terça-feira, 19 de julho de 2016

Convergência Negra

Diante da grave crise econômica, política, ambiental, humanitária e moral, cresce consequentemente as crises sociais manifestadas pelo racismo, a xenofobia, a violência, e várias formas de intolerância. O pensamento conservador e retrocesso das políticas públicas tornam-se mais evidentes. Porém, lideranças do Movimento Social Negro estão fortalecendo o diálogo sobre os desafios da conjuntura e o futuro da luta negra no Brasil e encontra-se em intensa articulação sócio-política.

Já foram realizados dois grandes momentos de discussões, em Salvador/BA (Novembro/2015) e no Fórum Social Mundial em Porto Alegre/RS (Janeiro/2016), que resultou na constituição da plataforma política e o plano de lutas – comum e unitário – contendo dez (10) pontos de referência, são eles: Contra a redução da maioridade penal; Combater o extermínio/genocídio da juventude negra; Aprofundar as políticas e ações afirmativas no país, com destaque nas mulheres negras; Autonomia das mulheres negras e participação nos espaços de poder público e privado; Lutar pela efetivação das leis 10.639/03 e 11.645/08; Avançar na pauta quilombola, nenhum quilombo sem suas terras regularizadas e tituladas e com políticas públicas para melhoria da qualidade de vida; Combater a intolerância e violência religiosa, garantir a laicidade do estado e proteger a liberdade de culto; Criminalizar a homofobia; Pela aprovação da PL 4471/12, que põe fim aos autos de resistência; Democratização dos meios de comunicação; A cultura afro brasileira como parte fundamental da cultura geral no Brasil, neste sentido luta-se pela ampliação da sua inclusão nas políticas públicas, bem como, em toda e qualquer discussão do movimento negro brasileiro, enquanto instrumento de transformação social.

Atualmente, integram a Convergência Negra, as organizações brasileiras: Agentes de Pastoral Negros (APNs); Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN); Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB); Coletivo de Ativistas Anti-Racistas (QUILOMBAÇÃO); Coletivo de Entidades Negras (CEN); Coletivo Nacional de Juventude Negra (ENEGRECER); Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (CONAQ); Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN); Fórum Nacional de Juventude Negra (FONAJUNE); Fórum Nacional de Mulheres Negras (FNMN); Movimento Negro Unificado (MNU); Rede Nacional de Negras e Negros, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (AFRO LGBT); e União de Negros pela Igualdade Racial (UNEGRO). 

No último sábado(16.07), na cidade de Aracaju(SE), foi promovida mais uma importante reunião nacional e o Ato Público “Negr@s não Temer”; além de debater as próximas agendas de atuação: Mobilização nos Estados contra o Impeachment (12 de agosto); Plenária Nacional da Convergência em Salvador (10 de setembro); e a Marcha “Um milhão de Negros e Negras nas ruas por nenhum direito a menos para todos e todas nós” (20 de novembro).

Eis um grande momento de fortalecimento da luta por justiça social!

Fonte: Coluna Axé – 400ª edição – Jornal Tribuna Independente (19 a 25/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ativistas discutem conjuntura política e igualdade racial


Projeto Tambor Falante integrará o cronograma da “Ocupação Fora Temer” na sede do IPHAN-AL


Por: Helciane Angélica (Jornalista)

Nesse sábado(16.07) às 15h, no hall do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no histórico bairro do Jaraguá em Maceió, o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô realizará uma importante edição do Tambor Falante sobre o tema: “Os Impactos do Governo Interino de Michel Temer nas Políticas para a Igualdade Racial”. 

A instituição do movimento negro alagoano atendeu ao convite dos(as) manifestantes que estão na OCUPAÇÃO FORA TEMER há mais de 50 dias na sede do IPHAN/AL. O protesto foi iniciado após o anúncio da extinção do Ministério da Cultura e as intervenções do presidente em exercício – considerado golpista por grande parte da população brasileira – que tem contribuído para o retrocesso nas políticas públicas.

Em relação às políticas de igualdade racial, foi publicado um decreto que transferiu dotações orçamentárias constantes do Orçamento Fiscal da União (Lei nº 13.255, de 14 de janeiro de 2016), do extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos para a Presidência da República, no valor de R$ 12.927.981,00 (doze milhões, novecentos e vinte e sete mil, novecentos e oitenta e um reais). Michel Temer também exonerou vários funcionários, excluiu órgãos e secretarias extremamente importantes para o desenvolvimento social, a exemplo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

O evento é direcionado aos ativistas dos segmentos afros, integrantes de grupos artísticos, produtores culturais, lideranças de movimentos sociais, povos tradicionais, religiosos de matrizes africanas, pesquisadores e estudantes. No encerramento, terá a performance artística da Companhia de Teatro e Dança Afro Aiê Orum criada em 2009, com o objetivo de trabalhar a história e a cultura afro-brasileira por meio de oficinas de Danças Afro Brasileira para jovens de comunidades periféricas e de escolas públicas. 

“Com esse projeto queremos proporcionar o debate, a troca de experiências e chegarmos onde a valorização, o respeito e a qualidade de vida ainda está a desejar. Com esse tema sobre análise de conjuntura política, vamos refletir sobre a política de igualdade racial e as ações desse presidente ilegítimo que não nos representa. Ultimamente, estamos vivendo um caos no país!”, exaltou Maria Madalena da Silva, presidente do Anajô.



Facilitadores
A atividade contará com as intervenções de dois ativistas alagoanos, que atuam efetivamente na luta pela valorização das questões étnicorraciais, combate do racismo e intolerância religiosa. Os facilitadores serão:

CLÉBIO ARAÚJO: Historiador; Vice Reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal); Coordenador do Núcleo de Estudos Afro Brasileiros (NEAB-Uneal); Vice Presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir/AL); e Pesquisador da história e cultura afroalagoana.

VALDICE GOMES: Jornalista; Presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir/AL); Integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualde Racial (Cojira-AL); Diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal); e Vice Presidenta do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô (APNs-AL).


Projeto
O projeto "TAMBOR FALANTE: Refletindo, Debatendo e Transformando Realidades" foi um dos selecionados no Prêmio Eris Maximiniano 2015, uma realização da Prefeitura de Maceió por intermédio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC). Ao todo, serão cinco edições com temas diversos e busca contribuir para a troca de conhecimentos e a formação sociopolítica, que resultará na produção de um livro e DVD. 

O Anajô é uma organização não-governamental fundada em dezembro de 2005, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), instituição nacional do Movimento Negro que encontra-se presente em 14 estados brasileiros. Promove atividades de formação sobre a história do Quilombo dos Palmares; pertencimento étnico; conjuntura sociopolítica da população afro-brasileira; ações de combate ao racismo e preconceitos correlatos.


SERVIÇO:
TAMBOR FALANTE
Dia: 16/07/2016 (sábado)
Hora: 15h00
Local: IPHAN/AL - Rua Sá e Albuquerque, nº 157, Jaraguá, Maceió/AL – próximo à Praça Dois Leões
Contatos: onganajo@hotmail.com / https://anajoalagoas.wordpress.com/
ENTRADA FRANCA!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Encontro afro no sertão alagoano

No período de 29 a 31 de julho, o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR) realizará na cidade de Delmiro Gouveia – distante 304 km da capital alagoana – o 2º Encontro e 1ª Jornada Científica de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais de Terreiro de Alagoas.

Na abertura, o público poderá conferir as exposições fotográficas: “Povos Tradicionais de Terreiro” (Larissa Fontes), “Quilombos” (Sandreana Melo) e “Espaço apropriado e espaço planejado no Muquém” (Pedro Simonard). 

Nas mesas de debate, serão explorados os seguintes temas: “Intolerância Religiosa no Brasil laico, desafios para a vida em sociedade na construção de direitos”; “Questões agrárias e fundiárias em Alagoas: sobre terra, território e poder”; “Estratégias para a preservação do bem imaterial das comunidades – Como garantir o acesso às políticas públicas?”.

Também será realizada a exibição de filmes/documentários “Sai do Sol Galego” (Sandreana Melo), “Jurema” (Clementino Júnior) e “Exú – Além do Bem e do Mal” (Werner Salles); grupos de trabalhos (GTs); além das rodas de conversa: “Retrospectiva histórica e sociocultural das comunidades quilombolas e povos tradicionais de terreiro” e “A juventude como difusora de políticas públicas nas comunidades”.

O evento é uma parceria com o Governo de Alagoas, Conexão Nordeste, Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL) e Fundação Cultural Palmares. E o apoio do Baobá Raízes e Tradições; Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana de Alagoas; Rio’s Rent a Car Maceió; Faculdade Maurício de Nassau e Universidade Tiradentes.

Os(as) interessados(as) devem fazer a inscrição pelo link https://docs.google.com/forms/d/1myftEHmORc_pR_94fFUsWKTyYpiizu41AaQ03HoMPvc/viewform. Mais informações: (82) 99999-1301 / 99922-7988.


Fonte: Coluna Axé – 399ª edição – Jornal Tribuna Independente (12 a 18/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 11 de julho de 2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

Ocupe a praça

O projeto “Ocupe a Praça” conta com a produção do Coletivo Popfuzz. Trata-se de uma realização da Fundação Municipal de Ação Cultural em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural e integra o Programa Ações Culturais para Maceió, fruto do convênio nº 798826/2013 (assinado entre FMAC e MinC), e emenda parlamentar do deputado federal Paulão (PT).

O objetivo é promover apresentações dos mais variados segmentos (música, cinema, teatro, dança, entre outros), atividades de formação, oficinas e shows em praças públicas e centros comunitários nas oito (8) regiões administrativas da capital alagoana, no período de maio a outubro de 2016. As primeiras edições contemplaram os bairros do Farol (Praça do Centenário) e Bom Parto (Quadra Escola Geraldo Bulhões), respectivamente, nos dias 08 de maio e 26 de junho.

Agora, chegou a vez da Região Administrativa 05 que contempla os bairros do Feitosa, Barro Duro, Jacintinho e São Jorge. De 04 a 08/07, na sede do Centro de Estudos e Pesquisas Afro Alagoano Quilombo (Cepa Quilombo) – Rua Santa Luzia, 42, próximo a rádio 96 FM, Jacintinho – serão realizadas três importantes oficinas: de 9h às 13h, “Bumba-Meu-Boi” com o oficineiro Lucival Salgueiro (Neno); das 14h às 18h, “Capoeira Como Construção de Identidade e Gênero” ministrada pela Professora de Capoeira Sirlene Gomes (Rasteirinha); e das 18h às 22h, “Museu e Comunidade” por Viviane Rodrigues, pesquisadora no Projeto de Extensão Comunidade e Museologia Social (COMUSA).

No domingo (10.07) a partir das 15hs, na Praça Mirante Vereador Audival Amélio da Silva localizado no bairro do Jacintinho, terão as apresentações artísticas: o coco de roda Xique Xique de Alagoas, Marcelinho do Forró, grupo infanto juvenil Gente que Brilha (CEPA Quilombo), o grupo de reggae Freedom Songs, dos punks da Ximbra e a banda de rock alternativo Eek. 

As próximas edições do “Ocupe a Praça” estão previstas para acontecerem na Praça Marcílio Dias, Jaraguá (31/07); Praça da Guarda Municipal, Ponta Grossa (21/08); Praça Padre Cícero, Benedito Bentes (11/09); Praça São Pedro, Garça Torta (25/09) e Praça Graciliano Ramos, Tabuleiro dos Martins (09/10).

Esse é um grande momento de integração com a comunidade, pertencimento e exaltação cultural, que contribui para a valorização do trabalho dos artistas locais e grupos da cultura popular. Todas as programações são gratuitas, saiba mais no página do Facebook: https://www.facebook.com/ocupeapracamaceio/

Fonte: Coluna Axé – 398ª edição – Jornal Tribuna Independente (05 a 11/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 28 de junho de 2016

Retrocesso nas políticas públicas

O Vice-Presidente da República, Michel Temer (PMDB), assumiu o exercício do cargo de Presidente da República no dia 13 de maio de 2016. Em pouco tempo de mandado, considerado ilegítimo por grande parte da população brasileira, vem fazendo história com um governo retrógrado e machista, e na primeira semana recebeu inúmeras enxurradas de críticas pela falta de negros e mulheres entre os novos ministros.

Dos 32 ministérios existentes no Governo Dilma, foram extintos 24; e ao menos sete ministros do novo governo tiveram seus nomes citados nas investigações da Operação Lava Jato, citados na planilha da Odebrecht ou são alvos de várias denúncias de corrupção e má administração pública.

Com o pretexto de reduzir os gastos públicos, estão sendo excluídos órgãos e secretarias extremamente importantes para o desenvolvimento social. No dia 1º de junho, foram exonerados 31 assessores técnicos do Ministério da Educação, sendo 23 ligados à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) e oito, à Secretaria Executiva da pasta. Essas exonerações também afetam diretamente as atividades do Fórum Nacional de Educação (FNE).

Para ter uma ideia da importância da Secadi: o órgão em articulação com os sistemas de ensino implementa políticas educacionais nas áreas de alfabetização e educação de jovens e adultos, educação ambiental, educação em direitos humanos, educação especial, do campo, escolar indígena, quilombola e educação para as relações étnico-raciais. “O objetivo da Secadi é contribuir para o desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino, voltado à valorização das diferenças e da diversidade, à promoção da educação inclusiva, dos direitos humanos e da sustentabilidade socioambiental, visando à efetivação de políticas públicas transversais e intersetoriais”.

E no último dia 22 de junho, o presidente interino publicou um decreto que transfere dotações orçamentárias constantes do Orçamento Fiscal da União (Lei nº 13.255, de 14 de janeiro de 2016), do extinto Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos para a Presidência da República, no valor de R$ 12.927.981,00 (doze milhões, novecentos e vinte e sete mil, novecentos e oitenta e um reais).

O Governo suspendeu novas contratações do Minha Casa Minha Vida e novas vagas para Pronatec e Fies; revê criação de áreas indígenas e desapropriações de terras; e prepara reforma trabalhista. Enfim, uma verdadeira pá de cal em cima das políticas afirmativas e direitos historicamente conquistados!


Fonte: Coluna Axé – 397ª edição – Jornal Tribuna Independente (28/06 a 04/07/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 25 de junho de 2016

Trilha sonora - Fim de Semana (25 e 26.06.16)

... 
- A gente não muda as pessoas. 
- E o que fazemos? 
- Ama-se! 
...

 #comoeueraantesdevocê #filme #trilha

terça-feira, 21 de junho de 2016

Realidade Brasileira

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) encontra-se com inscrições até o dia 25 de julho, para o Curso de Realidade Brasileira (CRB). Com o objetivo de estudar a realidade sócio histórica do país e utiliza como guia os principais pensadores brasileiros e suas obras, a exemplo, de Dirceu Lindoso, Luís Sávio de Almeida, Florestan Fernandes, Celso Furtado, Caio Prado Jr, Darcy Ribeiro, Paulo Freire, dentre outros.

O curso é realizado em todo o país, já contemplou mais de 60 turmas, no Estado de Alagoas iniciou em 2012, e essa será a terceira turma. É destinado aos militantes de movimentos sociais, pastorais sociais, sindicalistas, integrantes do movimento estudantil, organizações políticas e profissionais vinculados aos trabalhadores de educação popular e saúde.

“O curso nasceu da percepção da necessidade de se retomar a formação de militantes de forma mais sistemática, voltar a pensar o Brasil e o Projeto Popular, a viabilidade do Brasil-Nação, suas potencialidades, a formação histórica, social, cultural e econômica do seu povo”, enfatizou a professora Maria Edna Bezerra.

O CRB será organizado em sete (7) módulos presenciais, um final de semana por mês em horário integral de 8 às 19h na sexta e de 8h às 16h no sábado. A metodologia compreenderá núcleos de organização para proporcionar maior participação, divisão de tarefas, rodas de conversa, trabalhos em pequenos grupos, leitura de textos, debates e exposições dialogadas; e no encerramento, a produção de um trabalho final com a síntese dos conteúdos apreendidos.

Os(as) interessados(as) em participar devem comparecer das 9h às 16h30, no Núcleo de Saúde Pública (NUSP/UFAL) localizado no prédio do antigo CSAU, Campus A.C. Simões em Maceió; ou pelo email: medna.pc@gmail.com. Em relação à documentação, é necessário: levar carta de intenção do candidato; declaração de anuência/apresentação da organização da qual participa, devidamente assinada; e avaliação da documentação do candidato. O resultado dos alunos(as) selecionados(as) será no dia 31 de julho e a matrícula no dia 5 de agosto.

Com certeza, é uma ótima oportunidade para o crescimento científico, partilha de conhecimentos e experiências, além de contribuir para o fortalecimento da transformação social!


Com informações da Ascom/Ufal.

Fonte: Coluna Axé – 396ª edição – Jornal Tribuna Independente (21 a 27/06/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 14 de junho de 2016

Festejos juninos 2016

Junho chegou e com ele vem o encanto dos festejos juninos! Tradição nordestina repassada de geração para geração, motivada pela alegria, com explosão de ritmos (xote, baião, xaxado), fogos, fogueira e gastronomia peculiar. Nesse período, tem arraiá em todo lugar, particulares, beneficentes e abertos ao público.

O Serviço Social do Comércio (SESC-AL) encontra-se com uma programação variada, para todos os públicos, na capital e no interior. O Concurso de Quadrilhas de Alagoas acontecerá nos dias 14 a 16, 20, 22 e 23, 28 a 30/06; é uma realização do Sesc em parceria com a Liga de Quadrilhas do Estado (Liqal), e tem valorizado o trabalho dos grupos que ensaiam por vários meses e investem na exuberância do figurino e cenários. Todas às sextas, às 19h30, tem o Happy Hour Junino: no dia 17 de junho, os responsáveis pela animação é o Tião Marcolino e a banda Mô Fio; e no dia 24, Joelson dos 8 Baixos e Wilma Araújo homenageiam o Dia do Comerciário com um amplo repertório. Na Unidade Sesc Guaxuma, tem os Domingos Musicais das 13h às 16h, com a banda Xero no Cangote; e na Unidade Sesc Arapiraca, no mesmo horário, com o Forró Marantes.

Também terá o "Arraial do TSI" no dia 22/06, às 15h, no Espaço Recreativo e Cultural do Sesc Poço (Maceió) com a cantora Roberta Aureliano; além da quadrilha de idosos do Trabalho Social (TSI), sorteio de balaios juninos, concurso de forró, simpatias, crendices e muito mais. Já em Arapiraca, a festa será no dia 30/06, às 14h30, na Quadra Sesc Arapiraca, com muito forró ao som da Banda Limão com Doce, além de um concurso da rainha do milho e do rei sabugo, comemoração dos aniversariantes do mês, sorteio de balaios juninos e a venda de comidas típicas. Saiba mais: http://www.sescalagoas.com.br.

O concurso Forró e Folia de Coco de Roda acontecerá entre dos dias 14 e 16 e 20 e 21, no Ginásio do Sesi, no bairro Trapiche da Barra em Maceió.

Para quem gosta de uma opção mais alternativa, na sexta feira (17.06) às 20h, no Zepelim Bar e Restaurante em Maceió, terá Rogério Dyas e a Trincheira com a participação do guitarrista Pedro Ivo da banda Necro – uma mistura de forró, coco de roda e rock. No dia 23 de junho às 22h, no RexBar localizado no histórico bairro do Jaraguá em Maceió, Anderson Fidellis e a Cabroeira vêm com o autêntico baião e forró pé de serra de alta qualidade; o ingresso custa R$15.

Outra importante ação durante o mês de junho é do projeto Sorriso de Plantão, onde os palhaços doutores farão plantões nos sábados 18 e 24 de junho nas alas pediátricas dos hospitais públicos de Alagoas, vestidos a caráter e ao som de músicas e danças típicas.

Tem eventos para todos os gostos, bolsos e objetivos, vale a pena curtir a cultura nordestina e popular! Aproveite!

Fonte: Coluna Axé – 395ª edição – Jornal Tribuna Independente (14 a 20/06/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 7 de junho de 2016

Congresso da Unegro

A União de Negros pela Igualdade (Unegro) – instituição nacional do Movimento Negro, com 28 anos de atuação no país – foi fundada em Salvador (BA) no dia 14 de julho de 1988, durante o processo de redemocratização do país e busca combater o racismo e toda forma de discriminação e opressão social.

Nos dias 10 a 12 de junho, na Universidade Federal do Maranhão em São Luís, realizará o 5º Congresso Nacional com o tema central: “Negras e Negros no poder e em defesa da vida”. A Conferência Magna discutirá “Racismo no Mundo Perspectivas e Desafios”, sendo proferida por Olívia Santana – Secretária Estadual de Políticas Para Mulheres – SPM/BA e Secretária Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, e Luciana Santos – Presidente Nacional do PCdoB. 

Na programação também terá a mesa “Negras e Negros no Poder e em defesa da Vida”; Caminhada Contra o Golpe e Entrega do Prêmio Clóvis Moura Pela Igualdade Racial no Brasil; e Plenária Final para a aprovação do Plano de Luta e resoluções, além da eleição e posse da nova Diretoria.

Outro importante momento da programação para a formação sociopolítica e integração com representantes de vários segmentos sociais, será a realização de 14 painéis de Debate sobre questões relevantes da atualidade, são eles: Pesquisas e produção intelectual negra; Participação Política, Gestão Pública e Luta Parlamentar pela Igualdade Racial; A luta e organização das Mulheres Negras; Juventude Negra direito a vida e ao desenvolvimento; Comunidades Tradicionais e a defesa do Estado laico; Comunidades Quilombolas / Terra regularização das terras/territórios e etnodesenvolvimento sustentável; A Luta LGBT – Mobilização e participação no enfrentamento às desigualdades de gênero e orientação sexual com recorte de raça e classe; Defesa do SUS e a política integral saúde da população negra; Educação; Racismo no local de trabalho; Cultura Negra – Fomento a diversidade; Decênio dos Afrodescendentes – Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento; Comunicação: Cidadania e democratização da comunicação; e Desenvolvimento Econômico do Brasil: Impacto do Racismo que Afetam a Produtividade, a Produção e a Distribuição de Renda.

O evento reunirá lideranças da Unegro atuantes em 24 Estados da Federação, convidados(as) e integrantes de outras instituições do movimento social negro. As inscrições ainda estão abertas. Saiba mais: http://www.unegro.org.br/site/ e na página do Facebook @unegrobr, ou ainda, pelo email contato@unegro.org.br.


Fonte: Coluna Axé  – 394ª edição – Jornal Tribuna Independente (07 a 13/06/16) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 31 de maio de 2016

Símbolo das Olimpíadas em terras alagoanas

A presença da Tocha Olímpica no país representa um marco histórico. No último domingo e segunda-feira, 29 e 30 de maio, Alagoas recebeu o símbolo que veio da Grécia, passando por seis municípios.

A começar por São Sebastião, seguiu para Arapiraca, São Miguel dos Campos, terminando o dia em Maceió, sendo 11 bairros prestigiados com o evento.

Já na segunda-feira, a tocha foi para Murici e finalizando as comemorações em União dos Palmares, com passagem pela Serra da Barriga, local símbolo de resistência negra e histórico, por ser o quilombo mais antigo do país, o que permitiu dar ao evento uma maior simbologia e a possibilidade de mostrar as raízes da cultura do povo alagoano.

Durante os dois dias da passagem da tocha, foram disseminados ideais olímpicos, com mensagens de paz, solidariedade e união. A estrutura para receber o maior símbolo olímpico envolveu recursos do governo Federal, com a participação das Prefeituras locais. O investimento em ações vinculadas ao estímulo do esporte é legítimo e são válidos para projetar a imagem do Estado. Mas, cabe lembrar que o empenho em valorizar a dignidade da população deve ir além da organização e ostentação em megaeventos que mobilizam ações políticas e econômicas.

O real sentido do revezamento da tocha olímpica deve estar associado a abrir caminhos, fomentar ações sociais de respeito ao ser humano, nas mais variadas etnias e culturas. Afinal, o esporte sempre acalentou o sonho de pessoas menos favorecidas na perspectiva de vidas melhores, quebrando os limites das desigualdades, quando se projeta campeãs e campeões, diante da diversidade e a ausência de igualdade do nosso diverso país.

O anseio é que a essência da chama olímpica possa se manter acesa em nosso estado constantemente.

Fonte: Coluna Axé – 393ª edição – Jornal Tribuna Independente (31/05 a 06/06/16) / COJIRA-AL / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 17 de maio de 2016

Patrimônio Cultural

A Serra da Barriga – sede político administrativa do Quilombo dos Palmares, entre os séculos XVII e XVIII, período de lutas contra holandeses, portugueses e a escravidão na economia canavieira. – localizada no município de União dos Palmares, zona da mata do Estado de Alagoas, é considerado o palco da resistência negra e da luta por liberdade. 

Em 1985, foi tombada como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e desde 1988 é um Monumento Nacional, que deve ser preservado devido à importância histórica e cultural. É o centro de homenagens, oferendas, pesquisas, encontros, romarias e grandes concentrações durante todo ano, especialmente, no Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares (20 de novembro).

Agora, é aspirante à Patrimônio Cultural do Mercosul. A candidatura se insere na proposta La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR; o aceite da proposta ocorreu durante a XIII Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural do MERCOSUL, em Colônia de Sacramento, Uruguai. Também participam da seleção: Equador e Venezuela, que apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

O Assessor de Relações Internacionais do IPHAN, Marcelo Brito, fez questão de agradecer às pessoas que participaram da elaboração do mini dossiê para a postulação da candidatura: os coordenadores locais (Sandro Gama, Joelma Farias de Cornejo, Greciene Lopes e Rute Ferreira), pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas-UFAL (Aruã Lima, Clara Suassuna, Siloé Soares de Amorim), Zezito Araújo (Secretaria de Educação do Estado de Alagoas), Élida Miranda (Representante Regional da Fundação Cultural Palmares), Cláudia Puentes (representante da Secretaria Estadual de Cultura - SECULT) e a ialorixá Neide Oyá D´Oxum.

A avaliação será no fim do segundo semestre de 2016, na próxima presidência pro tempore do MERCOSUL. Todas as honras e homenagens aos guerreiros quilombolas e aquele solo sagrado são relevantes, vitais para o reconhecimento social e valorização étnica! Axé!


Fonte: Coluna Axé – 391ª edição – Jornal Tribuna Independente (17 a 23/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Festival de Bumba Meu Boi de Maceió tem nova data


Foto: Ascom/FMAC



A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi de Maceió foi transferido para os dias 20 e 22 de maio, no estacionamento do bairro histórico de Jaraguá. Os grupos são de vários bairros da capital e apresentarão a arte, figuro, batuques e danças em uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado em aproximadamente 20 mil pessoas. 

O festival anual é realizado em pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e apoio cultural do Banco Bradesco. 

As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).  Veja a programação:


Sexta-feira (20 de maio de 2016) – Série B
1.       Águia – Vergel
2.       Águia de Ouro – Ponta da Terra
3.       Africano – Cruz das Almas
4.       Bumbá Guerreiro – Jacintinho
5.       Amizade – Conjunto Virgem dos Pobres
6.       Trovão – Conjunto Virgem dos Pobres
7.       Fênix -  Conjunto Virgem dos Pobres
8.       Imperador – Jatiúca
9.       Talismã – Conjunto Virgem dos Pobres
10.   Dragãozinho – Ponta da Terra
11.   Treme-Terra – Ponta da Terra
12.   Cascavel – Conjunto Joaquim Leão

Domingo (22 de maio de 2016) – Série A / Grupo Especial 
1.       Lacrau – Poço
2.       Cobra Negra – Jatiúca
3.       Dragão – Ponta da Terra
4.       Cão de Raça – Jacintinho
5.       Tigre – Ponta da Terra
6.       Bumbá Alagoano – Ponta da Terra
7.       Rei Bumbá – Jacintinho
8.       Vingador – Ponta da Terra
9.       Bumbá Anaconda – Ponta da Terra
10.   Águia Dourada – Reginaldo

Prestigie!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Festival de Bumba Meu Boi

A 24ª edição do Festival de Bumba Meu Boi de Maceió está agendado para os dias 13 e 14 de maio, no estacionamento do bairro histórico de Jaraguá. Participam mais de 20 grupos oriundos de diversas comunidades de Maceió, entre as quais Ponta da Terra, Vergel do Lago, Jacintinho, Poço, Jatiúca, Cruz das Almas e Vale do Reginaldo. Eles apresentarão a arte, a beleza de figurinos diversificados, batuques e coreografias.

Será montada uma estrutura de arena com arquibancadas para o público estimado de aproximadamente 20 mil pessoas. As apresentações iniciarão às 19h, e os participantes serão divididos em duas categorias: Grupo B (Acesso) e Grupo A (Especial).

Dentre os quesitos avaliados estão: evolução do vaqueiro, evolução do boi, bateria, conjunto, beleza do boi, fantasia e entoada. A comissão julgadora é instituída pela Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi e os resultados normalmente são divulgados alguns dias depois.

O festival anual é realizado pela Prefeitura de Maceió e Governo do Estado por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com a Liga dos Grupos de Bumba Meu Boi de Maceió, e conta com o apoio cultural do Banco Bradesco.

A grandiosidade dos espetáculos mistura rivalidade e amor ao folguedo. Repassado de geração para geração, os grupos mantém o trabalho durante todo o ano, com a captação de recursos financeiros, preparação dos materiais, ensaios e apresentações. Com certeza, esse é um ótimo programa de entretenimento para famílias e turistas conferirem a importância da cultura e o protagonismo juvenil. 

Viva a cultura popular! Prestigie a alegria do nosso povo!


Fonte: Coluna Axé – 390ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Conferência de Direitos Humanos

Nos dias 27 a 29 de abril, em Brasília, foi realizada a 12ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos com o tema “Direitos Humanos para Todas e Todos: Democracia, Justiça e Igualdade”.

A conferência sucedeu quatro conferências temáticas conjuntas iniciadas dia 24, voltadas para os direitos de pessoas com deficiência, de crianças e adolescentes, de idosos e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros); contou com a participação de convidados(as) e de 2000 delegados(as): 1,2 mil escolhidos nas etapas estaduais e distrital, e, visando a efetiva transversalidade dos temas, 400 eleitos nas etapas estaduais e distrital; além de 400 delegados(as) membros titulares dos conselhos, comissões, comitês e fóruns oficiais das temáticas relacionadas às pautas da Secretaria de Direitos Humanos. A delegação alagoana foi composta por 26 integrantes, entre representantes do governo e da sociedade civil.

Na cerimônia de conclusão das atividades, a ministra das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, agradeceu o empenho de todos os participantes em debater de forma conjunta diversas temáticas e declarou que o Brasil não pode retroceder as políticas públicas em direitos humanos. "Todos nós que passamos por processos de exclusão e discriminação sabemos o que é lutar por um direito e não alcançar. Você não precisa pertencer a um grupo para ser solidário e sentir na pele a dor que o outro sente e lutar pelo direito que o outro tem que ter, assim como o seu. Aqui, nessa conferência, foi um lugar de escuta, de fala de registro e de tomada de decisões. Quem faz a democracia caminhar e tenciona para que se concretize no estado de direito é a nossa população, é o cidadão. É uma causa, para uma luta que é justa para todos e para todas", exaltou a Ministra.

Dentre os pontos que se destacam estão: o lançamento da campanha de divulgação do Disque 100 e aplicativo de celular para fazer denúncias de violações de diretos humanos, que está integrado ao aplicativo Projeto Brasil; a entrega do relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, referente ao seu primeiro ano de atuação, que reúne os resultados das  visitas do mecanismo à instituições de privação de liberdade; a aprovação do decreto presidencial, que permite a adoção do nome social por travestis e transexuais nos órgãos do Poder Público federal, como ministérios, autarquias, empresas estatais, instituições de ensino e no Sistema Único de Saúde; além do amplo debate sobre a implantação de centros de referência em direitos humanos nos estados e o funcionamento de conselhos de proteção.

Os avanços existem, porém os desafios continuarão evoluindo, enquanto a luta por respeito for diária!


Fonte: Coluna Axé  – 389ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Escola livre?



O Estado de Alagoas ganhou novamente a visibilidade na mídia nacional, com a tramitação de mais um projeto polêmico na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). 

De autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB), o Programa "Escola Livre” no âmbito do sistema estadual de ensino defende: neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; pluralismo de ideias no âmbito acadêmico; liberdade de crença; direito dos pais a que seus filhos menores recebam a educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica; e educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença.

Porém, as “boas ações” que estão no papel, prevê na prática a punição aos professores que emitirem seus posicionamentos em sala de aula a respeito de temas como política, questões étnicas, questões de gênero, diversidade sexual, etc. Diz a ementa: “O(a) professor(a) não poderá: abusar da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária; não favorecer nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas; não fará propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos ou passeatas; e ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas”.

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na Casa legislativa, porém, o governador de Alagoas Renan Filho (PMDB) vetou alegando que a medida é inconstitucional e a decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no 25 de janeiro de 2016. Ontem (26 de abril), os/as deputados/as estaduais retomaram com a pauta no plenário, para debater sobre o veto do Chefe do Executivo.

Durante todo o dia, em frente à ALE no bairro do Centro em Maceió, ocorreu o ato intitulado “Todos contra a censura: Não à lei da mordaça”, onde acadêmicos, trabalhadores da educação e representantes dos movimentos sociais reivindicaram a manutenção dos vetos e pressionaram os parlamentares contra o retrocesso na educação. A ação é contrária ao cerceamento das liberdades democráticas, da autonomia do professor em sala de aula e do espaço escolar como ambiente democrático e essencial para se alcançar uma sociedade mais justa e igualitária. Segundo as lideranças, o Programa “Escola Livre” está sendo encabeçado pelo Movimento Brasil Livre, setores ultraconservadores da Igreja Católica e Evangélica, Movimento Pró-Família e Movimento Alagoas contra a Doutrinação Escolar.

A Mesa Diretora instalou telões do lado de fora do prédio, para os/as manifestantes acompanharem a votação. No entanto, a população precisa reivindicar a solução de outras problemáticas recorrentes, que interferem a efetivação da educação com qualidade, salário digno para professores(as), merenda diária e nutritiva aos estudantes, infraestrutura adequada... São inúmeras as questões para se preocupar, afinal, o índice de evasão escolar continua gritante e o Estado é líder em analfabetismo.

Os estudantes precisam ter contato e saber respeitar os universos distintos da sociedade, ampliar a sua formação e compreensão de mundo.

Fonte: Coluna Axé - 388ª edição – Jornal Tribuna Independente (26/04 a 02/05/16) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com