A presença da Tocha Olímpica no país representa um marco histórico. No último domingo e segunda-feira, 29 e 30 de maio, Alagoas recebeu o símbolo que veio da Grécia, passando por seis municípios.
A começar por São Sebastião, seguiu para Arapiraca, São Miguel dos Campos, terminando o dia em Maceió, sendo 11 bairros prestigiados com o evento.
Já na segunda-feira, a tocha foi para Murici e finalizando as comemorações em União dos Palmares, com passagem pela Serra da Barriga, local símbolo de resistência negra e histórico, por ser o quilombo mais antigo do país, o que permitiu dar ao evento uma maior simbologia e a possibilidade de mostrar as raízes da cultura do povo alagoano.
Durante os dois dias da passagem da tocha, foram disseminados ideais olímpicos, com mensagens de paz, solidariedade e união. A estrutura para receber o maior símbolo olímpico envolveu recursos do governo Federal, com a participação das Prefeituras locais. O investimento em ações vinculadas ao estímulo do esporte é legítimo e são válidos para projetar a imagem do Estado. Mas, cabe lembrar que o empenho em valorizar a dignidade da população deve ir além da organização e ostentação em megaeventos que mobilizam ações políticas e econômicas.
O real sentido do revezamento da tocha olímpica deve estar associado a abrir caminhos, fomentar ações sociais de respeito ao ser humano, nas mais variadas etnias e culturas. Afinal, o esporte sempre acalentou o sonho de pessoas menos favorecidas na perspectiva de vidas melhores, quebrando os limites das desigualdades, quando se projeta campeãs e campeões, diante da diversidade e a ausência de igualdade do nosso diverso país.
O anseio é que a essência da chama olímpica possa se manter acesa em nosso estado constantemente.
Fonte: Coluna Axé – 393ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/05 a 06/06/16) / COJIRA-AL / Contato: cojira.al@gmail.com
terça-feira, 31 de maio de 2016
terça-feira, 17 de maio de 2016
Patrimônio Cultural
A Serra da Barriga – sede político administrativa do Quilombo dos Palmares, entre os séculos XVII e XVIII, período de lutas contra holandeses, portugueses e a escravidão na economia canavieira. – localizada no município de União dos Palmares, zona da mata do Estado de Alagoas, é considerado o palco da resistência negra e da luta por liberdade.
Em 1985, foi tombada como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e desde 1988 é um Monumento Nacional, que deve ser preservado devido à importância histórica e cultural. É o centro de homenagens, oferendas, pesquisas, encontros, romarias e grandes concentrações durante todo ano, especialmente, no Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares (20 de novembro).
Agora, é aspirante à Patrimônio Cultural do Mercosul. A candidatura se insere na proposta La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR; o aceite da proposta ocorreu durante a XIII Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural do MERCOSUL, em Colônia de Sacramento, Uruguai. Também participam da seleção: Equador e Venezuela, que apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.
O Assessor de Relações Internacionais do IPHAN, Marcelo Brito, fez questão de agradecer às pessoas que participaram da elaboração do mini dossiê para a postulação da candidatura: os coordenadores locais (Sandro Gama, Joelma Farias de Cornejo, Greciene Lopes e Rute Ferreira), pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas-UFAL (Aruã Lima, Clara Suassuna, Siloé Soares de Amorim), Zezito Araújo (Secretaria de Educação do Estado de Alagoas), Élida Miranda (Representante Regional da Fundação Cultural Palmares), Cláudia Puentes (representante da Secretaria Estadual de Cultura - SECULT) e a ialorixá Neide Oyá D´Oxum.
A avaliação será no fim do segundo semestre de 2016, na próxima presidência pro tempore do MERCOSUL. Todas as honras e homenagens aos guerreiros quilombolas e aquele solo sagrado são relevantes, vitais para o reconhecimento social e valorização étnica! Axé!
Fonte: Coluna Axé – 391ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
O Assessor de Relações Internacionais do IPHAN, Marcelo Brito, fez questão de agradecer às pessoas que participaram da elaboração do mini dossiê para a postulação da candidatura: os coordenadores locais (Sandro Gama, Joelma Farias de Cornejo, Greciene Lopes e Rute Ferreira), pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas-UFAL (Aruã Lima, Clara Suassuna, Siloé Soares de Amorim), Zezito Araújo (Secretaria de Educação do Estado de Alagoas), Élida Miranda (Representante Regional da Fundação Cultural Palmares), Cláudia Puentes (representante da Secretaria Estadual de Cultura - SECULT) e a ialorixá Neide Oyá D´Oxum.
A avaliação será no fim do segundo semestre de 2016, na próxima presidência pro tempore do MERCOSUL. Todas as honras e homenagens aos guerreiros quilombolas e aquele solo sagrado são relevantes, vitais para o reconhecimento social e valorização étnica! Axé!
Fonte: Coluna Axé – 391ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Festival de Bumba Meu Boi de Maceió tem nova data
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| Foto: Ascom/FMAC |
A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi
de Maceió foi transferido para os dias 20 e 22 de maio, no estacionamento do
bairro histórico de Jaraguá. Os grupos são de vários bairros da capital e
apresentarão a arte, figuro, batuques e danças em uma estrutura de arena com
arquibancadas para o público estimado em aproximadamente 20 mil pessoas.
O festival anual é realizado
em pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal
de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e
Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e apoio cultural do Banco Bradesco.
As
apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas
categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial). Veja a programação:
Sexta-feira (20 de maio de 2016) – Série B
1. Águia – Vergel
2. Águia de Ouro – Ponta da Terra
3. Africano – Cruz das Almas
4. Bumbá Guerreiro – Jacintinho
5. Amizade – Conjunto Virgem dos Pobres
6. Trovão – Conjunto Virgem dos Pobres
7. Fênix - Conjunto Virgem dos Pobres
8. Imperador – Jatiúca
9. Talismã – Conjunto Virgem dos Pobres
10. Dragãozinho – Ponta da Terra
11. Treme-Terra – Ponta da Terra
12. Cascavel – Conjunto Joaquim Leão
Domingo (22 de maio de 2016) – Série A / Grupo Especial
1. Lacrau – Poço
2. Cobra Negra – Jatiúca
3. Dragão – Ponta da Terra
4. Cão de Raça – Jacintinho
5. Tigre – Ponta da Terra
6. Bumbá Alagoano – Ponta da Terra
7. Rei Bumbá – Jacintinho
8. Vingador – Ponta da Terra
9. Bumbá Anaconda – Ponta da Terra
10. Águia Dourada – Reginaldo
Prestigie!
terça-feira, 10 de maio de 2016
Festival de Bumba Meu Boi
A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi de Maceió está agendado para os dias 13 e 14 de maio, no estacionamento do bairro histórico de Jaraguá. Participam mais de 20 grupos oriundos de diversas comunidades de Maceió, entre as quais Ponta da Terra, Vergel do Lago, Jacintinho, Poço, Jatiúca, Cruz das Almas e Vale do Reginaldo. Eles apresentarão a arte, a beleza de figurinos diversificados, batuques e coreografias.
Será montada uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas. As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).
Dentre os quesitos avaliados estão: evolução do vaqueiro, evolução do boi, bateria, conjunto, beleza do boi, fantasia e entoada. A comissão julgadora é instituída pela Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi e os resultados normalmente são divulgados alguns dias depois.
O festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e conta com o apoio cultural do Banco Bradesco.
A grandiosidade dos espetáculos mistura rivalidade e amor ao folguedo. Repassado de geração para geração, os grupos mantém o trabalho durante todo o ano, com a captação de recursos financeiros, preparação dos materiais, ensaios e apresentações. Com certeza, esse é um ótimo programa de entretenimento para famílias e turistas conferirem a importância da cultura e o protagonismo juvenil.
Será montada uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas. As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).
Dentre os quesitos avaliados estão: evolução do vaqueiro, evolução do boi, bateria, conjunto, beleza do boi, fantasia e entoada. A comissão julgadora é instituída pela Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi e os resultados normalmente são divulgados alguns dias depois.
O festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e conta com o apoio cultural do Banco Bradesco.
A grandiosidade dos espetáculos mistura rivalidade e amor ao folguedo. Repassado de geração para geração, os grupos mantém o trabalho durante todo o ano, com a captação de recursos financeiros, preparação dos materiais, ensaios e apresentações. Com certeza, esse é um ótimo programa de entretenimento para famílias e turistas conferirem a importância da cultura e o protagonismo juvenil.
Viva a cultura popular! Prestigie a alegria do nosso povo!
Fonte: Coluna Axé – 390ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Fonte: Coluna Axé – 390ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Conferência de Direitos Humanos
Nos dias 27 a 29 de abril, em Brasília, foi realizada a 12ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos com o tema “Direitos Humanos para Todas e Todos: Democracia, Justiça e Igualdade”.
A conferência sucedeu quatro conferências temáticas conjuntas iniciadas dia 24, voltadas para os direitos de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de idosos e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros); contou com a participação de convidados(as) e de 2000 delegados(as): 1,2 mil escolhidos nas etapas estaduais e distrital, e, visando a efetiva transversalidade dos temas, 400 eleitos nas etapas estaduais e distrital; além de 400 delegados(as) membros titulares dos conselhos, comissões, comitês e fóruns oficiais das temáticas relacionadas às pautas da Secretaria de Direitos Humanos. A delegação alagoana foi composta por 26 integrantes, entre representantes do governo e da sociedade civil.
Na cerimônia de conclusão das atividades, a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, agradeceu o empenho de todos os participantes em debater de forma conjunta diversas temáticas e declarou que o Brasil não pode retroceder as políticas públicas em direitos humanos. "Todos nós que passamos por processos de exclusão e discriminação sabemos o que é lutar por um direito e não alcançar. Você não precisa pertencer a um grupo para ser solidário e sentir na pele a dor que o outro sente e lutar pelo direito que o outro tem que ter, assim como o seu. Aqui, nessa conferência, foi um lugar de escuta, de fala de registro e de tomada de decisões. Quem faz a democracia caminhar e tenciona para que se concretize no estado de direito é a nossa população, é o cidadão. É uma causa, para uma luta que é justa para todos e para todas", exaltou a Ministra.
Dentre os pontos que se destacam estão: o lançamento da campanha de divulgação do Disque 100 e aplicativo de celular para fazer denúncias de violações de diretos humanos, que está integrado ao aplicativo Projeto Brasil; a entrega do relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, referente ao seu primeiro ano de atuação, que reúne os resultados das visitas do mecanismo à instituições de privação de liberdade; a aprovação do decreto presidencial, que permite a adoção do nome social por travestis e transexuais nos órgãos do Poder Público federal, como ministérios, autarquias, empresas estatais, instituições de ensino e no Sistema Único de Saúde; além do amplo debate sobre a implantação de centros de referência em direitos humanos nos estados e o funcionamento de conselhos de proteção.
Os avanços existem, porém os desafios continuarão evoluindo, enquanto a luta por respeito for diária!
A conferência sucedeu quatro conferências temáticas conjuntas iniciadas dia 24, voltadas para os direitos de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de idosos e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros); contou com a participação de convidados(as) e de 2000 delegados(as): 1,2 mil escolhidos nas etapas estaduais e distrital, e, visando a efetiva transversalidade dos temas, 400 eleitos nas etapas estaduais e distrital; além de 400 delegados(as) membros titulares dos conselhos, comissões, comitês e fóruns oficiais das temáticas relacionadas às pautas da Secretaria de Direitos Humanos. A delegação alagoana foi composta por 26 integrantes, entre representantes do governo e da sociedade civil.
Na cerimônia de conclusão das atividades, a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, agradeceu o empenho de todos os participantes em debater de forma conjunta diversas temáticas e declarou que o Brasil não pode retroceder as políticas públicas em direitos humanos. "Todos nós que passamos por processos de exclusão e discriminação sabemos o que é lutar por um direito e não alcançar. Você não precisa pertencer a um grupo para ser solidário e sentir na pele a dor que o outro sente e lutar pelo direito que o outro tem que ter, assim como o seu. Aqui, nessa conferência, foi um lugar de escuta, de fala de registro e de tomada de decisões. Quem faz a democracia caminhar e tenciona para que se concretize no estado de direito é a nossa população, é o cidadão. É uma causa, para uma luta que é justa para todos e para todas", exaltou a Ministra.
Dentre os pontos que se destacam estão: o lançamento da campanha de divulgação do Disque 100 e aplicativo de celular para fazer denúncias de violações de diretos humanos, que está integrado ao aplicativo Projeto Brasil; a entrega do relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, referente ao seu primeiro ano de atuação, que reúne os resultados das visitas do mecanismo à instituições de privação de liberdade; a aprovação do decreto presidencial, que permite a adoção do nome social por travestis e transexuais nos órgãos do Poder Público federal, como ministérios, autarquias, empresas estatais, instituições de ensino e no Sistema Único de Saúde; além do amplo debate sobre a implantação de centros de referência em direitos humanos nos estados e o funcionamento de conselhos de proteção.
Os avanços existem, porém os desafios continuarão evoluindo, enquanto a luta por respeito for diária!
Fonte: Coluna Axé – 389ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
domingo, 1 de maio de 2016
Trilha sonora - Fim de Semana (30.04 e 01.05.16)
Fim de semana com aroma de amor e a poesia de Djavan.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Escola livre?
O Estado de Alagoas ganhou novamente a visibilidade na mídia nacional, com a tramitação de mais um projeto polêmico na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).
De autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB), o Programa "Escola Livre” no âmbito do sistema estadual de ensino defende: neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; pluralismo de ideias no âmbito acadêmico; liberdade de crença; direito dos pais a que seus filhos menores recebam a educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica; e educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença.
Porém, as “boas ações” que estão no papel, prevê na prática a punição aos professores que emitirem seus posicionamentos em sala de aula a respeito de temas como política, questões étnicas, questões de gênero, diversidade sexual, etc. Diz a ementa: “O(a) professor(a) não poderá: abusar da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária; não favorecer nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas; não fará propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas; e ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas”.
O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Casa legislativa, porém, o governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) vetou alegando que a medida é inconstitucional e a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no 25 de janeiro de 2016. Ontem (26 de abril), os/as deputados/as estaduais retomaram com a pauta no plenário, para debater sobre o veto do Chefe do Executivo.
Durante todo o dia, em frente à ALE no bairro do Centro em Maceió, ocorreu o ato intitulado “Todos contra a censura: Não à lei da mordaça”, onde acadêmicos, trabalhadores da educação e representantes dos movimentos sociais reivindicaram a manutenção dos vetos e pressionaram os parlamentares contra o retrocesso na educação. A ação é contrária ao cerceamento das liberdades democráticas, da autonomia do professor em sala de aula e do espaço escolar como ambiente democrático e essencial para se alcançar uma sociedade mais justa e igualitária. Segundo as lideranças, o Programa “Escola Livre” está sendo encabeçado pelo Movimento Brasil Livre, setores ultraconservadores da Igreja Católica e Evangélica, Movimento Pró-Família e Movimento Alagoas contra a Doutrinação Escolar.
A Mesa Diretora instalou telões do lado de fora do prédio, para os/as manifestantes acompanharem a votação. No entanto, a população precisa reivindicar a solução de outras problemáticas recorrentes, que interferem a efetivação da educação com qualidade, salário digno para professores(as), merenda diária e nutritiva aos estudantes, infraestrutura adequada... São inúmeras as questões para se preocupar, afinal, o índice de evasão escolar continua gritante e o Estado é líder em analfabetismo.
Os estudantes precisam ter contato e saber respeitar os universos distintos da sociedade, ampliar a sua formação e compreensão de mundo.
Porém, as “boas ações” que estão no papel, prevê na prática a punição aos professores que emitirem seus posicionamentos em sala de aula a respeito de temas como política, questões étnicas, questões de gênero, diversidade sexual, etc. Diz a ementa: “O(a) professor(a) não poderá: abusar da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária; não favorecer nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas; não fará propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas; e ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas”.
O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Casa legislativa, porém, o governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) vetou alegando que a medida é inconstitucional e a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no 25 de janeiro de 2016. Ontem (26 de abril), os/as deputados/as estaduais retomaram com a pauta no plenário, para debater sobre o veto do Chefe do Executivo.
Durante todo o dia, em frente à ALE no bairro do Centro em Maceió, ocorreu o ato intitulado “Todos contra a censura: Não à lei da mordaça”, onde acadêmicos, trabalhadores da educação e representantes dos movimentos sociais reivindicaram a manutenção dos vetos e pressionaram os parlamentares contra o retrocesso na educação. A ação é contrária ao cerceamento das liberdades democráticas, da autonomia do professor em sala de aula e do espaço escolar como ambiente democrático e essencial para se alcançar uma sociedade mais justa e igualitária. Segundo as lideranças, o Programa “Escola Livre” está sendo encabeçado pelo Movimento Brasil Livre, setores ultraconservadores da Igreja Católica e Evangélica, Movimento Pró-Família e Movimento Alagoas contra a Doutrinação Escolar.
A Mesa Diretora instalou telões do lado de fora do prédio, para os/as manifestantes acompanharem a votação. No entanto, a população precisa reivindicar a solução de outras problemáticas recorrentes, que interferem a efetivação da educação com qualidade, salário digno para professores(as), merenda diária e nutritiva aos estudantes, infraestrutura adequada... São inúmeras as questões para se preocupar, afinal, o índice de evasão escolar continua gritante e o Estado é líder em analfabetismo.
Os estudantes precisam ter contato e saber respeitar os universos distintos da sociedade, ampliar a sua formação e compreensão de mundo.
Fonte: Coluna Axé - 388ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/04 a 02/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
domingo, 24 de abril de 2016
quarta-feira, 20 de abril de 2016
País da corrupção e hipocrisia
O domingo(17 de abril de 2016), tornou-se inesquecível na História do Brasil! A população brasileira se polarizou e acompanhou o processo de votação ao impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. Em questão, “avaliaram” a existência de crime de responsabilidade e ilegalidade fiscal da Presidente. O destino da nação virou piada nas redes sociais e nos veículos de comunicação em todo o planeta.
No Circo dos horrores, também denominado Câmera Federal, foram entoados discursos nojentos e sem fundamento jurídico. Era necessário apenas uma declaração de dez segundos, para responder "sim" ou "não" ao impeachment, mas os parlamentares resolveram fazer dedicatórias e realizar chacotas no plenário, quebrando todo o decoro e a moralidade. As palavras mais escutadas para demonstrar-se favorável foram: "Pela família, Deus, amigos, filhos, netos e eleitores"; e os contrários ao impeachment, exaltaram a democracia e os movimentos sociais, e condenaram o golpe e a fraude.
O momento mais constrangedor foi protagonizado pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que exaltou o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (o pavor de Dilma Rousseff), ex-chefe do DOI-CODI na ditadura militar e acusado de comandar torturas, e também parabenizou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por sua condução no processo. Já o deputado Jean Wyllys, em meio às vaias e ofensas, declarou: "Estou constrangido de participar dessa farsa, eleição indireta conduzida por um ladrão, curtida por um traidor conspirador e apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos. Essa farsa é sexista, em nome dos direitos da população LGBT, do povo negro exterminado nas periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem teto, dos sem terra. Eu voto não ao golpe e durmam com essa, canalhas!”
Foram mais de seis horas de votação. No total, foram 511 votos, sendo 367 a favor, 137 contra, com sete abstenções e duas ausências. Na bancada alagoana, foram seis votos favoráveis e três contrários ao impeachment. Agora, o processo encontra-se no Senado Federal para a realização de uma nova votação, em seguida, Dilma poderá ser ou não afastada temporariamente do cargo até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o caso.
Na sua primeira aparição pública após sofrer derrota de impeachment na Câmara, Dilma Rousseff declarou: "Eu me sinto injustiçada. Injustiçada porque considero que esse processo é um processo que não tem base de sustentação. A injustiça sempre ocorre quando se esmaga o processo de defesa, mas também quando de uma forma absurda se acusa alguém por algo, primeiro que não é crime, e segundo acusa e ninguém se refere a qual é o problema. Eu assisti ao longo da noite de ontem a todas as intervenções, e não vi uma discussão sobre o crime de responsabilidade que é a única maneira de se julgar um presidente da República no Brasil", afirmou.
O momento sociopolítico da contemporaneidade poderia ser facilmente comparado/confundido com final de copa do mundo ou um grande carnaval, diante de tantos festejos, shows e salva de fogos com os últimos acontecimentos. Porém, pouco importa se você é de direita ou esquerda, situação ou oposição ao governo, o fato é que o país encontra-se em um processo delicado de transformação social, onde todos têm responsabilidade, e a punição aos corruptos é seletiva. O futuro além de incerto é aterrorizante!
Fonte: Coluna Axé – 387ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
No Circo dos horrores, também denominado Câmera Federal, foram entoados discursos nojentos e sem fundamento jurídico. Era necessário apenas uma declaração de dez segundos, para responder "sim" ou "não" ao impeachment, mas os parlamentares resolveram fazer dedicatórias e realizar chacotas no plenário, quebrando todo o decoro e a moralidade. As palavras mais escutadas para demonstrar-se favorável foram: "Pela família, Deus, amigos, filhos, netos e eleitores"; e os contrários ao impeachment, exaltaram a democracia e os movimentos sociais, e condenaram o golpe e a fraude.
O momento mais constrangedor foi protagonizado pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que exaltou o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (o pavor de Dilma Rousseff), ex-chefe do DOI-CODI na ditadura militar e acusado de comandar torturas, e também parabenizou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por sua condução no processo. Já o deputado Jean Wyllys, em meio às vaias e ofensas, declarou: "Estou constrangido de participar dessa farsa, eleição indireta conduzida por um ladrão, curtida por um traidor conspirador e apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos. Essa farsa é sexista, em nome dos direitos da população LGBT, do povo negro exterminado nas periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem teto, dos sem terra. Eu voto não ao golpe e durmam com essa, canalhas!”
Foram mais de seis horas de votação. No total, foram 511 votos, sendo 367 a favor, 137 contra, com sete abstenções e duas ausências. Na bancada alagoana, foram seis votos favoráveis e três contrários ao impeachment. Agora, o processo encontra-se no Senado Federal para a realização de uma nova votação, em seguida, Dilma poderá ser ou não afastada temporariamente do cargo até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o caso.
Na sua primeira aparição pública após sofrer derrota de impeachment na Câmara, Dilma Rousseff declarou: "Eu me sinto injustiçada. Injustiçada porque considero que esse processo é um processo que não tem base de sustentação. A injustiça sempre ocorre quando se esmaga o processo de defesa, mas também quando de uma forma absurda se acusa alguém por algo, primeiro que não é crime, e segundo acusa e ninguém se refere a qual é o problema. Eu assisti ao longo da noite de ontem a todas as intervenções, e não vi uma discussão sobre o crime de responsabilidade que é a única maneira de se julgar um presidente da República no Brasil", afirmou.
O momento sociopolítico da contemporaneidade poderia ser facilmente comparado/confundido com final de copa do mundo ou um grande carnaval, diante de tantos festejos, shows e salva de fogos com os últimos acontecimentos. Porém, pouco importa se você é de direita ou esquerda, situação ou oposição ao governo, o fato é que o país encontra-se em um processo delicado de transformação social, onde todos têm responsabilidade, e a punição aos corruptos é seletiva. O futuro além de incerto é aterrorizante!
Fonte: Coluna Axé – 387ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
terça-feira, 19 de abril de 2016
Quando me amei de verdade – Carlos Drummond de Andrade
Esse texto é lindo! Vale ser lido e relido; curtido e compartilhado; exposto na parede; e servir para a reflexão constante.
Quando me amei de verdade
(Carlos Drummond de Andrade)
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… autoestima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades. Hoje sei que isso é… autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… respeito.
Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me deixasse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a… humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar muito com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é…. saber viver!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
domingo, 17 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Travessia nº7
| Grandes parceiros: professor Marcelo e o amigo Afonso |
No domingo(10.04), a Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) promoveu mais uma importante edição do Festival de Natação no Mar: Revezamento 3x700 e Individual 2100m. Mas, dizem as más línguas, que a marcação do percurso foi errada e todo mundo nadou 1km extra no individual.
Essa foi a minha sétima travessia representando a Academia Nadart Fênix, fiz no tempo de 01:18.32, o que resultou no sexto lugar geral feminino e preciosos pontos no ranking estadual. Superei a pressão psicológica em ver o portal da chegada em cada volta, e mesmo assim, continuar com as braçadas; suportar o incômodo na barriga (a famosa dor de viado); as pernas pesadas; a sede; e o corte devido à respiração sempre do mesmo lado (roçando o pescoço na alça do maiô).
Infelizmente, só tinha eu na sênior B e levei mais uma medalha para a coleção. Foram apenas 10 mulheres inscritas na competição e em categorias diferentes. Já é possível perceber que quanto maior o percurso, menos participantes. Afinal, não é todo mundo que tem coragem de nadar no mar!
Porém, mais importante do que subir ao pódio, é ultrapassar os limites do corpo, ter a sensação de liberdade e relembrar a própria evolução no esporte. Só para exemplificar: há um ano, iniciei o vício e fiz essa mesma prova; participei do revezamento, uma única volta de 700m, e um bombeiro se aproximou para perguntar se eu precisava de ajuda; quando cheguei em casa, passei o resto do dia deitada e não consegui fazer mais nada. Agora, a dor transforma-se em estímulo.
Eu só tenho a agradecer ao professor Marcelo Luz, os parceiros de raia e a minha família/amig@s/torcida organizada pelo incentivo constante. Até a mainha prestigiou e rezou o tempo todinho até o meu retorno... parabenizou e mais uma vez disse que não vinha mais. kkkkkk
Estou muito feliz com cada resultado. A natação tornou-se minha terapia, lazer e prática essencial para a qualidade de vida! É hora de intensificar os treinos, conhecer outros mares e enfrentar os próximos desafios. Rumo aos 5km!
terça-feira, 12 de abril de 2016
Sinapir 2016
O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010), foi regulamentado pelo Decreto n° 8136/2013 e pela Portaria SEPPIR n.º 8, de 11 de fevereiro de 2014. O Sinapir tem como objetivo contribuir para a organização e articulação do conjunto de políticas e serviços destinadas a superar as desigualdades raciais no Brasil.
Buscando proporcionar o fortalecimento das ações e a implementação dessa importante política de Estado, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, lançou o “Edital de Chamada Pública nº 02/2016”. De acordo com o edital, serão disponibilizados R$ 4.576.713,00 (Quatro milhões, quinhentos e setenta e seis mil, setecentos e treze reais) para três áreas de financiamento: fortalecimento dos Órgãos, Conselhos e Fóruns Estaduais voltados para a promoção da igualdade racial; apoio a políticas públicas de ação afirmativa; e a políticas para comunidades tradicionais.
Podem participar da seleção: órgãos da Administração Pública Direta dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como Consórcios Públicos com atuação voltada ao enfrentamento ao racismo e à promoção da igualdade racial. As propostas devem ser apresentadas no Sistema de Convênios do Governo Federal (SICONV), disponibilizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) no sítio eletrônico https://www.convenios.gov.br/portal/.
Dentre os critérios de avaliação e classificação, estão: caracterização social da população negra, alcance geográfico da proposta e qualidade técnica da proposta apresentada. Também é fundamental a adesão, por parte dos entes federados, quanto a existência de órgãos e conselhos voltados para a promoção da igualdade racial em âmbito local. O Sistema estabelece, ainda, modalidades de gestão (básica, intermediária e plena) cuja diferenciação está na capacidade de gestão do órgão de PIR local.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 2 de maio e a publicação do resultado final está prevista para 12 de maio. Mais informações: http://seppir.gov.br/articulacao/sinapir (61) 2025-7050.
Fonte: Coluna Axé – 386ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Buscando proporcionar o fortalecimento das ações e a implementação dessa importante política de Estado, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, lançou o “Edital de Chamada Pública nº 02/2016”. De acordo com o edital, serão disponibilizados R$ 4.576.713,00 (Quatro milhões, quinhentos e setenta e seis mil, setecentos e treze reais) para três áreas de financiamento: fortalecimento dos Órgãos, Conselhos e Fóruns Estaduais voltados para a promoção da igualdade racial; apoio a políticas públicas de ação afirmativa; e a políticas para comunidades tradicionais.
Podem participar da seleção: órgãos da Administração Pública Direta dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como Consórcios Públicos com atuação voltada ao enfrentamento ao racismo e à promoção da igualdade racial. As propostas devem ser apresentadas no Sistema de Convênios do Governo Federal (SICONV), disponibilizado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) no sítio eletrônico https://www.convenios.gov.br/portal/.
Dentre os critérios de avaliação e classificação, estão: caracterização social da população negra, alcance geográfico da proposta e qualidade técnica da proposta apresentada. Também é fundamental a adesão, por parte dos entes federados, quanto a existência de órgãos e conselhos voltados para a promoção da igualdade racial em âmbito local. O Sistema estabelece, ainda, modalidades de gestão (básica, intermediária e plena) cuja diferenciação está na capacidade de gestão do órgão de PIR local.
As inscrições podem ser realizadas até o dia 2 de maio e a publicação do resultado final está prevista para 12 de maio. Mais informações: http://seppir.gov.br/articulacao/sinapir (61) 2025-7050.
Fonte: Coluna Axé – 386ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
sábado, 9 de abril de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
Juventude e protagonismo
O encerramento do Seminário de avaliação dos 13 anos da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), realizado no período de 29 a 31 de março, em Brasília, com a presença de várias lideranças do Movimento Negro Nacional, além de integrantes do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), e de ex-ministros da Seppir, foi marcado com o lançamento de ações que beneficiam a juventude brasileira, especialmente, aos jovens negros e negras.
O primeiro ato foi a assinatura de um contrato pela ministra Nilma Lino Gomes, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, para operacionalização do “Identidade Jovem” ou “ID Jovem” como está sendo chamado. Trata-se de um documento que vai garantir gratuidade no transporte público interestadual e de meia-entrada nos eventos artístico-culturais e esportivos a cerca de 18 milhões de jovens brasileiros.
Na ocasião, também foi lançado o Edital do Prêmio Antonieta de Barros, no valor de R$ 1 milhão, voltado para projetos de comunicação de jovens negros e negras. Segundo a ministra Nilma Lino, o ID Jovem vai atender aos jovens negros, brancos, indígenas, do campo, quilombolas, homens, mulheres, população LGBT, das águas e das marés, urbanos, estudantes ou não. Nilma Lino ressaltou ainda, que a juventude é a protagonista das conquistas.
Com relação ao edital, a ministra destacou que o prêmio faz referência a um grande nome do ativismo negro brasileiro. Antonieta de Barros foi uma mulher negra, parlamentar, na época em que poucas mulheres conseguiam ser deputadas e, sobretudo, no sul do país. “A escolha contém toda uma simbologia”, declarou Nilma. O Edital do “Prêmio Antonieta de Barros – Jovens Comunicadores Negros e Negras” vai contemplar 50 ações de comunicação realizadas por jovens negros e negras.
O objetivo é estimular o protagonismo juvenil, promover a imagem positiva de jovens negros e negras, divulgar ações de comunicação já realizadas ou em realização que estimulem a igualdade racial, além de mobilizar, articular e fortalecer o movimento jovem negro envolvido com a igualdade racial e o combate ao racismo. As duas iniciativas do governo federal foram muito bem recebidas pelas lideranças do movimento negro e de juventude presentes na solenidade, especialmente, pelo secretário nacional de juventude, Jefferson Lima e por Daniel Souza, presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).
Essa é mais uma oportunidade para estimular o trabalho das instituições afros e grupos da juventude negra que prezam pelo desenvolvimento sociocultural e combate da criminalização. Precisamos de uma juventude viva, ativa e transformadora! Axé!
Fonte: Coluna Axé – 385ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
O primeiro ato foi a assinatura de um contrato pela ministra Nilma Lino Gomes, do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e a presidenta da Caixa, Miriam Belchior, para operacionalização do “Identidade Jovem” ou “ID Jovem” como está sendo chamado. Trata-se de um documento que vai garantir gratuidade no transporte público interestadual e de meia-entrada nos eventos artístico-culturais e esportivos a cerca de 18 milhões de jovens brasileiros.
Na ocasião, também foi lançado o Edital do Prêmio Antonieta de Barros, no valor de R$ 1 milhão, voltado para projetos de comunicação de jovens negros e negras. Segundo a ministra Nilma Lino, o ID Jovem vai atender aos jovens negros, brancos, indígenas, do campo, quilombolas, homens, mulheres, população LGBT, das águas e das marés, urbanos, estudantes ou não. Nilma Lino ressaltou ainda, que a juventude é a protagonista das conquistas.
Com relação ao edital, a ministra destacou que o prêmio faz referência a um grande nome do ativismo negro brasileiro. Antonieta de Barros foi uma mulher negra, parlamentar, na época em que poucas mulheres conseguiam ser deputadas e, sobretudo, no sul do país. “A escolha contém toda uma simbologia”, declarou Nilma. O Edital do “Prêmio Antonieta de Barros – Jovens Comunicadores Negros e Negras” vai contemplar 50 ações de comunicação realizadas por jovens negros e negras.
O objetivo é estimular o protagonismo juvenil, promover a imagem positiva de jovens negros e negras, divulgar ações de comunicação já realizadas ou em realização que estimulem a igualdade racial, além de mobilizar, articular e fortalecer o movimento jovem negro envolvido com a igualdade racial e o combate ao racismo. As duas iniciativas do governo federal foram muito bem recebidas pelas lideranças do movimento negro e de juventude presentes na solenidade, especialmente, pelo secretário nacional de juventude, Jefferson Lima e por Daniel Souza, presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).
Essa é mais uma oportunidade para estimular o trabalho das instituições afros e grupos da juventude negra que prezam pelo desenvolvimento sociocultural e combate da criminalização. Precisamos de uma juventude viva, ativa e transformadora! Axé!
Fonte: Coluna Axé – 385ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
terça-feira, 29 de março de 2016
A violência perpetua...
No dia 22 de março, foi apresentado no Rio de Janeiro o Atlas da Violência 2016, uma iniciativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Os dados foram analisados e explicados por Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto, onde concluíram que, além de uma tragédia social, os dados são uma tragédia econômica, em razão dos impactos causados no setor público, nas empresas e nas famílias.
De acordo com o site oficial do IPEA, o estudo analisou o perfil das vítimas de violência no Brasil com informações específicas por região, UFs, microrregiões, gênero e idade; além da evolução dos homicídios em decorrência de armas de fogo, por violência policial.
Os dados foram analisados e explicados por Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto, onde concluíram que, além de uma tragédia social, os dados são uma tragédia econômica, em razão dos impactos causados no setor público, nas empresas e nas famílias.
De acordo com o site oficial do IPEA, o estudo analisou o perfil das vítimas de violência no Brasil com informações específicas por região, UFs, microrregiões, gênero e idade; além da evolução dos homicídios em decorrência de armas de fogo, por violência policial.
O Brasil apresenta uma das 12 maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes, em comparação com uma lista de 154 países; sendo o Nordeste e Sul, as regiões que enfrentam maior crescimento na taxa de homicídios. Em 2014, foi atingido o recorde com 59.627 mortes e a quantidade de homicídios registrados no Brasil, que coloca o país no topo do ranking em números absolutos de mortes dessa natureza. Outro aspecto abordado na Nota Técnica foi a violência contra a mulher: entre 2004 e 2014, a taxa de homicídios desse tipo registrou aumento de 11,6% e em 2014, o número absoluto chegou a quase 5 mil mortes.
Ao analisar a população afrodescendente, o estudo mostra que aos 21 anos de idade, quando há o pico das chances de uma pessoa sofrer homicídio no Brasil, pretos e pardos possuem 147% a mais de chances de serem vitimados por homicídios, em relação a indivíduos brancos, orientais e indígenas (não negros). Entre 2004 e 2014, a taxa de homicídio de afrodescendentes subiu 18,2%, enquanto a de não-negros caiu 14,6%. E o Estado de Alagoas teve a maior taxa de homicídios de homens jovens em 2014 (270,3); para cada não negro que sofreu homicídio em Alagoas, em média 10,6 negros eram assassinados.
No entanto, esses dados não causam surpresa... não basta ter o registro das estatísticas, é preciso maior engajamento para elucidar os crimes e maior investimento de políticas públicas que possam prevenir a adesão de crianças e adolescentes na criminalidade. Infelizmente, estamos caminhando para uma geração destruída e um futuro perdido! (Com informações do portal: http://www.ipea.gov.br)
Fonte: Coluna Axé – 384ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/03 a 04/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
No entanto, esses dados não causam surpresa... não basta ter o registro das estatísticas, é preciso maior engajamento para elucidar os crimes e maior investimento de políticas públicas que possam prevenir a adesão de crianças e adolescentes na criminalidade. Infelizmente, estamos caminhando para uma geração destruída e um futuro perdido! (Com informações do portal: http://www.ipea.gov.br)
Fonte: Coluna Axé – 384ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/03 a 04/04/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
terça-feira, 22 de março de 2016
IBP – 46 anos de história!
A Igreja Batista do Pinheiro (IBP) completou ontem(21.03), 46 anos de fundação e organização em Maceió. Tem como missão "Formar discípulos de Jesus Cristo, exercitar a comunhão e a justiça social”; e a visão institucional “Ser uma igreja missionária, distribuída em pequenos grupos, trabalhando de acordo com os seus dons, ajudando-os mutuamente e a comunidade em que está inserida, através da ação social”.
Para celebrar a data, terá uma ampla programação até o dia 27 de março com: cultos, meditações sobre a Páscoa e a Paixão de Cristo; no sábado às 8h30, terá o Café Teológico com David Mesquiati – Pastor pentecostal (Assembleia de Deus), Doutor em Teologia (PUC-RJ) e Presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL Brasil).
A IBP ao longo da sua trajetória tornou-se uma referência no Estado de Alagoas devido ao diálogo interreligioso com outras instituições de fé, discussão sobre gênero e etnia na Bíblia, interlocução com os movimentos sociais e a luta contra as diversas formas de desigualdades.
Porém, o momento também é de reflexão e combate aos preconceitos, após um importante ato revolucionário ocorrido no dia 28 de fevereiro. Após uma década de debates internos, os membros associados às IBP participaram de uma Assembleia para encaminhar sobre a participação dos membros homossexuais nas ações da igreja, e ocorreu a aprovação da realização do batismo dessas pessoas. A partir daí, a igreja recebeu uma enxurrada de ataques preconceituosos e homofóbicos nas redes sociais, inclusive com tom de ameaças, que foram direcionados aos pastores Wellington Santos e Odja Barros e suas filhas.
O caso teve repercussão nacional e várias instituições encaminharam notas e moções de solidariedade à IBP, destacam-se: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Partido Comunista Brasileiro (PCB/AL) e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs); além da Koinonia Presença Ecumênica e Serviço do Rio de Janeiro, grupo Vozes Maria de Pernambuco e a Aliança de Batistas do Brasil.
Desejamos vida longa e muita força a essa comunidade de fé, que prega na prática o respeito e o amor ao próximo. Graça e paz!
Coluna Axé – 383ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Para celebrar a data, terá uma ampla programação até o dia 27 de março com: cultos, meditações sobre a Páscoa e a Paixão de Cristo; no sábado às 8h30, terá o Café Teológico com David Mesquiati – Pastor pentecostal (Assembleia de Deus), Doutor em Teologia (PUC-RJ) e Presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL Brasil).
A IBP ao longo da sua trajetória tornou-se uma referência no Estado de Alagoas devido ao diálogo interreligioso com outras instituições de fé, discussão sobre gênero e etnia na Bíblia, interlocução com os movimentos sociais e a luta contra as diversas formas de desigualdades.
Porém, o momento também é de reflexão e combate aos preconceitos, após um importante ato revolucionário ocorrido no dia 28 de fevereiro. Após uma década de debates internos, os membros associados às IBP participaram de uma Assembleia para encaminhar sobre a participação dos membros homossexuais nas ações da igreja, e ocorreu a aprovação da realização do batismo dessas pessoas. A partir daí, a igreja recebeu uma enxurrada de ataques preconceituosos e homofóbicos nas redes sociais, inclusive com tom de ameaças, que foram direcionados aos pastores Wellington Santos e Odja Barros e suas filhas.
O caso teve repercussão nacional e várias instituições encaminharam notas e moções de solidariedade à IBP, destacam-se: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Partido Comunista Brasileiro (PCB/AL) e o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs); além da Koinonia Presença Ecumênica e Serviço do Rio de Janeiro, grupo Vozes Maria de Pernambuco e a Aliança de Batistas do Brasil.
Desejamos vida longa e muita força a essa comunidade de fé, que prega na prática o respeito e o amor ao próximo. Graça e paz!
Coluna Axé – 383ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
domingo, 20 de março de 2016
Trilha sonora - Fim de semana (19 e 20.03.16)
Alguém disse que a paz está longe demais.
Anda pelas montanhas, no campo ou nas ilhas.
Onde não há folhinha, prá marcar os dias.
E o tempo parece ter estacionado num tempo tão puro.
É provável que lá realmente haja paz.
Mas é a paz do silêncio, da brisa e da calma...
Mas eu falo da paz que refresca a alma.
E que mesmo lá dentro da selva de pedra me traz tanta calma!
Essa paz eu encontro.
Se fecho os meus olhos e oro assim.
E Jesus vem chegando.
E eu vou mergulhando numa paz sem fim.
terça-feira, 15 de março de 2016
Retrocesso?!
No próximo mês (24 a 29 de abril), a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos realizará no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, as etapas das Conferências Conjuntas de Direitos Humanos, seguindo os princípios da transversalidade, interdependência e indivisibilidade dos direitos humanos. Esse será o momento de rever as políticas públicas e mapear as propostas da sociedade civil. E um fato que terá repercussão nos debates, é o raio X da situação da população afro brasileira apresentado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Conselho de Direitos Humanos.
A relatora sobre Direito de Minorias da ONU, Rita Izak, participou de uma missão no Brasil em setembro do ano passado e suas análises apontam a perpetuação da democracia racial que contribuem para o fortalecimento do racismo. "Esse mito contribuiu para o falso argumento de que a marginalização dos afro brasileiros se dá por conta de classe social e da riqueza, e não por fatores raciais e discriminação institucional", constatou a relatora.
A ONU afirma que apesar dos 20 anos de iniciativas para reduzir a disparidade vivida pelos negros na sociedade brasileira observa-se que houve "um fracasso em lidar com a discriminação enraizada, exclusão e pobreza enfrentadas por essas comunidades" e denuncia a "criminalização" da população negra no Brasil."
O documento destaca que "lamentavelmente, a pobreza no Brasil continua tendo uma cor." Das 16,2 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza no País, 70,8% deles são afro-brasileiros. Os salários médios dos negros no Brasil são 2,4 vezes mais baixos que o dos brancos e 80% dos analfabetos brasileiros são negros. Estima-se que 75% da população carcerária no Brasil seja de afro brasileiros. No Judiciário, apenas 15,7% dos juízes são negros e não existe nenhum atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF). Em relação aos níveis estarrecedores da violência, dos 56 mil homicídios no Brasil por ano, 30 mil envolveram pessoas de 15 a 29 anos, onde 77% eram garotos negros; e em 2013, 66% a mais de mulheres afro-brasileiras foram mortas, na comparação às mulheres brancas.
Infelizmente, os dados não surpreendem mais os pretos e pardos, que corresponde a 50,7% da população brasileira, de acordo com o Censo do IBGE de 2010. Porém, é preciso que as ações afirmativas sejam uma Política de Estado efetiva em todo território nacional para que tenhamos mudanças eficazes, afinal, estamos na Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024) com o tema “Povos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento.” O objetivo é reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade. Acesse o site http://decada-afro-onu.org para mais informações.
Fonte: Coluna Axé – 382ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
terça-feira, 8 de março de 2016
Mulher e luta
No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Porém, o Movimento Nacional de Mulheres realiza durante todo o mês, em diversos locais, uma ampla programação sociopolítica: palestras, ciclo de debates, exibição de filmes e manifestações.
Em Alagoas, a representação da Marcha Mundial das Mulheres convoca toda sociedade para participar hoje de um ato público “Mulheres em luta contra a violência, pela igualdade, liberdade e autonomia”, cuja concentração será às 8h na Praça Centenário em Maceió. No local, terá café da manhã para as mulheres, atividades culturais e caminhada até o Palácio do Governo República dos Palmares.
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por meio da Gerência de Qualidade de Vida no Trabalho (GQVT), da Pró-reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (Progep), também realiza hoje no auditório Nabuco Lopes (prédio da Reitoria em Maceió) o seminário com o tema central “Mulheres, Universidade e Diversidade: Violência Contra as Mulheres em Alagoas”. Serão discutidos os temas: “Mulheres e Cultura: Violência em Foco” sobre mulheres quilombolas, negras, a interculturalidade e a violência da mulher indígena; e “A Diversidade Nossa de Cada Dia” sobre mulher e saúde, maternidade em situação prisional, mulheres transexuais e deficientes. Amanhã (9), das 9h e às 14h, terá roda de conversa sobre Violência Obstétrica no Hospital Universitário (HU - 6º andar). E no dia 10, performance especial sobre Violência contra a Mulher no Restaurante Universitário (RU) no Campus A.C. Simões.
Também no dia 09 de março, às 8h30, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), terá o seminário sobre “Empoderamento feminino através da cultura como geração de renda”, que é uma organização do Governo de Alagoas por meio da Secretaria de Estado de Cultura.
Já o Sesc Alagoas promoverá várias ações em parceria com a Secretaria Estadual da Mulher e Direitos Humanos e as Secretárias Municipais de Saúde dos municípios de Maceió e Arapiraca. Serão ofertados testes de glicemia, aferição de peso, altura e pressão, serviços de beleza nas Unidades Sesc; orientações coletivas no Shopping Pátio Maceió; palestra sobre Saúde da Mulher com Idosas do TSI; Sessão Pipoca - Exibição de vídeos sobre temas relacionados à Mulher e atividades educativas para as funcionárias do Sesc; e no dia 28, seminário sobre Saúde, violência e protagonismo da mulher.
Atividades alusivas à data não faltam, porém, não se trata de festa e sim momento de reflexão sobre as conquistas e desigualdades enfrentadas pelas mulheres independente de classe social, raça, crença e local onde mora. Não queremos só flores e bombons... e sim, respeito todo dia!
Mulher e publicidade
Em recente pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), intitulada “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras”, foi verificada que 64,8% das brasileiras entrevistadas admitem que já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais, ao acompanhar posts, dicas e comentários. Para 58,5% das entrevistadas, as propagandas não refletem suas atitudes e quem elas são; e as principais justificativas são: que elas são muito diferentes fisicamente das mulheres reais (59,6%); que elas se sentem incomodadas pela propaganda que as apresenta como objetos sexuais (32,1%); e que as mulheres são sempre mostradas como sendo felizes em famílias perfeitas, e isto não reflete a vida real (29,5%). E como gostariam de ser retratadas: mulheres guerreiras (49,2%); reais e sem o padrão de beleza inatingível dos filmes e da TV (46,6%); dinâmicas (33,0%); e independentes (32,7%). A amostra abrange 810 mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.
Coluna Axé – 381ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Mulher e publicidade
Em recente pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), intitulada “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras”, foi verificada que 64,8% das brasileiras entrevistadas admitem que já mudaram seus hábitos de compra por causa das redes sociais, ao acompanhar posts, dicas e comentários. Para 58,5% das entrevistadas, as propagandas não refletem suas atitudes e quem elas são; e as principais justificativas são: que elas são muito diferentes fisicamente das mulheres reais (59,6%); que elas se sentem incomodadas pela propaganda que as apresenta como objetos sexuais (32,1%); e que as mulheres são sempre mostradas como sendo felizes em famílias perfeitas, e isto não reflete a vida real (29,5%). E como gostariam de ser retratadas: mulheres guerreiras (49,2%); reais e sem o padrão de beleza inatingível dos filmes e da TV (46,6%); dinâmicas (33,0%); e independentes (32,7%). A amostra abrange 810 mulheres com idade igual ou superior a 18 anos, de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.
Coluna Axé – 381ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/03/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
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