terça-feira, 17 de junho de 2014

Festejos juninos

O melhor período do ano para o povo nordestino é o mês de junho, onde a efervescência da nossa cultura encontra-se em todo lugar: na música, nas danças, quitutes e alegria. 

A Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), organizou uma grande festa com o tema “São João em Maceió é festa, futebol e forró”, com uma programação bem diversificada, que valoriza principalmente os artistas locais e encolve cerca de 50 trios de forró. 

Amanhã (18.06) terá o Trem do Forró para Fernão Velho saindo da estação de trem. Também estão previstas apresentações nos mercados públicos, no Caminhão do Forró e 52 arraiais espalhados por 32 bairros de Maceió. Também terá a 7ª edição do Festival de Coco de Roda Alagoano, promovida pela Liga dos Grupos de Coco de Roda Alagoano, que reunirá 14 grupos de coco de roda no período de 19 a 24 de junho. 

E para quem busca programações alternativas, a sugestão é curtir o Forrock nos dias 20 a 22 de junho, no Posto 7 na praia de Jatiúca, destaque especial para a Banda de reggae Vibrações que se apresenta no domingo. E nesse fim de semana, no Arraial Central no Estacionamento do Jaraguá, as atrações de fora são: a cantora e sanfoneira Lucy Alves, da Paraíba, e Cezzinha. 

Confira a programação completa no site: http://maceio.al.gov.br/saojoao/



Fonte: Coluna Axé – 301ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/06/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL)
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 14 de junho de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

Vai Ter Copa

A “copa das copas” inicia nessa semana, com a presença de 32 equipes divididas em oito grupos.

A expectativa é grande quanto às partidas do esporte mais adorado do Brasil, e principalmente, em relação às manifestações nos arredores dos estádios. Porém, paralelamente ao clima de tensão, é possível ver bandeirinhas do nosso país tremulando nos veículos e nas sacadas de prédios, além de ruas inteiras decoradas nas cores verde, amarela e azul. Também é grande o rebuliço da imprensa nas cidades-sede e cidades vizinhas em busca de fatos pitorescos.

E amanhã (11.06), chegará ao Aeroporto Zumbi dos Palmares a seleção de Gana, que escolheu a capital alagoana como sede de treinamento durante o mundial. O Comitê Gestor do Projeto Alagoas Centro de Treinamento de Seleções (Comcopa) programou uma recepção especial, que foi debatida com vários representantes de órgãos municipais. A comitiva ganesa contará com 90 pessoas e serão recepcionados com placas de boas vindas e uma banda de pífano; e no hotel, terá um trio de forró e a presença de estudantes universitários africanos que vivem em Alagoas.

No dia 13, às 10h no Estádio Rei Pelé, terá um treino aberto e a Fifa garantirá 10 mil ingressos, que serão distribuídos principalmente em escolas públicas e privadas. Já a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014 acontecerá nessa quinta-feira (12.06) no Itaquerão, em São Paulo. Em seguida, às 17h, Brasil e Croácia entram em campo para o primeiro jogo do Mundial.

Esperamos que essa Copa não seja um festival de racismo e truculência, e que os protestos transcendam as ruas e cheguem às urnas.


Fonte: Coluna Axé - Edição 300 – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/06/14) – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira/AL)
Editora: Helciane Angélica – Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 7 de junho de 2014

terça-feira, 3 de junho de 2014

Diálogos sobre mídia e racismo

Com representantes de todo Brasil, foi realizado nos dias 29 e 30 de maio, no Centro de Convenções Israel Pinheiro, em Brasília, o Seminário “Diálogos: Democracia e comunicação sem racismo, por um Brasil afirmativo”, promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

O encontro discutiu o quadro atual da comunicação social no Brasil, no que diz respeito à diversidade e ao combate ao racismo, bem como medidas que contribuam para que o País alcance uma comunicação mais plural e democrática, por meio do fortalecimento das mídias negras.

Participaram da mesa de abertura, a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial(Seppir); Valdice Gomes, representando a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira), órgão consultor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); Rosane Borges, do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR); e Hilton Cobra, presidente da Fundação Cultural Palmares.

A ministra Luíza Bairros considerou o evento um momento importante para se colocar no debate que a comunicação talvez seja, dentre as variáveis que precisam ser trabalhadas no combate ao racismo, a mais difícil de ser acessada. “A comunicação hegemônica tem um peso tão grande nesse momento, que acaba se tornando o setor ou área que teria o papel mais fundamental para poder fazer com que essas mudanças na sociedade pudessem ser vistas, para que a população negra pudesse aparecer como uma marca fundamental das mudanças que o Brasil tem sofrido nos últimos anos”.

Outro ponto de destaque nas discussões foi sobre o histórico da imprensa negra no Brasil, a partir da palestra de Ana Flávia Magalhães – pesquisadora, doutoranda da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – onde ressaltou que a comunicação negra vai além do jornalismo, da imprensa escrita e inclui uma rede ampla de profissionais que produzem conteúdos de interesse da população afro-brasileira. “Houve tentativas de silenciamento, mas desde o século 19, em termos de imprensa, os negros nunca se calaram e pautaram de forma diversa e incisiva a questão do racismo”, disse. 

Os periódicos negros, a exemplo de “O Mulato” (RJ), “Homem de Cor” (RJ), “O Homem” (PE) e “A Pátria” (SP), foram exemplos de esforço coletivo para a produção de conhecimento no combate do racismo e no fortalecimento das comunidades negras. Essa memória precisa ser resgatada e ter maior investimento público para a permanência dos meios de comunicação atuais da imprensa negra e que contribuem para o respeito da diversidade étnicorracial, cultural, de gênero e credo. Axé!


Coluna Axé – 299ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/06/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de maio de 2014

Negros(as) no Concurso Público

O dia 20 de maio de 2014, tornou-se mais uma importante data na luta por igualdade racial no Brasil. 

Foi aprovado no Senado Federal, o projeto de lei que limita a aplicação das cotas ao prazo de dez anos e reserva 20% das vagas para a população negra em concursos públicos da administração pública federal: autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União, como Petrobras, Caixa Econômica Federal, Correios e Banco do Brasil.

A proposta não contempla órgãos públicos estaduais ou municipais, e deve ser adotada quando forem disponibilizadas mais de três vagas no cargo. Os candidatos e candidatas no ato de inscrição, deverão se declarar negros ou pardos, conforme o item cor e raça utilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em caso de declaração falsa ocorrerá a eliminação. Agora, o texto seguirá para sanção da Presidência da República. 

De acordo com informações do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), utilizado como fundamentação para as cotas, cerca de 30% dos servidores do poder Executivo federal são negros. Em outros setores da administração federal (como nas carreiras jurídicas), os percentuais vão de 5,9% a 16,6%. 

A Lei visa garantir oportunidades para uma população que historicamente foi renegada e condenada à miserabilidade. Porém, tem intensificado as discussões e muitas críticas, sob o argumento de que é mais uma forma de dar regalias e/ou incentivar ainda mais a discriminação. 

Polêmicas a parte, as ações afirmativas servem para reduzir desigualdades sociais e raciais que perpetuam há séculos. Enquanto houver preconceito, não existirá paz, não existirá evolução. 



Fonte: Coluna Axé - 298ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/05 a 02/06/2014)
Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

(Com informações de agências nacionais)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Respeitem, a minha fé!

Todo mundo sabe que o Brasil é um país laico, e também, que todos devem ser tratados de forma igual perante a Lei. 

Porém, a nossa Constituição Federal vem sendo rasgada aos poucos e sendo descumprida pelos próprios juristas que deveriam atender seus objetivos fundamentais (Art. 3º): I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; e IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação

Na semana passada, a sociedade brasileira foi surpreendida com a sentença do juiz federal Eugenio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro, onde afirmou veemente que os “cultos afro-brasileiros não constituem religião” e que “manifestações religiosas não contêm traços necessários de uma religião” porque não tem existência de um texto base (a Bíblia ou Alcorão, conforme citado na decisão), de uma estrutura hierárquica e de um Deus a ser venerado. 

Essa foi a resposta para uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos do YouTube, onde cultos evangélicos eram considerados intolerantes e discriminatórios contra as práticas religiosas de matriz africana. 

Quem é ele, para dizer o que pode ser religião? Quem é ele para condenar a cultura ancestral de um povo? Essa atitude individualizada e preconceituosa só estimulou uma corrente de indignação em todo território nacional, e a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Estado do Rio de Janeiro tem mobilizado religiosos de matriz africana e de outras crenças, ativistas negros(as) e lideranças de movimentos sociais para novamente marchar em prol do respeito à diversidade e a liberdade de cultos. 

Nossa história e cultura não podem ser tratadas como lixo. Intolerância religiosa também é crime!



Fonte: Coluna Axé – 297ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/05/2014) – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de maio de 2014

A escravidão cotidiana

Há 126 anos, foi abolida no Brasil a escravidão de negros e negras oriundos do continente africano. 

O país foi o campeão na prática nefasta do tráfico de pessoas, que eram arrancadas de suas origens, famílias e costumes, para executar o trabalho forçado nas lavouras e casas de engenho, sob a justificativa de que eram amaldiçoadas e pertenciam a povos inferiores. E foi o último país independente do continente americano a abolir completamente a escravatura, porém, o que parecia a solução para todos os problemas, desencadeou uma onda de marginalização social. 

Para o Movimento Negro o dia 13 de maio não é uma data festiva, e sim, o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo que busca promover a reflexão sobre a luta dos nossos antepassados por liberdade e justiça social; além de analisar os efeitos desastrosos que persistem até hoje. 

A população brasileira é formada por 50,7% de negros (pretos e pardos) conforme o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE), no entanto, amargam a falta de oportunidades, ocupam cargos de menor prestígio e representam apenas 20% dos que ganham mais de dez salários mínimos. 

Também ocupam apenas cerca de 30% do funcionalismo brasileiro nas esferas federal, estaduais e municipais. Os índices de analfabetismo, desemprego e homicídios são crescentes. A nossa juventude negra está sendo dizimada, as políticas de inserção social e cultural são insuficientes, o que só fortalece a criminalidade e o tráfico de drogas. O pertencimento étnico deveria ser uma valorização para além das datas emblemáticas, e sim, ser uma prática constante em nossos lares e salas de aula. 

E fica a pergunta, onde está a cidadania plena? O discurso de que somos todos iguais perante a Lei, não pode ficar apenas no papel ou tornar-se uma estratégia de marketing nas redes sociais. Não podemos continuar sendo vítimas de atos racistas, intolerância religiosa e a opressão que multiplicam-se nos mais diversos locais. 

Queremos respeito! 



Fonte: Coluna Axé – 296ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/05/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL/Sindjornal)
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 11 de maio de 2014

Minha mãe, é massa!

Feliz Dia das Mães para todas as guerreiras que tem o dom de amar, proteger, educar, acarinhar... 



 






terça-feira, 6 de maio de 2014

O racismo persiste

Quem disse que o racismo precisa de banana? Trata-se de uma chaga social, que tem crescido mundialmente e é realizada nos mais diversos locais, um crime que precisa ser punido conforme a Lei. Os constantes casos de discriminação racial e violência nos campos de futebol sensibilizaram os veículos de comunicação; os/as artistas utilizam seus protestos nas redes sociais como estratégia de marketing pessoal; e a população continua assistindo? 

Há 12 anos, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) implantou uma campanha de conscientização nos estádios, onde os capitães de cada time discursam e os jogadores exibem faixas, e tudo continua por isso mesmo. As penalidades são brandas, inúmeros casos deixam de ser denunciados e ninguém vai para a cadeia. 

No último domingo(04.05), o programa Esporte Espetacular da Rede Globo conversou com vários jogadores, ícones do esporte brasileiro e com Luiza Bairros, ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que comentou o caso Daniel Alves e as punições ao jovem que jogou a banana no lateral. 

Em um primeiro momento, muitos de nós pensaram que as punições aos times poderiam ser mais efetivas. Mas agora, com a repetição dos casos, se pensa que o melhor realmente é procurar identificar quem praticou a discriminação. Para isso, esse exemplo mais recente da Espanha foi bastante positivo: a pessoa já foi identificada.  Mas é preciso que os times de futebol adotem uma postura um pouco mais corajosa em relação a isso. O efeito do racismo em nós, pode ser devastador” - afirmou a ministra. 

Enquanto isso, a “copa da diversidade” se aproxima e a busca por respeito (em todos os setores) tem que ser uma bandeira de luta de tod@s!   



Fonte: COLUNA AXÉ – 295ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/05/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de abril de 2014

Somos todos macacos?!

O racismo tem tomado proporções assustadoras no mundo! Infelizmente, nos estádios de futebol onde deveria ser um espaço de alegria e exaltação ao esporte, tem se tornado o local sinônimo de violência e racismo entre torcidas e de hostilização aos jogadores negros, mestiços e da América Latina. 

Os casos de imitação de macaco e o arremesso de bananas no gramado estão ficando comuns, e o episódio mais recente ocorreu na Espanha, quando o brasileiro Daniel Alves (jogador do Barcelona), descascou a fruta, comeu e depois seguiu com a marcação do escanteio para seu time. 

Em apoio, artistas e esportistas brasileiros publicaram fotos em suas redes sociais com o intuito de “dar uma banana ao preconceito!”, porém, ativistas negros(as) condenaram a campanha considerada hipócrita, pois só contribui para a depreciação e reforça as ofensas racistas. O fato não pode ser encarado como piada, trata-se de racismo, é crime e precisa ser punido de acordo com a lei antirracista.

A presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, também se pronunciou sobre o caso e afirmou ontem (28.04), por meio de sua conta no microblog Twitter que o lateral-direito do Barcelona e jogador da Seleção Brasileira deu resposta ousada e também disse que o Brasil “levanta a bandeira” do combate à discriminação: “O Brasil na #CopaDasCopas levanta a bandeira do combate à discriminação racial #CopaContraORacismo. (...)Vamos mostrar q nossa força, no futebol e na vida, vem da nossa diversidade étnica e dela nos orgulhamos. #CopaSemRacismo”, declarou. 

Polêmicas a parte, sonhamos com o dia que o ser humano deixará de ser apenas um estereótipo. Chega de desigualdade social e racial, precisamos de respeito e amor ao próximo! Axé!



"Estou na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira. Temos de rir dessa gente atrasada" (Daniel Alves).




Fonte: Coluna Axé – 294ª edição – Jornal Tribuna Independente – 29/04 a 05/05/2014 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 15 de abril de 2014

Autodeclaração nas candidaturas

A partir das eleições realizadas em 2014, todos(as) os(as) candidatos(as) deverão declarar a ‘cor ou raça’ no ato da candidatura, conforme descrito na Resolução 23.405/2014, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento, que dispõe sobre a escolha e o registro de candidaturas, especifica a decisão no artigo 26, inciso IV, e o preenchimento é obrigatório.

Essa é uma das mais antigas reivindicações do Movimento Social Negro brasileiro e foi absorvida pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR. Atualmente, o TSE não tem nenhuma estatística que informe o número de negros e negras na política brasileira. É importante ressaltar, que desde dezembro de 2012, o Governo Federal adotou o quesito “cor ou raça” como campo obrigatório dos registros administrativos, cadastros, formulários e bases de dados.

A iniciativa também vem sendo adotada em outros campos de atuação, a exemplo das fichas sindicais, e tem como objetivo coletar dados sobre a representação dos grupos raciais e étnicos que constituem a diversidade brasileira e sua participação nos espaços de decisão do sistema político; além de ser um instrumento de monitoramento e avaliação de políticas e programas voltados para a promoção da igualdade racial previstas na Lei 12.288/2010, que institui o Estatuto da Igualdade Racial. 

Com certeza, essa será uma importante ação para verificar quantos candidatos e candidatas se reconhecem como negros(as). Obter dados sobre a quantidade de negros(as) que disputaram, qual o partido que tem maior diversidade, e quantos foram eleitos(as)??? Porém, o melhor seria saber quantos e quantas estão realmente comprometidos(as) com as questões étnicorraciais?

E cabe à população brasileira, escolher melhor seus representantes.


Fonte: Coluna Axé – 293ª edição – Jornal Tribuna Independente – 15 a 21/04/2014 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 8 de abril de 2014

Jornalistas e igualdade racial

O dia 02 de abril de 2014 tornou-se um marco histórico para a categoria profissional de jornalistas, pela primeira vez, ocorreu o Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (1º Enjira) em Maceió. O evento integrou a programação do 36º Congresso Nacional de Jornalistas, que foi promovido pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindjornal, além de contar com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR).

Estiveram reunidos jornalistas e acadêmicos(as) e convidados(as) afrodescendentes e aqueles identificados(as) com a luta pela igualdade racial de todo o país, para discutir o tema “Os jornalistas e a Construção da Igualdade Racial na Mídia”. Teve como resultado a aprovação de 12 propostas prioritárias que foram divididas nos eixos de formação profissional, atuação sindical e democratização da comunicação. São elas:

1. Orientar os sindicatos dos jornalistas do Brasil que negociem em seus acordos coletivos para que seja garantida a cota de 20% de negros e negras nas contratações das empresas de comunicação;
2. Que a Fenaj e os sindicatos garantam que o Enjira seja realizado periodicamente a cada dois anos;
3. Realizar ampla pesquisa nacional etnicorracial para identificar os(as) jornalistas negros(as) que estão dentro e fora do mercado de trabalho;
4. Fazer uma moção de apoio ao projeto de lei que define o percentual de 20% de cotas raciais nos concursos públicos, incluindo os cargos em comissão;
5. Que os sindicatos atuem para o cumprimento da convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que trata da discriminação nos locais de trabalho;
6. Que a Fenaj recomende aos sindicatos a solicitação de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) ao Ministério Público do Trabalho, com objetivo de responsabilizar empresas de comunicação quanto à discriminação etnicorracial em sua cobertura editorial, em especial nas editorias de polícia;
7. Que a Fenaj recomende aos sindicatos que garantam pelo menos uma vaga para delegado(a) representando a Cojira de cada estado nos congressos de jornalistas;
8. Propor parcerias com instituições internacionais, universidades, governos, entre outros, para novamente ofertar o curso de gênero, raça e etnia para jornalistas;
9. Atuar para a inclusão da temática etnicorracial no currículo acadêmico das faculdades de jornalismo;
10. Ampliar a produção científica das Cojiras e do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros;
11. Reivindicar que a Secretaria de Comunicação (Secom), da Presidência da República, destine parte de suas verbas para o financiamento da mídia negra;
12. Que a Fenaj faça uma pesquisa crítica e nacional cerca da cobertura etnicorracial realizada pelos meios de comunicação no Brasil.

E a luta continua... por respeito e justiça social em todos os setores. Axé!


Participantes do 1º Enjira fortalecem a discussão sobre igualdade racial e mídia (Foto: Yvette Moura)


Congresso 1
Após 36 anos, o Estado de Alagoas realizou o 36º Congresso Nacional de Jornalistas com o tema central: “O Jornalismo, o Jornalista e a Democracia”. A temática étnicorracial e o combate do racismo nos meios de comunicação foram discussões sempre presentes, inclusive, teve a palestra “O Jornalismo e as políticas afirmativas para a consolidação do estatuto democrático” ministrada por Edson Cardoso – assessor especial da Ministra Luiza Bairros (Seppir) – que ressaltou a hierarquização do humano, a estigmatizarão e a prática da democracia meia-boca no Brasil. “A diversidade contribui para a excelência, mas, o racismo estrutura a nossa sociedade. Ao pensar em democracia, não podemos conviver com uma ideologia onde afirma que por causa da aparência, um é melhor que o outro. (...) A pluralidade de vozes deveria ser o sustentáculo da democracia”, ressaltou. 



Congresso 2
Também teve a leitura da Carta da Igualdade de Maceió, a aprovação de uma tese para que a Fenaj e todos os sindicatos ampliem a campanha de inclusão e atualização da autodeclaração étnicorracial nas fichas cadastrais de jornalistas; além de uma moção de repúdio à apresentadora Ana Maria Braga (Programa Mais Você/Rede Globo), que no dia 03 de abril, ao divulgar uma receita popularmente conhecida como “Nêga Maluca”, usou tom jocoso e irônico para afirmar que existiria uma nova nomenclatura: “mulher afrodescendente com distúrbio mental”. Piada sem graça!




Congresso 3
Outro ponto importante foi a apresentação do Afoxé Odo Iya durante o café com cultura, além do show do cantor Igbonan Rocha e o grupo samba de nego na festa de encerramento do congresso nacional de jornalistas. Também ocorreu a realização de um passeio étnicorracial na Serra da Barriga em União dos Palmares para jornalistas comprometidos com a igualdade racial. A atividade também conhecida por “Palmares in loco” reuniu profissionais de sete estados (CE, GO, MG, SP, RJ, RS e o Distrito Federal), é um projeto do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô que conta com as explanações de Helcias Pereira – coordenador nacional dos APNs e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).


Fonte: Coluna Axé - 292ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/04/2014) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 5 de abril de 2014

Trilha sonora - fim de semana (05 e 06.04.14)

E na semana, que a sociedade reflete sobre os 50 anos da Ditadura Militar, eis um clássico da música popular brasileira daquele período tenebroso.

Apesar de você...amanhã há de ser outro dia.

 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Momento histórico ... fotos do 1º Enjira

Nessa quarta-feira(02.04), o 1º Encontro Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Enjira) abriu a programação do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas, no Centro de Convenções de Maceió. 

Com foco na construção da igualdade racial na mídia e o papel dos jornalistas nesse processo, o encontro trouxe a tona a visibilidade da cultura e das questões étnicorraciais, racismo institucional e a troca de experiência sobre a abertura de espaços para o jornalismo especializado nas questões de gênero, como o Portal Áfricas e os cadernos afro-especiais do jornal A Tarde(BA). 

Estiveram presentes representantes das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Bahia, além do Núcleo de Jornalistas Afrobrasileiros do Rio Grande do Sul. E jornalistas representando os sindicatos de jornalistas do Estado do Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.

Confira algumas imagens:
















terça-feira, 1 de abril de 2014

1º Enjira



O 1º Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (1° Enjira) acontecerá nessa quarta-feira(02.04), das 9h às 17h, no auditório do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso (Centro de Convenções de Maceió) no bairro histórico de Jaraguá em Maceió. 

Com o tema “Os jornalistas e a Construção da Igualdade Racial na Mídia”, o evento integra a programação do 36º Congresso Nacional de Jornalistas e é promovido pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), além de contar com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), do governo federal. 

De acordo com Valdice Gomes – presidenta do Sindjornal e coordenadora da Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira) da FENAJ – o Enjira tem como objetivo fomentar o debate sobre etnia e raça, seus desafios na mídia brasileira, além de traçar encaminhamentos para a implementação de ações afirmativas voltadas à igualdade racial nos veículos de comunicação social e nas assessorias de imprensa das esferas pública e privada. 

Para subsidiar o debate, foram convidados profissionais referenciados na mídia étnica nacional, a exemplo de Cleidiana Ramos, repórter especial do jornal A Tarde (BA), especializada em questões de identidade e religiosidade afro-brasileira; o jornalista Washington Andrade, diretor geral do Portal Áfricas; e Rosane Borges, doutora em Ciências da Comunicação, coordenadora do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra; e à tarde, terão os grupos de trabalhos(GTs) e a discussão de propostas. 

Essa é uma antiga aspiração dos coletivos de jornalistas que lutam contra o racismo e em defesa de ações afirmativas na mídia, existentes nos sindicatos da categoria de vários estados, a exemplo do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul e das Comissões de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Bahia. Sem dúvidas, um momento histórico! Axé!


Congresso
Após 36 anos, o Estado de Alagoas receberá jornalistas profissionais de todo o país, acadêmicos e acadêmicas de jornalismo, para debater o tema central: “O Jornalismo, o Jornalista e a Democracia” no 36º Congresso Nacional de Jornalistas. No período de 2 a 6 de abril, terão painéis, oficinas, rodas de conversas; a entrega da Comenda Fenaj para o ilustre alagoano, Prof. Dr. José Marques de Melo; o tributo às vítimas da Ditadura Militar nessa sexta-feira(04.03), às 21h, no Memorial Teotônio Vilela na praia da Pajuçara; além da programação cultural com a Noite Alagoana e o Filho da Pauta In Door (festa de encerramento) com a apresentação do cantor Igbonan Rocha e o grupo Samba de Nêgo. Mais informações e inscrição, no site: http://36congressojornalistas.com. Contato: (82) 3326-9168.


Fonte: Coluna Axé – 291ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/04/2014) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com