terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Festival Mundial de Artes Negras

Por: Helciane Angélica
Com informações da Ascom da Fundação Cultural Palmares




Desde o dia 10 até o 31 de dezembro, o Senegal é a sede do III Festival Mundial das Artes Negras onde mostra o que existe de mais criativo e de representatividade étnico-cultural! O Brasil é o convidado de honra desta edição, por ser a nação com o maior número de negros ou mestiços do mundo, perdendo apenas para a Nigéria. 

Dentre as atrações brasileiras estiveram: Margareth Menezes, Olodum, Rita Ribeiro, Ilê Aiyê, Chico César, Sandra de Sá, Rappin´ Hood, Nilze Carvalho, Mombaça, Cantos de Congo, Lazzo, a Escola de Samba Império Serrano, Maracatu de Baque Solto Águia Formosa, Cia dos Comuns e Grupo de Capoeira Ginga e Malícia; ainda contou com espetáculos de dança e paradas populares inspiradas nos tradicionais festivais, e restaurantes com diversos pratos e especialidades brasileiras. 

O cinema brasileiro também teve seu espaço de divulgação com a presença dos cineastas Jeferson De, Joel Zito Araújo, Zózimo Bulbul, Viviane Ferreira e Raquel Gerber; além da exposição fotográfica no Museu de Dakar, ressaltando o talento e os ângulos diferenciados do fotógrafo Januário Garcia. Na programação foi incorporado um fórum com intelectuais dos países envolvidos, para debater temáticas relacionadas à Renascença Africana sobre os aspectos econômico, sócio-cultural e político, além de discutir estratégias econômicas para libertar o continente da dependência – a atividade foi idealizada e coordenada pelo escritor e vice-presidente da Assembleia Nacional do Senegal, Iba der Thiam. 

No Hotel Des Almadies ficou hospedada a delegação brasileira composta por nomes como o de Conceição Evaristo, Petronilha Dias, Zelia Amador, Henrique Cunha, Rafael Sanzio, Mario Nelson, Marcelo Paixão, Kabenguele Munanga, Nilza Iraci e Eliane Borges, além do movimento negro brasileiro, com representantes dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) e da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO). Eis um belo evento e de visibilidade para o continente africano!



Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (21.12.10)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Documentário “O lixão sai, a gente fica” é lançado em Alagoas

A produção cinematográfica é uma iniciativa do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu em parceria com Cooperativa de Catadores da Vila Emater (Coopvila)


Por: Helciane Angélica


Nesta quarta-feira (15.12) às 9h, será lançado o vídeo-documentário “O lixão sai, a gente fica” no Cine Sesi Pajuçara em Maceió. A produção cinematográfica é uma realização do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb) em parceria com a Cooperativa de Catadores da Vila Emater (Coopvila), e contou com o patrocínio do Ministério do Meio Ambiente e do Fundo Nacional do Meio Ambiente.

Com 22 minutos de duração, o documentário contou com a direção de Marcelo Pedroso. As gravações ocorreram entre abril e junho de 2010, e apresenta a situação dos catadores de materiais recicláveis da Vila Emater em Maceió, após o fechamento do lixão pela prefeitura. O fortalecimento da cooperativa, a luta pela implantação da coleta seletiva e a resistência pelo direito à moradia fazem parte do horizonte desses trabalhadores em um momento que precisam reconstruir suas referências de vida.

Na programação também acontecerá uma mesa-redonda sobre “A erradicação do trabalho infantil, os catadores e a cidade”, com a presença da Promotora de Justiça do Trabalho do Paraná, Margaret Matos de Carvalho; do Promotor Saint Clair Honorato Santos que também é Coordenador do Centro de Apoio das Promotorias do Meio Ambiente do Paraná; e o Engenheiro Rodolfo Aureliano da Silva Filho, Coordenador de Projetos da Prefeitura da Jaboatão dos Guararapes (PE).

Na ocasião, será abordada a experiência positiva que ocorreu no município de Curitiba (PR), que foi condenado pela Justiça do Trabalho a remunerar os catadores de materiais recicláveis da cidade ligados às cooperativas ou associações. Em 2009, por meio de uma ação civil pública movida pela procuradora Margaret Matos, do Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR), exigiu-se que a prefeitura da capital tomasse medidas para coibir o trabalho infantil na coleta de lixo na rua e logradouros públicos, além de determinar que o município promovesse ações de inserção social para crianças e adolescentes.

De acordo com Ana Lúcia Ferraz, Coordenadora do Ceasb, Maceió foi uma das últimas capitais do Nordeste a manter um lixão a céu aberto e palco de intensos debates enfocando a localização do novo aterro sanitário, fechamento e recuperação do lixão, além do programa de inclusão sócio-econômica dos catadores, agora, o principal ponto de pauta é a importância da implementação da coleta seletiva e a geração de renda para catadores.


Currículo do Diretor
Marcelo Pedroso se formou em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2003, integra a produtora de cinema e vídeo recifense Símio Filmes. Atua principalmente como diretor, montador e educador. Entre seus trabalhos mais recentes, estão os documentários em longa-metragem Pacific (prêmios de melhor longa na Mostra do Filme Livre, Panorama de Cinema de Salvador, CachoeiraDoc e participação em mais de 15 festivais brasileiros e estrangeiros), KFZ-1348 (Prêmio do Júri na 32a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, participação em 20 festivais) e Balsa (I Semana dos Realizadores). Entre os curtas-metragens, destaque para Aeroporto (Curta Cinema-RJ), feito em parceria com a Cia de Foto. Como educador, ministra oficinas de audiovisual através da ONG Vídeo nas Aldeias e em outros espaços de formação como universidades e centros culturais. 


SERVIÇO
Lançamento Nacional do Vídeo “O lixão sai, a gente fica”
Dia: 15 de dezembro de 2010 (quarta-feira)
Horário: 9h
Local: Centro Cultural Sesi localizado na Av. Dr. Antônio Gouveia, nº 1113, Pajuçara, Maceió-AL.
Mais informações: (82) 9937-7369 / 9937-7711 / 3355-5196
Acesse: www.ceasb.org.br / www.coopvila.blogspot.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Lançamento do vídeo: "O lixão sai, a gente fica"

Direitos humanos, cadê?

Por: Helciane Angélica

No dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, se comemorou o 62º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que foi o primeiro documento a reconhecer no âmbito internacional, os direitos fundamentais aplicáveis a todas as pessoas, independentemente de raça, etnia, gênero, origem, religião, idade, situação civil, condição de saúde, ou qualquer outra forma de diferenciação. 

A Declaração é o documento mais traduzido do planeta, possui versões em mais de 300 idiomas e dialetos, de Abkhaz (idioma usado na região do Cáucaso) a Zulu (língua falada na África setentrional). Porém, no Brasil um país que se diz orgulhoso e respeitador da sua diversidade cultural, é comum acontecer casos de discriminação, mau atendimento e expressões ofensivas nos mais diversos locais. 

O mais novo episódio de crime de racismo em Alagoas foi denunciado semana passada no Ministério Público, ocorreu com a dona de casa Maria Ledice Ferreira Ramos de 66 anos. A senhora informou que foi agredida verbalmente no último dia 03 de dezembro em um salão de beleza do Maceió Shopping, por uma funcionária conhecida por Iza. Ela foi fazer uma troca de um produto em uma loja do shopping, depois foi até o estabelecimento onde a filha trabalha para lhe contar, ao chegar lá foi informada que ela não estava. Ao tentar deixar um recado a funcionária do salão pediu que ela se retirasse porque estava mal vestida e com trajes incompatíveis com o ambiente e também porque não gostava de negros. 

A dona de casa ficou sem ação, não a respondeu e nem denunciou de imediato, muito menos comentou com a filha. Mas, ficou ainda mais abalada quando no dia seguinte, sua filha foi trabalhar recebeu a notícia que teria sido demitida, após oito meses de atuação e sem qualquer justificativa. O Promotor Flávio Gomes ficou responsável pelo caso e disse ser inconcebível ofensas baseadas em discriminação racial. "Hoje em dia, várias empresas trabalham muito para coibir abusos como esse", disse. O caso será encaminhado para a delegada Sheila Carvalho do 2º Distrito Policial, como também para o Ministério Público do Trabalho. 

Práticas como essas deve ter punição e a Lei tem que ser cumprida, até porque, “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro” com a “utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem” determina a reclusão de um a três anos e multa (Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997). Também é crime “recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador” e a situação torna-se ainda mais complicada pelo fato da vítima ser uma idosa. Lembre-se, a prática do racismo é executada quando impede, recusa, nega e/ou proibi alguém de fazer alguma coisa por conta de sua cor de pele. “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” – a frase é linda, mas na prática deixa muito a desejar. Axé!


Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (14/12/10)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Educadoras do campo estão há doze meses sem receber


 O processo administrativo está passeando pelas salas da Secretaria Estadual de Educação, enquanto isso, a CPT-AL ajuda as professoras das escolas itinerantes que passam por dificuldades financeiras


Por: Helciane Angélica - Jornalista/CPT-AL


“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, disse um dia Nelson Mandela, uma das lideranças mais expressivas e respeitadas no mundo. Esse pensamento é o que move quatro educadoras do campo que atuam em escolas itinerantes nos acampamentos Mumbuca, Santa Cruz , Bota Velha (todos em Murici) e o pré-assentamento Rio Bonito (Flexeiras), áreas da reforma agrária localizadas na zona da mata de Alagoas que são acompanhadas pela Comissão Pastoral da Terra. Porém, elas estão há um ano sem receber o pagamento pelo serviço executado, devido à morosidade do Governo em repassar os recursos financeiros.

Cerca de 60 crianças que moram em áreas da reforma agrária de difícil acesso estão tendo a oportunidade de serem alfabetizadas e aprendem noções de cidadania nas escolas itinerantes, que possuem ensino regular em salas de aula multi-seriadas (1° ao 5°ano), com a execução de provas, pesquisas e trabalhos em grupo, além disso, existem os relatórios de trabalho e diário de classe que são encaminhados para as escolas pólos nas cidades.

As educadoras afirmam que existe um total descaso do Governo, nesses doze meses, as aulas estão acontecendo normalmente e mesmo que o acampamento mude de local as ações continuam. Elas também afirmam que a reestruturação da Secretaria Estadual de Educação e Esporte (SEE), onde a Gerência de Educação do Campo (Geduc) foi extinta e suas demandas passaram a incorporar a Gerência da Diversidade (educação do campo, quilombola, indígena, diversidade étnica e sexual) só tem contribuído para o descrédito da formação na área rural.

O processo administrativo 11.216/09 deveria repassar os salários das educadoras e também viabilizar a implantação de mais duas salas de aula, onde atenderiam 85 crianças no sertão de Alagoas. O documento foi aprovado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), a prestação de conta concluída e já deveria ter sido aprovado, porém os gestores alegam que o está passando pelo trâmite legal. Agora, encontra-se na SEE, onde já passou pelo setor financeiro e percorreu várias salas, mas a Gerente da Diversidade Irani Neves ainda não informou quando os recursos financeiros serão viabilizados.

De acordo com a coordenadora das escolas itinerantes da pastoral social, Madalena Oliveira, a CPT-AL ajuda as educadoras passando um valor de R$200 para amenizar o problema, mas está ficando insustentável. “A gente trabalha pela causa, sabemos da nossa responsabilidade e não queremos abandonar as crianças. Então, infelizmente, mesmo sem receber nós estamos assumindo um papel que é do Estado”, declarou.


Ações culturais

Os assentados também tentam contribuir para o desenvolvimento das escolas que também promoverá ações sócio-culturais, eles estão doando alimentos agroecológicos para serem comercializados nas feiras camponesas e da Solidariedade. Também estão sendo realizados rifas e bingos camponeses, onde todo recurso financeiro arrecadado será destinado para o projeto "Cultivando música, cultivando arte, cultivando a vida camponesa" que foi aprovado pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) em julho de 2010. 

Com a verba arrecadada nas feiras itinerantes, vamos construir um centro cultural com aulas de música, dança, teatro e até de artesanato para crianças e mulheres do complexo Mumbuca, região que abrange três acampamentos em Murici”, revelou Madalena. 

Histórico

Alagoas foi o quarto estado da federação brasileira a implantar o programa de escola itinerante. As atividades foram iniciadas em 2006 com duas turmas para as organizações favoráveis à reforma agrária, que são reconhecidas no país: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e o Movimento Trabalho e Liberdade (MTL). 

Atualmente, as escolas itinerantes só existem em áreas da CPT e do MST, em ambos, as educadoras estão passando por problemas financeiros. As aulas acontecem nos acampamentos da reforma agrária em casas de taipa e lona, possuem carteiras, quadro e giz. O material didático é comprado pela CPT e os livros disponibilizados pelo Estado; e a merenda ofertada por escolas pólos estaduais situadas nos municípios e produzidos pelas próprias educadoras.

Fonte: www.cptalagoas.blogspot.com

domingo, 12 de dezembro de 2010

Vencer

 Fotinha tirada na comemoração do aniversário de três anos da COJIRA-AL em novembro, e eu toda exibida com o encarte afro especial "Axé!". Uma importante conquista!


É aceitar que derrotas existem para serem aceitas como ensinadoras experiências;
É aprender com elas que de cada queda é possível levantar;
É levantar consciente de que úteis lições foram aprendidas;
É aproveitar as lições a ponto de não mais cometer os mesmos erros;
É encontrar nos erros cometidos os pontos que os fortaleceram;
É fortalecer-se com esses pontos e transformá-los em pontos de acertos;
É tratar os acertos como sementes para colheita de vitórias;
É olhar as vitórias com a mesma humildade com que se fala de Deus;
É falar com Deus com reverente gratidão pelas capacidades de errar e de acertar;
É dominar com destreza a arte de saber perder;
É tratar-se e curar-se da perda como quem trata e cura cicatrizável ferida;
É saber que a vida é escola e não campo de batalha;
É ver-se no fundo do poço já planejando a subida.


Desconheço a autoria do texto.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Trilha sonora - fim de semana (11 e 12.12.10)

Ultimamente ando mais pensativa e quando estou quieta no meu canto só vem as lágrimas para limpar a alma.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

TV Gazeta destaca ações realizadas na Vila Emater II

Por: Helciane Angélica


O programa jornalístico Bom Dia Alagoas da TV Gazeta exibiu hoje (08.12) uma reportagem especial sobre as ações realizadas no Estado de Alagoas para combater a desnutrição e a  mortalidade infantil.

Em destaque, esteve o trabalho voluntário de Eliene Silva, presidente da Coopvila, que também é uma das lideranças na comunidade Vila Emater II que fica ao lado do antigo lixão de Maceió. Dona Eliene é uma das integrantes da Pastoral da Criança e tem contribuído com visitas às famílias e repassa orientações para as mães.

Também foi mostrado o Baú de Leitura que existe há dois anos, um importante projeto coordenado pelo Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb) onde as crianças de várias idades aprendem a ler, ouvem histórias, pintam, desenham, se divertem e são afastadas da criminalidade e do lixão.

Clique no link para assitir ao vídeo: http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=9012# Parabéns ao jornalista Tiago Correia e toda a equipe envolvida pela sensibilidade e responsabilidade social!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Iemanjá e a festa das águas

Por: Helciane Angélica - com informações da comissão organizadora


Amanhã, 08 de dezembro, é um dia de festa em Maceió em homenagem à Iemanjá –orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, além de ser a matriarca do panteão afro sagrado. Iemanjá é um nome derivado de três outras palavras do dialeto africano iorubá: yèyé (mãe), omo (filha) e ejá (peixe). Grupos alagoanos homenagearão aquela que é um dos orixás mais respeitados e populares – no sincretismo religioso é a Nossa Senhora devido à relação com a maternidade – a concentração será a partir das 10h, na Praça Multieventos, na Praia da Pajuçara em Maceió. 

Neste local, ocorre o encontro de caravanas de religiosos oriundos de diversos bairros de Maceió e municípios alagoanos que fazem seus batuques e oferendas simultaneamente durante todo o dia, atraindo turistas e simpatizantes das religiões de matriz africana. 

A ação também busca chamar a atenção da sociedade sobre o combate da intolerância religiosa, e o preconceito historicamente reproduzido em relação às religiões de matrizes africanas. As atividades da grande festa iniciarão com uma roda aberta de capoeira com a presença de representantes dos grupos Tradição, Liberdade, Abadá, Águia Negra, Muzenza e demais interessados. 

A partir das 14h, terá as apresentações percussivas com a Orquestra de Tambores de Alagoas, o Afoxé Oju Omin Omorewá, o maracatu nação A Corte de Airá (Palácio de Airá), o maracatu Raízes da Tradição do Abassá de Angola (Abassá de Oiá Balé), o Coletivo AfroCaeté, o Afoxé Odô Iyá (Casa de Iemanjá), o grupo Inaê (Grupo União Espírita Santa Bárbara-GUESB), grupo Airê Ioruba (Núcleo de Cultura da Zona Sul), o CEPA Quilombo (Jacintinho), o Quintal Cultural (Bom Parto), entre outros. 

A iniciativa contará ainda com a presença de convidados e representantes de órgãos públicos, Universidades e da comunidade. O evento será encerrado com um cortejo étnico reunindo todos os grupos presentes. Parabéns pela iniciativa e a programação riquíssima. Axé!



Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (07.12.10)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Trilha sonora - fim de semana (04 e 05.12.10)

Constantemente ouço a frase "tudo tem a sua hora" e é a pura verdade, mesmo, às vezes batendo o desespero, insegurança e ansiedade. Então, o grande segredo é continuar trabalhando, lutando por seus ideiais, no caminho do bem, sem humilhar e ofender ninguém ... e acreditar sempre na força superior!!!


sábado, 4 de dezembro de 2010

Crianças participam da Campanha Unicef contra o racismo


O lançamento da Campanha “Por uma infância sem racismo” em Alagoas aconteceu na Serra da Barriga, berço da liberdade e palco da resistência negra


Texto: Helciane Angélica / Fotos: Emanuelle Vanderlei - integrantes da COJIRA/AL


Crianças de todas as cores, idades, etnias, cheias de sonhos e oriundas de várias partes de Alagoas estiveram nesta sexta-feira (03.12) na Serra da Barriga em União dos Palmares, local onde se formou o maior e mais importante Quilombo já registrado e que teve uma população multi-étnica em busca de liberdade e justiça social. Na ocasião foi lançada a Campanha “Por uma infância sem racismo”, uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceria com várias instituições.

A solenidade iniciou com a leitura das dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo, informações apresentadas por alunos de escolas públicas. Em seguida, ocorreram os pronunciamentos das autoridades: o Prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas; Nadja Lessa, Secretaria Adjunta da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos; Claudio Leite, o Mestre Claudio, do Escritório Estadual da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura; Dr. Claudio Soriano, Presidente do Conselho Estadual de Direito da Criança e Adolescente; o professor Carlinhos da Associação Muzenza Capoeira, representando todas as entidades da sociedade civil que aderiram à Campanha; e por último, Salvador Soler, coordenador do UNICEF nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba.


O coordenador Salvador Soler apresentou os principais objetivos e metas da campanha nacional que a princípio terá uma duração de doze meses, com o intuito de sensibilizar a sociedade e os veículos de comunicação sobre os efeitos do racismo na infância. Também, foram exibidas peças de divulgação como o encarte informativo, blog e vídeos que contou com a interpretação de Lázaro Ramos – ator, ativista e Embaixador do Unicef. 




A estudante Daniele Ferreira de onze anos é uma das crianças que enfrenta diariamente o preconceito de coleguinhas da escola que implicam com o seu cabelo afro e fazem constantemente piadas ofensivas. Mas a menina, que foi escolhida para ser a mestre de cerimônia mirim, não se deixa abater, afirmou que ignora porque tem orgulho de ser negra, é feliz e se considera linda. 

O UNICEF está comemorando 60 anos de atuação e sempre monitora os indicadores sociais relacionadas à saúde, educação, moradia, segurança e em outros segmentos; além de buscar o empoderamento das crianças para que conheçam seus direitos e sejam protagonistas das ações. De acordo com dados estatísticos do IBGE e do PNAD, no Brasil vivem 31 milhões de crianças negras e 150 mil crianças indígenas, onde cerca de 26 milhões das crianças brasileiras vivem em condições de pobreza e 17 milhões são negras.


Simbologia

A escolha da Serra da Barriga para realizar o lançamento da Campanha em Alagoas não foi uma decisão unilateral, e sim, definida em consenso pelas mais de 30 instituições públicas e privadas parceiras. “Quando eu cheguei aqui, me senti entrando em um local sagrado. E estou muito feliz pela simbologia de liberdade e resistência que esse lugar tem, onde pessoas que mesmo não sendo reconhecidas lutaram por liberdade e respeito. Então, estar aqui, nos anima a continuar lutando por igualdade na infância e na expectativa que todas as parcerias conquistadas permaneçam contribuindo para a promoção do respeito étnico”, declarou Soler.


Apresentações

O dia de mobilização também contou com apresentações artísticas, onde as crianças alagoanas exibiram seus talentos na arte de representar, dançaram, cantaram e batucaram. Teve o grupo Malungos do Ilê, Afoxé Odô Iyá, Banda Afro Nação Dandara, o Grupo Ará Fun Fun Omagerê que é vinculado ao Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb), aulão de capoeira e a presença especial do Coral Canarinhos Aracaju de Sergipe que existe há onze anos sob a regência do Maestro Carlos Magno do Espírito Santo.

Estiveram presentes aproximadamente 230 crianças no total, oriundas de escolas públicas de vários municípios; de três comunidades quilombolas Muquém, Filús e Jusarinha; indígenas da Tribo Xucuru Cariri; além de representações de comunidades em áreas de vulnerabilidade social a exemplo da Vila Emater II, Bebedouro, Benedito Bentes, Conjunto Village Campestre e Ponta da Terra.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

UNICEF lança em Alagoas campanha contra o racismo na infância


A Serra da Barriga, berço da liberdade e palco da resistência negra, foi o local escolhido para ressaltar os impactos do racismo infanto-juvenil e valorizar a diversidade étnico-cultural


Por: Helciane Angélica - Jornalista e integrante da COJIRA/AL
Foto: Arquivo


O dia 03 de dezembro será uma data especial e de mobilização no Estado de Alagoas devido ao lançamento da Campanha Nacional “Por uma infância sem racismo” promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceria com várias instituições. A atividade acontecerá a partir das 9h, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares localizado no platô da Serra da Barriga em União dos Palmares, distante 92km da capital alagoana.

Cerca de 200 crianças oriundas de comunidades quilombolas, indígenas, ciganas e que residem em áreas de vulnerabilidade social visitarão o local onde se formou o maior quilombo da resistência negra e de luta por liberdade e justiça social. Elas participarão de um cortejo étnico e terão a oportunidade de ouvir a contação de história sobre o herói negro Zumbi e a importância do Quilombo, além de assistir e protagonizar várias apresentações culturais.

Na solenidade, constará uma coletiva de imprensa com a participação de Salvador Soler Lostao, Coordenador do UNICEF no Escritório Zonal do Recife e Helena Oliveira Silva do UNICEF-Brasília, que discutirão os dados do Estado relativos ao tema e esclarecerão as principais dúvidas sobre a campanha. E no encerramento do evento, todos os participantes se dirigirão ao centro do Parque para executar um abraço simbólico na Serra da Barriga.

Com uma duração de 12 meses, a ação busca sensibilizar a sociedade e os veículos de comunicação sobre os impactos do racismo na infância em todo o país. Também promoverá uma rede de articulação com o objetivo de realizar atividades sócio-culturais e de cidadania para eliminar atitudes discriminatórias contra crianças e adolescentes indígenas, negras, ciganas, brancas, com deficiências e outras.


PARCEIROS

As instituições públicas e privadas que aderiram à Campanha são: Banco do Nordeste (BNB); Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela vida (COEP/AL); Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA); Fundação Cultural Palmares – Escritório de Alagoas/Ministério da Cultura; Governo do Estado: Secretarias de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, de Desenvolvimento e Assistência Social (SEADES), de Educação e Esporte (SEE) e de Saúde; Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (ITERAL); Prefeitura de Maceió/Secretaria de Direitos Humanos; Prefeitura Municipal de União dos Palmares; Projeto Crescer / Centro Universitário Cesmac; e a Universidade de Ciência da Saúde em Alagoas (Uncisal).

Dentre as entidades representantes da sociedade civil estão: Afoxé Odô Iyá / Ponto de Cultura Quilombo dos Orixás; Agentes de Pastoral Negros-APNs (Coord. Estadual E Nacional); Associação dos Pais e Responsáveis de Pessoas com Deficiência de Marechal Deodoro; Associação Muzenza de Capoeira; Banda Afro Nação Dandara; Cáritas Brasileira Regional NE II; Centro de Cultura e Cidadania Malungos do Ilê; Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô; Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb)/Ponto de Cultura Guerreiros da Vila; Centro de Estudos e Pesquisa Afro-Alagoano Quilombo; Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal); Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de Alagoas (Cojira/AL)/Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal); Comissão Pastoral da Terra de Alagoas (CPT/AL); Comunidade Quilombola Filús/Santana do Mundaú; Comunidade Quilombola Jussarinha/Santana do Mundaú; Comunidade Quilombola Muquém/União dos Palmares; Movimento Pró-Desenvolvimento Comunitário de Palmeira dos Índios; Ong Ampari – Paripueira; Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro; Projeto Inaê/Grupo União Espírita Santa Bárbara; Projeto Protagonismo Juvenil; Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac); Sociedade Alagoana de Pediatria.


UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância está presente desde 1950 e completa nesse ano 60 anos de sua presença no Brasil, estando praticamente todo o território nacional. Tem liderado e apoiado vários projetos destinado à transformação social de crianças, adolescentes e suas famílias. Tem contribuído para o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, no combate do trabalho infantil, redução da mortalidade infantil, melhorias no aprendizado das crianças e diminuição na evasão escolar, na publicação de dados contundentes sobre como a iniquidade racial e étnica no Brasil afeta efetivamente a vida de crianças e adolescentes, dentre outras ações.

CONVITE: Campanha do UNICEF em Alagoas

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Por uma infância sem Racismo

Por: Helciane Angélica
Com informações do UNICEF e da comissão organizadora de Alagoas


O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) realizou ontem (29) em Brasília o lançamento da Campanha Nacional “Impacto do Racismo na Infância. – Valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades”. Com duração de 12 meses, a ação tem o objetivo de alertar a sociedade e a mídia sobre o impacto do racismo na infância em todo o País. Em Alagoas, o lançamento acontecerá no dia 03 de dezembro na Serra da Barriga, berço da liberdade e da resistência negra, localizada no município de União dos Palmares.

Cerca de 30 instituições – órgãos governamentais, ONGs, empresas e entidades do movimento negro e indígena alagoano – estão participando da articulação que visa promover uma ampla mobilização social que ajude a eliminar atitudes discriminatórias contra crianças e adolescentes indígenas, negras, ciganas, brancas, com deficiências e outras.

O Governo de Alagoas, o Escritório Estadual da Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura, a Prefeitura Municipal de União dos Palmares, o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (Ceasb), o Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô/APN-AL, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL), a Prefeitura de Maceió/Secretaria Municipal dos Direitos Humanos, a Ordem dos Advogados do Brasil/AL e o Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida estão diretamente envolvidos na organização do evento.

A programação terá início às 9h, com o acolhimento de aproximadamente 200 crianças oriundas de comunidades quilombolas (Muquém, Filús e Jussarinha), da periferia de Maceió (Vila Emater II, Vila dos Pescadores do Jaraguá), indígenas Xucuru Cariri (Palmeira dos Índios) e ciganas – que seguirão em cortejo étnico da Jaqueira até o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. Essa será a oportunidade de promover a integração étnico-cultural e discutir as dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo. Também terá contação de histórias e a apresentação especial do coral infantil Canarinhos de Sergipe, além dos grupos: Afro Dandara, Afoxé Odô Iyá, Capoeira Muzenza, Projeto Inâe e Malungos do Ilê.

O coordenador do UNICEF se pronunciará sobre o sentido da mobilização, apresentará as peças de comunicação e a rede de parceiros. Na coletiva de imprensa com a participação de Salvador Soler Lostao (Coordenador UNICEF no Escritório Zonal do Recife), Casimira Benge e Helena Silva (UNICEF Brasília) que discutirão os dados do estado relativos ao tema e esclarecerão as principais dúvidas sobre a campanha.

No encerramento do evento, todos os participantes se dirigirão ao centro do PMQP e darão um abraço simbólico na Serra da Barriga. Mais informações: (82) 8831.3231 / 9937-7359 / 9600-9941.


Fonte: Coluna Axé - Tribuna Independente (30.11.10)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

UNICEF lança Campanha Nacional de combate ao racismo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), lançou hoje em Brasília a campanha nacional "Por uma infância sem racismo – valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades".

Tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e da mídia sobre os impactos do racismo na formação de uma criança é reconquistar os valores e as atitudes que possibilitam o reconhecimento da riqueza da diversidade brasileira; e de como essa riqueza tem valor como bem imaterial para nossas crianças e adolescentes, gerando uma sociedade mais justa.



Acompanhe o blog: www.infanciasemracismo.org.br

E o twitter também: http://twitter.com/unicefbrasil

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Encontro Estadual de Catadores acontece hoje em Alagoas


A atividade reunirá integrantes de Cooperativas, catadores de Maceió, Delmiro Gouveia e Palmeira dos Índios, além de instituições parceiras



Por: Helciane Angélica – Jornalista


Nesta quinta-feira (25.11), em Maceió, terá a quarta edição do Encontro Estadual de Catadores do Estado de Alagoas. A articulação está sendo promovida pelo Centro de Estudos Sócio-Ambiental/PANGEA e o Movimento Nacional dos Catadores, e conta com o apoio do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (CEASB), Cáritas Brasileiras Reg. NE II, e da Cooperativa dos Catadores da Vila Emater (COOPVILA).

As atividades terão início com a recepção das comitivas oriundas dos municípios de Delmiro Gouveia e Palmeira dos Índios, além de representantes das cooperativas e catadores de Maceió. A concentração será na Praça Sinimbu às 10h, cerca de 100 participantes seguirão em caminhada com faixas e palavras de ordem pelas ruas do Centro, bairro do Jaraguá, até chegar à Prefeitura Municipal de Maceió.

No Gabinete do Prefeito, pretende-se entregar o documento oficial dos catadores ao Prefeito Cícero Almeida, sobre a Lei Nº 12.305, de 02 de agosto de 2010 sobre os Resíduos Sólidos – que só tem a contribuir para a geração de renda dos catadores, melhorias quanto à limpeza do município e bem-estar da sociedade. Em seguida, os catadores e parceiros irão para a Associação Comercial de Maceió, onde serão repassados os informes gerais da coordenação e terá o almoço.

Por volta das 14h, inicia oficialmente o Encontro Estadual dos Catadores e Catadoras do Estado de Alagoas, que terá a formação da mesa de honra, a poesia “Do Êxodo Rural as Favelas da Capital - Realidade dos catadores do antigo lixão de Maceió”, pronunciamentos das autoridades e instituições presentes. Os participantes farão um intenso debate sobre a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos, terá a eleição dos(as) representantes para o Encontro Nacional dos Catadores que acontecerá no próximo mês em Brasília/DF, onde serão recebidos pelo Presidente Lula. E no encerramento previsto para às 17h, serão deliberadas as demais estratégias de integração e articulação no ano de 2011 entre os catadores de Alagoas.



SERVIÇO

IV Encontro Estadual de Catadores(as) de Alagoas

Dia: 25 de novembro de 2010

Horário: 14h

Local: Associação Comercial de Maceió – Jaraguá – Maceió/AL

Mais informações: (82) 9937-7369 / 9937-7359 / 9600-9941 / 3355-5196