quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Associação Cultural Capoeira Tradição realiza o evento É TRADIÇÃO CAMARÁ


No período de 18, 19 e 20 de agosto, a Associação Cultural Capoeira Tradição realizará a quarta edição do evento É TRADIÇÃO CAMARÁ, que acontecerá no Espaço Tradição de Capoeira (Rua São Francisco, 31, Ouro Preto) em Maceió.

Coordenado pelo Mestre de capoeira Leto Santana (foto), a atividade contará com a presença de vários mestres convidados de Alagoas e de outros estados. A programação será iniciada às 19h e terá como palestra de abertura o tema “A capoeira e o Cangaço” ministrada pelo Mestre Máximo Brito (Mestre de Capoeira e Historiador – Bahia).

Os participantes poderão participar de várias oficinas: Dança Afro (Cristina Santos), Capoeira Angola (Mestre Marco Baiano - Grupo de Capoeira Angola Palmares - Alagoas), Maculelê (Mestre Besourão - Escola de Capoeiragem - Alagoas), Noções Básicas de Primeiro Socorros (Wellington Lima - Socorrista e monitor do Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU).

Também terá a palestra sobre “Africanidade” com Bidansanta Na Isna (Membro do Núcleo de Estudantes Africanos e aluno do Curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas); Papoeira (Mesa Redonda com os mestres presentes); batizado, troca de cordas de Capoeira e apresentação cultural.

Mais informações: (82) 99114-4330.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Thallita canta Gonzaga

O Espetáculo “Thallita canta Gonzaga” é uma iniciativa do Projeto Thalita, que reúne no palco música, teatro e muita emoção. 

Com duração de aproximadamente 1h, o espetáculo possui aproximadamente 60 artistas, crianças do projeto e convidados, que despertam uma viagem à cultura nordestina e ainda homenageia o Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Serão interpretadas nove canções: Vida de Viajante, Luar do Sertão, Xote das Meninas, Xote Ecológico, Que nem jiló, ABC do Sertão, Asa Branca, Rei Bantu e Ave Maria Sertaneja.

A primeira apresentação será nessa quinta-feira, 17 de agosto, no Teatro Deodoro em Maceió, a partir das 19hs e o ingresso é apenas 1kg de alimento não perecível. O ciclo de apresentações continuará no dia 22 de setembro no Sesc Centro; 06 de outubro, no Teatro Linda Mascarenhas; e 28 de outubro no Sesc Poço.

O projeto Thalita pertence à “Associação Esperança e Vida” é uma organização não governamental com finalidade jurídica o desenvolvimento de ações socioeducativas e culturais. Fundada no dia 9 de março de 1996 possui atualmente 150 famílias assistidas com várias ações, dentre elas: oficinas de canto, flauta doce, teatro, reforço educacional, informática, cursos profissionalizantes, formação e apoio psicológico à família e comunidade; além da realização de palestras a exemplo dos direitos da crianças e combate da exploração infantil, atividades de recreação, visita a museus e ao parque municipal ecológico.

A instituição está localizada na Av. Djalma Fragoso de Alencar, 15, Petropolis, Maceió. Contato: (82) 3328-9333 / projetothallita@ibest.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 454ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quilombos ameaçados

Em agosto, o futuro de milhões de quilombolas será decidido no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Desde 2004, o Partido Democratas (DEM) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF, questionando o decreto 4887/2003 que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. 

Essas comunidades são grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida. Lembrando que cabe ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a regulamentação dos procedimentos administrativos para identificação, medição e demarcação das terras. E a Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura deverá instruir o processo para fins de registro ou tombamento e zelar pelo acautelamento e preservação do patrimônio cultural brasileiro. 

O julgamento será retomado no dia 16 de agosto e essa será a terceira vez que o direito constitucional quilombola estará em pauta; a primeira vez foi em 2012, com o voto do Ministro Cesar Peluso pela inconstitucionalidade do decreto; e a segunda, em 2015, com o voto pela constitucionalidade da Ministra Rosa Weber; e agora, retornará com o voto do Ministro Dias Tóffoli. Caso seja aprovado, os quilombos já titulados no país podem ser anulados e novas titulações não serão possíveis sem o decreto. Atualmente, mais de 6 mil comunidades ainda aguardam o reconhecimento e lutam pela efetivação de políticas públicas em seus territórios. 

Buscando conscientizar a população brasileira sobre esse retrocesso e desvalorização das comunidades quilombolas; além de combater o racismo e a concentração fundiária no país; a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) encontra-se com uma mobilização para arrecadar assinaturas na petição online: https://peticoes.socioambiental.org/nenhum-quilombo-a-menos. 

O Brasil é quilombola! Nenhum quilombo a menos!



Fonte: Coluna Axé – 452ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/08/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com