"Quando o amor chega assim de repente
Quando o amor toma conta da gente
Quando o amor é verdade
Quando o amor é total
Quando o amor dorme e acorda contigo
Quando é seu companheiro e amigo
É verdade..."
domingo, 24 de maio de 2015
quarta-feira, 20 de maio de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
Quilombolas alagoan@s
Os quilombolas são descendentes de africanos escravizados que mantêm tradições culturais, de subsistência e religiosas ao longo dos séculos. Essa é a definição apresentada no site Fundação Cultural Palmares – órgão vinculado ao Ministério da Cultura – que tem entre as suas funções: formalizar a existência destas comunidades, assessorá-las juridicamente e desenvolver projetos, programas e políticas públicas de acesso à cidadania.
Atualmente, existem 2.474 comunidades no Brasil certificadas pela Palmares, sendo 1543 da Região Nordeste. No Estado de Alagoas, já foram reconhecidas 67 comunidades com 4.366 famílias distribuídas em 34 municípios. Com o intuito de representar a população quilombola alagoana na luta pela efetivação das políticas públicas, existe a Coordenação das Comunidades Quilombolas do Estado de Alagoas – Ganga Zumba.
No último dia 13 de maio – Dia Nacional de Combate ao Racismo – foi realizada na Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), em Arapiraca, a eleição para definir a nova Direção Geral da instituição que é vinculada à Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (CONAQ) e integra o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL).
De acordo com a comissão eleitoral foram duas chapas interessadas, mas, uma delas foi impugnada porque não levou a documentação no tempo estabelecido. E conforme a última assembleia ordinária, que redefiniu o estatuto, o prazo da gestão passou de dois para quatro anos de atuação.
O líder quilombola Manoel Oliveira dos Santos (Bié), 43, nascido em Traipu(AL) foi reconduzido ao cargo de Coordenador Geral, onde comandará a gestão “Somos Quilombolas, somos resistência”. A diretoria é composta por José Elenildo de Almeida Santos (Vice Coordenador Geral); Joelma Bezerra de França (Coordenador de Articulação); Cristiana Viera de Souza (Coordenador Finanças); Josefa Santana da Silva (Vice coordenador de Finanças); Quitéria Vieira dos Santos (Secretária); Antonio do Espírito Santos (Coordenador de Projetos); Delsa Maria Cavalcante dos Santos (Coordenador de Promoção da Igualdade de Gênero); Maria Sandra da Paz (Coordenador de Juventude); Amaro Felix Filho (Coordenador da melhor Idade - Idosos).
O Conselho Diretor é formado por três titulares (Cícera Vital da Silva, Girlene dos Santos e José Cícero Silvestre da Silva) e três suplentes (Valdirene Maria da Silva, José Gilson dos Santos, Nikacia Tavares Gomes). Também possui Coordenadores Regionais: Região do Alto Sertão, Região da Bacia Leiteira, Região do Agreste, Região do Baixo São Francisco, Região Zumbi, Região Norte, Região Central; além dos coordenadores por departamentos: Saúde; Educação; Emprego e Renda; Cultura; Meio Ambiente; Agricultura; Esporte e Lazer; e Mulheres.
Esperamos que a instituição continue defendendo a igualdade racial; cobrando das autoridades competentes a certificação e titulação das terras quilombolas; além da garantia dos direitos básicos para qualidade de vida, uma vez que muitas famílias estão esquecidas pelo Poder Público, cuja dignidade e autoestima são violadas diariamente. Enfim, desejamos força nos trabalhos e conquistas!
Fonte: Coluna Axé – 343ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 25/05/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
sábado, 16 de maio de 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
9º Tambor Falante
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quarta-feira, 13 de maio de 2015
terça-feira, 12 de maio de 2015
Coluna Axé - 8 anos
O dia 13 de maio, é lembrado nos livros de História do Brasil como o dia a Abolição da Escravatura. Porém, para o Movimento Social Negro, trata-se do Dia Nacional de Combate ao Racismo.
Um momento que não deve ser associado à festa, e sim, de reflexão e saudação aos nossos ancestrais, que lutaram bravamente por igualdade e justiça social. Em todo o Brasil, organizações sociopolíticas e culturais voltadas para as questões étnicorraciais realizam palestras, debates, atos públicos e manifestações para discutir a realidade da população negra.
Para a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), a data também serve para celebrar a criação da COLUNA AXÉ. Desde o dia 13 de maio de 2008, é publicada semanalmente no Jornal Tribuna Independente/Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf) com editorial, notas informativas, curtas e fotos.
Busca promover a consciência étnica nos mais diversos setores, como: educação, cultura, religião, saúde, política, esporte, entretenimento, mercado de trabalho, estética, etc. O veículo representa um grande avanço na mídia alagoana, assim como, proporciona a divulgação das atividades dos segmentos afros, políticas públicas nas questões étnicorraciais, além de denunciar casos de racismo e intolerância religiosa.
Também contribui diretamente para a autoestima da população afroalagoana e visa desconstruir os estereótipos destinados às pessoas de pele negra, assim como, sensibilizar os profissionais da comunicação sobre a não-utilização de termos racistas na mídia, a exemplo de: “lista negra”, “línguas negras”, “fase negra”, “magia negra”, “mercado negro”, “a coisa tá preta”, “buraco negro” (sem conotação científica), “samba do crioulo doido”, dentre outros. O trabalho da mídia étnica é árduo, tem contribuído para a democratização da comunicação e a valorização das heranças africanas.
A saga por igualdade racial continua, em busca de respeito e dignidade para todos, independente, de classe social, cor, crença e gênero. Axé!
Fonte: Coluna Axé – 342ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/05/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Heroína de futuro
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| Família reunida, presente divino! (10.05.2015) |
Por: Helciane Angélica
"Ser mãe é padecer no paraíso" - quem nunca ouviu essa expressão popular? Mesmo sendo antiga, sua veracidade aumenta!
Ser mãe é ser Mulher Maravilha em tempo integral, ter várias funções ao mesmo tempo e ainda ser criticada. Não falo isso por experiência própria, mas por conviver com a minha super-pãe (mãe + pai + chefe de família + dona de casa = TUDO QUEM RESOLVE É ELA). Uma nova modalidade de mãe está despontando na atualidade.
Não é nenhuma novidade dizer que as mulheres estão buscando sua independência e adiando a maternidade. Porém, o índice de mulheres que carregam nas costas a responsabilidade de manter a casa e educar os filhos cresce significativamente, tarefa sempre empregada pela classe masculina como obrigação da mulher.
As tarefinhas só multiplicam! Solteiras, casadas ou divorciadas, não importa o estado civil, as mães da atualidade realizam 2,3,4... jornadas de trabalho. Verdadeiras multi-uso, elas (as mães) desempenham funções costumeiras e desenvolvem novas aptidões, ou seja, têm que ser amiga, babá, psicóloga, professora, enfermeira... tudo ao mesmo tempo.
Entretanto, nem tudo são flores e qualidades. Essas mesmas mulheres têm que superar e solucionar os conflitos familiares, seja a princesa da mamãe (às vezes, a filha amiga, e outras, a concorrente) ou ainda o campeão da casa (às vezes, o filho exemplar, e outras, o grande provocador de chateações).
E os filhos? Sejam independentes ou mimados, tentam se acostumar com a heroína que possuem dentro de casa, pois mesmo sendo super-dedicada pode passar muitas horas fora do lar, e quando retorna para lá, quer um simples carinho - muitas vezes não dado.
Ser mãe é, realmente, padecer no paraíso. De hoje em diante, tentarei ser uma filha melhor e quem sabe no futuro ser a SUPER-PÃE que hoje admiro!
Texto escrito em 23 de setembro de 2005.
Projeto de Comunicação Alternativa - Fanzine Universo Feminino.
sábado, 9 de maio de 2015
Trilha sonora - fim de semana (09 e 10.05.15)
"E se quiser saber pra onde eu vou. Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou!"
terça-feira, 5 de maio de 2015
Caravana da Igualdade Racial
A pedagoga Nilma Lino Gomes – foi a primeira mulher negra do Brasil a ser reitora de uma universidade federal, em 2013, na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB); além de ser ex-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) – encontra-se no comando da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
O início da sua gestão no Ministério tem sido marcada pelo diálogo com os diversos segmentos afros e gestores públicos, para a troca de experiências e análise das políticas públicas.
Atualmente, tem investido na Caravana Pátria Educadora pela Promoção da Igualdade Racial e Superação do Racismo, com o objetivo de aproximar os Ministérios dos entes federados, discutir e construir a adesão dos Estados e municípios ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) que está em implantação pelo Ministério; além de estimular a criação e o desenvolvimento dos organismos de promoção da igualdade racial em âmbito municipal e estadual.
Também dará visibilidade às cotas étnicas e sociais nas universidades; sobre a importância da implementação da Lei 10.639/2003, que insere no currículo escolar o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana; e as Diretrizes Curriculares Nacionais para as Comunidades Quilombolas.
O projeto será realizado ao longo de 2015 e percorrerá todas as regiões do Brasil, prevê uma série de debates e encontros com autoridades locais, representantes de universidades e da sociedade civil para ampliar as parcerias na promoção da igualdade racial no país. Os primeiros locais visitados foram: a cidade de Belém (PA) nos dias 27 e 28 de abril; e São Luis (MA), nos dias 4 e 5 de maio.
As próximas agendas não foram divulgadas, no entanto, esperamos que essas andanças contribuam para o fortalecimento das parcerias e a concretização do Estatuto da Igualdade Racial (Lei Nº 12.288, de 20 de Julho de 2010 – destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica)!
Saiba mais sobre o SINAPIR, no site: http://www.seppir.gov.br/sinapir. Queremos mais avanços; dignidade e respeito à luta e resistência dos povos historicamente marginalizados.
Fonte: Coluna Axé - 341ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/05/15) – Editora: Helciane Angélica – cojira.al@gmail.com
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Um parque ecológico em Maceió
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| Foto: Jeann Marques |
Por: Helciane Angélica
O Parque Municipal de Maceió foi inaugurado em 1978, está localizado entre os bairros de Bebedouro e Tabuleiro dos Martins em Maceió, e tem cerca de 82,4 hectares de área.
Trata-se de uma área considerada de preservação permanente, onde exalta a beleza da flora e transmite segurança aos animais da Mata Atlântica. Tem espaço para piquenique, jardim sensorial e um museu demonstrativo sobre as espécies presentes no parque.
Essa é mais uma importante opção de lazer para famílias, casal de namorad@s e grupos de amig@s... que deveria ser mais valorizado e visitado. O contato com a natureza e o ar puro, nos teletransporta para um ambiente de paz e vitalidade, onde é possível esquecer que estar em plena capital alagoana constantemente divulgada pela diversidade de praias.
A reserva fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das 08h às 17h. Para realizar visitas monitoradas, é necessário o agendamento prévio pelo e-mail agendaparquemuncipal@gmail.com. Contatos: (82) 3315-4735 / 4736.
Essa é mais uma importante opção de lazer para famílias, casal de namorad@s e grupos de amig@s... que deveria ser mais valorizado e visitado. O contato com a natureza e o ar puro, nos teletransporta para um ambiente de paz e vitalidade, onde é possível esquecer que estar em plena capital alagoana constantemente divulgada pela diversidade de praias.
Ao todo, são cinco trilhas acessíveis ao público: Trilha Cidadã, Trilha da Aventura, Trilha da Paz, Trilha do Pau Brasil e Trilha do Jacaré. No momento não existe sinalização, mas, de acordo com a coordenação esse problema será resolvido logo, após a finalização do projeto gráfico. Tomara!
A reserva fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das 08h às 17h. Para realizar visitas monitoradas, é necessário o agendamento prévio pelo e-mail agendaparquemuncipal@gmail.com. Contatos: (82) 3315-4735 / 4736.
* Use roupas leves e calçados confortáveis;
* Protetor solar;
* Repelente;
* Repelente;
* Leve garrafas com água;
* Lanche saudável;
* Não pode faltar a sacolinha para colocar o lixo produzido;
* Celular com câmera ou máquina digital para registrar cada momento.
* Celular com câmera ou máquina digital para registrar cada momento.
A dificuldade de acesso é grande, mas as pouquíssimas opções de transporte coletivo não diminuem a beleza deste local. Vale a pena!
Registro fotográfico no Google+
domingo, 3 de maio de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
Dia do trabalhador(a)
No dia 1º de maio é celebrado o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora ou Dia Internacional dos Trabalhadores em numerosos países do mundo, inclusive, é feriado nacional no Brasil.
Em todo o país, esse é um dia de luta por condições adequadas de trabalho e salários dignos, além do combate do assédio moral e da discriminação sexista nas relações de trabalho. São realizadas várias manifestações, palestras e atos.
Em Alagoas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) convoca toda população alagoana para uma grande caminhada nessa sexta-feira(01.05) para refletir sobre o tema “Direitos, Democracia e Combate à Corrupção”.
A atividade terá concentração às 9h, em frente à Vila dos Pescadores (por trás da Associação Comercial), em direção ao Alagoinhas na Ponta Verde em Maceió. Na programação, também terão apresentações artísticas e culturais.
Participe!
Fonte: Coluna Axé – 340ª edição – Jornal Tribuna Independente (28/04 a 04/05/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
domingo, 26 de abril de 2015
Bem querer...
Por: Helciane Angélica Santos Pereira (26/04/2015)
Durante muito tempo procurei um amor verdadeiro, edificante e que representasse segurança.
Mas, apesar de muitas idealizações, também pude me aventurar, experimentar sensações, conhecer mundos diferentes.
Já me senti um bibelô, objeto sexual e princesa de contos de fadas. E fico me perguntando, quando serei apenas eu mesma?
Eu não quero implorar atenção, chega de solidão a dois!
É preciso uma pessoa por inteiro, que queira um relacionamento saudável, sem testes e privações.
O amor não pode ser visto como comodismo, superação de carência ou aparências. Muito menos, válvula de escape, ponte de salvação, ato desesperado para não ficar sozinho(a).
Aos poucos, a gente vai percebendo que não quer só companhia, só sexo, ou só beijos. A gente passa a querer isso e muito mais, de forma simples e espontânea.
A "caça" deixa de ser só beleza e corpo escultural, outros valores tornam-se mais importantes: a parceria, aliança, companheirismo; qualquer sinônimo que represente a união de corpos, mentes e almas.
É chegado o momento de construir algo juntos, trocar confidências, saborear a intimidade do outro; ser amante, amigo(a), cúmplice; ser família, ser pai-mãe dos(as) filhos(as) que ainda nem nasceram. Ser vida, ser um presente diário... mas, só serei isso, quando for permitido!
sábado, 25 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Manifesto público
Foi divulgada na semana passada a "Nota das organizações do Movimento Negro contra a redução da maioridade penal", onde são expostos argumentos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93 – altera a redação do art. 228. Leia o documento na íntegra:
“As organizações do movimento negro que subscrevem essa nota manifestam o mais profundo repúdio a PEC 171/93 que reduz a maioridade penal dos 18 para 16 anos. Consideramos essa PEC uma proposta demagógica, reacionária e busca saída fácil à calamidade da violência, crescente nos grandes e pequenos centros urbanos de todo o país. Além de ferir preceito constitucional e atentar contra cláusula pétrea da Constituição, são várias as razões que nos levam a nos contrapor a mais essa faceta do genocídio da juventude negra, pobre e periférica: Não atuam sobre as principais causas da violência: desigualdade socioeconômica; sucateamento da educação; ausência de investimento em cultura e esporte para crianças, adolescentes e jovens; falta de oportunidade e acesso ao trabalho descente. Menos de 2% dos crimes contra a vida são praticados por menores de 18 anos. Os sistemas prisionais brasileiros são verdadeiros campos de concentração, violadores de direitos humanos básicos. Além de não ressocializar o apenado, se constitui, na prática, em escolas de crime. O Estatuto da Criança e do adolescente prevê medidas disciplinares aos adolescentes em conflito com a lei, sendo uma inverdade o argumento de que ele favorece a impunidade. Os alvos prioritários da violência civil e do Estado (polícias militar e civil) são os jovens negros. Nossa expectativa é que o Congresso Nacional rejeite a PEC 171/93 e abrace uma agenda de avanços em direitos e desenvolvimento para o país, incorporando as principais reivindicações dos movimentos sociais e do movimento negro, tais como: reforma política com fim do financiamento privado de campanha e fim da sub-representação de negros, mulheres e jovens nos espaços de poder e decisão; reforma da comunicação com democratização do acesso aos meios e da produção de conteúdo; reforma agrária e total regularização das terras quilombolas; políticas públicas que atenda a juventude negra, socialmente vulnerável, pobre e de periferia; implantação do Estatuto da Igualdade Racial”.
O documento foi assinado por mais de 40 entidades, de âmbito regional e nacional, que atuam em diversos setores: sociopolíticos, afrocultural, religioso, pesquisa, juventude, gênero e diversidades.
Fonte: Coluna Axé - 339ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/04/15) / Cojira- AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
“As organizações do movimento negro que subscrevem essa nota manifestam o mais profundo repúdio a PEC 171/93 que reduz a maioridade penal dos 18 para 16 anos. Consideramos essa PEC uma proposta demagógica, reacionária e busca saída fácil à calamidade da violência, crescente nos grandes e pequenos centros urbanos de todo o país. Além de ferir preceito constitucional e atentar contra cláusula pétrea da Constituição, são várias as razões que nos levam a nos contrapor a mais essa faceta do genocídio da juventude negra, pobre e periférica: Não atuam sobre as principais causas da violência: desigualdade socioeconômica; sucateamento da educação; ausência de investimento em cultura e esporte para crianças, adolescentes e jovens; falta de oportunidade e acesso ao trabalho descente. Menos de 2% dos crimes contra a vida são praticados por menores de 18 anos. Os sistemas prisionais brasileiros são verdadeiros campos de concentração, violadores de direitos humanos básicos. Além de não ressocializar o apenado, se constitui, na prática, em escolas de crime. O Estatuto da Criança e do adolescente prevê medidas disciplinares aos adolescentes em conflito com a lei, sendo uma inverdade o argumento de que ele favorece a impunidade. Os alvos prioritários da violência civil e do Estado (polícias militar e civil) são os jovens negros. Nossa expectativa é que o Congresso Nacional rejeite a PEC 171/93 e abrace uma agenda de avanços em direitos e desenvolvimento para o país, incorporando as principais reivindicações dos movimentos sociais e do movimento negro, tais como: reforma política com fim do financiamento privado de campanha e fim da sub-representação de negros, mulheres e jovens nos espaços de poder e decisão; reforma da comunicação com democratização do acesso aos meios e da produção de conteúdo; reforma agrária e total regularização das terras quilombolas; políticas públicas que atenda a juventude negra, socialmente vulnerável, pobre e de periferia; implantação do Estatuto da Igualdade Racial”.
O documento foi assinado por mais de 40 entidades, de âmbito regional e nacional, que atuam em diversos setores: sociopolíticos, afrocultural, religioso, pesquisa, juventude, gênero e diversidades.
Fonte: Coluna Axé - 339ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/04/15) / Cojira- AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
sábado, 18 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
A dama do samba
Respeitosamente chamada por “grande dama do samba” ou “rainha do samba”, Yvonne Lara da Costa completou ontem (13.04) 94 anos de idade, vitalidade e amor ao samba!
A carioca de origem humilde, ficou órfã aos seis anos, estudou em um internato e iniciou sua vivência musical com os parentes na adolescência. Aprendeu a tocar cavaquinho, é cantora e compositora. Também é formada em Enfermagem, Assistente Social e tem especialização em Terapia Ocupacional, dedicando-se a trabalhos em hospitais psiquiátricos, tendo trabalhado no Serviço Nacional de Doenças Mentais, com a doutora alagoana Nise da Silveira.
Na década de 40, seus sambas e partidos-altos eram mostrados a outros sambistas pelo primo Fuleiro (também compositor), como se fossem dele, devido ao preconceito e resistência em relação à mulher sambista.
O seu primeiro disco "Samba minha verdade, samba minha raiz" foi lançado em 1974, pela gravadora Copacabana. E somente em 1977, quando se aposentou, passou a se dedicar exclusivamente à carreira. Tornou-se a primeira mulher a ingressar na ala de compositores da Império Serrano, onde é madrinha dessa ala e desfilou desde 1968 na ala das baianas.
O seu primeiro disco "Samba minha verdade, samba minha raiz" foi lançado em 1974, pela gravadora Copacabana. E somente em 1977, quando se aposentou, passou a se dedicar exclusivamente à carreira. Tornou-se a primeira mulher a ingressar na ala de compositores da Império Serrano, onde é madrinha dessa ala e desfilou desde 1968 na ala das baianas.
Em 2011, o aniversário de 90 anos foi marcado por vários eventos comemorativos e o lançamento do site oficial, que foi um projeto realizado com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.
Outras homenagens importantes, foram: na 21 edição do Prêmio da Música Brasileira (2010); em 2012, a sua escola de samba do coração (Império Serrano), no Grupo de Acesso, concorreu com o enredo "Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba"; e ainda, na 19ª edição do Trem do Samba em dezembro de 2014.
Outras homenagens importantes, foram: na 21 edição do Prêmio da Música Brasileira (2010); em 2012, a sua escola de samba do coração (Império Serrano), no Grupo de Acesso, concorreu com o enredo "Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba"; e ainda, na 19ª edição do Trem do Samba em dezembro de 2014.
Para este ano, está previsto o espetáculo batizado de “Ivone Lara – Dona Melodia”, que contará a trajetória da artista. Autorizado a captar pouco mais de R$ 3 milhões em patrocínios via Lei Rouanet, o musical ainda realizará audições para escolher a atriz que dará vida a Dona Ivone nos palcos. Para o corpo de jurados serão convidados nomes como Arlindo Cruz, Rildo Hora, Mart’Nália, e Regina Casé. O texto do musical é de Diogo Vilela e direção de Fernando Philbert, apresentará diversas fases da obra da homenageada, relembrado o pioneirismo de Dona Ivone num universo masculino e machista do samba, principalmente quando iniciou a carreira. É uma mulher excepcional, culta e apaixonada pela cultura.
Dona Ivone Lara é um ícone na música popular brasileira, contribuiu para a identidade cultural do nosso povo e influenciou grandes artistas. Fez turnês na Europa, Estados Unidos e no continente africano, e atualmente sua discografia conta com 16 álbuns. Acompanhe o site www.donaivonelara.com.br e na página no facebook donaivonelara. Essa guerreira merece todos os aplausos e reverência!
domingo, 12 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
Mais escolas, menos cadeias!
A PEC 171/1993, é uma Proposta de Emenda à Constituição Federal que altera a redação do art. 228. De autoria do Deputado Federal Benedito Domingos (PP/DF), busca reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na semana passada, após uma sessão polêmica.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, criou há pouco a comissão especial que analisará o conteúdo. Formada por 26 titulares e 26 suplentes, a comissão funcionará a partir dessa quarta-feira (8), quando ocorrerá a reunião de instalação. Para ser aprovada pela Câmara, precisa do aval da comissão especial e de votação em Plenário, em dois turnos, com o voto favorável de, pelo menos, 308 deputados. Ao longo dos anos, a proposta teve repercussão e opiniões diversas nos parlamentos municipais, praças, templos, associações comunitárias, salas de aula e até nas redes sociais.
Com o argumento de que reduzirá os índices de criminalidade, é vendida a ilusão que os infratores serão punidos pelos erros e aprenderão a ter responsabilidade pelos seus atos. Porém, representa um retrocesso em relação aos direitos conquistados com o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA (Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990) e a ausência de políticas públicas eficientes e transformadoras nas comunidades.
Infelizmente, o sistema carcerário no Brasil tem se tornado uma verdadeira fábrica de criminosos cada vem mais revoltados e experientes, diante da opressão e ressocialização inexistente. Enquanto isso, as famílias estão sendo dizimadas, reféns do poderio do tráfico de drogas e da guerra entre policiais; as crianças sofrem com as escolas sucateadas, ausência de investimento cultural, esporte e lazer; e os jovens não tem perspectiva de crescimento pessoal e profissional, já que estão sendo mortos a qualquer hora do dia e em qualquer esquina.
E só resta uma pergunta: Qual o futuro do nosso Brasil?
Coluna Axé – 337ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/04/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
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