domingo, 8 de março de 2015

CNPIR – nova fase

O Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) é um órgão colegiado, de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR) em Brasília.
 
É composto por 22 órgãos do Poder Público Federal, três notáveis indicados pela SEPPIR e 19 entidades da sociedade civil selecionadas após edital público. Os novos conselheiros (biênio 2015-2016) iniciaram o trabalho na semana passada, para discutir as prioridades e a construção do Plano de Trabalho para esse ano.
 
A Presidenta do CNPIR e ministra da SEPPIR, Nilma Lino Gomes, deu as boas vindas e destacou a importância do Conselho e seu papel na construção das políticas de igualdade racial. “Conselheiros e conselheiras precisam ter bastante evidente a natureza pública das suas funções neste espaço de pactuação política. Hoje o desafio é governo e sociedade civil traçarem estratégias para temas comuns sem perder suas identidades. (...) O momento atual exige atenção e prudência no tratamento de nossa pauta, então não podemos perder o foco de nosso trabalho, que é a promoção da igualdade racial. O CNPIR vem contribuir na construção dessa política dentro do governo, visando a superação do racismo e sua perversidade”, destacou a ministra. 
 
A atual gestão terá quatro eixos prioritários: as ações afirmativas; a juventude negra; a atuação internacional da SEPPIR; povos e comunidades tradicionais. Outro desafio é a implementação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial (Decreto n.º 8.136, de 5 de novembro de 2013), que permite avanços na institucionalização das políticas de enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial em todo país, bem como a definição de competências e responsabilidades para os entes federados participantes do sistema.
 
No site http://www.seppir.gov.br/ está disponível o Relatório de Atividades do CNPIR, referente ao biênio 2012 – 2014, a publicação destaca os resultados obtidos e os detalhes das ações desenvolvidas.

Fonte: Coluna Axé – 332ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/03/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Denúncia Quilombola

No dia 11 de fevereiro, na sede da OAB-AL no bairro da Jacarecica em Maceió, lideranças da comunidade quilombola Mumbaça (Traipu) – com o apoio de representantes do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Conepir) e de entidades do movimento negro alagoano – apresentaram denúncias à Comissão de Defesa dos Direitos das Minorias da OAB e à imprensa.
 
Na Carta Aberta às Autoridades Brasileiras constam relatos dos quilombolas sobre desrespeito às suas origens, culturas e tradições. As lideranças quilombolas alegam que desde que o padre Eduardo assumiu a paróquia Santuário Senhor dos Pobres (localizada na comunidade) as famílias de Mumbaça são vítimas de preconceito e discriminação por parte do sacerdote e da comissão que dirige a igreja, ao ponto de serem proibidas de falarem que são quilombolas se quiserem frequentar o santuário. Além disso, estão proibidos de passarem com seus mortos por dentro da igreja antes do sepultamento, uma tradição secular na comunidade, causando profundo sentimento de frustração, constrangimento e decepção, principalmente, entre os mais velhos.
 
As famílias também são impedidas de se declarar quilombolas quando procuram uma vaga nas escolas e nos postos de saúde do município, sob ameaça de não conseguir matrícula nem atendimento médico. Outra grave denúncia, diz respeito a um decreto aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores, que transforma a comunidade Mumbaça em um distrito do município, desconstituindo toda a ancestralidade já reconhecida pelo governo federal.
 
O documento foi protocolado na Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos que possui uma gerência afro quilombola; e ainda, será encaminhado para a Ouvidoria da Seppir, Fundação Cultural Palmares, MPF, MPE, autoridades eclesiásticas (Núncio Apostólico, Arcebispo de Maceió e bispo de Penedo), entre outros.
 
Também foi aprovado indicativo de uma reunião extraordinária do Conepir, no dia 21 de março, na própria comunidade de Mumbaça, para reunir ativistas e inclusive representantes das outras três comunidades quilombolas existentes em Traipu.
 
Leia a carta na íntegra, no blog: http://cojira-al.blogspot.com.br/
 

Fonte: Coluna Axé – 331ª edição – Jornal Tribuna Independente (24/02 a 02/03/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

92 anos da guerreira

No dia 15 de fevereiro, em pleno domingo de carnaval, a família honrou o compromisso de se reunir e curtir a grande alegria de ter a Dona Josefa em nossas vidas.
 
Doce senhora.

A pessoa mais simples e acolhedora que conheço.

Sempre atenciosa, possui conselhos precisos e uma lucidez invejável.

Tem o dom de acalmar com o olhar e seu afago é um bálsamo.

Uma verdadeira rainha!
   
Tenho muito orgulho de ser sua neta e ter tido a oportunidade de conviver e aprender com ela ... Afinal, são 92 anos de muitas histórias e ensinamentos.
 
 
 
 

 
 


 
 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Comissão Nacional

Na última sexta-feira(06.02), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) instituiu oficialmente a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra.
 
A cerimônia contou com a presença de várias autoridades e integrantes da sociedade civil de todo o país; e foi abrilhantada pela banda mirim do Olodum, de Salvador (BA), que entoou o Hino Nacional Brasileiro ao som dos tambores; também teve a apresentação do Congado de quilombolas de Patos e Paracatu (MG); letras de Coco – ritmo nordestino influenciado pelas culturas africana e indígena – na voz de Martinha do Coco; e o grupo TAMNOÁ (Tambores do Paranoá) do Distrito Federal.
 
Inspirada na Comissão Nacional da Verdade, que investigou o período da ditadura militar no Brasil, tem como o objetivo resgatar a história da população negra no Brasil, avaliar as atrocidades cometidas à época da escravatura, obter dados quanto aos responsáveis, e ainda, sugerir políticas públicas e ações afirmativas. 
 
Na composição estão participando 57 membros, sendo dez advogados, 35 consultores e 15 convidados do Judiciário e do Ministério Público, que terão o prazo de dois anos para concluir o trabalho. Dentre os parceiros estão: Ministério de Direitos Humanos, Fundação Zumbi dos Palmares, o Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) e o Instituto Nzinga Mulher Negra, além de universidades brasileiras.
 
“Queremos buscar todas aquelas ações da escravidão que persistem até hoje e fazem do país um campeão da luta contra a desigualdade, da discriminação e do racismo. É preciso que investiguemos a fundo os fatos da escravidão, assim como a Comissão Nacional da Verdade investigou fatos da ditadura e da tortura que persistem até hoje, a nossa comissão também pretende abolir, encerrar, banir os fatos que existem na escravidão até hoje”, destacou o presidente do colegiado, Humberto Adami.
 
A proposta é que as seccionais estaduais também auxiliem nas investigações e pesquisas, e ainda, implantem as comissões estaduais. Desejamos sucesso na empreitada.


Fonte: Coluna Axé - 330ª edição – Jornal Tribuna Independente (10 a 16/02/15) / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Outra chance

O destino deu algumas voltas e a gente resolveu tentar de novo.
 
Dar uma chance para nós mesmos, e para celebrar, fizemos o passeio das 9 ilhas na Lagoa Mundaú em Maceió.

Um momento inesquecível. Curtimos a exuberância da natureza e registramos cada momento através das lentes, na memória e no coração.
 
É perfeito, quando pode-se compartilhar sorrisos sinceros, beijos e abraços em um local tão especial.
 
A gente se respeita, admira e ama. Simples assim! 
 
Estamos felizes e é isso que importa...


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Celebração e Resistência Negra

Representantes de várias casas de axé e ativistas do movimento negro alagoano realizarão nessa quinta-feira(05.02), no município de União dos Palmares, mais um importante momento de celebração e pertencimento étnico.
 
A ação “De volta a Angola Janga” que significa “Minha terra” na língua africana banto, faz alusão à última grande guerra no Quilombo dos Palmares em 1694. Guerreiros e guerreiras quilombolas que lutaram até a morte por justiça e liberdade, porém, o massacre culminou na destruição da Cerca Real dos Macacos (sede administrativa e política do quilombo) e tornou-se símbolo de resistência negra mundial.
 
A programação iniciará às 22h com a acolhida na Chácara Paraíso localizada na Serra da Barriga, onde serão realizadas as apresentações de grupos artísticos-culturais e de religiosos de matriz africana, e a exibição de vídeos. Em seguida, todos os participantes seguirão em caminhada até o Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da serra, com paradas estratégicas e de reflexão sobre quatro segmentos: capoeiristas; juventude; quilombolas e indígenas; religiosos.
 
A atividade contou com o apoio das secretarias municipais de Cultura e Educação de União dos Palmares; Núcleo de Identidade Étnicorracial de União dos Palmares; Projeto Inaê/GUESB; Associação Adapo Muquém; fábrica Bom Leite; e Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
 
Parabéns pela iniciativa, mas a luta por respeito continua... afinal, a felicidade do negro é uma felicidade guerreira! Axé!
 

Fonte: Coluna Axé – 329ª edição – Jornal Tribuna Independente (03 a 09/02/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com
 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Xangô Rezado Alto 2015

Os religiosos de matrizes africanas, admiradores e pesquisadores estão mobilizados na realização de atividades que promovam a reflexão sobre os 103 anos do Quebra de Xangô.
 
O episódio histórico e violento ocorreu em 1912 contra as casas de culto afrobrasileiras. Babalorixás e yalorixás tiveram seus terreiros invadidos e destruídos por uma milícia armada denominada Liga dos Republicanos Combatentes, que realizou perseguições e até mortes.
 
Há três anos, foi idealizado o projeto “Xangô Rezado Alto”, uma iniciativa da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) em parceria com as casas de axé, e que atualmente tem o apoio logístico da Prefeitura de Maceió. A cada ano, as ações se multiplicam com o intuito de combater a intolerância religiosa através de debates, publicações, apresentações artísticas e atos públicos.
 
Nesse domingo (01.02) terá o ensaio Geral do Cortejo Afro Tia Marcelina (uma das principais lideranças religiosas da época e que lutou bravamente por justiça) – criado pelo Maracatu Coletivo AfroCaeté, virou bloco carnavalesco – cuja concentração será às 15h na sede do localizando na Rua Barão do Jaraguá, no bairro do Jaraguá em Maceió.
 
Também nessa data, a Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) realizará o Giro dos Folguedos – Xangô Rezado Alto – edição especial e totalmente afro. A programação iniciará às 16h, na Rua de Lazer, entre as praias de Pajuçara e Ponta Verde, com dez atrações: Afoxé Odô Iyá, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Ofá Omin, GUESB – Arafunfun Omanjerê, Boi Vingador, Boi Águia, Maculelê Yá Capoeira, Taieiras Alagoanas, da FACIMA-TI (Faculdade da Terceira Idade), Filhos de Exú e o grupo de capoeira Lua de São Jorge.
 
E na segunda-feira (02.02) terá um grande cortejo afro com representantes de vários terreiros, da capital e do interior, que percorrerão as ruas do Centro de Maceió. A concentração será às14h, na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas), em seguida, todos seguem em caminhada ao som dos batuques até à Praça Marechal Floriano Peixoto (Dos Martírios), quando haverá uma solenidade e apresentações.
 
Essa luta é antiga e persistente, cada vez mais forte, onde reivindica-se a liberdade de culto, o direito de amar os orixás; o respeito pela história, vestimentas e crença; a diversidade cultural e religiosa. O direito de ser quem é, com seu axé e energia!
 
 

Fonte: Coluna Axé – 328ª edição – Jornal Tribuna Independente (27/01 a 02/02/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Outros massacres

Nos últimos dias, o assunto em evidência na mídia internacional foi o ataque à revista francesa Charlie Hebdo, que resultou na morte de 12 pessoas e vários feridos. 

Uma comoção mundial em defesa da “liberdade de expressão” foi desencadeada com a publicação de várias mensagens de líderes mundiais e ato público em memória às vítimas. Porém, o veículo de comunicação era conhecido pelas charges provocantes que criticavam o fanatismo e a própria sociedade, e ao mesmo tempo, contribuía para incitar o preconceito e a intolerância religiosa. 

Diante dos acontecimentos, a revolta transformou-se em ódio, as formas de violência ocorrem de todos os lados, e também fortalecem a “Islamofobia”: mesquitas foram pichadas e apedrejadas; adeptos da religião são apontados nas ruas como potenciais terroristas e a fé alheia é ridicularizada. 

No entanto, outro episódio macabro na humanidade, não tem recebido a mesma atenção da imprensa internacional. Ataques praticados na cidade de Baga, região nordeste da Nigéria, tem dizimado centenas de pessoas. Segundo dados divulgados pela Anistia Internacional, na madrugada do dia 03 de janeiro, membros do grupo Boko Haram – facção supostamente ligada ao Al Qaeda – executou cerca de 2 mil nigerianos. Esse mesmo grupo, é conhecido por realizar saques, sequestros de mulheres e crianças para mantê-las em cativeiro, além de cometer outras atrocidades. A violência desenfreada tem por objetivo influenciar e perturbar o processo eleitoral naquele país, para tomar o poder político.  

No Brasil, a guerra não declarada elimina jovens negros, famílias e sonhos são destruídos diante do poderio do tráfico de drogas e a falta de oportunidades. Em outras localidades do mundo, a fome e epidemias estão acabando com gerações inteiras. E, infelizmente, a dignidade e o respeito são suprimidos cotidianamente... Enquanto isso, a humanidade sangra! 


Fonte: 327ª edição – Jornal Tribuna Independente (20 a 26/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Giro dos Folguedos 2015

Todos os domingos do mês de janeiro, a partir das 16h, acontece o Giro dos Folguedos em Maceió. As apresentações são realizadas em cinco tablados montados na rua fechada da Ponta Verde, destinada às atividades de lazer, no trecho que compreende o estacionamento do Antigo Alagoinhas até o Largo dos Sete Coqueiros. 

Os grupos participantes deste ano são: Pastoril Estrela de Belém, Associação Folclórica Pedro Teixeira, Guerreiro Mensageiros de Padre Cícero, Guerreiro São Pedro Alagoano, Fandango do Pontal, Maracatu Baque Alagoano, Grupo Folclórico Pedro Teixeira, Baianas Flor de Lis e o Grupo Folclórico Ganga Zumba. 

E os grupos de bumba meu boi, que são um show a parte, onde se revezar a cada domingo: Dragão, Águia de Ouro, Anaconda e o Águia do Vergel. 

A atividade é destinada para todos os públicos, independente, de faixa etária, crenças e classe social. Trata-se de uma importante política pública encabeçada pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC) da Prefeitura de Maceió e que recebeu o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL), além de integrar o calendário comemorativo pelos 200 anos da capital. 

Tem contribuído para exaltar a cultura alagoana e tornou-se um dos atrativos turísticos no mês das férias escolares, assim como, no mês de agosto para celebrar o folclore brasileiro. Prestigie!


Fonte: Coluna Axé – 326ª edição – Jornal Tribuna Independente (13 a 19/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Futuro político

O primeiro dia de janeiro de 2015 – Dia Mundial da Paz e Dia da Fraternidade Universal – no Brasil, foi marcado pela posse da presidenta Dilma Rousseff, ministros e os governadores e governadoras dos estados brasileiros. 

A solenidade de posse da presidenta foi prestigiada por governantes de vários países, inclusive, líderes africanos. Na equipe de trabalho foram nomeados 39 ministros, apenas seis mulheres, entre elas uma única negra. Em seu discurso, Dilma informou o novo slogan “Brasil: Pátria Educadora” como diretriz para o seu segundo mandato que será “simples, diretor e mobilizador”. 

Em Alagoas, o Governador Renan Filho (eleito com 52,16% dos votos válidos) promete “Uma nova Alagoas” e já anunciou que reduzirá os gastos com pagamento de comissionados, diárias e combustíveis; além de investir na educação e combater a violência. Ao todo são 18 secretários e secretárias de Estado, sendo seis mulheres e nenhum gestor negro. 

Na Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos – que responde pelas políticas direcionadas à população historicamente marginalizada e discriminada (mulheres, negros, índios, deficientes, população LGBT, etc) – foi escolhida a ex-parlamentar Roseane Cavalcante de Freitas (Rosinha da Adefal), cujo primeiro desafio é proporcionar uma infraestrutura acessível às pessoas com deficiência, já que na condição de cadeirante precisará de ajuda para subir até o seu gabinete, não possui elevadores no local e as rampas na entrada principal estão desniveladas. 

Na área da cultura, mais de 100 grupos culturais (segmentos diversos) e formadores de opinião articularam o Movimento Cultural Alagoano (MOVA) para protestar através de várias ações (reuniões, ato, carta de repúdio e petição online que colhe assinaturas por meio da plataforma Avaaz) contra a indicação da secretária Mellina Freitas (ex prefeita de Piranhas), que é acusada de desviar R$ 15,93 milhões de recursos públicos e fraudes de licitações. 

O ano já começou bem difícil e a esperança por dias melhores anda abalada. A população precisa acompanhar o trabalho dos gestores e parlamentares eleitos, intensificar a cobrança por mudança e políticas que realmente garantam o desenvolvimento social e vida digna. Já as questões étnicorraciais, temos que lutar para as conquistas não regredirem. 

Vamos em frente!  


Fonte: Coluna Axé - 325ª edição – Jornal Tribuna Independente (06 a 12/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

sábado, 3 de janeiro de 2015

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Retrospectiva afroalagoana 2014

O ano de 2014 foi marcado pela luta na defesa de políticas públicas, para beneficiar os segmentos da população alagoana historicamente marginalizados. Porém, a inclusão da política de igualdade racial, concentra-se em poucos municípios alagoanos (Maceió, União dos Palmares, Viçosa e Arapiraca) que intensificaram a realização de seminários e a programação cultural no mês da consciência negra.

Um avanço primordial foi a implantação dos conselhos estaduais: Promoção da Igualdade Racial (Conepir-AL) e de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECD/LGBT). São espaços expressivos de controle social e empoderamento, que só foram estabelecidos após inúmeras reivindicações das entidades e a intervenção do Ministério Público Estadual, através da 61ª Promotoria de Justiça da Capital. Os desafios continuarão, pois é o preciso instituir os conselhos municipais e secretarias especializadas para garantir mais recursos federais.  

No aspecto religioso, foi criado o Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana de Alagoas, investindo na união entre os babalorixás e yalorixás, para a realização de ações conjuntas em homenagens aos orixás e que combatam a intolerância religiosa, a exemplo da caminhada para refletir o Quebra de Xangô (02 de fevereiro) e o Dia de Iemanjá (08 de dezembro). Paralelamente, articulou-se a Juventude de Terreiro (Jdt-AL), que promovem encontros em praças e casas de axé, buscando ampliar a integração e os debates sobre pertencimento étnico, histórias das religiões de matrizes africanas e mortalidade de jovens negros.

Já a cultura afroalagoana é só efervescência, com a proliferação de editais e festivais para todos os gostos que só enaltecem o potencial artístico e valorizam o trabalho dos grupos, a exemplo, do projeto Giro de Folguedos executado pela Prefeitura de Maceió. As antigas bandas afros estão se reorganizando; maracatus e grupos percussivos se apresentaram fora do Estado; a dança afro e afoxés ganharam os palcos teatrais. 

O segmento da capoeiragem anda bem ativo, as duas federações (Falc e Feceal) ampliaram o número de atividades ao longo do ano, com encontros de formação, debates políticos, rodas abertas, aulões e oficinas. A capoeira tornou-se Patrimônio Cultural da Humanidade e o dia 03 de agosto foi reconhecido como Dia Estadual da Capoeira e do Capoeirista. 

No Parque Memorial Quilombo dos Palmares no platô da Serra da Barriga em União dos Palmares, a Fundação Cultural Palmares investiu em uma reforma que durou vários meses, mas, ainda apresenta falhas na infraestrutura que não foram sanadas como: falta d´água, a ampliação de cestas de lixo, os bancos não foram repostos e os áudios com a história do Quilombo (em quatro idiomas) ainda estão passando por manutenção. Esse é o nosso solo sagrado, palco da resistência negra, precisa de mais cuidado.

Que venha 2015! A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL) deseja que o ano seja produtivo, com mais conquistas, compromisso social e mais visibilidade dos segmentos afros na mídia. Axé!


Fonte: Coluna Axé – 324ª edição – Jornal Tribuna Independente (30/12/14 a 05/01/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

domingo, 28 de dezembro de 2014

Trilha sonora - fim de semana (27 e 28.12.14)

Simples assim ... eu e você!

"Mesmo que não venha mais ninguém. Ficamos só eu e você. Fazemos a festa, somos do mundo. Sempre fomos bom de conversar."

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Marcha LGBT

O Governo de Alagoas adiou novamente (sem previsão de data) a posse dos membros do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECD/LGBT), correspondente a Lei nº7528 de 26 de julho de 2013. 

Enquanto isso, o Movimento continua reivindicando a concretização dessa conquista – que terá onze representantes da sociedade civil organizada – e tem se unido para promover ações de conscientização que combatam o preconceito e a violência. 

Nessa sexta-feira(19.12) das 8h às 12h30, no auditório do Sindicato dos Urbanitários (Rua Moreira e Silva, 54, Farol, Maceió), acontecerá o seminário “Estado Laico - Sua Religião Não É Nossa Lei”, com a apresentação do trabalho de pesquisa “Cristianismo, Política e Crimininalização da Homofobia no Brasil” de autoria do Mestre em Psicologia Paulo Nascimento, em seguida, a conferência da Pastora e Educadora Odja Barros (Igreja Batista do Pinheiro).

A atividade é uma realização do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô e Afinidades GLSTAL, respectivamente, vinculados aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) e a ong Grupo Gay de Maceió. Também integra a programação da II Marcha Pelos Direitos LGBT 2014, no domingo (21) a partir das 15h, com concentração na Av. Antônio Gouveia na Praia de Pajuçara em direção a Praça Multieventos, onde a população LGBT e ativistas denunciarão os índices de assassinatos relacionados à homofobia, que foram levantados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. 

Esse é o momento propício para revindicar a efetivação de políticas públicas e o respeito ao direito de amar quem quiser. Mais informações e inscrições: marchalgbt.al@hotmail.com / 8868-4838 / 9980-1099 / 9171-5115.


Fonte: Coluna Axé – 322ª edição – Jornal Tribuna Independente (16 a 22/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato:cojira.al@gmail.com

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Patrimônio da Humanidade

Praticamente toda semana a coluna axé divulga as atividades dos grupos de capoeira no Estado de Alagoas e suas conquistas. E, sem dúvidas, a notícia mais esperada pelos praticantes, professores, contramestres e mestres ocorreu no dia 26 de novembro, quando a Unesco reconheceu oficialmente a capoeira como Patrimônio Cultural da Humanidade. 

Essa é uma das manifestações artísticas mais tradicionais do Brasil, com origem no período colonial e escravocrata, onde os negros escravizados a utilizavam para se defender e se divertir. Durante muitos anos, era combatida pelas autoridades por ser considerada um ato criminoso. 

Hoje, é uma expressão de um povo, observada como prática esportiva e uma realidade em mais de 150 países. Trata-se de um segmento afro que congrega indivíduos das mais diversas faixas etárias, condições financeiras, crenças religiosas e políticas. 

Dividida em capoeira angola e regional, possui outras manifestações culturais como: o Maculelê, Samba Duro e de Roda, além da Puxada de Rede. Ao som do berimbau, atabaque e pandeiros... é possível gingar, lutar e dançar. Também é uma filosofia de vida, é bom para a mente e o corpo, além de ser uma ferramenta importante na inclusão social. 

Agora, é preciso ter mais respeito da sociedade, os instrutores deveriam receber o apoio financeiro necessário para continuar atuando nas comunidades periféricas e nas escolas! Parabéns a todos os guerreiros e guerreiras capoeiristas!


Fonte: Coluna Axé – 321ª edição – Jornal Tribuna Independente (09 a 15/12/2014) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com