terça-feira, 23 de agosto de 2016

Agosto da Cultura Popular 2016

No sábado (27.08), a sociedade alagoana e turistas poderão reverenciar a cultura do povo alagoano. O AGOSTO DA CULTURA POPULAR é uma iniciativa da Articulação dos Grupos de Cultura Popular e Afro-Alagoana, encontra-se na sétima edição e representa um espaço democrático e de empoderamento sociocultural. Eis uma grande festa em alusão ao Dia do Folclore (22 de agosto), e também, uma justa homenagem ao trabalho desenvolvido cotidianamente por mestres da cultura popular, grupos artísticos e folclóricos.

A programação iniciará na Escola Municipal Deraldo Campos (Vergel do Lago) com a oficina de Percussão e Trupé do Coco Alagoano... “Pra todo mundo pisar - Grupo segura o coco” (Projeto contemplado no Prêmio Eris Maximiano), dividido em duas etapas: das 9h às 11h, Percussão com Sandro Santana e Fagner Drubrown; e das 14h às 16h - Trupé e roda de conversa com Nildo e Geninho Verdelinho. Contato: (82) 99691-7264. 

A partir das 14hs, na sede do Núcleo Cultural da Zona Sul (Rua Cabo Reis, Vergel, ao lado do Unicompra), o Movimento Cultural Alagoano - MOVA CULTURA apresenta "Mais inteligente, a Arte ou a Burocracia?”, Teatro-Fórum com GTO OcupaTudo, com o debate Por um Lei Popular de Incentivo à Cultura Alagoana.

E às 15hs, a Praça Santa Tereza no bairro da Ponta Grossa em Maceió torna-se um palco a céu aberto agregando a diversidade, o talento, alegria e beleza das manifestações artísticas. Dentre as atrações estão: Roda Aberta de Capoeira (Morcego Preto/Abadá Capoeira); Ludo Capoeira: Dinâmicas, expressões e musicalidades (Mestre Besourão/Escola de Capoeiragem); Banda Fanfarra da Escola Edson Bernardes (Maestro Claudio Galego); Duelo de bois: Bumba meu boi Águia, Trovão e Força Bruta; Rap: MagoJow, Alyne Sakura, os Comparsas e Mzs Crew; Segura o Coco (Part. Esp. Mestra Zeza do Coco); Afro Zumbi (samba reggae); Coletivo AfroCaeté (Participação Especial da Mãe Vera de Oyá Igbalé); Companhia Star Dance (Brincadeiras Populares); Batuque Yá; Afro Afoxé (samba reggae); Rogério Dyas e a Trincheira (Part. Esp. Mestre Cordelista Jorge Calheiros); Tequilla Bomb; e Babylon Fya.

Mais informações: (82) 98845-4068.


Fonte: Coluna Axé – 405ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Preconceitos olímpicos

Em tempos de jogos olímpicos... costuma-se valorizar a resistência, explosão muscular, dedicação, a conquista de títulos e índices. Porém, o fair play (em português: jogo limpo) anda esquecido fora dos locais de competição e nas redes sociais, já que os/as covardes continuam destilando seus venenos e contribuindo para a cultura do ódio e intolerância. 

O fair play é uma filosofia adotada no meio esportivo, que nasceu em 1896 nas primeiras Olimpíadas da Era Moderna em Atenas que preza pela ética e o bem estar dos/das atletas, ou seja, os/as praticantes devem jogar de maneira justa e não prejudicar propositalmente seus adversários(as). 

Durante as olimpíadas do Rio de Janeiro, teve internauta que ressaltou o sobrepeso da ginasta mexicana Alexa Moreno e a comparou à personagem infantil Peppa Pig; a brasileira Poliana Okimoto (medalha de bronze na maratona aquática) com 33 anos de idade, foi considerada velha para participar da competição; atletas negros(as) continuaram sendo chamados de macacos fedorentos; e os atletas gays (assumidos ou não) também foram hostilizados, inclusive, houve muita crítica à jogadora de rúgbi Isadora Cerullo que recebeu pedido de casamento da sua namorada depois de uma partida.

E o caso mais polêmico, foi direcionado à goleira da seleção brasileira Bárbara Micheline do Monte Barbosa, quando o integrante do Conselho Federal de Administração (CFA) Marcos Clay utilizou uma rede social e comentou: "Eu odeio preto, mas essa goleira do Brasil tinha chance". Depois de várias críticas, defendeu-se: "Foi uma brincadeira de mau gosto, até já tirei o post. Uma brincadeira que infelizmente algumas pessoas se ofenderam, mas não era minha intenção. Tanto é que minha esposa é negra, todo mundo sabe disso. Quem me conhece sabe que eu não sou racista, tenho vários amigos que são negros, não tenho problema com isso", afirmou Clay. 

É preciso respeitar as pessoas, independente, de ser ou não um/uma grande medalhista, classe social, crença, cultura e histórias de vida. Mais amor, por favor! Axé! 

Fonte: Coluna Axé – 404ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Meado de Agosto 2016

A Comunidade Poços do Lunga localizada no município de Taquarana (AL) será o palco de mais uma expressiva edição da Festa Meado de Agosto. 

Essa é a maior expressão festiva de resistência e fé das comunidades quilombolas do agreste alagoano, tradição secular, desde a ocupação dos negros e negras remanescentes do Quilombo dos Palmares na Serra do Lunga, o Rio Lunga, a Lagoa do Mocambo, a Serra dos Bangas e toda a configuração histórica do Quilombo Lunga.  Tem como objetivo, agradecer ao ritual da colheita em terras de sobrevivência, por meio dos toques, cantos e danças. 

A programação festiva inicia hoje(09.08) com contação de Histórias Africanas, roda de diálogos e dinâmicas sobre Empreendedorismo Negro; e até sexta, terão várias oficinas como: Teatro Experimental do Negro, Cabelo e Consciência, Turbante, Percussão, Dança Afro e Entendendo os Orixás. No sábado, terá o Cortejo de Batuqueiros; Chegada ao Umbuzeiro – Saudação as Mães Ancestrais Yamins e as mulheres do povoado; e Quizomba do Umbuzeiro. No domingo, continuam as oficinas de Percussão e Dança pela manhã e às 14h terá o Chá da Memória – Museu da Cultura Periférica. 

No dia 15 de agosto, às 6h, terá o Ritual Religioso no Rio Lunga e às 11h o público presente participa da Roda de Diálogos – “Identidade, Gênero, Território, Religiosidade e Resistência das Comunidades Tradicionais em Alagoas”; às 12h, a Procissão da Santa no Quilombo Poços do Lunga, seguido do Leilão da Comunidade e apresentações artísticas. No dia 16, a partir das 15h, terá o Cine Sesc no Quilombo. 

Contatos: (82) 99632-6584 / 98200-9392/ 98849-2085 / quilombolunga@hotmail.com.


Fonte: Coluna Axé – 403ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/08/16) / Cojira-AL /  Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 6 de agosto de 2016

Viciada em esportes

Olimpíadas Rio-2016 ... o maior evento esportivo realizado no Brasil. Um momento histórico e inesquecível para todos que amam esportes. Esperamos que a paz e a superação reinem!

Essa peça publicitária do banco Bradesco ficou incrível.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Demandas da Seppir

Em busca de oxigenar as ações da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em meio ao turbilhão de mudanças no governo federal, que limitaram os trabalhos em prol da população negra, na última semana a secretária Luislinda Valois realizou atividades para discutir questões que requer um olhar atento e cuidadoso a exemplo do diálogo do Brasil com países africanos.

O estreitamento das relações entre o Brasil e Angola, foi pauta de discussão da Seppir. A secretária Luislinda Valois esteve na embaixada de Angola no Brasil, reunida com o embaixador Nelson Manuel Cosme para discutir a agenda entre os dois países acerca da pauta racial. A finalidade do encontro foi manter a antiga relação que já rendeu muitos frutos e planejar novas ações para o futuro. Ficou encaminhada a realização de uma reunião de trabalho entre as equipes da embaixada e da secretaria para verificação do estágio em que está a cooperação entre as duas instituições e planejar o que ainda é possível avançar.

Valois ressaltou que vivemos o período da Década Internacional de Afrodescendentes, que requer que “nos debrucemos sobre essas questões que não são somente nossas, mas de todo o mundo”, completou. Diante da constatação que, ainda, há muito a ser feito, nesta mesma semana, para tratar sobre a violência contra a mulher negra, a Seppir em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o Grupo de Embaixadores e Chefes de Missões Africanas em Brasília realizaram o seminário “Ano dos Direitos Humanos na África com destaque para os Direitos das Mulheres”, quando foi reafirmada a discussão a cerca da vulnerabilidade da mulher negra brasileira.

O tema geral do encontro: “O Direito à Vida, à Integridade e à Segurança da Mulher”, trouxe a discussão sobre assédio moral e sexual, o tráfico de mulheres e a superlotação da população carcerária feminina, que em todos os itens ocorre em maior proporção para as mulheres negras. Valois afirmou que “a mulher preta continua na Senzala, mas ela não é fraca nem inferior às outras”, destacou, se referindo aos dados do Mapa da Violência, que apontam as mulheres negras como as que mais sofrem com as agressões.

O evento contou ainda com painéis temáticos, que discutiram: Punição e Ressocialização dos Agressores; Mecanismos e Serviços Acessíveis para Informação, Reabilitação e Reparação Eficazes para Vítimas de Violência contra Mulheres. A proposta do seminário está entre os objetivos da Seppir em reforçar às ações da Assembleia da União Africana, que declarou 2016 como o "Ano Africano dos Direitos Humanos com especial destaque para os Direitos das Mulheres". A mobilização é necessária e as ações, além do campo teórico, são essenciais para legitimar o fortalecimento do povo negro. Demandas não faltam para continuarmos na luta!

Fonte: Coluna Axé – 402ª edição – Jornal Tribuna Independente (02 a 08/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2016

Mulheres Negras

No dia 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

Foi instituído em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, e busca dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente; também é o Dia Nacional da Mulher Negra e da quilombola Tereza de Benguela (Projeto de Lei do Senado nº 23, de 2009, de autoria da Senadora Serys Slhessarenko). 

De acordo Ana Pereira – presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) em Alagoas – o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.

Para marcar a data em Alagoas, foi realizada a discussão sobre “Empoderamento Feminino no século XXI” no dia 23 de julho, no SESC Centro em Maceió, uma ação promovida pelo Grupo Percussivo BATUQUE YÀ formado somente por mulheres, que tem o objetivo refletir sobre as lutas, como expressão maior, das mulheres, em busca da igualdade, direitos, identidade, de pertencimento e de respeito às diferenças, naturalmente, existentes entre homens e mulheres. Já nos dias 23 a 25, no Museu da Imagem e do Som (MISA) em Maceió, o evento “Fala Preta! #Tireavendadoracismo”, promovido por um coletivo de entidades que atuam na defesa dos direitos da Mulher, no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial.

Essa é mais uma data para a reflexão e discutir o protagonismo político contra o racismo e o machismo. As mulheres negras são as maiores vítimas da violência doméstica e feminicídio, é o que demonstram os números do Mapa da Violência de 2015: em 10 anos o número de mulheres negras mortas subiu 54% enquanto o de mulheres brancas caiu 9,8%. Também é que possui menor escolaridade, são as maiores vítimas de mortalidade materna (60% dos casos) e encontram mais dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Eis mais um dia de luta!


Fonte: Coluna Axé – 401ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/07 a 01/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 24 de julho de 2016

Nadamos no Velho Chico

O domingo (24.06) foi inesquecível! Participei de um evento esportivo na cidade de Penedo(AL), realizado pela Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) e fui das representantes da Academia Nadart Fênix.

A missão foi cumprida, nadei 3.500m no Rio São Francisco! Pela primeira vez, competi no rio, e os obstáculos foram maiores... encarei o frio, os arbustos, as ondulações, correnteza, engoli água, o medo e completei a prova! Ainda bem que as piranhas ficaram bem longe. ;)

Infelizmente... não teve pódio, fiz no tempo de 0:42:25 e fiquei em 12º lugar geral no feminino. Mas a alegria foi a de sempre e a medalha de participação ficou garantida para a coleção.
 
Além dos amigos de pernadas e braçadas das aulas semanais de natação, contei com a participação do meu irmão Helquias. Estivemos lado a lado boa parte do percurso, um fortalecendo o outro, e depois ele me passou. (kkkk) Com certeza, o vício esportivo já foi injetado e será o meu companheiro de aventura nas próximas edições.

Até o próximo desafio!