terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Comissão Nacional

Na última sexta-feira(06.02), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instituiu oficialmente a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra.
 
A cerimônia contou com a presença de várias autoridades e integrantes da sociedade civil de todo o país; e foi abrilhantada pela banda mirim do Olodum, de Salvador (BA), que entoou o Hino Nacional Brasileiro ao som dos tambores; também teve a apresentação do Congado de quilombolas de Patos e Paracatu (MG); letras de Coco – ritmo nordestino influenciado pelas culturas africana e indígena – na voz de Martinha do Coco; e o grupo TAMNOÁ (Tambores do Paranoá) do Distrito Federal.
 
Inspirada na Comissão Nacional da Verdade, que investigou o período da ditadura militar no Brasil, tem como o objetivo resgatar a história da população negra no Brasil, avaliar as atrocidades cometidas à época da escravatura, obter dados quanto aos responsáveis, e ainda, sugerir políticas públicas e ações afirmativas. 
 
Na composição estão participando 57 membros, sendo dez advogados, 35 consultores e 15 convidados do Judiciário e do Ministério Público, que terão o prazo de dois anos para concluir o trabalho. Dentre os parceiros estão: Ministério de Direitos Humanos, Fundação Zumbi dos Palmares, o Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) e o Instituto Nzinga Mulher Negra, além de universidades brasileiras.
 
“Queremos buscar todas aquelas ações da escravidão que persistem até hoje e fazem do país um campeão da luta contra a desigualdade, da discriminação e do racismo. É preciso que investiguemos a fundo os fatos da escravidão, assim como a Comissão Nacional da Verdade investigou fatos da ditadura e da tortura que persistem até hoje, a nossa comissão também pretende abolir, encerrar, banir os fatos que existem na escravidão até hoje”, destacou o presidente do colegiado, Humberto Adami.
 
A proposta é que as seccionais estaduais também auxiliem nas investigações e pesquisas, e ainda, implantem as comissões estaduais. Desejamos sucesso na empreitada.


Fonte: Coluna Axé - 330ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/02/15) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Outra chance

O destino deu algumas voltas e a gente resolveu tentar de novo.
 
Dar uma chance para nós mesmos, e para celebrar, fizemos o passeio das 9 ilhas na Lagoa Mundaú em Maceió.

Um momento inesquecível. Curtimos a exuberância da natureza e registramos cada momento através das lentes, na memória e no coração.
 
É perfeito, quando pode-se compartilhar sorrisos sinceros, beijos e abraços em um local tão especial.
 
A gente se respeita, admira e ama. Simples assim! 
 
Estamos felizes e é isso que importa...


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Celebração e Resistência Negra

Representantes de várias casas de axé e ativistas do movimento negro alagoano realizarão nessa quinta-feira(05.02), no município de União dos Palmares, mais um importante momento de celebração e pertencimento étnico.
 
A ação “De volta a Angola Janga” que significa “Minha terra” na língua africana banto, faz alusão à última grande guerra no Quilombo dos Palmares em 1694. Guerreiros e guerreiras quilombolas que lutaram até a morte por justiça e liberdade, porém, o massacre culminou na destruição da Cerca Real dos Macacos (sede administrativa e política do quilombo) e tornou-se símbolo de resistência negra mundial.
 
A programação iniciará às 22h com a acolhida na Chácara Paraíso localizada na Serra da Barriga, onde serão realizadas as apresentações de grupos artísticos-culturais e de religiosos de matriz africana, e a exibição de vídeos. Em seguida, todos os participantes seguirão em caminhada até o Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da serra, com paradas estratégicas e de reflexão sobre quatro segmentos: capoeiristas; juventude; quilombolas e indígenas; religiosos.
 
A atividade contou com o apoio das secretarias municipais de Cultura e Educação de União dos Palmares; Núcleo de Identidade Étnicorracial de União dos Palmares; Projeto Inaê/GUESB; Associação Adapo Muquém; fábrica Bom Leite; e Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
 
Parabéns pela iniciativa, mas a luta por respeito continua... afinal, a felicidade do negro é uma felicidade guerreira! Axé!
 

Fonte: Coluna Axé – 329ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/02/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Xangô Rezado Alto 2015

Os religiosos de matrizes africanas, admiradores e pesquisadores estão mobilizados na realização de atividades que promovam a reflexão sobre os 103 anos do Quebra de Xangô.
 
O episódio histórico e violento ocorreu em 1912 contra as casas de culto afrobrasileiras. Babalorixás e yalorixás tiveram seus terreiros invadidos e destruídos por uma milícia armada denominada Liga dos Republicanos Combatentes, que realizou perseguições e até mortes.
 
Há três anos, foi idealizado o projeto “Xangô Rezado Alto”, uma iniciativa da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) em parceria com as casas de axé, e que atualmente tem o apoio logístico da Prefeitura de Maceió. A cada ano, as ações se multiplicam com o intuito de combater a intolerância religiosa através de debates, publicações, apresentações artísticas e atos públicos.
 
Nesse domingo (01.02) terá o ensaio Geral do Cortejo Afro Tia Marcelina (uma das principais lideranças religiosas da época e que lutou bravamente por justiça) – criado pelo Maracatu Coletivo AfroCaeté, virou bloco carnavalesco – cuja concentração será às 15h na sede do localizando na Rua Barão do Jaraguá, no bairro do Jaraguá em Maceió.
 
Também nessa data, a Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) realizará o Giro dos Folguedos – Xangô Rezado Alto – edição especial e totalmente afro. A programação iniciará às 16h, na Rua de Lazer, entre as praias de Pajuçara e Ponta Verde, com dez atrações: Afoxé Odô Iyá, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Ofá Omin, GUESB – Arafunfun Omanjerê, Boi Vingador, Boi Águia, Maculelê Yá Capoeira, Taieiras Alagoanas, da FACIMA-TI (Faculdade da Terceira Idade), Filhos de Exú e o grupo de capoeira Lua de São Jorge.
 
E na segunda-feira (02.02) terá um grande cortejo afro com representantes de vários terreiros, da capital e do interior, que percorrerão as ruas do Centro de Maceió. A concentração será às14h, na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas), em seguida, todos seguem em caminhada ao som dos batuques até à Praça Marechal Floriano Peixoto (Dos Martírios), quando haverá uma solenidade e apresentações.
 
Essa luta é antiga e persistente, cada vez mais forte, onde reivindica-se a liberdade de culto, o direito de amar os orixás; o respeito pela história, vestimentas e crença; a diversidade cultural e religiosa. O direito de ser quem é, com seu axé e energia!
 
 

Fonte: Coluna Axé – 328ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/01 a 02/02/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Outros massacres

Nos últimos dias, o assunto em evidência na mídia internacional foi o ataque à revista francesa Charlie Hebdo, que resultou na morte de 12 pessoas e vários feridos. 

Uma comoção mundial em defesa da “liberdade de expressão” foi desencadeada com a publicação de várias mensagens de líderes mundiais e ato público em memória às vítimas. Porém, o veículo de comunicação era conhecido pelas charges provocantes que criticavam o fanatismo e a própria sociedade, e ao mesmo tempo, contribuía para incitar o preconceito e a intolerância religiosa. 

Diante dos acontecimentos, a revolta transformou-se em ódio, as formas de violência ocorrem de todos os lados, e também fortalecem a “Islamofobia”: mesquitas foram pichadas e apedrejadas; adeptos da religião são apontados nas ruas como potenciais terroristas e a fé alheia é ridicularizada. 

No entanto, outro episódio macabro na humanidade, não tem recebido a mesma atenção da imprensa internacional. Ataques praticados na cidade de Baga, região nordeste da Nigéria, tem dizimado centenas de pessoas. Segundo dados divulgados pela Anistia Internacional, na madrugada do dia 03 de janeiro, membros do grupo Boko Haram – facção supostamente ligada ao Al Qaeda – executou cerca de 2 mil nigerianos. Esse mesmo grupo, é conhecido por realizar saques, sequestros de mulheres e crianças para mantê-las em cativeiro, além de cometer outras atrocidades. A violência desenfreada tem por objetivo influenciar e perturbar o processo eleitoral naquele país, para tomar o poder político.  

No Brasil, a guerra não declarada elimina jovens negros, famílias e sonhos são destruídos diante do poderio do tráfico de drogas e a falta de oportunidades. Em outras localidades do mundo, a fome e epidemias estão acabando com gerações inteiras. E, infelizmente, a dignidade e o respeito são suprimidos cotidianamente... Enquanto isso, a humanidade sangra! 


Fonte: 327ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Giro dos Folguedos 2015

Todos os domingos do mês de janeiro, a partir das 16h, acontece o Giro dos Folguedos em Maceió. As apresentações são realizadas em cinco tablados montados na rua fechada da Ponta Verde, destinada às atividades de lazer, no trecho que compreende o estacionamento do Antigo Alagoinhas até o Largo dos Sete Coqueiros. 

Os grupos participantes deste ano são: Pastoril Estrela de Belém, Associação Folclórica Pedro Teixeira, Guerreiro Mensageiros de Padre Cícero, Guerreiro São Pedro Alagoano, Fandango do Pontal, Maracatu Baque Alagoano, Grupo Folclórico Pedro Teixeira, Baianas Flor de Lis e o Grupo Folclórico Ganga Zumba. 

E os grupos de bumba meu boi, que são um show a parte, onde se revezar a cada domingo: Dragão, Águia de Ouro, Anaconda e o Águia do Vergel. 

A atividade é destinada para todos os públicos, independente, de faixa etária, crenças e classe social. Trata-se de uma importante política pública encabeçada pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) da Prefeitura de Maceió e que recebeu o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL), além de integrar o calendário comemorativo pelos 200 anos da capital. 

Tem contribuído para exaltar a cultura alagoana e tornou-se um dos atrativos turísticos no mês das férias escolares, assim como, no mês de agosto para celebrar o folclore brasileiro. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 326ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Futuro político

O primeiro dia de janeiro de 2015 – Dia Mundial da Paz e Dia da Fraternidade Universal – no Brasil, foi marcado pela posse da presidenta Dilma Rousseff, ministros e os governadores e governadoras dos estados brasileiros. 

A solenidade de posse da presidenta foi prestigiada por governantes de vários países, inclusive, líderes africanos. Na equipe de trabalho foram nomeados 39 ministros, apenas seis mulheres, entre elas uma única negra. Em seu discurso, Dilma informou o novo slogan “Brasil: Pátria Educadora” como diretriz para o seu segundo mandato que será “simples, diretor e mobilizador”. 

Em Alagoas, o Governador Renan Filho (eleito com 52,16% dos votos válidos) promete “Uma nova Alagoas” e já anunciou que reduzirá os gastos com pagamento de comissionados, diárias e combustíveis; além de investir na educação e combater a violência. Ao todo são 18 secretários e secretárias de Estado, sendo seis mulheres e nenhum gestor negro. 

Na Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos – que responde pelas políticas direcionadas à população historicamente marginalizada e discriminada (mulheres, negros, índios, deficientes, população LGBT, etc) – foi escolhida a ex-parlamentar Roseane Cavalcante de Freitas (Rosinha da Adefal), cujo primeiro desafio é proporcionar uma infraestrutura acessível às pessoas com deficiência, já que na condição de cadeirante precisará de ajuda para subir até o seu gabinete, não possui elevadores no local e as rampas na entrada principal estão desniveladas. 

Na área da cultura, mais de 100 grupos culturais (segmentos diversos) e formadores de opinião articularam o Movimento Cultural Alagoano (MOVA) para protestar através de várias ações (reuniões, ato, carta de repúdio e petição online que colhe assinaturas por meio da plataforma Avaaz) contra a indicação da secretária Mellina Freitas (ex prefeita de Piranhas), que é acusada de desviar R$ 15,93 milhões de recursos públicos e fraudes de licitações. 

O ano já começou bem difícil e a esperança por dias melhores anda abalada. A população precisa acompanhar o trabalho dos gestores e parlamentares eleitos, intensificar a cobrança por mudança e políticas que realmente garantam o desenvolvimento social e vida digna. Já as questões étnicorraciais, temos que lutar para as conquistas não regredirem. 

Vamos em frente!  


Fonte: Coluna Axé - 325ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 3 de janeiro de 2015

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Retrospectiva afroalagoana 2014

O ano de 2014 foi marcado pela luta na defesa de políticas públicas, para beneficiar os segmentos da população alagoana historicamente marginalizados. Porém, a inclusão da política de igualdade racial, concentra-se em poucos municípios alagoanos (Maceió, União dos Palmares, Viçosa e Arapiraca) que intensificaram a realização de seminários e a programação cultural no mês da consciência negra.

Um avanço primordial foi a implantação dos conselhos estaduais: Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) e de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECD/LGBT). São espaços expressivos de controle social e empoderamento, que só foram estabelecidos após inúmeras reivindicações das entidades e a intervenção do Ministério Público Estadual, através da 61ª Promotoria de Justiça da Capital. Os desafios continuarão, pois é o preciso instituir os conselhos municipais e secretarias especializadas para garantir mais recursos federais.  

No aspecto religioso, foi criado o Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana de Alagoas, investindo na união entre os babalorixás e yalorixás, para a realização de ações conjuntas em homenagens aos orixás e que combatam a intolerância religiosa, a exemplo da caminhada para refletir o Quebra de Xangô (02 de fevereiro) e o Dia de Iemanjá (08 de dezembro). Paralelamente, articulou-se a Juventude de Terreiro (Jdt-AL), que promovem encontros em praças e casas de axé, buscando ampliar a integração e os debates sobre pertencimento étnico, histórias das religiões de matrizes africanas e mortalidade de jovens negros.

Já a cultura afroalagoana é só efervescência, com a proliferação de editais e festivais para todos os gostos que só enaltecem o potencial artístico e valorizam o trabalho dos grupos, a exemplo, do projeto Giro de Folguedos executado pela Prefeitura de Maceió. As antigas bandas afros estão se reorganizando; maracatus e grupos percussivos se apresentaram fora do Estado; a dança afro e afoxés ganharam os palcos teatrais. 

O segmento da capoeiragem anda bem ativo, as duas federações (Falc e Feceal) ampliaram o número de atividades ao longo do ano, com encontros de formação, debates políticos, rodas abertas, aulões e oficinas. A capoeira tornou-se Patrimônio Cultural da Humanidade e o dia 03 de agosto foi reconhecido como Dia Estadual da Capoeira e do Capoeirista. 

No Parque Memorial Quilombo dos Palmares no platô da Serra da Barriga em União dos Palmares, a Fundação Cultural Palmares investiu em uma reforma que durou vários meses, mas, ainda apresenta falhas na infraestrutura que não foram sanadas como: falta d´água, a ampliação de cestas de lixo, os bancos não foram repostos e os áudios com a história do Quilombo (em quatro idiomas) ainda estão passando por manutenção. Esse é o nosso solo sagrado, palco da resistência negra, precisa de mais cuidado.

Que venha 2015! A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) deseja que o ano seja produtivo, com mais conquistas, compromisso social e mais visibilidade dos segmentos afros na mídia. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 324ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/12/14 a 05/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 28 de dezembro de 2014

Trilha sonora - fim de semana (27 e 28.12.14)

Simples assim ... eu e você!

"Mesmo que não venha mais ninguém. Ficamos só eu e você. Fazemos a festa, somos do mundo. Sempre fomos bom de conversar."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Marcha LGBT

O Governo de Alagoas adiou novamente (sem previsão de data) a posse dos membros do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECD/LGBT), correspondente a Lei nº7528 de 26 de julho de 2013. 

Enquanto isso, o Movimento continua reivindicando a concretização dessa conquista – que terá onze representantes da sociedade civil organizada – e tem se unido para promover ações de conscientização que combatam o preconceito e a violência. 

Nessa sexta-feira(19.12) das 8h às 12h30, no auditório do Sindicato dos Urbanitários (Rua Moreira e Silva, 54, Farol, Maceió), acontecerá o seminário “Estado Laico - Sua Religião Não É Nossa Lei”, com a apresentação do trabalho de pesquisa “Cristianismo, Política e Crimininalização da Homofobia no Brasil” de autoria do Mestre em Psicologia Paulo Nascimento, em seguida, a conferência da Pastora e Educadora Odja Barros (Igreja Batista do Pinheiro).

A atividade é uma realização do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e Afinidades GLSTAL, respectivamente, vinculados aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) e a ong Grupo Gay de Maceió. Também integra a programação da II Marcha Pelos Direitos LGBT 2014, no domingo (21) a partir das 15h, com concentração na Av. Antônio Gouveia na Praia de Pajuçara em direção a Praça Multieventos, onde a população LGBT e ativistas denunciarão os índices de assassinatos relacionados à homofobia, que foram levantados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. 

Esse é o momento propício para revindicar a efetivação de políticas públicas e o respeito ao direito de amar quem quiser. Mais informações e inscrições: marchalgbt.al@hotmail.com / 8868-4838 / 9980-1099 / 9171-5115.


Fonte: Coluna Axé – 322ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato:cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Patrimônio da Humanidade

Praticamente toda semana a coluna axé divulga as atividades dos grupos de capoeira no Estado de Alagoas e suas conquistas. E, sem dúvidas, a notícia mais esperada pelos praticantes, professores, contramestres e mestres ocorreu no dia 26 de novembro, quando a Unesco reconheceu oficialmente a capoeira como Patrimônio Cultural da Humanidade. 

Essa é uma das manifestações artísticas mais tradicionais do Brasil, com origem no período colonial e escravocrata, onde os negros escravizados a utilizavam para se defender e se divertir. Durante muitos anos, era combatida pelas autoridades por ser considerada um ato criminoso. 

Hoje, é uma expressão de um povo, observada como prática esportiva e uma realidade em mais de 150 países. Trata-se de um segmento afro que congrega indivíduos das mais diversas faixas etárias, condições financeiras, crenças religiosas e políticas. 

Dividida em capoeira angola e regional, possui outras manifestações culturais como: o Maculelê, Samba Duro e de Roda, além da Puxada de Rede. Ao som do berimbau, atabaque e pandeiros... é possível gingar, lutar e dançar. Também é uma filosofia de vida, é bom para a mente e o corpo, além de ser uma ferramenta importante na inclusão social. 

Agora, é preciso ter mais respeito da sociedade, os instrutores deveriam receber o apoio financeiro necessário para continuar atuando nas comunidades periféricas e nas escolas! Parabéns a todos os guerreiros e guerreiras capoeiristas!


Fonte: Coluna Axé – 321ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jornalismo e igualdade racial

No dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares –a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) encaminhou para todos os sindicatos filiados a carta da igualdade racial com o objetivo de reafirmar o compromisso relacionado à promoção da igualdade étnicorracial e de gênero.

Foram mencionados os princípios e propostas defendidas no I Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (I ENJIRA) – referendadas no 36º Congresso Nacional dos Jornalistas no mês de maio – e que precisam ser amplamente discutidas em todas as unidades sindicais para ampliar os avanços na luta pela visibilidade das questões étnicorraciais, a democracia e o combate do racismo. 

O documento assinado pelo presidente da instituição nacional, Celso Augusto Schröder, ressalta que: “Acordos internacionais, dos quais o Brasil é signatário, são absolutamente cristalinos no que diz respeito ao compromisso do Estado brasileiro, bem como de organismos e categorias profissionais, em superar o drama racial que ainda experimentamos como forma de alcançar, efetivamente, o desenvolvimento pleno capaz de consolidar a democracia”.

As representações dos(as) negros(as) e grupos historicamente discriminados no jornalismo e a destinação de verbas públicas para as mídias negras foram alguns dos temas que ordenaram as reflexões tecidas no I ENJIRA. Também ocorreu a reflexão sobre a existência de uma ditadura estética eurocêntrica na imprensa, a reduzida presença de jornalistas negros(as) nas redações e a necessidade de inclusão da temática étnicorracial no currículo das faculdades de jornalismo. 

Atualmente, em um universo de 31 sindicatos, são apenas oito grupos de jornalistas pela igualdade racial existentes e é preciso ampliar ainda mais! Axé!




Coluna Axé – 320ª edição – Jornal Tribuna Independente (25/11 a 01/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Programação afrocultural

Chegamos à semana da consciência negra, onde as atividades voltadas à exaltação da cultura afrobrasileira, encontros de formação e reflexão social se intensificam em todo o país.

A Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) realizará nessa quarta-feira (19), a segunda edição do projeto Saurê Palmares. A programação iniciará às 15h, com a Rota do Saurê, Centro (calçadão da Rua Boa Vista, proximidades da Igreja do Livramento e em frente ao antigo Produbam), com a participação da Banda Afrodara, Banda Afro Afoxé, Afoxé Ofá Omin, Grupo Ginga Terapia, Coco de Roda do Grupo Folclórico Ganga Zumba, Maracatu Raízes da Tradição. E às 16h, as apresentações artísticas continuam na Praça Palmares com: Orquestra de Tambores, Toni Edson, Banda Afro Mandela, Grupo Afoxé Odô Iyá e Chico César. 

Também estão previstas: oficina Cabelo e Identidade (Tamires Melo), oficina Mandala da Miscigenação (Achiles Escobar), exposição “Águas de Oxalá, Caminhos da Transformação”; exposição de cordéis, feira de comidas típicas, acessórios, roupas de capoeira e instrumentos musicais, produtos artesanais, esculturas e expressões plásticas.

Já em União dos Palmares, de 18 a 20 de novembro, as ações acontecerão no centro da cidade, na comunidade remanescente de quilombo Muquém, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da Serra da Barriga. Estão previstos o escambo cultural no auditório da prefeitura sempre às 14h, rodas de diálogo sobre “Protagonismo da Juventude Negra na cultura” e “Políticas Públicas e Tradições Culturais – Mestres da Cultura”; e ainda, as oficinas de jongo, dança afro, turbante, afro cantos e afro contos para os moradores de Muquém.

E no Espaço Zezito Araújo (Quadra de Esporte) às 18h, terá a resistência negra em cortejo com o desfile de grupos tradicionais e apresentações. Já no palco Abdias Nascimento acontecerão os shows a partir das 19h, com grupos locais e atrações nacionais como Olodum (18) e a banda de samba Fundo de Quintal (20). 

É programação para todos os gostos e atitudes, mas, o pertencimento étnico tem que ser todos os dias! Axé!


Coluna Axé – 319ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/11/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Autorretrato Nordeste

O Autorretrato Nordeste é um projeto de arte visual que envolve fotografia, cultura e novas tecnologias. A terceira edição denominada “Quilombos de Alagoas” é uma realização da produtora Atitude Gestão de Ideias e foi a ganhadora do prêmio Artes Negras da Fundação Nacional de Arte (Funarte), que é um órgão vinculado ao Ministério da Cultura. 

Ao longo desse ano, tornou-se um mecanismo importante na inclusão midiática, estímulo para a prática da memória documental, para a valorização das manifestações culturais e expressões folclóricas, além de fortalecer a identidade negra alagoana. 

Foram realizadas oficinas gratuitas e mostras fotográficas em comunidades remanescentes de quilombo de Alagoas: Bom Despacho (Passo de Camaragibe), Palmeira dos Negros (Igreja Nova), Cajá dos Negros (Batalha) e Sabalangá (Viçosa). 

Agora, é o momento de conferir os resultados desse trabalho transformador em uma grande exposição fotográfica, com cenas captadas pelos adolescentes dessas localidades, além de cartões-postais e um catálogo fotográfico. 

Cerca de cem fotografias estarão espalhadas em grandes painéis de 10 a 20 de novembro, das 8h às 17 horas, no Espaço Cultural Trilhos Urbanos da Estação Ferroviária do Centro de Maceió, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Sem dúvidas, essa é uma ação ousada, com um potencial incrível e merece ser prestigiada. 

Também é um grande presente no mês da consciência negra, o período onde exaltamos a importância da história e cultura afro-brasileira, e o momento de reforçar que os quilombolas não são descendentes de escravos, e sim, de guerreiros e guerreiras que lutaram bravamente por liberdade e justiça. 

Acompanhe a página do projeto no facebook e acesse o site para mais informações: http://www.retratonordeste.com/. Entrada gratuita!


Fonte: Coluna Axé – 318ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/11/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 9 de novembro de 2014

Momento inesquecível - Prêmio Braskem de Jornalismo



Nesse sábado (08.11) ocorreu em grande estilo a 25ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo em Alagoas, uma realização do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e a empresa Braskem.

Eu tive a honra de participar pela segunda vez e fui uma das premiadas! Após uma disputa acirrada com outros quatro concorrentes competentes e de peso, na categoria Assessoria de Imprensa, o case vencedor foi o projeto "Coopvila - Reciclar e Educar" da Cooperativa dos Catadores da Vila Emater que tem o patrocínio da Petrobras.

É um trabalho freelance que tenho muito orgulho de participar e aprendo todos os dias. Esses trabalhadores são guerreiros e guerreiras, verdadeiros agentes ambientais que também estão reciclando suas próprias vidas. Porém, a atuação na sociedade precisa ser mais respeitada e receber o apoio do poder público.

Dentre as ações de comunicação desenvolvidas no projeto, que dão visibilidade à cooperativa e a importância da coleta seletiva, estão: cobertura de eventos e produção de notícias; atualização do site (http://coopvila.com/) e redes sociais; edição de boletins informativos; articulação com os veículos de comunicação e agendamento de entrevistas; acompanhamento e/ou produção de material gráfico.


REGISTRO FOTOGRÁFICO

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Novembro Afro

O mês da consciência negra chegou, e com ele, proliferam-se em várias partes do país, as ações sociopolíticas, apresentações culturais e eventos de formação em alusão ao 20 de novembro: Dia Nacional da Consciência Negra e Dia de Zumbi dos Palmares (heroi nacional e líder da resistência negra). 

Atualmente, estima-se que 1047 cidades brasileiras já decretaram feriado nessa data, e no Estado de Alagoas a determinação deve ser cumprida conforme a Lei Estadual Nº 5.724, de 01.08.1995. Durante todo o mês, várias atividades serão realizadas em instituições de ensino, nas casas de axé, praças públicas e nas sedes de organizações que combatem o racismo e outras formas de opressão. 

A Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) está apoiando uma ampla programação no período de 15 a 20 de novembro em Alagoas, que divide-se entre a cidade de Maceió, a comunidade remanescente de Quilombo Muquém e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares/Serra da Barriga em União dos Palmares. 

Terá o seminário de Fomento à Cultura Afro-brasileira e Saúde da População Negra; Feira do Livro; Edição especial do Escambo Cultural; oficina de percussão com Nana Vasconcelos; oficinas de hip hop; a Cavalgada da Liberdade; a exposição “Centenários Negros e Personalidades Negras de Alagoas”; homenagem aos capoeiristas de Alagoas; entrega de certificações de comunidades quilombolas; o Cortejo Issegum Caojubá; o Tributo ao centenário de Abdias Nascimento com o grupo de samba Fundo de Quintal, além de apresentações de grupos culturais e artistas locais. 

Esse é um importante período para celebrar a herança afrocultural e fortalecer a luta por justiça social e igualdade racial. Mas, a negritude e o pertencimento étnico tem que ser todo dia!


Fonte: Coluna Axé – 317ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/11/2014) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com