terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Futuro político

O primeiro dia de janeiro de 2015 – Dia Mundial da Paz e Dia da Fraternidade Universal – no Brasil, foi marcado pela posse da presidenta Dilma Rousseff, ministros e os governadores e governadoras dos estados brasileiros. 

A solenidade de posse da presidenta foi prestigiada por governantes de vários países, inclusive, líderes africanos. Na equipe de trabalho foram nomeados 39 ministros, apenas seis mulheres, entre elas uma única negra. Em seu discurso, Dilma informou o novo slogan “Brasil: Pátria Educadora” como diretriz para o seu segundo mandato que será “simples, diretor e mobilizador”. 

Em Alagoas, o Governador Renan Filho (eleito com 52,16% dos votos válidos) promete “Uma nova Alagoas” e já anunciou que reduzirá os gastos com pagamento de comissionados, diárias e combustíveis; além de investir na educação e combater a violência. Ao todo são 18 secretários e secretárias de Estado, sendo seis mulheres e nenhum gestor negro. 

Na Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos – que responde pelas políticas direcionadas à população historicamente marginalizada e discriminada (mulheres, negros, índios, deficientes, população LGBT, etc) – foi escolhida a ex-parlamentar Roseane Cavalcante de Freitas (Rosinha da Adefal), cujo primeiro desafio é proporcionar uma infraestrutura acessível às pessoas com deficiência, já que na condição de cadeirante precisará de ajuda para subir até o seu gabinete, não possui elevadores no local e as rampas na entrada principal estão desniveladas. 

Na área da cultura, mais de 100 grupos culturais (segmentos diversos) e formadores de opinião articularam o Movimento Cultural Alagoano (MOVA) para protestar através de várias ações (reuniões, ato, carta de repúdio e petição online que colhe assinaturas por meio da plataforma Avaaz) contra a indicação da secretária Mellina Freitas (ex prefeita de Piranhas), que é acusada de desviar R$ 15,93 milhões de recursos públicos e fraudes de licitações. 

O ano já começou bem difícil e a esperança por dias melhores anda abalada. A população precisa acompanhar o trabalho dos gestores e parlamentares eleitos, intensificar a cobrança por mudança e políticas que realmente garantam o desenvolvimento social e vida digna. Já as questões étnicorraciais, temos que lutar para as conquistas não regredirem. 

Vamos em frente!  


Fonte: Coluna Axé - 325ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 3 de janeiro de 2015

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Retrospectiva afroalagoana 2014

O ano de 2014 foi marcado pela luta na defesa de políticas públicas, para beneficiar os segmentos da população alagoana historicamente marginalizados. Porém, a inclusão da política de igualdade racial, concentra-se em poucos municípios alagoanos (Maceió, União dos Palmares, Viçosa e Arapiraca) que intensificaram a realização de seminários e a programação cultural no mês da consciência negra.

Um avanço primordial foi a implantação dos conselhos estaduais: Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) e de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECD/LGBT). São espaços expressivos de controle social e empoderamento, que só foram estabelecidos após inúmeras reivindicações das entidades e a intervenção do Ministério Público Estadual, através da 61ª Promotoria de Justiça da Capital. Os desafios continuarão, pois é o preciso instituir os conselhos municipais e secretarias especializadas para garantir mais recursos federais.  

No aspecto religioso, foi criado o Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana de Alagoas, investindo na união entre os babalorixás e yalorixás, para a realização de ações conjuntas em homenagens aos orixás e que combatam a intolerância religiosa, a exemplo da caminhada para refletir o Quebra de Xangô (02 de fevereiro) e o Dia de Iemanjá (08 de dezembro). Paralelamente, articulou-se a Juventude de Terreiro (Jdt-AL), que promovem encontros em praças e casas de axé, buscando ampliar a integração e os debates sobre pertencimento étnico, histórias das religiões de matrizes africanas e mortalidade de jovens negros.

Já a cultura afroalagoana é só efervescência, com a proliferação de editais e festivais para todos os gostos que só enaltecem o potencial artístico e valorizam o trabalho dos grupos, a exemplo, do projeto Giro de Folguedos executado pela Prefeitura de Maceió. As antigas bandas afros estão se reorganizando; maracatus e grupos percussivos se apresentaram fora do Estado; a dança afro e afoxés ganharam os palcos teatrais. 

O segmento da capoeiragem anda bem ativo, as duas federações (Falc e Feceal) ampliaram o número de atividades ao longo do ano, com encontros de formação, debates políticos, rodas abertas, aulões e oficinas. A capoeira tornou-se Patrimônio Cultural da Humanidade e o dia 03 de agosto foi reconhecido como Dia Estadual da Capoeira e do Capoeirista. 

No Parque Memorial Quilombo dos Palmares no platô da Serra da Barriga em União dos Palmares, a Fundação Cultural Palmares investiu em uma reforma que durou vários meses, mas, ainda apresenta falhas na infraestrutura que não foram sanadas como: falta d´água, a ampliação de cestas de lixo, os bancos não foram repostos e os áudios com a história do Quilombo (em quatro idiomas) ainda estão passando por manutenção. Esse é o nosso solo sagrado, palco da resistência negra, precisa de mais cuidado.

Que venha 2015! A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) deseja que o ano seja produtivo, com mais conquistas, compromisso social e mais visibilidade dos segmentos afros na mídia. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 324ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/12/14 a 05/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 28 de dezembro de 2014

Trilha sonora - fim de semana (27 e 28.12.14)

Simples assim ... eu e você!

"Mesmo que não venha mais ninguém. Ficamos só eu e você. Fazemos a festa, somos do mundo. Sempre fomos bom de conversar."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Marcha LGBT

O Governo de Alagoas adiou novamente (sem previsão de data) a posse dos membros do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECD/LGBT), correspondente a Lei nº7528 de 26 de julho de 2013. 

Enquanto isso, o Movimento continua reivindicando a concretização dessa conquista – que terá onze representantes da sociedade civil organizada – e tem se unido para promover ações de conscientização que combatam o preconceito e a violência. 

Nessa sexta-feira(19.12) das 8h às 12h30, no auditório do Sindicato dos Urbanitários (Rua Moreira e Silva, 54, Farol, Maceió), acontecerá o seminário “Estado Laico - Sua Religião Não É Nossa Lei”, com a apresentação do trabalho de pesquisa “Cristianismo, Política e Crimininalização da Homofobia no Brasil” de autoria do Mestre em Psicologia Paulo Nascimento, em seguida, a conferência da Pastora e Educadora Odja Barros (Igreja Batista do Pinheiro).

A atividade é uma realização do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e Afinidades GLSTAL, respectivamente, vinculados aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) e a ong Grupo Gay de Maceió. Também integra a programação da II Marcha Pelos Direitos LGBT 2014, no domingo (21) a partir das 15h, com concentração na Av. Antônio Gouveia na Praia de Pajuçara em direção a Praça Multieventos, onde a população LGBT e ativistas denunciarão os índices de assassinatos relacionados à homofobia, que foram levantados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. 

Esse é o momento propício para revindicar a efetivação de políticas públicas e o respeito ao direito de amar quem quiser. Mais informações e inscrições: marchalgbt.al@hotmail.com / 8868-4838 / 9980-1099 / 9171-5115.


Fonte: Coluna Axé – 322ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato:cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Patrimônio da Humanidade

Praticamente toda semana a coluna axé divulga as atividades dos grupos de capoeira no Estado de Alagoas e suas conquistas. E, sem dúvidas, a notícia mais esperada pelos praticantes, professores, contramestres e mestres ocorreu no dia 26 de novembro, quando a Unesco reconheceu oficialmente a capoeira como Patrimônio Cultural da Humanidade. 

Essa é uma das manifestações artísticas mais tradicionais do Brasil, com origem no período colonial e escravocrata, onde os negros escravizados a utilizavam para se defender e se divertir. Durante muitos anos, era combatida pelas autoridades por ser considerada um ato criminoso. 

Hoje, é uma expressão de um povo, observada como prática esportiva e uma realidade em mais de 150 países. Trata-se de um segmento afro que congrega indivíduos das mais diversas faixas etárias, condições financeiras, crenças religiosas e políticas. 

Dividida em capoeira angola e regional, possui outras manifestações culturais como: o Maculelê, Samba Duro e de Roda, além da Puxada de Rede. Ao som do berimbau, atabaque e pandeiros... é possível gingar, lutar e dançar. Também é uma filosofia de vida, é bom para a mente e o corpo, além de ser uma ferramenta importante na inclusão social. 

Agora, é preciso ter mais respeito da sociedade, os instrutores deveriam receber o apoio financeiro necessário para continuar atuando nas comunidades periféricas e nas escolas! Parabéns a todos os guerreiros e guerreiras capoeiristas!


Fonte: Coluna Axé – 321ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Jornalismo e igualdade racial

No dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares –a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) encaminhou para todos os sindicatos filiados a carta da igualdade racial com o objetivo de reafirmar o compromisso relacionado à promoção da igualdade étnicorracial e de gênero.

Foram mencionados os princípios e propostas defendidas no I Encontro Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (I ENJIRA) – referendadas no 36º Congresso Nacional dos Jornalistas no mês de maio – e que precisam ser amplamente discutidas em todas as unidades sindicais para ampliar os avanços na luta pela visibilidade das questões étnicorraciais, a democracia e o combate do racismo. 

O documento assinado pelo presidente da instituição nacional, Celso Augusto Schröder, ressalta que: “Acordos internacionais, dos quais o Brasil é signatário, são absolutamente cristalinos no que diz respeito ao compromisso do Estado brasileiro, bem como de organismos e categorias profissionais, em superar o drama racial que ainda experimentamos como forma de alcançar, efetivamente, o desenvolvimento pleno capaz de consolidar a democracia”.

As representações dos(as) negros(as) e grupos historicamente discriminados no jornalismo e a destinação de verbas públicas para as mídias negras foram alguns dos temas que ordenaram as reflexões tecidas no I ENJIRA. Também ocorreu a reflexão sobre a existência de uma ditadura estética eurocêntrica na imprensa, a reduzida presença de jornalistas negros(as) nas redações e a necessidade de inclusão da temática étnicorracial no currículo das faculdades de jornalismo. 

Atualmente, em um universo de 31 sindicatos, são apenas oito grupos de jornalistas pela igualdade racial existentes e é preciso ampliar ainda mais! Axé!




Coluna Axé – 320ª edição – Jornal Tribuna Independente (25/11 a 01/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Programação afrocultural

Chegamos à semana da consciência negra, onde as atividades voltadas à exaltação da cultura afrobrasileira, encontros de formação e reflexão social se intensificam em todo o país.

A Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) realizará nessa quarta-feira (19), a segunda edição do projeto Saurê Palmares. A programação iniciará às 15h, com a Rota do Saurê, Centro (calçadão da Rua Boa Vista, proximidades da Igreja do Livramento e em frente ao antigo Produbam), com a participação da Banda Afrodara, Banda Afro Afoxé, Afoxé Ofá Omin, Grupo Ginga Terapia, Coco de Roda do Grupo Folclórico Ganga Zumba, Maracatu Raízes da Tradição. E às 16h, as apresentações artísticas continuam na Praça Palmares com: Orquestra de Tambores, Toni Edson, Banda Afro Mandela, Grupo Afoxé Odô Iyá e Chico César. 

Também estão previstas: oficina Cabelo e Identidade (Tamires Melo), oficina Mandala da Miscigenação (Achiles Escobar), exposição “Águas de Oxalá, Caminhos da Transformação”; exposição de cordéis, feira de comidas típicas, acessórios, roupas de capoeira e instrumentos musicais, produtos artesanais, esculturas e expressões plásticas.

Já em União dos Palmares, de 18 a 20 de novembro, as ações acontecerão no centro da cidade, na comunidade remanescente de quilombo Muquém, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da Serra da Barriga. Estão previstos o escambo cultural no auditório da prefeitura sempre às 14h, rodas de diálogo sobre “Protagonismo da Juventude Negra na cultura” e “Políticas Públicas e Tradições Culturais – Mestres da Cultura”; e ainda, as oficinas de jongo, dança afro, turbante, afro cantos e afro contos para os moradores de Muquém.

E no Espaço Zezito Araújo (Quadra de Esporte) às 18h, terá a resistência negra em cortejo com o desfile de grupos tradicionais e apresentações. Já no palco Abdias Nascimento acontecerão os shows a partir das 19h, com grupos locais e atrações nacionais como Olodum (18) e a banda de samba Fundo de Quintal (20). 

É programação para todos os gostos e atitudes, mas, o pertencimento étnico tem que ser todos os dias! Axé!


Coluna Axé – 319ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/11/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Autorretrato Nordeste

O Autorretrato Nordeste é um projeto de arte visual que envolve fotografia, cultura e novas tecnologias. A terceira edição denominada “Quilombos de Alagoas” é uma realização da produtora Atitude Gestão de Ideias e foi a ganhadora do prêmio Artes Negras da Fundação Nacional de Arte (Funarte), que é um órgão vinculado ao Ministério da Cultura. 

Ao longo desse ano, tornou-se um mecanismo importante na inclusão midiática, estímulo para a prática da memória documental, para a valorização das manifestações culturais e expressões folclóricas, além de fortalecer a identidade negra alagoana. 

Foram realizadas oficinas gratuitas e mostras fotográficas em comunidades remanescentes de quilombo de Alagoas: Bom Despacho (Passo de Camaragibe), Palmeira dos Negros (Igreja Nova), Cajá dos Negros (Batalha) e Sabalangá (Viçosa). 

Agora, é o momento de conferir os resultados desse trabalho transformador em uma grande exposição fotográfica, com cenas captadas pelos adolescentes dessas localidades, além de cartões-postais e um catálogo fotográfico. 

Cerca de cem fotografias estarão espalhadas em grandes painéis de 10 a 20 de novembro, das 8h às 17 horas, no Espaço Cultural Trilhos Urbanos da Estação Ferroviária do Centro de Maceió, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Sem dúvidas, essa é uma ação ousada, com um potencial incrível e merece ser prestigiada. 

Também é um grande presente no mês da consciência negra, o período onde exaltamos a importância da história e cultura afro-brasileira, e o momento de reforçar que os quilombolas não são descendentes de escravos, e sim, de guerreiros e guerreiras que lutaram bravamente por liberdade e justiça. 

Acompanhe a página do projeto no facebook e acesse o site para mais informações: http://www.retratonordeste.com/. Entrada gratuita!


Fonte: Coluna Axé – 318ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/11/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 9 de novembro de 2014

Momento inesquecível - Prêmio Braskem de Jornalismo



Nesse sábado (08.11) ocorreu em grande estilo a 25ª edição do Prêmio Braskem de Jornalismo em Alagoas, uma realização do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e a empresa Braskem.

Eu tive a honra de participar pela segunda vez e fui uma das premiadas! Após uma disputa acirrada com outros quatro concorrentes competentes e de peso, na categoria Assessoria de Imprensa, o case vencedor foi o projeto "Coopvila - Reciclar e Educar" da Cooperativa dos Catadores da Vila Emater que tem o patrocínio da Petrobras.

É um trabalho freelance que tenho muito orgulho de participar e aprendo todos os dias. Esses trabalhadores são guerreiros e guerreiras, verdadeiros agentes ambientais que também estão reciclando suas próprias vidas. Porém, a atuação na sociedade precisa ser mais respeitada e receber o apoio do poder público.

Dentre as ações de comunicação desenvolvidas no projeto, que dão visibilidade à cooperativa e a importância da coleta seletiva, estão: cobertura de eventos e produção de notícias; atualização do site (http://coopvila.com/) e redes sociais; edição de boletins informativos; articulação com os veículos de comunicação e agendamento de entrevistas; acompanhamento e/ou produção de material gráfico.


REGISTRO FOTOGRÁFICO

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Novembro Afro

O mês da consciência negra chegou, e com ele, proliferam-se em várias partes do país, as ações sociopolíticas, apresentações culturais e eventos de formação em alusão ao 20 de novembro: Dia Nacional da Consciência Negra e Dia de Zumbi dos Palmares (heroi nacional e líder da resistência negra). 

Atualmente, estima-se que 1047 cidades brasileiras já decretaram feriado nessa data, e no Estado de Alagoas a determinação deve ser cumprida conforme a Lei Estadual Nº 5.724, de 01.08.1995. Durante todo o mês, várias atividades serão realizadas em instituições de ensino, nas casas de axé, praças públicas e nas sedes de organizações que combatem o racismo e outras formas de opressão. 

A Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC) está apoiando uma ampla programação no período de 15 a 20 de novembro em Alagoas, que divide-se entre a cidade de Maceió, a comunidade remanescente de Quilombo Muquém e o Parque Memorial Quilombo dos Palmares/Serra da Barriga em União dos Palmares. 

Terá o seminário de Fomento à Cultura Afro-brasileira e Saúde da População Negra; Feira do Livro; Edição especial do Escambo Cultural; oficina de percussão com Nana Vasconcelos; oficinas de hip hop; a Cavalgada da Liberdade; a exposição “Centenários Negros e Personalidades Negras de Alagoas”; homenagem aos capoeiristas de Alagoas; entrega de certificações de comunidades quilombolas; o Cortejo Issegum Caojubá; o Tributo ao centenário de Abdias Nascimento com o grupo de samba Fundo de Quintal, além de apresentações de grupos culturais e artistas locais. 

Esse é um importante período para celebrar a herança afrocultural e fortalecer a luta por justiça social e igualdade racial. Mas, a negritude e o pertencimento étnico tem que ser todo dia!


Fonte: Coluna Axé – 317ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/11/2014) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Prêmio Afro

No dia 06 de novembro encerram as inscrições para o Prêmio de Culturas Afro-Brasileiras. Trata-se de umaparceria entre a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural e a Fundação Cultural Palmares (FCP), ambos do Ministério da Cultura. 

Ao todo serão R$2,5 milhões, distribuídos para os 60 projetos selecionados divididos em três categorias: Iniciativa Cultural Quilombola; Iniciativa Cultural de Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Iniciativa Cultural de Coletivos Culturais Negros. 

O concurso visa reconhecer e premiar iniciativas culturais, que contribuam para o fortalecimento dos processos de transmissões de conhecimentos, práticas e tradições orais, artesanato, culinária, dança, música, dentre outras manifestações e saberes dos segmentos. 

Essa oportunidade dar visibilidade e contribui para a garantia dos direitos de acesso e promoção às fontes de cultura, além de cumprir as diretrizes formuladas pelo Plano Plurianual do Governo Federal e pelo Plano Nacional de Cultura. 

Podem participar pessoas físicas e jurídicas, e as inscrições podem ser realizadas via postal ou internet. Confira o edital completo e formulário no site: http://www.palmares.gov.br/


Fonte: Coluna Axé – 316ª edição – Jornal Tribuna Independente (28/10 a 03/11/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Negritude e saúde

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 2006, e oficializada pelo Ministério da Saúde no ano de 2009, por meio da Portaria nº992. 

Porém, ativistas e especialistas da área continuam lutado para que a implementação aconteça, já que, estima-se que 70% dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) são pessoas negras (pretas e pardas). O objetivo é combater a discriminação étnicorracial nos serviços de saúde e atendimentos oferecidos, e ainda, promover a equidade em saúde deste segmento populacional. 

Dentre os males que mais acometem essa a população afro-descendente são: deficiência de glicose, diabetes, hipertensão, insuficiência renal crônica, câncer de próstata, parto por eclampsia, miomas, doenças de pele e a doença falciforme. 

Todos os anos, a Rede de Universidades Pró-Saúde da População Negra promove no mês de outubro, em várias partes do Brasil, as rodas de conversa com o tema: “País rico é país com igualdade racial – Ações Afirmativas”; além da reflexão sobre o “Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes” (27 de outubro). 

Em Alagoas, a roda de conversa acontecerá no dia 24 de outubro, das 8h30 às 12h e das 13h às 16h30, no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Essa é a oportunidade de fortalecer os grupos de extensão e pesquisadores sobre a saúde da população negra, e ainda, ampliar os conhecimentos sobre: populações tradicionais e ações afirmativas; racismo institucional; ensino e práticas em saúde. Terá certificado e para se inscrever, é preciso encaminhar seus dados para laudemi@gmail.com ou jorgeluisriscado@hotmail.com. 

É importante investir na divulgação dessas doenças, e principalmente, na atenção básica de saúde!


Fonte: Coluna Axé – 315ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/10/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Teatro Experimental do Negro

O Teatro Experimental do Negro(TEN) fundado no Rio de Janeiro em 1944, representou uma revolução no cenário cultural brasileiro. Idealizado e dirigido por Abdias do Nascimento – um dos maiores ativistas pelos direitos humanos no Brasil, que deixou um legado de luta no desenvolvimento sociocultural, político e econômico do povo afrodescendente brasileiro – tinha como objetivo a valorização da herança cultural, a identidade, autoestima e a criação de uma nova dramaturgia. 

Também foram promovidas atividades nas artes plásticas; organização de eventos para estimular a conscientização política; concursos de beleza que enalteceram a mulher negra; além de cursos de alfabetização e cultura geral. 

A participação de várias pessoas foi essencial para o seu desenvolvimento, negros e brancos lado a lado, que eram funcionários públicos, artistas, datilógradas, professores, empregadas domésticas e operários ajudaram nos trabalhos. 

Foi um movimento que lutou contra as diversas nuances do racismo, mostrando o potencial de artistas negros nos mais diversos setores (atores, atrizes, autores/as, diretores/as) e provocou o interesse da imprensa. 

Os sinais da crise apareceram na década de 1950, com a precariedade financeira, ausência de local para ensaios e a montagem irregular de espetáculos, dificuldades frequentemente vivenciadas por vários grupos culturais. Porém, diante do apogeu da ditadura militar o grupo foi extinto, já que qualquer movimento em defesa da negritude e outras classes tidas como inferiores passaram a ser vistos com desconfiança e eram perseguidos. 

Foram vários espetáculos em quinze anos de atuação, trata-se de um marco histórico e não pode ser esquecido!


T.E.N
O Teatro Experimental do Negro(foto) foi um protesto em forma de arte, que inspirou vários grupos e tornou-se referência para ativistas do Movimento Social Negro. A exclusão de artistas negros nos palcos era massacrante, condicionando-os para papéis subalternos ou decorativos; e quando existia uma personagem de destaque, era geralmente interpretado por um ator branco cujo rosto pintava-se de preto. O grupo mudou paradigmas e mostrou o talento de Ruth de Souza, Grande Othelo, Léa Garcia, Santa Rosa, Aguinaldo Camargo, José Maria Monteiro, Marina Gonçalves, Arinda Serafim e tantos outros. 


Fonte: Coluna Axé – 314ª edição – Jornal Tribuna Indepdente (14 a 20/10/2014) / COJIRA-al / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Gandhi – o mensageiro da paz

No dia 2 de outubro, foi comemorado o 145º aniversário de nascimento do líder pacifista indiano Mohandas Karamchand Gandhi. Mahatma Gandhi inspira pessoas de várias gerações e países, devido aos ensinamentos que ressaltam a paz e não-violência, com o intuito de melhorar a sociedade. 

Foi trabalhando como representante de uma empresa indiana na África do Sul por 20 anos, que teve contato com o preconceito racial e despertou sua consciência social, além de defender os direitos da minoria hindu. Na luta pela independência da Índia, foi preso várias vezes, usou o jejum como forma de protesto e desobediência civil. 

A data do seu nascimento foi aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas, como o Dia Internacional da Não Violência – o termo não-violência representa uma série de conceitos sobre moralidade, poder e conflitos que rejeitam completamente o uso da violência nos esforços para a conquista de objetivos sociais e políticos. 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu que o mundo adote ações baseadas Gandhi: “Os princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1948, o ano da morte de Gandhi, devem muito a suas crenças”. Também defendeu a promoção de uma cultura de paz, construída por meio do diálogo e do entendimento, respeitando e celebrando a rica diversidade da humanidade. “Neste dia, eu convoco todas as pessoas para combater as forças da intolerância, avançar a cidadania global e forjar a solidariedade humana com base na filosofia de Mahatma Gandhi da não violência”, disse. 

O pacifista apesar de ser indicado para receber o prêmio Nobel da Paz durante cinco vezes entre 1937 e 1948, nunca foi agraciado e décadas depois, o erro foi reconhecido pelo comitê organizador. A simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu, até hoje impressiona a todos e esperamos que continue conquistando discípulos(as).

Inspiração
Gandhi conquistou admiradores no cenário mundial e influenciou personalidades como Nelson Mandela, Martin Luther King e Albert Einstein, com suas frases marcantes e filosofia de vida: “A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem a posse de um destemor inflexível”; “Seja a mudança que você gostaria de ver no mundo”, dentre outras.

Fonte: Coluna Axé – 313ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/10/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eleições 2014

Em menos de uma semana, a população brasileira terá que comparecer as urnas eleitorais para definir os rumos socioeconômico e político do país e dos estados da federação. E pela primeira vez na história das eleições diretas para a Presidência do Brasil, as mulheres e os negros superam o número de votantes em todo o país. Além disso, a população negra e parda é a maioria no eleitorado brasileiro de maneira inédita na escolha do mandatário do país. 

Essas informações são destaque na análise intitulada “Gênero e raça nas eleições presidenciais de 2014: a força do voto de mulheres e negros” publicada pelo Instituto Patrícia Galvão, que trabalha pela qualificação da cobertura jornalística sobre questões críticas que envolvam os direitos das mulheres brasileiras. Trata-se de um estudo sobre os dados levantados pelos institutos de pesquisa Ibope e Datafolha e de acordo com a análise, o eleitorado feminino é maior desde o ano 2000, mas o peso neste ano é inédito, somando 74,4 milhões de votantes mulheres diante de 68,2 milhões de votantes masculinos. 

De acordo com a socióloga e especialista em pesquisa de opinião Fátima Pacheco Jordão, coordenadora do estudo, o processo de amadurecimento da escolha eleitoral tem um recorte de gênero, onde as mulheres são mais reflexivas e aguardam mais informações para definirem seu voto e observariam com maior rigor as propostas e promessas de políticas públicas. 

Outro ponto de destaque, foi o projeto de conscientização política desenvolvido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), que realizou a estreia do espaço multimídia na internet em grande estilo, com a sabatina aos candidatos ao governo de Alagoas. Cada entrevista possui um tempo total de 1h e 15 minutos, divididos em cinco blocos, onde são explorados os temas: saúde, educação, segurança, economia e comunicação. Os vídeos estão acessíveis no youtube: TV Web Sindjornal. 

E em relação às prioridades étnicorraciais no plano de governo para Alagoas e discussão sobre o racismo institucional, os segmentos afroculturais e representantes de movimentos sociais poderão ouvir os candidatos hoje(30.09) a partir das 8h30, no evento “Auá-Anon: Um Debate sobre Propostas e Políticas Pretas”. A atividade acontecerá no terreiro Ilê Nifé Omí Omo Posu Betá localizado na Rua Campos Teixeira, 290, Ponta da Terra em Maceió é uma realização da ialorixá Mirian, Instituto Raízes de Áfricas e o novo grupo Juventude Negra Independente de Alagoas. Contatos: 8827-3656 / 3231-4201. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 312ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/09 a 06/10/2014) / Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CNPIR – nova seleção

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) divulgou no dia 1º de setembro, o processo de seleção para a nova composição do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) destinada ao biênio 2014-2016. 

O edital foi publicado no Diário Oficial da União e as inscrições seguem até o dia 30 de setembro. Ao todo, 19 organizações serão incorporadas ao órgão colegiado, que tem caráter consultivo e compõe a estrutura básica do Ministério da Igualdade Racial. As categorias são: “População Negra” - Organizações gerais do Movimento Negro; “Representativas de segmentos” - Comunidades de Terreiro; Juventude; Mulheres; Quilombolas; Trabalhadores(as); e “Temáticas” - Comunicação, Educação, Pesquisa, Meio Ambiente ou Saúde; Povos indígenas; Comunidades Ciganas; Comunidade Judaica e Comunidade Árabe. 

As entidades da sociedade civil interessadas devem ter pelo menos três anos de funcionamento, com atuação nacional ou regional comprovada: Nacional – redes ou organizações que tenham filiadas ou seções em no mínimo em 13 (treze) Estados de 03 (três) regiões do País; Regional – redes e organizações com filiadas ou seções em pelo menos 70% dos estados da região. 

Já as redes ou organizações que estejam sediadas em uma única localidade, mas com reconhecida atuação nacional, devem ficar atentas aos seguintes critérios: a) execução de ações e/ou atividades comprovadas de âmbito nacional; ou b) manutenção de canal de comunicação (site, blog, portal, jornal impresso ou eletrônico) através do qual a rede ou organização estabeleça o diálogo com a sociedade civil de todo país. 

O Conselho também é composto por 22 órgãos do Poder Público Federal e três notáveis indicados pela SEPPIR. De caráter consultivo, tem o objetivo de propor em âmbito nacional, as políticas de promoção da igualdade racial com ênfase na população negra e outros segmentos étnicorraciais da população brasileira. O Conselho ainda tem por missão propor alternativas para a superação das desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.

Saiba mais no site: http://www.seppir.gov.br/


Fonte: Coluna Axé – 311ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/09/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com