terça-feira, 31 de maio de 2016

Símbolo das Olimpíadas em terras alagoanas

A presença da Tocha Olímpica no país representa um marco histórico. No último domingo e segunda-feira, 29 e 30 de maio, Alagoas recebeu o símbolo que veio da Grécia, passando por seis municípios.

A começar por São Sebastião, seguiu para Arapiraca, São Miguel dos Campos, terminando o dia em Maceió, sendo 11 bairros prestigiados com o evento.

Já na segunda-feira, a tocha foi para Murici e finalizando as comemorações em União dos Palmares, com passagem pela Serra da Barriga, local símbolo de resistência negra e histórico, por ser o quilombo mais antigo do país, o que permitiu dar ao evento uma maior simbologia e a possibilidade de mostrar as raízes da cultura do povo alagoano.

Durante os dois dias da passagem da tocha, foram disseminados ideais olímpicos, com mensagens de paz, solidariedade e união. A estrutura para receber o maior símbolo olímpico envolveu recursos do governo Federal, com a participação das Prefeituras locais. O investimento em ações vinculadas ao estímulo do esporte é legítimo e são válidos para projetar a imagem do Estado. Mas, cabe lembrar que o empenho em valorizar a dignidade da população deve ir além da organização e ostentação em megaeventos que mobilizam ações políticas e econômicas.

O real sentido do revezamento da tocha olímpica deve estar associado a abrir caminhos, fomentar ações sociais de respeito ao ser humano, nas mais variadas etnias e culturas. Afinal, o esporte sempre acalentou o sonho de pessoas menos favorecidas na perspectiva de vidas melhores, quebrando os limites das desigualdades, quando se projeta campeãs e campeões, diante da diversidade e a ausência de igualdade do nosso diverso país.

O anseio é que a essência da chama olímpica possa se manter acesa em nosso estado constantemente.

Fonte: Coluna Axé – 393ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/05 a 06/06/16) / COJIRA-AL / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 17 de maio de 2016

Patrimônio Cultural

A Serra da Barriga – sede político administrativa do Quilombo dos Palmares, entre os séculos XVII e XVIII, período de lutas contra holandeses, portugueses e a escravidão na economia canavieira. – localizada no município de União dos Palmares, zona da mata do Estado de Alagoas, é considerado o palco da resistência negra e da luta por liberdade. 

Em 1985, foi tombada como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e desde 1988 é um Monumento Nacional, que deve ser preservado devido à importância histórica e cultural. É o centro de homenagens, oferendas, pesquisas, encontros, romarias e grandes concentrações durante todo ano, especialmente, no Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares (20 de novembro).

Agora, é aspirante à Patrimônio Cultural do Mercosul. A candidatura se insere na proposta La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR; o aceite da proposta ocorreu durante a XIII Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural do MERCOSUL, em Colônia de Sacramento, Uruguai. Também participam da seleção: Equador e Venezuela, que apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

O Assessor de Relações Internacionais do IPHAN, Marcelo Brito, fez questão de agradecer às pessoas que participaram da elaboração do mini dossiê para a postulação da candidatura: os coordenadores locais (Sandro Gama, Joelma Farias de Cornejo, Greciene Lopes e Rute Ferreira), pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas-UFAL (Aruã Lima, Clara Suassuna, Siloé Soares de Amorim), Zezito Araújo (Secretaria de Educação do Estado de Alagoas), Élida Miranda (Representante Regional da Fundação Cultural Palmares), Cláudia Puentes (representante da Secretaria Estadual de Cultura - SECULT) e a ialorixá Neide Oyá D´Oxum.

A avaliação será no fim do segundo semestre de 2016, na próxima presidência pro tempore do MERCOSUL. Todas as honras e homenagens aos guerreiros quilombolas e aquele solo sagrado são relevantes, vitais para o reconhecimento social e valorização étnica! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 391ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Festival de Bumba Meu Boi de Maceió tem nova data


Foto: Ascom/FMAC



A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi de Maceió foi transferido para os dias 20 e 22 de maio, no estacionamento do bairro histórico de Jaraguá. Os grupos são de vários bairros da capital e apresentarão a arte, figuro, batuques e danças em uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado em aproximadamente 20 mil pessoas. 

O festival anual é realizado em pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e apoio cultural do Banco Bradesco. 

As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).  Veja a programação:


Sexta-feira (20 de maio de 2016) Série B
1.       Águia – Vergel
2.       Águia de Ouro – Ponta da Terra
3.       Africano – Cruz das Almas
4.       Bumbá Guerreiro – Jacintinho
5.       Amizade – Conjunto Virgem dos Pobres
6.       Trovão – Conjunto Virgem dos Pobres
7.       Fênix -  Conjunto Virgem dos Pobres
8.       Imperador – Jatiúca
9.       Talismã – Conjunto Virgem dos Pobres
10.   Dragãozinho – Ponta da Terra
11.   Treme-Terra – Ponta da Terra
12.   Cascavel – Conjunto Joaquim Leão

Domingo (22 de maio de 2016) Série A / Grupo Especial 
1.       Lacrau – Poço
2.       Cobra Negra – Jatiúca
3.       Dragão – Ponta da Terra
4.       Cão de Raça – Jacintinho
5.       Tigre – Ponta da Terra
6.       Bumbá Alagoano – Ponta da Terra
7.       Rei Bumbá – Jacintinho
8.       Vingador – Ponta da Terra
9.       Bumbá Anaconda – Ponta da Terra
10.   Águia Dourada – Reginaldo

Prestigie!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Festival de Bumba Meu Boi

A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi de Maceió está agendado para os dias 13 e 14 de maio, no estacionamento do bairro histórico de Jaraguá. Participam mais de 20 grupos oriundos de diversas comunidades de Maceió, entre as quais Ponta da Terra, Vergel do Lago, Jacintinho, Poço, Jatiúca, Cruz das Almas e Vale do Reginaldo. Eles apresentarão a arte, a beleza de figurinos diversificados, batuques e coreografias.

Será montada uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas. As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).

Dentre os quesitos avaliados estão: evolução do vaqueiro, evolução do boi, bateria, conjunto, beleza do boi, fantasia e entoada. A comissão julgadora é instituída pela Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi e os resultados normalmente são divulgados alguns dias depois.

O festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e conta com o apoio cultural do Banco Bradesco.

A grandiosidade dos espetáculos mistura rivalidade e amor ao folguedo. Repassado de geração para geração, os grupos mantém o trabalho durante todo o ano, com a captação de recursos financeiros, preparação dos materiais, ensaios e apresentações. Com certeza, esse é um ótimo programa de entretenimento para famílias e turistas conferirem a importância da cultura e o protagonismo juvenil. 

Viva a cultura popular! Prestigie a alegria do nosso povo!


Fonte: Coluna Axé – 390ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Conferência de Direitos Humanos

Nos dias 27 a 29 de abril, em Brasília, foi realizada a 12ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos com o tema “Direitos Humanos para Todas e Todos: Democracia, Justiça e Igualdade”.

A conferência sucedeu quatro conferências temáticas conjuntas iniciadas dia 24, voltadas para os direitos de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de idosos e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros); contou com a participação de convidados(as) e de 2000 delegados(as): 1,2 mil escolhidos nas etapas estaduais e distrital, e, visando a efetiva transversalidade dos temas, 400 eleitos nas etapas estaduais e distrital; além de 400 delegados(as) membros titulares dos conselhos, comissões, comitês e fóruns oficiais das temáticas relacionadas às pautas da Secretaria de Direitos Humanos. A delegação alagoana foi composta por 26 integrantes, entre representantes do governo e da sociedade civil.

Na cerimônia de conclusão das atividades, a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, agradeceu o empenho de todos os participantes em debater de forma conjunta diversas temáticas e declarou que o Brasil não pode retroceder as políticas públicas em direitos humanos. "Todos nós que passamos por processos de exclusão e discriminação sabemos o que é lutar por um direito e não alcançar. Você não precisa pertencer a um grupo para ser solidário e sentir na pele a dor que o outro sente e lutar pelo direito que o outro tem que ter, assim como o seu. Aqui, nessa conferência, foi um lugar de escuta, de fala de registro e de tomada de decisões. Quem faz a democracia caminhar e tenciona para que se concretize no estado de direito é a nossa população, é o cidadão. É uma causa, para uma luta que é justa para todos e para todas", exaltou a Ministra.

Dentre os pontos que se destacam estão: o lançamento da campanha de divulgação do Disque 100 e aplicativo de celular para fazer denúncias de violações de diretos humanos, que está integrado ao aplicativo Projeto Brasil; a entrega do relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, referente ao seu primeiro ano de atuação, que reúne os resultados das  visitas do mecanismo à instituições de privação de liberdade; a aprovação do decreto presidencial, que permite a adoção do nome social por travestis e transexuais nos órgãos do Poder Público federal, como ministérios, autarquias, empresas estatais, instituições de ensino e no Sistema Único de Saúde; além do amplo debate sobre a implantação de centros de referência em direitos humanos nos estados e o funcionamento de conselhos de proteção.

Os avanços existem, porém os desafios continuarão evoluindo, enquanto a luta por respeito for diária!


Fonte: Coluna Axé  – 389ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com