terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xangô Rezado Alto 2017

O dia 02 de fevereiro, é uma data marcante no Estado de Alagoas e exalta a luta por respeito e o combate à intolerância religiosa. São 105 anos do episódio nefasto conhecido por “Quebra de Xangô”, quando no ano de 1912, casas de culto afrorreligiosos de Maceió foram invadidas e destruídas; e os adeptos das religiões de matrizes africanas foram perseguidos e até mesmo mortos.

Em contraponto a esse momento violento e que muitos preferem esquecer, foi criado o projeto Xangô Rezado Alto, que visa alertar a sociedade e celebrar o trabalho sociocultural de vários segmentos afros que mantém vivas as heranças afro-brasileiras e o pertencimento étnico.

Nessa quinta-feira, a concentração será às 14h, na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas) no Centro de Maceió. Estarão reunidos integrantes de casas de axé de vários municípios, ativistas professores, pesquisadores e estudantes.

Dentre grupos afroculturais que se apresentarão em tablados instalados no Centro de Maceió e participarão do cortejo estão: Banda Afro Mandela, Afoxé Odô Iyá, Coletivo Afro Caeté, Maracatod@s, Maracatu Baque Alagoano, Rogério Dias, Grupo Themba, Banda Afro Afoxé, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Povo de Exu, Afoxé Ofá Omin, Yá Capoeira, Grupo Afojubá, Orquestra de Tambores, Aiê Orum e Banda Afro Zumbi.

O Xangô Rezado Alto é uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), em parceria com a Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais de Terreiro; onde conta com o apoio da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL). Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 428ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/01 a 06/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prévias carnavalescas

A capital alagoana, Maceió, é conhecida por suas belezas naturais, diversidade cultural e a expressiva quantidade de eventos que antecedem a maior festa popular brasileira. 

As prévias carnavalescas foram iniciadas no último domingo com o Carnaval Edécio Lopes na orla da Ponta Verde. Trata-se de uma iniciativa da Liga Carnavalesca de Maceió e o Governo de Alagoas, uma homenagem às comemorações do bicentenário da emancipação política do Estado.

Ao todo serão 12 dias de festa e desfiles por toda Maceió. Os blocos receberam apoio do Governo do Estado e já têm dias e horários estabelecidos.

Confira a programação: 28 de janeiro – Baile Vermelho e Preto (Jaraguá Tênis Clube); 29 de janeiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo| Banda Vulcão (Ponta Verde); 04 de fevereiro – Panelada da Rolinha (Ponta Verde); 10 de fevereiro – Baile de máscaras/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 11 de fevereiro – Baile Verde e Branco (Iate Clube Pajussara); 12 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo / Banda Vulcão (Ponta Verde); 12 de fevereiro – Baile infantil/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 17 de fevereiro – Jaraguá Folia (Jaraguá) com a presença de vários blocos temáticos, inclusive, o retorno do bloco “Filhos da Pauta” formado por profissionais da Comunicação Social; 17 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Museu Théo Brandão); 18 de fevereiro – Carnaval Nota 10 (Pajuçara/Ponta Verde) com orquestras de frevo, Samba de Nêgo, Sururu da lama, Pecinhas de Maceió, Turma da Rolinha, dentre outros blocos; 19 de fevereiro – Matinê de Carnaval (Iate Clube Pajussara); 19 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo|Banda Vulcão (Ponta Verde); 25 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Pajuçara/Ponta Verde); 26 de fevereiro – Bloco Nêga Fulô (Pajuçara/Ponta Verde); e 28 de fevereiro – Blocos Afros (Pajuçara/Ponta Verde).

É programação para todos os gostos, idades e recursos financeiros. Prestigie!


Edital
Encerram no dia 6 de fevereiro as inscrições para o “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017”. Ao todo serão investidos R$ 200 mil em premiações para projetos de agremiações carnavalescas, que buscam reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais. Os prêmios serão distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). Confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 427ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Carnaval Bicentenário

O Governo de Alagoas, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, lançou  o edital aberto para inscrições no “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017” que investirá R$ 200 mil em premiações. Busca-se reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais.

Serão concedidos 25 prêmios, distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). 

Os recursos devem ser destinados ao pagamento de cachê de orquestra e músicos, estandartes, adereços, camisetas e figurinos, estrutura física (som, palco, banheiros químicos, trios elétricos, etc) e produção.

A prioridade no processo seletivo são as manifestações carnavalescas que não cobrem ingressos, taxas de participação, camisetas e não esteja protegida por cordões de isolamento. E obrigatoriamente, deverão ter temas e enredos que ressaltem as comemorações do Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas.

Outra regra importante, é que serão automaticamente desclassificados os projetos cujos proponentes tiverem sua atuação cultural vinculada às práticas de desrespeito às leis ambientais, às mulheres, crianças, aos jovens, idosos, afro-descendentes, povos indígenas, povos ciganos ou a outros povos e comunidades tradicionais, à população de baixa renda, às pessoas com deficiência, às lésbicas, aos gays, bissexuais, travestis e transexuais ou que expresse qualquer outra forma de preconceito ou de incentivo ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 6 de fevereiro, confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 426ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 15 de janeiro de 2017

Trilha sonora - fim de semana (14 e 15.01.16)

Tente outra vez... sempre! Faça diferente, faça melhor, continue em frente com seus sonhos e objetivos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Lei 10.639, cadê?

Nessa segunda-feira, 9 de janeiro, a Lei Federal 10.639 completou quatorze anos de aprovação. Surgiu com o objetivo de alterar a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares.

O conteúdo programático deveria incluir o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. E teria que ser ministrada especialmente nas áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira. Porém, independente da sua importância e pressão das organizações do Movimento Social Negro em todo território nacional, as ações são executadas prioritariamente nas datas temáticas e em iniciativas isoladas de docentes.

Para a professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – integrante da comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) para as diretrizes curriculares da proposta – é preciso que a Lei seja uma política das escolas, e que esta disciplina conste no plano político-pedagógico das instituições. “O que temos que fazer é a avaliação da formação dos professores e também dos princípios que cada professor leva para sua docência: que tipo de projeto de sociedade cada professor está construindo. Os professores que lutam por uma sociedade democrática e igualitária evidentemente estão empenhados em trabalhar a educação das relações étnico-raciais por meio da cultura e história dos afro-brasileiros e africanos, bem como dos povos indígenas durante todo o ano”, declarou em entrevista ao Brasil de Fato.

Também é importante destacar ações louváveis que devem ser multiplicadas: concurso de redação e poesias, exposições, feira de conhecimentos, festivais, desfile afro, apresentações culturais, visitas em museus e centros afros, dentre outros. 

Trata-se de um instrumento importante para a formação sociocultural; combate da discriminação e o preconceito racial; reflexão sobre a intolerância religiosa; além de contribuir para o pertencimento étnico e autoestima de crianças e jovens negros(as).


Fonte:  Coluna Axé – 425ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

XVI Lavagem do Bomfim

Nesse domingo, 8 de janeiro, as representações das comunidades tradicionais de matriz afro brasileira, ativistas e admiradores estão convidados(as) a participar da Lavagem do Bomfim em Alagoas.

A cerimônia ancestral é realizada anualmente e existe há 16 anos em Maceió, trata-se de um momento de purificação e que exalta Oxalá – associado à criação do mundo e da espécie humana, simboliza a paz, sendo cultuado como o maior e mais respeitado de todos os orixás do panteão africano – onde utiliza-se a água como elemento transformador para a renovação das energias.

Na ocasião, os adeptos utilizam diversos elementos: água da chuva, folhas de diversas ervas e perfume para confeccionar as águas de cheiro e saem em cortejo pelas ruas da cidade para limpar os ambientes e pedir proteção no ano que se inicia.

A concentração será às 15h, no Largo São João (1ª entrada à esquerda no início da ladeira do bairro do Jacintinho), com destino à Igreja Senhor do Bomfim no bairro do Poço, onde acontecerá a lavagem do pátio; posteriormente todos seguirão até à Casa de Iemanjá/O Templo dos Orixás localizada no bairro da Ponta da Terra. Neste ano será produzido um vídeo documentário, com recursos conquistados no Prêmio do Ministério da Cultura – Fundação Cultural Palmares (Minc/FCP).

O cortejo terá a participação efetiva de diversas casas de axé com caravanas oriundas de Maceió, Atalaia, Cajueiro, Marechal Deodoro e Coruripe. Na batida do Ijexá e na cadência dos atabaques, estarão diversos grupos culturais: Afoxé Oju Omin Omorewá, Afoxé Ofá Omin, Grupo Ara Funfun Omangerê, Banda Afro Afoxé, Banda Afro Zumbi, Maracatu Raízes da Tradição, Coletivo Afro Caeté e o Afoxé Odô Iyá (o pioneiro nessa atividade).

Participe, vista-se de branco para clamar a paz e o respeito, além de exaltar a luta contra a intolerância religiosa.


Fonte: Coluna Axé – 424ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/01/17) / COJIRAL-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Anistia Brasil

A Anistia Internacional foi fundada em 1961, trata-se de um movimento global com atuação focada na promoção e defesa dos direitos humanos. Presente em mais de 150 países, possui cerca de 7 milhões de apoiadores que realizam ações e campanhas em defesa da liberdade, a igualdade e a justiça. 

A partir de fevereiro de 2017, a nova diretora executiva será Jurema Werneck. A carioca é médica, formada em 1986 pela Universidade Federal Fluminense; fez o Mestrado em Ciências de Engenharia de Produção (2001) e Doutorado em Comunicação e Cultura (2007) na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Representou o Movimento Negro no Conselho Nacional de Saúde (2007-2012) e foi coordenadora geral da 14ª Conferência Nacional de Saúde (2011).  

Na área da comunicação social, ela tem sido uma grande parceira na defesa de um jornalismo comprometido com a ética, os direitos humanos, em favor da luta antirracista e da igualdade de gênero. Coordenou campanhas de comunicação contra o racismo que foram premiadas internacionalmente. Por sua destacada atuação, foi jurada do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento nas três edições do concurso, realizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Rio (Cojira-Rio). 

No site da instituição, destaca que a diretora será responsável pelo avanço da missão da Anistia Internacional no Brasil e pela ampliação da sua atuação em todo o país, a fim de fortalecer o trabalho e o impacto em direitos humanos. E ainda, será responsável por gerenciar as atividades diárias da organização, atuando como principal porta-voz e ampliando a base de apoio da organização no país, mobilizando ativistas e apoiadores. 

Para 2017, os planos incluem novas ações no campo da segurança pública e direitos humanos com a campanha “Jovem Negro Vivo”; a campanha global sobre os direitos das pessoas refugiadas; e o lançamento de uma nova campanha para a proteção dos defensores e defensoras de direitos humanos, especialmente aqueles envolvidos em conflitos por terra, território e recursos naturais. 

Essa decisão para a representação da Anistia Internacional do Brasil, demonstra o verdadeiro sentido de empoderamento da mulher negra, sendo escolhida devido a sua competência e responsabilidade na execução das ações. Só desejamos sucesso e que ela continue sendo exemplo para todos nós!

Referência
Jurema Werneck encontra-se na lista das 25 negras mais influentes da internet #25webnegras, publicada no blogosfemea. A feminista ficou conhecida por denunciar a esterilização em massa de mulheres negras e é uma das coordenadoras da Criola, organização fundada em 1992, voltada para o fortalecimento de mulheres, adolescentes e meninas negras. Também recebeu uma menção honrosa no “Prêmio Mulheres Negras contam sua história”, organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres em 2013, na categoria ensaio escreveu: “Macacas de Auditório? Mulheres Negras, Racismo e Participação na Música Popular Brasileira”; e foi uma das mobilizadoras da Marcha das Mulheres Negras 2015. Trata-se de uma referência na produção de artigos sobre gênero e etnia; a pesquisadora é constantemente convidada como conferencista em eventos. 


Fonte: Coluna Axé – 423ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/12/16 a 02/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com / Crédito da foto: Divulgação

sábado, 24 de dezembro de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (24 e 25.12.16)



Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz...

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Casamento candomblecista

Na última sexta-feira (16), Alagoas foi palco de um marco histórico para as religiões de matriz africana. Pela primeira vez foi celebrado no Estado um casamento religioso candomblecista com efeito civil, realizado por Mãe Mirian, no Ile Ifé Omi Omo Possu Betá.

Apesar da constituição brasileira permitir esse tipo de celebração desde 1988, a regularização dos terreiros contava com grandes obstáculos para quem pretendia se casar na religião. Nesta luta pela defesa dos direitos, a advogada Kandysse Melo, que também é Ialorixá, atuou no desdobramento do processo de regularização, permitindo a consolidação da lei.

Para que não restassem dúvidas, a cerimônia contou com a presença de um juiz de paz de direito da comarca de Maceió, Carlos Cavalcante de Albuquerque Filho, que afirmou estar ali cumprindo com a Constituição, onde “todos e todas têm direitos iguais, seja qual for a religião, tem a mesma dignidade e valor” e ressaltou que “o momento mais importante e valoroso deste casamento” não foi o realizado por ele e sim “o feito pela sacerdotisa Mãe Mirian que está legitimada para oficializar a cerimônia.”

Emocionada por estar tendo o direito legal de realizar o casamento, Mãe Mirian agradeceu pela conquista e reforçou a necessidade de que “haja mais paz e harmonia na sociedade. E que as pessoas devem procurar estudar para entender que Deus é um só e os orixás representam a natureza.” As bênçãos aos noivos Simone Rosendo da Silva, de 33 anos, e Idevaldo Fabrício Coelho, de 57 anos, que são filhos da Casa, ocorreram com riqueza de detalhes. Desde a decoração, passando pelas vestes, inclusive dos convidados e convidadas, que estavam todos de branco, aos cânticos entoados pelos toques dos atabaques em saudação aos orixás.

Acompanhado por religiosos, simpatizantes e defensores dos direitos humanos, pela igualdade racial e contra a intolerância religiosa o casamento representou uma grande vitória para a cultura afro-brasileira e a quebra de barreiras e preconceitos na sociedade.


Fonte: Coluna Axé – 422ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Colaboração: Luila de Paula / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Caravana de Bambas

O samba é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.

Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa; incentivar parcerias e a projeção de novos talentos; além de buscar a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.

A articulação foi iniciada no grupo de WhatsApp Samba Brasil e os idealizadores são: Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Indiara Freitas (RN). Os encontros de integração acontecerão nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

O Estado de Alagoas foi escolhido para fazer a estreia no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial. 

 Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

A próxima etapa está prevista para acontecer em São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março de 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email caravana@caravanadebambas.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 421ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (10 e 11.12.16)

"Morrer de amor não é o fim, mas me acaba".

Alagoas recebe Caravana de Bambas


 
                    Projeto itinerante promoverá o intercâmbio cultural e a valorização do samba autoral

Texto: Helciane Angélica (Jornalista/Cojira-AL)
Fotos: Divulgação


“Quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé. Eu nasci com o samba, no samba me criei. E do danado do samba eu nunca me separei”. Esse é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.
    
Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa, além de incentivar parcerias e a projeção de novos talentos. Também busca a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.
    
O Estado de Alagoas foi escolhido para estrear o projeto, que ocorrerá no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no tradicional Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial.
    
Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

Projeto
    
O projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” foi idealizado pelos artistas Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Andiara Freitas (RN). A proposta é promover encontros de integração e percorrer vários estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Igbonan Rocha e a banda Samba de Nego serão uma das atrações
A articulação desse projeto surgiu com as conversas no grupo de WhatsApp Samba Brasil. No início a proposta era fazer um festival, mas, com a caravana todos ganham. Quem ouve falar, se empolga e quer participar. Então, queremos agregar o máximo de pessoas possíveis e criar uma grande rede do samba para motivar outras pessoas a compor e fortalecer ainda mais o samba”, destacou Igbonan Rocha, cantor baiano erradicado em Alagoas há 30 anos.

A segunda etapa está prevista para acontecer no Estado de São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março em 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email: caravana@caravanadebambas.com.br.



SERVIÇO
Caravana de Bambas
Dia: 16/12/2016 (sexta-feira)
Hora: 18h00
Local: Restaurante MARÉ – Av. Alípio Barbosa da Silva, 421, Pontal da Barra. Maceió/AL
Ingresso individual: R$10
Reserva de mesas e mais informações: (82) 99982-8377

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Aiê Orum apresenta espetáculo Afrobrasilidade

Texto: Helciane Angélica (com informações dos organizadores)
Foto: Amanda Costa


A Cia de Teatro e Dança Afro Aiê Orum apresentará o Espetáculo AFROBRASILIDADE nos dias 7 e 9 de dezembro, às 19h, no Centro Cultural Arte Pajuçara (Av. Dr. Antonio Gouveia, 1113, Pajuçara) em Maceió. 

Trata-se de um espetáculo de rua e de palco que trabalha a arte da contação de história acrescentando o trabalho gestual do corpo na dança, movimentos das expressões afro, batuques e a entoação de cânticos. 

Com duração aproximada de 60 minutos, proporciona para seus espectadores entretenimento e informação, além de trazer a reflexão sobre o pertencimento étnico e o respeito às heranças afrobrasileiras. 

Fruto das pesquisas realizadas pelo grupo afro em seu processo de montagem, aborda a luta da população afrodescentente no Estado de Alagoas por liberdade, igualdade e justiça social. Destaca-se a importância do Quilombo dos Palmares como maior símbolo de resistência negra e seu grande líder “Zumbi dos Palmares”, assim como, o episódio de intolerância e perseguição religiosa conhecido por “O Quebra de Xangô”, ocorrido em fevereiro de 1912, onde religiosos foram reprimidos, espancados e os direitos violados de cultuar seus orixás.

A ação integra a programação do Projeto Pauta Aberta idealizado pela Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió (Fmac); o grupo afrocultural contou com o apoio da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal), Lojas Imperador e Restaurante Nalu.


Ficha Técnica:
Direção Geral e Coreográfica: Diego Bernardes Ayraiberu

Cenografia, Figurino e Maquiagem: Diego Bernardes Ayraiberu, William Maxwel e Sunnamitha Santos
Iluminação: Edner Careca
Preparação Vocal: Jailson Natividade
Sonoplastia: Dalmo Almeida e Sergio Santana
Elenco: Adda-Nari Sussuarana, Ana Noronha, Ana Toledo,Cláudio Nery Abu, Débora Gomes, Diego Bernardes Ayraiberu, Eduardo Vyanna, Eliane das Neves, Fabricia Alves Grace Kelly Sansilva, Hannah Loreena Sansilva, Hylmara Santana, Isa Rocha, Jailson Natividade, Maria Celia Moraes, Nedja Barros, Sandreana Melo, Sunnamitha Santos e William Maxwel
Participação especial: Wilson Santos
Produção: Orum Assessoria e Produções de Eventos / Keka Rabelo Comunicação e Assessoria Cultural


Ingressos: R$10 (dez reais).
Contatos: (82) 98815-0638 / 99957-7880 / aieorum.teatrodanca@hotmail.com.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Festa das águas 2016

Há nove anos é montada uma infraestrutura exclusiva para a Festa das Águas no dia 8 de dezembro, na Praça Multieventos, na orla da Pajuçara em Maceió. 

A celebração cultural e religiosa exalta o Dia de Iemanjá: matriarca da religiosidade afro brasileira, a divindade africana das águas salgadas, dos mares e oceanos; orixá protetora dos pescadores e senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família.

Durante todo o dia, caravanas de religiosos(as) de matrizes africanas de todo o Estado de Alagoas prestam homenagens e entregam suas oferendas, sob os olhares de admiradores e turistas. A data também é um símbolo de resistência, pertencimento étnico, luta pelo respeito à liberdade de culto e combate todas as formas de preconceito à religiosidade de matriz africana.

Confira a programação completa:
8:00 - Xirê de casas religiosas da Zona da Mata
9:30 - Rodas de Capoeira
10:30 - Grupo Thembá
11:00 - Projeto ZUMBI E MANINHA XUCURU KARIRI - Oralidade e Cena Negra Toni Edson
11:30 - Performance de Dança - Cepa Quilombo
12:00 – AfroMandela
12:30 - Rogério Dyas e a Trincheira
13:00 - Grupo Afojubá
13:30 - Grupo Afro Zumbi
14:00 - Afoxé Ofáomin
14:00 – Cortejo das águas em direção à MultiEventos – Carreata contra a Intolerância Religiosa com concentração às 14h no Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB) localizado na Rua São Pedro n10, Village Campestre 2
15:00 - Xirê do Ilê Axé Legionirê - Bela Vista, Benedito Bentes 2
16:30 - Orquestra de Tambores de Alagoas
17:00 - Chegada da carreata contra a intolerância Religiosa na Praça Multieventos
17:30 - Naná Martins e Banda
18:00 - Maracatu Raízes da Tradição - Abassá de Angola de Oyá Igbalé
18:30 - Banda Afro Afoxé
19:00 - Afoxé Povo De Exu
19:30 - Coletivo Maracatod@s
20:00 - Coletivo AfroCaeté
20:30 - Mel Nascimento
21:00 - Banda Nação Palmares.

Esse momento de celebração e integração sociocultural, é o resultado de vários encontros entre as lideranças dos segmentos afros, sendo construída de forma democrática e coletiva. O evento é uma realização da Articulação pela Cultura Popular e Afroalagoana; com o apoio da Fundação Municipal de Ação cultural (FMAC)/Prefeitura de Maceió; e Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult) do Governo de Alagoas.

Mais informações: (82)99632 6584 / 98823 3824 / 98845 4068 / https://www.facebook.com/festadasaguasmaceio/?fref=nf


Fonte: Coluna Axé - 420ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cojira/AL - nove anos

Na última quinta-feira, 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (COJIRA-AL), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, completou nove anos de atuação e a exaltação das questões étnicorraciais em diversos setores; produção de notícias, encartes afros especiais, blog temático e a indicação de fontes para veículos de comunicação. 

Ao longo desses anos, a Coluna Axé – espaço gentilmente cedido pelo Jornal Tribuna Independente – vem cumprindo um papel importante em defesa dos direitos da população negra da terra de Zumbi dos Palmares, como um projeto de comunicação que busca contribuir para dar visibilidade às ações de promoção da igualdade racial em Alagoas e no Brasil, seja de iniciativa das entidades do movimento social negro ou de órgãos governamentais. 

A experiência tem mostrado a importância da democratização dos meios de comunicação, com foco nas mídias negras, para as políticas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial. Neste sentido, é preciso que os governos federal, estaduais e municipais, bem como a iniciativa privada, invistam em projetos de comunicação voltados para a temática racial. 

É necessário que os veículos de comunicação em Alagoas abram espaço para a divulgação e discussão das questões raciais durante todo o ano, e não apenas nas datas simbólicas como 13 de maio e 20 de novembro, afinal, a luta por justiça e igualdade deve ser de toda a sociedade e não apenas dos segmentos populacionais atingidos pelo racismo e a desigualdade. Vale destacar, que nas resoluções das três conferências nacionais de promoção da igualdade racial (CONAPIR) realizadas pelo governo federal estão contidas propostas na área de comunicação. 

Além disso, o Estatuto da Igualdade Racial, marco legal sancionado em 2010, também trata do tema, o que respalda ações e investimentos na área. Iniciativa louvável, nesse sentido, aconteceu em junho deste ano, em São Paulo (capital), onde a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) abriu inscrições para o edital do “Prêmio Almerinda Farias Gama”, que teve como objetivo contemplar dez iniciativas ou atividades de comunicação que se destaquem na defesa dos direitos da população negra. Aliás, pra quem não conhece, Almerinda Farias Gama foi advogada, jornalista, política, feminista e sindicalista nascida em Maceió, em maio de 1899, que aos oito anos mudou-se para o Pará, considerada uma das primeiras mulheres afro-brasileiras a participar da política no Brasil. Uma bela e justa homenagem!


Fonte: Coluna Axé - 419ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/11 a 05/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Protestos no 20 de novembro



A solenidade oficial de celebração do 20 de novembro – Dia Nacional  da Consciência Negra, ocorrida no último domingo, na Serra da Barriga foi marcada por protestos contra o governo federal.

Integrantes do Levante Popular da Juventude e de outros movimentos sociais portando faixas e com palavras de ordem de “Fora Temer” e “Golpistas e racistas não passarão”, protestaram contra a PEC 55, que bloqueia gastos e investimentos públicos e a reforma do ensino médio, ambas de autoria da atual gestão do governo federal. Os capoeiristas também marcaram presença na Serra com faixas denunciando o racismo institucional, o extermínio da juventude negra, a violência contra a mulher negra e o descumprimento do Estatuto da Igualdade Racial.

Mas o Dia da Consciência Negra não foi de protestos só em Alagoas. É importante registrar que também em outros pontos do Brasil, como em São Paulo, Salvador, Curitiba (PR) e Juiz de Fora (MG) entre outras localidades, o movimentos negro foi às ruas reivindicar a reforma da mídia para a democratização da comunicação; desmilitarização da polícia, o fim dos autos de resistência, e destinação de mais recursos para as políticas de inclusão social; implementação das leis antirracismo; direito de expressão das religiões de matriz africana. Além disso, os manifestantes protestaram contra o genocídio da juventude negra, contra o machismo e a violência contra a mulher negra. Lamentável que algumas autoridades tenham se exaltado nas críticas aos manifestantes atribuindo interesses políticos.

Os protestos legítimos ocorridos tanto na Serra da Barriga como em outros locais pelo Brasil afora, no dia dedicado a Zumbi dos Palmares, devem ser entendidos pelas autoridades incomodadas como sinal do grau de insatisfação que a cada dia cresce na sociedade brasileira, especialmente na classe trabalhadora e na população negra, que é maioria no Brasil e principal prejudicada com a reforma no ensino médio e com as medidas previstas na PEC 55. O objetivo é combater qualquer retrocesso às conquistas democráticas e ameaças aos direitos conquistados pela população negra nos últimos anos.



Parceria
Durante a cerimônia do 20 de novembro na Serra da Barriga, foi assinado um termo de cooperação entre a Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura e a Universidade Estadual de Alagoas, respectivamente representados pelo presidente da FCP, Erivaldo Oliveira da Silva e o Vice Reitor Clébio Araújo (foto). Em 2017, a Uneal será a responsável pelo desenvolvimento sustentável do turismo e da cultura no Parque Memorial Quilombo dos Palmares e em seu entorno. Tem como incumbência dinamizar e contribuir para o desenvolvimento cultural e formação, envolvendo inicialmente as redes escolares estaduais e municipais com visitas sistemáticas à serra; além de exposições, oficinas, cursos, apresentações de grupos afros e feira cultural dos quilombolas. Eis uma grande notícia!


Fonte: Coluna Axé – 418ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/11/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Novembro Afro

Chegou o mês da consciência negra e com ele vem a efervescência cultural dos diversos segmentos afros em todo território nacional.

A data 20 de Novembro foi escolhida simbolicamente para marcar o dia da morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes do Quilombo dos Palmares: o símbolo de resistência e luta contra a escravidão no Brasil. Durante todo o mês, serão realizadas palestras, debates em escolas, seminários, oficinas temáticas, apresentações artísticas, lançamentos de livros, passeios étnicos em comunidades quilombolas, museus afros e na Serra da Barriga (União dos Palmares/AL) – Patrimônio Nacional, que foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1986.

No Estado de Alagoas, as atividades ocorrerão na capital Maceió e na cidade União dos Palmares em vários pontos simultaneamente. A Fundação Cultural Palmares e o Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas (Secult) estão promovendo uma ampla programação sócio-cultural em parceria com órgãos públicos, instituições privadas e grupos do Movimento Negro.

Em Maceió, encontram-se as exposições “Lélia Gonzalez: o feminismo negro no palco da história” das 8h30 às 17h no Teatro Linha Mascarenhas e “Raízes, História da Enfermagem Brasileira, Pretas, Campanha Filhos do Brasil” no Parque Shopping Maceió. Ontem, na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos foram apresentados cinco romances afro-brasileiros contemplados no Prêmio Oliveira Silveira; e a Secult em parceria com a Seduc oficializou o programa “Cultura Ambundu Alagoas”. O Seminário Construção de Indicadores para Salvaguarda da Capoeira de Alagoas ocorrerá hoje(17) a partir das 10h, na Superintendência do Iphan (Rua Sá Albuquerque, 117, Jaraguá, Maceió).

De 17 a 20 de novembro, às 19h, o estacionamento do Parque Shopping será o palco de apresentações culturais e do Festival Quilombola – Conheça os sabores dos quilombos. Também terá o Cine Palmares no Quilombo – Sessão Infantil – no dia 18, na comunidade remanescente de quilombo Muquém localizada em União dos Palmares. Nos dias 23 a 25 de novembro, serão realizadas oficinas de culinária afro-ameríndia, em parceria com o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), e contação de histórias com o tema “Encantando a primeira infância, despertando para os direitos humanos”.

A celebração do Dia de Zumbi e do Dia Nacional da Consciência Negra (20) será das 7 às 17h, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da Serra da Barriga; e o ato institucional iniciará às 10h. Na Praça Brasiliano Sarmento, no centro da cidade de União dos Palmares, terá apresentação cultural das 18 às 22h20, com: “Viva o Reggae e Rock” e “Viva o Samba e MPB”; e o espetáculo “Projeção Mapeada – Narrativas em Movimento” às 20h, na Casa Jorge de Lima. De 23 a 25, na Uneal Arapiraca terá o XI Seminário Negritude e Resistência; e no dia 29, o Seminário Estadual Consciência Negra e Diversidade no Palácio República dos Palmares.

Todos esses eventos além de representarem a diversidade afrocultural; exaltam a luta por respeito, igualdade e justiça social; e promovem a reflexão sobre o pertencimento étnico. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 417ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/11/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com