segunda-feira, 3 de maio de 2021

Cosplay de pobre



Em 11 de abril de 2021 resolvi levantar o meu astral na reabilitação pós Covid-19. 

Coloquei uma roupa confortável e relembrei da infância e do quanto perdia no videogame, mas amava e sempre escolhia a CHUN-LI. A lutadora chinesa é a primeira personagem feminina na história dos jogos de luta e faz parte do universo Street Fighter.

Então... Até o meio dia fiquei "fantasiada";  ofigurino não ficou nada parecido, mas o que realmente importou foram os momentos de risadas e nostalgia. 

Fotos: Titia Nete



domingo, 2 de maio de 2021

Chorar?!

Dor ou desespero? 

Quando estamos tristes, preocupad@s, ansios@s ou perdemos alguém querid@... Ficamos sem chão; não conseguimos ver o horizonte; ou achamos que tudo está perdido. 

Mas, para que chorar? Para simplesmente aliviar o que está sentindo; desacelerar; desprender-se; ou porque não aguentamos mais?!

A única coisa que não podemos esquecer é que temos um DEUS - justo e fiel - o Criador de todas as coisas; o "Médico dos médicos"; o "Senhor dos exércitos"... Enfim, aquele que nos protege e guia. Confie!



sábado, 1 de maio de 2021

Trabalho e cooperação

 


1° de Maio - Data comemorativa em muitos países dedicada a importância ao Dia do Trabalho, Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras ou simplesmente Festa do Trabalhador(a).

Todas as profissões são dignas e merecem respeito! E tornam-se ainda mais especiais quando a integração é perceptível e as ações se complementam em prol de um objetivo comum... e eu não estou falando dos interesses financeiros. 

Pode sim ter hierarquia, regras, chefes e líderes. No entanto, quando o trabalho é feito em equipe, com harmonia e buscando fazer a diferença na vida de tod@s é muito melhor. Eu acredito que isso é possível... não é utopia!

Hoje quero homenagear os/as profissionais que tive a honra de conhecer no período de internamento no Hospital Alvorada (18 a 26 de março de 2021), quando descobri e tratei de uma pneumonia e da covid-19. 

MEUS ANJOS... Pessoas admiráveis que executaram seu trabalho com muito profissionalismo e atenção; chamava-me pelo nome; entre uma medicação e outra perguntavam se eu estava bem. Com certeza ajudou e muito na minha recuperação, já que não podia ter acompanhante e nem visitas.  

Serviços gerais: Jardiel 

Técnicas de enfermagem: Rayane, Cristina e Lucivania.

Enfermeiros: Alexandre, Antônio, Rosana e Levi.

Fisioterapeutas: Amaro, Keila e Fernanda.

Psicóloga: Raissa

Médicos: Fernando Araújo e Júlia Mendonça.

E todos os demais que não tive tanto contato.


GRATIDÃO POR TUDO! 


quinta-feira, 29 de abril de 2021

Conselho do momento

Texto: Helciane Angélica Santos Pereira 


Hoje acordei refletindo... aliás, ultimamente só venho pensando, falando sem parar e sentindo a necessidade de escrever sobre tudo e o tempo todo. Ainda bem que comecei a terapia com a psicóloga. 😆🙃😉

O meu estilo é multimídia, informal e hiperdiversificado. São textos sobre bobagens; frases reflexivas; carta de auto ajuda; crônica sobre o meu cotidiano; e até pesquisa científica se aparecer orientadora/orientador também estou aceitando. 👩🏾‍💻 📝 🔊 📢 📽 📺 📚 💾 🗞 🖥📱 📸 🎤💡

Eu quero iniciar com aquela frase simples e certeira: "Carpem Diem" (Aproveite o dia!).☀️ 🌤 🌧🌪⚡❄🌈 🌠

Também têm aquelas "nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje" e "o sofrimento é opcional".⏳⌚⏰ 🗓

Lembre-se "Gentileza gera gentileza", já dizia o filósofo urbano. 🥰🍀

E na Bíblia, livro sagrado, você ainda encontra o clássico versículo: "Em tudo dai graças!" (1 Tessalonicenses 5:18) 💒 📖 🙌🏽

Não importa o que aconteça, seja bom ou ruim. Até uma topada que dói, inflama, incomoda e deixa sangue preso... nos empurra para a frente. 🏪 😷🤕🩺

Basta! Vamos apenas viver porque tudo passa, freneticamente rápido, e quando a gente para e tenta entender... já era! A vida é um sopro e é preciso dar valor ao que realmente importa. Lute por aquilo ou alguém que te faz bem. 🥋🥊🗡🏹🔫 💣

Só desejo: PAZ...AMOR... FELICIDADE!  A vida é um presente: Aproveita! Cheiro.

🌬 ❤ 🏆🎉 🎁

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Gratidão

Crédito da foto: Jeann Marques


Eu lutei contra a covid-19. 🥋

DEUS me protegeu o tempo todo... apresentou anjos da saúde; concedeu paz, força e me curou. 🙌🏽

Hoje (26 de abril) completo um mês de alta médica do Hospital Alvorada, e também, celebro a oportunidade de ter uma nova história, aprendizados e conquistas. 🌻

É bom sentir de volta o sopro da vida em meus pulmões; o fortalecimento do amor do meu esposo; as broncas e carinhos dos familiares; receber orações e energias positivas de vários amigos e conhecidos do Brasil todinho. Só falta tomar as doses da vacina. 😷🧴💉

Como é bom observar o agir de Deus em minha vida! Nunca foi sorte. 🥰


domingo, 25 de abril de 2021

Laudo médico


Passando para desejar uma FELIZ PÁSCOA, ainda em tempo, para tod@s com muito carinho! 

 

Estou no PÉRIODO DE REABILITAÇÃO. Está sendo muito doloroso e assustador; são muitos desafios e muitos traumas também devido ao bombardeio de medicamentos no meu corpo e que atingiram o cérebro das maneiras mais loucas e intensas.

Mas, estou bem, ainda tomando medicação; pantoprazol para amenizar  os danos no sistema digestivo e à noite um calmante para controlar a ansiedade. O laudo médico diagnosticou que tenho TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo como sequela da Covid-19.

Enquanto isso, os pulmões estão fortes, mas é preciso fazer os exercícios de fisioterapeuta para eu reaprender a RESPIRAR. Eu tenho asma, a tomografia diagnosticou pneumonia e fiquei com cerca de 75% dos pulmões comprometidos. 

Enfim, tenho que continuar com todos os cuidados: repouso; alimentação saudável e balanceada; banho de sol e o amor dos familiares e amigos; além de muita vitamina C e mel.

Ao todo, foram oito (8) dias de internamento no HOSPITAL ALVORADA [antigo Humanitê], detalhe, foi a primeira vez que tive que ser internada em um Hospital. Virei bebê, dependendo de várias pessoas para comer, beber e fazer a higiene pessoal. No terceiro dia, consegui tomar banho sozinha: VITÓRIA!!!

Tive vários anjos da saúde!!! Profissionais extremamente competentes e que não mediram esforços para cuidar de mim e eu sei os nomes e especialidades de tod@s [isso é assunto para outra postagem]. Peço que Deus continue abençoando-os, capacitando-os cada vez mais para salvar mais vidas e fortalecendo-os nessa difícil jornada contra a pandemia. 

Hoje, só tenho a agradecer pelo sopro da vida; a oportunidade de  continuar vivendo, sonhando e acreditando em um mundo melhor.

Essa PANDEMIA serviu para uma coisa: darmos mais valor para cuidarmos do nosso corpo, trabalhar a nossa saúde mental, valorizar a natureza e principalmente dar valor aos momentos em família. 

Infelizmente, não é uma gripezinha; não escolhe classe, gênero e religião. Doença mutante e que pode reinfectar. Cuidem-se e valorizem quem vocês amam!

DEUS É A NOSSA FORÇA! SEM ELE NÃO SOMOS NADA, CONTROLA O TEMPO, AS MARÉS, O SOL, A LUA, TUDO AO NOSSO REDOR!!!

Abraço

Helciane Angélica Santos Pereira 

04/04/2021 - Maceió/AL

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Orgulhe-se sempre!




"Já passei por muita coisa nessa vida" ... é até trecho de música. Mas, as dores, mágoas, frustações e traumas deixam sequelas na alma por muitos anos.

Porém, hoje só quero paz e amor. Liberdade para ser apenas feliz; sorrisos e abraços sinceros; ser quem é de verdade, sem medo ou intimidação.

Quem tiver na mesma sintonia ótimo; e quem não quer caminhar junto fique a vontade para seguir... outros percursos, desejos e histórias. Tá tudo bem, vamos em frente, e sempre com FÉ EM DEUS!!!


domingo, 4 de abril de 2021

Feliz Páscoa

 


Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

João 14:6


sábado, 27 de março de 2021

Alvorada



VENCI O COVID-19!

Recebi a alta médica após oito dias de internação no Hospital Alvorada. A saudade do meu esposo, família, amigos e do meu lar era grande. Estava quase pulando o muro e literalmente fugindo. Mas, Graças a Deus voltei para casa e a minha vida... ganhei mais uma oportunidade de viver; aprender e crescer. 

Maceió-AL, 26 de março de 2021.



Alvorada (substantivo feminino): Crepúsculo matutino; antemanhã, madrugada. Canto das aves, ao nascer do dia.

[Militar] Toque de cornetas, clarins e tambores, dado nos quartéis, ao amanhecer.

[Por Extensão] Qualquer toque de música que se faz de madrugada; matinada.

[Figurado] Período de juventude; mocidade: na alvorada da existência.

[Figurado] Tempo inicial de alguma coisa; início, princípio.

[Etimologia] De origem questionável
 

sexta-feira, 26 de março de 2021

Renascimento



Conheça a pracinha do Hospital Alvorada... pena que só pude ir uma vez. O meu anjo-amigo-fisioterapeuta Amaro Santos apresentou-me esse espaço simples, com luz e cheio de vida que homenageia a psiquiatra Nise da Silveira. 🙂 

Fiz os exercícios respiratórios e alongamentos; peguei um pouco de sol; toquei nas plantas e tirei as folhas secas; conversei com pacientes sem covid-19; e OREI para agradecer a Deus por tudo que tinha/faz em minha vida.

Mas, como também, tenho a minha fase de baixinha invocada falei logo para o meu anjo-fisioterapeuta: "Por que você não me trouxe aqui antes? Poderia ter me trazido todos os dias! Eu tinha ficado boa rapidinho." Mas... eu estava fraca, precisava só da medicação e repouso.

Paciência & Sabedoria!!! 🙌🏾













quarta-feira, 24 de março de 2021

Atendimento humanizado


HUMANITÉ EM FRANCÊS: HUMANIDADE




A palavra humanidade designa tanto o conjunto de indivíduos pertencentes à espécie humana quanto as características particulares que definem a pertença a este grupo. 

Outro uso comum desta palavra são os traços de personalidade de um indivíduo que, por exemplo, ampliam as qualidades ou valores considerados essenciais para o ser humano, como a bondade, a generosidade nas civilizações. 

O conceito de humanidade também está relacionado com a noção de natureza humana, que sublinha a ideia de que os seres humanos compartilham certas características essenciais, uma natureza limitada e comportamentos específicos. Isso os distingue de outras espécies animais.  
Fonte: https://educalingo.com/pt/dic-fr/humanite

 

sábado, 20 de março de 2021

Carta aos amig@s

 


Amig@s 

Apesar de todos os cuidados, o uso da máscara e álcool em gel apresentei sintomas de gripe, moleza no corpo, suadeira e dor de cabeça. Jeann [esposo] teve mais sintomas, febre e perda do olfato e paladar.

Fizemos o teste do cotonete do nariz no dia 8 de março, no Posto de Saúde do bairro Novo Mundo [uma das referências em identificar síndromes gripais] e o resultado deu positivo para a covid-19.

Estava indo tudo bem, isolados em casa, mas a tosse aumentou e a asma atacou muito. Estou internada desde quinta-feira(18.03) no Hospital Alvorada (antigo Humanité), localizado na Av. Rotary. Os sintomas foram: tosse com secreção, dores no peito e dor no estômago.

Foi feito um Raio-x que mostrou uma secreção nos pulmões [diagnóstico de pneumonia inicial] depois fiz tomografia dos pulmões. Estou no oxigênio e tomando vários medicamentos.

Agradeço por todas as orações, rezas e energias positivas de tod@s, independente da religião. Jeann tá em casa e continua tomando os remédios, também tá se recuperando bem.

Deus é a nossa força! 🙌🏾

Cheiro em tod@s!

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Tambor Falante no evento SBPC



O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô participará da SBPC Afro e Indígena, que é uma das atividades da 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Pesquisa (SBPC). O evento acontece no período de 19 e 28 de julho, na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), reunindo pesquisadores(as), ativistas sociais e lideranças de movimentos sociais negro e indígena nacionais e internacionais em torno das questões étnico-raciais.

O Anajô possui 12 anos de trajetória no Movimento Social Negro e foi uma das instituições convidadas para a SBPC. A contribuição será com uma edição especial do projeto Tambor Falante, cujo tema escolhido para o debate reflexivo foi Feminismos Negros. As três grandes facilitadoras serão as professoras e feministas: Cida Batista (Ufal), Regina Lopes (ISER) e Marluce Remigio (Sinteal).

A temática também faz alusão ao “Dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela” celebrado em 25 de julho, uma referência às identidades das mulheres negras, seus laços e suas lutas no dia a dia, onde são levadas a desconstruir a invisibilidade imposta pela sociedade.

Será na próxima segunda-feira, 23 de julho de 2018, das 13h30 às 15h30, na Tenda Afro do Instituto de Educação Física e Esporte (IEFE) do Campus A.C. Simões da Ufal localizado no bairro do Tabuleiro do Martins em Maceió. Aberto ao público!

Inscrições: https://doity.com.br/sbpc-afro-e-indgena 

Contatos: (82) 99616-1053 / 98894-5962 / onganajo@hotmail.com

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Coluna Axé - desafios & reconhecimentos

A Coluna Axé é um espaço para a veiculação das questões étnicorraciais, políticas públicas e valorização do pertencimento étnico no jornalismo alagoano. Trata-se da principal ferramenta de trabalho da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) e é uma parceria entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal) e a Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos - JORGRAF.

Por uma década estive na função de editora, fui indicada pelos demais membros da comissão e quando tudo começou era apenas uma jornalista recém formada. Passei a ser conhecida como "jornalista-ativista"; algumas vezes sendo rotulada como aquela baixinha que escreve sobre os pretos/pretas, mas também tive o prazer de ser agraciada com comendas e placas em reconhecimento ao trabalho.

Durante todo o ano, independente, das datas celebrativas e do mês da consciência negra (novembro) são divulgadas as ações dos movimentos sociais, eventos, cursos, editais, denúncias dos casos de racismo e intolerância religiosa; além de debater o papel da imprensa na abordagem dessas temáticas. 

São assuntos nas mais diversas áreas (cultura, educação, saúde, esporte, economia, etc) buscando sempre informar, entreter, promover a reflexão crítica sobre a realidade da população afrodescendente e contribuir para a autoestima. Dar voz e vez àqueles que não tinham lugar na mídia!

Bom, eu pedi para sair... pois acredito que a minha missão foi concluída. Foi um período de crescimento profissional e com muitos aprendizados. O trabalho continua todas às terças-feiras no Jornal Tribuna Independente, e permaneço na torcida por mais tempo de trajetória e contribuições.

Agora, no comando encontra-se a competente jornalista Valdice Gomes, que também integra os movimentos sindical e negro, defendendo as causas trabalhistas, direitos das mulheres, saúde da população negra, e ainda, no combate de preconceitos.

E no mês que o veículo impresso celebra onze anos de atuação na imprensa do Estado de Alagoas, foi divulgada no dia 10 de julho de 2018 uma reportagem especial sobre a história da Coluna Axé. Confira!




quarta-feira, 4 de abril de 2018

#DeixaElaTrabalhar

Uma campanha encabeçada por repórteres esportivas chama atenção sobre a questão do assédio e machismo nos estádios e fora deles. Sob a marca #DeixaElaTrabalhar, um grupo de cerca de 50 jornalistas mulheres de todo o país lançou na sexta-feira, dia 20 de março, a campanha e um vídeo com alguns dos relatos sofridos. Comentários violentos e ameaças de estupro de torcedores nos estádios e nas redes sociais estão entre as agressões.

Em uma cobertura ao vivo de uma partida de futebol, a repórter Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, foi beijada, à força, por um torcedor. O episódio ocorreu no Rio de Janeiro, no dia 14 de março, durante a partida entre o Vasco e Universidad do Chile, pela Libertadores. Constrangida, a repórter disse que a atitude “não foi legal”, mas continuou a transmissão. Três dias antes, em Porto Alegre, um torcedor do Inter insultou e agrediu, fisicamente, a repórter Renata Medeiros, da Rádio Gaúcha, que cobria a partida entre Grêmio e Inter. Esses são apenas dois dos casos mais recentes de assédio e desrespeito que jornalistas mulheres, principalmente – mas não somente – da área esportiva vem sofrendo no ambiente de trabalho.

Bibiana Bolson, jornalista da ESPN W e uma das participantes da campanha, explica que o objetivo é chamar a atenção para as agressões que as profissionais sofrem não somente nos estádios. Segundo Bibiana, a campanha, embora tenha surgido de episódios vividos por jornalistas esportivas não se limita somente a esta editoria.

A ideia é dar voz para mulheres de todas as esferas. “É uma maneira de incentivar as mulheres a relatarem os abusos que sofrem, a buscarem seus espaços”, diz. O vídeo, além de ser um pedido para que as jornalistas possam trabalhar em paz, lembra também que o silêncio diante de casos de assédio é parte de um mesmo problema. Não é a primeira vez que jornalistas mulheres se unem para denunciar os abusos e assédios sofridos na profissão.

Em junho de 2016, depois que uma repórter do portal iG foi assediada no meio de uma entrevista coletiva pelo ex-cantor Biel, um grupo de jornalistas mulheres criou a campanha #JornalistasContraOAssédio. Na época, Biel, que caiu no ostracismo após o episódio, chamou a repórter de 21 anos de “gostosinha” e disse que a “quebraria no meio” se eles tivessem relações sexuais. A jornalista chegou a registrar queixa na Delegacia da Mulher e o iG prometeu que daria todo o apoio à profissional. Mas ela foi dispensada menos de um mês após o caso vir à tona. Na época, a campanha também reuniu relatos de abusos e assédios sofridos por profissionais no exercício da profissão.

Hoje, a campanha se transformou em um coletivo que denuncia, sistematicamente, as diversas formas de assédio.


Coluna Axé – 485ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/04/18) – Contato: cojira.al@gmail.com
(Responsáveis, interinamente, as jornalistas Valdice Gomes e Luila de Paula)

terça-feira, 27 de março de 2018

Plenária quilombola

Cerca de 150 representações quilombolas de diversas regiões do país participaram, na semana passada, dias 22 e 23, em Brasília, da Plenária Nacional Quilombola. Durante dois dias, eles discutiram e apresentaram as contribuições e propostas específicas do segmento como políticas de certificação, regularização fundiária, reconhecimento da identidade quilombola, ações de proteção, preservação e promoção de seu patrimônio cultural que desejam ver na agenda institucional do governo federal.

Os diálogos contaram com a presença de representantes do Instituto Nacional de Colonização e reforma Agrária (Incra), Ministério da Saúde (MS), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fundação Cultural Palmares (FCP), Ministério da Educação (MEC), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

Membro da Conaq e do Conselho Nacional de Políticas de Igualdade Racial (CNPIR), Arilson Ventura celebrou conquistas como a constitucionalidade do Decreto 4.887 e a realização da IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (IV Conapir), mas também deixou claro que ainda há muito o que avançar. Segundo o representante da Conaq, embora a Fundação Cultural Palmares já tenha certificado mais de três mil comunidades quilombolas, e o Incra tenha concedido aproximadamente 300 títulos definitivos da terra, lembrou que o País tem mais de 10 mil quilombolas. “Precisamos prosseguir para garantir a efetividade das políticas públicas quilombolas para todos”, alertou Arilson Ventura.

Presente na plenária, a secretária de Extrativismo e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Juliana Ferreira Simões disse que é de interesse do Ministério manter as comunidades quilombolas como áreas de proteção ambiental, justificando que os quilombolas são os principais conservadores da biodiversidade de seus territórios.

Em sua fala, a representante do Ministério da Educação, Raquel Dias, reverenciou a força da mulher quilombola, destacando que a permanência dos quilombolas no subdesenvolvimento é característica do racismo institucional que ainda prevalece no país. Raquel Dias disse ainda, que o interesse do MEC é continuar construindo a lei de diretrizes da educação escolar quilombola dentro do sistema de educação do país para que esse processo educacional chegue até as próximas gerações, como política de estado.

Ao fim da Plenária, foram escolhidos 27 delegados/as, os quais se somarão a aqueles/as definidos/as durante as conferências estaduais e regionais para a IV CONAPIR, que ocorrerá entre os dias 27 e 30 de maio de 2018.



Fonte: Coluna Axé – 484ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/03 a 02/04/18) – Contato: cojira.al@gmail.com  (Responsáveis, interinamente, as jornalistas Valdice Gomes e Luíla de Paula)

quarta-feira, 21 de março de 2018

Marielle Presente!

A população negra e oprimida está de luto. Na última quarta-feira, a violenta morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) tocou extremamente mulheres e homens que acreditam que os Direitos Humanos são para todos.

O Brasil perdeu a jovem ativista negra, que lutava contra o feminicídio, o extermínio da população negra e atuante nas causas das lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Marielle Franco era uma mulher com lutas expressivas contra toda violência e injustiça direcionadas à população menos favorecida na sociedade, ressaltando que os direitos são para todos os cidadãos.

Em um momento emblemático, onde a discussão em torno da alarmante violência que assola o país e em especial o Rio de Janeiro - que acaba de passar por intervenção militar - a vereadora voltava do evento “Jovens Negras Movendo Estruturas”, uma roda de conversa na Casa das Pretas, no bairro da Lapa (região Central), quando foi interceptada pelos criminosos, sendo executada a tiros. O motorista, Anderson Gomes, também foi atingido pelos disparos, se tornando mais uma vítima fatal da ação. De forma brusca a voz de Marielle foi cessada. Mas, deixou uma herança histórica e seus sucessores espalhados por todo o país, como pôde ser visto nas inúmeras manifestações. 

As cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Belém, Juiz de Fora, Porto Alegre, Florianópolis, Natal, Curitiba e Maceió, entre outras, realizaram diversos atos e eventos de protesto e manifestação contra o assassinato de Marielle Franco. Além disso, inúmeras entidades da sociedade civil emitiram nota oficial de repúdio ao brutal assassinato da vereadora e em solidariedade à sua família. Entre elas, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro em conjunto com a Comissão Nacional de Mulheres Jornalistas e a Comissão Nacional dos Jornalistas pela Igualdade Racial (Conajira).

A Câmara Municipal do Rio decretou luto oficial de três dias. Nesta Casa, Marielle presidia a Comissão da Mulher e no mês passado foi nomeada relatora da comissão que acompanhará a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Líder significativa e símbolo do ativismo em Direitos Humanos, Marielle teve atuação decisiva enquanto parlamentar eleita com mais de 46 mil votos em sua primeira eleição. Nascida e criada no Complexo da Maré (Zona Periférica) formou-se em Sociologia e mestra em Administração Pública, e pautou sua atuação na tríade da discussão de raça, gênero e cidade, contra toda forma de opressão. 

Mesmo abalada, a resistência pelo direito à dignidade da vida seguirá com seu legado. Marielle Presente! 



Fonte: Coluna Axé - 483ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/03/18) – cojira.al@gmail.com.
(Responsáveis, interinamente, as jornalistas Valdice Gomes e Luíla de Paula).

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Carnaval dos protestos

Pelo menos três escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro levaram para o Sambódromo um Carnaval de críticas e protestos, externando a insatisfação do povo com os políticos e a corrupção.

A Beija-Flor, campeã do Carnaval, fez um paralelo entre o romance "Frankenstein” e as mazelas sociais brasileiras. Corrupção, desigualdade, violência e intolerâncias de gênero, racial, religiosa e até esportiva formaram o cenário de "Brasil monstruoso". Um carro encenou a violência cotidiana do Rio de Janeiro, mostrando crianças morrendo na escola, mães enterrando seus filhos policiais e ocorrências de assaltos.

A Paraíso do Tuiuti, que ficou com o segundo lugar, com belas alegorias e um samba enredo primoroso fez abordagem crítica sobre a situação da população negra e pobre neste País. Não faltaram Michel Temer, o vampiro neoliberalista, paneleiros com camisetas do Brasil e patos da Fiesp sendo controlados pela mídia, além de críticas às reformas trabalhista e da Previdência.

A escola passou pela Sapucaí deixando a pergunta "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?" A Tuiuti recontou a história da escravidão no Brasil, nos 130 anos da Lei Áurea, e fez uma crítica ao racismo e às dificuldades dos trabalhadores brasileiros hoje. Em seu segundo ano seguido no Grupo Especial e após um acidente grave no ano passado, a escola dedicou parte do desfile para uma crítica social mais atualizada. As três últimas alas retrataram perrengues dos brasileiros em busca de bons empregos. No último carro, a Tuiuti apresentou um "novo navio negreiro" buscando fazer uma comparação entre os "novos trabalhadores explorados pela classe dominante" e os escravos do passado.

A Estação Primeira de Mangueira, que ficou em 5º lugar, também não ficou atrás em termos de protesto. Aproveitou o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco” para ironizar a decisão de Prefeitura do Rio de cortar os recursos destinados às escolas de samba. Sem metáforas, o prefeito do Rio foi citado nominalmente e representado como um boneco de Judas para ser malhado.

Foi mesmo emocionante! Mas o Carnaval passou. É preciso que essa ousadia cidadã ganhe força na consciência dos brasileiros e ecoe nas ruas, antes que outros direitos sucumbam.



Fonte: Coluna Axé / 479ª edição / Jornal Tribuna Independente (20 a 26/02/18) / Editora: Helciane Angélica/ Contato: cojira.al@gmail.com

(Responsáveis, interinamente, as jornalistas Valdice Gomes e Luíla de Paula)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Carnaval sem racismo

O Ministério dos Direitos Humanos através da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR lançou a Campanha "Neste Carnaval Diga não ao Racismo". 

O objetivo principal é a valorização da cultura negra, sensibilizando o público em geral quanto à importância do respeito à identidade negra com enfoque no racismo sofrido por mulheres e homens negros no carnaval.

Passageiros, foliões e turistas dos principais aeroportos e rodoviárias do país receberão material informativo de enfrentamento ao uso negativo e caricato da imagem do negro como blackface e “nega maluca”, onde as pessoas pintam o rosto com tinta preta e usam peruca black power imitando pejorativamente a textura natural do cabelo crespo como forma de “homenagem”.

Lançada em nível nacional, serão espalhados 50 mil folders em formato de leques entre as esteiras de bagagem e balcões de informações dos aeroportos de Recife (PE), Congonhas (SP), Curitiba (PR), Rondônia (RO), Confins e Belo Horizonte (MG). Trata-se de uma parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), e os aeroportos exibirão em seu sistema de telas informativas a identidade visual da Campanha.

O Secretário Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo alerta que nenhuma forma de preconceito ou de discriminação deve servir como justificativa de “piada”, “adereços” ou “acessórios” e destaca o caráter de violação de direitos dessa prática racista, já que racismo é crime previsto na Lei 7.716.  “O propósito da Campanha é ser usada como plataforma para combater esta modalidade de racismo enraizado na sociedade. Qualquer tipo de ação utilizada para ridicularizar o negro não deve ser praticada no Carnaval. O Blackface e a ‘nega maluca’ não são ferramentas de folia, mas sim de opressão e escárnio. Vamos juntos compartilhar nas redes sociais durante o carnaval a hashtag da campanha #CarnavalSemRacismo”, exaltou.

As cidades do Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Manaus, Belém, Palmas, Acre também serão contempladas pelas ações da Campanha. Para realizar denúncias: Disque 100 ou baixe aplicativo Proteja Brasil A iniciativa é extremamente louvável e deveria ocorrer durante todo o ano; além de contemplar todo o território nacional. Sonhamos com o dia que não precisaremos lançar campanhas para exigir respeito!



Fonte: Coluna Axé - 478ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 19/02/18) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
(Com informações da Ascom)