terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Anistia Brasil

A Anistia Internacional foi fundada em 1961, trata-se de um movimento global com atuação focada na promoção e defesa dos direitos humanos. Presente em mais de 150 países, possui cerca de 7 milhões de apoiadores que realizam ações e campanhas em defesa da liberdade, a igualdade e a justiça. 

A partir de fevereiro de 2017, a nova diretora executiva será Jurema Werneck. A carioca é médica, formada em 1986 pela Universidade Federal Fluminense; fez o Mestrado em Ciências de Engenharia de Produção (2001) e Doutorado em Comunicação e Cultura (2007) na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Representou o Movimento Negro no Conselho Nacional de Saúde (2007-2012) e foi coordenadora geral da 14ª Conferência Nacional de Saúde (2011).  

Na área da comunicação social, ela tem sido uma grande parceira na defesa de um jornalismo comprometido com a ética, os direitos humanos, em favor da luta antirracista e da igualdade de gênero. Coordenou campanhas de comunicação contra o racismo que foram premiadas internacionalmente. Por sua destacada atuação, foi jurada do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento nas três edições do concurso, realizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Rio (Cojira-Rio). 

No site da instituição, destaca que a diretora será responsável pelo avanço da missão da Anistia Internacional no Brasil e pela ampliação da sua atuação em todo o país, a fim de fortalecer o trabalho e o impacto em direitos humanos. E ainda, será responsável por gerenciar as atividades diárias da organização, atuando como principal porta-voz e ampliando a base de apoio da organização no país, mobilizando ativistas e apoiadores. 

Para 2017, os planos incluem novas ações no campo da segurança pública e direitos humanos com a campanha “Jovem Negro Vivo”; a campanha global sobre os direitos das pessoas refugiadas; e o lançamento de uma nova campanha para a proteção dos defensores e defensoras de direitos humanos, especialmente aqueles envolvidos em conflitos por terra, território e recursos naturais. 

Essa decisão para a representação da Anistia Internacional do Brasil, demonstra o verdadeiro sentido de empoderamento da mulher negra, sendo escolhida devido a sua competência e responsabilidade na execução das ações. Só desejamos sucesso e que ela continue sendo exemplo para todos nós!

Referência
Jurema Werneck encontra-se na lista das 25 negras mais influentes da internet #25webnegras, publicada no blogosfemea. A feminista ficou conhecida por denunciar a esterilização em massa de mulheres negras e é uma das coordenadoras da Criola, organização fundada em 1992, voltada para o fortalecimento de mulheres, adolescentes e meninas negras. Também recebeu uma menção honrosa no “Prêmio Mulheres Negras contam sua história”, organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres em 2013, na categoria ensaio escreveu: “Macacas de Auditório? Mulheres Negras, Racismo e Participação na Música Popular Brasileira”; e foi uma das mobilizadoras da Marcha das Mulheres Negras 2015. Trata-se de uma referência na produção de artigos sobre gênero e etnia; a pesquisadora é constantemente convidada como conferencista em eventos. 


Fonte: Coluna Axé – 423ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/12/16 a 02/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com / Crédito da foto: Divulgação

sábado, 24 de dezembro de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (24 e 25.12.16)



Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz...

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Casamento candomblecista

Na última sexta-feira (16), Alagoas foi palco de um marco histórico para as religiões de matriz africana. Pela primeira vez foi celebrado no Estado um casamento religioso candomblecista com efeito civil, realizado por Mãe Mirian, no Ile Ifé Omi Omo Possu Betá.

Apesar da constituição brasileira permitir esse tipo de celebração desde 1988, a regularização dos terreiros contava com grandes obstáculos para quem pretendia se casar na religião. Nesta luta pela defesa dos direitos, a advogada Kandysse Melo, que também é Ialorixá, atuou no desdobramento do processo de regularização, permitindo a consolidação da lei.

Para que não restassem dúvidas, a cerimônia contou com a presença de um juiz de paz de direito da comarca de Maceió, Carlos Cavalcante de Albuquerque Filho, que afirmou estar ali cumprindo com a Constituição, onde “todos e todas têm direitos iguais, seja qual for a religião, tem a mesma dignidade e valor” e ressaltou que “o momento mais importante e valoroso deste casamento” não foi o realizado por ele e sim “o feito pela sacerdotisa Mãe Mirian que está legitimada para oficializar a cerimônia.”

Emocionada por estar tendo o direito legal de realizar o casamento, Mãe Mirian agradeceu pela conquista e reforçou a necessidade de que “haja mais paz e harmonia na sociedade. E que as pessoas devem procurar estudar para entender que Deus é um só e os orixás representam a natureza.” As bênçãos aos noivos Simone Rosendo da Silva, de 33 anos, e Idevaldo Fabrício Coelho, de 57 anos, que são filhos da Casa, ocorreram com riqueza de detalhes. Desde a decoração, passando pelas vestes, inclusive dos convidados e convidadas, que estavam todos de branco, aos cânticos entoados pelos toques dos atabaques em saudação aos orixás.

Acompanhado por religiosos, simpatizantes e defensores dos direitos humanos, pela igualdade racial e contra a intolerância religiosa o casamento representou uma grande vitória para a cultura afro-brasileira e a quebra de barreiras e preconceitos na sociedade.


Fonte: Coluna Axé – 422ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Colaboração: Luila de Paula / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Caravana de Bambas

O samba é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.

Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa; incentivar parcerias e a projeção de novos talentos; além de buscar a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.

A articulação foi iniciada no grupo de WhatsApp Samba Brasil e os idealizadores são: Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Indiara Freitas (RN). Os encontros de integração acontecerão nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

O Estado de Alagoas foi escolhido para fazer a estreia no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial. 

 Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

A próxima etapa está prevista para acontecer em São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março de 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email caravana@caravanadebambas.com.br. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 421ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (10 e 11.12.16)

"Morrer de amor não é o fim, mas me acaba".

Alagoas recebe Caravana de Bambas


 
                    Projeto itinerante promoverá o intercâmbio cultural e a valorização do samba autoral

Texto: Helciane Angélica (Jornalista/Cojira-AL)
Fotos: Divulgação


“Quem não gosta de samba bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé. Eu nasci com o samba, no samba me criei. E do danado do samba eu nunca me separei”. Esse é o gênero musical mais popular do Brasil, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2005, possui canções que ultrapassaram décadas e gerações, consagra artistas e renasce diariamente com novos arranjos ou composições.
    
Com o projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” sambistas de norte a sul do Brasil compartilharão sua arte, por meio de encontros itinerantes, que visam promover o intercâmbio cultural e rodas de conversa, além de incentivar parcerias e a projeção de novos talentos. Também busca a consolidação de patrocinadores para a produção de CDs e DVDs com os sambas autorais e a realização de shows especiais.
    
O Estado de Alagoas foi escolhido para estrear o projeto, que ocorrerá no dia 16 de dezembro (sexta-feira) a partir das 18h, no tradicional Restaurante MARÉ – às margens da Lagoa Mundaú, no bairro do Pontal da Barra – em Maceió. Os ingressos individuais custam R$10 (dez reais) e podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento comercial.
    
Nessa primeira etapa, estarão reunidos sambistas locais como Emanuel Dias, Gustavo Gomes, Humberto Torres, Igbonan Rocha, Mel Nascimento e Sorriso Maceió. Também foi confirmada a presença de convidados oriundos de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte; a exemplo da pernambucana Dona Selma – cantora, compositora e fundadora do projeto Mesa de Samba Autoral em Recife – e Pedro Neto – um dos compositores mais produtivos do Rio Grande do Norte, que participou de diversos projetos e atualmente é um dos organizadores do projeto Clube do Samba Potiguar.

Projeto
    
O projeto “Caravana de Bambas – O samba autoral pede passagem” foi idealizado pelos artistas Arlindo Júnior (SP), Cris Galvão (PE), Igbonan Rocha (AL) e Andiara Freitas (RN). A proposta é promover encontros de integração e percorrer vários estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Igbonan Rocha e a banda Samba de Nego serão uma das atrações
A articulação desse projeto surgiu com as conversas no grupo de WhatsApp Samba Brasil. No início a proposta era fazer um festival, mas, com a caravana todos ganham. Quem ouve falar, se empolga e quer participar. Então, queremos agregar o máximo de pessoas possíveis e criar uma grande rede do samba para motivar outras pessoas a compor e fortalecer ainda mais o samba”, destacou Igbonan Rocha, cantor baiano erradicado em Alagoas há 30 anos.

A segunda etapa está prevista para acontecer no Estado de São Paulo, durante o feriado da semana santa no mês de março em 2017. Para mais informações e adesão ao projeto, entrar em contato pelo email: caravana@caravanadebambas.com.br.



SERVIÇO
Caravana de Bambas
Dia: 16/12/2016 (sexta-feira)
Hora: 18h00
Local: Restaurante MARÉ – Av. Alípio Barbosa da Silva, 421, Pontal da Barra. Maceió/AL
Ingresso individual: R$10
Reserva de mesas e mais informações: (82) 99982-8377

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Aiê Orum apresenta espetáculo Afrobrasilidade

Texto: Helciane Angélica (com informações dos organizadores)
Foto: Amanda Costa


A Cia de Teatro e Dança Afro Aiê Orum apresentará o Espetáculo AFROBRASILIDADE nos dias 7 e 9 de dezembro, às 19h, no Centro Cultural Arte Pajuçara (Av. Dr. Antonio Gouveia, 1113, Pajuçara) em Maceió. 

Trata-se de um espetáculo de rua e de palco que trabalha a arte da contação de história acrescentando o trabalho gestual do corpo na dança, movimentos das expressões afro, batuques e a entoação de cânticos. 

Com duração aproximada de 60 minutos, proporciona para seus espectadores entretenimento e informação, além de trazer a reflexão sobre o pertencimento étnico e o respeito às heranças afrobrasileiras. 

Fruto das pesquisas realizadas pelo grupo afro em seu processo de montagem, aborda a luta da população afrodescentente no Estado de Alagoas por liberdade, igualdade e justiça social. Destaca-se a importância do Quilombo dos Palmares como maior símbolo de resistência negra e seu grande líder “Zumbi dos Palmares”, assim como, o episódio de intolerância e perseguição religiosa conhecido por “O Quebra de Xangô”, ocorrido em fevereiro de 1912, onde religiosos foram reprimidos, espancados e os direitos violados de cultuar seus orixás.

A ação integra a programação do Projeto Pauta Aberta idealizado pela Fundação Municipal de Ação Cultural de Maceió (Fmac); o grupo afrocultural contou com o apoio da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal), Lojas Imperador e Restaurante Nalu.


Ficha Técnica:
Direção Geral e Coreográfica: Diego Bernardes Ayraiberu

Cenografia, Figurino e Maquiagem: Diego Bernardes Ayraiberu, William Maxwel e Sunnamitha Santos
Iluminação: Edner Careca
Preparação Vocal: Jailson Natividade
Sonoplastia: Dalmo Almeida e Sergio Santana
Elenco: Adda-Nari Sussuarana, Ana Noronha, Ana Toledo,Cláudio Nery Abu, Débora Gomes, Diego Bernardes Ayraiberu, Eduardo Vyanna, Eliane das Neves, Fabricia Alves Grace Kelly Sansilva, Hannah Loreena Sansilva, Hylmara Santana, Isa Rocha, Jailson Natividade, Maria Celia Moraes, Nedja Barros, Sandreana Melo, Sunnamitha Santos e William Maxwel
Participação especial: Wilson Santos
Produção: Orum Assessoria e Produções de Eventos / Keka Rabelo Comunicação e Assessoria Cultural


Ingressos: R$10 (dez reais).
Contatos: (82) 98815-0638 / 99957-7880 / aieorum.teatrodanca@hotmail.com.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Festa das águas 2016

Há nove anos é montada uma infraestrutura exclusiva para a Festa das Águas no dia 8 de dezembro, na Praça Multieventos, na orla da Pajuçara em Maceió. 

A celebração cultural e religiosa exalta o Dia de Iemanjá: matriarca da religiosidade afro brasileira, a divindade africana das águas salgadas, dos mares e oceanos; orixá protetora dos pescadores e senhora dos lares, que traz paz e harmonia para toda a família.

Durante todo o dia, caravanas de religiosos(as) de matrizes africanas de todo o Estado de Alagoas prestam homenagens e entregam suas oferendas, sob os olhares de admiradores e turistas. A data também é um símbolo de resistência, pertencimento étnico, luta pelo respeito à liberdade de culto e combate todas as formas de preconceito à religiosidade de matriz africana.

Confira a programação completa:
8:00 - Xirê de casas religiosas da Zona da Mata
9:30 - Rodas de Capoeira
10:30 - Grupo Thembá
11:00 - Projeto ZUMBI E MANINHA XUCURU KARIRI - Oralidade e Cena Negra Toni Edson
11:30 - Performance de Dança - Cepa Quilombo
12:00 – AfroMandela
12:30 - Rogério Dyas e a Trincheira
13:00 - Grupo Afojubá
13:30 - Grupo Afro Zumbi
14:00 - Afoxé Ofáomin
14:00 – Cortejo das águas em direção à MultiEventos – Carreata contra a Intolerância Religiosa com concentração às 14h no Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB) localizado na Rua São Pedro n10, Village Campestre 2
15:00 - Xirê do Ilê Axé Legionirê - Bela Vista, Benedito Bentes 2
16:30 - Orquestra de Tambores de Alagoas
17:00 - Chegada da carreata contra a intolerância Religiosa na Praça Multieventos
17:30 - Naná Martins e Banda
18:00 - Maracatu Raízes da Tradição - Abassá de Angola de Oyá Igbalé
18:30 - Banda Afro Afoxé
19:00 - Afoxé Povo De Exu
19:30 - Coletivo Maracatod@s
20:00 - Coletivo AfroCaeté
20:30 - Mel Nascimento
21:00 - Banda Nação Palmares.

Esse momento de celebração e integração sociocultural, é o resultado de vários encontros entre as lideranças dos segmentos afros, sendo construída de forma democrática e coletiva. O evento é uma realização da Articulação pela Cultura Popular e Afroalagoana; com o apoio da Fundação Municipal de Ação cultural (FMAC)/Prefeitura de Maceió; e Secretaria de Estado da Cultura de Alagoas (Secult) do Governo de Alagoas.

Mais informações: (82)99632 6584 / 98823 3824 / 98845 4068 / https://www.facebook.com/festadasaguasmaceio/?fref=nf


Fonte: Coluna Axé - 420ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Cojira/AL - nove anos

Na última quinta-feira, 24 de novembro, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (COJIRA-AL), vinculada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, completou nove anos de atuação e a exaltação das questões étnicorraciais em diversos setores; produção de notícias, encartes afros especiais, blog temático e a indicação de fontes para veículos de comunicação. 

Ao longo desses anos, a Coluna Axé – espaço gentilmente cedido pelo Jornal Tribuna Independente – vem cumprindo um papel importante em defesa dos direitos da população negra da terra de Zumbi dos Palmares, como um projeto de comunicação que busca contribuir para dar visibilidade às ações de promoção da igualdade racial em Alagoas e no Brasil, seja de iniciativa das entidades do movimento social negro ou de órgãos governamentais. 

A experiência tem mostrado a importância da democratização dos meios de comunicação, com foco nas mídias negras, para as políticas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial. Neste sentido, é preciso que os governos federal, estaduais e municipais, bem como a iniciativa privada, invistam em projetos de comunicação voltados para a temática racial. 

É necessário que os veículos de comunicação em Alagoas abram espaço para a divulgação e discussão das questões raciais durante todo o ano, e não apenas nas datas simbólicas como 13 de maio e 20 de novembro, afinal, a luta por justiça e igualdade deve ser de toda a sociedade e não apenas dos segmentos populacionais atingidos pelo racismo e a desigualdade. Vale destacar, que nas resoluções das três conferências nacionais de promoção da igualdade racial (CONAPIR) realizadas pelo governo federal estão contidas propostas na área de comunicação. 

Além disso, o Estatuto da Igualdade Racial, marco legal sancionado em 2010, também trata do tema, o que respalda ações e investimentos na área. Iniciativa louvável, nesse sentido, aconteceu em junho deste ano, em São Paulo (capital), onde a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) abriu inscrições para o edital do “Prêmio Almerinda Farias Gama”, que teve como objetivo contemplar dez iniciativas ou atividades de comunicação que se destaquem na defesa dos direitos da população negra. Aliás, pra quem não conhece, Almerinda Farias Gama foi advogada, jornalista, política, feminista e sindicalista nascida em Maceió, em maio de 1899, que aos oito anos mudou-se para o Pará, considerada uma das primeiras mulheres afro-brasileiras a participar da política no Brasil. Uma bela e justa homenagem!


Fonte: Coluna Axé - 419ª edição – Jornal Tribuna Independente (29/11 a 05/12/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 27 de novembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Protestos no 20 de novembro



A solenidade oficial de celebração do 20 de novembro – Dia Nacional  da Consciência Negra, ocorrida no último domingo, na Serra da Barriga foi marcada por protestos contra o governo federal.

Integrantes do Levante Popular da Juventude e de outros movimentos sociais portando faixas e com palavras de ordem de “Fora Temer” e “Golpistas e racistas não passarão”, protestaram contra a PEC 55, que bloqueia gastos e investimentos públicos e a reforma do ensino médio, ambas de autoria da atual gestão do governo federal. Os capoeiristas também marcaram presença na Serra com faixas denunciando o racismo institucional, o extermínio da juventude negra, a violência contra a mulher negra e o descumprimento do Estatuto da Igualdade Racial.

Mas o Dia da Consciência Negra não foi de protestos só em Alagoas. É importante registrar que também em outros pontos do Brasil, como em São Paulo, Salvador, Curitiba (PR) e Juiz de Fora (MG) entre outras localidades, o movimentos negro foi às ruas reivindicar a reforma da mídia para a democratização da comunicação; desmilitarização da polícia, o fim dos autos de resistência, e destinação de mais recursos para as políticas de inclusão social; implementação das leis antirracismo; direito de expressão das religiões de matriz africana. Além disso, os manifestantes protestaram contra o genocídio da juventude negra, contra o machismo e a violência contra a mulher negra. Lamentável que algumas autoridades tenham se exaltado nas críticas aos manifestantes atribuindo interesses políticos.

Os protestos legítimos ocorridos tanto na Serra da Barriga como em outros locais pelo Brasil afora, no dia dedicado a Zumbi dos Palmares, devem ser entendidos pelas autoridades incomodadas como sinal do grau de insatisfação que a cada dia cresce na sociedade brasileira, especialmente na classe trabalhadora e na população negra, que é maioria no Brasil e principal prejudicada com a reforma no ensino médio e com as medidas previstas na PEC 55. O objetivo é combater qualquer retrocesso às conquistas democráticas e ameaças aos direitos conquistados pela população negra nos últimos anos.



Parceria
Durante a cerimônia do 20 de novembro na Serra da Barriga, foi assinado um termo de cooperação entre a Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura e a Universidade Estadual de Alagoas, respectivamente representados pelo presidente da FCP, Erivaldo Oliveira da Silva e o Vice Reitor Clébio Araújo (foto). Em 2017, a Uneal será a responsável pelo desenvolvimento sustentável do turismo e da cultura no Parque Memorial Quilombo dos Palmares e em seu entorno. Tem como incumbência dinamizar e contribuir para o desenvolvimento cultural e formação, envolvendo inicialmente as redes escolares estaduais e municipais com visitas sistemáticas à serra; além de exposições, oficinas, cursos, apresentações de grupos afros e feira cultural dos quilombolas. Eis uma grande notícia!


Fonte: Coluna Axé – 418ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/11/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Novembro Afro

Chegou o mês da consciência negra e com ele vem a efervescência cultural dos diversos segmentos afros em todo território nacional.

A data 20 de Novembro foi escolhida simbolicamente para marcar o dia da morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes do Quilombo dos Palmares: o símbolo de resistência e luta contra a escravidão no Brasil. Durante todo o mês, serão realizadas palestras, debates em escolas, seminários, oficinas temáticas, apresentações artísticas, lançamentos de livros, passeios étnicos em comunidades quilombolas, museus afros e na Serra da Barriga (União dos Palmares/AL) – Patrimônio Nacional, que foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1986.

No Estado de Alagoas, as atividades ocorrerão na capital Maceió e na cidade União dos Palmares em vários pontos simultaneamente. A Fundação Cultural Palmares e o Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas (Secult) estão promovendo uma ampla programação sócio-cultural em parceria com órgãos públicos, instituições privadas e grupos do Movimento Negro.

Em Maceió, encontram-se as exposições “Lélia Gonzalez: o feminismo negro no palco da história” das 8h30 às 17h no Teatro Linha Mascarenhas e “Raízes, História da Enfermagem Brasileira, Pretas, Campanha Filhos do Brasil” no Parque Shopping Maceió. Ontem, na Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos foram apresentados cinco romances afro-brasileiros contemplados no Prêmio Oliveira Silveira; e a Secult em parceria com a Seduc oficializou o programa “Cultura Ambundu Alagoas”. O Seminário Construção de Indicadores para Salvaguarda da Capoeira de Alagoas ocorrerá hoje(17) a partir das 10h, na Superintendência do Iphan (Rua Sá Albuquerque, 117, Jaraguá, Maceió).

De 17 a 20 de novembro, às 19h, o estacionamento do Parque Shopping será o palco de apresentações culturais e do Festival Quilombola – Conheça os sabores dos quilombos. Também terá o Cine Palmares no Quilombo – Sessão Infantil – no dia 18, na comunidade remanescente de quilombo Muquém localizada em União dos Palmares. Nos dias 23 a 25 de novembro, serão realizadas oficinas de culinária afro-ameríndia, em parceria com o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), e contação de histórias com o tema “Encantando a primeira infância, despertando para os direitos humanos”.

A celebração do Dia de Zumbi e do Dia Nacional da Consciência Negra (20) será das 7 às 17h, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da Serra da Barriga; e o ato institucional iniciará às 10h. Na Praça Brasiliano Sarmento, no centro da cidade de União dos Palmares, terá apresentação cultural das 18 às 22h20, com: “Viva o Reggae e Rock” e “Viva o Samba e MPB”; e o espetáculo “Projeção Mapeada – Narrativas em Movimento” às 20h, na Casa Jorge de Lima. De 23 a 25, na Uneal Arapiraca terá o XI Seminário Negritude e Resistência; e no dia 29, o Seminário Estadual Consciência Negra e Diversidade no Palácio República dos Palmares.

Todos esses eventos além de representarem a diversidade afrocultural; exaltam a luta por respeito, igualdade e justiça social; e promovem a reflexão sobre o pertencimento étnico. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 417ª edição – Jornal Tribuna Independente (15 a 21/11/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 12 de novembro de 2016

Trilha sonora - fim de semana (12 e 13.11.16)

E quando chega o fim do dia, eu só penso em descansar. E voltar pra casa, pros teus braços...


terça-feira, 8 de novembro de 2016

Intolerância diária

Nesse domingo(06.11), o grande assunto nas redes sociais e que ficou ecoando nas mentes dos/das estudantes, foi o tema da redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016): “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.

O Brasil é um país laico, ou seja, o poder do Estado deve ser oficialmente imparcial em relação às questões religiosas, não apoia nem se opõe a nenhuma religião. E de acordo com a Constituição Federal de 1988 está prevista a liberdade de cultos, no Art. 5º “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”, onde destacamos o inciso VI  “inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

A população brasileira é majoritariamente cristã (87%), sendo sua maior parte católico-romana. Dentre as religiões praticadas em todo território nacional, estão: protestantismo (adventismo, batistas, evangelicalismo, luteranos, metodismo e presbiterianismo); espíritas (ou kardecistas); o animismo (dividindo-se em candomblé, umbanda, esoterismo, santo daime e tradições indígenas); muçulmanos, budistas, judeus e neopagãos; além das pessoas que se declaram sem religião (agnósticos, ateus ou deístas).

No dia 21 de janeiro, é a data utilizada como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa para a realização de ações que promovam a conscientização e denúncias. Porém, infelizmente, os casos de intolerância religiosa acontecem diariamente e tem ganhado proporções assustadoras.

No Brasil, os adeptos das religiões de matrizes africanas são associadas como “feiticeiros” e “demônios”; além de serem as principais vítimas dos insultos contra suas vestimentas, guias e turbantes; são hostilizados nas mídias e em programas de humor; casas de axé são invadidas e objetos destruídos, ou recebem pichações e sujeiras; dentre outros. Também há registros de ameaças à integridade física e até mortes. Em junho de 2015, a população brasileira ficou estarrecida com a notícia que uma menina de 11 anos, praticante do Candomblé no Rio de Janeiro, foi apedrejada na cabeça e insultada por dois homens que portavam uma Bíblia.

A intolerância religiosa e o racismo são as chagas do século XXI, violam os direitos humanos e têm contribuído para a propagação de conflitos armados em todo o mundo, a exemplo, do que ocorre no Oriente Médio e Índia. Religião deveria ser amor, companheirismo e caridade. A verdadeira paz só será possível quando o “Axé!”, a “Aleluia”, o “Namastê” ou qualquer outro tipo de saudação seja livremente pronunciada/escrita, e principalmente, respeitada em todos os ambientes. Assim seja!


Fonte: Coluna Axé – 416ª edição – Jornal Tribuna Independente (08 a 14/11/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 6 de novembro de 2016

Trilha sonora - Fim de semana (05 e 06.11.16)

Posso, tudo posso naquele que me fortalece. Nada e ninguém no mundo vai me fazer desistir...

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Grota Capoeira

O Grupo Muzenza de Capoeira foi fundado em 5 de maio de 1972, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como seu fundador, Paulo Sérgio da Silva (Mestre Paulão), oriundo do grupo Capoarte de Obaluaê, do Mestre Mintirinha (Luís Américo da Silva).

Possui mais de 15.000 alunos espalhados nos 26 estados brasileiros e em 35 países. Tem como objetivo: “difundir a capoeira como filosofia principal de seu trabalho, seja buscando o desenvolvimento do nível técnico, teórico e didático-pedagógico da capoeira como arte, luta, cultura, profissão e filosofia de vida; procurando resgatar a valorização dos verdadeiros Mestres velhos, como representantes autênticos da manifestação cultural genuinamente brasileira”.

Em Alagoas, o grupo é famoso por organizar as rodas nas ruas do centro comercial e orla da capital para celebrar o Dia Municipal da Capoeira e do Capoeirista (03 de agosto); colaborações em sessões públicas; encontros de formação; o MUZENZUMBI na Serra da Barriga que promove o intercâmbio dos integrantes oriundas de vários estados; o MUZENZAYA - Encontro de Capoeira que possui todas as atividades ministradas por mulheres; além de várias atividades durante o mês da consciência negra (novembro).

De 08 e 13 de novembro, o grupo realizará a 4º Grota Capoeira em Maceió, que conta com a coordenação/direção do Contra Mestre Carlinhos e a supervisão do Mestre Girafa. Terá Roda de Diálogos nos dias 08 e 09, das 19h às 21h, no prédio da Faculdade Ecoar (FAECO), localizado na Avenida Pratagy no Benedito Bentes 1 em Maceió. O tema “Ensino da História e Cultura Afro Brasileira Lei 10.639/03” coordenada por José Carlos Pereira (Carlos Liberdade), Professor de História e Contra Mestre do Grupo Liberdade; e Denivan Costa (Denis Angola), Professor e formado em Licenciatura em Dança.

A programação também será composta por: Oficina de Técnica Vocal com a Cantora Hillane Vasconcelos no dia 10 às 19hs no Centro de Treinamento de Artes Marciais Roberto Omena no Benedito Bentes 1; Parada Cultural no dia 11 às 19hs na Quadra de Esporte da Rua São Paulo Grota da Alegria com Maracatod@s, Banda Afro Dendê, Dragões do Fogo e Roda de Capoeira do Grupo Muzenza; Papoeira sobre Competições de Capoeira (Copa, Torneio, Campeonatos) às 9h30 na Escola Estadual Marcos Antonio no Benedito Bentes 1; O Som do Meu Berimbau no dia 12 às 14h – Caminhada na Rua São Paulo Grota da Alegria; Aulão, Batizado e Troca de Corda no dia 12 a partir das 16h na Quadra de Esporte da Rua São Paulo na Grota da Alegria; e a confraternização de encerramento. Mais informações: (82) 98734-0218. Visite também o site oficial: http://muzenza.com.br.

O evento contribui para valorização da capoeira (patrimônio cultural brasileiro) e ainda promove a inclusão social de crianças e jovens moradores das periferias. Desejamos sucesso e mais etapas em outros municípios. Axé!


Coluna Axé – 415ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/11/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Saúde da população negra

Às vésperas de mais um Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, a ser comemorado na próxima quinta-feira, 27 de outubro, o segmento que representa 53,6% dos brasileiros (segundo dados do IBGE) vive um momento de apreensão e preocupação, já que a Saúde poderá ser uma das áreas mais afetadas pela PEC 241, a Proposta de Emenda Constitucional que congela os gastos do governo por 20 anos.

De acordo com especialistas, a mudança de regra imposta pela nova norma prevê a limitação do crescimento dos gastos públicos na gestão Federal, com perdas consideráveis de recursos destinados as áreas sociais, especialmente, aos gastos com ações e serviços públicos em saúde produzindo efeitos desastrosos no setor, nas esferas de gestão municipal e estadual.

Em nota, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e o Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (CONASS) alertam que a PEC 241 “apresenta, de forma explícita, o desmanche do que, nos últimos 28 anos, foi duramente conquistado em termos de garantia de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS)”. E destaca que “isso poderá eximir o Poder Público de sua responsabilidade e compromisso com a redução e combate às iniquidades”. Se a assistência à saúde pelo SUS, no geral, está ameaçada, o que dizer da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). Criada pela Portaria 992, de 13 de maio de 2009, essa política que é resultado da luta histórica do Movimento Negro, tem como objetivo promover a saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades étnico-raciais, o combate ao racismo e à discriminação nas instituições e serviços do SUS.

O problema é que, sete anos após sua criação, a política não chegou à população negra. O racismo, as desigualdades sociais e de gênero, além do racismo institucional continuam sendo determinantes nas condições de saúde da população negra. Reduzir o financiamento do SUS incentivará a política de privilégios, uma das piores formas de racismo institucional, aumentando a exclusão da população negra ao direito à saúde.

Apesar de transversal, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra não é compreendida desta forma pela maior parte dos gestores. Poucos são os Estados e municípios que instituíram os comitês técnicos de saúde da população negra, por exemplo, importante instrumento de participação social para implementação da PNSIPN. Alagoas acabou de criar o seu, mas falta muito para que a política de fato aconteça em nosso Estado. Aliás, fazer a política chegar na ponta é o maior desafio. Portanto, é preciso estar atento e reagir às ameaças de retrocesso.

Coluna Axé – 414ª edição – Jornal Tribuna Independente (25 a 31/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Colaboração: Valdice Gomes / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Diálogos inúteis




Por: Helciane Angélica


É impressionante como as pessoas terminam ativando o modo antissocial diante das suas adversidades emocionais e profissionais. E eu, me incluo nesse fragmento da população que se recolhe, se poupa, fica offline.


Fugimos dos programas familiares, das reuniões intermináveis, das boemias e até dos inocentes bate-papos com amigos(as) verdadeiros(as). Tudo isso para não demonstrar as fraquezas e não ter que dar explicações desnecessárias sobre as consequências dos seus próprios atos; ou simplesmente porque estamos sem assunto, não tem nada de novo, nada de interessante para falar.


Os/as especialistas de plantão diriam que essas características servem de alerta para um possível quadro depressivo e que requer cuidados. Blá, blá, blá.


A sensação é de vergonha, frustração e impotência pelos dramas vivenciados; a gente sempre acha que os nossos problemas são maiores, que tudo de ruim vem em comboio. Porém, cada um(a) tem o seu tempo de reação e formas de superação, e a única coisa que resta é: respeitar o momento e ajudar da melhor forma.


E infelizmente, por mais que você tente se esquivar, os encontros inesperados com aquele(a) colega dos tempos de escola/faculdade, do antigo trabalho, de um evento qualquer, da casa da peste... que você não ver há anos, aparece, e tenta puxar conversa sobre a sua vida só para matar a curiosidade...

I
- Olá menina! Como está?
- Oi! Tudo bem.
- Por onde andas?
- Na luta de sempre!

II
- Oi Helci! Nossa, como tá magra!
- kkk Ainda falta perder mais um pouquinho
- Agora, você é atleta, só vejo suas postagens nas redes sociais.
- Que nada, é o meu lazer.
- E aí, tá fazendo mais o que da vida?
- Só estudando e nadando mesmo.


III
- E aí, mulher. Tá trabalhando?
- Não, tô parada.
- Tá deixando currículo?
- Sim, deixei. Participei de algumas seleções, mas não fui chamada.
- Mas, tem muitas vagas na tua área?
- Não. Pelo contrário, não estão contratando.
- É, tá difícil mesmo!
- Humrum.


Pois é, é a crise econômica no Brasil, o desgaste mental, a desvalorização dos ideais e a superficialidade nas relações interpessoais. Enquanto isso, a gente segue em frente buscando dias melhores...


domingo, 23 de outubro de 2016

Reflexão sobre a felicidade


Crédito da foto: Jackie Marques (12.10.16)

O sábio Augusto Cury (1958) - psiquiatra e escritor brasileiro - é o autor desse belo texto sobre a vida e a felicidade:

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.



terça-feira, 18 de outubro de 2016

PEC 241

A Proposta de Emenda à Constituição 241/2016, de autoria do Poder Executivo, passou em primeira votação na Câmara dos Deputados e tem como finalidade: “Altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal”. Tem como justificativa equilibrar as contas públicas, a ideia é fixar por até 20 anos, podendo ser revisado depois dos primeiros dez anos.

Com a aprovação (segunda votação na Câmara e mais duas no Senado), passaria a vigorar as seguintes alterações: “Art. 101.  Fica instituído, para todos os Poderes da União e os órgãos federais com autonomia administrativa e financeira integrantes dos Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, o Novo Regime Fiscal, que vigorará por vinte exercícios financeiros, nos termos dos art. 102 a art. 105 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.” e  “Art. 102.  Será fixado, para cada exercício, limite individualizado para a despesa primária total do Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, inclusive o Tribunal de Contas da União, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União”.

As vedações atingem aos servidores públicos: à concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores públicos, exceto os derivados de sentença judicial ou de determinação legal; criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; alteração de estrutura de carreira; admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos; e a realização de concurso público.

Na prática, o congelamento das despesas, afetará diretamente a população mais vulnerabilizada, pois atingirá os investimentos nos serviços essenciais como educação e saúde pública; além de interferir no valor do salário mínimo, que seria reajustado apenas de acordo com a inflação.

Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, o Centro Acadêmico Guedes de Miranda realiza hoje (18.10) o debate “Decifrando a PEC 241: Análise Jurídica, Social e Econômica”, das 14h às 17h, no mini auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Maceió. A inscrição é gratuita e os facilitadores serão: Basile Christopoulos (Professor, Advogado e Assessora Jurídico da Ufal), Lucas Sorgato (Economista e Sócio-Diretor na empresa Projete Consultoria) e José Menezes G. (Cientista Político e Coordenador do Núcleo Alagoano pela Auditoria da Dívida e Componente do Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais da Ufal).

Os movimentos sociais denominaram a PEC “De Fim do Mundo”, e no domingo (23) a partir das 15h, se concentrarão em frente ao Posto 7 no bairro da Jatiúca em Maceió, para a mobilização contra a destruição da educação, da saúde e de muitos serviços públicos no Brasil, que comprometerá o futuro na nação.


Fonte: Coluna Axé – 413ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Semana da Criança

O Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – considera criança a pessoa até doze anos de idade. E de acordo com o Art. 4º, todos têm o compromisso com o bem estar das crianças: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

No Brasil, o dia das crianças é celebrado no dia 12 de outubro, com a realização de várias ações lúdicas em escolas, parques públicos, praças, igrejas, centros comerciais, dentre outros locais. Em Maceió/AL, para comemorar o mês dedicado ao público infantil, além das praias tem muitas programações gratuitas e que vale a pena levar os/as pequenos/as.

A Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos terá uma programação especial nos dias 17 a 21 de outubro, com atividades que visam garantir diversão e estimular o hábito da leitura, por meio da Biblio Tour Infantil, contações de histórias e recreação – com os grupos Ciranda de Histórias, Biblio Encanta e Trupe Navegantes. Para mais informações e o agendamento de visitação pelo telefone: (82) 3315-7877.

O Maceió Shopping no dia 12 de outubro, a partir das 17h, terá uma edição do projeto Diversão de Sol a Sol que reunirá a banda Cazuadinha, Pepa Pig, Frozen e o Mágico Anthony. Também tem o espaço da Liga da Justiça, na Praça Central, com videogames, fantasias de super-herois, telas exibindo episódios, além de desafios surpresa para deixar a diversão ainda mais legal. A atração funciona das 14h às 20h, e é dedicada a faixa etária entre 3 a 12 anos. Em frente à loja Renner, o público confere a exposição #PequenosNotáveis, uma homenagem às meninas e meninos alagoanos que se destacam nas redes sociais.

Nas grotas e comunidades carentes, grupos religiosos e organizações não governamentais realizarão brincadeiras e a doação de brinquedos. É o caso da Associação Cultural Ginga Brasil Capoeira (coordenada pelo Mestre Bode) que fará a festa das crianças no Conjunto Virgem dos Pobres II no bairro do Benedito Bentes, a partir das 14h em frente ao Batalhão da Polícia Militar, e contará com apresentações culturais e roda de capoeira.

Toda criança, independente de classe social, cor e religião tem o direito de ser feliz!


Fonte: Coluna Axé – 412ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Centro de valorização cultural

A população alagoana e os diversos segmentos da cultura terão mais um amplo espaço de integração e valorização das manifestações socioculturais. Em breve, algumas instalações do Espaço Cultural da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) – localizado no bairro do centro em Maceió – estarão disponíveis para atender a atividades às sextas, sábados e domingos.

De acordo com as informações divulgadas no site da instituição de ensino, a proposta é abrir uma agenda permanente para projetos da própria Universidade, como também, para a execução de projetos externos. O anúncio foi realizado no dia 30 de setembro, durante reunião ordinária do Fórum Integrado de Arte e Cultura da Ufal.

Para o diretor do Espaço Cultural e coordenador de Assuntos Culturais, Ivanildo Piccoli, estão sendo preparados espaços multiusos. “Teremos a Sala Preta, que está sendo reformada e atenderá às demandas dos cursos de Artes e, nos fins de semana, vai estar disponível para performances, espetáculos e outras ações internas e externas; Também vamos contar com a Sala da Camerata e uma de multimeios para teleconferência, exibição de filmes e demais atividades relacionadas. Esperamos que até o final deste ano, consigamos entregar esses ambientes”, disse. Já a diretora do Museu Théo Brandão, Nadir Nóbrega, colocou as instalações do prédio (auditório e do pátio externo) à disposição para agendas de eventos e apresentações dos cursos de Artes.

Entre os temas da pauta definida, Piccoli reforçou a necessidade dos equipamentos culturais montarem uma agenda unificada para dar mais visibilidade às ações realizadas e para que a comunidade universitária e a sociedade em geral tomem conhecimento do que está sendo produzido. Também foi defendido a discussão e o planejamento das ações para 2017, incluindo os 200 anos de emancipação política de Alagoas e a proposta de criação de cursos livres de artes no Espaço Cultural.

Sem dúvidas, esse é um grande avanço, um novo espaço de entretenimento e extensão acadêmica! A iniciativa contribuirá para o intercâmbio de experiências, integração dos grupos locais e o fortalecimento da cultura alagoana. 


(Com informações da Ascom/Ufal)
Fonte: Coluna Axé – 411ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/10/16) / COLUNA AXÉ / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Educação Quilombola

A Secretaria de Estado de Educação em Alagoas encontra-se com o projeto Saberes e Fazeres Articulando a Educação Escolar Quilombola do Programa Alagoas Ambundu.

O Programa Alagoas Ambundu busca revalorizar e conhecer a História e a Cultura alagoana a partir dos grupos étnicos originários do continente africano que formaram a sociedade alagoana. Os ambundus é um grupo étnico Bantu, predominante na região da capital de Angola, Luanda, chegaram no Brasil na primeira metade do século 16; e um dos mais importante feitos para a História alagoana foi a organização do Quilombo dos Palmares sob a liderança de Aqualtune em 1597.

Tem como objetivos: implantar e implementar no Sistema de Ensino de Alagoas a Lei 10.639/2003 (Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana), de acordo as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Escolar Quilombola e as Diretrizes Curriculares Nacionais, conforme determina o Art. 26-A da Lei de Diretrizes Básicas da Educação Brasileira (LDB); implantar nas escolas práticas pedagógicas voltadas para a diversidade; além de estruturar e acompanhar primeiramente a educação quilombola nas Escolas E.M.E.I.F. Antônio Agostinho dos Anjos e a Escola Estadual Caboclo na Comunidade Remanescente de Quilombo do Município de São José da Tapera.

Espera-se que o projeto ofereça melhorias significativas para o ensino na comunidade quilombola, contribuindo para a autoestima e pertencimento étnico dos estudantes; preparando professores/as para lecionar nas escolas a temática afro-brasileira e ao mesmo tempo, contribuir na formação continuada que proponha um conteúdo diferenciado e que enalteça as raízes/culturas locais; além de engajar as lideranças quilombolas e familiares no espaço escolar.

Atualmente, o Estado de Alagoas possui 69 comunidades remanescentes de quilombo registradas e certificadas, que devem ter o acompanhamento do Governo Estadual, Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).


Fonte: Coluna Axé – 410ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/09 a 03/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Bate papo preto político

Nessa quinta-feira(22.09), o Espaço Expansão do Shopping Pátio Maceió localizado no bairro do Tabuleiro do Martins, será o palco do Bate Papo Preto Político das 15 às 18h. O evento é uma realização do Instituto Raízes de Áfricas e conta com a colaboração de Luciana Santana: cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A proposta é promover o diálogo com os postulantes ao cargo de Prefeito de Maceió sobre o programa de governo referente às propostas de ações afirmativas e questões étnico raciais. Espera-se que seja um debate produtivo, respeitoso e com a presença de boa parte dos candidatos, que são sete (7): Cícero Almeida (PMDB – 15), Fernando do Village (PMN – 33), Gustavo Pessoa (PSOL – 50), JHC (PSB – 40), Paulão (PT – 13), Paulo Memória (PTC – 36) e Rui Palmeira (PSDB – 45).

A ação integra o projeto Ocupação Preta, que de forma inédita desempenha uma estratégia provocativa e de enfrentamento ao racismo social e institucional, visando a construção dos diagnósticos nas ruas e outros espaços públicos, além de aprofundar a discussão sobre as demandas da população negra. Essa edição conta com o apoio do Shopping Pátio Maceió, Secretaria de Estado da Saúde e Secretaria de Estado da Comunicação.

Na ocasião, também terá um ambulatório coordenado pela Sesau para a execução de exames; além de palestras sobre financiamento da Agência Desenvolve; lançamento do jornalzinho Eku Abo pela Secom; demonstração de turbantes; roda de conversa preta, panfletagem e apresentações afros. 

O foco do debate é a necessidade de construir pontes, que aproximem o tema das desigualdades sociais e raciais. É aberto a todos, e é extremamente importante nesse momento a presença dos ativistas do movimento social negro, religiosos de matrizes africanas, integrantes de grupos afros culturais, juventude negra... para questionar, propor e avaliar a sua melhor opção de gestor público que seja comprometido com o desenvolvimento social e econômico. 

Lembre-se, vote consciente!


Fonte: Coluna Axé – 409ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/09/16)/ COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Primavera dos Museus

De 19 a 25 de setembro, acontecerá a 10ª Primavera dos Museus com o tema Museus, Memórias e Economia da Cultura. A temporada cultural é uma promoção do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em parceria com 753 museus de todo o país. Serão realizadas mais de 2.000 atividades especiais, e em Alagoas a programação ocorrerá nos municípios de Maceió, Coruripe, Pilar e São Miguel dos Campos. 

O Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA) conta com a exposição “Pintura com luz” de Nelson Luiz Vilar Calazans até o domingo (18) das 8h às 17h; e de 19 a 25, das 8h às 17h, visita monitorada na exposição temporária “Raízes e Águas” de Giovanna Araújo.

No Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas, é possível visitar das 9h às 17h, a exposição “Plantecidades” que traz as origens dos nomes de dez municípios alagoanos inspirados em plantas. E nos dias 19 e 20, a partir das 10h, terão respectivamente as oficinas “Meu Primeiro Herbário” e “Botânica”; e no dia 21, das 10h às 12h, a mesa redonda “Flora alagoana: O que sabemos?”. Já a Pinacoteca Universitária comemorará os seus 35 anos de criação com mesa redonda e visitação ao recém inaugurado salão do acervo, com 55 obras de 33 artistas alagoanos e de outras regiões. 

O Museu Palácio Floriano Peixoto (MUPA) encontra-se com palestras sobre a importância dos museus para a sociedade até o dia 23 de setembro das 9h às 16h. A Fundação Pierre Chalita apresenta até o dia 30 de setembro, das 8h às 18h, a exposição de telas sobre a história do Brasil dentro de um contexto rural. No Memorial Pontes de Miranda da Justiça do Trabalho em Alagoas terá a palestra ministrada pela Drª. Greciene Lopes (consultora UNESCO para o Departamento de Patrimônio Imaterial/IPHAN) no dia 21 das 14h às 15h.

E no dia 23 de setembro às 13h, no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, terá a mesa redonda com o tema geral do evento nacional e será coordenada pela Profª Msc Hildênia Oliveira (Museóloga/Ufal). Os conferencistas serão: Profº Drº Fernando Aguiar (Departamento de História/Faculdade Maurício de Nassau – SE); Irineu Silva Fortes Junior (Secretário de Estado da Cultura de Sergipe e Especialista em Gestão Cultural); Profª Drª Janaina Mello (Departamento de História/UFS); Profº Moisés Oliveira (Mestrando em Ciências Sociais/Ufal); e Prof. Dr. Siloé Soares amorim (ICS/Ufal). No encerramento, terá a performance artística com a professora de dança Ana Carla Moraes.

No interior de Alagoas: o Memorial Coruripense terá visita monitorada de alunos da rede pública, palestra, shows musicais, apresentação teatral e exposições. Na Casa da Cultura e Museu Prof. Arthur Ramos, a Exposição Fotográfica “Memórias de Minha Terra e do Artesanato Sustentável na Economia da Cultura”; exposição e comercialização do Artesanato Pilarense; e Sarau - Musical e Poético. Já o Museu Histórico e Cultural Fernando Lopes conta com a exposição “Me Reinventei Através do Artesanato” de Betânia Castela; ações educativas com alunos da rede pública e portadores de necessidades especiais; exibição de filmes; recital de poesias da Academia Miguelense de Letras e Artes (AMILA) e Café Literário.

Todos esses espaços são essenciais para a promoção do intercâmbio cultural, de saberes e experiências. Saiba mais: http://www.museus.gov.br/ Prestigie!

Fonte: Coluna Axé – 408ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Grito dos Excluíd@s

Na próxima quarta-feira, 07 de setembro, “celebra-se” o Dia da Independência do Brasil.

O país encontra-se em mais um momento conturbado da sua história, onde a ética anda enterrada e a corrupção domina todos os espaços. O “dia de festa” e exaltação às tropas militares nos desfiles cívicos se transformará em mais um dia de luta e reflexão. Um dia de reivindicação por justiça social com a realização do 22º Grito dos Excluídos, que tem o lema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!” e o tema “Vida em primeiro lugar”.

Nascido em 1994, o Grito é um espaço aberto e plural, com o objetivo de enaltecer a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, além de fortalecer a mobilização. Sua origem remonta à Segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e também, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema “Brasil, alternativas e protagonistas”.

Durante a “semana da pátria” são realizadas inúmeras manifestações: atos públicos, romarias, seminários, debates, apresentações artísticas e feiras de economia solidária. Em todo território nacional... trabalhadores do campo e da cidade; representantes dos mais diversos segmentos étnicos, religiosos e organizações não governamentais; estudantes, sindicalistas e lideranças de movimentos sociais seguirão até às ruas com suas faixas, cartazes, cânticos e discursos contra as opressões e caos político-econômico.

Em Alagoas, a concentração será a partir das 8hs, na praça Sinimbu em Maceió, e toda a sociedade é convocada para a manifestação “Fora Temer”; com o intuito de reafirmar a importância da democracia e pela valorização das políticas públicas.

Esse é o momento para avaliarmos, que tipo de independência queremos?!


Fonte: Coluna Axé – 407ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
     

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Eleições 2016

As eleições municipais começaram oficialmente no Brasil e estão em evidência nos meios de comunicação, nas mesas de bares, praças e escolas.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão iniciou no dia 26 de agosto e segue até o dia 29 de setembro. A novidade é que ocorreu a redução no período de transmissão (de 45 para 30 dias) e no tempo de veiculação que passou de trinta para dez minutos: no rádio, um bloco será apresentado das 7h às 7h10 e o outro de 12h às 12h10; e na TV, das 13h às 13h10 e de 20h30 às 20h40.  Os/as candidatos/as a vereador(a) não terão espaço diariamente, mas em dias alternados, definidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL).

De acordo com as informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em relação ao pleito municipal de 2012, o eleitorado no Estado de Alagoas saltou de 1.861.419 para 2.146.520 eleitores. Em 2016, o eleitorado alagoano é composto por mais mulheres (1.142.487) que homens (1.004.033); e ainda, ocorreu o aumento no número de jovens entre 16 e 18 anos aptos a votar. E no próximo 2 de outubro, aproximadamente 25 mil pessoas atuarão como mesários nas quase 6.300 sessões eleitorais. 

No site http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2016 é possível acompanhar todas as informações sobre as candidaturas e estatísticas eleitorais em todo território nacional. Foram registrados 7.183 candidatos(as) em Alagoas, desses, 70,43% afirmaram que são negros (pardos e pretos); 31% do sexo feminino e 69% masculino. 

A diversidade parece que será o diferencial, seja na autodeclaração sobre a etnia, seja na divulgação das questões de gênero e crenças religiosas. Cada um entoará suas concepções de mundo e preceitos políticos, destacando as propostas e promessas, e utilizando as mais diversas armas para conquistar o seu voto. 

Resta agora, os cidadãos e cidadãs avaliarem atentamente quais são as candidaturas ficha-limpa; quem realmente possui compromisso social e ações que contribuam para o desenvolvimento dos municípios. O país precisa de mudança; combater todos os níveis de corrupção; defender uma postura comprometida com a ética e a verdade! 

Em relação aos crimes eleitorais (propaganda irregular e compra de votos), a população pode denunciar através do aparelho celular no aplicativo Pardal – sistema de denúncias via smartphones android e web, ou ainda, no site do TRE/AL (www.tre/al.jus.br), que contam com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Estadual. 

Vote consciente!


Fonte: Coluna Axé – 406ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/08 a 05/09/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 28 de agosto de 2016

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Agosto da Cultura Popular 2016

No sábado (27.08), a sociedade alagoana e turistas poderão reverenciar a cultura do povo alagoano. O AGOSTO DA CULTURA POPULAR é uma iniciativa da Articulação dos Grupos de Cultura Popular e Afro-Alagoana, encontra-se na sétima edição e representa um espaço democrático e de empoderamento sociocultural. Eis uma grande festa em alusão ao Dia do Folclore (22 de agosto), e também, uma justa homenagem ao trabalho desenvolvido cotidianamente por mestres da cultura popular, grupos artísticos e folclóricos.

A programação iniciará na Escola Municipal Deraldo Campos (Vergel do Lago) com a oficina de Percussão e Trupé do Coco Alagoano... “Pra todo mundo pisar - Grupo segura o coco” (Projeto contemplado no Prêmio Eris Maximiano), dividido em duas etapas: das 9h às 11h, Percussão com Sandro Santana e Fagner Drubrown; e das 14h às 16h - Trupé e roda de conversa com Nildo e Geninho Verdelinho. Contato: (82) 99691-7264. 

A partir das 14hs, na sede do Núcleo Cultural da Zona Sul (Rua Cabo Reis, Vergel, ao lado do Unicompra), o Movimento Cultural Alagoano - MOVA CULTURA apresenta "Mais inteligente, a Arte ou a Burocracia?”, Teatro-Fórum com GTO OcupaTudo, com o debate Por um Lei Popular de Incentivo à Cultura Alagoana.

E às 15hs, a Praça Santa Tereza no bairro da Ponta Grossa em Maceió torna-se um palco a céu aberto agregando a diversidade, o talento, alegria e beleza das manifestações artísticas. Dentre as atrações estão: Roda Aberta de Capoeira (Morcego Preto/Abadá Capoeira); Ludo Capoeira: Dinâmicas, expressões e musicalidades (Mestre Besourão/Escola de Capoeiragem); Banda Fanfarra da Escola Edson Bernardes (Maestro Claudio Galego); Duelo de bois: Bumba meu boi Águia, Trovão e Força Bruta; Rap: MagoJow, Alyne Sakura, os Comparsas e Mzs Crew; Segura o Coco (Part. Esp. Mestra Zeza do Coco); Afro Zumbi (samba reggae); Coletivo AfroCaeté (Participação Especial da Mãe Vera de Oyá Igbalé); Companhia Star Dance (Brincadeiras Populares); Batuque Yá; Afro Afoxé (samba reggae); Rogério Dyas e a Trincheira (Part. Esp. Mestre Cordelista Jorge Calheiros); Tequilla Bomb; e Babylon Fya.

Mais informações: (82) 98845-4068.


Fonte: Coluna Axé – 405ª edição – Jornal Tribuna Independente (23 a 29/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Preconceitos olímpicos

Em tempos de jogos olímpicos... costuma-se valorizar a resistência, explosão muscular, dedicação, a conquista de títulos e índices. Porém, o fair play (em português: jogo limpo) anda esquecido fora dos locais de competição e nas redes sociais, já que os/as covardes continuam destilando seus venenos e contribuindo para a cultura do ódio e intolerância. 

O fair play é uma filosofia adotada no meio esportivo, que nasceu em 1896 nas primeiras Olimpíadas da Era Moderna em Atenas que preza pela ética e o bem estar dos/das atletas, ou seja, os/as praticantes devem jogar de maneira justa e não prejudicar propositalmente seus adversários(as). 

Durante as olimpíadas do Rio de Janeiro, teve internauta que ressaltou o sobrepeso da ginasta mexicana Alexa Moreno e a comparou à personagem infantil Peppa Pig; a brasileira Poliana Okimoto (medalha de bronze na maratona aquática) com 33 anos de idade, foi considerada velha para participar da competição; atletas negros(as) continuaram sendo chamados de macacos fedorentos; e os atletas gays (assumidos ou não) também foram hostilizados, inclusive, houve muita crítica à jogadora de rúgbi Isadora Cerullo que recebeu pedido de casamento da sua namorada depois de uma partida.

E o caso mais polêmico, foi direcionado à goleira da seleção brasileira Bárbara Micheline do Monte Barbosa, quando o integrante do Conselho Federal de Administração (CFA) Marcos Clay utilizou uma rede social e comentou: "Eu odeio preto, mas essa goleira do Brasil tinha chance". Depois de várias críticas, defendeu-se: "Foi uma brincadeira de mau gosto, até já tirei o post. Uma brincadeira que infelizmente algumas pessoas se ofenderam, mas não era minha intenção. Tanto é que minha esposa é negra, todo mundo sabe disso. Quem me conhece sabe que eu não sou racista, tenho vários amigos que são negros, não tenho problema com isso", afirmou Clay. 

É preciso respeitar as pessoas, independente, de ser ou não um/uma grande medalhista, classe social, crença, cultura e histórias de vida. Mais amor, por favor! Axé! 

Fonte: Coluna Axé – 404ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 13 de agosto de 2016

Copa Brasil de Maratona Aquática em Alagoas

Alagoas sediará um grande evento esportivo no dia 04 de setembro! Trata-se de uma realização da Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) em parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e o apoio do Governo de Alagoas.

A praia da Pajuçara será invadida por um cardume humano oriundo de várias partes do país. Infelizmente, ainda não estou com o preparo físico para encarar 5km da Copa Brasil. Mas, o importante é curtir a festa e participar da prova local de 2.500m, e ainda, tentar baixar o tempo. Prestigie!


Saiba mais: www.cbdaweb.org.br/al.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Meado de Agosto 2016

A Comunidade Poços do Lunga localizada no município de Taquarana (AL) será o palco de mais uma expressiva edição da Festa Meado de Agosto. 

Essa é a maior expressão festiva de resistência e fé das comunidades quilombolas do agreste alagoano, tradição secular, desde a ocupação dos negros e negras remanescentes do Quilombo dos Palmares na Serra do Lunga, o Rio Lunga, a Lagoa do Mocambo, a Serra dos Bangas e toda a configuração histórica do Quilombo Lunga.  Tem como objetivo, agradecer ao ritual da colheita em terras de sobrevivência, por meio dos toques, cantos e danças. 

A programação festiva inicia hoje(09.08) com contação de Histórias Africanas, roda de diálogos e dinâmicas sobre Empreendedorismo Negro; e até sexta, terão várias oficinas como: Teatro Experimental do Negro, Cabelo e Consciência, Turbante, Percussão, Dança Afro e Entendendo os Orixás. No sábado, terá o Cortejo de Batuqueiros; Chegada ao Umbuzeiro – Saudação as Mães Ancestrais Yamins e as mulheres do povoado; e Quizomba do Umbuzeiro. No domingo, continuam as oficinas de Percussão e Dança pela manhã e às 14h terá o Chá da Memória – Museu da Cultura Periférica. 

No dia 15 de agosto, às 6h, terá o Ritual Religioso no Rio Lunga e às 11h o público presente participa da Roda de Diálogos – “Identidade, Gênero, Território, Religiosidade e Resistência das Comunidades Tradicionais em Alagoas”; às 12h, a Procissão da Santa no Quilombo Poços do Lunga, seguido do Leilão da Comunidade e apresentações artísticas. No dia 16, a partir das 15h, terá o Cine Sesc no Quilombo. 

Contatos: (82) 99632-6584 / 98200-9392/ 98849-2085 / quilombolunga@hotmail.com.


Fonte: Coluna Axé – 403ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/08/16) / Cojira-AL /  Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 6 de agosto de 2016

Viciada em esportes

Olimpíadas Rio-2016 ... o maior evento esportivo realizado no Brasil. Um momento histórico e inesquecível para todos que amam esportes. Esperamos que a paz e a superação reinem!

Essa peça publicitária do banco Bradesco ficou incrível.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Demandas da Seppir

Em busca de oxigenar as ações da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em meio ao turbilhão de mudanças no governo federal, que limitaram os trabalhos em prol da população negra, na última semana a secretária Luislinda Valois realizou atividades para discutir questões que requer um olhar atento e cuidadoso a exemplo do diálogo do Brasil com países africanos.

O estreitamento das relações entre o Brasil e Angola, foi pauta de discussão da Seppir. A secretária Luislinda Valois esteve na embaixada de Angola no Brasil, reunida com o embaixador Nelson Manuel Cosme para discutir a agenda entre os dois países acerca da pauta racial. A finalidade do encontro foi manter a antiga relação que já rendeu muitos frutos e planejar novas ações para o futuro. Ficou encaminhada a realização de uma reunião de trabalho entre as equipes da embaixada e da secretaria para verificação do estágio em que está a cooperação entre as duas instituições e planejar o que ainda é possível avançar.

Valois ressaltou que vivemos o período da Década Internacional de Afrodescendentes, que requer que “nos debrucemos sobre essas questões que não são somente nossas, mas de todo o mundo”, completou. Diante da constatação que, ainda, há muito a ser feito, nesta mesma semana, para tratar sobre a violência contra a mulher negra, a Seppir em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o Grupo de Embaixadores e Chefes de Missões Africanas em Brasília realizaram o seminário “Ano dos Direitos Humanos na África com destaque para os Direitos das Mulheres”, quando foi reafirmada a discussão a cerca da vulnerabilidade da mulher negra brasileira.

O tema geral do encontro: “O Direito à Vida, à Integridade e à Segurança da Mulher”, trouxe a discussão sobre assédio moral e sexual, o tráfico de mulheres e a superlotação da população carcerária feminina, que em todos os itens ocorre em maior proporção para as mulheres negras. Valois afirmou que “a mulher preta continua na Senzala, mas ela não é fraca nem inferior às outras”, destacou, se referindo aos dados do Mapa da Violência, que apontam as mulheres negras como as que mais sofrem com as agressões.

O evento contou ainda com painéis temáticos, que discutiram: Punição e Ressocialização dos Agressores; Mecanismos e Serviços Acessíveis para Informação, Reabilitação e Reparação Eficazes para Vítimas de Violência contra Mulheres. A proposta do seminário está entre os objetivos da Seppir em reforçar às ações da Assembleia da União Africana, que declarou 2016 como o "Ano Africano dos Direitos Humanos com especial destaque para os Direitos das Mulheres". A mobilização é necessária e as ações, além do campo teórico, são essenciais para legitimar o fortalecimento do povo negro. Demandas não faltam para continuarmos na luta!

Fonte: Coluna Axé – 402ª edição – Jornal Tribuna Independente (02 a 08/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2016

Mulheres Negras

No dia 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

Foi instituído em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, e busca dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente; também é o Dia Nacional da Mulher Negra e da quilombola Tereza de Benguela (Projeto de Lei do Senado nº 23, de 2009, de autoria da Senadora Serys Slhessarenko). 

De acordo Ana Pereira – presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) em Alagoas – o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.

Para marcar a data em Alagoas, foi realizada a discussão sobre “Empoderamento Feminino no século XXI” no dia 23 de julho, no SESC Centro em Maceió, uma ação promovida pelo Grupo Percussivo BATUQUE YÀ formado somente por mulheres, que tem o objetivo refletir sobre as lutas, como expressão maior, das mulheres, em busca da igualdade, direitos, identidade, de pertencimento e de respeito às diferenças, naturalmente, existentes entre homens e mulheres. Já nos dias 23 a 25, no Museu da Imagem e do Som (MISA) em Maceió, o evento “Fala Preta! #Tireavendadoracismo”, promovido por um coletivo de entidades que atuam na defesa dos direitos da Mulher, no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial.

Essa é mais uma data para a reflexão e discutir o protagonismo político contra o racismo e o machismo. As mulheres negras são as maiores vítimas da violência doméstica e feminicídio, é o que demonstram os números do Mapa da Violência de 2015: em 10 anos o número de mulheres negras mortas subiu 54% enquanto o de mulheres brancas caiu 9,8%. Também é que possui menor escolaridade, são as maiores vítimas de mortalidade materna (60% dos casos) e encontram mais dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Eis mais um dia de luta!


Fonte: Coluna Axé – 401ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/07 a 01/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 24 de julho de 2016

Nadamos no Velho Chico

O domingo (24.06) foi inesquecível! Participei de um evento esportivo na cidade de Penedo(AL), realizado pela Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) e fui das representantes da Academia Nadart Fênix.

A missão foi cumprida, nadei 3.500m no Rio São Francisco! Pela primeira vez, competi no rio, e os obstáculos foram maiores... encarei o frio, os arbustos, as ondulações, correnteza, engoli água, o medo e completei a prova! Ainda bem que as piranhas ficaram bem longe. ;)

Infelizmente... não teve pódio, fiz no tempo de 0:42:25 e fiquei em 12º lugar geral no feminino. Mas a alegria foi a de sempre e a medalha de participação ficou garantida para a coleção.
 
Além dos amigos de pernadas e braçadas das aulas semanais de natação, contei com a participação do meu irmão Helquias. Estivemos lado a lado boa parte do percurso, um fortalecendo o outro, e depois ele me passou. (kkkk) Com certeza, o vício esportivo já foi injetado e será o meu companheiro de aventura nas próximas edições.

Até o próximo desafio!




 


terça-feira, 19 de julho de 2016

Convergência Negra

Diante da grave crise econômica, política, ambiental, humanitária e moral, cresce consequentemente as crises sociais manifestadas pelo racismo, a xenofobia, a violência, e várias formas de intolerância. O pensamento conservador e retrocesso das políticas públicas tornam-se mais evidentes. Porém, lideranças do Movimento Social Negro estão fortalecendo o diálogo sobre os desafios da conjuntura e o futuro da luta negra no Brasil e encontra-se em intensa articulação sócio-política.

Já foram realizados dois grandes momentos de discussões, em Salvador/BA (Novembro/2015) e no Fórum Social Mundial em Porto Alegre/RS (Janeiro/2016), que resultou na constituição da plataforma política e o plano de lutas – comum e unitário – contendo dez (10) pontos de referência, são eles: Contra a redução da maioridade penal; Combater o extermínio/genocídio da juventude negra; Aprofundar as políticas e ações afirmativas no país, com destaque nas mulheres negras; Autonomia das mulheres negras e participação nos espaços de poder público e privado; Lutar pela efetivação das leis 10.639/03 e 11.645/08; Avançar na pauta quilombola, nenhum quilombo sem suas terras regularizadas e tituladas e com políticas públicas para melhoria da qualidade de vida; Combater a intolerância e violência religiosa, garantir a laicidade do estado e proteger a liberdade de culto; Criminalizar a homofobia; Pela aprovação da PL 4471/12, que põe fim aos autos de resistência; Democratização dos meios de comunicação; A cultura afro brasileira como parte fundamental da cultura geral no Brasil, neste sentido luta-se pela ampliação da sua inclusão nas políticas públicas, bem como, em toda e qualquer discussão do movimento negro brasileiro, enquanto instrumento de transformação social.

Atualmente, integram a Convergência Negra, as organizações brasileiras: Agentes de Pastoral Negros (APNs); Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN); Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB); Coletivo de Ativistas Anti-Racistas (QUILOMBAÇÃO); Coletivo de Entidades Negras (CEN); Coletivo Nacional de Juventude Negra (ENEGRECER); Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (CONAQ); Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN); Fórum Nacional de Juventude Negra (FONAJUNE); Fórum Nacional de Mulheres Negras (FNMN); Movimento Negro Unificado (MNU); Rede Nacional de Negras e Negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (AFRO LGBT); e União de Negros pela Igualdade Racial (UNEGRO). 

No último sábado(16.07), na cidade de Aracaju(SE), foi promovida mais uma importante reunião nacional e o Ato Público “Negr@s não Temer”; além de debater as próximas agendas de atuação: Mobilização nos Estados contra o Impeachment (12 de agosto); Plenária Nacional da Convergência em Salvador (10 de setembro); e a Marcha “Um milhão de Negros e Negras nas ruas por nenhum direito a menos para todos e todas nós” (20 de novembro).

Eis um grande momento de fortalecimento da luta por justiça social!

Fonte: Coluna Axé – 400ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com