terça-feira, 13 de setembro de 2016

Primavera dos Museus

De 19 a 25 de setembro, acontecerá a 10ª Primavera dos Museus com o tema Museus, Memórias e Economia da Cultura. A temporada cultural é uma promoção do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em parceria com 753 museus de todo o país. Serão realizadas mais de 2.000 atividades especiais, e em Alagoas a programação ocorrerá nos municípios de Maceió, Coruripe, Pilar e São Miguel dos Campos. 

O Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA) conta com a exposição “Pintura com luz” de Nelson Luiz Vilar Calazans até o domingo (18) das 8h às 17h; e de 19 a 25, das 8h às 17h, visita monitorada na exposição temporária “Raízes e Águas” de Giovanna Araújo.

No Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas, é possível visitar das 9h às 17h, a exposição “Plantecidades” que traz as origens dos nomes de dez municípios alagoanos inspirados em plantas. E nos dias 19 e 20, a partir das 10h, terão respectivamente as oficinas “Meu Primeiro Herbário” e “Botânica”; e no dia 21, das 10h às 12h, a mesa redonda “Flora alagoana: O que sabemos?”. Já a Pinacoteca Universitária comemorará os seus 35 anos de criação com mesa redonda e visitação ao recém inaugurado salão do acervo, com 55 obras de 33 artistas alagoanos e de outras regiões. 

O Museu Palácio Floriano Peixoto (MUPA) encontra-se com palestras sobre a importância dos museus para a sociedade até o dia 23 de setembro das 9h às 16h. A Fundação Pierre Chalita apresenta até o dia 30 de setembro, das 8h às 18h, a exposição de telas sobre a história do Brasil dentro de um contexto rural. No Memorial Pontes de Miranda da Justiça do Trabalho em Alagoas terá a palestra ministrada pela Drª. Greciene Lopes (consultora UNESCO para o Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN) no dia 21 das 14h às 15h.

E no dia 23 de setembro às 13h, no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, terá a mesa redonda com o tema geral do evento nacional e será coordenada pela Profª Msc Hildênia Oliveira (Museóloga/Ufal). Os conferencistas serão: Profº Drº Fernando Aguiar (Departamento de História/Faculdade Maurício de Nassau – SE); Irineu Silva Fortes Junior (Secretário de Estado da Cultura de Sergipe e Especialista em Gestão Cultural); Profª Drª Janaina Mello (Departamento de História/UFS); Profº Moisés Oliveira (Mestrando em Ciências Sociais/Ufal); e Prof. Dr. Siloé Soares amorim (ICS/Ufal). No encerramento, terá a performance artística com a professora de dança Ana Carla Moraes.

No interior de Alagoas: o Memorial Coruripense terá visita monitorada de alunos da rede pública, palestra, shows musicais, apresentação teatral e exposições. Na Casa da Cultura e Museu Prof. Arthur Ramos, a Exposição Fotográfica “Memórias de Minha Terra e do Artesanato Sustentável na Economia da Cultura”; exposição e comercialização do Artesanato Pilarense; e Sarau - Musical e Poético. Já o Museu Histórico e Cultural Fernando Lopes conta com a exposição “Me Reinventei Através do Artesanato” de Betânia Castela; ações educativas com alunos da rede pública e portadores de necessidades especiais; exibição de filmes; recital de poesias da Academia Miguelense de Letras e Artes (AMILA) e Café Literário.

Todos esses espaços são essenciais para a promoção do intercâmbio cultural, de saberes e experiências. Saiba mais: http://www.museus.gov.br/ Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 408ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Grito dos Excluíd@s

Na próxima quarta-feira, 07 de setembro, “celebra-se” o Dia da Independência do Brasil.

O país encontra-se em mais um momento conturbado da sua história, onde a ética anda enterrada e a corrupção domina todos os espaços. O “dia de festa” e exaltação às tropas militares nos desfiles cívicos se transformará em mais um dia de luta e reflexão. Um dia de reivindicação por justiça social com a realização do 22º Grito dos Excluídos, que tem o lema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!” e o tema “Vida em primeiro lugar”.

Nascido em 1994, o Grito é um espaço aberto e plural, com o objetivo de enaltecer a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, além de fortalecer a mobilização. Sua origem remonta à Segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e também, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema “Brasil, alternativas e protagonistas”.

Durante a “semana da pátria” são realizadas inúmeras manifestações: atos públicos, romarias, seminários, debates, apresentações artísticas e feiras de economia solidária. Em todo território nacional... trabalhadores do campo e da cidade; representantes dos mais diversos segmentos étnicos, religiosos e organizações não governamentais; estudantes, sindicalistas e lideranças de movimentos sociais seguirão até às ruas com suas faixas, cartazes, cânticos e discursos contra as opressões e caos político-econômico.

Em Alagoas, a concentração será a partir das 8hs, na praça Sinimbu em Maceió, e toda a sociedade é convocada para a manifestação “Fora Temer”; com o intuito de reafirmar a importância da democracia e pela valorização das políticas públicas.

Esse é o momento para avaliarmos, que tipo de independência queremos?!


Fonte: Coluna Axé – 407ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
     

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Eleições 2016

As eleições municipais começaram oficialmente no Brasil e estão em evidência nos meios de comunicação, nas mesas de bares, praças e escolas.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão iniciou no dia 26 de agosto e segue até o dia 29 de setembro. A novidade é que ocorreu a redução no período de transmissão (de 45 para 30 dias) e no tempo de veiculação que passou de trinta para dez minutos: no rádio, um bloco será apresentado das 7h às 7h10 e o outro de 12h às 12h10; e na TV, das 13h às 13h10 e de 20h30 às 20h40.  Os/as candidatos/as a vereador(a) não terão espaço diariamente, mas em dias alternados, definidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL).

De acordo com as informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em relação ao pleito municipal de 2012, o eleitorado no Estado de Alagoas saltou de 1.861.419 para 2.146.520 eleitores. Em 2016, o eleitorado alagoano é composto por mais mulheres (1.142.487) que homens (1.004.033); e ainda, ocorreu o aumento no número de jovens entre 16 e 18 anos aptos a votar. E no próximo 2 de outubro, aproximadamente 25 mil pessoas atuarão como mesários nas quase 6.300 sessões eleitorais. 

No site http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2016 é possível acompanhar todas as informações sobre as candidaturas e estatísticas eleitorais em todo território nacional. Foram registrados 7.183 candidatos(as) em Alagoas, desses, 70,43% afirmaram que são negros (pardos e pretos); 31% do sexo feminino e 69% masculino. 

A diversidade parece que será o diferencial, seja na autodeclaração sobre a etnia, seja na divulgação das questões de gênero e crenças religiosas. Cada um entoará suas concepções de mundo e preceitos políticos, destacando as propostas e promessas, e utilizando as mais diversas armas para conquistar o seu voto. 

Resta agora, os cidadãos e cidadãs avaliarem atentamente quais são as candidaturas ficha-limpa; quem realmente possui compromisso social e ações que contribuam para o desenvolvimento dos municípios. O país precisa de mudança; combater todos os níveis de corrupção; defender uma postura comprometida com a ética e a verdade! 

Em relação aos crimes eleitorais (propaganda irregular e compra de votos), a população pode denunciar através do aparelho celular no aplicativo Pardal – sistema de denúncias via smartphones android e web, ou ainda, no site do TRE/AL (www.tre/al.jus.br), que contam com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Estadual. 

Vote consciente!


Fonte: Coluna Axé – 406ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/08 a 05/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 28 de agosto de 2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Agosto da Cultura Popular 2016

No sábado (27.08), a sociedade alagoana e turistas poderão reverenciar a cultura do povo alagoano. O AGOSTO DA CULTURA POPULAR é uma iniciativa da Articulação dos Grupos de Cultura Popular e Afro-Alagoana, encontra-se na sétima edição e representa um espaço democrático e de empoderamento sociocultural. Eis uma grande festa em alusão ao Dia do Folclore (22 de agosto), e também, uma justa homenagem ao trabalho desenvolvido cotidianamente por mestres da cultura popular, grupos artísticos e folclóricos.

A programação iniciará na Escola Municipal Deraldo Campos (Vergel do Lago) com a oficina de Percussão e Trupé do Coco Alagoano... “Pra todo mundo pisar - Grupo segura o coco” (Projeto contemplado no Prêmio Eris Maximiano), dividido em duas etapas: das 9h às 11h, Percussão com Sandro Santana e Fagner Drubrown; e das 14h às 16h - Trupé e roda de conversa com Nildo e Geninho Verdelinho. Contato: (82) 99691-7264. 

A partir das 14hs, na sede do Núcleo Cultural da Zona Sul (Rua Cabo Reis, Vergel, ao lado do Unicompra), o Movimento Cultural Alagoano - MOVA CULTURA apresenta "Mais inteligente, a Arte ou a Burocracia?”, Teatro-Fórum com GTO OcupaTudo, com o debate Por um Lei Popular de Incentivo à Cultura Alagoana.

E às 15hs, a Praça Santa Tereza no bairro da Ponta Grossa em Maceió torna-se um palco a céu aberto agregando a diversidade, o talento, alegria e beleza das manifestações artísticas. Dentre as atrações estão: Roda Aberta de Capoeira (Morcego Preto/Abadá Capoeira); Ludo Capoeira: Dinâmicas, expressões e musicalidades (Mestre Besourão/Escola de Capoeiragem); Banda Fanfarra da Escola Edson Bernardes (Maestro Claudio Galego); Duelo de bois: Bumba meu boi Águia, Trovão e Força Bruta; Rap: MagoJow, Alyne Sakura, os Comparsas e Mzs Crew; Segura o Coco (Part. Esp. Mestra Zeza do Coco); Afro Zumbi (samba reggae); Coletivo AfroCaeté (Participação Especial da Mãe Vera de Oyá Igbalé); Companhia Star Dance (Brincadeiras Populares); Batuque Yá; Afro Afoxé (samba reggae); Rogério Dyas e a Trincheira (Part. Esp. Mestre Cordelista Jorge Calheiros); Tequilla Bomb; e Babylon Fya.

Mais informações: (82) 98845-4068.


Fonte: Coluna Axé – 405ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Preconceitos olímpicos

Em tempos de jogos olímpicos... costuma-se valorizar a resistência, explosão muscular, dedicação, a conquista de títulos e índices. Porém, o fair play (em português: jogo limpo) anda esquecido fora dos locais de competição e nas redes sociais, já que os/as covardes continuam destilando seus venenos e contribuindo para a cultura do ódio e intolerância. 

O fair play é uma filosofia adotada no meio esportivo, que nasceu em 1896 nas primeiras Olimpíadas da Era Moderna em Atenas que preza pela ética e o bem estar dos/das atletas, ou seja, os/as praticantes devem jogar de maneira justa e não prejudicar propositalmente seus adversários(as). 

Durante as olimpíadas do Rio de Janeiro, teve internauta que ressaltou o sobrepeso da ginasta mexicana Alexa Moreno e a comparou à personagem infantil Peppa Pig; a brasileira Poliana Okimoto (medalha de bronze na maratona aquática) com 33 anos de idade, foi considerada velha para participar da competição; atletas negros(as) continuaram sendo chamados de macacos fedorentos; e os atletas gays (assumidos ou não) também foram hostilizados, inclusive, houve muita crítica à jogadora de rúgbi Isadora Cerullo que recebeu pedido de casamento da sua namorada depois de uma partida.

E o caso mais polêmico, foi direcionado à goleira da seleção brasileira Bárbara Micheline do Monte Barbosa, quando o integrante do Conselho Federal de Administração (CFA) Marcos Clay utilizou uma rede social e comentou: "Eu odeio preto, mas essa goleira do Brasil tinha chance". Depois de várias críticas, defendeu-se: "Foi uma brincadeira de mau gosto, até já tirei o post. Uma brincadeira que infelizmente algumas pessoas se ofenderam, mas não era minha intenção. Tanto é que minha esposa é negra, todo mundo sabe disso. Quem me conhece sabe que eu não sou racista, tenho vários amigos que são negros, não tenho problema com isso", afirmou Clay. 

É preciso respeitar as pessoas, independente, de ser ou não um/uma grande medalhista, classe social, crença, cultura e histórias de vida. Mais amor, por favor! Axé! 

Fonte: Coluna Axé – 404ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 13 de agosto de 2016

Copa Brasil de Maratona Aquática em Alagoas

Alagoas sediará um grande evento esportivo no dia 04 de setembro! Trata-se de uma realização da Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) em parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e o apoio do Governo de Alagoas.

A praia da Pajuçara será invadida por um cardume humano oriundo de várias partes do país. Infelizmente, ainda não estou com o preparo físico para encarar 5km da Copa Brasil. Mas, o importante é curtir a festa e participar da prova local de 2.500m, e ainda, tentar baixar o tempo. Prestigie!


Saiba mais: www.cbdaweb.org.br/al.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Meado de Agosto 2016

A Comunidade Poços do Lunga localizada no município de Taquarana (AL) será o palco de mais uma expressiva edição da Festa Meado de Agosto. 

Essa é a maior expressão festiva de resistência e fé das comunidades quilombolas do agreste alagoano, tradição secular, desde a ocupação dos negros e negras remanescentes do Quilombo dos Palmares na Serra do Lunga, o Rio Lunga, a Lagoa do Mocambo, a Serra dos Bangas e toda a configuração histórica do Quilombo Lunga.  Tem como objetivo, agradecer ao ritual da colheita em terras de sobrevivência, por meio dos toques, cantos e danças. 

A programação festiva inicia hoje(09.08) com contação de Histórias Africanas, roda de diálogos e dinâmicas sobre Empreendedorismo Negro; e até sexta, terão várias oficinas como: Teatro Experimental do Negro, Cabelo e Consciência, Turbante, Percussão, Dança Afro e Entendendo os Orixás. No sábado, terá o Cortejo de Batuqueiros; Chegada ao Umbuzeiro – Saudação as Mães Ancestrais Yamins e as mulheres do povoado; e Quizomba do Umbuzeiro. No domingo, continuam as oficinas de Percussão e Dança pela manhã e às 14h terá o Chá da Memória – Museu da Cultura Periférica. 

No dia 15 de agosto, às 6h, terá o Ritual Religioso no Rio Lunga e às 11h o público presente participa da Roda de Diálogos – “Identidade, Gênero, Território, Religiosidade e Resistência das Comunidades Tradicionais em Alagoas”; às 12h, a Procissão da Santa no Quilombo Poços do Lunga, seguido do Leilão da Comunidade e apresentações artísticas. No dia 16, a partir das 15h, terá o Cine Sesc no Quilombo. 

Contatos: (82) 99632-6584 / 98200-9392/ 98849-2085 / quilombolunga@hotmail.com.


Fonte: Coluna Axé – 403ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/08/16) / Cojira-AL /  Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 6 de agosto de 2016

Viciada em esportes

Olimpíadas Rio-2016 ... o maior evento esportivo realizado no Brasil. Um momento histórico e inesquecível para todos que amam esportes. Esperamos que a paz e a superação reinem!

Essa peça publicitária do banco Bradesco ficou incrível.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Demandas da Seppir

Em busca de oxigenar as ações da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em meio ao turbilhão de mudanças no governo federal, que limitaram os trabalhos em prol da população negra, na última semana a secretária Luislinda Valois realizou atividades para discutir questões que requer um olhar atento e cuidadoso a exemplo do diálogo do Brasil com países africanos.

O estreitamento das relações entre o Brasil e Angola, foi pauta de discussão da Seppir. A secretária Luislinda Valois esteve na embaixada de Angola no Brasil, reunida com o embaixador Nelson Manuel Cosme para discutir a agenda entre os dois países acerca da pauta racial. A finalidade do encontro foi manter a antiga relação que já rendeu muitos frutos e planejar novas ações para o futuro. Ficou encaminhada a realização de uma reunião de trabalho entre as equipes da embaixada e da secretaria para verificação do estágio em que está a cooperação entre as duas instituições e planejar o que ainda é possível avançar.

Valois ressaltou que vivemos o período da Década Internacional de Afrodescendentes, que requer que “nos debrucemos sobre essas questões que não são somente nossas, mas de todo o mundo”, completou. Diante da constatação que, ainda, há muito a ser feito, nesta mesma semana, para tratar sobre a violência contra a mulher negra, a Seppir em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o Grupo de Embaixadores e Chefes de Missões Africanas em Brasília realizaram o seminário “Ano dos Direitos Humanos na África com destaque para os Direitos das Mulheres”, quando foi reafirmada a discussão a cerca da vulnerabilidade da mulher negra brasileira.

O tema geral do encontro: “O Direito à Vida, à Integridade e à Segurança da Mulher”, trouxe a discussão sobre assédio moral e sexual, o tráfico de mulheres e a superlotação da população carcerária feminina, que em todos os itens ocorre em maior proporção para as mulheres negras. Valois afirmou que “a mulher preta continua na Senzala, mas ela não é fraca nem inferior às outras”, destacou, se referindo aos dados do Mapa da Violência, que apontam as mulheres negras como as que mais sofrem com as agressões.

O evento contou ainda com painéis temáticos, que discutiram: Punição e Ressocialização dos Agressores; Mecanismos e Serviços Acessíveis para Informação, Reabilitação e Reparação Eficazes para Vítimas de Violência contra Mulheres. A proposta do seminário está entre os objetivos da Seppir em reforçar às ações da Assembleia da União Africana, que declarou 2016 como o "Ano Africano dos Direitos Humanos com especial destaque para os Direitos das Mulheres". A mobilização é necessária e as ações, além do campo teórico, são essenciais para legitimar o fortalecimento do povo negro. Demandas não faltam para continuarmos na luta!

Fonte: Coluna Axé – 402ª edição – Jornal Tribuna Independente (02 a 08/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2016

Mulheres Negras

No dia 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

Foi instituído em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, e busca dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente; também é o Dia Nacional da Mulher Negra e da quilombola Tereza de Benguela (Projeto de Lei do Senado nº 23, de 2009, de autoria da Senadora Serys Slhessarenko). 

De acordo Ana Pereira – presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) em Alagoas – o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.

Para marcar a data em Alagoas, foi realizada a discussão sobre “Empoderamento Feminino no século XXI” no dia 23 de julho, no SESC Centro em Maceió, uma ação promovida pelo Grupo Percussivo BATUQUE YÀ formado somente por mulheres, que tem o objetivo refletir sobre as lutas, como expressão maior, das mulheres, em busca da igualdade, direitos, identidade, de pertencimento e de respeito às diferenças, naturalmente, existentes entre homens e mulheres. Já nos dias 23 a 25, no Museu da Imagem e do Som (MISA) em Maceió, o evento “Fala Preta! #Tireavendadoracismo”, promovido por um coletivo de entidades que atuam na defesa dos direitos da Mulher, no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial.

Essa é mais uma data para a reflexão e discutir o protagonismo político contra o racismo e o machismo. As mulheres negras são as maiores vítimas da violência doméstica e feminicídio, é o que demonstram os números do Mapa da Violência de 2015: em 10 anos o número de mulheres negras mortas subiu 54% enquanto o de mulheres brancas caiu 9,8%. Também é que possui menor escolaridade, são as maiores vítimas de mortalidade materna (60% dos casos) e encontram mais dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Eis mais um dia de luta!


Fonte: Coluna Axé – 401ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/07 a 01/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 24 de julho de 2016

Nadamos no Velho Chico

O domingo (24.06) foi inesquecível! Participei de um evento esportivo na cidade de Penedo(AL), realizado pela Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) e fui das representantes da Academia Nadart Fênix.

A missão foi cumprida, nadei 3.500m no Rio São Francisco! Pela primeira vez, competi no rio, e os obstáculos foram maiores... encarei o frio, os arbustos, as ondulações, correnteza, engoli água, o medo e completei a prova! Ainda bem que as piranhas ficaram bem longe. ;)

Infelizmente... não teve pódio, fiz no tempo de 0:42:25 e fiquei em 12º lugar geral no feminino. Mas a alegria foi a de sempre e a medalha de participação ficou garantida para a coleção.
 
Além dos amigos de pernadas e braçadas das aulas semanais de natação, contei com a participação do meu irmão Helquias. Estivemos lado a lado boa parte do percurso, um fortalecendo o outro, e depois ele me passou. (kkkk) Com certeza, o vício esportivo já foi injetado e será o meu companheiro de aventura nas próximas edições.

Até o próximo desafio!




 


terça-feira, 19 de julho de 2016

Convergência Negra

Diante da grave crise econômica, política, ambiental, humanitária e moral, cresce consequentemente as crises sociais manifestadas pelo racismo, a xenofobia, a violência, e várias formas de intolerância. O pensamento conservador e retrocesso das políticas públicas tornam-se mais evidentes. Porém, lideranças do Movimento Social Negro estão fortalecendo o diálogo sobre os desafios da conjuntura e o futuro da luta negra no Brasil e encontra-se em intensa articulação sócio-política.

Já foram realizados dois grandes momentos de discussões, em Salvador/BA (Novembro/2015) e no Fórum Social Mundial em Porto Alegre/RS (Janeiro/2016), que resultou na constituição da plataforma política e o plano de lutas – comum e unitário – contendo dez (10) pontos de referência, são eles: Contra a redução da maioridade penal; Combater o extermínio/genocídio da juventude negra; Aprofundar as políticas e ações afirmativas no país, com destaque nas mulheres negras; Autonomia das mulheres negras e participação nos espaços de poder público e privado; Lutar pela efetivação das leis 10.639/03 e 11.645/08; Avançar na pauta quilombola, nenhum quilombo sem suas terras regularizadas e tituladas e com políticas públicas para melhoria da qualidade de vida; Combater a intolerância e violência religiosa, garantir a laicidade do estado e proteger a liberdade de culto; Criminalizar a homofobia; Pela aprovação da PL 4471/12, que põe fim aos autos de resistência; Democratização dos meios de comunicação; A cultura afro brasileira como parte fundamental da cultura geral no Brasil, neste sentido luta-se pela ampliação da sua inclusão nas políticas públicas, bem como, em toda e qualquer discussão do movimento negro brasileiro, enquanto instrumento de transformação social.

Atualmente, integram a Convergência Negra, as organizações brasileiras: Agentes de Pastoral Negros (APNs); Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN); Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB); Coletivo de Ativistas Anti-Racistas (QUILOMBAÇÃO); Coletivo de Entidades Negras (CEN); Coletivo Nacional de Juventude Negra (ENEGRECER); Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (CONAQ); Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN); Fórum Nacional de Juventude Negra (FONAJUNE); Fórum Nacional de Mulheres Negras (FNMN); Movimento Negro Unificado (MNU); Rede Nacional de Negras e Negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (AFRO LGBT); e União de Negros pela Igualdade Racial (UNEGRO). 

No último sábado(16.07), na cidade de Aracaju(SE), foi promovida mais uma importante reunião nacional e o Ato Público “Negr@s não Temer”; além de debater as próximas agendas de atuação: Mobilização nos Estados contra o Impeachment (12 de agosto); Plenária Nacional da Convergência em Salvador (10 de setembro); e a Marcha “Um milhão de Negros e Negras nas ruas por nenhum direito a menos para todos e todas nós” (20 de novembro).

Eis um grande momento de fortalecimento da luta por justiça social!

Fonte: Coluna Axé – 400ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ativistas discutem conjuntura política e igualdade racial


Projeto Tambor Falante integrará o cronograma da “Ocupação Fora Temer” na sede do IPHAN-AL


Por: Helciane Angélica (Jornalista)

Nesse sábado(16.07) às 15h, no hall do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no histórico bairro do Jaraguá em Maceió, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará uma importante edição do Tambor Falante sobre o tema: “Os Impactos do Governo Interino de Michel Temer nas Políticas para a Igualdade Racial”. 

A instituição do movimento negro alagoano atendeu ao convite dos(as) manifestantes que estão na OCUPAÇÃO FORA TEMER há mais de 50 dias na sede do IPHAN/AL. O protesto foi iniciado após o anúncio da extinção do Ministério da Cultura e as intervenções do presidente em exercício – considerado golpista por grande parte da população brasileira – que tem contribuído para o retrocesso nas políticas públicas.

Em relação às políticas de igualdade racial, foi publicado um decreto que transferiu dotações orçamentárias constantes do Orçamento Fiscal da União (Lei nº 13.255, de 14 de janeiro de 2016), do extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos para a Presidência da República, no valor de R$ 12.927.981,00 (doze milhões, novecentos e vinte e sete mil, novecentos e oitenta e um reais). Michel Temer também exonerou vários funcionários, excluiu órgãos e secretarias extremamente importantes para o desenvolvimento social, a exemplo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

O evento é direcionado aos ativistas dos segmentos afros, integrantes de grupos artísticos, produtores culturais, lideranças de movimentos sociais, povos tradicionais, religiosos de matrizes africanas, pesquisadores e estudantes. No encerramento, terá a performance artística da Companhia de Teatro e Dança Afro Aiê Orum criada em 2009, com o objetivo de trabalhar a história e a cultura afro-brasileira por meio de oficinas de Danças Afro Brasileira para jovens de comunidades periféricas e de escolas públicas. 

“Com esse projeto queremos proporcionar o debate, a troca de experiências e chegarmos onde a valorização, o respeito e a qualidade de vida ainda está a desejar. Com esse tema sobre análise de conjuntura política, vamos refletir sobre a política de igualdade racial e as ações desse presidente ilegítimo que não nos representa. Ultimamente, estamos vivendo um caos no país!”, exaltou Maria Madalena da Silva, presidente do Anajô.



Facilitadores
A atividade contará com as intervenções de dois ativistas alagoanos, que atuam efetivamente na luta pela valorização das questões étnicorraciais, combate do racismo e intolerância religiosa. Os facilitadores serão:

CLÉBIO ARAÚJO: Historiador; Vice Reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal); Coordenador do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros (NEAB-Uneal); Vice Presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir/AL); e Pesquisador da história e cultura afroalagoana.

VALDICE GOMES: Jornalista; Presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir/AL); Integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualde Racial (Cojira-AL); Diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal); e Vice Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô (APNs-AL).


Projeto
O projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, uma realização da Prefeitura de Maceió por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). Ao todo, serão cinco edições com temas diversos e busca contribuir para a troca de conhecimentos e a formação sociopolítica, que resultará na produção de um livro e DVD. 

O Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros. Promove atividades de formação sobre a história do Quilombo dos Palmares; pertencimento étnico; conjuntura sociopolítica da população afro-brasileira; ações de combate ao racismo e preconceitos correlatos.


SERVIÇO:
TAMBOR FALANTE
Dia: 16/07/2016 (sábado)
Hora: 15h00
Local: IPHAN/AL - Rua Sá e Albuquerque, nº 157, Jaraguá, Maceió/AL – próximo à Praça Dois Leões
Contatos: onganajo@hotmail.com / https://anajoalagoas.wordpress.com/
ENTRADA FRANCA!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Encontro afro no sertão alagoano

No período de 29 a 31 de julho, o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR) realizará na cidade de Delmiro Gouveia – distante 304 km da capital alagoana – o 2º Encontro e 1ª Jornada Científica de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais de Terreiro de Alagoas.

Na abertura, o público poderá conferir as exposições fotográficas: “Povos Tradicionais de Terreiro” (Larissa Fontes), “Quilombos” (Sandreana Melo) e “Espaço apropriado e espaço planejado no Muquém” (Pedro Simonard). 

Nas mesas de debate, serão explorados os seguintes temas: “Intolerância Religiosa no Brasil laico, desafios para a vida em sociedade na construção de direitos”; “Questões agrárias e fundiárias em Alagoas: sobre terra, território e poder”; “Estratégias para a preservação do bem imaterial das comunidades – Como garantir o acesso às políticas públicas?”.

Também será realizada a exibição de filmes/documentários “Sai do Sol Galego” (Sandreana Melo), “Jurema” (Clementino Júnior) e “Exú – Além do Bem e do Mal” (Werner Salles); grupos de trabalhos (GTs); além das rodas de conversa: “Retrospectiva histórica e sociocultural das comunidades quilombolas e povos tradicionais de terreiro” e “A juventude como difusora de políticas públicas nas comunidades”.

O evento é uma parceria com o Governo de Alagoas, Conexão Nordeste, Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL) e Fundação Cultural Palmares. E o apoio do Baobá Raízes e Tradições; Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana de Alagoas; Rio’s Rent a Car Maceió; Faculdade Maurício de Nassau e Universidade Tiradentes.

Os(as) interessados(as) devem fazer a inscrição pelo link https://docs.google.com/forms/d/1myftEHmORc_pR_94fFUsWKTyYpiizu41AaQ03HoMPvc/viewform. Mais informações: (82) 99999-1301 / 99922-7988.


Fonte: Coluna Axé – 399ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 11 de julho de 2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

Ocupe a praça

O projeto “Ocupe a Praça” conta com a produção do Coletivo Popfuzz. Trata-se de uma realização da Fundação Municipal de Ação Cultural em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural e integra o Programa Ações Culturais para Maceió, fruto do convênio nº 798826/2013 (assinado entre FMAC e MinC), e emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT).

O objetivo é promover apresentações dos mais variados segmentos (música, cinema, teatro, dança, entre outros), atividades de formação, oficinas e shows em praças públicas e centros comunitários nas oito (8) regiões administrativas da capital alagoana, no período de maio a outubro de 2016. As primeiras edições contemplaram os bairros do Farol (Praça do Centenário) e Bom Parto (Quadra Escola Geraldo Bulhões), respectivamente, nos dias 08 de maio e 26 de junho.

Agora, chegou a vez da Região Administrativa 05 que contempla os bairros do Feitosa, Barro Duro, Jacintinho e São Jorge. De 04 a 08/07, na sede do Centro de Estudos e Pesquisas Afro Alagoano Quilombo (Cepa Quilombo) – Rua Santa Luzia, 42, próximo a rádio 96 FM, Jacintinho – serão realizadas três importantes oficinas: de 9h às 13h, “Bumba-Meu-Boi” com o oficineiro Lucival Salgueiro (Neno); das 14h às 18h, “Capoeira Como Construção de Identidade e Gênero” ministrada pela Professora de Capoeira Sirlene Gomes (Rasteirinha); e das 18h às 22h, “Museu e Comunidade” por Viviane Rodrigues, pesquisadora no Projeto de Extensão Comunidade e Museologia Social (COMUSA).

No domingo (10.07) a partir das 15hs, na Praça Mirante Vereador Audival Amélio da Silva localizado no bairro do Jacintinho, terão as apresentações artísticas: o coco de roda Xique Xique de Alagoas, Marcelinho do Forró, grupo infanto juvenil Gente que Brilha (CEPA Quilombo), o grupo de reggae Freedom Songs, dos punks da Ximbra e a banda de rock alternativo Eek. 

As próximas edições do “Ocupe a Praça” estão previstas para acontecerem na Praça Marcílio Dias, Jaraguá (31/07); Praça da Guarda Municipal, Ponta Grossa (21/08); Praça Padre Cícero, Benedito Bentes (11/09); Praça São Pedro, Garça Torta (25/09) e Praça Graciliano Ramos, Tabuleiro dos Martins (09/10).

Esse é um grande momento de integração com a comunidade, pertencimento e exaltação cultural, que contribui para a valorização do trabalho dos artistas locais e grupos da cultura popular. Todas as programações são gratuitas, saiba mais no página do Facebook: https://www.facebook.com/ocupeapracamaceio/

Fonte: Coluna Axé – 398ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com