quarta-feira, 12 de julho de 2017

Julho das pretas - 2017


No dia 25 de Julho é celebrado o Dia da Mulher Negra Latina Americana e Caribenha. Trata-se de um marco internacional, instituído em 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente.

O mês de julho é um mês de mobilização, também conhecido como o Julho das Pretas, porque no dia 25 de julho, também celebra-se o Dia Nacional da Mulher Negra e da quilombola Tereza de Benguela (Projeto de Lei do Senado nº 23, de 2009, de autoria da Senadora Serys Slhessarenko). Em todo o Brasil, entidades do Movimento de Mulheres e segmentos afros realizam debates, seminários, lançamento de livros, desfiles afros e homenagens.

Em Alagoas, o Conselho Estadual da Defesa dos Direitos da Mulher (Cedim) e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) em conjunto com a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e várias instituições alagoanas realizarão uma ampla programação em alusão à data. Nos dias 12 a 19 no Museu da Imagem e do Som (MISA), no histórico bairro do Jaraguá, terão vários debates.

Nessa quarta-feira (12) a partir das 14h terá a oficina Fala Preta: discursos e estética enquanto práticas de poder, que será ministrada por Ana Pereira, Presidenta do Cedim e Regina Lopes, integrante do Instituto Feminista Jarede Viana. E a cerimônia de abertura oficial será às 18h30 com o debate sobre “Escritas Negras em Alagoas: poderes e resistência!”, seguida da apresentação artística da sambista Mel Nascimento. No dia 13 às 14h, será a vez de discutir sobre a “Saúde da Mulher Negra: uma dívida histórica”; no dia 14 – Mulheres Pretas: intolerância religiosa e resistências com a presença do Coletivo AfroCaeté e o Centro de Formação e Inclusão Social Inaê; e no dia 18 – “Mulheres Negras na mira do tráfico para fins de exploração sexual”.

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – entidade vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) – realizarão no dia 17, o Cine-Fórum em escolas públicas sobre gênero e racismo. A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) UFAL – Campus A C Simões em Maceió também será palco do empoderamento feminino, o Núcleo Temático Mulher&Cidadania discutirá no dia 19 de julho, sobre “Ativismo de Lélia Gonzalez: percurso do feminismo da mulher negra”. Todas essas ações buscam mobilizar e refletir sobre a luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero e racismo. Entrada franca. Prestigie!


Mulher negra

A brasileira Taís Araújo (foto), 38 anos, foi nomeada no último dia 3 de julho ao posto de “Defensora dos Direitos das Mulheres Negras” pela ONU Mulheres Brasil. Antes dela, já recebeu esse título a atriz e escritora carioca Kenia Maria. Taís é atriz, apresentadora, mãe de dois e diva; e é conhecida por levantar a bandeira de luta contra o racismo. Agora, terá a missão de apoiar iniciativas da organização no combate à desigualdade de gênero e ao preconceito racial, apoiando na visibilidade das mulheres negras como um dos grupos prioritários do Plano de Trabalho da ONU Brasil para a Década Internacional de Afrodescendentes. (Crédito da foto: Divulgação/TV Globo)


Fonte: Coluna Axé – 449ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de julho de 2017

Retorno do Tambor Falante

O Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô – instituição vinculada aos Agentes de Pastoral Negro do Brasil (APNs) – desenvolve desde a sua fundação em dezembro de 2005, atividades de formação e que promovam a reflexão sobre racismo, várias formas de preconceito e intolerância; pertencimento étnico; além da vulnerabilidade social em Alagoas.

Nesse segundo semestre, a instituição retomará o projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" que foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, desenvolvido pela Prefeitura de Maceió, por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

A próxima etapa acontecerá no sábado (08/07), a partir das 15h, no auditório do Estádio Rei Pelé localizado no bairro Trapiche da Barra em Maceió, com o tema: “Os desafios na atual conjuntura dos povos tradicionais”. O encontro contará com as intervenções dos facilitadores Zezito Araújo (Mestre em História do Brasil e Professor de História da Secretaria de Educação de Alagoas) e Edenilsa Lima (Gerente de Articulação Social do Gabinete Civil e Coordenadora do Comitê Institucional de Políticas para as Comunidades Tradicionais de Alagoas).

Segundo o Decreto Nº 6.040, de 7 e Fevereiro de 2007  que criou a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, define os povos tradicionais como: “são grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”.

São exemplos de povos ou comunidades tradicionais: Povos Indígenas, Quilombolas, Seringueiros, Castanheiros, Quebradeiras de coco-de-babaçu, Comunidades de Fundo de Pasto, Catadoras de mangaba, Faxinalenses, Pescadores Artesanais, Marisqueiras, Ribeirinhos, Varjeiros, Caiçaras, Povos de terreiro, Praieiros, Sertanejos, Jangadeiros, Ciganos, Pomeranos, Açorianos, Campeiros, Varzanteiros, Pantaneiros, Geraizeiros, Veredeiros, Caatingueiros, Retireiros do Araguaia, dentre outros.

No Estado de Alagoas, foi instituído no ano de 2016 um comitê para tratar de políticas de desenvolvimento para povos tradicionais, os quilombolas, ciganos e índios; além de ficar responsável por articular e integrar as políticas públicas intersetoriais, elaborar e desenvolver projetos para o fortalecimento de suas culturas, além de implementar e monitorar o Plano Estadual de Desenvolvimento dos Povos Tradicionais e de Matriz Africana. O Tambor Falante é aberto ao público, sendo destinado aos ativistas dos segmentos afros, lideranças de movimentos sociais, além de pesquisadores e estudantes; e no encerramento terá a apresentação artística da banda Afro Afoxé.

Essa é a oportunidade de aprofundar e compartilhar conhecimentos sobre as ações desenvolvidas em Alagoas. Participe!


Fonte: Coluna Axé – 448ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conferências de igualdade racial

O Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) iniciou os trabalhos de articulação e mobilização para a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (IV Conapir), que discutirá o tema “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”.

A etapa nacional está prevista para ocorrer no terceiro trimestre de 2018 em Brasília. Porém, é preciso intensificar os debates, organizar as propostas e cobrar a efetivação das políticas públicas.

Os prazos para as Conferências Livres, Intermunicipais e Estaduais foram redefinidos e as organizações que lutam pelo desenvolvimento das questões étnicorraciais, nos mais diversos setores, devem ficar atentas. As Conferências Livres devem ser promovidas até o dia 30 de junho; trata-se de uma iniciativa da sociedade civil ou fomentada pelo Conselho, direcionadas a públicos específicos ou comunidade de povos tradicionais. É importante destacar que os organizadores precisam fazer uma lista de presença, o registro fotográfico e elaborar um Relatório com as propostas aprovadas.

Já as Conferências Intermunicipais serão realizadas nove edições, ou seja, uma em cada região seguindo a divisão mais recente feita pela Secretaria de Planejamento do Estado, nas seguintes datas: 29 de julho, 05 de agosto, 19 de agosto, 26 de agosto, 02 de setembro, 09 de setembro, 16 de setembro, 23 de setembro e 30 de setembro.

E a Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (IV Coepir) será no mês da Consciência Negra, nos dias 24 e 25 de novembro, cujo local ainda será confirmado. Para que todas essas decisões sejam executadas, o Conepir realizará na sua primeira Reunião Ordinária da nova gestão (Biênio 2017/2019) no dia 04 de julho, nos dois horários, a partir das 9h no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenfor/Cepa) em Maceió. 

Mais informações: (82) 99999-1301 / 99809-1015.



Fonte: Coluna Axé – 447ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/06 a 03/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Festejos juninos em Alagoas

No ano do bicentenário do Estado de Alagoas, a programação do São João foi intitulada Arraiá da Solidariedade, e contará com pontos de coletas de mantimentos e agasalhos para as famílias que sofreram com a chuva. Em Maceió, a festa será realizada nos entornos do Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), nas praças Dezoito de Copacabana e Dois Leões, no bairro histórico do Jaraguá.

O Governo de Alagoas garantirá a instalação de dois palcos, um para apresentação dos grupos de cocos de rodas e outro para atrações alagoanas: 17 bandas e 36 trios autênticos de forró.

Confira a programação completa a partir das 20h no palco central: 23/06 – Betinho Marcolino, Claudio Rios e Eliezer Seton; 24/06 – Naldo do Baião, Joelson dos Oito Baixos e Tião Marcolino; 25/06 – Edgar dos Oito Baixos, Trio Gogó da Ema (Ivanildo do Forró) e Messias Lima. 26/06 – Zé de Princesa, Anderson Fidélis, Irineu e Banda; 27/06 – Zé do Brejo, Mila do Acordeon, Zé Mocó e Banda; 28/06 – Gil Neves, Sandoval e Banda Fogo no Forró, Lula Sabiá e Banda; 29/06 – Tutinha do Acordeon, Chau do Pife e Banda, Xameguinho e Banda.

Também terá a exposição ‘O Forró dos 200 Anos’ no Misa, que homenageia os grandes nomes do forró de Alagoas; e em frente ao museu será instalada uma casa de farinha, que estará em pleno funcionamento para os/as visitantes se deliciar com comidas típicas.

Outra importante iniciativa será o I Festival de Coco de Roda de Alagoas de 24 a 29 de junho, na Praça Dezoito de Copacabana. Trata-se de uma parceria entre o Governo do Estado e a Liga dos Cocos Alagoanos (Licoal) que proporcionará a competição de 20 grupos de coco de roda e apresentação de convidados, somando mais de mil dançarinos, são eles: Ganga Zumba (Cruz Das Almas), Xique Xique (Jacintinho), Mandacaru (Clima Bom), Paixão Nordestina (São Jorge), Los Coquitos (Chã Da Jaqueira), Raízes Nordestinas (Pescaria), Flôr da Mata (Boca da Mata), Pisa na Fulô (Farol), Leões de Fogo (Jacintinho), Reviver (Bebedouro), Águia de Fogo (Reginaldo), Raro Xodó (São Jorge), Rosa Vermelha (Boca da Mata), Catolé (Benedito Bentes), Sensashow (Jacintinho), Estrela de Alagoas (Bebedouro), Pau de Arara (Tabuleiro), Reis do Cangaço (Jacintinho), Coco de Roda Balança Mas Não Cai (Arapiraca), Coco de Roda Arcoiris (Benedito Bentes), Coco de Roda Xodó Mirin (Jacintinho) e Coco de Roda Pisa Miudinho (Melhor Idade). A grande final ocorrerá no dia 29 a partir das 19h.


Fonte: Coluna Axé – 446ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de junho de 2017

Cotas no serviço público federal

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu no dia 8 de junho, o julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 41 e reconheceu a validade da Lei 12.990/2014, que reserva 20% das vagas oferecidas em concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal direta e indireta, no âmbito dos Três Poderes.

Desde 2014 a legislação vinha sendo questionada em vários tribunais do país, e agora, a decisão foi unânime para torna-la válida. O julgamento foi iniciado em maio, quando o relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela constitucionalidade da norma. Ele considerou, entre outros fundamentos, que a lei é motivada por um dever de reparação histórica decorrente da escravidão e de um racismo estrutural existente na sociedade brasileira. Acompanharam o relator, naquela sessão, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e Luiz Fux.

Já o ministro Dias Toffoli destacou que seu voto restringe os efeitos da decisão para os casos de provimento por concurso público, em todos os órgãos dos Três Poderes da União, não se estendendo para os Estados, Distrito Federal e municípios, uma vez que a lei se destina a concursos públicos na administração direta e indireta da União, e deve ser respeitada a autonomia dos entes federados. Porém, caso queiram fazer o mesmo, não é considerado ilegítimo.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, afirmou que a decisão do STF reforça ações que combatem a desigualdade: “A posição do Judiciário não vinha sendo uniforme, o que tem gerado situações de insegurança jurídica em concursos públicos federais (...) Hoje foi dado mais um passo em direção à igualdade de oportunidades num país que ainda sofre com a desigualdade”, mencionou.

Enquanto isso, as polêmicas e críticas continuam em relação a essa conquista histórica!


Fonte: Coluna Axé – 445ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de junho de 2017

Cultura e direitos humanos

Até o dia 9 de junho a partir das 14h, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA) localizado na Rua Sá e Albuquerque, no bairro histórico do Jaraguá em Maceió, acontecerá a 11º Mostra Cinema e Direitos Humanos.

O evento voltado à promoção da educação e da cultura em Direitos Humanos é uma realização do Governo Federal, Ministério dos Direitos Humanos, em parceira com o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh); conta com a produção nacional ICEM e produção local Marola Produções.

Serão exibidos 29 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, tendo como tema central as questões de Gênero, contando com a exibição de 7 títulos que abordam temas relacionados às mulheres, orientação sexual e diversidade de gênero, empoderamento feminino, violência contra a mulher, estereótipos de gênero, LGBTfobia, conquistas sociais, políticas e econômicas. A novidade para esta edição é a Mostrinha, com oito curtas metragens direcionados ao público infanto-juvenil.

A programação é dividida em três momentos: Mostra Panorama apresenta filmes selecionados a partir da convocatória pública aberta pela equipe da curadoria; Mostra Temática sobre questões de gênero; e a Mostra Homenagem que visa homenagear cineastas cuja filmografia explora a temática Direitos Humanos, trazendo-a para o foco de debates, e nesta edição, a homenageada é a cineasta Laís Bodansky.

A Mostra Cinema e Direitos Humanos acontecerá nas 26 capitais e no Distrito Federal. A expectativa é receber um público de 30 mil pessoas em todo o país e ainda promover um espaço de reflexão, inspiração e promoção do respeito à dignidade da pessoa humana por meio da linguagem cinematográfica.

Para mais informações e programação detalhada, acesse a página: https://www.facebook.com/11mostracinemadireitoshumanosmczal. Entrada gratuita!


(Com informações da Ascom)


Fonte: Coluna Axé – 444ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 30 de maio de 2017

Chuva e solidariedade

O Estado de Alagoas passou por uma semana de chuva intensa, representando uma média de 370 mm, do total de 380 mm previstos para o mês de maio; 1/4 do esperando para o ano inteiro e mais do que na cheia de 2010.

Foram registrados vários casos de deslizamentos de barreiras, queda de árvores e o aumento no volume dos rios e das lagoas Mundaú e Manguaba. De acordo com a Defesa Civil Estadual são mais de 3 mil famílias afetadas diretamente e boa parte precisou ser retirada de casa por causa da inundação ou do risco de deslizamento de encostas ou desabamento do imóvel.

Ao todo, são 22 municípios afetados, com 553 famílias desabrigadas, 1778 desalojadas e 750 relocadas de moradia (em Marechal Deodoro). Na capital, quatro pessoas morreram e outras quatro permanecem desaparecidas depois de um soterramento. O Governo de Alagoas firmou o compromisso com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) para executar um plano de ação na recomposição das cidades, com limpeza das ruas e assistência às famílias; além de monitoramento 24h dos desastres.

O Governador Renan Filho pediu ao Presidente Michel Temer recursos financeiros para executar o programa de contenção contra enchentes. Já o Governo Federal garantiu que todos municípios que anunciaram situação de emergência e/ou de calamidade pública serão atendidas independente de bandeira partidária.

Nesse momento delicado e de desesperança, a solidariedade é fundamental para amenizar o sofrimento das famílias. Faça a doação de roupas, cobertores, colchonetes, material de higiene pessoal, alimentos e até de água potável. Em Maceió, existem vários pontos de arrecadação: Cruz Vermelha, Igreja dos Capuchinhos, Igreja Batista do Pinheiro, Supermercado Extra e Maceió Shopping. E também, na Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) localizada na Rua Comendador Calaça, nº 1399 – Poço, no horário de 8h às 18h, mais informações pelo telefone (82) 3315-1030.


Fonte: Coluna Axé – 443ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/05 a 05/06/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de maio de 2017

Encontro Nacional de Quilombolas

A quinta edição do Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas acontecerá nos dias 22 a 26 de maio, no Hotel Gold Mar, em Belém (PA). Esse é o espaço máximo para deliberações da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que contribui para a reflexão das políticas públicas, manutenção de direitos já conquistados e na luta por novos reconhecimentos.

Estarão presentes lideranças de comunidades remanescentes de quilombo de vários estados brasileiros que discutirão o tema “Terra Titulada: Liberdade Conquistada e Nenhum Direito a Menos”.

Na programação, terá debates sobre direitos territoriais, agricultura familiar, meio ambiente e ensino superior com pesquisadores e especialistas convidados; grupos de trabalho (GTs) sobre o protagonismo das mulheres, empoderamento da juventude, saúde da população negra; além da programação cultural com apresentação de grupos de música e dança, exposição fotográfica, e feira com produtos feitos nas comunidades quilombolas.

De acordo com os organizadores, eles não se responsabilizam pelo fornecimento da alimentação, transporte ou hospedagem para os/as participantes na condição de ouvinte, já que essa é uma prioridade para as representações das comunidades quilombolas. O evento tem a capacidade máxima para 200 pessoas, assim, caso o número de ouvintes seja elevado, haverá uma seleção de acordo com o interesse no evento. Para preencher o formulário, deve-se acessar o link: https://goo.gl/forms/oOxLGOxhFXPOVOfX2. Também existe um credenciamento para os/as interessados/as em expor/vender produtos na feira: https://goo.gl/forms/diJp9Jo4YdC9PRZv1.

A Conaq possui 21 anos de atuação, já realizou os encontros nacionais em Brasília-DF (1995), Salvador-BA (2002), Recife-PE (2003) e Rio de Janeiro-RJ (2011).

Para outras informações, visite o site: http://conaq.org.br/


Fonte: Coluna Axé – 441ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/05/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Topo da Montanha

O casal de atores e ativistas negros, Taís Araújo e Lázaro Ramos, estão em turnê pelo Nordeste brasileiro com o espetáculo "O Topo da Montanha".

Após uma temporada de quase um ano na capital do estado de São Paulo, a montagem passou por diversas cidades, sempre com sessões lotadas. Agora chegou a vez de Maceió, nos dias 19 e 20 de maio (sexta e sábado) às 21hs e 21 de maio às 20h, no centenário Teatro Deodoro localizado no bairro do Centro da capital alagoana.

O Topo da Montanha faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve Been to the Mountaintop). Em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário, um dia antes de seu assassinato, cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306 – e na sequência de suas derradeiras palavras públicas –, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.

A montagem teatral que estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway em 2011 e começou sua trajetória de sucesso em São Paulo, no dia 9 de outubro de 2015, protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert. A comédia dramática tem duração de 1h30min, com classificação etária de 12 anos.

Os ingressos custam R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia) e podem ser adquiridas no Viva Alagoas (Maceió Shopping), Loja Mrs. Cat (Maceió Shopping), na bilheteria do teatro, e ainda, pelo site www.lojadeingresso.com. Mais informações: (82) 3032-5210 ou 996012828.

 

O espetáculo “Topo da Montanha” já foi visto por mais de 70 mil espectadores no Brasil. (Crédito da foto: Juliana Hilal)




Fonte: Coluna Axé – 440ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/05/17) / Cojira-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 25 de abril de 2017

Padrinho?!

A atual Ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, durante um evento no Palácio do Planalto no último dia 12 de abril, intitulou o presidente Michel Temer como “Padrinho das Mulheres Negras Brasileiras”. 

O pronunciamento foi registrado em vídeo e rapidamente se espalhou via WhatsApp. A afirmação causou revolta nas mídias digitais, blogs e a publicação de notas oficiais de repúdio emitidas por diversas organizações dos movimentos sociais – Negro e de Mulheres – inclusive, do Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem). 

A crítica é sobre o desrespeito quanto ao protagonismo das mulheres negras e a titulação da política do apadrinhamento que remete-se aos tempos coronelistas. “Fale pela Senhora. Tenha ele como o SEU PADRINHO, não use a luta das mulheres negras em benefício próprio, para se legitimar perante um governo que não nos respeita e nem de longe reconhece a nossa luta ancestral”, desabafam as lideranças.

A Coordenação Nacional de Gênero do Coletivo de Entidades Negras (CEN) afirma: “Nós, mulheres negras, não entendemos que um homem branco, machista, patriarcal, misógino, sexista, golpista, usurpador de direitos possa nos representar”. 

Já o Núcleo Impulsor da Marcha de Mulheres Negras de São Paulo disparou: “Os ataques que Michel Temer tem feito desde que assumiu a presidência nos atingem diretamente. Luislinda deveria ter lembrado disso ao colocar em nossas bocas e em nossos nomes posição que não reivindicamos. Houve corte de 61% do orçamento federal para o combate à violência contra mulher e nós mulheres negras morremos mais por causa de feminicídio e a ação deste governo golpista é nos relegar ainda mais à morte. O desmonte da educação e saúde através do congelamento de investimentos por 20 anos é mais uma demonstração do quanto Temer não se importa com as nossas vidas e dos nossos. Temos o fechamento de programas como a Farmácia Popular e o aumento do valor da inscrição para o PROUNI. São as mulheres negras que mais recorrem aos serviços públicos e que terão sua saúde e educação negligenciadas por 20 anos”.

O Coletivo de Mulheres da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) exigiu uma retratação pública imediata e informou que a Ministra não as representava. “Um governo ilegítimo que destrói todas as políticas destinadas às mulheres e que, de forma deliberada acaba com o Ministério das Mulheres Igualdade Racial e Direitos Humanos e todas as políticas, desmantela todos os espaços governamentais de elaboração e execução de políticas para as mulheres e para os trabalhadores/as rurais de todo o Brasil. Lamentamos que a única mulher negra em um cargo ministerial seja considerada ‘afilhada’ de um governo golpista, assim reproduzindo o velho estereótipo do(a) negro(a) da Casa Grande que precisa ser apadrinhada para ser respeitada ou ‘não ser esquecida’”.

Enfim, chega de ironia e retrocesso!



Fonte: Coluna Axé – 439ª edição – Jornal Tribuna Independente (25/04 a 01/05/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Consciência Indígena

De 17 e 20 de abril, a cidade alagoana de Arapiraca sediará a primeira edição da Semana da Consciência Indígena de Alagoas, que ocorrerá na Casa da Cultura, situada na Praça Luiz Pereira Lima no bairro do Centro. Trata-se de uma parceria entre a Prefeitura de Arapiraca, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Juventude (SMCLJ) e a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal).

A programação iniciará às 19h com performance de dança Toré e poética, também, contará com mostras de artes plásticas e de artefatos indígenas, exposição fotográfica; exibição dos documentários “Visadas do Pajé Miguel Celestino” e “José do Chalé”; e a explanação de alguns representantes de comunidades indígenas locais. As oficinas sobre “O Índio no Livro Didático” e “Fontes para a História Indígena” a partir das 14hs.

Já as mesas-redondas, abordarão os temas: “Povos do Sertão: Resistência”, “O Que É Ser Índio na Atualidade: Reflexões sobre Identidade Étnica” e “Rompendo o Preconceito: a Contribuição do Trabalho Indígena à Economia Local”.

O evento é gratuito e faz alusão ao Dia do Índio que é comemorado no dia 19 de abril, e busca ampliar a reflexão sobre a valorização sociocultural dos povos indígenas em nosso país. O Estado de Alagoas possui 12 etnias e 22 aldeias indígenas.


Fonte: Coluna Axé – 438ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/04/17) / COJIRAL-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com  (Com informações da Ascom)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Valorização dos indígenas

O Dia do Índio é comemorado no dia 19 de abril, foi criado pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto-lei 5540 de 1943. O principal objetivo é a reflexão sobre os valores culturais dos povos indígenas e a importância do respeito e preservação das tradições.

Em Alagoas existem as nações indígenas: Tingui-Botó (Feira Grande), Kariri-Xocó (Porto Real do Colégio), Geripancó (Pariconha), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios), Wassu Cocal (Joaquim Gomes), Xucuru Kariri (Palmeira dos Índios), Karapotó (São Sebastião), Karuazú (Pariconha), Kalancó (Água Branca), Xucuru-Kariri (Palmeira dos Índios) e Dzubucuá (Porto Real do Colégio). Para celebrar a data¸ a Secretaria de Estado da Cultura realizará ações especiais.

Nos dias 17 e 18, das 09h às 11h, o Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte) acontecerá a oficina de artesanato indígena – com vagas limitadas – ministrada pelo cacique do grupo Dzubucuá, Evenildo Ferreira, da tribo Kariri Xocó. Os interessados devem se inscrever na Superintendência de Identidade e Diversidade Cultura, na sede da Secult, ou pelo telefone 3315-7894. 

No dia 18, a partir das 14h, também será lançada a exposição fotográfica “Jerinpankô” no Museu Palácio Floriano Peixoto (Mupa), no bairro do Centro em Maceió. O grupo indígena Dzubucua, da cidade de Porto Real do Colégio, irá dançar o Toré, mostrando sua cultura e tradições.

Outra boa notícia, é que foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta segunda-feira (10) o edital do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a contratação de professores temporários para as escolas indígenas da rede pública estadual. Ao todo, são 241 vagas disponibilizadas entre as 17 unidades escolares pertencentes às comunidades indígenas de Alagoas. São oferecidas vagas nas disciplinas de Português, Inglês, História, Arte, Química, além de professor auxiliar de sala de aula e dos anos iniciais. As inscrições são online entre os dias 11 e 19 de abril; enquanto a entrega de títulos, documentos pessoais, carta de anuência e comprovante de experiência ocorre entre 2 e 5 de maio. Saiba mais no site da Secretaria de Estado da Educação (Seduc): www.educacao.al.gov.br.


Fonte: Coluna Axé – 437ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 17/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 4 de abril de 2017

Teatro do Oprimido

O Teatro do Oprimido (TO) foi criado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Possui uma metodologia lúdica, atraente e de fácil aplicação para atores e não-atores, visa a democratização dos meios de produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade.

Praticada em mais de 70 países é um instrumento fundamental para o desenvolvimento de programas socioculturais, fomenta o diálogo plural e democrático, sobre situações de conflito, desigualdade e injustiça verdadeiramente vivenciadas pelos participantes, em busca de superá-las coletivamente.

Em 2008, o TO chegou ao Estado de Alagoas com a realização de várias oficinas para a formação de agentes multiplicadores e a implantação de um núcleo estadual com representantes de pontos de cultura, grupos culturais e movimentos sociais (sem terra, LGBT, estudantil, feminista e sindical). Agora, será a vez de aprofundar os debates e capacitar outras pessoas!

Nos dias 12, 19, 26 de abril e 3 de maio acontecerá o minicurso de Introdução ao Teatro do Oprimido para alunos e docentes da Ufal, além de professores da rede pública municipal e estadual. A ação é uma iniciativa do projeto de extensão Teatro do Oprimido na Saúde Mental em Maceió, coordenado por Deise Juliana Francisco, aprovado pelo edital do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext 2016) da Universidade Federal de Alagoas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas on-line, ao todo são 40 vagas.

Os encontros terão a duração de quatro horas e acontecerão das 8h às 12h, na sala 4 do Centro de Educação, no Campus A.C. Simões na Cidade Universitária em Maceió. As atividades serão ministradas pelos estudantes Udson Pinheiro, multiplicador de Teatro do Oprimido, formado pelo Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro; Diego Januário, do curso de Dança da Ufal; Williane da Silva Santos, de Pedagogia; e por Claudete do Amaral Lins, terapeuta ocupacional e mestranda em Educação.

Mais informações: (82) 99635-6946 / 99954-6419.


Fonte: Coluna Axé – 436ª edição – Jornal Tribuna Independente (04 a 10/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 28 de março de 2017

Quilombolas do sertão

Trinta famílias quilombolas do Alto do Tamanduá no município de Poço das Trincheiras, que estão credenciadas no Programa Nacional de Crédito Fundiário conseguiram quitar a dívida do crédito rural junto ao Banco do Nordeste e terão a titulação dos lotes agrícolas. 

O Programa foi criado em 2003 é um instrumento de democratização ao acesso à terra, combate à pobreza rural e consolidação da agricultura familiar; e em Alagoas, é coordenado pelo Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral).

O presidente da associação dos quilombolas, José Maria Vieira da Silva, tinha medo de não conseguir quitar a dívida e todas as famílias serem prejudicadas. "As pessoas diziam que a gente não ia conseguir, que a gente ia perder tudo, eu tenho 11 filhos e vi a hora de perder o juízo. Se a gente perdesse esse pedaço de chão, a gente não teria onde morar, ia viver na beira da pista. A gente estava no fundo do poço, mas conseguimos pagar e resolver a nossa situação, e agora, vai mudar muita coisa nas nossas vidas".

Já o diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, parabenizou o grupo pela união e a nova conquista. "Vocês provaram que são homens e mulheres de bem, com muita determinação conseguiram cumprir com esse compromisso. Foi um grande avanço, ou vocês quitavam ou poderiam perder a terra. E agora, todos precisam ter as condições de trabalhar e podem continuar contando com o Governador Renan Filho e com o Iteral, porque o nosso dever é apoiar o pequeno agricultor e esperamos muito em breve levar a produção de vocês para as feiras agrárias", enalteceu o gestor durante a visita especial no local.

O próximo passo do Governo de Alagoas será a articulação de um convênio entre o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater) e o Iteral para ampliar a assistência técnica no Estado, atendendo prioritariamente aos pequenos agricultores, quilombolas e indígenas, além de contribuir para o escoamento da produção agrícola nos municípios.

A comunidade quilombola foi certificada pela Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura em 19 de abril de 2005.


Fonte: Coluna Axé – 435ª edição – Jornal Tribuna Independente (28/03 a 03/04/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
(Com informações da Ascom Iteral)   

terça-feira, 21 de março de 2017

Águas de Oxalá

No dia 21 de março, celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. 

E em Maceió, a data será celebrada em grande estilo com os lançamentos do documentário “Águas de Oxalá Caminhos de Transformação” e a exposição fotográfica “Didára Omi Oxalá – A Beleza das Águas de Oxalá”. O evento é uma realização do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té (Casa de Iemanjá Templo dos Orixás) e acontece hoje(21), no Centro Cultural Arte Pajuçara a partir das 20 horas.

A produção do documentário surgiu com o desejo de reverenciar a tradição e registrar as ações imateriais das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana em Alagoas, em destaque a celebração “As Águas de Oxalá” também conhecida como Lavagem do Bonfim, onde utiliza a água como elemento transformador para a renovação das energias, sendo realizada sempre no segundo domingo de janeiro com uma caminhada contra a intolerância religiosa. A ação consolidada há 17 anos, conta com a participação efetiva das casas de axé da capital e do interior, com caravanas de diversos municípios do Estado, além da participação de ativistas do Movimento Negro, pesquisadores e integrantes de grupos afroculturais.

O roteiro segue três eixos: as ações tradicionais dos saberes e fazeres; as ações políticas e de articulação; e as ações sociais – apresentando os envolvidos como agentes ativos, que atuam de forma protagonista nas construção de uma sociedade igualitária. O DVD é o resultado do edital nacional prêmio Culturas Afro Brasileira realizado pela Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura em 2014, e a distribuição será gratuita.

Keyler Simões, jornalista e produtor cultural divide a direção com o gestor cultural Amaurício de Jesus e Célio Rodrigues, historiador e Babalorixá. A realização é do Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té (Casa de Iemanjá Templo dos Orixás), com apoio cultural da Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais, Prefeitura de Maceió através da Fundação Municipal de Ação Cultural – FMAC, Centro Cultural Arte Pajuçara e Assessoria de Comunicação de Keka Rabelo. O evento é gratuito e de classificação livre.
    

Exposição
A Exposição “Didára Omi Oxalá” A Beleza das Águas de Oxalá é o resultado da parceria constituída entre as comunidades tradicionais e fotógrafos da cidade de Maceió. Em destaque a temática étnicorracial, momentos únicos vivenciados durante o cortejo cultural da Lavagem do Bonfim. Ao todo, são 27 imagens capturadas pelos fotógrafos: Jorge Vieira, Alberto Lima, Alexandre Carvalho, Arthur Celso, Cláudia Leite, Luna Gavazza, Thiago Sobral, Wagner Mendes e Cristiano Kriko. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 434ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
Crédito da foto: Amaurício de Jesus

terça-feira, 14 de março de 2017

Conepir/AL - representações

Nessa segunda-feira(13), na Casa dos Conselhos em Maceió ocorreu a escolha das instituições da sociedade civil inscritas, que apresentaram a documentação exigida e ficaram aptas paras a eleição do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir), conforme publicação no Diário Oficial nos dias 31/01 (pag. 34) e 02/02 (páginas 23 e 24).

Para garantir a lisura do processo eleitoral, a urna foi devidamente lacrada; ocorreu a exigência de ofício com os dados do representante-votante e assinatura da lista de presença, com o acompanhamento de integrantes do Gabiente Civil, e a fiscalização do Ministério Público Estadual, sendo representado pelo sociólogo e Assessor de Feitos Jurídicos, Leandro Rosa.

O Conepir é um órgão colegiado paritário, com 13 representantes da sociedade civil e 13 de órgãos governamentais, de caráter deliberativo, que integra a estrutura básica da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos. Os membros titulares e respectivos suplentes têm a missão de propor, em âmbito estadual, políticas públicas para a promoção da igualdade racial, combate do racismo e fortalecimento dos segmentos étnicos-raciais.

As representações da sociedade civil, eleitas para o período 2017-2019, são: Capoeira: Federação de Capoeira do Estado de Alagoas (FECEAL); Indígenas: Associação Indígena da Aldeia Wassu Cocal (Joaquim Gomes/AL) e Comitê Inter-Tribal de Mulheres (Palmeira dos Índios/AL); Quilombolas: Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas Ganga-Zumba e Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente de Quilombo Carrasco (Arapiraca/AL); Ciganos: Comunidade Cigana Vila Matias (Penedo/AL); Comunidades Religiosas de Matriz Africana: Entidade Religiosa Ilê Nifé Omi Omo Posú Betá e a Federação Zeladora das Religiões Tradicionais Afro Brasileiras de Alagoas (Fretab).

Dentre as entidades que trabalham a promoção da igualdade racial e Direitos Humanos, foram eleitas: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro de Cultura e Estudos Énicos Anajô (APNs/AL), Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA/Sindjornal), Grupo União Espírita Santa Barbara (GUESB) e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (SINTEAL).


Fonte: Coluna Axé – 433ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de março de 2017

Semana da mulher

No dia 08 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, uma data emblemática para a reflexão sobre a luta por igualdade de direitos, respeito e combate a todo tipo de violência.

Nessa quarta-feira a partir das 8h na Praça Sinimbu em Maceió, terá a concentração para o ato público “Por Todas Elas - Nenhum Direito a Menos!”, com caminhada até o calçadão do comércio e reflexão sobre a Reforma de Previdência, que ameaça à saúde pública, a política de assistência social, valida as diversas formas de opressão e a desigualdade de gênero, tudo isso, associado ao risco de perder o direito à aposentadoria. Diante disso, foram convocadas as mulheres do campo, da cidade, trabalhadoras rurais, negras, jovens, lésbicas, transexuais, professoras, domésticas, movimentos feministas, sociais, sindicais, universidades, estudantes e outras organizações de Alagoas para esse movimento.

No dia 13 a partir de 9h, terá a audiência pública na Assembleia Legislativa com o tema “Rede de Atenção à Mulher, Negritude e Invisibilidade”. E às 9h30, no plenário da Câmara Municipal de Maceió, a sessão solene para a entrega da Comenda Deputada Selma Bandeira, que é conferida a personalidades, entidades e instituições nacionais que se dedicam ao fim da violência e na defesa dos direitos humanos. 

No dia 16, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher (CEDIM) e a Comissão de Justiça e Inclusão Social farão uma visita na Casa de Detenção Feminina Santa Luzia para desenvolver ações na área da saúde, reestruturação da biblioteca com livros doados e discussão de casos que ainda não foram julgados. No dia 30, terá o evento Fala Preta sobre o enfrentamento do racismo; além da homenagem para dez mulheres com a Comenda Nise da Silveira no Centro de Convenções.

Já a Secretaria Estadual da Mulher e Direitos Humanos fará uma ampla programação na capital alagoana e em 60 municípios alagoanos com palestras, caminhadas, encontros, blitz, audiências públicas, seminário com a participação da Secretaria Nacional de Políticas para a Mulher e assinaturas de termos de parcerias com municípios alagoanos, tendo como foco o combate à violência contra a mulher e o empoderamento feminino. 

Outras atividades importantes são: a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) encontra-se com a campanha "Fapeal com Elas" para destacar o trabalho de mulheres pesquisadoras. A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) está lançando a Comissão Nacional de Mulheres Jornalistas, com representação de 17 sindicatos filiados, para ampliar a discussão sobre a diversidade de gênero e atuação no movimento sindical. As ações são variadas, ocorrem em todo o território nacional e contribuem para o empoderamento e autoestima!


Fonte: Coluna Axé – 432ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/03/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com


Versão digital da Coluna Axé: https://issuu.com/tribunahoje/docs/ed070317

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Patrimônio histórico, cultural e social

A Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares, zona da mata alagoana, foi a sede administrativa do Quilombo dos Palmares – “república negra” que possuiu uma organização sócio-política-militar, com mais de 10 mocambos (esconderijos) estratégicos distribuídos na zona da mata, entre os estados de Alagoas e Pernambuco, ocupou uma área de aproximadamente 200km² e resistiu por aproximadamente 100 anos, chegou a ter uma população superior a 20.000 habitantes formada por escravos fugidos, indígenas e brancos empobrecidos.

Atualmente, a Serra da Barriga é considerada um templo sagrado, símbolo da liberdade e da resistência negra, além de ser o palco de grandes homenagens à luta por igualdade racial e contra o racismo. Desde novembro de 1986 foi inscrita no Livro de Tombamento Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, e ainda, foi reconhecida como Monumento Nacional no ano 1988, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

E agora, pode se tornar Patrimônio Cultural do Mercosul, já que, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estar sendo produzido um dossiê, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fundação Cultural Palmares, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), instituições públicas e sociedade civil. 

O documento será entregue em março para avaliação da Comissão de Patrimônio Cultural do bloco econômico, e a candidatura será inserida na proposta “La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR”, concorrendo com outros juntamente com Colômbia, Equador e Venezuela, que também apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

Outra notícia positiva, mencionada no início desse mês, foi a pavimentação do acesso à Serra da Barriga que foi confirmada pela Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano e a expectativa é que a obra seja finalmente concluída e inaugurada no dia 20 de novembro, durante as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra e Zumbi dos Palmares.

Já passou da hora desse local ter o devido reconhecimento do Poder Público e sociedade. Trata-se de um marco para o Estado de Alagoas e também fortalecerá o turismo étnico na região dos quilombos, além de ser mais um mecanismo na América Latina para a valorização do pertencimento étnico.


Fonte: Coluna Axé – 431ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Visita oficial

Em visita oficial ao Estado de Alagoas, a Ministra de Direitos Humanos e Igualdade Racial,  Luislinda Valois, cumpriu uma extensa agenda sociopolítica.

No domingo, ela esteve pela primeira vez na Serra da Barriga – solo sagrado, palco da resistência negra e sede administrativa do Quilombo dos Palmares – na ocasião, ela conheceu os espaços temáticos do Parque Memorial e obteve mais informações sobre a organização dos guerreiros e guerreiras quilombolas. Ela destacou que foi um momento ímpar em sua vida, de grande valor cultural e histórico. “Ali, naquele espaço tem muita coisa envolvida, é muito profundo, e não devemos explorar aquele espaço somente no campo do turismo”.

A ministra também esteve no Tribunal de Justiça (TJ-AL) e na Secretaria Estadual de Segurança Pública, onde defendeu a inclusão de Alagoas no Plano Nacional de Segurança que visa a mediação entre a Polícia Militar e as comunidades, e ainda, a implantação de uma delegacia especializada na repressão ao racismo, xenofobia, homofobia, lesbofobia e outros crimes de ódio.

No encontro com representantes dos segmentos afros, reafirmou o seu compromisso para a implantação de políticas públicas para combater a desigualdade social e étnicorracial.

Ministra
A ministra Luislinda Valois (foto) reuniu-se nessa segunda-feira(13), no auditório Aqualtune do Palácio República dos Palmares, com gestores, gabinete civil, assessores técnicos das secretarias de Cultura e Educação, e Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral); representantes dos segmentos afros, a exemplo, da Federação Alagoana de Capoeira (Falc) e Federação dos Cultos Afros Umbandista do Estado de Alagoas; liderança da aldeia Wassu Cocal; membros da comissão de direitos humanos na OAB/AL; além dos presidentes dos conselhos estaduais da Mulher, LGBT, Direitos Humanos e Conepir.



Fonte: Coluna Axé – 430ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Os vários quebras

O Quebra de Xangô, infelizmente, deixou marcas intensas e continuam latejando até os dias atuais com diferentes formas de perseguição e opressão. Em 1912 existia uma milícia conhecida por Liga dos Republicanos Combatentes – agremiação política que fazia oposição ao governador da época, Euclides Malta – realizava as invasões, espancamentos e prisões dos adeptos das religiões de matrizes africanas.

Para manter viva a crença, precisava silenciar os tambores, disfarçar ou fugir para outros Estados. Porém, de acordo com o historiador e babalorixá Célio Rodrigues (Pai Célio) o culto ao orixá foi proibido em todo o Brasil no ano de 1957, durante o governo do Presidente Getúlio Vargas, e cada governador adotou a sua metodologia para cumprir a determinação. 

Em Alagoas, era necessário que cada terreiro solicitasse um alvará de funcionamento e comunicar à Polícia (DOPS); os toques aos orixás só podiam ser realizados aos domingos das 16h às 19h, e caso o horário fosse burlado, podia ocorrer a invasão a qualquer momento, os instrumentos eram recolhidos e a casa suspensa; nas vistorias, o juizado de menores também acompanhava a polícia para impedir a participação das crianças, e caso fosse comprovada a iniciação à religião, ou estivesse dançando ou cantando, o terreiro também era multado.

O tempo passou e apesar dos inúmeros mecanismos para combater essas formas de violência, a hostilidade permanece forte! A advogada do Movimento da Articulação de Matriz Africana de Alagoas, Kandysse Melo, destacou que é preciso denunciar os crimes de intolerância e ódio, e reivindicar o comprometimento do Judiciário e o Poder Público para o cumprimento da lei. Ela denunciou que no ano de 2016 ocorreram vários atentados aos terreiros, inclusive, uma ekede foi atingida por arma de fogo durante uma festividade na casa de axé; um ogan foi demitido de uma escola particular por cultuar os orixás; além dos insultos por usar suas guias, turbantes e roupas brancas às sextas-feiras (dia em homenagem ao orixá).

A nossa religião representa fé e axé, e se não fosse assim a gente hoje não estaria ocupando os espaços do Governo e as secretaria para falar da nossa religião e usar nossas vestes. Nós temos que lutar para a nossa religião esteja no mesmo nível de igualdade com as outras religiões. Vamos nos unir para alcançar dias melhores”, exaltou Mãe Mirian, a sacerdotisa da religião de matriz africana de Alagoas mais respeitada da atualidade.

Atualmente, as casas de axé seguem três vertentes de atuação: religiosa, cultural e social. Também estão investindo na formação, valorização do pertencimento étnico e participando dos espaços de controle social para a reivindicação de políticas públicas. O terreiro merece respeito e a luta contra a intolerância religiosa continua! Os tambores ainda ecoam e a esperança para a perpetuação do axé continua viva, bem viva! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 429ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Xangô Rezado Alto 2017

O dia 02 de fevereiro, é uma data marcante no Estado de Alagoas e exalta a luta por respeito e o combate à intolerância religiosa. São 105 anos do episódio nefasto conhecido por “Quebra de Xangô”, quando no ano de 1912, casas de culto afrorreligiosos de Maceió foram invadidas e destruídas; e os adeptos das religiões de matrizes africanas foram perseguidos e até mesmo mortos.

Em contraponto a esse momento violento e que muitos preferem esquecer, foi criado o projeto Xangô Rezado Alto, que visa alertar a sociedade e celebrar o trabalho sociocultural de vários segmentos afros que mantém vivas as heranças afro-brasileiras e o pertencimento étnico.

Nessa quinta-feira, a concentração será às 14h, na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas) no Centro de Maceió. Estarão reunidos integrantes de casas de axé de vários municípios, ativistas professores, pesquisadores e estudantes.

Dentre grupos afroculturais que se apresentarão em tablados instalados no Centro de Maceió e participarão do cortejo estão: Banda Afro Mandela, Afoxé Odô Iyá, Coletivo Afro Caeté, Maracatod@s, Maracatu Baque Alagoano, Rogério Dias, Grupo Themba, Banda Afro Afoxé, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Povo de Exu, Afoxé Ofá Omin, Yá Capoeira, Grupo Afojubá, Orquestra de Tambores, Aiê Orum e Banda Afro Zumbi.

O Xangô Rezado Alto é uma realização da Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), em parceria com a Rede Alagoana de Comunidades Tradicionais de Terreiro; onde conta com o apoio da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR-AL). Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 428ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/01 a 06/02/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prévias carnavalescas

A capital alagoana, Maceió, é conhecida por suas belezas naturais, diversidade cultural e a expressiva quantidade de eventos que antecedem a maior festa popular brasileira. 

As prévias carnavalescas foram iniciadas no último domingo com o Carnaval Edécio Lopes na orla da Ponta Verde. Trata-se de uma iniciativa da Liga Carnavalesca de Maceió e o Governo de Alagoas, uma homenagem às comemorações do bicentenário da emancipação política do Estado.

Ao todo serão 12 dias de festa e desfiles por toda Maceió. Os blocos receberam apoio do Governo do Estado e já têm dias e horários estabelecidos.

Confira a programação: 28 de janeiro – Baile Vermelho e Preto (Jaraguá Tênis Clube); 29 de janeiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo| Banda Vulcão (Ponta Verde); 04 de fevereiro – Panelada da Rolinha (Ponta Verde); 10 de fevereiro – Baile de máscaras/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 11 de fevereiro – Baile Verde e Branco (Iate Clube Pajussara); 12 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo / Banda Vulcão (Ponta Verde); 12 de fevereiro – Baile infantil/Seresteiros da Pitanguinha (Centro de Convenções); 17 de fevereiro – Jaraguá Folia (Jaraguá) com a presença de vários blocos temáticos, inclusive, o retorno do bloco “Filhos da Pauta” formado por profissionais da Comunicação Social; 17 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Museu Théo Brandão); 18 de fevereiro – Carnaval Nota 10 (Pajuçara/Ponta Verde) com orquestras de frevo, Samba de Nêgo, Sururu da lama, Pecinhas de Maceió, Turma da Rolinha, dentre outros blocos; 19 de fevereiro – Matinê de Carnaval (Iate Clube Pajussara); 19 de fevereiro – Vem Ver a Banda Tocar Frevo|Banda Vulcão (Ponta Verde); 25 de fevereiro – Bloco Filhinhos da Mamãe (Pajuçara/Ponta Verde); 26 de fevereiro – Bloco Nêga Fulô (Pajuçara/Ponta Verde); e 28 de fevereiro – Blocos Afros (Pajuçara/Ponta Verde).

É programação para todos os gostos, idades e recursos financeiros. Prestigie!


Edital
Encerram no dia 6 de fevereiro as inscrições para o “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017”. Ao todo serão investidos R$ 200 mil em premiações para projetos de agremiações carnavalescas, que buscam reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais. Os prêmios serão distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). Confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 427ª edição – Jornal Tribuna Independente (24 a 30/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Carnaval Bicentenário

O Governo de Alagoas, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, lançou  o edital aberto para inscrições no “Prêmio Carnaval Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas 2017” que investirá R$ 200 mil em premiações. Busca-se reconhecer e contemplar as propostas que tenham como objetivo o fortalecimento e a democratização do carnaval de rua, valorizando as tradições e a participação das comunidades locais.

Serão concedidos 25 prêmios, distribuídos em categorias: cinco festas carnavalescas municipais; seis Escola de Samba/Maracatus/Afoxés; dois Eventos pré-carnavalescos, dez Blocos Tradicionais (Acima de 1 mil participantes) e dois Blocos Especiais (acima de 5 mil participantes). 

Os recursos devem ser destinados ao pagamento de cachê de orquestra e músicos, estandartes, adereços, camisetas e figurinos, estrutura física (som, palco, banheiros químicos, trios elétricos, etc) e produção.

A prioridade no processo seletivo são as manifestações carnavalescas que não cobrem ingressos, taxas de participação, camisetas e não esteja protegida por cordões de isolamento. E obrigatoriamente, deverão ter temas e enredos que ressaltem as comemorações do Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas.

Outra regra importante, é que serão automaticamente desclassificados os projetos cujos proponentes tiverem sua atuação cultural vinculada às práticas de desrespeito às leis ambientais, às mulheres, crianças, aos jovens, idosos, afro-descendentes, povos indígenas, povos ciganos ou a outros povos e comunidades tradicionais, à população de baixa renda, às pessoas com deficiência, às lésbicas, aos gays, bissexuais, travestis e transexuais ou que expresse qualquer outra forma de preconceito ou de incentivo ao uso abusivo de álcool e outras drogas.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 6 de fevereiro, confira o edital, formulários e documentações exigidas no site: http://www.cultura.al.gov.br/.


Fonte: Coluna Axé – 426ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 15 de janeiro de 2017

Trilha sonora - fim de semana (14 e 15.01.16)

Tente outra vez... sempre! Faça diferente, faça melhor, continue em frente com seus sonhos e objetivos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Lei 10.639, cadê?

Nessa segunda-feira, 9 de janeiro, a Lei Federal 10.639 completou quatorze anos de aprovação. Surgiu com o objetivo de alterar a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" em estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares.

O conteúdo programático deveria incluir o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. E teria que ser ministrada especialmente nas áreas de Educação Artística, Literatura e História Brasileira. Porém, independente da sua importância e pressão das organizações do Movimento Social Negro em todo território nacional, as ações são executadas prioritariamente nas datas temáticas e em iniciativas isoladas de docentes.

Para a professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – integrante da comissão que elaborou o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) para as diretrizes curriculares da proposta – é preciso que a Lei seja uma política das escolas, e que esta disciplina conste no plano político-pedagógico das instituições. “O que temos que fazer é a avaliação da formação dos professores e também dos princípios que cada professor leva para sua docência: que tipo de projeto de sociedade cada professor está construindo. Os professores que lutam por uma sociedade democrática e igualitária evidentemente estão empenhados em trabalhar a educação das relações étnico-raciais por meio da cultura e história dos afro-brasileiros e africanos, bem como dos povos indígenas durante todo o ano”, declarou em entrevista ao Brasil de Fato.

Também é importante destacar ações louváveis que devem ser multiplicadas: concurso de redação e poesias, exposições, feira de conhecimentos, festivais, desfile afro, apresentações culturais, visitas em museus e centros afros, dentre outros. 

Trata-se de um instrumento importante para a formação sociocultural; combate da discriminação e o preconceito racial; reflexão sobre a intolerância religiosa; além de contribuir para o pertencimento étnico e autoestima de crianças e jovens negros(as).


Fonte:  Coluna Axé – 425ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

XVI Lavagem do Bomfim

Nesse domingo, 8 de janeiro, as representações das comunidades tradicionais de matriz afro brasileira, ativistas e admiradores estão convidados(as) a participar da Lavagem do Bomfim em Alagoas.

A cerimônia ancestral é realizada anualmente e existe há 16 anos em Maceió, trata-se de um momento de purificação e que exalta Oxalá – associado à criação do mundo e da espécie humana, simboliza a paz, sendo cultuado como o maior e mais respeitado de todos os orixás do panteão africano – onde utiliza-se a água como elemento transformador para a renovação das energias.

Na ocasião, os adeptos utilizam diversos elementos: água da chuva, folhas de diversas ervas e perfume para confeccionar as águas de cheiro e saem em cortejo pelas ruas da cidade para limpar os ambientes e pedir proteção no ano que se inicia.

A concentração será às 15h, no Largo São João (1ª entrada à esquerda no início da ladeira do bairro do Jacintinho), com destino à Igreja Senhor do Bomfim no bairro do Poço, onde acontecerá a lavagem do pátio; posteriormente todos seguirão até à Casa de Iemanjá/O Templo dos Orixás localizada no bairro da Ponta da Terra. Neste ano será produzido um vídeo documentário, com recursos conquistados no Prêmio do Ministério da Cultura – Fundação Cultural Palmares (Minc/FCP).

O cortejo terá a participação efetiva de diversas casas de axé com caravanas oriundas de Maceió, Atalaia, Cajueiro, Marechal Deodoro e Coruripe. Na batida do Ijexá e na cadência dos atabaques, estarão diversos grupos culturais: Afoxé Oju Omin Omorewá, Afoxé Ofá Omin, Grupo Ara Funfun Omangerê, Banda Afro Afoxé, Banda Afro Zumbi, Maracatu Raízes da Tradição, Coletivo Afro Caeté e o Afoxé Odô Iyá (o pioneiro nessa atividade).

Participe, vista-se de branco para clamar a paz e o respeito, além de exaltar a luta contra a intolerância religiosa.


Fonte: Coluna Axé – 424ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/01/17) / COJIRAL-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com