terça-feira, 14 de março de 2017

Conepir/AL - representações

Nessa segunda-feira(13), na Casa dos Conselhos em Maceió ocorreu a escolha das instituições da sociedade civil inscritas, que apresentaram a documentação exigida e ficaram aptas paras a eleição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), conforme publicação no Diário Oficial nos dias 31/01 (pag. 34) e 02/02 (páginas 23 e 24).

Para garantir a lisura do processo eleitoral, a urna foi devidamente lacrada; ocorreu a exigência de ofício com os dados do representante-votante e assinatura da lista de presença, com o acompanhamento de integrantes do Gabiente Civil, e a fiscalização do Ministério Público Estadual, sendo representado pelo sociólogo e Assessor de Feitos Jurídicos, Leandro Rosa.

O Conepir é um órgão colegiado paritário, com 13 representantes da sociedade civil e 13 de órgãos governamentais, de caráter deliberativo, que integra a estrutura básica da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos. Os membros titulares e respectivos suplentes têm a missão de propor, em âmbito estadual, políticas públicas para a promoção da igualdade racial, combate do racismo e fortalecimento dos segmentos étnicos-raciais.

As representações da sociedade civil, eleitas para o período 2017-2019, são: Capoeira: Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (FECEAL); Indígenas: Associação Indígena da Aldeia Wassu Cocal (Joaquim Gomes/AL) e Comitê Inter-Tribal de Mulheres (Palmeira dos Índios/AL); Quilombolas: Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga-Zumba e Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco (Arapiraca/AL); Ciganos: Comunidade Cigana Vila Matias (Penedo/AL); Comunidades Religiosas de Matriz Africana: Entidade Religiosa Ilê Nifé Omi Omo Posú Betá e a Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro Brasileiras de Alagoas (Fretab).

Dentre as entidades que trabalham a promoção da igualdade racial e Direitos Humanos, foram eleitas: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro de Cultura e Estudos Énicos Anajô (APNs/AL), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA/Sindjornal), Grupo União Espírita Santa Barbara (GUESB) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (SINTEAL).


Fonte: Coluna Axé – 433ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de março de 2017

Semana da mulher

No dia 08 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma data emblemática para a reflexão sobre a luta por igualdade de direitos, respeito e combate a todo tipo de violência.

Nessa quarta-feira a partir das 8h na Praça Sinimbu em Maceió, terá a concentração para o ato público “Por Todas Elas - Nenhum Direito a Menos!”, com caminhada até o calçadão do comércio e reflexão sobre a Reforma de Previdência, que ameaça à saúde pública, a política de assistência social, valida as diversas formas de opressão e a desigualdade de gênero, tudo isso, associado ao risco de perder o direito à aposentadoria. Diante disso, foram convocadas as mulheres do campo, da cidade, trabalhadoras rurais, negras, jovens, lésbicas, transexuais, professoras, domésticas, movimentos feministas, sociais, sindicais, universidades, estudantes e outras organizações de Alagoas para esse movimento.

No dia 13 a partir de 9h, terá a audiência pública na Assembleia Legislativa com o tema “Rede de Atenção à Mulher, Negritude e Invisibilidade”. E às 9h30, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, a sessão solene para a entrega da Comenda Deputada Selma Bandeira, que é conferida a personalidades, entidades e instituições nacionais que se dedicam ao fim da violência e na defesa dos direitos humanos. 

No dia 16, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (CEDIM) e a Comissão de Justiça e Inclusão Social farão uma visita na Casa de Detenção Feminina Santa Luzia para desenvolver ações na área da saúde, reestruturação da biblioteca com livros doados e discussão de casos que ainda não foram julgados. No dia 30, terá o evento Fala Preta sobre o enfrentamento do racismo; além da homenagem para dez mulheres com a Comenda Nise da Silveira no Centro de Convenções.

Já a Secretaria Estadual da Mulher e Direitos Humanos fará uma ampla programação na capital alagoana e em 60 municípios alagoanos com palestras, caminhadas, encontros, blitz, audiências públicas, seminário com a participação da Secretaria Nacional de Políticas para a Mulher e assinaturas de termos de parcerias com municípios alagoanos, tendo como foco o combate à violência contra a mulher e o empoderamento feminino. 

Outras atividades importantes são: a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) encontra-se com a campanha "Fapeal com Elas" para destacar o trabalho de mulheres pesquisadoras. A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) está lançando a Comissão Nacional de Mulheres Jornalistas, com representação de 17 sindicatos filiados, para ampliar a discussão sobre a diversidade de gênero e atuação no movimento sindical. As ações são variadas, ocorrem em todo o território nacional e contribuem para o empoderamento e autoestima!


Fonte: Coluna Axé – 432ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com


Versão digital da Coluna Axé: https://issuu.com/tribunahoje/docs/ed070317

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Patrimônio histórico, cultural e social

A Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares, zona da mata alagoana, foi a sede administrativa do Quilombo dos Palmares – “república negra” que possuiu uma organização sócio-política-militar, com mais de 10 mocambos (esconderijos) estratégicos distribuídos na zona da mata, entre os estados de Alagoas e Pernambuco, ocupou uma área de aproximadamente 200km² e resistiu por aproximadamente 100 anos, chegou a ter uma população superior a 20.000 habitantes formada por escravos fugidos, indígenas e brancos empobrecidos.

Atualmente, a Serra da Barriga é considerada um templo sagrado, símbolo da liberdade e da resistência negra, além de ser o palco de grandes homenagens à luta por igualdade racial e contra o racismo. Desde novembro de 1986 foi inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e ainda, foi reconhecida como Monumento Nacional no ano 1988, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

E agora, pode se tornar Patrimônio Cultural do Mercosul, já que, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estar sendo produzido um dossiê, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fundação Cultural Palmares, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), instituições públicas e sociedade civil. 

O documento será entregue em março para avaliação da Comissão de Patrimônio Cultural do bloco econômico, e a candidatura será inserida na proposta “La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR”, concorrendo com outros juntamente com Colômbia, Equador e Venezuela, que também apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

Outra notícia positiva, mencionada no início desse mês, foi a pavimentação do acesso à Serra da Barriga que foi confirmada pela Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano e a expectativa é que a obra seja finalmente concluída e inaugurada no dia 20 de novembro, durante as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra e Zumbi dos Palmares.

Já passou da hora desse local ter o devido reconhecimento do Poder Público e sociedade. Trata-se de um marco para o Estado de Alagoas e também fortalecerá o turismo étnico na região dos quilombos, além de ser mais um mecanismo na América Latina para a valorização do pertencimento étnico.


Fonte: Coluna Axé – 431ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Visita oficial

Em visita oficial ao Estado de Alagoas, a Ministra de Direitos Humanos e Igualdade Racial,  Luislinda Valois, cumpriu uma extensa agenda sociopolítica.

No domingo, ela esteve pela primeira vez na Serra da Barriga – solo sagrado, palco da resistência negra e sede administrativa do Quilombo dos Palmares – na ocasião, ela conheceu os espaços temáticos do Parque Memorial e obteve mais informações sobre a organização dos guerreiros e guerreiras quilombolas. Ela destacou que foi um momento ímpar em sua vida, de grande valor cultural e histórico. “Ali, naquele espaço tem muita coisa envolvida, é muito profundo, e não devemos explorar aquele espaço somente no campo do turismo”.

A ministra também esteve no Tribunal de Justiça (TJ-AL) e na Secretaria Estadual de Segurança Pública, onde defendeu a inclusão de Alagoas no Plano Nacional de Segurança que visa a mediação entre a Polícia Militar e as comunidades, e ainda, a implantação de uma delegacia especializada na repressão ao racismo, xenofobia, homofobia, lesbofobia e outros crimes de ódio.

No encontro com representantes dos segmentos afros, reafirmou o seu compromisso para a implantação de políticas públicas para combater a desigualdade social e étnicorracial.

Ministra
A ministra Luislinda Valois (foto) reuniu-se nessa segunda-feira(13), no auditório Aqualtune do Palácio República dos Palmares, com gestores, gabinete civil, assessores técnicos das secretarias de Cultura e Educação, e Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral); representantes dos segmentos afros, a exemplo, da Federação Alagoana de Capoeira (Falc) e Federação dos Cultos Afros Umbandista do Estado de Alagoas; liderança da aldeia Wassu Cocal; membros da comissão de direitos humanos na OAB/AL; além dos presidentes dos conselhos estaduais da Mulher, LGBT, Direitos Humanos e Conepir.



Fonte: Coluna Axé – 430ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Os vários quebras

O Quebra de Xangô, infelizmente, deixou marcas intensas e continuam latejando até os dias atuais com diferentes formas de perseguição e opressão. Em 1912 existia uma milícia conhecida por Liga dos Republicanos Combatentes – agremiação política que fazia oposição ao governador da época, Euclides Malta – realizava as invasões, espancamentos e prisões dos adeptos das religiões de matrizes africanas.

Para manter viva a crença, precisava silenciar os tambores, disfarçar ou fugir para outros Estados. Porém, de acordo com o historiador e babalorixá Célio Rodrigues (Pai Célio) o culto ao orixá foi proibido em todo o Brasil no ano de 1957, durante o governo do Presidente Getúlio Vargas, e cada governador adotou a sua metodologia para cumprir a determinação. 

Em Alagoas, era necessário que cada terreiro solicitasse um alvará de funcionamento e comunicar à Polícia (DOPS); os toques aos orixás só podiam ser realizados aos domingos das 16h às 19h, e caso o horário fosse burlado, podia ocorrer a invasão a qualquer momento, os instrumentos eram recolhidos e a casa suspensa; nas vistorias, o juizado de menores também acompanhava a polícia para impedir a participação das crianças, e caso fosse comprovada a iniciação à religião, ou estivesse dançando ou cantando, o terreiro também era multado.

O tempo passou e apesar dos inúmeros mecanismos para combater essas formas de violência, a hostilidade permanece forte! A advogada do Movimento da Articulação de Matriz Africana de Alagoas, Kandysse Melo, destacou que é preciso denunciar os crimes de intolerância e ódio, e reivindicar o comprometimento do Judiciário e o Poder Público para o cumprimento da lei. Ela denunciou que no ano de 2016 ocorreram vários atentados aos terreiros, inclusive, uma ekede foi atingida por arma de fogo durante uma festividade na casa de axé; um ogan foi demitido de uma escola particular por cultuar os orixás; além dos insultos por usar suas guias, turbantes e roupas brancas às sextas-feiras (dia em homenagem ao orixá).

A nossa religião representa fé e axé, e se não fosse assim a gente hoje não estaria ocupando os espaços do Governo e as secretaria para falar da nossa religião e usar nossas vestes. Nós temos que lutar para a nossa religião esteja no mesmo nível de igualdade com as outras religiões. Vamos nos unir para alcançar dias melhores”, exaltou Mãe Mirian, a sacerdotisa da religião de matriz africana de Alagoas mais respeitada da atualidade.

Atualmente, as casas de axé seguem três vertentes de atuação: religiosa, cultural e social. Também estão investindo na formação, valorização do pertencimento étnico e participando dos espaços de controle social para a reivindicação de políticas públicas. O terreiro merece respeito e a luta contra a intolerância religiosa continua! Os tambores ainda ecoam e a esperança para a perpetuação do axé continua viva, bem viva! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 429ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xangô Rezado Alto 2017

O dia 02 de fevereiro, é uma data marcante no Estado de Alagoas e exalta a luta por respeito e o combate à intolerância religiosa. São 105 anos do episódio nefasto conhecido por “Quebra de Xangô”, quando no ano de 1912, casas de culto afrorreligiosos de Maceió foram invadidas e destruídas; e os adeptos das religiões de matrizes africanas foram perseguidos e até mesmo mortos.

Em contraponto a esse momento violento e que muitos preferem esquecer, foi criado o projeto Xangô Rezado Alto, que visa alertar a sociedade e celebrar o trabalho sociocultural de vários segmentos afros que mantém vivas as heranças afro-brasileiras e o pertencimento étnico.

Nessa quinta-feira, a concentração será às 14h, na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas) no Centro de Maceió. Estarão reunidos integrantes de casas de axé de vários municípios, ativistas professores, pesquisadores e estudantes.

Dentre grupos afroculturais que se apresentarão em tablados instalados no Centro de Maceió e participarão do cortejo estão: Banda Afro Mandela, Afoxé Odô Iyá, Coletivo Afro Caeté, Maracatod@s, Maracatu Baque Alagoano, Rogério Dias, Grupo Themba, Banda Afro Afoxé, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Povo de Exu, Afoxé Ofá Omin, Yá Capoeira, Grupo Afojubá, Orquestra de Tambores, Aiê Orum e Banda Afro Zumbi.

O Xangô Rezado Alto é uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), em parceria com a Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais de Terreiro; onde conta com o apoio da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL). Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 428ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/01 a 06/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prévias carnavalescas

A capital alagoana, Maceió, é conhecida por suas belezas naturais, diversidade cultural e a expressiva quantidade de eventos que antecedem a maior festa popular brasileira. 

As prévias carnavalescas foram iniciadas no último domingo com o Carnaval Edécio Lopes na orla da Ponta Verde. Trata-se de uma iniciativa da Liga Carnavalesca de Maceió e o Governo de Alagoas, uma homenagem às comemorações do bicentenário da emancipação política do Estado.

Ao todo serão 12 dias de festa e desfiles por toda Maceió. Os blocos receberam apoio do Governo do Estado e já têm dias e horários estabelecidos.

Confira a programação: 28 de janeiro – Baile Vermelho e Preto (Jaraguá Tênis Clube); 29 de janeiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo| Banda Vulcão (Ponta Verde); 04 de fevereiro – Panelada da Rolinha (Ponta Verde); 10 de fevereiro – Baile de máscaras/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 11 de fevereiro – Baile Verde e Branco (Iate Clube Pajussara); 12 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo / Banda Vulcão (Ponta Verde); 12 de fevereiro – Baile infantil/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 17 de fevereiro – Jaraguá Folia (Jaraguá) com a presença de vários blocos temáticos, inclusive, o retorno do bloco “Filhos da Pauta” formado por profissionais da Comunicação Social; 17 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Museu Théo Brandão); 18 de fevereiro – Carnaval Nota 10 (Pajuçara/Ponta Verde) com orquestras de frevo, Samba de Nêgo, Sururu da lama, Pecinhas de Maceió, Turma da Rolinha, dentre outros blocos; 19 de fevereiro – Matinê de Carnaval (Iate Clube Pajussara); 19 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo|Banda Vulcão (Ponta Verde); 25 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Pajuçara/Ponta Verde); 26 de fevereiro – Bloco Nêga Fulô (Pajuçara/Ponta Verde); e 28 de fevereiro – Blocos Afros (Pajuçara/Ponta Verde).

É programação para todos os gostos, idades e recursos financeiros. Prestigie!


Edital
Encerram no dia 6 de fevereiro as inscrições para o “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017”. Ao todo serão investidos R$ 200 mil em premiações para projetos de agremiações carnavalescas, que buscam reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais. Os prêmios serão distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). Confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 427ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Carnaval Bicentenário

O Governo de Alagoas, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, lançou  o edital aberto para inscrições no “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017” que investirá R$ 200 mil em premiações. Busca-se reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais.

Serão concedidos 25 prêmios, distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). 

Os recursos devem ser destinados ao pagamento de cachê de orquestra e músicos, estandartes, adereços, camisetas e figurinos, estrutura física (som, palco, banheiros químicos, trios elétricos, etc) e produção.

A prioridade no processo seletivo são as manifestações carnavalescas que não cobrem ingressos, taxas de participação, camisetas e não esteja protegida por cordões de isolamento. E obrigatoriamente, deverão ter temas e enredos que ressaltem as comemorações do Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas.

Outra regra importante, é que serão automaticamente desclassificados os projetos cujos proponentes tiverem sua atuação cultural vinculada às práticas de desrespeito às leis ambientais, às mulheres, crianças, aos jovens, idosos, afro-descendentes, povos indígenas, povos ciganos ou a outros povos e comunidades tradicionais, à população de baixa renda, às pessoas com deficiência, às lésbicas, aos gays, bissexuais, travestis e transexuais ou que expresse qualquer outra forma de preconceito ou de incentivo ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 6 de fevereiro, confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 426ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 15 de janeiro de 2017

Trilha sonora - fim de semana (14 e 15.01.16)

Tente outra vez... sempre! Faça diferente, faça melhor, continue em frente com seus sonhos e objetivos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Lei 10.639, cadê?

Nessa segunda-feira, 9 de janeiro, a Lei Federal 10.639 completou quatorze anos de aprovação. Surgiu com o objetivo de alterar a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares.

O conteúdo programático deveria incluir o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. E teria que ser ministrada especialmente nas áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira. Porém, independente da sua importância e pressão das organizações do Movimento Social Negro em todo território nacional, as ações são executadas prioritariamente nas datas temáticas e em iniciativas isoladas de docentes.

Para a professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – integrante da comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) para as diretrizes curriculares da proposta – é preciso que a Lei seja uma política das escolas, e que esta disciplina conste no plano político-pedagógico das instituições. “O que temos que fazer é a avaliação da formação dos professores e também dos princípios que cada professor leva para sua docência: que tipo de projeto de sociedade cada professor está construindo. Os professores que lutam por uma sociedade democrática e igualitária evidentemente estão empenhados em trabalhar a educação das relações étnico-raciais por meio da cultura e história dos afro-brasileiros e africanos, bem como dos povos indígenas durante todo o ano”, declarou em entrevista ao Brasil de Fato.

Também é importante destacar ações louváveis que devem ser multiplicadas: concurso de redação e poesias, exposições, feira de conhecimentos, festivais, desfile afro, apresentações culturais, visitas em museus e centros afros, dentre outros. 

Trata-se de um instrumento importante para a formação sociocultural; combate da discriminação e o preconceito racial; reflexão sobre a intolerância religiosa; além de contribuir para o pertencimento étnico e autoestima de crianças e jovens negros(as).


Fonte:  Coluna Axé – 425ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

XVI Lavagem do Bomfim

Nesse domingo, 8 de janeiro, as representações das comunidades tradicionais de matriz afro brasileira, ativistas e admiradores estão convidados(as) a participar da Lavagem do Bomfim em Alagoas.

A cerimônia ancestral é realizada anualmente e existe há 16 anos em Maceió, trata-se de um momento de purificação e que exalta Oxalá – associado à criação do mundo e da espécie humana, simboliza a paz, sendo cultuado como o maior e mais respeitado de todos os orixás do panteão africano – onde utiliza-se a água como elemento transformador para a renovação das energias.

Na ocasião, os adeptos utilizam diversos elementos: água da chuva, folhas de diversas ervas e perfume para confeccionar as águas de cheiro e saem em cortejo pelas ruas da cidade para limpar os ambientes e pedir proteção no ano que se inicia.

A concentração será às 15h, no Largo São João (1ª entrada à esquerda no início da ladeira do bairro do Jacintinho), com destino à Igreja Senhor do Bomfim no bairro do Poço, onde acontecerá a lavagem do pátio; posteriormente todos seguirão até à Casa de Iemanjá/O Templo dos Orixás localizada no bairro da Ponta da Terra. Neste ano será produzido um vídeo documentário, com recursos conquistados no Prêmio do Ministério da Cultura – Fundação Cultural Palmares (Minc/FCP).

O cortejo terá a participação efetiva de diversas casas de axé com caravanas oriundas de Maceió, Atalaia, Cajueiro, Marechal Deodoro e Coruripe. Na batida do Ijexá e na cadência dos atabaques, estarão diversos grupos culturais: Afoxé Oju Omin Omorewá, Afoxé Ofá Omin, Grupo Ara Funfun Omangerê, Banda Afro Afoxé, Banda Afro Zumbi, Maracatu Raízes da Tradição, Coletivo Afro Caeté e o Afoxé Odô Iyá (o pioneiro nessa atividade).

Participe, vista-se de branco para clamar a paz e o respeito, além de exaltar a luta contra a intolerância religiosa.


Fonte: Coluna Axé – 424ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/01/17) / COJIRAL-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Anistia Brasil

A Anistia Internacional foi fundada em 1961, trata-se de um movimento global com atuação focada na promoção e defesa dos direitos humanos. Presente em mais de 150 países, possui cerca de 7 milhões de apoiadores que realizam ações e campanhas em defesa da liberdade, a igualdade e a justiça. 

A partir de fevereiro de 2017, a nova diretora executiva será Jurema Werneck. A carioca é médica, formada em 1986 pela Universidade Federal Fluminense; fez o Mestrado em Ciências de Engenharia de Produção (2001) e Doutorado em Comunicação e Cultura (2007) na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Representou o Movimento Negro no Conselho Nacional de Saúde (2007-2012) e foi coordenadora geral da 14ª Conferência Nacional de Saúde (2011).  

Na área da comunicação social, ela tem sido uma grande parceira na defesa de um jornalismo comprometido com a ética, os direitos humanos, em favor da luta antirracista e da igualdade de gênero. Coordenou campanhas de comunicação contra o racismo que foram premiadas internacionalmente. Por sua destacada atuação, foi jurada do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento nas três edições do concurso, realizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Rio (Cojira-Rio). 

No site da instituição, destaca que a diretora será responsável pelo avanço da missão da Anistia Internacional no Brasil e pela ampliação da sua atuação em todo o país, a fim de fortalecer o trabalho e o impacto em direitos humanos. E ainda, será responsável por gerenciar as atividades diárias da organização, atuando como principal porta-voz e ampliando a base de apoio da organização no país, mobilizando ativistas e apoiadores. 

Para 2017, os planos incluem novas ações no campo da segurança pública e direitos humanos com a campanha “Jovem Negro Vivo”; a campanha global sobre os direitos das pessoas refugiadas; e o lançamento de uma nova campanha para a proteção dos defensores e defensoras de direitos humanos, especialmente aqueles envolvidos em conflitos por terra, território e recursos naturais. 

Essa decisão para a representação da Anistia Internacional do Brasil, demonstra o verdadeiro sentido de empoderamento da mulher negra, sendo escolhida devido a sua competência e responsabilidade na execução das ações. Só desejamos sucesso e que ela continue sendo exemplo para todos nós!

Referência
Jurema Werneck encontra-se na lista das 25 negras mais influentes da internet #25webnegras, publicada no blogosfemea. A feminista ficou conhecida por denunciar a esterilização em massa de mulheres negras e é uma das coordenadoras da Criola, organização fundada em 1992, voltada para o fortalecimento de mulheres, adolescentes e meninas negras. Também recebeu uma menção honrosa no “Prêmio Mulheres Negras contam sua história”, organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres em 2013, na categoria ensaio escreveu: “Macacas de Auditório? Mulheres Negras, Racismo e Participação na Música Popular Brasileira”; e foi uma das mobilizadoras da Marcha das Mulheres Negras 2015. Trata-se de uma referência na produção de artigos sobre gênero e etnia; a pesquisadora é constantemente convidada como conferencista em eventos. 


Fonte: Coluna Axé – 423ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/12/16 a 02/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com / Crédito da foto: Divulgação

sábado, 24 de dezembro de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (24 e 25.12.16)



Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz...

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Casamento candomblecista

Na última sexta-feira (16), Alagoas foi palco de um marco histórico para as religiões de matriz africana. Pela primeira vez foi celebrado no Estado um casamento religioso candomblecista com efeito civil, realizado por Mãe Mirian, no Ile Ifé Omi Omo Possu Betá.

Apesar da constituição brasileira permitir esse tipo de celebração desde 1988, a regularização dos terreiros contava com grandes obstáculos para quem pretendia se casar na religião. Nesta luta pela defesa dos direitos, a advogada Kandysse Melo, que também é Ialorixá, atuou no desdobramento do processo de regularização, permitindo a consolidação da lei.

Para que não restassem dúvidas, a cerimônia contou com a presença de um juiz de paz de direito da comarca de Maceió, Carlos Cavalcante de Albuquerque Filho, que afirmou estar ali cumprindo com a Constituição, onde “todos e todas têm direitos iguais, seja qual for a religião, tem a mesma dignidade e valor” e ressaltou que “o momento mais importante e valoroso deste casamento” não foi o realizado por ele e sim “o feito pela sacerdotisa Mãe Mirian que está legitimada para oficializar a cerimônia.”

Emocionada por estar tendo o direito legal de realizar o casamento, Mãe Mirian agradeceu pela conquista e reforçou a necessidade de que “haja mais paz e harmonia na sociedade. E que as pessoas devem procurar estudar para entender que Deus é um só e os orixás representam a natureza.” As bênçãos aos noivos Simone Rosendo da Silva, de 33 anos, e Idevaldo Fabrício Coelho, de 57 anos, que são filhos da Casa, ocorreram com riqueza de detalhes. Desde a decoração, passando pelas vestes, inclusive dos convidados e convidadas, que estavam todos de branco, aos cânticos entoados pelos toques dos atabaques em saudação aos orixás.

Acompanhado por religiosos, simpatizantes e defensores dos direitos humanos, pela igualdade racial e contra a intolerância religiosa o casamento representou uma grande vitória para a cultura afro-brasileira e a quebra de barreiras e preconceitos na sociedade.


Fonte: Coluna Axé – 422ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Colaboração: Luila de Paula / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Caravana de Bambas

O samba é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.

Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa; incentivar parcerias e a projeção de novos talentos; além de buscar a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.

A articulação foi iniciada no grupo de WhatsApp Samba Brasil e os idealizadores são: Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Indiara Freitas (RN). Os encontros de integração acontecerão nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

O Estado de Alagoas foi escolhido para fazer a estreia no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial. 

 Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

A próxima etapa está prevista para acontecer em São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março de 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email caravana@caravanadebambas.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 421ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (10 e 11.12.16)

"Morrer de amor não é o fim, mas me acaba".

Alagoas recebe Caravana de Bambas


 
                    Projeto itinerante promoverá o intercâmbio cultural e a valorização do samba autoral

Texto: Helciane Angélica (Jornalista/Cojira-AL)
Fotos: Divulgação


“Quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé. Eu nasci com o samba, no samba me criei. E do danado do samba eu nunca me separei”. Esse é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.
    
Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa, além de incentivar parcerias e a projeção de novos talentos. Também busca a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.
    
O Estado de Alagoas foi escolhido para estrear o projeto, que ocorrerá no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no tradicional Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial.
    
Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

Projeto
    
O projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” foi idealizado pelos artistas Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Andiara Freitas (RN). A proposta é promover encontros de integração e percorrer vários estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Igbonan Rocha e a banda Samba de Nego serão uma das atrações
A articulação desse projeto surgiu com as conversas no grupo de WhatsApp Samba Brasil. No início a proposta era fazer um festival, mas, com a caravana todos ganham. Quem ouve falar, se empolga e quer participar. Então, queremos agregar o máximo de pessoas possíveis e criar uma grande rede do samba para motivar outras pessoas a compor e fortalecer ainda mais o samba”, destacou Igbonan Rocha, cantor baiano erradicado em Alagoas há 30 anos.

A segunda etapa está prevista para acontecer no Estado de São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março em 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email: caravana@caravanadebambas.com.br.



SERVIÇO
Caravana de Bambas
Dia: 16/12/2016 (sexta-feira)
Hora: 18h00
Local: Restaurante MARÉ – Av. Alípio Barbosa da Silva, 421, Pontal da Barra. Maceió/AL
Ingresso individual: R$10
Reserva de mesas e mais informações: (82) 99982-8377

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Aiê Orum apresenta espetáculo Afrobrasilidade

Texto: Helciane Angélica (com informações dos organizadores)
Foto: Amanda Costa


A Cia de Teatro e Dança Afro Aiê Orum apresentará o Espetáculo AFROBRASILIDADE nos dias 7 e 9 de dezembro, às 19h, no Centro Cultural Arte Pajuçara (Av. Dr. Antonio Gouveia, 1113, Pajuçara) em Maceió. 

Trata-se de um espetáculo de rua e de palco que trabalha a arte da contação de história acrescentando o trabalho gestual do corpo na dança, movimentos das expressões afro, batuques e a entoação de cânticos. 

Com duração aproximada de 60 minutos, proporciona para seus espectadores entretenimento e informação, além de trazer a reflexão sobre o pertencimento étnico e o respeito às heranças afrobrasileiras. 

Fruto das pesquisas realizadas pelo grupo afro em seu processo de montagem, aborda a luta da população afrodescentente no Estado de Alagoas por liberdade, igualdade e justiça social. Destaca-se a importância do Quilombo dos Palmares como maior símbolo de resistência negra e seu grande líder “Zumbi dos Palmares”, assim como, o episódio de intolerância e perseguição religiosa conhecido por “O Quebra de Xangô”, ocorrido em fevereiro de 1912, onde religiosos foram reprimidos, espancados e os direitos violados de cultuar seus orixás.

A ação integra a programação do Projeto Pauta Aberta idealizado pela Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió (Fmac); o grupo afrocultural contou com o apoio da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal), Lojas Imperador e Restaurante Nalu.


Ficha Técnica:
Direção Geral e Coreográfica: Diego Bernardes Ayraiberu

Cenografia, Figurino e Maquiagem: Diego Bernardes Ayraiberu, William Maxwel e Sunnamitha Santos
Iluminação: Edner Careca
Preparação Vocal: Jailson Natividade
Sonoplastia: Dalmo Almeida e Sergio Santana
Elenco: Adda-Nari Sussuarana, Ana Noronha, Ana Toledo,Cláudio Nery Abu, Débora Gomes, Diego Bernardes Ayraiberu, Eduardo Vyanna, Eliane das Neves, Fabricia Alves Grace Kelly Sansilva, Hannah Loreena Sansilva, Hylmara Santana, Isa Rocha, Jailson Natividade, Maria Celia Moraes, Nedja Barros, Sandreana Melo, Sunnamitha Santos e William Maxwel
Participação especial: Wilson Santos
Produção: Orum Assessoria e Produções de Eventos / Keka Rabelo Comunicação e Assessoria Cultural


Ingressos: R$10 (dez reais).
Contatos: (82) 98815-0638 / 99957-7880 / aieorum.teatrodanca@hotmail.com.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Festa das águas 2016

Há nove anos é montada uma infraestrutura exclusiva para a Festa das Águas no dia 8 de dezembro, na Praça Multieventos, na orla da Pajuçara em Maceió. 

A celebração cultural e religiosa exalta o Dia de Iemanjá: matriarca da religiosidade afro brasileira, a divindade africana das águas salgadas, dos mares e oceanos; orixá protetora dos pescadores e senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família.

Durante todo o dia, caravanas de religiosos(as) de matrizes africanas de todo o Estado de Alagoas prestam homenagens e entregam suas oferendas, sob os olhares de admiradores e turistas. A data também é um símbolo de resistência, pertencimento étnico, luta pelo respeito à liberdade de culto e combate todas as formas de preconceito à religiosidade de matriz africana.

Confira a programação completa:
8:00 - Xirê de casas religiosas da Zona da Mata
9:30 - Rodas de Capoeira
10:30 - Grupo Thembá
11:00 - Projeto ZUMBI E MANINHA XUCURU KARIRI - Oralidade e Cena Negra Toni Edson
11:30 - Performance de Dança - Cepa Quilombo
12:00 – AfroMandela
12:30 - Rogério Dyas e a Trincheira
13:00 - Grupo Afojubá
13:30 - Grupo Afro Zumbi
14:00 - Afoxé Ofáomin
14:00 – Cortejo das águas em direção à MultiEventos – Carreata contra a Intolerância Religiosa com concentração às 14h no Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB) localizado na Rua São Pedro n10, Village Campestre 2
15:00 - Xirê do Ilê Axé Legionirê - Bela Vista, Benedito Bentes 2
16:30 - Orquestra de Tambores de Alagoas
17:00 - Chegada da carreata contra a intolerância Religiosa na Praça Multieventos
17:30 - Naná Martins e Banda
18:00 - Maracatu Raízes da Tradição - Abassá de Angola de Oyá Igbalé
18:30 - Banda Afro Afoxé
19:00 - Afoxé Povo De Exu
19:30 - Coletivo Maracatod@s
20:00 - Coletivo AfroCaeté
20:30 - Mel Nascimento
21:00 - Banda Nação Palmares.

Esse momento de celebração e integração sociocultural, é o resultado de vários encontros entre as lideranças dos segmentos afros, sendo construída de forma democrática e coletiva. O evento é uma realização da Articulação pela Cultura Popular e Afroalagoana; com o apoio da Fundação Municipal de Ação cultural (FMAC)/Prefeitura de Maceió; e Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult) do Governo de Alagoas.

Mais informações: (82)99632 6584 / 98823 3824 / 98845 4068 / https://www.facebook.com/festadasaguasmaceio/?fref=nf


Fonte: Coluna Axé - 420ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com