segunda-feira, 4 de maio de 2015

Um parque ecológico em Maceió

Foto: Jeann Marques


Por: Helciane Angélica


O Parque Municipal de Maceió foi inaugurado em 1978, está localizado entre os bairros de Bebedouro e Tabuleiro dos Martins em Maceió, e tem cerca de 82,4 hectares de área. 

Trata-se de uma área considerada de preservação permanente, onde exalta a beleza da flora e transmite segurança aos animais da Mata Atlântica. Tem espaço para piquenique, jardim sensorial e um museu demonstrativo sobre as espécies presentes no parque.

Essa é mais uma importante opção de lazer para famílias, casal de namorad@s e grupos de amig@s... que deveria ser mais valorizado e visitado. O contato com a natureza e o ar puro, nos teletransporta para um ambiente de paz e vitalidade, onde é possível esquecer que estar em plena capital alagoana constantemente divulgada pela diversidade de praias.

Ao todo, são cinco trilhas acessíveis ao público: Trilha Cidadã, Trilha da Aventura, Trilha da Paz, Trilha do Pau Brasil e Trilha do Jacaré. No momento não existe sinalização, mas, de acordo com a coordenação esse problema será resolvido logo, após a finalização do projeto gráfico. Tomara!

A reserva fica aberta ao público de terça-feira a domingo, das 08h às 17h.  Para realizar visitas monitoradas, é necessário o agendamento prévio pelo e-mail agendaparquemuncipal@gmail.com. Contatos: (82) 3315-4735 / 4736.



 



 



Dicas importantes: 
* Use roupas leves e calçados confortáveis; 
* Protetor solar;
* Repelente;
* Leve garrafas com água; 
* Lanche saudável;
* Não pode faltar a sacolinha para colocar o lixo produzido;
* Celular com câmera ou máquina digital para registrar cada momento.

A dificuldade de acesso é grande, mas as pouquíssimas opções de transporte coletivo não diminuem a beleza deste local. Vale a pena!


Registro fotográfico no Google+

terça-feira, 28 de abril de 2015

Dia do trabalhador(a)

No dia 1º de maio é celebrado o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora ou Dia Internacional dos Trabalhadores em numerosos países do mundo, inclusive, é feriado nacional no Brasil. 

Em todo o país, esse é um dia de luta por condições adequadas de trabalho e salários dignos, além do combate do assédio moral e da discriminação sexista nas relações de trabalho. São realizadas várias manifestações, palestras e atos. 

Em Alagoas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) convoca toda população alagoana para uma grande caminhada nessa sexta-feira(01.05) para refletir sobre o tema “Direitos, Democracia e Combate à Corrupção”. 

A atividade terá concentração às 9h, em frente à Vila dos Pescadores (por trás da Associação Comercial), em direção ao Alagoinhas na Ponta Verde em Maceió. Na programação, também terão apresentações artísticas e culturais. 

Participe!


Fonte: Coluna Axé – 340ª edição – Jornal Tribuna Independente (28/04 a 04/05/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 26 de abril de 2015

Bem querer...



Por: Helciane Angélica Santos Pereira (26/04/2015)


Durante muito tempo procurei um amor verdadeiro, edificante e que representasse segurança.

Mas, apesar de muitas idealizações, também pude me aventurar, experimentar sensações, conhecer mundos diferentes.

Já me senti um bibelô, objeto sexual e princesa de contos de fadas. E fico me perguntando, quando serei apenas eu mesma?

Eu não quero implorar atenção, chega de solidão a dois! 

É preciso uma pessoa por inteiro, que queira um relacionamento saudável, sem testes e privações.

O amor não pode ser visto como comodismo, superação de carência ou aparências. Muito menos, válvula de escape, ponte de salvação, ato desesperado para não ficar sozinho(a).

Aos poucos, a gente vai percebendo que não quer só companhia, só sexo, ou só beijos. A gente passa a querer isso e muito mais, de forma simples e espontânea.

A "caça" deixa de ser só beleza e corpo escultural, outros valores tornam-se mais importantes: a parceria, aliança, companheirismo; qualquer sinônimo que represente a união de corpos, mentes e almas.

É chegado o momento de construir algo juntos, trocar confidências, saborear a intimidade do outro; ser amante, amigo(a), cúmplice; ser família, ser pai-mãe dos(as) filhos(as) que ainda nem nasceram. Ser vida, ser um presente diário... mas, só serei isso, quando for permitido!


terça-feira, 21 de abril de 2015

Manifesto público

Foi divulgada na semana passada a "Nota das organizações do Movimento Negro contra a redução da maioridade penal", onde são expostos argumentos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93 – altera a redação do art. 228. Leia o documento na íntegra:

 “As organizações do movimento negro que subscrevem essa nota manifestam o mais profundo repúdio a PEC 171/93 que reduz a maioridade penal dos 18 para 16 anos. Consideramos essa PEC uma proposta demagógica, reacionária e busca saída fácil à calamidade da violência, crescente nos grandes e pequenos centros urbanos de todo o país. Além de ferir preceito constitucional e atentar contra cláusula pétrea da Constituição, são várias as razões que nos levam a nos contrapor a mais essa faceta do genocídio da juventude negra, pobre e periférica: Não atuam sobre as principais causas da violência: desigualdade socioeconômica; sucateamento da educação; ausência de investimento em cultura e esporte para crianças, adolescentes e jovens; falta de oportunidade e acesso ao trabalho descente. Menos de 2% dos crimes contra a vida são praticados por menores de 18 anos. Os sistemas prisionais brasileiros são verdadeiros campos de concentração, violadores de direitos humanos básicos. Além de não ressocializar o apenado, se constitui, na prática, em escolas de crime. O Estatuto da Criança e do adolescente prevê medidas disciplinares aos adolescentes em conflito com a lei, sendo uma inverdade o argumento de que ele favorece a impunidade. Os alvos prioritários da violência civil e do Estado (polícias militar e civil) são os jovens negros. Nossa expectativa é que o Congresso Nacional rejeite a PEC 171/93 e abrace uma agenda de avanços em direitos e desenvolvimento para o país, incorporando as principais reivindicações dos movimentos sociais e do movimento negro, tais como: reforma política com fim do financiamento privado de campanha e fim da sub-representação de negros, mulheres e jovens nos espaços de poder e decisão; reforma da comunicação com democratização do acesso aos meios e da produção de conteúdo; reforma agrária e total regularização das terras quilombolas; políticas públicas que atenda a juventude negra, socialmente vulnerável, pobre e de periferia; implantação do Estatuto da Igualdade Racial”.

 O documento foi assinado por mais de 40 entidades, de âmbito regional e nacional, que atuam em diversos setores: sociopolíticos, afrocultural, religioso, pesquisa, juventude, gênero e diversidades. 


Fonte: Coluna Axé - 339ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/04/15) / Cojira- AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de abril de 2015

A dama do samba

Respeitosamente chamada por “grande dama do samba” ou “rainha do samba”, Yvonne Lara da Costa completou ontem (13.04) 94 anos de idade, vitalidade e amor ao samba! 

A carioca de origem humilde, ficou órfã aos seis anos, estudou em um internato e iniciou sua vivência musical com os parentes na adolescência. Aprendeu a tocar cavaquinho, é cantora e compositora. Também é formada em Enfermagem, Assistente Social e tem especialização em Terapia Ocupacional, dedicando-se a trabalhos em hospitais psiquiátricos, tendo trabalhado no Serviço Nacional de Doenças Mentais, com a doutora alagoana Nise da Silveira. 

Na década de 40, seus sambas e partidos-altos eram mostrados a outros sambistas pelo primo Fuleiro (também compositor), como se fossem dele, devido ao preconceito e resistência em relação à mulher sambista.

O seu primeiro disco "Samba minha verdade, samba minha raiz" foi lançado em 1974, pela gravadora Copacabana. E somente em 1977, quando se aposentou, passou a se dedicar exclusivamente à carreira. Tornou-se a primeira mulher a ingressar na ala de compositores da Império Serrano, onde é madrinha dessa ala e desfilou desde 1968 na ala das baianas. 

Em 2011, o aniversário de 90 anos foi marcado por vários eventos comemorativos e o lançamento do site oficial, que foi um projeto realizado com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro.

Outras homenagens importantes, foram: na 21 edição do Prêmio da Música Brasileira (2010); em 2012, a sua escola de samba do coração (Império Serrano), no Grupo de Acesso, concorreu com o enredo "Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba"; e ainda, na 19ª edição do Trem do Samba em dezembro de 2014. 

Para este ano, está previsto o espetáculo batizado de “Ivone Lara – Dona Melodia”, que contará a trajetória da artista. Autorizado a captar pouco mais de R$ 3 milhões em patrocínios via Lei Rouanet, o musical ainda realizará audições para escolher a atriz que dará vida a Dona Ivone nos palcos. Para o corpo de jurados serão convidados nomes como Arlindo Cruz, Rildo Hora, Mart’Nália, e Regina Casé. O texto do musical é de Diogo Vilela e direção de Fernando Philbert, apresentará diversas fases da obra da homenageada, relembrado o pioneirismo de Dona Ivone num universo masculino e machista do samba, principalmente quando iniciou a carreira. É uma mulher excepcional, culta e apaixonada pela cultura.



Dona Ivone Lara é um ícone na música popular brasileira, contribuiu para a identidade cultural do nosso povo e influenciou grandes artistas. Fez turnês na Europa, Estados Unidos e no continente africano, e atualmente sua discografia conta com 16 álbuns. Acompanhe o site www.donaivonelara.com.br e na página no facebook donaivonelara. Essa guerreira merece todos os aplausos e reverência!


Coluna Axé – 338ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/04/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com / Crédito da foto: Silvana Marques

terça-feira, 7 de abril de 2015

Mais escolas, menos cadeias!

A PEC 171/1993, é uma Proposta de Emenda à Constituição Federal que altera a redação do art. 228. De autoria do Deputado Federal Benedito Domingos (PP/DF), busca reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta teve a admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na semana passada, após uma sessão polêmica. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, criou há pouco a comissão especial que analisará o conteúdo. Formada por 26 titulares e 26 suplentes, a comissão funcionará a partir dessa quarta-feira (8), quando ocorrerá a reunião de instalação. Para ser aprovada pela Câmara, precisa do aval da comissão especial e de votação em Plenário, em dois turnos, com o voto favorável de, pelo menos, 308 deputados. Ao longo dos anos, a proposta teve repercussão e opiniões diversas nos parlamentos municipais, praças, templos, associações comunitárias, salas de aula e até nas redes sociais. 

Com o argumento de que reduzirá os índices de criminalidade, é vendida a ilusão que os infratores serão punidos pelos erros e aprenderão a ter responsabilidade pelos seus atos. Porém, representa um retrocesso em relação aos direitos conquistados com o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA (Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990) e a ausência de políticas públicas eficientes e transformadoras nas comunidades. 

Infelizmente, o sistema carcerário no Brasil tem se tornado uma verdadeira fábrica de criminosos cada vem mais revoltados e experientes, diante da opressão e ressocialização inexistente. Enquanto isso, as famílias estão sendo dizimadas, reféns do poderio do tráfico de drogas e da guerra entre policiais; as crianças sofrem com as escolas sucateadas, ausência de investimento cultural, esporte e lazer; e os jovens não tem perspectiva de crescimento pessoal e profissional, já que estão sendo mortos a qualquer hora do dia e em qualquer esquina. 

E só resta uma pergunta: Qual o futuro do nosso Brasil?


Coluna Axé – 337ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/04/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 31 de março de 2015

Negros e universidades

Mais da metade da população brasileira se autodeclarou negra (preta ou parda) no último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. E de acordo com a Análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que, apesar de ter aumentado de 27% para 51% a frequência de estudantes entre 18 e 24 anos no ensino superior, essa expansão educacional apresenta disparidades, principalmente diante do critério racial. O percentual de negros no ensino superior passou de 10,2% em 2001 para 35,8% em 2011. 

O último levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de 2012, aponta que 35% dos matriculados em cursos de graduação no País são pretos ou pardos, enquanto 62% são brancos – mesmo índice de 2011. O Norte e o Nordeste são as regiões com maior percentual de universitários negros: 63% entre os nortistas e 57% entre os nordestinos. Na região Sul, apenas 10% é preto ou pardo, contra 89% de brancos. Já no Sudeste, 27% dos que frequentam o ensino superior são negros, e no Centro-Oeste, 40%. 

Já a Rede Angola apresentou um infográfico Retrato dos Negros no Brasil, onde afirma que o acesso da população negra ao ensino superior aumentou 232% na comparação entre 2000 e 2010. Outro aspecto apontado pelo site angolano é que para cada R$100 reais ganhos por um branco, um homem negro, com a mesma formação e na mesma função, recebe R$57,40. No caso de uma mulher negra, o salário cai para R$38,5.

Todos esses dados, que ressaltam a adesão de negros e negras no mundo acadêmico refletem diretamente nas políticas afirmativas implementadas pelo governo federal, através das reivindicações históricas do movimento negro no país. 

Uma das importantes conquistas, foi a Lei de Cotas (Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012) instituída pelo governo federal, que refere-se ao ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Apesar de polêmica, determina que 50% (cinquenta por cento) das vagas sejam reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita; estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas; principalmente pessoas autodeclaradas pretas, pardas e indígenas. 

Que venham mais conquistas, novas pesquisas acadêmicas e profissionais comprometidos(as) com o desenvolvimento sociocultural e econômico do nosso povo!


Fonte: Coluna Axé – 336ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/03 a 06/04/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 28 de março de 2015

terça-feira, 24 de março de 2015

Quilombo Mumbaça


No dia 21 de março – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial – o Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial em Alagoas (Conepir-AL) realizou uma reunião extraordinária no município de Traipu. 

O objetivo foi aprofundar a discussão sobre as denúncias de desrespeito, perseguição e violação de direitos às famílias da comunidade remanescente de quilombo Mumbaça. Estiveram presentes várias famílias de Mumbaça e lideranças das comunidades quilombolas vizinhas Uruçu e Lagoa dos Tabuleiros. E atenderam ao pedido do Conepir, para também expor suas opiniões sobre o caso: a Prefeita do município, Conceição Tavares; o padre Eduardo; o vereador Carlos Moura, representando a Câmara Municipal. 

Dentre os conselheiros e conselheiras que acompanharam a ação, estiveram: representantes da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga Zumba, Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL/Sindjornal), Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, Grupo União Espírita Santa Barbara (Guesb) e Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), além de Ana Omena – Superintendente de Direitos Humanos da Secretaria Estadual da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos. 

A atividade contribuiu para ampliar o diálogo e iniciar a discussão sobre a implantação de um Plano Municipal de Igualdade Racial. Em relação à proibição da tradição secular da comunidade, que realiza um cortejo levando seus mortos por dentro da igreja antes do sepultamento, o padre alegou que conversará com o Bispo Dom Valério Breda. Será averiguada a constitucionalidade do decreto que transformou a comunidade Mumbaça em um distrito municipal, sob a alegação de que traria maior desenvolvimento na localidade e posteriormente poderia ser transformado em outro município, e na verdade, só contribuiu para desconstruir o pertencimento étnico. 

Também foi discutida outra grave acusação, onde os moradores que se autodeclararem como quilombolas, podem ser prejudicados quando precisam de vagas nas escolas e nos postos de saúde do município. O caso é grave, requer diálogo e fiscalização. 

O Conepir fez o seu papel e também comunicou a Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR) e outras instâncias, e se permanecer as opressões, a intervenção federal será necessária. Avante na luta! 

Conepir 
O Conepir/AL foi constituído através da Lei nº 7.448, de 20/2/2013, alterada pelo Decreto Nº 26.909, de 3/7/2013. A reunião realizada em Traipu, foi a primeira que ocorreu fora de Maceió, mas a proposta é intensificar esse contato com os segmentos e a população alagoana.

 De acordo com Valdice Gomes, presidenta do Conepir/AL, a atividade foi bem positiva e estimulou o diálogo entre as partes envolvidas. “Deixamos bem claro, que a atividade não se tratava de um tribunal, e sim, um espaço destinado à promoção da igualdade racial. Fomos com conhecimento de causa, para discutir e promover o respeito pelas tradições da comunidade quilombola”. 

Dentre os convidados estiveram: o advogado Alberto Jorge Ferreira, Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da OAB/AL; o babalorixá Paulo Silva, presidente da Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro-Brasileiras em Alagoas (Fretab); e Helcias Pereira – ex-conselheiro nacional do CNPIR e diretor nacional de formação dos APNs. 


Fonte: Coluna Axé - 335ª edição - Jornal Tribuna Independente (24 a 30/03/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com / Crédito da foto: Divulgação 

sábado, 21 de março de 2015

Trilha sonora - fim de semana (21 e 22.03.15)

"Mudaram as estações, nada mudou.
 Mas eu sei que alguma coisa aconteceu.
 Tá tudo assim, tão diferente..."


 

terça-feira, 17 de março de 2015

Combate internacional

Estamos na Década Internacional dos Afrodescendentes – criada por resolução da Assembleia Geral da ONU em 2014 – e o movimento social negro tem ampliado suas atividades e intensificam as reivindicações para o investimento nas ações afirmativas e o combate do racismo. 

No próximo dia 21 de março, é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), é uma referência ao Massacre de Sharpeville. 

Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que fazia destinção pela cor da pele e condições sociais, além de obrigar a população negra a portar um cartão contendo os locais onde era permitida sua circulação. E, mesmo sendo uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada, o que resultou em 69 mortos e 186 feridos. 

Infelizmente, todos os dias, vários cidadãos e cidadãs espalhados pelo mundo afora, são humilhados e massacrados diante da falta de oportunidades e as diversas formas de violência. 

A miséria tem cor e as formas de preconceito se proliferam, é preciso investir na educação e o respeito às diferenças. A cultura afrobrasileira deve ser valorizada sempre, a população precisa conhecer sua própria história e combate contra todo tipo de preconceito deveria ser ensinado em casa. Queremos um mundo melhor, com justiça social! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 334ª edição – Jornal Tribuna Indepedente (17 a 23/03/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sexta-feira, 13 de março de 2015

Jogo de interesses




Outro dia, estava no ônibus e uma conhecida entrou... toda feliz tentou interagir:

- Oi Helciane! Quanto tempo?
- Olá! Tudo bem?
- Tudo bom. E aí, ainda está trabalhando com a...?
- Não, eu pedi para sair.
- E foi, não sabia.
- É, já faz um tempinho.
- Hum.
... acabou o assunto ...



Com esse episódio tão corriqueiro, às vezes fico relembrando e avaliando a minha vida de assessora parlamentar. 

Era um cargo de confiança, sem qualquer vínculo trabalhista, onde exigia-se adaptação em várias funções: secretariar, recepcionar, coordenar, aconselhar e saber ouvir. E ainda, fazer as atividades que realmente motivaram a contratação, no meu caso, assessoria de imprensa.

A pessoa tinha que trabalhar pensando na superação, agradar sempre, não admitia erros! Afinal, existiam fiscalizadores por todo lado e sempre alguém disposto a puxar o seu tapete. Logo, aprendi que a diplomacia era uma ferramenta essencial para se permanecer viva nesse meio político-partidário. 

Uma "escravidão concebida". Os desafios e teste de paciência eram constantes. Não existia hora certa, feriado ou fim de semana. E se alimentar com calma, uma regalia para poucos dias. Tinha que receber as reclamações, calada, apesar da rebeldia em sempre querer mostrar o meu ponto de vista. E o que mais me impressionava era a atenção das pessoas - das mais diversas classes sociais e formações - porque precisam de algo ou tinham apenas o dom da bajulação. Cansei! 

Algum dia, poderei passar por algum problema financeiro, e me lembre do salário certinho entrando na conta corrente todo mês. No entanto, pode até parecer hipocrisia, solicitei a exoneração porque prefiro receber bem menos e ter qualidade de vida. Não há tempo para arrependimentos, quero saúde e mente sã.

Agora, só ficam as experiências e as indagações: a pessoa só tem valor... Quando tem poder?; Quando tem dinheiro?; Quando é bem relacionada?; Quando pode conseguir benefícios?; Quando trabalha com alguém influente? 

Aprendi muito! Foi uma fase importante na vida, de intenso crescimento profissional, conflitos pessoais e a confirmação dos meus ideais.


terça-feira, 10 de março de 2015

Parabéns, guerreiras!

No último domingo, 8 de março, foi celebrado o Dia Internacional da Mulher! Esse é mais um dia de luta e serve para enaltecer as bandeiras de luta por salários dignos, oportunidades iguais e o combate da violência doméstica.
 
Nesse mês, conseguimos mais um importante avanço no Plenário da Câmara dos Deputados no último dia 03, com a aprovação do Projeto de Lei 8305/14, do Senado Federal, que inclui o feminicídio (assassinato de mulher por razões de gênero) no Código Penal, sendo considerado como homicídio qualificado, e ainda, classificando-o ainda como hediondo.
 
A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Eleonora Menicucci, comemorou: “O feminicídio difere o crime violento contra as mulheres dos crimes gerais. A tipificação é de no mínimo três anos de prisão. É um projeto que é para o bem do Brasil, porque, sendo favorável às mulheres e contra a violência que abate qualquer mulher, nós estamos dando para as mulheres no 8 de março um instrumento de proteção e garantia”, declarou.
 
A pena prevista para homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos; e o projeto prevê ainda o aumento da pena em 1/3 se o crime ocorrer durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; contra menor de 14 anos, maior de 60 ou pessoa com deficiência; e na presença de descendente ou ascendente da vítima.
 
Diariamente, mulheres das mais diversas classes sociais, profissões, crenças e etnias são agredidas e humilhadas de várias formas. É preciso dar um basta nessa injustiça, queremos respeito e viver com dignidade!
 

Fonte: Coluna Axé - 333ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/03/15) / COJIRA-AL /Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 9 de março de 2015

Continue a nadar, continue a nadar!

Sempre gostei de nadar e nadei a vida toda.
 
Foram várias as idas e vindas nas piscinas. Comparecia alguns meses e parava; retornava nas férias; chegava o inverno, batia a preguiça e encerrava mais um ciclo. Era uma aluna indisciplinada.
 
Mas, há seis meses, voltei! Sai do sedentarismo. Tornou-se o cantinho da meditação, a melhor forma para conseguir emagrecer e renovar as energias.
 
A natação foi escolhida como esporte ideal, uma recomendação do clínico geral, psicóloga e endocrinologista. Uma verdadeira junta médica para comprovar que esse era o instrumento mais eficaz no controle da ansiedade e crises asmáticas.
 
E no último domingo (08.03), em pleno Dia Internacional da Mulher, participei pela primeira vez de uma competição de natação. Aceitei o desafio de entrar na equipe de revezamento 3x700m,  no Festival de Natação no Mar organizado pela Federação Aquática do Estado de Alagoas (Faeal).
 
Eu sabia que não seria fácil,  no entanto, não imaginava o quanto podia ser intenso e gratificante. Pensei em desistir algumas vezes. Um bombeiro apareceu em um caiaque, no meio da prova, e perguntou se estava tudo bem e respondi quase morrendo:  "Tá ... só quero chegar no final".
 
Parei algumas vezes. Fiz nado craw, nado peito, nado cachorrinho, boiei... qualquer coisa que mexesse as pernas e braços. Fui no meu ritmo, incentivava a mim mesma, queria chegar. Eu não ia pagar o mico de ser resgatada e a equipe ser desclassificada.

Faltou ar, senti o cheiro do combustível das embarcações no mar e veio a lembrança que não tomei a bombinha da asma. Esqueci até que estava gripada e a vontade de fazer xixi passou. O desespero em voltar à praia era maior, precisava cumprir a minha própria meta que era terminar o percurso.
 
A experiência foi incrível, parecia que não tinha fim, mas deu certo! Obrigada Academia Nadart Fênix por me ajudar a quebrar obstáculos e agradeço imensamente o incentivo dos professores Henrique e Aparecido, dos amigos e familiares. Eu nadei ao lado dos melhores, o atleta Higo e o querido professor Iuri; ficamos em primeiro na categoria e ainda levei medalha para casa. 
 
Enfim, o mais importante foi a superação dos meus próprios medos. Estou resgatando a autoestima e a qualidade de vida! Agora é continuar a treinar, vamos em frente!!! 


 
  



 
 

domingo, 8 de março de 2015

CNPIR – nova fase

O Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) é um órgão colegiado, de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR) em Brasília.
 
É composto por 22 órgãos do Poder Público Federal, três notáveis indicados pela SEPPIR e 19 entidades da sociedade civil selecionadas após edital público. Os novos conselheiros (biênio 2015-2016) iniciaram o trabalho na semana passada, para discutir as prioridades e a construção do Plano de Trabalho para esse ano.
 
A Presidenta do CNPIR e ministra da SEPPIR, Nilma Lino Gomes, deu as boas vindas e destacou a importância do Conselho e seu papel na construção das políticas de igualdade racial. “Conselheiros e conselheiras precisam ter bastante evidente a natureza pública das suas funções neste espaço de pactuação política. Hoje o desafio é governo e sociedade civil traçarem estratégias para temas comuns sem perder suas identidades. (...) O momento atual exige atenção e prudência no tratamento de nossa pauta, então não podemos perder o foco de nosso trabalho, que é a promoção da igualdade racial. O CNPIR vem contribuir na construção dessa política dentro do governo, visando a superação do racismo e sua perversidade”, destacou a ministra. 
 
A atual gestão terá quatro eixos prioritários: as ações afirmativas; a juventude negra; a atuação internacional da SEPPIR; povos e comunidades tradicionais. Outro desafio é a implementação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial (Decreto n.º 8.136, de 5 de novembro de 2013), que permite avanços na institucionalização das políticas de enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial em todo país, bem como a definição de competências e responsabilidades para os entes federados participantes do sistema.
 
No site http://www.seppir.gov.br/ está disponível o Relatório de Atividades do CNPIR, referente ao biênio 2012 – 2014, a publicação destaca os resultados obtidos e os detalhes das ações desenvolvidas.

Fonte: Coluna Axé – 332ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/03/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com