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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conferências de igualdade racial

O Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) iniciou os trabalhos de articulação e mobilização para a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (IV Conapir), que discutirá o tema “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça, desenvolvimento e igualdade de direitos”.

A etapa nacional está prevista para ocorrer no terceiro trimestre de 2018 em Brasília. Porém, é preciso intensificar os debates, organizar as propostas e cobrar a efetivação das políticas públicas.

Os prazos para as Conferências Livres, Intermunicipais e Estaduais foram redefinidos e as organizações que lutam pelo desenvolvimento das questões étnicorraciais, nos mais diversos setores, devem ficar atentas. As Conferências Livres devem ser promovidas até o dia 30 de junho; trata-se de uma iniciativa da sociedade civil ou fomentada pelo Conselho, direcionadas a públicos específicos ou comunidade de povos tradicionais. É importante destacar que os organizadores precisam fazer uma lista de presença, o registro fotográfico e elaborar um Relatório com as propostas aprovadas.

Já as Conferências Intermunicipais serão realizadas nove edições, ou seja, uma em cada região seguindo a divisão mais recente feita pela Secretaria de Planejamento do Estado, nas seguintes datas: 29 de julho, 05 de agosto, 19 de agosto, 26 de agosto, 02 de setembro, 09 de setembro, 16 de setembro, 23 de setembro e 30 de setembro.

E a Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (IV Coepir) será no mês da Consciência Negra, nos dias 24 e 25 de novembro, cujo local ainda será confirmado. Para que todas essas decisões sejam executadas, o Conepir realizará na sua primeira Reunião Ordinária da nova gestão (Biênio 2017/2019) no dia 04 de julho, nos dois horários, a partir das 9h no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenfor/Cepa) em Maceió. 

Mais informações: (82) 99999-1301 / 99809-1015.



Fonte: Coluna Axé – 447ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/06 a 03/07/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de maio de 2017

Encontro Nacional de Quilombolas

A quinta edição do Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas acontecerá nos dias 22 a 26 de maio, no Hotel Gold Mar, em Belém (PA). Esse é o espaço máximo para deliberações da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que contribui para a reflexão das políticas públicas, manutenção de direitos já conquistados e na luta por novos reconhecimentos.

Estarão presentes lideranças de comunidades remanescentes de quilombo de vários estados brasileiros que discutirão o tema “Terra Titulada: Liberdade Conquistada e Nenhum Direito a Menos”.

Na programação, terá debates sobre direitos territoriais, agricultura familiar, meio ambiente e ensino superior com pesquisadores e especialistas convidados; grupos de trabalho (GTs) sobre o protagonismo das mulheres, empoderamento da juventude, saúde da população negra; além da programação cultural com apresentação de grupos de música e dança, exposição fotográfica, e feira com produtos feitos nas comunidades quilombolas.

De acordo com os organizadores, eles não se responsabilizam pelo fornecimento da alimentação, transporte ou hospedagem para os/as participantes na condição de ouvinte, já que essa é uma prioridade para as representações das comunidades quilombolas. O evento tem a capacidade máxima para 200 pessoas, assim, caso o número de ouvintes seja elevado, haverá uma seleção de acordo com o interesse no evento. Para preencher o formulário, deve-se acessar o link: https://goo.gl/forms/oOxLGOxhFXPOVOfX2. Também existe um credenciamento para os/as interessados/as em expor/vender produtos na feira: https://goo.gl/forms/diJp9Jo4YdC9PRZv1.

A Conaq possui 21 anos de atuação, já realizou os encontros nacionais em Brasília-DF (1995), Salvador-BA (2002), Recife-PE (2003) e Rio de Janeiro-RJ (2011).

Para outras informações, visite o site: http://conaq.org.br/


Fonte: Coluna Axé – 441ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/05/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Anistia Brasil

A Anistia Internacional foi fundada em 1961, trata-se de um movimento global com atuação focada na promoção e defesa dos direitos humanos. Presente em mais de 150 países, possui cerca de 7 milhões de apoiadores que realizam ações e campanhas em defesa da liberdade, a igualdade e a justiça. 

A partir de fevereiro de 2017, a nova diretora executiva será Jurema Werneck. A carioca é médica, formada em 1986 pela Universidade Federal Fluminense; fez o Mestrado em Ciências de Engenharia de Produção (2001) e Doutorado em Comunicação e Cultura (2007) na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Representou o Movimento Negro no Conselho Nacional de Saúde (2007-2012) e foi coordenadora geral da 14ª Conferência Nacional de Saúde (2011).  

Na área da comunicação social, ela tem sido uma grande parceira na defesa de um jornalismo comprometido com a ética, os direitos humanos, em favor da luta antirracista e da igualdade de gênero. Coordenou campanhas de comunicação contra o racismo que foram premiadas internacionalmente. Por sua destacada atuação, foi jurada do Prêmio Jornalista Abdias Nascimento nas três edições do concurso, realizado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas do Rio (Cojira-Rio). 

No site da instituição, destaca que a diretora será responsável pelo avanço da missão da Anistia Internacional no Brasil e pela ampliação da sua atuação em todo o país, a fim de fortalecer o trabalho e o impacto em direitos humanos. E ainda, será responsável por gerenciar as atividades diárias da organização, atuando como principal porta-voz e ampliando a base de apoio da organização no país, mobilizando ativistas e apoiadores. 

Para 2017, os planos incluem novas ações no campo da segurança pública e direitos humanos com a campanha “Jovem Negro Vivo”; a campanha global sobre os direitos das pessoas refugiadas; e o lançamento de uma nova campanha para a proteção dos defensores e defensoras de direitos humanos, especialmente aqueles envolvidos em conflitos por terra, território e recursos naturais. 

Essa decisão para a representação da Anistia Internacional do Brasil, demonstra o verdadeiro sentido de empoderamento da mulher negra, sendo escolhida devido a sua competência e responsabilidade na execução das ações. Só desejamos sucesso e que ela continue sendo exemplo para todos nós!

Referência
Jurema Werneck encontra-se na lista das 25 negras mais influentes da internet #25webnegras, publicada no blogosfemea. A feminista ficou conhecida por denunciar a esterilização em massa de mulheres negras e é uma das coordenadoras da Criola, organização fundada em 1992, voltada para o fortalecimento de mulheres, adolescentes e meninas negras. Também recebeu uma menção honrosa no “Prêmio Mulheres Negras contam sua história”, organizado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres em 2013, na categoria ensaio escreveu: “Macacas de Auditório? Mulheres Negras, Racismo e Participação na Música Popular Brasileira”; e foi uma das mobilizadoras da Marcha das Mulheres Negras 2015. Trata-se de uma referência na produção de artigos sobre gênero e etnia; a pesquisadora é constantemente convidada como conferencista em eventos. 


Fonte: Coluna Axé – 423ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/12/16 a 02/01/17) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com / Crédito da foto: Divulgação

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Grota Capoeira

O Grupo Muzenza de Capoeira foi fundado em 5 de maio de 1972, na cidade do Rio de Janeiro, tendo como seu fundador, Paulo Sérgio da Silva (Mestre Paulão), oriundo do grupo Capoarte de Obaluaê, do Mestre Mintirinha (Luís Américo da Silva).

Possui mais de 15.000 alunos espalhados nos 26 estados brasileiros e em 35 países. Tem como objetivo: “difundir a capoeira como filosofia principal de seu trabalho, seja buscando o desenvolvimento do nível técnico, teórico e didático-pedagógico da capoeira como arte, luta, cultura, profissão e filosofia de vida; procurando resgatar a valorização dos verdadeiros Mestres velhos, como representantes autênticos da manifestação cultural genuinamente brasileira”.

Em Alagoas, o grupo é famoso por organizar as rodas nas ruas do centro comercial e orla da capital para celebrar o Dia Municipal da Capoeira e do Capoeirista (03 de agosto); colaborações em sessões públicas; encontros de formação; o MUZENZUMBI na Serra da Barriga que promove o intercâmbio dos integrantes oriundas de vários estados; o MUZENZAYA - Encontro de Capoeira que possui todas as atividades ministradas por mulheres; além de várias atividades durante o mês da consciência negra (novembro).

De 08 e 13 de novembro, o grupo realizará a 4º Grota Capoeira em Maceió, que conta com a coordenação/direção do Contra Mestre Carlinhos e a supervisão do Mestre Girafa. Terá Roda de Diálogos nos dias 08 e 09, das 19h às 21h, no prédio da Faculdade Ecoar (FAECO), localizado na Avenida Pratagy no Benedito Bentes 1 em Maceió. O tema “Ensino da História e Cultura Afro Brasileira Lei 10.639/03” coordenada por José Carlos Pereira (Carlos Liberdade), Professor de História e Contra Mestre do Grupo Liberdade; e Denivan Costa (Denis Angola), Professor e formado em Licenciatura em Dança.

A programação também será composta por: Oficina de Técnica Vocal com a Cantora Hillane Vasconcelos no dia 10 às 19hs no Centro de Treinamento de Artes Marciais Roberto Omena no Benedito Bentes 1; Parada Cultural no dia 11 às 19hs na Quadra de Esporte da Rua São Paulo Grota da Alegria com Maracatod@s, Banda Afro Dendê, Dragões do Fogo e Roda de Capoeira do Grupo Muzenza; Papoeira sobre Competições de Capoeira (Copa, Torneio, Campeonatos) às 9h30 na Escola Estadual Marcos Antonio no Benedito Bentes 1; O Som do Meu Berimbau no dia 12 às 14h – Caminhada na Rua São Paulo Grota da Alegria; Aulão, Batizado e Troca de Corda no dia 12 a partir das 16h na Quadra de Esporte da Rua São Paulo na Grota da Alegria; e a confraternização de encerramento. Mais informações: (82) 98734-0218. Visite também o site oficial: http://muzenza.com.br.

O evento contribui para valorização da capoeira (patrimônio cultural brasileiro) e ainda promove a inclusão social de crianças e jovens moradores das periferias. Desejamos sucesso e mais etapas em outros municípios. Axé!


Coluna Axé – 415ª edição – Jornal Tribuna Independente (01 a 07/11/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Saúde da população negra

Às vésperas de mais um Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, a ser comemorado na próxima quinta-feira, 27 de outubro, o segmento que representa 53,6% dos brasileiros (segundo dados do IBGE) vive um momento de apreensão e preocupação, já que a Saúde poderá ser uma das áreas mais afetadas pela PEC 241, a Proposta de Emenda Constitucional que congela os gastos do governo por 20 anos.

De acordo com especialistas, a mudança de regra imposta pela nova norma prevê a limitação do crescimento dos gastos públicos na gestão Federal, com perdas consideráveis de recursos destinados as áreas sociais, especialmente, aos gastos com ações e serviços públicos em saúde produzindo efeitos desastrosos no setor, nas esferas de gestão municipal e estadual.

Em nota, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e o Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (CONASS) alertam que a PEC 241 “apresenta, de forma explícita, o desmanche do que, nos últimos 28 anos, foi duramente conquistado em termos de garantia de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS)”. E destaca que “isso poderá eximir o Poder Público de sua responsabilidade e compromisso com a redução e combate às iniquidades”. Se a assistência à saúde pelo SUS, no geral, está ameaçada, o que dizer da implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). Criada pela Portaria 992, de 13 de maio de 2009, essa política que é resultado da luta histórica do Movimento Negro, tem como objetivo promover a saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades étnico-raciais, o combate ao racismo e à discriminação nas instituições e serviços do SUS.

O problema é que, sete anos após sua criação, a política não chegou à população negra. O racismo, as desigualdades sociais e de gênero, além do racismo institucional continuam sendo determinantes nas condições de saúde da população negra. Reduzir o financiamento do SUS incentivará a política de privilégios, uma das piores formas de racismo institucional, aumentando a exclusão da população negra ao direito à saúde.

Apesar de transversal, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra não é compreendida desta forma pela maior parte dos gestores. Poucos são os Estados e municípios que instituíram os comitês técnicos de saúde da população negra, por exemplo, importante instrumento de participação social para implementação da PNSIPN. Alagoas acabou de criar o seu, mas falta muito para que a política de fato aconteça em nosso Estado. Aliás, fazer a política chegar na ponta é o maior desafio. Portanto, é preciso estar atento e reagir às ameaças de retrocesso.

Coluna Axé – 414ª edição – Jornal Tribuna Independente (25 a 31/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Colaboração: Valdice Gomes / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 18 de outubro de 2016

PEC 241

A Proposta de Emenda à Constituição 241/2016, de autoria do Poder Executivo, passou em primeira votação na Câmara dos Deputados e tem como finalidade: “Altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Novo Regime Fiscal”. Tem como justificativa equilibrar as contas públicas, a ideia é fixar por até 20 anos, podendo ser revisado depois dos primeiros dez anos.

Com a aprovação (segunda votação na Câmara e mais duas no Senado), passaria a vigorar as seguintes alterações: “Art. 101.  Fica instituído, para todos os Poderes da União e os órgãos federais com autonomia administrativa e financeira integrantes dos Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, o Novo Regime Fiscal, que vigorará por vinte exercícios financeiros, nos termos dos art. 102 a art. 105 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.” e  “Art. 102.  Será fixado, para cada exercício, limite individualizado para a despesa primária total do Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, inclusive o Tribunal de Contas da União, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União”.

As vedações atingem aos servidores públicos: à concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores públicos, exceto os derivados de sentença judicial ou de determinação legal; criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; alteração de estrutura de carreira; admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos; e a realização de concurso público.

Na prática, o congelamento das despesas, afetará diretamente a população mais vulnerabilizada, pois atingirá os investimentos nos serviços essenciais como educação e saúde pública; além de interferir no valor do salário mínimo, que seria reajustado apenas de acordo com a inflação.

Para ampliar o conhecimento sobre o assunto, o Centro Acadêmico Guedes de Miranda realiza hoje (18.10) o debate “Decifrando a PEC 241: Análise Jurídica, Social e Econômica”, das 14h às 17h, no mini auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Maceió. A inscrição é gratuita e os facilitadores serão: Basile Christopoulos (Professor, Advogado e Assessora Jurídico da Ufal), Lucas Sorgato (Economista e Sócio-Diretor na empresa Projete Consultoria) e José Menezes G. (Cientista Político e Coordenador do Núcleo Alagoano pela Auditoria da Dívida e Componente do Observatório de Políticas Públicas e Lutas Sociais da Ufal).

Os movimentos sociais denominaram a PEC “De Fim do Mundo”, e no domingo (23) a partir das 15h, se concentrarão em frente ao Posto 7 no bairro da Jatiúca em Maceió, para a mobilização contra a destruição da educação, da saúde e de muitos serviços públicos no Brasil, que comprometerá o futuro na nação.


Fonte: Coluna Axé – 413ª edição – Jornal Tribuna Independente (18 a 24/10/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Preconceitos olímpicos

Em tempos de jogos olímpicos... costuma-se valorizar a resistência, explosão muscular, dedicação, a conquista de títulos e índices. Porém, o fair play (em português: jogo limpo) anda esquecido fora dos locais de competição e nas redes sociais, já que os/as covardes continuam destilando seus venenos e contribuindo para a cultura do ódio e intolerância. 

O fair play é uma filosofia adotada no meio esportivo, que nasceu em 1896 nas primeiras Olimpíadas da Era Moderna em Atenas que preza pela ética e o bem estar dos/das atletas, ou seja, os/as praticantes devem jogar de maneira justa e não prejudicar propositalmente seus adversários(as). 

Durante as olimpíadas do Rio de Janeiro, teve internauta que ressaltou o sobrepeso da ginasta mexicana Alexa Moreno e a comparou à personagem infantil Peppa Pig; a brasileira Poliana Okimoto (medalha de bronze na maratona aquática) com 33 anos de idade, foi considerada velha para participar da competição; atletas negros(as) continuaram sendo chamados de macacos fedorentos; e os atletas gays (assumidos ou não) também foram hostilizados, inclusive, houve muita crítica à jogadora de rúgbi Isadora Cerullo que recebeu pedido de casamento da sua namorada depois de uma partida.

E o caso mais polêmico, foi direcionado à goleira da seleção brasileira Bárbara Micheline do Monte Barbosa, quando o integrante do Conselho Federal de Administração (CFA) Marcos Clay utilizou uma rede social e comentou: "Eu odeio preto, mas essa goleira do Brasil tinha chance". Depois de várias críticas, defendeu-se: "Foi uma brincadeira de mau gosto, até já tirei o post. Uma brincadeira que infelizmente algumas pessoas se ofenderam, mas não era minha intenção. Tanto é que minha esposa é negra, todo mundo sabe disso. Quem me conhece sabe que eu não sou racista, tenho vários amigos que são negros, não tenho problema com isso", afirmou Clay. 

É preciso respeitar as pessoas, independente, de ser ou não um/uma grande medalhista, classe social, crença, cultura e histórias de vida. Mais amor, por favor! Axé! 

Fonte: Coluna Axé – 404ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/08/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 24 de julho de 2016

Nadamos no Velho Chico

O domingo (24.06) foi inesquecível! Participei de um evento esportivo na cidade de Penedo(AL), realizado pela Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) e fui das representantes da Academia Nadart Fênix.

A missão foi cumprida, nadei 3.500m no Rio São Francisco! Pela primeira vez, competi no rio, e os obstáculos foram maiores... encarei o frio, os arbustos, as ondulações, correnteza, engoli água, o medo e completei a prova! Ainda bem que as piranhas ficaram bem longe. ;)

Infelizmente... não teve pódio, fiz no tempo de 0:42:25 e fiquei em 12º lugar geral no feminino. Mas a alegria foi a de sempre e a medalha de participação ficou garantida para a coleção.
 
Além dos amigos de pernadas e braçadas das aulas semanais de natação, contei com a participação do meu irmão Helquias. Estivemos lado a lado boa parte do percurso, um fortalecendo o outro, e depois ele me passou. (kkkk) Com certeza, o vício esportivo já foi injetado e será o meu companheiro de aventura nas próximas edições.

Até o próximo desafio!




 


terça-feira, 7 de junho de 2016

Congresso da Unegro

A União de Negros pela Igualdade (Unegro) – instituição nacional do Movimento Negro, com 28 anos de atuação no país – foi fundada em Salvador (BA) no dia 14 de julho de 1988, durante o processo de redemocratização do país e busca combater o racismo e toda forma de discriminação e opressão social.

Nos dias 10 a 12 de junho, na Universidade Federal do Maranhão em São Luís, realizará o 5º Congresso Nacional com o tema central: “Negras e Negros no poder e em defesa da vida”. A Conferência Magna discutirá “Racismo no Mundo Perspectivas e Desafios”, sendo proferida por Olívia Santana – Secretária Estadual de Políticas Para Mulheres – SPM/BA e Secretária Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, e Luciana Santos – Presidente Nacional do PCdoB. 

Na programação também terá a mesa “Negras e Negros no Poder e em defesa da Vida”; Caminhada Contra o Golpe e Entrega do Prêmio Clóvis Moura Pela Igualdade Racial no Brasil; e Plenária Final para a aprovação do Plano de Luta e resoluções, além da eleição e posse da nova Diretoria.

Outro importante momento da programação para a formação sociopolítica e integração com representantes de vários segmentos sociais, será a realização de 14 painéis de Debate sobre questões relevantes da atualidade, são eles: Pesquisas e produção intelectual negra; Participação Política, Gestão Pública e Luta Parlamentar pela Igualdade Racial; A luta e organização das Mulheres Negras; Juventude Negra direito a vida e ao desenvolvimento; Comunidades Tradicionais e a defesa do Estado laico; Comunidades Quilombolas / Terra regularização das terras/territórios e etnodesenvolvimento sustentável; A Luta LGBT – Mobilização e participação no enfrentamento às desigualdades de gênero e orientação sexual com recorte de raça e classe; Defesa do SUS e a política integral saúde da população negra; Educação; Racismo no local de trabalho; Cultura Negra – Fomento a diversidade; Decênio dos Afrodescendentes – Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento; Comunicação: Cidadania e democratização da comunicação; e Desenvolvimento Econômico do Brasil: Impacto do Racismo que Afetam a Produtividade, a Produção e a Distribuição de Renda.

O evento reunirá lideranças da Unegro atuantes em 24 Estados da Federação, convidados(as) e integrantes de outras instituições do movimento social negro. As inscrições ainda estão abertas. Saiba mais: http://www.unegro.org.br/site/ e na página do Facebook @unegrobr, ou ainda, pelo email contato@unegro.org.br.


Fonte: Coluna Axé  – 394ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/06/16) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Travessia nº7

Grandes parceiros: professor Marcelo e o amigo Afonso


No domingo(10.04), a Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) promoveu mais uma importante edição do Festival de Natação no Mar: Revezamento 3x700 e Individual 2100m. Mas, dizem as más línguas, que a marcação do percurso foi errada e todo mundo nadou 1km extra no individual.

Essa foi a minha sétima travessia representando a Academia Nadart Fênix, fiz no tempo de 01:18.32, o que resultou no sexto lugar geral feminino e preciosos pontos no ranking estadual. Superei a pressão psicológica em ver o portal da chegada em cada volta, e mesmo assim, continuar com as braçadas; suportar o incômodo na barriga (a famosa dor de viado); as pernas pesadas; a sede; e o corte devido à respiração sempre do mesmo lado (roçando o pescoço na alça do maiô).

Infelizmente, só tinha eu na sênior B e levei mais uma medalha para a coleção. Foram apenas 10 mulheres inscritas na competição e em categorias diferentes. Já é possível perceber que quanto maior o percurso, menos participantes. Afinal, não é todo mundo que tem coragem de nadar no mar!

Porém, mais importante do que subir ao pódio, é ultrapassar os limites do corpo, ter a sensação de liberdade e relembrar a própria evolução no esporte. Só para exemplificar: há um ano, iniciei o vício e fiz essa mesma prova; participei do revezamento, uma única volta de 700m, e um bombeiro se aproximou para perguntar se eu precisava de ajuda; quando cheguei em casa, passei o resto do dia deitada e não consegui fazer mais nada. Agora, a dor transforma-se em estímulo.

Eu só tenho a agradecer ao professor Marcelo Luz, os parceiros de raia e a minha família/amig@s/torcida organizada pelo incentivo constante. Até a mainha prestigiou e rezou o tempo todinho até o meu retorno... parabenizou e mais uma vez disse que não vinha mais. kkkkkk  

Estou muito feliz com cada resultado. A natação tornou-se minha terapia, lazer e prática essencial para a qualidade de vida! É hora de intensificar os treinos, conhecer outros mares e enfrentar os próximos desafios. Rumo aos 5km!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Travessia na Barra de São Miguel

Começou o Circuito Alagoano de Natação em Águas Abertas 2016!

Nesse domingo(21.02.16), a Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) promoveu a TRAVESSIA Barra de São Miguel, no litoral sul de Alagoas. A maré ainda estava enchendo, ficamos pertinho das pedras, a água limpinha e convidativa.

Essa foi a minha sexta travessia representando a Academia Nadart Fênix, fiz 1200m em 24'53", cheguei em 19º lugar no feminino geral e fiquei em terceiro na categoria Sênior B.

Sem dúvidas... foi mais um dia de relaxamento, alegria e superação!

 





terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Fórum Social Mundial 2016

Há quinze anos, foi criado o Fórum Social Mundial com objetivo de congregar pesquisadores e ativistas de vários continentes, com o objetivo elaborar alternativas para uma transformação social global. Surgiu como um contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), e tem como slogan oficial “Um outro mundo é possível”.

O FSM foi realizado por várias vezes no Rio Grande do Sul, também, já ocorreu no Estado do Pará. De forma descentralizada aconteceu na Índia, Quênia, Venezuela, Senegal e Tunísia.

De 19 a 23 de janeiro, a cidade de Porto Alegre (RS) receberá novamente o evento, com o tema: “Balanço, Desafios e Perspectivas na luta por outro mundo possível”. A tradicional marcha de abertura refletirá sobre o tema: “Paz, Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”.

A programação também será composta pelo: 2° Seminário de Proteção e Defesa Civil; Ato pela paz e a intolerância religiosa; atividades autogestionadas, oficinas, mesas de convergência e apresentações culturais. 

Em relação às questões étnicorraciais, destacam-se as rodas de conversa: Racismo e Sofrimento Psíquico; Racismo estrutural e periferia; O que o racismo fez com você: Diálogo entre mulheres negras; Diálogos sobre a juventude negra; O genocídio da população negra no Brasil; Lei de cotas no Brasil: comemorar a conquista e enxergar os desafios atuais; Rede Quilombola; Roda de Diálogo: Povos e Comunidades Tradicionais; Direitos Humanos e mídias sociais; Capoeira: Contribuições para uma educação ético-estética; dentre outros.

Esse é um importante mecanismo de integração sociopolítico entre movimentos sociais e povos tradicionais, que tem se fortalecido a cada ano, com a troca de experiências e divulgação de políticas públicas. Saiba mais: http://forumsocialportoalegre.org.br/tag/fsm-2016/


Fonte: Coluna Axé – 375ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/01/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Saúde e direitos

Em uma sessão histórica do ponto de vista da luta por políticas de promoção da igualdade racial em Alagoas, o Conselho Estadual de Saúde (CES) aprovou, na última quinta-feira (17.12), a criação do Comitê Técnico Alagoano de Saúde da População Negra no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

O comitê será paritário, com participação da sociedade civil, e terá como atribuições, propor, elaborar, acompanhar, fiscalizar e apoiar a implantação da política Estadual de Atenção Integral à Saúde da População Negra, articulando ações e trabalho das áreas voltadas a este segmento populacional em consonância com o Plano Estadual de Saúde e legislação específica vigente. Também será papel do comitê, sistematizar propostas de políticas e planos que visem à promoção da equidade étnicorracial na atenção à saúde.

O comitê nacional já existe no âmbito do Ministério da Saúde, e este recomenda que Estados e Municípios também instituam seus comitês. No entanto, a proposta de criação do comitê em Alagoas partiu de profissionais ligados a pesquisa sobre saúde da população negra da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) com apoio do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir).

Durante a reunião do CES, tanto o professor Jorge Riscado, da Faculdade de Medicina da Ufal e membro do Comitê Nacional, quanto a presidenta do Conepir, Valdice Gomes, usaram como argumentos para mostrar a necessidade de criação do comitê, o fato de que aproximadamente 67% da população alagoana é constituída de pretos e pardos, portanto, considerada negra pelo IBGE. Bem como, dados que comprovam que os negros tem agravos mais prevalentes de Hipertensão Arterial, Doença Falciforme, Glaucoma, Diabetes Mellitus entre outros.

Além disso, a maioria da população negra sofre de racismo e racismo institucional e estes são determinantes sociais de saúde, porque estão nas periferias, favelas, lixões e, portanto, sem saneamento básico, destinação adequada de lixo, água encanada, etc. Em relação às mulheres brancas, as mulheres negras em Alagoas, morrem 10 vezes mais por gestação, parto e puerpério e, entre elas por eclâmpsia, hipertensão arterial durante a gestação, causa evitável. As mulheres quilombolas, tem entre 04 a 05 consultas pré-natais, muito aquém, quando o limite é de 08 consultas e, o ideal, seria de 14 consultas pré-natais.

Também foi levada em consideração, a necessidade de integração das ações e políticas da Sesau e articulação destas com o controle social, movimentos sociais negros, movimento social de remanescentes de quilombo, de comunidades tradicionais de matriz africana e as demais instâncias do SUS, no que tange ao acesso e qualidade da atenção à saúde da população negra e combate ao racismo institucional. Cabe agora à Sesau publicar portaria e garantir no orçamento os recursos para funcionamento do comitê.

Fonte: Coluna Axé – 372ª edição – Jornal Tribuna Independente (22 a 28/12/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 6 de dezembro de 2015

Troféu Renaldo Malta 2015

Nesse domingo(06.12.15), a Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL) promoveu mais uma importante edição do Troféu Renaldo Malta em Maceió.

Nesse ano, foi a quarta vez que participei de uma travessia no mar e conquistei mais duas medalhas para a coleção. Porém, o mais importante é concluir a prova; é mesmo exausta, espalhar sorrisos, e saber que posso sempre me superar. Agradeço a grande força divina por me conceder saúde, determinação e o controle do nervosismo.

Obrigada a tod@s: mainha que mesmo em casa fica rezando para correr tudo bem; painho, o fotógrafo oficial; os professores da Academia Nadart Fênix; namorado e amigos pelo incentivo.










 
 

 

sábado, 21 de novembro de 2015

Nadar para superar desafios

No Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro, fui comemorar a minha negritude e resistência dentro do mar. 

Pela terceira vez, participei de uma travessia organizada pela Federação Aquática do Estado de Alagoas (FAEAL), representando a Academia Nadart Fênix. No 1º Festival de Revezamento 3x1000m, tive a honra de participar da equipe feminina em parceria com as colegas Bruna e Nira.

Ficamos em terceiro lugar geral entre as equipes femininas e em segundo lugar na categoria. Agradeço a grande força divina por ter garantido a minha saúde e disposição para concluir mais um prazeroso desafio! 

Também agradeço aos meus familiares e amigos pela torcida constante. Foram muitas braçadas e pernadas intensas, lutando contra a correnteza e a procura das bóias. Até o próximo!