terça-feira, 14 de outubro de 2014

Teatro Experimental do Negro

O Teatro Experimental do Negro(TEN) fundado no Rio de Janeiro em 1944, representou uma revolução no cenário cultural brasileiro. Idealizado e dirigido por Abdias do Nascimento – um dos maiores ativistas pelos direitos humanos no Brasil, que deixou um legado de luta no desenvolvimento sociocultural, político e econômico do povo afrodescendente brasileiro – tinha como objetivo a valorização da herança cultural, a identidade, autoestima e a criação de uma nova dramaturgia. 

Também foram promovidas atividades nas artes plásticas; organização de eventos para estimular a conscientização política; concursos de beleza que enalteceram a mulher negra; além de cursos de alfabetização e cultura geral. 

A participação de várias pessoas foi essencial para o seu desenvolvimento, negros e brancos lado a lado, que eram funcionários públicos, artistas, datilógradas, professores, empregadas domésticas e operários ajudaram nos trabalhos. 

Foi um movimento que lutou contra as diversas nuances do racismo, mostrando o potencial de artistas negros nos mais diversos setores (atores, atrizes, autores/as, diretores/as) e provocou o interesse da imprensa. 

Os sinais da crise apareceram na década de 1950, com a precariedade financeira, ausência de local para ensaios e a montagem irregular de espetáculos, dificuldades frequentemente vivenciadas por vários grupos culturais. Porém, diante do apogeu da ditadura militar o grupo foi extinto, já que qualquer movimento em defesa da negritude e outras classes tidas como inferiores passaram a ser vistos com desconfiança e eram perseguidos. 

Foram vários espetáculos em quinze anos de atuação, trata-se de um marco histórico e não pode ser esquecido!


T.E.N
O Teatro Experimental do Negro(foto) foi um protesto em forma de arte, que inspirou vários grupos e tornou-se referência para ativistas do Movimento Social Negro. A exclusão de artistas negros nos palcos era massacrante, condicionando-os para papéis subalternos ou decorativos; e quando existia uma personagem de destaque, era geralmente interpretado por um ator branco cujo rosto pintava-se de preto. O grupo mudou paradigmas e mostrou o talento de Ruth de Souza, Grande Othelo, Léa Garcia, Santa Rosa, Aguinaldo Camargo, José Maria Monteiro, Marina Gonçalves, Arinda Serafim e tantos outros. 


Fonte: Coluna Axé – 314ª edição – Jornal Tribuna Indepdente (14 a 20/10/2014) / COJIRA-al / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Gandhi – o mensageiro da paz

No dia 2 de outubro, foi comemorado o 145º aniversário de nascimento do líder pacifista indiano Mohandas Karamchand Gandhi. Mahatma Gandhi inspira pessoas de várias gerações e países, devido aos ensinamentos que ressaltam a paz e não-violência, com o intuito de melhorar a sociedade. 

Foi trabalhando como representante de uma empresa indiana na África do Sul por 20 anos, que teve contato com o preconceito racial e despertou sua consciência social, além de defender os direitos da minoria hindu. Na luta pela independência da Índia, foi preso várias vezes, usou o jejum como forma de protesto e desobediência civil. 

A data do seu nascimento foi aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas, como o Dia Internacional da Não Violência – o termo não-violência representa uma série de conceitos sobre moralidade, poder e conflitos que rejeitam completamente o uso da violência nos esforços para a conquista de objetivos sociais e políticos. 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu que o mundo adote ações baseadas Gandhi: “Os princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1948, o ano da morte de Gandhi, devem muito a suas crenças”. Também defendeu a promoção de uma cultura de paz, construída por meio do diálogo e do entendimento, respeitando e celebrando a rica diversidade da humanidade. “Neste dia, eu convoco todas as pessoas para combater as forças da intolerância, avançar a cidadania global e forjar a solidariedade humana com base na filosofia de Mahatma Gandhi da não violência”, disse. 

O pacifista apesar de ser indicado para receber o prêmio Nobel da Paz durante cinco vezes entre 1937 e 1948, nunca foi agraciado e décadas depois, o erro foi reconhecido pelo comitê organizador. A simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu, até hoje impressiona a todos e esperamos que continue conquistando discípulos(as).

Inspiração
Gandhi conquistou admiradores no cenário mundial e influenciou personalidades como Nelson Mandela, Martin Luther King e Albert Einstein, com suas frases marcantes e filosofia de vida: “A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem a posse de um destemor inflexível”; “Seja a mudança que você gostaria de ver no mundo”, dentre outras.

Fonte: Coluna Axé – 313ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/10/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eleições 2014

Em menos de uma semana, a população brasileira terá que comparecer as urnas eleitorais para definir os rumos socioeconômico e político do país e dos estados da federação. E pela primeira vez na história das eleições diretas para a Presidência do Brasil, as mulheres e os negros superam o número de votantes em todo o país. Além disso, a população negra e parda é a maioria no eleitorado brasileiro de maneira inédita na escolha do mandatário do país. 

Essas informações são destaque na análise intitulada “Gênero e raça nas eleições presidenciais de 2014: a força do voto de mulheres e negros” publicada pelo Instituto Patrícia Galvão, que trabalha pela qualificação da cobertura jornalística sobre questões críticas que envolvam os direitos das mulheres brasileiras. Trata-se de um estudo sobre os dados levantados pelos institutos de pesquisa Ibope e Datafolha e de acordo com a análise, o eleitorado feminino é maior desde o ano 2000, mas o peso neste ano é inédito, somando 74,4 milhões de votantes mulheres diante de 68,2 milhões de votantes masculinos. 

De acordo com a socióloga e especialista em pesquisa de opinião Fátima Pacheco Jordão, coordenadora do estudo, o processo de amadurecimento da escolha eleitoral tem um recorte de gênero, onde as mulheres são mais reflexivas e aguardam mais informações para definirem seu voto e observariam com maior rigor as propostas e promessas de políticas públicas. 

Outro ponto de destaque, foi o projeto de conscientização política desenvolvido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), que realizou a estreia do espaço multimídia na internet em grande estilo, com a sabatina aos candidatos ao governo de Alagoas. Cada entrevista possui um tempo total de 1h e 15 minutos, divididos em cinco blocos, onde são explorados os temas: saúde, educação, segurança, economia e comunicação. Os vídeos estão acessíveis no youtube: TV Web Sindjornal. 

E em relação às prioridades étnicorraciais no plano de governo para Alagoas e discussão sobre o racismo institucional, os segmentos afroculturais e representantes de movimentos sociais poderão ouvir os candidatos hoje(30.09) a partir das 8h30, no evento “Auá-Anon: Um Debate sobre Propostas e Políticas Pretas”. A atividade acontecerá no terreiro Ilê Nifé Omí Omo Posu Betá localizado na Rua Campos Teixeira, 290, Ponta da Terra em Maceió é uma realização da ialorixá Mirian, Instituto Raízes de Áfricas e o novo grupo Juventude Negra Independente de Alagoas. Contatos: 8827-3656 / 3231-4201. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 312ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/09 a 06/10/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CNPIR – nova seleção

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) divulgou no dia 1º de setembro, o processo de seleção para a nova composição do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) destinada ao biênio 2014-2016. 

O edital foi publicado no Diário Oficial da União e as inscrições seguem até o dia 30 de setembro. Ao todo, 19 organizações serão incorporadas ao órgão colegiado, que tem caráter consultivo e compõe a estrutura básica do Ministério da Igualdade Racial. As categorias são: “População Negra” - Organizações gerais do Movimento Negro; “Representativas de segmentos” - Comunidades de Terreiro; Juventude; Mulheres; Quilombolas; Trabalhadores(as); e “Temáticas” - Comunicação, Educação, Pesquisa, Meio Ambiente ou Saúde; Povos indígenas; Comunidades Ciganas; Comunidade Judaica e Comunidade Árabe. 

As entidades da sociedade civil interessadas devem ter pelo menos três anos de funcionamento, com atuação nacional ou regional comprovada: Nacional – redes ou organizações que tenham filiadas ou seções em no mínimo em 13 (treze) Estados de 03 (três) regiões do País; Regional – redes e organizações com filiadas ou seções em pelo menos 70% dos estados da região. 

Já as redes ou organizações que estejam sediadas em uma única localidade, mas com reconhecida atuação nacional, devem ficar atentas aos seguintes critérios: a) execução de ações e/ou atividades comprovadas de âmbito nacional; ou b) manutenção de canal de comunicação (site, blog, portal, jornal impresso ou eletrônico) através do qual a rede ou organização estabeleça o diálogo com a sociedade civil de todo país. 

O Conselho também é composto por 22 órgãos do Poder Público Federal e três notáveis indicados pela SEPPIR. De caráter consultivo, tem o objetivo de propor em âmbito nacional, as políticas de promoção da igualdade racial com ênfase na população negra e outros segmentos étnicorraciais da população brasileira. O Conselho ainda tem por missão propor alternativas para a superação das desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.

Saiba mais no site: http://www.seppir.gov.br/


Fonte: Coluna Axé – 311ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/09/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Plebiscito popular

De 1º a 7 de setembro, também conhecida como Semana da Pátria, serão realizados vários atos públicos através do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana; a coleta de assinaturas no abaixo assinado para o Projeto de Lei da Reforma Política, e também, acontecerá a 20ª edição do Grito dos Excluídos que abordará o tema “Ocupar ruas e praças por liberdade e direitos”. 

O Plebiscito é uma consulta onde as/os cidadãs/os votam para aprovar ou não uma determinada questão. De acordo com as leis brasileiras somente o Congresso Nacional pode convocar um plebiscito, porém, desde o ano 2000, os movimentos sociais começaram a organizar Plebiscitos Populares sobre temas diversos, para que os/as brasileiros/as expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a seguir a reivindicação da maioria do povo. 

A Campanha Nacional do Plebiscito busca convocar a população para decidir se quer ou não mudanças no atual Sistema Político Brasileiro. Em várias partes do país, serão montadas urnas em faculdades, igrejas, associações de moradores, sindicatos, além das urnas voltantes. 

Também será possível realizar a votação pela internet, através do site www.plebiscitoconstituinte.org.br. A mobilização encontra-se efetiva pelas redes sociais, tem página no Facebook com várias informações, vídeos postados no YouTube e ainda o twittaço no twitter com as hastags #EuVotoSIM #MudeAsRegras. 

Informe-se, reflita e vote!


Fonte: Coluna Axé – 310ª edição – Jornal Tribuna Independente (02 a 08/09/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Agosto Popular

Para fechar o mês das tradições populares em grande estilo, terá a quarta edição do Agosto Popular. O evento acontecerá nesse sábado (30.08), a partir das 15h30, na Praça Santa Tereza localizada no bairro de Ponta Grossa em Maceió. 

Nesse ano, além de celebrar a cultura popular e sua diversidade, enaltecer a importância dos mestres e a contribuição social em suas comunidades, também chamará a atenção da sociedade para uma triste realidade: o extermínio de jovens negros em Alagoas. 

Foram convidados para apresentar seus trabalhos: o grupo de capoeira inclusiva Ginga Terapia; a fanfarra da Escola Júlio Alto; o maculelê do Grupo Legião Brasileira; Civilização Negra (samba reggae); Baianá Flor de Lis; bumba meu boi Águia e Cão de Raça; Afoxé Ofá Omin; Mestre Jorge Calheiros, Dona Guilhermina, Zeza do Coco, Xexéu, Linete Matia, Sandro Santana e Fagner Dubown (coco alagoano); Negra Pyll, Frick Zn, Davi 2P e Magojow (Rap); Rogério Dias e Banda; Família Todos Um (rap); Afoxé Povo de Exu; o maracatu percussivo do Coletivo AfroCaeté, com a participação especial de Isabel Caetano e Nany Moreno (Afoxé Oju Omin Omorewá). 

Essa é uma iniciativa da Articulação da Cultura Popular e Afro-Alagoana, do Coletivo AfroCaeté, do CEPA Quilombo, do Quintal Cultural, da Escola de Samba Girassol, da Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul. Tem o apoio da Fundação Cultural Palmares (Alagoas) e da Keka Rabelo Assessoria de Comunicação. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 309ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/08 a 01/09/2014)/ COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Em marcha contra o genocídio

Reaja ou será morta ou morto! Essa é a campanha da II Marcha (Inter)Nacional contra o Genocídio do Povo Negro que acontecerá no dia 22 de agosto. 

A atividade tem como tema “A luta transnacional contra o racismo, a diáspora negra contra o genocídio”, e envolverá os estados de Alagoas, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Maranhão, Paraíba e o Distrito Federal; além de países como a África do Sul, Senegal, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, França, Colômbia, Espanha e outros.

Em Alagoas, a mobilização foi articulada pelo Instituto Raízes de África, e a concentração está prevista para às 15h dessa sexta-feira, no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada (CEPA) localizado no bairro do Farol em Maceió. 

Estão sendo convocados estudantes, educadores, representantes comunitárias, pastorais sociais, lideranças de movimentos sociais, religiosos de matrizes africanas, capoeiristas, entidades negras e grupos afroculturais para caminharem juntos, denunciando a conjuntura de brutalidade e extermínio da juventude negra, e ainda, ampliar o debate sobre o racismo institucional e toda forma de opressão. 

Esse é o momento de solidarizar com a dor de tantas famílias, violentadas cotidianamente diante do abuso de poder e a falta de oportunidades. Também, de clamar por justiça social, em memória a tantas Cláudias e Amarildos, que são invisibilizados pelos veículos de comunicação e a sociedade. É hora de reagir! (Mais informações: 8827-3656 / raizesdeafrica@gmail.com).


Fonte: Coluna Axé – 308ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/08/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Espetáculo Afro

O Afoxé Oju Omin Omorewá – “Olhos d’água dos filhos da beleza” – completa nesse mês onze anos de atuação em Alagoas, e a comemoração será em grande estilo, com a apresentação do Espetáculo “Chão Batido – Terra de Negros e Mestiços” nessa quarta-feira (13.08) às 19h, no Teatro Deodoro em Maceió. O grupo encantará o público com seus batuques, danças, cânticos e a beleza do seu figurino. 

No palco será apresentada a história do povo brasileiro, da mitologia e cotidiano das religiões africanas; a mestiçagem do povo brasileiro, prestando uma homenagem aos ancestrais das religiões brasileiras, como caboclos, índios, pretos velhos; além de realçar a beleza e o respeito aos orixás. 

Dividido em três partes, também tem a riqueza literária de Castro Alves, através da interpretação de um trecho de “Navio Negreiro”, e ainda, a representação da Santeria Cubana, danças de tribos africanas e indígenas, toque do Ilê com jongo e o samba de roda. 

Para abrilhantar ainda mais a noite, terá as participações especiais do cantor Igbonan Rocha, Ana Fabíola (Grupo Voz Nagô – PE), Siry Brasil (coreógrafo do Grupo Muzenza) e Dayana Ribeiro (Deusa do Ébano do Ilê Ayê).

A apresentação integra a 15ª edição do projeto “Teatro É o Maior Barato 2014” organizado pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL). 

Os ingressos custam R$5 (meia) e R$10 (inteira), estão sendo vendidos por integrantes do grupo cultural e na bilheteria do teatro. Mais informações: 8821-5091 / 8826-2750. 


Fonte: Coluna Axé – 307ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/08/2014) / Cojira/AL – Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Capoeira em festa

O mês de agosto chegou e encontra-se com uma ampla programação para exaltar a capoeira – Patrimônio Cultural do Brasil – que mescla herança afrocultural, promoção à saúde e cidadania. No domingo (03.08) foi celebrado em Maceió, o Dia Municipal da Capoeira e do Capoeirista (lei 5.887/2009) de autoria da Vereadora Tereza Nelma, que foi implantada como forma de reconhecimento ao trabalho sociocultural desenvolvido pelos capoeiristas. 

Nos dias 08 e 09 de agosto, terá o 3º Encontro Liberdade Capoeira em Maceió com o tema “O saber ancestral – Ouvindo o mestre”, com palestras, vivências, oficinas, rodas de capoeira, batizado e troca de graduação.  O Grupo Muzenza realizará o VII Muzenzumbi nos dias 08 a 10, na Escola Estadual Miriam Marroquim e no seu Centro de Treinamento (ambos localizados no bairro do Jacintinho), com a execução do Papoeira sobre “Novas Perspectivas para Capoeira” e aulas práticas. 

A mulherada também terá um evento direcionado, com o 6º Encontro Alagoano Feminino de Capoeira (Enafec) promovido pelo Grupo Legião Brasileira de Capoeira, nos dias 16 e 17 no Sesc-Poço. Já o Grupo Tradição fará o 1º Tradição Camará, nos dias 23 e 24, com rodas e oficinas (confecção de berimbau; confecção de caxixi; maculelê; musicalidade, toques e cantos). E Grupo Lua de São Jorge fará o Dendê Cultural em parceria com a ONG Graciliano É uma graça, no período de 20 a 31, inclusive, com o lançamento do CD “São Bento” produzido por Mestre Ulisses e Professor Denis Angola. 

Outra ação que merece destaque, será a sessão especial no dia 18 de agosto, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, com o objetivo de discutir e implementar políticas públicas para o reconhecimento profissional e a valorização da capoeira como elemento de arte, cultura e promoção da saúde. A atividade contará com a participação da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (Feceal) e da Federação Alagoana de Capoeira (Falc), além de representantes da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac).

Enquanto isso, a luta pela valorização continua todos os dias, contribuindo para o pertencimento étnico e resgatando vidas. Axé! 


Fonte: Coluna Axé – 306ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/08/2014) / Cojira/AL – Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mulheres negras em destaque

Na última sexta-feira(25.07), foi celebrado o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana. Também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra instituído através da Lei nº 12.987/2014. 

E para marcar a data foram realizados vários eventos pelo país, buscando ampliar a discussão sobre a desigualdade de gênero e etnia que acometem as mulheres negras, principalmente no mercado de trabalho, além de combater o racismo e do machismo. Também teve a realização do lançamento nacional da Marcha das Mulheres Negras 2015 – contra o racismo e pelo Bem Viver, que está sendo organizada pela sociedade civil e discutida em várias cidades brasileiras. 

Em Alagoas, teve um seminário no auditório do Banco do Brasil, com a presença da palestrante Regina Nogueira (RS), ativista e médica em saúde mental. Já o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial-Conepir/AL realiza hoje (29.07) o seminário “Mulheres Negras: Realidade e Desafios”, a partir das 8h30, no auditório da Escola de Magistratura de Alagoas (Esmal) no bairro do Farol em Maceió.

Foram convidadas como palestrantes a professora Cida Batista de Oliveira, coordenadora do Núcleo Temático Mulher e Cidadania da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e integrante do Conselho Estadual  dos Direitos da Mulher  (Cedim); e Regina Trindade, socióloga e pesquisadora; Valdecir Pedreira do Nascimento, integrante do Odara - Instituto da Mulher Negra (Bahia) e do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial; Isabel Clavelin, jornalista da Assessoria de Comunicação da ONU Mulheres. 

E os temas a serem discutidos são: violência contra a mulher negra em Alagoas; racismo institucional; Mulheres negras e comunicação com foco na Década dos Afrodescendentes e Pequim +20; e a Marcha das Mulheres Negras 2015. A inscrição é gratuita e o evento é destinado para todos os públicos: donas de casas, estudantes, profissionais das diversas áreas, líderes comunitárias, representantes dos segmentos afros e de movimentos sociais. Participe! 


Fonte: Coluna Axé – 305ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/07 a 04/08/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 22 de julho de 2014

Enecom 2014

Pela terceira vez,o Estado de Alagoas sedia o Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social.

A 35º edição teve início no sábado (19.07) e segue até o dia 26 de julho de 2014, no Campus da Universidade Federal de Alagioas (Ufal) em Maceió, com o tema central: “Educação às avessas – Da formação que temos a comunicação que queremos”.

Trata-se de uma realização do Coletivo Alagoas da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) em parceria com o Diretório Acadêmico Freitas Neto (DAFN). 

A programação é formada por painéis; palestras; oficinas; vivências - visitas para conhecer comunidades e projetos sociais; grupos de discussão; apresentação de trabalhos acadêmicos; Cinecom (produção cinematográfica) e atrações culturais. 

E nessa sexta-feira (25.07) terá o Ato pela Democratização da Comunicação, com concentração prevista para às 14h, na Praça Centenário, no bairro do Farol em Maceió. Esse será o momento de diálogo com a sociedade sobre o modelo de comunicação imposto em nosso país, de reflexão sobre o monopólio da mídia, cujas concessões públicas dos veículos estão nas mãos dos políticos “donos da mídia” por vários anos e que ditam o conteúdo que a população deve ter, além de serem instrumentos estratégicos para propagar seus interesses políticos e comerciais. 

Os participantes do encontro oriundos de várias partes do Brasil, além de profissionais de comunicação e lideranças de movimentos sociais levantarão a bandeira “Comunicação é um direito, não um privilégio!”. Saiba mais no site: www.enecos.com.br/enecom2014

Festival
Um dos destaques do 35º Enecom, sem dúvidas, é o Festival Mundaú de Cultura Alagoana que foi amplamente divulgado na imprensa alagoana e conta com o apoio da Prefeitura de Maceió. Teve início no sábado e segue até a noite de 26 de julho, a partir das 22h, com uma programação repleta de qualidade e diversidade de ritmos, e ainda, valorização das manifestações folclóricas. E nessa quarta-feira (23.07) terá a noite Quebra de Xangô, em respeito aqueles que lutaram contra a intolerância religiosa e como reflexão ao massacre do fato histórico de 1912. A cultura afro estará representada com o projeto Inaê, o maracatu do Coletivo Afrocaeté e a jovem cantora Janaína Martins, que tem se destacado no cenário local com sua voz marcante. Prestigie!  (Foto: Larissa Fontes)



Fonte: Coluna Axé – 304ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/07/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) / Editora: Helciane Angélica / Contato cojira.al@gmail.com

terça-feira, 15 de julho de 2014

Mulher Negra

O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha é celebrado no dia 25 de julho e foi criado no ano de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, na cidade de Santo Domingo, República Dominicana. 

Trata-se de um marco internacional na luta e resistência da mulher negra, onde busca refletir sobre a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, além de fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. 

Pensando nisso, o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir) realizará no dia 29 de julho, o Seminário “Mulheres Negras: Realidade e Desafios” das 8h30 às 14 horas, no auditório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento e da Assistência Social (Seades) localizado no bairro do Poço em Maceió. 

Foram convidadas como palestrantes: Valdecir Pedreira do Nascimento, integrante do Odara - Instituto da Mulher Negra (Bahia) e do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial; e a professora Cida Batista de Oliveira, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e integrante do Conselho Estadual  dos Direitos da Mulher  (Cedim). O encontro também dará visibilidade a articulação da Marcha das Mulheres Negras 2015, que está sendo organizada pela sociedade civil e discutida em várias cidades brasileiras. 

Essa é uma grande oportunidade para refletir sobre a realidade que a mulher negra vive no Brasil e discutir sobre os avanços das políticas públicas.


Coluna Axé – 303ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/07/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) / 
Fonte: Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 8 de julho de 2014

Copa e racismo

No próximo domingo (13.07) terá a grande final da Copa do Mundo de futebol, que tem sido considerada pela imprensa estrangeira como a “copa das copas”. A todo tempo, é vendida a imagem de harmonia entre as torcidas, dentro dos estádios, nos bares, nos transportes públicos, além da divulgação dos exemplos de solidariedade de cidadãos honestos que devolvem ingressos e objetos perdidos. 

No entanto, o desrespeito é visível e pouco criticado, quando palavrões e insultos são entoados para a presidente do país que sedia a competição, ou quando, esses mesmos anfitriões vaiam o hino do país adversário. Bom, alguns diriam que isso é liberdade de expressão e é extremamente normal. E quando o assunto é preconceito, são várias as formas de expressão e que não recebem qualquer tipo de punição, apesar da ampla campanha #copasemracismo. 

As postagens racistas, de xenofobia e até mesmo de incentivo à pedofilia, tem sido encaradas como práticas comuns, não só direcionadas às equipes e jogadores, e sim, atingindo diretamente suas famílias e culturas. As pessoas estão passando do limite, se fortalecem em frente às telas dos equipamentos eletrônicos, para disseminar o ódio.

Enquanto isso, a Fifa tenta ao longo dos anos investir em ações que promovam o combate do racismo e outras formas de intolerância, inclusive, incentivou que os jogadores e torcedores fizessem algumas selfies nas redes sociais postando a frase #DigaNãoAoRacismo. 

A partir dos jogos pelas quartas de final na Copa do Mundo, os capitães das seleções leram no idioma oficial do país a mensagem: "Rejeitamos qualquer tipo de discriminação de raça, orientação sexual, origem ou religião. Através do poder do futebol, podemos ajudar e livrar o nosso esporte e a nossa sociedade do racismo. Assumimos o compromisso de perseguir esse objetivo e contamos com você para nos ajudar nesta luta". E após a execução dos hinos, todos os jogadores titulares e o trio de arbitragem posam para os cinegrafistas e fotógrafos segurando uma faixa com a frase: "Say no to racism" (Diga não ao racismo). 

Toda iniciativa que busque promover a paz e o respeito são bem vindas, porém, as mudanças de atitudes precisam ser mais evidentes e constantes. Caso contrário, seguiremos para o mundo da barbárie. 



Fonte: Coluna Axé - 302ª edição - Jornal Tribuna Independente (08 a 14/07/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) 
Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de junho de 2014

Debate no COS/UFAL

Estarei lá! Para relembrar os bons momentos no Curso de Comunicação Social na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), além de trocar conhecimentos e vivências.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Petrolina/Juazeiro

E lá vamos nós ... em busca de novas aventuras, paisagens e sonhos. 

Eu e minha amiga-irmã Edi fizemos concurso público para o Instituto Federal do Sertão Pernambuco, em nossas áreas de formação. 

Agora, é só conferir o gabarito ... mas, independente de qualquer resultado, foi muito bom conhecer essas cidades organizadas e aconchegantes. 

Nosso nordeste é lindo e salve o Rio São Francisco!!!