, durante a administração colonial; sendo executado pela Universidade de Aveiro e pelo Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento (CESA). São livremente disponibilizados no site http://memoria-africa.ua.pt/: livros da escola primária do tempo colonial, relatórios, fotografias e documentos oficiais.

No Brasil, a Adital Jovem (Notícias da América Latina e Caribe) realizou um levantamento das principais obras dos autores e autoras considerados(as) como referências na literatura afrobrasileira. Destacam-se: Domingos Caldas Barbosa (1738-1800), Manuel Inácio da Silva Alvarenga (1749-1814), Antônio Gonçalves Dias (1823-1864), Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), José do Patrocínio (1853-1905), João da Cruz e Souza (1861-1898), Afonso Henriques de Lima Barreto (1891-1922), Lino Guedes (1906-1951), Solano Trindade (1908-1974), Maria Firmina dos Reis (1825-1917) e Carolina Maria de Jesus (1914-1977).

Já no site da Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) - http://www.abpn.org.br/novo/ - é possível encontrar a revista eletrônica institucional, artigos acadêmicos e publicações relevantes sobre questões étnicas da atualidade, a exemplo, da Coleção "Negras e Negros: Pesquisas e Debates" sobre: Mídia e Racismo; Saúde da População Negra; Questões urbanas e racismo. Outro mecanismo importante é a Editora Selo Negro, especializada nas questões afros e possui publicações sobre temas em diversas áreas. Também existe o Dicionário Escola Afro-Brasileiro escrito por Nei Lopes em 2006, que é recomendado para quem quer ler sobre escravidão, racismo e personalidades negras de destaque.

Na área infanto juvenil é possível encontrar vários livros e contos africanos, inclusive com download gratuito, que estimulam a criatividade, reflexão e pertencimento étnico. Agora, não existe mais desculpas para fortalecer o saber e a implementação da Lei 10.639/2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira".

Sigamos em frente, informação é tudo! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 379ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/02/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Travessia na Barra de São Miguel

Começou o Circuito Alagoano de Natação em Águas Abertas 2016!

Nesse domingo(21.02.16), a Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) promoveu a TRAVESSIA Barra de São Miguel, no litoral sul de Alagoas. A maré ainda estava enchendo, ficamos pertinho das pedras, a água limpinha e convidativa.

Essa foi a minha sexta travessia representando a Academia Nadart Fênix, fiz 1200m em 24'53", cheguei em 19º lugar no feminino geral e fiquei em terceiro na categoria Sênior B.

Sem dúvidas... foi mais um dia de relaxamento, alegria e superação!

 





terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O racismo carnavalesco

O Carnaval 2016, foi marcado por polêmicas e visibilidade do racismo na mídia. Todos os anos, pessoas anônimas buscam se divertir e chamar a atenção com suas fantasias ousadas, criativas.

O caso que chamou atenção no País, foi a foto de uma família de Belo Horizonte (MG), cujo casal de jovens aparecem com vestimentas dos personagens da Disney, Aladdin e Jasmine, e o seu filho nos ombros vestido de Abdu, o macaco de estimação. O que era apenas uma “brincadeira” na folia contribuiu para a reflexão sobre os estereótipos e a denúncia por racismo e injúria racial.

Outro caso que merece destaque, mas com enfoque sociopolítico, foi a jovem negra e blogueira Luanna Teofillo que se fantasiou de “paneleira Lolô”. A foto e o artigo “Existe whiteface?” recebeu centenas de curtidas e compartilhamentos por manifestar crítica social, e foi reproduzido na Revista Fórum e no site geledes.org.br. Sobre a personagem, escreveu: “Os detalhes da sua caracterização contam mais a sua história: a bolsa Channel para lembrar os dias em Paris (lugar muito superior a São Paulo), a camiseta vintage da seleção herdada do avô militar e a panela na mão como símbolo de sua indignação. Lolo está indignada com tudo o que esta aí, mas não sabe exatamente o que é esse tudo. Ela bate panela na janela para mudar nosso país. Lolo não é racista, mas acha que lugar de moreninho não é na universidade ao seu lado, pois cada um deve ficar no seu devido lugar. As flores no cabelo mostram um certo clima hippie chic, afinal ela quer paz e amor com o apoio do aparelho policial do Estado para defender seu patrimônio e os seus(...)”.

Enquanto isso nas escolas de samba, tanto no Grupo Especial, como nas séries A e B do Rio de Janeiro e São Paulo, surpreendeu a exaltação às religiões de matrizes africana e a representação dos orixás, surpreendeu a retratação do Exu em uma comissão de frente; a história de São Jorge – O Guerreiro na fé; e a vitória da Estação Primeira Mangueira com o samba enredo “Maria Bethânia: a Menina dos Olhos de Oyá”. Beleza e criatividade a parte, as críticas não faltaram.

Porém, após a maior festa popular do Brasil é importante lembrar que racismo não é piada, imaginação de gente complexada, síndrome de inferioridade e perseguição. A injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la. De acordo com o dispositivo, injuriar seria ofender a dignidade ou o decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

Já o crime de racismo, previsto na Lei nº7.716/1989, implica conduta discriminatória dirigida a determinado grupo ou coletividade e, geralmente, refere-se a crimes mais amplos, como por exemplo: recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e elevadores ou às escadas de acesso, negar ou obstar emprego em empresa privada, entre outros.

O carnaval passou, o ano começou, e a luta por respeito continua. Vamos em frente!


Fonte: Coluna Axé – 378ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/02/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Trilha sonora - fim de semana (06 e 07.02.16)

A família se despediu nesse sábado(06.02) da vó Nina... a baixinha descansou e foi ao encontro da força divina. Agora, só nos resta a saudade!

 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

4º Xangô Rezado Alto

O dia 02 de fevereiro em Alagoas, é dedicado à reflexão e combate da intolerância religiosa.

Há quatro anos foi criado o projeto “Xangô Rezado Alto”, idealizado pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), cuja coordenação foi repassada para a Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), em parceria com a Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais de Terreiro.

A atividade faz alusão aos 104 anos do Quebra de Xangô: episódio histórico e violento ocorido em 1912 contra religiosos de matrizes africanas, que tiveram seus terreiros invadidos e destruídos por uma milícia armada denominada Liga dos Republicanos Combatentes, além de perseguições e mortes.

Para chamar a atenção da sociedade, hoje(02.02) terá cortejo e a mostra cultural afro-alagoana a partir das 16hs na Praça Floriano Peixoto (também conhecida como Praça dos Martírios) no centro de Maceió. Sobem ao palco, a Orquestra de Tambores, Banda Afro Zumbi, Grupo Iyá Capoeira, Banda Afro Afoxé, Coletivo Afrocaeté e Afoxé Odô Iyá. Estarão presentes ialorixás, babalorixás, representantes das casas de axé de vários municípios, artistas, lideranças de grupos do Movimento Social Negro, pesquisadores e estudantes.

Esse é mais um importante momento para combater preconceitos e a intolerância religiosa; alertar sobre as formas de opressão e violência que são praticados até hoje contra religiosos de matrizes africanas; e reivindicar o compromisso para as causas da população afrodescendente.


Fonte: Coluna Axé – 377ª edição – Jornal Tribuna Independente (02 a 08/02/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Cotas raciais em concurso público

A Lei nº 12.990 promulgada em 9 de junho de 2014, pela Presidente Dilma Rousseff, reserva 20% das vagas oferecidas às pessoas presas e pardas (negros/as) autodeclaradas no ato da inscrição nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União.

Porém, de acordo com o inciso 3º do artigo 3º, “na hipótese de não haver número de candidatos negros aprovados suficiente para ocupar as vagas reservadas, as vagas remanescentes serão revertidas para a ampla concorrência e serão preenchidas pelos demais candidatos aprovados, observada a ordem de classificação”.

Apesar dessa política pública ter validade de dez anos, e ser inspirada nas cotas implantadas em Universidades que proporcionam a oportunidade de acesso, as cotas raciais em concursos públicos também são alvo de críticas e polêmicas. Cabe ao Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos – órgão responsável pela política de promoção da igualdade étnica – conforme as diretrizes do Estatuto da Igualdade Racial (§ 1o do art. 49 da Lei no 12.288/2010), acompanhar e executar a avaliação anual sobre a regulamentação.

Para esse ano, estão previstas no primeiro semestre vagas aos candidatos negros e negras nos concursos públicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também, é possível a adoção do sistema de cotas em concursos de âmbito estadual, um grande exemplo nacional é o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que implantou pela primeira vez e já recebeu 448 inscrições de juízes negros(as).

As cotas raciais e sociais são ações afirmativas, que resultam da luta do Movimento Social Negro, que visam a transformação do país, a busca por igualdade e o combate do racismo nos espaços de poder e formação. É preciso investir na educação de qualidade para todos, independente de classe social e região, só assim não precisaríamos de paliativos, para obtermos profissionais negros capacitados em todos os setores. Enquanto isso, o remendo por justiça social continua...


Fonte: Coluna Axé – 376ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/01 a 01/02/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Fórum Social Mundial 2016

Há quinze anos, foi criado o Fórum Social Mundial com objetivo de congregar pesquisadores e ativistas de vários continentes, com o objetivo elaborar alternativas para uma transformação social global. Surgiu como um contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), e tem como slogan oficial “Um outro mundo é possível”.

O FSM foi realizado por várias vezes no Rio Grande do Sul, também, já ocorreu no Estado do Pará. De forma descentralizada aconteceu na Índia, Quênia, Venezuela, Senegal e Tunísia.

De 19 a 23 de janeiro, a cidade de Porto Alegre (RS) receberá novamente o evento, com o tema: “Balanço, Desafios e Perspectivas na luta por outro mundo possível”. A tradicional marcha de abertura refletirá sobre o tema: “Paz, Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”.

A programação também será composta pelo: 2° Seminário de Proteção e Defesa Civil; Ato pela paz e a intolerância religiosa; atividades autogestionadas, oficinas, mesas de convergência e apresentações culturais. 

Em relação às questões étnicorraciais, destacam-se as rodas de conversa: Racismo e Sofrimento Psíquico; Racismo estrutural e periferia; O que o racismo fez com você: Diálogo entre mulheres negras; Diálogos sobre a juventude negra; O genocídio da população negra no Brasil; Lei de cotas no Brasil: comemorar a conquista e enxergar os desafios atuais; Rede Quilombola; Roda de Diálogo: Povos e Comunidades Tradicionais; Direitos Humanos e mídias sociais; Capoeira: Contribuições para uma educação ético-estética; dentre outros.

Esse é um importante mecanismo de integração sociopolítico entre movimentos sociais e povos tradicionais, que tem se fortalecido a cada ano, com a troca de experiências e divulgação de políticas públicas. Saiba mais: http://forumsocialportoalegre.org.br/tag/fsm-2016/


Fonte: Coluna Axé – 375ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/01/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Cerimônia afro religiosa

No domingo(10), em Maceió, ocorreu a cerimônia de purificação e respeito aos ancestrais africanos: a Lavagem do Bomfim, que acontece sempre no segundo domingo de janeiro, após o Dia de Reis. 

Faz alusão à Oxalá que é o orixá associado à criação do mundo e da espécie humana; é alheio a toda a violência, disputas, brigas, gosta de ordem, da limpeza, da pureza; a sua cor é o branco e o seu dia é a sexta-feira.

Há 15 anos é realizado na capital alagoana, uma iniciativa do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té (Casa de Iemanjá). Nesse ano, reuniu ialorixás, baborixás e filhos(as) de santo de várias casas de axé existentes no Estado de Alagoas, além de convidados oriundos do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo.

A programação iniciou no Largo São João no bairro do Jacintinho, em seguida, todos saíram em cortejo até a Igreja do Bomfim no bairro do Poço, onde teve o banho de cheiro, revoada de pombos e queima de fogos, além da caminhada contra a intolerância religiosa até o bairro da Ponta da Terra.

Também marcaram presença integrantes de instituições do movimento negro, membros do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL), da Comissão de Defesa Étnicas e Sociais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL); parlamentares; representantes da Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos e artistas locais, que prestaram o seu apoio à luta no combate de todas as formas de desrespeito e intolerância.

Esse é mais um ato de amor e respeito às religiões, que visa a paz e união.


Fonte: Coluna Axé – 374ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/01/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 10 de janeiro de 2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Retrospectiva afro 2015

Mais um ano se encerra e com ele renova-se a esperança de dias melhores, com respeito e justiça social.

O ano de 2015, foi um ano extremamente pesado em relação aos casos de racismo e intolerância religiosa, que multiplicaram-se pelo país e nas redes sociais, fortalecendo a imagem da impunidade. Os índices de violência e mortes de jovens e mulheres negras cresceram assustadoramente. 

Outro aspecto negativo, foi a unificação das secretarias de Políticas paras as Mulheres (SPM), da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), de Direitos Humanos e de Juventude – com o pretexto de reduzir as despesas administrativas – cujas demandas foram incorporadas ao novo ministério: Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Dentre os avanços em Alagoas, podemos destacar a atuação comprometida do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL); a inauguração da Casa dos Conselhos; a criação do Comitê Técnico Alagoano de Saúde da População Negra no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau); a rearticulação das bandas afros alagoanas (Mandela, Zumbi e Afro Afoxé) com ensaios abertos e o evento de integração denominado “Juntos e Misturados”; o I Encontro de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais de Terreiro de Alagoas; a ampliação de oficinas de percussão e dança afro; a realização de editais de promoção à cultura por parte da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac/Prefeitura de Maceió); e a reinvindicação por maior diálogo entre os grupos afroculturais alagoanos com a Fundação Cultural Palmares/Minc.

No âmbito social, o Tribunal de Justiça de Alagoas por meio do Programa Justiça Itinerante, realizou o primeiro casamento coletivo gay no Estado e oficializou a união homoafetiva de 20 casais. Outro momento histórico, destacamos a Marcha das Mulheres Negras em Brasília que reuniu cerca de 50 mil mulheres de várias partes do país e formações diversas, que exaltaram suas vozes contra o Racismo, a Violência e pelo em Viver; e a entrega do Prêmio Direitos Humanos 2015, para a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).

Esperamos que 2016 seja mais produtivo e as políticas afirmativas sejam desenvolvidas no Estado de Alagoas. A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL/Sindjornal) agradece os sete anos de parceria com o jornal Tribuna Independente, e deseja muito axé (força e paz) para todos os amigos e leitores fiéis.


Fonte: Coluna Axé – 373ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/01/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com